domingo, abril 19, 2020

TCE investiga contrato milionário

NE Notícias

Mohamed Hassan / Pixabay
Muito se falou em Sergipe sobre um contrato emergência da Secretaria de Estado da Saúde com uma empresa para a reserva de hotel, que ficaria à disposições de profissionais da pasta.
Propósito correto da secretaria.
O questionamento foi feito em torno dos valores, que poderiam bater perto de R$ 1 milhão, por até 180 dias.
A secretaria desistiu do contrato depois da repercussão AMPLAMENTE negativa.
Como NE Notícias informou, o Tribunal de Contas investiga contrato da Saúde, que deve chamar muito mais a atenção do que o feito para a reserva de um hotel.
FIQUE DE OLHO!!!

Contrato nº 35/2020, para prestação de serviço de manutenção preventiva e corretiva com reposição total de peças e recarga de gases dos condicionadores de ar, no valor de R$ 2.718,611,81

Covid-19: Ricos e pobres irão para as mesmas covas rasas em escavações de emergência

Teich pede desculpas a conselho de secretários da saúde por Bolsonaro ter barrado representante na posse

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Demitir funcionário agora pode resultar em mais gastos depois, dizem especialistas

Domingo, 19 de Abril de 2020 - 07:30

por Gabriela Zocchi | Folhapress

Demitir funcionário agora pode resultar em mais gastos depois, dizem especialistas
Foto: Reprodução / Agrega Consulting
Demitir funcionários parece ser a única saída para muitos empreendedores em momentos de crise. A medida, porém, pode trazer prejuízos a médio prazo.

"Se o empregado não tem alto nível de qualificação e não ganha um salário alto, demiti-lo pode ser uma opção para manter a sustentabilidade da empresa", diz Denise Delboni, advogada e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas). 

Já em setores que exigem mão de obra superqualificada, difícil de ser treinada, o ideal é pensar em alternativas para não demitir. "Quando a crise passar, o empreendedor vai precisar da competência de seus funcionários", explica a especialista.

Essa regra vale principalmente para o comércio, que teve seu funcionamento afetado pelo avanço do coronavírus. "Muitos negócios poderão retornar à normalidade quando tudo isso passar. Outros setores, porém, vão demorar mais para voltar, como é o caso do turismo", afirma.

Para a professora, empresas que fazem parte desse último grupo terão dificuldades de se manter sem demitir.

"A companhia não sabe se vai estar viva amanhã, como vai fazer algum acordo com seus empregados?"

Mesmo assim, antes de dispensar funcionários é possível recorrer a outras alternativas, diz Sandra Fiorentini, consultora do Sebrae-SP. "A primeira possibilidade é antecipar as férias dos empregados."

O empresário tem esse direito e, pela medida provisória 927, que estabeleceu mudanças nas leis trabalhistas durante a pandemia, o adicional correspondente a 1/3 das férias pago pela empresa poderá ser depositado até 20 de dezembro. "Além disso, também é sugerido antecipar banco de horas e feriados."

Outra saída é reduzir de 25% a 70% jornadas e salários, como o previso pela MP 936, ou ainda suspender o contrato de trabalho neste período.

"Uma última alternativa pode ser buscar auxílio nas linhas de crédito para financiamento da folha de pagamento", afirma Fiorentini.

Se, mesmo depois de tudo isso, o empresário ainda precisar demitir, alguns critérios podem ser seguidos para ajudar na decisão de quem cortar.

A qualificação do profissional e o custo que a demissão pode causar à empresa são pontos a serem analisados. Outra forma de selecionar quem fica é escolher aqueles que são mais dependentes financeiramente do trabalho.

O empresário André Makoto, 42, sócio do restaurante Malibu Park, no bairro da Aclimação, em São Paulo, precisou demitir dois garçons e dispensar outros dois funcionários que estavam em fase de experiência. Ele optou por manter apenas a equipe da cozinha e do bar.

"Tivemos uma queda de 50% de clientes já na semana que antecedeu a quarentena", diz.

André também reduziu o consumo de energia e renegociou o valor do aluguel e de contratos com seus fornecedores. Ele ainda aumentou a oferta de pratos em aplicativos de entrega. Mesmo assim, o faturamento, que antes estava na casa dos R$ 150 mil por mês, foi reduzido para cerca de um sexto do valor.

