sábado, maio 16, 2020

TV Globo mostra que Jair Bolsonaro mentiu, mas ele insiste na versão fantasiosa



Andre Laranja Sá Corrêa - Coronel do Exército Brasileiro ...
Bolsonaro promoveu Sá Correia a general de brigada
Deu em O Globo
Apesar de alegar que estava preocupado com a segurança dos seus filhos no Rio de Janeiro na reunião ministerial do 22 de abril, na verdade o presidente Jair Bolsonaro não estava insatisfeito com a proteção, tanto assim que  promoveu o responsável por essa função menos de um mês antes da reunião.
Como revelou o “Jornal Nacional” nesta sexta-feira, dia 15, Bolsonaro promoveu no final de março o então diretor do Departamento de Segurança Presidencial e colocou o seu número 2 no lugar, mostrando que estava plenamente satisfeiro com os serviços por eles prestados.
PROMOVIDO A GENERAL – Entre as funções desse departamento, que é vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), está zelar pela segurança pessoal do presidente da República, do vice-presidente e dos seus familiares. Esse órgão era ocupado até o final de março por André Laranja de Sá Corrêa. Entretanto, no dia 26 de março ele foi promovido a general de brigada e foi transferido para o comando da 8ª Brigada de Infantaria Motoriza do Exército, localizada em Pelotas (RS).
Em nota, o GSI criticou a reportagem do Jornal Nacional e deu nova versão sobre frase de Bolsonaro em reunião citada por Moro.
A promoção de oficiais-generais é prerrogativa do presidente da República e deve ocorrer de acordo com o mérito. O cargo atualmente ocupado por Sá Corrêa é importante dentro da estrutura do Exército e já foi ocupado pelo atual ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Para o lugar de Sá Corrêa, Bolsonaro colocou Gustavo Suarez, que até então era diretor-adjunto do departamento.
Bolsonaro também fez uma terceira mudança na estrutura da segurança. Em 28 fevereiro, menos de dois meses antes da reunião, Bolsonaro trocou o chefe do escritório do Rio. O coronel Luiz Fernando Cerqueira foi substituído pelo tenente coronel Rodrigo Garcia Otto.
VERSÃO FALACIOSA – As mudanças contradizem a versão de Bolsonaro que ele queria, e não conseguiu, ter feito mudanças na segurança de familiares. Na reunião do dia 22, de acordo com transcrição apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU), Bolsonaro disse querer trocar a “segurança nossa” no Rio. “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar foder minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar; se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira”, declarou.
BOLSONARO CONFIRMA – Na manhã desta sexta-feira, Bolsonaro afirmou novamente que estava se referindo à “segurança familiar”:
— Eu espero que a fita se torne pública para que a análise correta venha a ser feita, tá? A interferência não é nesse contexto da inteligência não, é na segurança familiar. É bem claro, segurança familiar. Eu não toco PF e nem Polícia Federal na palavra segurança – disse, mais uma vez.

NOVOS TEMPOS ESTÃO POR VIR – AGUARDEM MUDANÇAS.


NOVOS TEMPOS ESTÃO POR VIR – AGUARDEM MUDANÇAS.

Na escalada da vida, muitas vezes é necessário que alguns passos sejam desfeitos para que outros passos possam ser dados com maior segurança.
O grupo que ora se manifesta é o mesmo que outrora contribuiu para que o atual Gestor chegasse ao Poder.
Neste momento não iremos adentrar as fatos, apenas estamos neste ato, criando um ambiente para que a sociedade possa fazer sua parte, mediante o que está abaixo exposto, lembrando que não iremos divulgar a fonte informante, mas toda denúncia será analisada in loco (no local).






Nenhuma descrição de foto disponível.





Buscamos uma mudança há pouco mais de um ano, mas apenas conseguimos piorar aquilo que achávamos ruim, por esta razão, vimos através deste movimento, no qual se fazem presentes quase todos aqueles que fizeram a campanha que foi vitoriosa, mas que se revelou uma desgraça para a nossa Jeremoabo. Frente a esta realidade, aqui estamos de volta para reparar nossos erros, combatendo o mal que assola o nosso Município.
Zé Mário, Heródoto, Beto do Caju, Marcelo do Sindicato, Carlino Souza, Eduardo Engenheiro... Joca.  
Maio, 16/05/2020.



