terça-feira, maio 19, 2020

Sergipe tem mais de 3.500 casos de Covid-19 e 59 mortes

Boletim diário informa ainda que 1.213 pessoas estão curadas no estado
Cotidiano | Por F5 New

18/05/2020 18h52 - Atualizado em 18/05/2020 19h10

Com 223 novos casos de coronavírus confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta segunda-feira (19), Sergipe chega a 3.566 pessoas infectadas. Também foram registradas mais duas mortes pela Covid-19, ampliando para 59 o número de óbitos pela doença no estado.
Segundo a SES, foram confirmadas as mortes de duas mulheres, uma de 86 anos de Aracaju, que tinha diabetes, hipertensão e doença arterial obstrutiva periférica; e outra de 59 anos, de Umbaúba. A pasta investiga ainda outros 21 óbitos.
São 1.213 pessoas curadas até o momento. Foram realizados 9.409 exames, dos quais 5.843 negativados. Estão internados 176 pacientes, sendo 87 em leitos de UTI (35 na rede privada e 52 na rede pública) e 89 em leitos clínicos (23 na rede privada e 66 na rede pública). 
Confira o número de casos distribuídos por municípios:
Edição de texto: Monica Pintohttps://www.f5news.com.br/

Perfis duvidosos replicam mensagens em massa em defesa do uso da cloroquina em redes sociais


Charge do Cazo (blogdoaftm.com.br)
Deu no O Globo
Uma série de perfis no Twitter replicaram neste domingo, dia 17,  uma mesma mensagem —  comportamento semelhante ao de robôs nas redes sociais —  em defesa ao uso da cloroquina para tratamento da Covid-19.
As publicações acontecem dois dias depois da demissão, a pedido, de Nelson Teich do Ministério da Saúde, que, contrariando a posição do presidente Jair Bolsonaro, disse que atualmente há estudos que indicam que o remédio pode não ser benéfico para enfrentar o novo coronavírus.
CLOROQUINA – A mensagem replicada era: “Minha filha pegou covid no trabalho (Bancária), e meu genro pegou dela, tomaram AZT+HCQ+Zinco logo no inicio dos sintomas, com 4 dias estavam zerados. Não vejo motivo pra tanta polêmica, um medicamento tão antigo e que até grávida pode tomar. Simples…ñ acredita ñ toma!!!”
Perfis que se comportam como robôs ajudam a turbinar pautas bolsonaristas nas redes. O uso desse mecanismo seria usado, inclusive, pelo que já foi chamado “gabinete do ódio” que é alvo da CPI das Fake News no Congresso.
O grupo chamado de “gabinete do ódio” é, supostamente, formado por assessores do Palácio do Planalto ligados ao núcleo duro da família Bolsonaro. Eles seriam encarregados de coordenar ataques virtuais e disseminação de notícias falsas nas redes sociais.
ESTRUTURA  BOLSONARISTA – A deputada e ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), disse à CPI das Fake News em dezembro do ano passado que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) é um dos coordenadores de estrutura montada pelo grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro para fazer ataques virtuais.
Segundo a deputada, Eduardo está “amplamente envolvido” no esquema, do qual também fazem parte assessores dele e de outros deputados federais e estaduais, além de integrantes do Planalto.
Desde o início da epidemia, parte da comunidade científica se manifestou de forma cética em relação aos supostos benefícios da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. No Brasil, a droga é amplamente usada no tratamento de doenças como malária e lupus. Médicos alertam para efeitos colaterais como arritmias que podem se fatais em pacientes como problemas cardíacos.
ESTUDO SUSPENSO – Um estudo realizado no Amazonas chegou a ser parcialmente suspenso após a morte de pacientes que receberam doses altas de cloroquina. Apesar das controvérsias, o presidente defendeu em diversos discursos o uso da droga. No dia 8 de abril, ele chegou a defender o medicamento até na fase inicial da doença.
“Instruí meus ministros: após ouvir médicos, pesquisadores e chefes de Estado de outros países, passei a divulgar, nos últimos 40 dias, a possibilidade de tratamento da doença desde sua fase inicial”,  afirmou
O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu um parecer afirmando que não há evidências de que a droga tenha benefícios no tratamento da Covid-19, mas liberou médicos a prescrevê-la em algumas situações e sempre após informar o paciente sobre os riscos da droga.