Bahia Notícias

Bolsonaro corre risco liberando o comércio, mas o risco maior é da população


Novo ministro da saúde
Charge da Carol Andrade (Humor Político)
Pedro do Coutto
Ao dar posse ao ministro Nelson Teich, na sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou estar disposto a liberar o funcionamento do comércio, estando consciente do risco dessa aposta. Portanto, acentuo, na verdade o risco maior em consequência da medida corre a população do país que ficará ainda mais exposta à contaminação pelo coronavirus 19.
Isso porque até agora todos os médicos e pesquisadores são praticamente unânimes em afirmar que a virose encontra-se ascendente até meados de maio e que só há um meio de bloquear a contaminação em massa da população. Esse meio reside no isolamento horizontal. O isolamento chamado vertical, ao contrário do que pensa o presidente da República iria permitir uma contaminação maior do que aquela que se está verificando.
10% AO DIA – Na tarde deste sábado por exemplo, havia 33 mil casos de contaminação com 2.700 mortes. Os dois números tristemente acusam uma progressão em torno de 10% ao dia. Estes números já são muito altos e tornar-se-iam ainda mais altos com a volta do funcionamento do comércio.
O vírus possui uma força de contaminação muito forte, sendo numerosos os casos de sua propagação inclusive entre médicos enfermeiros, e todo o pessoal que atua na linha de frente. A população, assim, tem toda a razão de, como vem fazendo, aplaudir as equipes que se encontram combatendo a epidemia.
SUPREMO JÁ DECIDIU – O presidente Bolsonaro anunciou, portanto, sua intenção de liberar o comércio para conter o desemprego, mas esqueceu que o Supremo Tribunal Federal determinou por unanimidade que o protocolo em torno das ações seja realizado pelos estados e municípios do país.
Ficou clara a tendência de estender o isolamento, como a decisão que foi tomada pelo governador de São Paulo, João Doria, que ele não está sozinho nessa diretriz, pois todos os governadores estão seguindo o mesmo caminho, até porque essa direção é a que implica não só no combate mais efetivo a contaminação, mas também pelo fato de não aceitarem bancar o risco como anunciou para si o presidente Bolsonaro.
BOLSONARO ISOLADO – A responsabilidade é muito grande, uma vez que o risco é compatível com a decisão assumida. Assim o presidente da República fica ainda mais isolado no episódio que se prolonga dia a dia no país. Se o presidente Jair Bolsonaro tiver alguma ´dúvida sobre a eficácia do isolamento bastará ele reconhecer que todos os países afetados (e são muitos) estão adotando a mesma providência.
O presidente da República, cada vez mais isolado em matéria de combater a epidemia, não está sintonizado com a realidade dos fatos. E não percebe que ele é o único que defende a volta do funcionamento do comércio.
Com seu discurso de sexta-feira, assumiu por sua própria vontade um risco enorme. Resta a esperança de os governadores e prefeitos assumirem a posição oposta.

