Livro analisa a trajetória e as experiências de oitenta oficiais da SS que eram acadêmicos – juristas, economistas, filólogos, filósofos e historiadores – e ao mesmo tempo criminosos –, derrubando o senso comum de que quanto maior o grau de instrução mais uma pessoa estará imune a ideologias extremistas #arquivoelpais
sábado, abril 18, 2020
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'Bolsonaro tenta reproduzir terra arrasada do governo Collor', diz Hugo Possolo
por Gustavo Fioratti | Folhapress

Foto: Agência Brasil
O escolhido pelo prefeito Bruno Covas para chefiar a Secretaria de Cultura tem 58 anos, e a voz permanece a de um garoto. Hugo Possolo, palhaço, ator e diretor de teatro, fez do timbre atípico a marca de personagens muitas vezes cômicos - e essa qualidade não mudou agora que ele se tornou um homem grisalho, de óculos de vovô, servidor público.
Síntese do artista empreendedor, sócio de um teatro que funciona desde 2006 na praça Roosevelt e que tem um bar de bastante movimento, Possolo conta que, no início da carreira como circense, teve seu sustento garantido com um artifício tradicional na história do circo e do teatro.
Durante pelo menos dois anos, nos idos tempos de "terra arrasada" do governo Collor, era passando o chapéu que conseguia um trocado, quando terminavam os espetáculos de rua que criava nos Parlapatões. A companhia é hoje uma das mais antigas da cidade, mantida desde 1991.
Possolo vê com preocupação o contexto imposto por duas realidades que atingiram em cheio as artes - antes da crise provocada pela pandemia da Covid-19, o cenário já era complicado sob Bolsonaro, por causa da censura a projetos incentivados e por causa de diversas paralisações nos principais instrumentos de incentivo público do país.
"O governo Bolsonaro tenta replicar o mesmo modelo do governo Collor, com a diferença de que agora já se edificou um universo de políticas públicas, e com a diferença de que há uma articulação muito maior hoje em dia, com os artistas organizados para poder se defender", diz o secretário.
Ele ingressa na política numa administração tucana e com um discurso de esquerda assumidamente oposto ao do governo federal. Ao mesmo tempo, mantém um olhar crítico à ideia de que a política pública deve estar a serviço dos artistas e não da população e da formação de público.
"Não adianta traçar uma política cultural pensando apenas na sobrevivência de produtores, dos artistas e dos técnicos. Isso tem de se manter por meio de uma relação do que eles oferecem para o público. O que resulta para a população?", pergunta, numa entrevista concedida por vídeo.
Formado em jornalismo, carreira que nunca levou adiante, ele fez parte, como militante e artista, do círculo que promoveu no fim dos anos 1990 o movimento Arte Contra a Barbárie, cuja principal vitória foi redigir junto a vereadores a Lei de Fomento ao Teatro, edital para grupos independentes.
Possolo foi um dos redatores da lei. Naquele grupo, ele se lembra de ter visto as companhias de teatro de São Paulo, "cerca de 40", e comemora porque hoje eles são pelo menos 600 inscritos na Cooperativa Paulista de Teatro. "Fora os que não estão lá", diz o secretário, atribuindo essa expansão, em parte, às políticas de incentivo implantadas em 2002. Também está na bagagem de Possolo participação na fundação da SP Escola de Teatro, ligada ao estado.
Agraciado quatro vezes com a Lei do Fomento, os Parlapas, como ficaram apelidados, tiveram a oportunidade anterior, ainda no início dos anos 2000, de fazer uma residência no extinto TBC, o Teatro Brasileiro de Comédia, herança histórica dos anos 1940.
Foi lá que deixaram um pouco de lado o perfil mambembe e conseguiram criar uma unidade de repertório que os pôs ainda mais em evidência. Os Parlapatões chegaram à praça Roosevelt antes da reforma que deu a ela o respiro para skatistas e o contorno de um lugar público que se tornou ponto de encontro.
Ao lado dos Satyros e grupos que já haviam ocupado aquele espaço degradado, fizeram pressão para que uma nova praça surgisse. Ela passou por uma reforma, e novos conflitos surgiram. A especulação imobiliária elevou aluguéis e os preços dos imóveis. Moradores passaram a reclamar do barulho da vida noturna.