Charge do Laerte na Folha

https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/05/19/15898869975ec3c015b93c6_1589886997_3x2_th.jpg

Centrão não quer o Ministério da Saúde e as Forças Armadas também não aceitam


 

Pazuello, antes secretário-executivo da pasta, assumiria “mandato tampão”
Natália Portinari
O Globo
O grupo de parlamentares do Centrão que se aproximou recentemente de Jair Bolsonaro tem defendido a permanência de Eduardo Pazuello, nomeado ministro interino, no Ministério da Saúde até que acabe a pandemia.
O general, antes secretário-executivo da pasta, assumiria assim um “mandato tampão”. O argumento é que, por ser um militar, Pazuello seguiria as ordens impostas por Bolsonaro sem questionamentos, ao contrário de um médico, como foram os dois ministros anteriores.
INDICADO – O vice-líder de governo e ex-ministro da Saúde Ricardo Barros (PP-PR) é um dos que vem defendendo esse ponto de vista a interlocutores. Para o líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), Pazuello é a pessoa ideal para organizar a parte de logística e apoio aos estados, essencial durante a crise do coronavírus.
“Por isso, não haveria um movimento dele (Bolsonaro) de preenchimento da vaga ou de confirmação mais definitiva do Pazuello. Como Pazuello está na frente dessa missão com estados e municípios, já poderia continuar.
Gomes classifica como “exagero” a discordância de Nelson Teich sobre o uso da cloroquina, já que o Conselho Federal de Medicina (CFM) teria aprovado a droga”, o conselho, porém, diz “autorizar” o uso do medicamento a partir dos primeiros sintomas, e não “recomendar”.
VANTAGEM – Políticos do Centrão ouvidos pelo O Globo diagnosticam ainda que, nessa fase da pandemia, não há vantagem em indicar alguém para o ministério. Quem entrar será responsabilizado pela contagem crescente de mortos, avaliam.
O “núcleo duro” de líderes do centrão na Câmara dos Deputados que se aproximou de Bolsonaro é composto de PP, PL, PSD e Republicanos. Outros, como DEM e Solidariedade, têm se colocado como “independentes”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Deu um impasse. O Centrão não quer entrar em nenhuma gelada, só quer os bons cargos. Mas acontece que as Forças Armadas acham que Bolsonaro está fazendo maluquices no combate à pandemia e não querem que um militar assuma o Ministério. E agora, Jair? (C.N.)

Efeito coronavírus ! Partidos avaliam realizar convenções online para eleições municipais