Nota da redação deste Blog - Tudo só muda através de muita luta e com a participação da sociedade exercendo seu direito de cidadania.
Com determinação e coragem Os cães ladram e a caravana passa".


Autor: Marcelo Portocarrero
21 Jan 2019 - 08:00
“Os cães ladram e a caravana passa”.

Esse provérbio árabe procura expressar uma das característica do comportamento humano onde de um lado permanecem os que estão presos a seu delimitado espaço racional e do outro seguem os que passam ao largo, livres, rumo a seu destino. Vão atrás de um futuro melhor para todos, inclusive para aqueles que conseguirem se livrar das coleiras que os mantém presos aos limites impostos por sua própria ignorância.

Ladrar representa a manifestação desesperada dos que tentam impedir a passagem da caravana mesmo sabendo que de nada adiantará produzir ruído já que são incapazes de pará-la, até porque seus espaços vão ficando cada vez mais reduzidos na medida em que que permanecem andando em círculos, contornando os postes onde estão amarrados. Permanecem prisioneiros do passado retrógrado que os estacionou no vácuo da cegueira ideológica adquirida.

E a caravana segue adiante. Nela estão os que aprenderam com seus erros e acertos, os que buscam o melhor sem se incomodar com as manifestações daqueles que optaram por ficar estagnados no limbo do ostracismo partidário.

O desconforto promovido pelo latidos incomoda, porém a caravana passa. Sabe qual caminho percorrer e segue em frente, célere em sua jornada.

Já os que persistem em permanecer presos às suas próprias coleiras assistem a passagem transformadora rumo ao progresso. Só lhes resta torcer contra. A esses a história já respondeu, pois representam um passado retrógrado, corrupto e amoral ao qual não se pretende voltar.

Assim, concluída a analogia, fica claro o que diferencia um grupo do outro. Ela reside no fato de um permanecer parado no tempo de uma política ultrapassada, enquanto que o outro segue em frente na busca de um destino livre de amarras ideológicas.


Marcelo Portocarrero é Engenheiro Civil/UFMT.

Como primeira denúncia após a publicação  desse chamamento cívico, reitero a denúncia oriunda da ONG- Transparência Jeremoabo, onde o Sr. Presidente da mesma, através ofício, levou ao conhecimento da administração municipal da apropriação indébita de um terreno  pertencente ao município de Jeremoabo, terreno esse, onde seria costruído uma Praça no Conjunto Junior.


Jeremoabo confirma primeiro caso de coronavírus na cidade


Nenhuma descrição de foto disponível.


Nota da redação deste Blog - Infelizmente em Jeremoabo aconteceu o óbvio, já que segundo estudos, o Covid 19 visitará todas cidades.
Cabe ao povo se precaver e obedecer as orientações da OMS e MS .

"Segundo o Presidente do Hospital Albert Einstein, médico-cirurgião Sidney Klajner,afirmou que para cada caso notificado do covid-19 , o novo coronavírus, existem outros 15 infectados sem diagnóstico no Brasil".






Médico rebate Damares: "é fake que a cloroquina cura"

"Não é a cloroquina que está resolvendo o problema"

publicado 16/05/2020
damares.png
coordenador técnico do hospital regional da cidade de Floriano (PI), Justino Moreira, afirmou que é "fake" atribuir à cloroquina a cura de 20 pacientes que contraíram a  Covid-19.
A informação é da Folha de S.Paulo.
A cidade piauiense, a 240 km da capital Teresina, recebeu a visita da ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, que foi buscar um protocolo de atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus.
"Não tem comprovação científica? Como não tem? São milhares de páginas escritas por cientistas no mundo inteiro que o remédio dá certo, que a combinação de remédios... O que mais querem? Que um anjo desça do céu para dizer que o remédio dá certo?", disse a ministra na volta.
No entanto, o coordenador do hospital visitado por Damares afirma que o diferencial é a prescrição de corticoide e anticoagulante em pacientes que chegam à internação, evitando a UTI.
"Antes, a gente usava só a cloroquina na segunda fase [de internação], não adiantava, não. A pessoa evoluía mal e morria. Possivelmente, não é a cloroquina a responsável pelo resultado. Na fase grave, ela é insignificante, mas talvez na fase precoce ajude o organismo a se defender", afirmou Moreira à Folha.
"O tratamento é efetivo, porque o paciente melhora rápido. Mas não é a cloroquina que está resolvendo o problema, isso é fake. Na verdade pegaram uma parte do protocolo e disseram que é a cloroquina, mas não é", disse o médico ao jornal. O hospital tem recebido pacientes do Maranhão e do Pará.