Seu teatro num ponto que se tornou mais um foco de especulação imobiliária na cidade de fato chegou a ser lacrado há três anos por excesso de ruído. Seu histórico de empresário no fervilhante Baixo Augusta, aliás, o aproxima de seu antecessor na secretaria, Alê Youssef, um dos maiores agitadores desse reduto paulistano e que se beneficiou como investidor da noite ali, à frente do extinto Studio SP e de um bloco de Carnaval.
O discurso deles, anti-Bolsonaro, está bem alinhado no que veem como espécie de resistência aos ataques do presidente à expressão artística. Foi na gestão de Possolo à frente do Theatro Municipal no ano passado que o principal palco da cidade viu Fernanda Montenegro abrir fogo contra a censura, e Youssef, que disputa a vice-prefeitura ao lado de Covas, estava ali, a seu lado.
Segundo Possolo, o governo federal, mesmo na administração petista, deixou sua política de subsídios muito restrita ao modelo da isenção fiscal, com poucos editais para os independentes. Mas ele afirma que, financiando festivais, o extinto Ministério da Cultura conseguiu de alguma forma abastecer o cenário.
Artistas eram estimulados quando chamados para se apresentar nesses eventos. "Agora reduziram a capacidade de subsídios, não só pela maneira como a lei vem sendo maltratada, como também pela ruptura súbita de apoio das estatais", diz. "É uma vergonha para um país que vinha se constituindo como um circuito de artes", diz.
Logo no início de seu mandato, Bolsonaro determinou o encerramento de um já tradicional programa de incentivo às artes pela Petrobras e reduziu os patrocínios das principais empresas do governo.
"O impacto foi provocado pela economia e pela criminalização da cultura", diz Possolo. "A gente circulava muito pela Caixa Cultural, por exemplo. A Petrobras retirou o patrocínio dos festivais, e não da gente. Mas isso acabou fechando muito o círculo. Deixamos de levar espetáculos para outras cidades."
Na visão do diretor e ator Ivam Cabral, Possolo construiu uma "trajetória consistente". "Devemos muito a Hugo, proponente de ações assertivas na história recente do circo no país", afirma o vizinho da praça Roosevelt, diretor do grupo Os Satyros.
Bahia Notícias
Casos de coronavírus nas Forças Armadas disparam para 448 em 16 dias
Sábado, 18 de Abril de 2020 - 09:20

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Em 16 dias, o número de casos de Covid-19 registrados nas Forças Armadas saltou de 62 para 448, de acordo com a Coluna do Estadão, do jornal Estado de São Paulo.
Desses, até o momento 90 conseguiram se curar, enquanto três morreram. Atualmente são mais de 28 mil homens e mulheres nas três Forças empenhadas no combate ao coronavírus.
Em Salvador, existe a expectativa dos militares distribuírem cestas básicas a partir da próxima semana. Detalhes da distribuição ainda serão divulgados pelas autoridades municipais.
Justiça determina que prefeito de Candeias forneça alimentação a alunos da rede municipal
por Breno Cunha

Foto: Secom / GovBa
O juiz de direito Tadeu Ribeiro de Vianna acolheu uma ação civil pública e concedeu liminar obrigando o prefeito de Candeias, Dr. Pitágoras, a fornecer alimentação escolar para todos os alunos da rede municipal enquanto durarem as medidas de isolamento social no município.
A ação popular foi movida pela Associação Comunitária do Santo Antônio (Acombasa), que alegou que "mesmo diante da pandemia causada pelo Covid-19, não foram implantadas ações afirmativas quanto ao fornecimento de alimentação básica para a população".
Na decisão desta sexta-feira (17), o juiz justificou a decisão pontuando que não poderia descartar que "a merenda escolar fornecida pela rede pública, muitas vezes, configura a principal ou única refeição disponibilizada aos estudantes em condições socioeconômicas menos favorecidas".
O magistrado determinou que a Prefeitura de Candeiras deve fornecer alimentação para estudantes da rede municipal no prazo de sete dias úteis, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
A ação popular também pediu que o município implante 10 leitos de UTI com respiradores para ajudar no tratamento a pacientes com coronavírus, mas o juiz entendeu que "há uma organização da Rede Assistencial voltada ao enfrentamento ao Covid-19 em todo Estado da Bahia" e, neste momento, não há que de se falar que a prefeitura tem "se mantido inerte e apática frente à situação".