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Tribunal Superior Eleitoral ainda não tem norma sobre o tema
Carolina Linhares
Folha
Com o número de mortes por coronavírus aumentando no país e a possibilidade de que o Brasil seja o novo foco da pandemia no mundo, partidos já cogitam realizar de forma online as convenções para oficializar a escolha de seus candidatos nas eleições municipais.
Embora o adiamento das eleições seja discutido, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não alterou o calendário até agora. As convenções estão marcadas, portanto, de 20 de julho a 5 de agosto –daqui a cerca de 70 dias.
ADAPTAÇÕES – Não só os partidos, mas também o TSE começa a se mover para adaptar as convenções à nova realidade. A discussão sobre fazê-las online, o que envolve orientação da corte sobre o que será válido, já ocorre internamente no tribunal —embora ainda não haja decisões formais sobre isso.
Simbólicas por reunirem até centenas de filiados e apoiadores, as convenções costumam ser grandes eventos em salões enfeitados com faixas e bandeiras onde jingles se revezam com discursos políticos. O ponto problemático passou a ser a aglomeração da militância.
É nas convenções que os filiados votam para escolher quem serão os candidatos do partido a vereador e a prefeito. Como, na prática, essas escolhas já foram feitas pelo partido antes, a convenção tornou-se um ato burocrático, parte do processo de registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
FERRAMENTAS – Em reunião nesta semana, os dirigentes do PSDB aprovaram uma resolução para oferecer aos pré-candidatos ferramentas tecnológicas próprias e suporte jurídico para realizar as convenções online, aferindo a presença dos filiados e o resultado das votações.
O presidente da sigla, Bruno Araújo, diz que as ferramentas estão em desenvolvimento e que é necessário se adaptar “a uma realidade onde proteger vidas sempre será mais importante”.
“A sociedade e consequentemente a política não serão as mesmas. Jornalistas ancorando programas de casa, conselhos de administração de empresas online, medicina à distância, julgamentos virtuais. Adequação aos fatos que se impõem”, completa.
ISOLAMENTO – A opção dos tucanos pelas convenções online evita contrariar dois de seus principais líderes, o governador paulista, João Doria (PSDB), e o prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), que defendem o isolamento social. Covas será candidato à reeleição.
Outros partidos afirmaram à Folha que também avaliam realizar as convenções de forma virtual. A maior parte das siglas já adaptou a rotina para o isolamento social e vem realizando reuniões de dirigentes, votações internas, cursos, eventos e debates por meio das redes.
Vice-presidente do PSL, o deputado federal Júnior Bozzella (SP) diz que a executiva do partido já discutiu o tema das convenções online. “Estamos levando em conta essa possibilidade até para termos um planejamento estabelecido caso o isolamento social venha perdurar por mais tempo, invadindo os prazos de convenção”, diz.
REGULAMENTAÇÃO – O Cidadania pretende recorrer à convenção virtual desde que essa ferramenta esteja regulamentada pelo TSE. A avaliação no partido é a de que o cenário indica que ainda haverá proibição de aglomeração nos próximos meses. A sigla também pondera que hoje as decisões no Congresso e no Judiciário são virtuais, indicando que não há restrição no uso das redes para deliberar.
“Poderemos, sim, utilizar este mecanismo em caso de agravamento do coronavírus”, diz Carlos Lupi, presidente do PDT. “Cabe ao TSE regulamentar, mas é absolutamente possível fazer virtual. Até o STF está julgando de forma virtual”, diz a secretária de organização do PT, Sônia Braga. No PT, a escolha dos candidatos, feita antes das convenções, será virtual.
PRECIPITAÇÃO – O presidente do DEM, ACM Neto, afirma que a convenção online será uma opção, mas considera precipitado tratar do tema sem uma posição da Justiça Eleitoral e do Congresso sobre adiamento da eleição. Ele espera que a decisão venha no início de junho, o que daria tempo hábil para os partidos se planejarem.
O compasso de espera dá o tom em todas as siglas —tanto em relação à evolução da doença nos próximos meses como em relação à sinalização do TSE sobre convenção online e sobre o próprio adiamento do calendário eleitoral.
Um grupo de trabalho do TSE designado para projetar efeitos da pandemia na eleição municipal concluiu até agora que é possível realizá-la no prazo correto, com os dois turnos em outubro (4 e 25).
ADIAMENTO –  No entanto, o ministro Luís Roberto Barroso, que assume a presidência do TSE neste mês, indicou que um possível adiamento não deveria passar de dezembro –o que evitaria a polêmica de estender o mandato dos atuais prefeitos e vereadores.
O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, e o do PSB, Carlos Siqueira, dizem aguardar a decisão do calendário para definir as convenções. O Novo afirmou que avaliará a partir da situação da pandemia.
No MDB, uma resolução que autoriza reuniões remotas atende o caso das convenções online, mas o partido também espera posicionamento do TSE. Na Rede ainda não há decisão sobre o tema. O Republicanos informou que fará uma consulta ao TSE sobre a validade jurídica da convenção online.
NORMAS – Embora o TSE não tenha normas definidas sobre o tema, a avaliação jurídica no PSDB é que as resoluções atuais do tribunal dão espaço para que a convenção seja virtual. As regras não mencionam especificamente reunião presencial, mas entre as informações obrigatórias na ata está o local onde foi feita a convenção.
O PSDB afirma que apenas o secretário da convenção e o presidente municipal do partido estariam no local indicado na ata. Os participantes teriam 72 horas após a convenção para irem à sede do partido, individualmente, assinar a ata.
IMPORTÂNCIA – Na opinião do marqueteiro Paulo Vasconcelos, que trabalhou nas campanhas de Aécio Neves (2014), Alexandre Kalil (2016) e Henrique Meirelles (2018), as convenções têm cada vez menos importância e, por isso, não há prejuízo em fazê-las online em termos de publicidade e divulgação para o eleitor.
“A convenção presencial servia para fazer uma foto. É um assunto completamente desinteressante, porque não há uma disputa de pré-candidatos —é homologatória. É feita para convertidos, não é para fora”, diz.