“A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos”

Zenaide Santana está em LAMES - Laboratórios de Análises.
A testagem é uma das ferramentas mais importantes para desenhar o cenário do Covid-19. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que todos sejam testados, principalmente para encontrar e isolar os pacientes assintomáticos, importantes vetores na disseminação do vírus.🦠🚫
Com nossa estrutura laboratorial ofereceremos testes rápidos para atender a demanda de nossa cidade!
#lames #saúde #prevenção #juntosnocombateaocoronavírus #covid19




Enquanto o Brasil é preterido por fornecedores e encontra dificuldades para aquisição de material médico para combater o coronavírus, o Laboratório Lames que nunca fugiu da luta, tanto nos bons e principalmente difíceis momentos, não mediu esforços para tentar amenizar o sofrimento e as incertezas da população de Jeremoabo, oferecendo a oportunidade a todos que desejam testar  quem tenha interesse em saber se está ou não com o tão temido Covid 19. 
É isso Dra. Zenaide, o Laboratório Lame continua no seu perpetuo " first position" -  primeira posição, servindo Jeremoabo e cidades circunvizinhas.
A maioria dos jeremoabenses sempre reconheceram sua lealdade,  eficiência e o lado humano.

Segurança pública confirma 51 policiais com Covid-19

Redação Portal A8

Neste sábado (16), a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe informou o boletim da Covid-19, entre os policiais. Segundo os números, a Polícia Civil tem no momento o maior número de infectados, com 22 policiais testados positivos para o novo Coronavírus. 
Foto: Divulgação SSP/SE
Foto: Divulgação SSP/SE
Nas sequência, a polícia militar tem 20 casos de Covid-19, na Polícia Técnica do Cogerp tem 5, no Corpo de Bombeiros tem um, e na polícia penal, são três agentes penitenciários com a doença. 
No total 10 pessoas estão curadas e 86 estão afastados com suspeita.

Sem apresentar prova, empresa diz ter encontrado anticorpo que cura coronavírus


por Everton Lopes Batista | Folhapress
Sem apresentar prova, empresa diz ter encontrado anticorpo que cura coronavírus
Foto: Reprodução / G1
Uma empresa farmacêutica americana afirmou ter encontrado um anticorpo eficiente para neutralizar a infecção pelo novo coronavírus em experimentos realizados em células in vitro em um estudo preliminar.

A companhia Sorrento Therapeutics, no entanto, não explica como o experimento foi feito nem diz que tipo de células foram usadas em laboratório. O texto informa que os resultados da pesquisa serão enviados para publicação em uma revista científica em breve, o que possibilitará que o estudo passe pela revisão de outros cientistas da mesma área.

No comunicado publicado nesta sexta-feira (15), a empresa sediada em San Diego, na Califórnia, diz que o anticorpo chamado STI-1499 teria a capacidade de bloquear o mecanismo que o parasita usa para invadir as células humanas e causar a infecção.

Em entrevista ao canal de notícias americano Fox News, alinhado aos ideiais conservadores do presidente Donald Trump, o diretor da Sorrento Therapeutics disse que o anticorpo representa uma cura para a Covid-19. "Se temos um anticorpo neutralizante no nosso corpo, não precisamos do distanciamento social. Podemos reabrir a sociedade sem medo", afirmou.

Trump, assim como o brasileiro Jair Bolsonaro, é crítico das medidas de quarentena e de seus efeitos na economia.

Mesmo sem comprovar o feito, a Sorrento Therapeutics viu suas ações serem valorizadas no mercado financeiro, que tiveram um pico de crescimento de 240% no valor de suas ações durante o dia.

A Fox News foi um dos primeiros veículos a dar destaque para os estudos preliminares feitos com a hidroxicloroquina, que depois teve o uso endossado pelo presidente americano Donald Trump e defendido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Uma sequência de grandes estudos publicados em revistas científicas de prestígio, porém, vem atestando que o remédio não é eficiente para combater o novo coronavírus.

Segundo a imunologista Cristina Bonorino, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e pesquisadora-associada da Universidade da Califórnia em San Diego, a técnica para desenvolver anticorpos para terapias já é dominada por pesquisadores de diversas instituições.

"Desde o início da pandemia, cerca de uma centena de universidades e empresas começaram a desenvolver esses anticorpos", diz. "O que preocupa nesse caso é a empresa não publicar os resultados", afirma.