Para aprovar novos “benefícios” aos banqueiros, Guedes criou falsas salvaguardas


Resultado de imagem para guedes charges
Charge do Davilson (Arquivo Google)
Carlos Newton
Conforme denunciamos aqui na Tribuna da Internet neste sábado, dia 18, o ministro da Economia, Paulo Guedes armou uma jogada de mestre no projeto do “Orçamento de Guerra” e incluiu um dispositivo que permite aos bancos “vender” ao Banco Central seus “créditos podres” (empréstímos a pessoas físicas e jurídicas que não foram pagos a longo dos últimos 15 anos). Esse suposto prejuízo dos bancos chega a quase R$ 1 trilhão, sem contar outros trilhões de correção monetária e juros de mora.
A armação feita por Guedes permite que o Banco Central possa comprar, em mercado de balcão e sem o menor controle, esses papéis antigos existentes nas carteiras de bancos. Essa vergonhosa excrescência, que nada tem a ver com a pandemia, veio a ser aprovada na Câmara.
ARMAÇÃO ILIMITADA – Esse golpe no erário está previsto no parágrafo 9º do artigo 115, que autoriza o Banco Central a atuar em mercados de balcão e comprar qualquer tipo de papel privado, entre os quais derivativos e outros créditos, que incluem a carteira de empréstimos não pagos por clientes nacionais ou estrangeiros, sem qualquer limite ou controle. Com essa manobra, o governo assumirá os prejuízos e riscos dos bancos, engordando ainda mais seus lucros, às custas do Tesouro Nacional.
A especialista Maria Lúcia Fattorelli, criadora do site Auditoria Cidadã, identificou o golpe de Guedes e o denunciou ao senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator da PEC 10/2020, que versa sobre o “Orçamento de Guerra”.
ANASTASIA SE ASSUSTOU – O relator da PEC 10/2020 se assustou, porque a proposta já tinha sido aprovada na Câmara. Mas cometeu um erro. Ao invés de derrubar o dispositivo, indagou à equipe econômica como deveria proceder.
Assim, na chamada undécima hora, Anastasia alterou seu parecer para impedir o golpe de Guedes, mas o resultado ainda não é satisfatório, porque a equipe econômica conseguiu deixar estratégicas brechas na lei.
O fato concreto é que  Anastasia aceitou as “salvaguardas” de Guedes, mas todas são ilusórias. A primeira diz que o BC só comprará ações privadas desde que limite as operações a mercados secundários nacionais, mas isso não altera o risco e a obscuridade das operações nesse mercado de balcão, pois papéis relacionados a créditos internacionais podem ser negociados no mercado nacional.
PAPÉIS ESPECULATIVOS – A segunda “salvaguarda’, segundo a equipe de Maria Lucia Fattorelli, também é ardilosa. Prevê que os ativos a serem adquiridos pelo Banco Central tenham classificação em categoria de risco de crédito equivalente a “BB-“, ou seja, coloca na Constituição que o BC poderá comprar ativos de “grau especulativo”, que é o significado de “BB-“.
Além disso, s agências classificadoras têm tido sua conduta seriamente questionada, em especial desde a Crise de 2008, por atuarem a favor de seus contratantes, ou seja, os bancos, com evidentes conflitos de interesses. Também têm sido acusadas de fraudes até em processos movidos pelo governo dos Estados Unidos,
Ademais, será altamente questionável a avaliação, por uma agência internacional de risco, de derivativos privados emitidos por empresas não-financeiras, sendo que tais ativos sequer são negociados em bolsas de valores! É evidente a impossibilidade de uma avaliação minimamente séria!
TERCEIRA SALVAGUARDA – Por fim, Anastasia aceitou dar preferência à aquisição de títulos emitidos por micro, pequenas e médias empresas, o que denota desconhecimento quanto ao tipo de empresa que pode emitir papéis financeiros (debêntures e derivativos que a PEC 10/2020 menciona).
Somente grandes empresas – S/A – podem emitir tais papéis, a não ser no caso de empresas de fachada, fantasmas, ou as novas empresas estatais não dependentes, que têm sido criadas para operar esquemas financeiros fraudulentos da denominada Securitização de Créditos Públicos (estas costumam ser criadas com capital reduzido e emitem debêntures com garantia estatal elevadíssima).
O próprio relator, em seu parecer, afirmou que nenhuma empresa seria beneficiada com recursos dessas aquisições feitas pelo Banco Central, e chegou a usar essa afirmação como argumento para rejeitar emendas de senadores que pediam contrapartidas (manutenção de empregos e não distribuição de lucros aos sócios). Ou seja, os bancos é que serão os maiores beneficiários.
SENADOR FOI ILUDIDO??? – Como se vê, o relator Anastasia foi iludido ou se aliou à equipe econômica, ao aceitar as falsas salvaguardas. Agora a PEC desceu para a Câmara, e espera-se que seja expurgada mais essa generosidade do ministro Guedes para seus amigos banqueiros.
Agora, as perguntas do site Auditoria Cidadã, que a equipe econômica e o presidente da República têm de responder, são instigantes, inquietantes e intrigantes: “Por que autorizar o Banco Central a comprar de carteiras de derivativos e outros papéis privados de empresas e bancos nacionais e estrangeiros em poder dos bancos? Isso não significará ajuda alguma para as empresas ou para a economia do país, mas exclusivamente beneficiará os bancos! E isso não tem absolutamente nada a ver com a pandemia do coronavírus! Qual é a urgência dessa medida?”
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P.S. 1 –
É triste dar esse tipo de notícia, ao constatar que uma calamidade pública se transforma em oportunidade para beneficiar os banqueiros – eles, sempre eles.  Mas o que esperar de um elemento como Paulo Guedes, que se protege com o foro privilegiado e se nega a prestar depoimento à Procuradoria-Geral da República sobre os prejuízos que deu a fundos de pensão?
P.S. 2 – Sabemos que ninguém se interessa por esse tipo de denúncia, e os fanáticos por Bolsonaro simplesmente vão alegar que não existe corrupção nesse governo. Mesmo assim, amanhã voltaremos ao assunto, com outras informações inquietantes. (C.N.)