Aumentam as chances de Aras apresentar denúncia contra Bolsonaro no Supremo

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PGR vai analisar se inclui acusações de Marinho em inquérito de ...
Procurador-geral ficou estarrecido com a postura de Bolsonaro na reunião
Carlos Newton
Ao atender à determinação do presidente Jair Bolsonado e pedir a instauração de inquérito contra o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, no dia 24 de abril, O procurador-geral da República, Augusto Aras, não tinha noção de que estava se metendo numa tremenda enrascada. Acreditou quando o presidente disse que Moro era mentiroso e partiu dessa premissa para pedir o enquadramento do ministro em denunciação caluniosa e mais seis crimes conexos.
Três semanas depois, já está claro que Sérgio Moro em nenhum momento deixou de falar a verdade, enquanto o presidente e seus áulicos contavam uma mentira atrás da outra. E hoje o procurador está vivendo o inferno astral de sua carreira.
DEVER DA PROCURADORIA – No dia 1º de maio, quando Bolsonaro ainda se divertia dando entrevistas para ironizar Moro, dizendo que na reunião ministerial do dia 22 nem pronunciara as expressões Polícia Federal e Superintendência, o procurador respondeu a uma crítica de Moro sobre o “caráter intimidatório” da petição ao Supremo.
Em nota oficial, Aras disse que “a procuradoria-geral da República tem o dever de averiguar todos os fatos – e as versões que lhes dão os envolvidos – em busca da verdade real”. Negou o “caráter intimidatório” da petição e assim finalizou a nota:
“O procurador-geral da República, Augusto Aras, reitera que não aceita ser pautado ou manipulado ou intimidado por pessoas ou organizações de nenhuma espécie. Ninguém está acima da Constituição!”
O JOGO VIROU – Duas semanas depois, tudo mudou, já se sabe que Moro disse a verdade e as provas contra Bolsonaro se acumulam, porque ele costuma dizer uma coisa de manhã e outra à noite. E agora é Augusto Aras que sofre pressão na própria Procuradoria para ter uma atuação mais firme e frear os excessos de Bolsonaro.
Segundo o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, os procuradores acusam Aras de fazer vista grossa para o comportamento de Bolsonaro e tentar se cacifar para uma vaga no Supremo.
Disse Jardim que havia uma quase certeza no ar (inclusive entre os integrantes da equipe de Aras) de que ele não denunciaria Bolsonaro no inquérito que corre no Supremo sob relatoria de Celso de Mello. Mas as coisas mudam.
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P.S.
 – O procurador-geral enfim assistiu à íntegra do vídeo da reunião ministerial citada por Moro e ficou estarrecido com o desempenho do presidente Bolsonaro, que parecia estar numa conversa de botequim. Portanto, se o relator Celso de Mello quebrar o sigilo do conteúdo do vídeo, Aras se verá obrigado a apresentar denúncia contra Bolsonaro. E isso significará o fim, digamos assim. (C.N.)

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