Um grupo de cientistas de universidades europeias já havia publicado no dia 4 de maio um artigo que demonstrou a eficiência do uso de um anticorpo para bloquear a infecção pelo novo coronavírus em cultura de células --um estudo preliminar, como a empresa de San Diego diz ter feito.

O artigo está disponível no periódico Nature Communications, revista de acesso gratuito publicada pelo mesmo grupo responsável pela prestigiosa Nature.

Ainda que os resultados da Sorrento se provem reais e promissores, Bonorino lembra que o anticorpo precisa passar por testes em animais e em humanos antes de ser aprovado. "Mesmo que haja alguma flexibilização para a aprovação, ela não vai acontecer sem a comprovação de que o anticorpo funciona e não é tóxico", diz.

Mas de acordo com Bonorino, que estuda anticorpos para tratamento de câncer (técnica conhecida como imunoterapia) e faz parte do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia, o uso do dispositivo como medicamento é custoso e não garante proteção duradoura contra o vírus.

"Os anticorpos agem para reforçar a imunidade", explica a cientista. Essas moléculas têm um prazo de validade no nosso corpo, que, dependendo da dose, dura até alguns meses.

Um anticorpo usado contra doença respiratória em crianças, o palivizumabe, tem seu valor na casa dos R$ 4.000 por dose. Anticorpos usados em tratamento de câncer são ainda mais caros, e podem chegar ao preço de R$ 25 mil por mês de uso.

"Anticorpos são caros, e o efeito é passageiro", diz a pesquisadora. "O ideal é que o corpo crie uma memória imunológica, e isso só a vacina faz", conclui.

Procurada pela reportagem, a Sorrento Therapeutics disse que não conseguiria responder às questões do jornal devido ao aumento da demanda de trabalho de sua equipe.

Veja ministros da Saúde demitidos pelo mundo durante a pandemia


por Lucas Alonso | Folhapress
Veja ministros da Saúde demitidos pelo mundo durante a pandemia
Foto: Marcelo Casal Jr./ Agencia Brasil
Desde o início da pandemia de coronavírus, autoridades de saúde de todo o mundo ficaram em evidência.

O período, contudo, serviu para expor divergências com líderes de diversos países que resultaram em exonerações e pedidos de demissão.

O caso mais recente é do Brasil. O agora ex-ministro da Saúde Nelson Teich pediu demissão nesta sexta-feira (15), a dois dias de completar um mês no cargo.

Teich foi pressionado por Jair Bolsonaro para ampliar o uso da cloroquina no tratamento de pacientes com quadros leves da Covid-19, apesar da falta de evidências científicas sobre a eficácia do medicamento.

Ele também foi informado pela imprensa da decisão do presidente de aumentar a lista de atividades essenciais.

Antes de Teich, Luiz Henrique Mandetta foi demitido por Bolsonaro em 16 de abril, após um longo embate entre eles diante das ações de combate ao coronavírus.

Em um dos conflitos, por exemplo, o presidente disse que estava "faltando humildade" a Mandetta e ameaçou usar a caneta contra ministros que "viraram estrelas".

Pelo mundo, situações semelhantes ocorreram em pelo menos oito países. Os motivos variam entre violações da quarentena, divergências políticas, exaustão física e questões pessoais.

Veja:

DAVID CLARK - NOVA ZELÂNDIA

Clark pediu demissão depois de ter sido flagrado em viagem com a família para ir à praia enquanto a Nova Zelândia vivia seu nível mais restrito de isolamento.

"No momento em que pedimos aos neozelandeses que façam sacrifícios históricos, decepcionei a equipe. Eu fui um idiota e entendo por que as pessoas ficam com raiva de mim”, afirmou em um comunicado.

A primeira-ministra Jacinda Ardern, frequentemente elogiada por sua postura de enfrentamento à pandemia, disse que, em circunstâncias normais, aceitaria o pedido de demissão, mas, para evitar perturbações, rebaixou Clark a um cargo menor no governo.

A Nova Zelândia registrou, até esta sexta (15), 1.498 casos e 21 mortes por Covid-19.

CATHERINE CALDERWOOD - ESCÓCIA

A chefe da Saúde da Escócia pediu demissão em 5 de abril, depois de sofrer uma série de críticas por furar a quarentena para viajar com a família duas vezes.