Bolsonaro pensou (?) que poderia aumentar a lista das atividades tidas como essenciais


Bolsonaro demite Mandetta e diz que novo ministro terá de olhar ...
Supremo decidiu isolar Bolsonaro e prestigiar os governadores
Deu na Folha
Logo após demitir o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar as ações de governadores e prefeitos para conter o avanço do coronavírus. Apesar dessa insistência do presidente e da troca do ministro, Bolsonaro segue amarrado e sem meios próximos para colocar em prática suas antigas ameaças para editar decretos ou medidas provisórias para reverter as decisões de estados e municípios em torno do isolamento social.
POR UNANIMIDADE – Um dia antes, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade que estados e municípios têm autonomia para determinar o isolamento social em meio à pandemia do coronavírus.
Todos os nove ministros que votaram defenderam que prefeitos e governadores têm competência concorrente em matéria de saúde pública e, portanto, podem regulamentar a quarentena. A maioria permitiu ainda que os entes da federação decidam quais são os serviços essenciais que podem funcionar durante a crise.
O sistema federalista adotado no Brasil concede autonomia administrativa para estados e municípios em áreas como saúde, educação e comércio, o que restringe a possibilidade de interferência do presidente em decisões de governos locais nesses campos.
SEGUIDAS AMEAÇAS – Desde o início da crise do coronavírus, Bolsonaro fez seguidas ameaças de que editaria uma medida para determinar uma reabertura da atividade comercial no país. Em entrevista à rádio Jovem Pan, por exemplo, ele disse que pode tomar uma decisão “de canetada”, mas que precisa estar amparado por um apoio maior da sociedade.
“Eu estou esperando o povo pedir mais, porque o que eu tenho de base de apoio são alguns parlamentares. Tudo bem, não é maioria, mas tenho o povo do nosso lado. Eu só posso posso tomar certas decisões com o povo estando comigo”, afirmou.
Na sessão de quarta-feira do Supremo, os ministros analisaram uma ação que questiona medida provisória na qual o governo estabeleceu que decisões sobre o isolamento e a circulação de pessoas e mercadorias devem observar critérios do Executivo federal e serem submetidas à avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância em Saúde).
VOTO DO RELATOR – A maioria da corte referendou decisão monocrática do último dia 24 em que o ministro Marco Aurélio manteve a validade da MP, mas deixou claro que a Constituição prevê autonomia aos entes da federação para adotar providências a fim de proteger a saúde da população.
Antes dos votos, o procurador-geral da República, Augusto Aras, elogiou a liminar de Marco Aurélio e também afirmou que as três esferas da federação têm competência para legislar sobre saúde pública.
Mais cedo, Aras havia enviado aos ministros um parecer na mesma linha na ação em que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pede que o Supremo obrigue Bolsonaro a seguir as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde). No texto, o procurador-geral defende que compete ao governo federal editar normas gerais, mas que o presidente da República não pode afastar atos administrativos de governadores e prefeitos que estejam de acordo com a lei.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
A matéria revela que o presidente não sabia direito o que o Supremo havia decidido. Disse que poderia tentar uma alternativa: enviar um projeto de lei que aumenta a lista de atividades essenciais, o que viabilizaria a reabertura do comércio, por exemplo. Mas os ministros do Supremo já tinham decidido o contrário – cabe a prefeitos e governadores a definição das atividades que devem ser consideradas essenciais. (C.N.)

sábado, abril 18, 2020

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