Ela se desculpou e foi mantida pela primeira-ministra, Nicola Sturgeon. Mas as críticas e um aviso formal da polícia escocesa de que as orientações de isolamento se aplicavam a todos tornaram a permanência de Calderwood no cargo insustentável.

A Escócia registrou mais de 14 mil casos e 2.053 mortes até esta sexta (15).

BRUNO BRUINS - HOLANDA

Bruins pediu demissão do cargo em 19 de março, depois de sofrer um colapso por exaustão na noite anterior.

O ex-ministro comparou a luta contra o coronavírus à demanda física de esportes de alto nível e disse que seu corpo não estava preparado para a tarefa.

A Holanda confirmou, até esta sexta (15), mais de 43 mil casos e 5.662 mortes.

CATALINA ANDRAMUÑO - EQUADOR

Depois de pouco mais de nove meses como ministra da Saúde, Andramuño pediu demissão em 21 de março, acusando o governo de não levar a sério as orientações médicas e técnicas para enfrentar o coronavírus.

Ela também apontou, em sua carta de demissão, a falta de recursos e de insumos médicos para hospitais e profissionais de saúde.

O Equador é, de acordo com o índice de mortos por 1 milhão de habitantes, o país mais atingido pela pandemia na América Latina e registra mais de 30 mil casos e 2.338 mortes.



ELIZABETH HINOSTROZA - PERU

A renúncia de Hinostroza foi oficializada pelo presidente do Peru, Martín Vizcarra, em 20 de março. Médica, ela foi substituída pelo atual ministro, Víctor Zamora.

Na publicação oficial que assinalou a mudança no ministério peruano, Vizcarra agradeceu a Hinostroza pelo seu trabalho, realizado durante cerca de cinco meses, e disse que uma "avaliação rigorosa" obrigou o país a tomar a decisão de substituí-la.

Dias depois, Hinostroza foi nomeada assessora do gabinete do ministro do Interior com a tarefa de monitorar as ações da Polícia Nacional do Peru no âmbito do combate à pandemia.

Até esta sexta (15), o Peru registrou mais de 80 mil casos de coronavírus e 2.267 mortes, de acordo com a universidade americana Johns Hopkins.



VICTOR COSTACHE - ROMÊNIA

Costache pediu demissão do cargo de ministro da Saúde em 26 de março, depois de cinco meses no governo. De acordo com o primeiro-ministro, Ludovic Orban, a saída se deu devido a razões pessoais.

Segundo fontes ouvidas pela imprensa romena, entretanto, Orban pediu que o ministro renunciasse depois de ele ter dito que faria testes de coronavírus em toda a população de Bucareste, em meio a preocupações com a logística necessária para os exames e sob críticas de falta de equipamentos de proteção para profissionais da saúde.

A Romênia confirmou mais de 16 mil casos e 1.070 mortes por Covid-19.



RAFAEL RODRÍGUEZ - PORTO RICO

O ex-secretário de Saúde de Porto Rico pediu demissão depois de confirmados os três primeiros casos de coronavírus no território que pertence aos Estados Unidos.

A governadora, Wanda Vázquez, aceitou o pedido sob a justificativa de que estava insatisfeita com o trabalho do secretário.

Porto Rico confirmou 2.427 casos e 117 mortes por coronavírus até esta sexta (15).



ANÍBAL CRUZ - BOLÍVIA

Cruz apresentou sua renúncia à presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, alegando "motivos pessoais" no dia 8 de abril.

Ele ocupava o cargo de ministro desde que o atual governo tomou posse após a queda de Evo Morales.

A Bolívia registrou 3.372 casos e 152 mortes por coronavírus até esta sexta.ta sexta.

Bahia Notícias

Descobrir vacina inaugura nova leva de problemas, diz virologista


por Ana Estela de Sousa Pinto | Folhapress
Descobrir vacina inaugura nova leva de problemas, diz virologista
Foto: Reprodução / Pixabay
Nada garante que seja possível encontrar uma vacina para o coronavírus, diz o virologista e epidemiologista belga Marc Van Ranst, mas, mesmo que os cientistas cheguem a ela, as dificuldades estarão só começando.

Responsável pela política de combate à influenza da Bélgica e membro do grupo que orienta as medidas contra o coronavírus, Ranst, 54, afirmou disse também nesta sexta (15) que, apesar da pressão de alguns governos para garantir primeiro suas doses, os laboratórios devem colaborar para uma distribuição mais ampla.

“As companhias sabem que precisam fazer negócios depois da pandemia. Os amigos que você fizer durante a pandemia serão seus amigos depois. Se mostrar o dedo do meio para alguns países, eles não esquecerão disso depois”, disse ele em entrevista ao vivo pela internet, organizada pelo centro de estudos independente Friends of Europe.

Para Ranst, os que criticam os danos econômicos dos confinamentos “não veem o desastre que seria um crescimento exponencial da doença, com um dano à economia muito maior”. Mas, segundo ele, quem está em política pública precisa saber que ao final sempre será criticado. "Não há como ganhar essa guerra. No final, ou diriam que fizemos pouco e deixamos muitos morrerem, ou dirão que nos preparamos demais e jogamos dinheiro fora. Nunca não achar que foi na proporção certa.”

Quem pega primeiro as vacinas

"É claro que todos os países gostariam de receber as primeiras doses assim que estiverem disponíveis, mas isso seria um desastre, não interessa às indústrias e, no começo, não haverá produção suficiente. O mais provável é que as primeiras levas sejam para os grupos de maior risco, os idosos, os que têm doenças específicas, os trabalhadores de saúde.

Também deve funcionar um sistema que já existe hoje, em que os países ricos pagam um pouco mais para que os mais pobres paguem menos.

As companhias sabem que precisam fazer negócios depois da pandemia. Os amigos que você fizer durante a pandemia serão seus amigos depois. Se mostrar o dedo do meio para alguns países, eles não esquecerão disso depois."


Prazo para as vacinas

"Nas próximas semanas vamos começar a ouvir de sucesso em testes com animais, depois passaremos aos testes com pessoas, vamos infectá-las com o vírus e ver se funcionam. E precisaremos ter um grupo de controle [que recebe o placebo em vez da vacina], para ver que diferença faz a vacina, e para isso temos que ter certeza de que temos os tratamentos para os que ficarem doentes. Não vai acontecer em duas semanas.

Desenhar a pesquisa é fácil, testar em animais é fácil e logo aparecerão resultados positivos. Grande parte delas será segura em pessoas. E aí virá a parte mais difícil: fazer 7 bilhões de doses, 14 bilhões de doses. Podem ser necessárias duas doses para imunizar.

Nem tudo vai estar pronto para todo mundo, e isso vai criar todo tipo de problema político e diplomático."
 
Meu país primeiro

"Houve um movimento para proteger meu país primeiro durante a pandemia, porque todos foram pegos de surpresa, e tentaram pegar qualquer máscara que estivesse à mão. Fizeram negócios com fornecedores problemáticos, o resultado não foi bom.

Se uma vacina ficasse pronta amanhã, provavelmente aconteceria o mesmo. Mas, como ainda está a muitos meses, há tempo para negociar uma solução pela qual todos os interesses possam ser atendidos."


Vacina obrigatória?

"Não acho que obrigar funcione, e tudo o que os lobbies antivacina querem é que os governos obriguem as pessoas. Não devemos dar isso a eles.

O governo deve fazer tudo o que puder para convencer as pessoas, mas não em público. Há maneiras melhores de incentivar comportamentos hoje, formas muito mais eficazes de convencer as pessoas a se vacinarem."


Pressão social

"O confinamentos foram uma das maiores restrições à liberdade da história, era possível fazer mais coisas durante a Segunda Guerra que agora. Ainda assim, houve quem tentasse romper as regras, mas a pressão social funcionou.

No caso da influenza, que conhecemos há anos e para a qual temos vacinas, só uma parte da população se previne. Seria bom que todos tomassem, mas não precisa ser 100%. Se for 65% já estará bom. E é preciso explicar para as pessoas que elas se vacinam não só por elas mas pela segurança dos outros também."


Lições das epidemias de gripe

"Este vírus é diferente. Os primeiros sintomas são parecidos e há grupos vulneráveis semelhantes, com a grande diferença das crianças. Ainda não sabemos para onde vai esta pandemia.

Até agora, morreram 300 mil pessoas de Covid-19, mas, todos os anos, morrem entre 250 mil e 500 mil de gripe. O corona vai chegar lá, mas nunca será tão mortal. Influenza é algo muito sério, deveríamos ser mais claros sobre isso."


Saúde x economia

"Não há como ganhar essa guerra. No final, ou diriam que fizemos pouco e deixamos muitos morrerem, ou dirão que nos preparamos demais e jogamos dinheiro fora. Nunca não achar que foi na proporção certa.

Falam dos danos à economia, mas não pensam no que aconteceria se não houvesse as restrições. Não veem o desastre que seria um crescimento exponencial da doença. O dano à economia seria muito maior. Mas quem está em política pública precisa saber que ao final sempre será criticado."


Aqui para ficar

"Provavelmente será intermediária entre a da gripe, que é preciso tomar todo ano, e as que resolvem em um tiro só. Ainda não sabemos tudo, mas a mutação do coronavírus parece ser menor que a da influenza, mas depois de algumas estações a imunidade deve cair. Existe uma chance de a doença desaparecer, mas ela é muito pequena. Aconteceu com a Sars depois de 2003, mas o foco eram a China e o Canadá. A Covid-19 é muito mais contagiosa, pandêmica, está no hemisfério norte e sul ao mesmo tempo e, quando isso acontece, a chance de ela simplesmente sumir é menor."


Passaporte de imunidade

"Não vai acontecer, e seria um desastre. Levaria a todo tipo de comportamento bizarro, duas classes de pessoas, falsificações, gente se infectando de propósito. E, depois de uma estação, já não se saberia mais quem tem anticorpos e quem não tem."

Em estudo, pacientes que já tomavam hidroxicloroquina não se protegeram da Covid-19


por Phillippe Watanabe | Folhapress
Em estudo, pacientes que já tomavam hidroxicloroquina não se protegeram da Covid-19
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias
Um pequeno estudo recente publicado na área de Letters do Annals of the Rheumatic Diseases, periódico do BMJ e da European League Against Rheumatism (Eular), não observou função protetora da hidroxicloroquina contra a Covid-19 em pacientes com lúpus, que já tomavam o remédio.

Pesquisadores franceses analisaram dados de somente 17 pessoas contaminadas com o novo coronavírus e que tinham lúpus eritematoso. As informações são relativas ao período de 29 de março a 6 de abril.

Os pacientes escolhidos se tratavam com hidroxicloroquina há sete anos, em média.

Segundo os autores, 14 pessoas precisaram de ajuda hospitalar, dos quais sete foram para UTI. Entre os pacientes, 11 necessitaram de ajuda de aparelhos para respirar.

Até 7 de abril, cinco pacientes tinham recebido alta, sete permaneciam hospitalizados e dois morreram.

O estudo aponta que 13 pacientes (76%) foram diagnosticadas com pneumonia viral, com 11 casos de complicações por falência respiratória e cinco de síndrome do desconforto respiratório agudo. Três pessoas tiveram falha renal aguda, das quais duas precisaram de hemodiálise.

Mesmo com doses terapêuticas presentes no sangue dos pacientes, a hidroxicloroquina aparentemente não impediu a infecção e complicações por coronavírus, dizem os autores.

No entanto, o pequeno número de participantes é um limitador da pesquisa e impossibilita maiores conclusões.

Segundo Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp, também chama a atenção que cerca de 59% dos pacientes eram obesos, uma condição ligada a quadros mais graves da Covid-19. Além disso, 47% tinham doenças renais crônicas.

"A cloroquina, que já estava em uso em pacientes reumatológicos e não impediu a evolução para formas graves da doença. Não apresentou benefício aparente", afirma Stucchi.

Trata-se de mais um estudo que não encontrou ação da droga contra a Covid-19. Recentemente, pelos menos outras quatro pesquisas, publicadas em revistas científicas importantes, chegaram a conclusões próximas.

Um deles, publicado no The New England Journal of Medicine, um dos mais importantes periódicos científicos, não encontrou eficácia da hidroxicloroquina na redução de mortes ou para impedir intubação de pacientes com a Covid-19. A pesquisa observou dados de 1.376 pacientes do Hospital Presbiteriano de Nova York (que é associado à Universidade Columbia e à Weill Cornell Medicine).

Outra pesquisa recente com 1.438 pacientes, publicada na revista Jama (Journal of the American Medical Association), também não encontrou redução de mortalidade por Covid-19 entre pessoas medicadas com hidroxicloroquina (com e sem associação com azitromicina).

Por fim, duas outras pesquisas publicadas na BMJ também não observaram ação da droga, inclusive para casos leves a moderados. Uma delas, de modo randomizado (pacientes sorteados aleatoriamente, o que aumenta o nível da evidência científica obtida) e com grupo controle, não observou ação da hidroxicloroquina na eliminação do vírus nos pacientes.

Há, porém, diversos outros estudos em andamento para verificar a eficácia ou não da hidroxicloroquina e da cloroquina contra a Covid-19. Essas são as drogas mais estudadas em pacientes acometidos pela doença causada pelo novo coronavírus no mundo.

Um em cada três testes em humanos usam a cloroquina, e o Brasil está entre os países com a maior quantidade dessas pesquisas.

Apesar das evidências contrárias, o medicamento tem forte apelo político dentro do governo Jair Bolsonaro (sem partido), ao ponto de ser um dos fatores envolvidos na demissão dos últimos dois ministros da saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

A demissão de Teich ocorreu após pressão de Bolsonaro para que o Ministério da Saúde implementasse um protocolo para uso de cloroquina no início do tratamento da Covid-19 mesmo sem evidências científicas para tanto.

Em teleconferência com empresários na quinta-feira (14), o presidente afirmou que o protocolo atual, que avaliza o uso do medicamento para casos críticos e graves, "pode e vai mudar".

Em reunião com Bolsonaro, Teich disse, de acordo com relatos feitos à reportagem, que a mudança não era correta e não tinha amparo científico. Antes mesmo de Bolsonaro argumentar e para evitar uma fritura semelhante ao que ocorreu com o ex-ministro Mandetta, Teich afirmou que pretendia deixar o cargo.

Governo se desestabiliza e Celso de Mello decide sobre exibição do vídeo nesta segunda

Posted on 

Imprensa internacional repercute saída de Nelson Teich | Mundo | G1
Teich peitou Bolsonaro e mostrou que é um homem de caráter
Pedro do Coutto
Com a demissão do ex-ministro da Saúde Nelson Teich ficou flagrante a desestabilização do governo Jair Bolsonaro, uma vez que são muitos os choques entre o presidente e integrantes de seu governo. Na minha opinião, o presidente da República encontra-se em conflito com o candidato vitorioso nas urnas de 2018. Seu alvo deixou de ser o ataque ao PT e ao lulismo. Acredito que ele próprio tenha esta questão como seu próprio enigma.
A semana que se inicia terá efeito decisivo no momento em que o ministro Celso de Mello divulgar sua decisão a respeito do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril.
NUVENS CARREGADAS – O dia de ontem, sexta-feira, foi pleno de nuvens carregadas ameaçando a população brasileira. São 220 milhões de pessoas que dependem de forma absoluta do rumo que o governo vier a tomar, a partir do despacho decisivo do ministro Celso de Melo.
Até ontem, tornaram-se claros os ponto de vista do Procurador Geral da República, do Advogado Geral da União e dos advogados do ex-ministro Sérgio Moro.
O Procurador Geral da República afirmou ser favorável a liberação parcial do vídeo, portanto condicionada às palavras do presidente da República no que se refere à Polícia Federal. Assim nesse contexto está a referência à Superintendência do Rio de Janeiro.
AGU QUER SELECIONAR – A mesma resposta foi fornecida, também ontem, pelo AGU, enquanto os advogados de Sérgio Moro manifestaram-se pela divulgação total do vídeo, que não deixa de ser um fato que certamente balizará os rumos que vão suceder aos dois episódios mais sensíveis dos últimos dias: a confusão na área da saúde e a exposição parcial ou total do vídeo que, na minha opinião, vai se incorporar a história do Brasil a ser observada na sua importância pelos que vierem depois de nós.
ARTIGO DE MOURÃO – Um artigo do General Hamilton Mourão publicado no Estado de São Paulo de quinta-feira, causou reflexos preocupantes por se referir ao poder militar e seu peso nas instituições do país. Um problema a mais, portanto, a ser esclarecido. Entretanto, penso eu, que o vice-presidente no fundo estava mais se referindo a seus colegas de farda para que não se desviem de suas obrigações constitucionais e institucionais.
Acrescentando mais outro problema, desta vez na área econômica, o ministro Paulo Guedes voltou a um de seus assuntos prediletos. Desonerar a folha dos empresários no que se refere as suas contribuições para o INSS e para o FGTS.
Eu adiciono um aspecto: é preciso desonerar o povo brasileiro dos problemas que ele enfrenta todos os dias.

Em destaque

Com volta do recesso, oito bancadas da Câmara ainda não definiram seus líderes

Publicado em 1 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Lideranças serão definidas no próximo mês Victor...

Mais visitadas