Bahia Notícias
Nota da redação deste Blog - Enquanto isso, em Jeremoabo os vereadores usam a tribuna apenas para jogar para plateia.
Qual foi a Ação que os vereadores ingressaram na Justiça para que a merenda escolar seja distribuída.?
ESCÂNDALO! Guedes incluiu no “Orçamento de Guerra” um item para beneficiar os bancos

Maria Lúcia Fattorelli desmascarou a grande armação de Guedes
Carlos Newton
O comentarista Mathias Erdtmann, sempre atento, mandou uma mensagem ao Editor da TI, perguntando se eu estava acompanhando a denúncia da Maria Lúcia Fattorelli (site Auditoria Cidadã) acerca da PEC do chamado “Orçamento de Guerra” para enfrentamento econômico da Covid-19. Nosso amigo Erdtmann disse que a auditora analisou em profundidade a proposta da equipe econômica e verificou que o projeto permitia a compra de títulos podres do mercado secundário, de forma não transparente, para beneficiar os bancos.
“Maria Lúcia Fattorelli enviou um apelo ao Senado e desta vez foi ouvida. O relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) incluiu regras acautelatórias para que somente títulos razoáveis (com alguma garantia) sejam comprados pelo Tesouro Nacional. Não sei ainda a opinião da equipe da Auditoria Cidadã, mas me pareceu uma vitória deles”, comentou Erdtmann.
MULHER GUERREIRA – Agradeço demais a Mathias Erdtmann esse destaque ao trabalho incansável de Maria Lúcia Fattorelli, auditora aposentada da Receita Federal, que dedica sua vida à defesa dos interesses do Brasil e de outros países em dificuldades financeiras.
A especialista brasileira trabalhou em 2006 na auditoria da dívida do Equador, no governo de Rafael Correa, quando foram constatados superfaturamentos e fraudes que possibilitaram abater cerca de 70% do total do endividamento. Depois, foi convidada a trabalhar na investigação da dívida da Grécia, mas surpreendentemente o governo recuou com a auditagem já em andamento.
Aqui no Brasil Maria Lúcia Fattorelli criou o site Auditoria Cidadã e vem lutando para que haja uma investigação oficial sobre a dívida pública brasileira, por entender que o vultosíssimo montante pode vir a ser reduzido, em benefício do país.
CRÉDITOS PODRES – Na mensagem enviada ao relator do “Orçamento de Guerra”, senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), a auditora disse que notícia publicada em novembro de 2019, antes da decretação da calamidade pública, revelou que já havia mais de R$ 1 trilhão de créditos podres nas carteiras de bancos – e isso, sem contar a correção monetária e juros de mora…
Explicou que o tamanho do mercado de dívidas não pagas por pessoas físicas e empresas no Brasil era estimado em cerca de R$ 600 bilhões até o segundo trimestre de 2019, valor considerado recorde, segundo a Prime Yield, consultoria portuguesa de avaliação patrimonial.
Porém, se considerados os débitos acumulados nos últimos 15 anos, chega-se a quase R$ 1 trilhão – R$ 915 bilhões, sem correção da inflação, de acordo com levantamento da Ivix, especializada em reestruturação de empresas em crise, a pedido do jornal O Estado de S. Paulo.
A HORA DE DAR O BOTE – Durante a última crise, entre 2015 e 2016, os bancos ainda não tinham informações suficientes sobre o potencial de recuperação da saúde financeira de seus clientes, nem espaço para otimizar essas vendas de créditos. Havia um risco de piora da crise. Eles preferiram aguardar. E agora, com a pandemia, surgiu o momento ideal para que os banqueiros e demais agentes financeiros recuperem parte desses créditos.
Os bancos querem transferir essa carteira podre para o Tesouro Nacional, e o parágrafo 9º do artigo 115 da PEC 10/2020 viabilizava exatamente isso, ao autorizar o Banco Central a adquirir qualquer tipo de título de crédito privado em mercado secundário, isto é, mercado de balcão, que funciona sem regulação ou supervisão alguma, sem transparência, podendo as operações serem realizadas por telefone!
SITUAÇÃO ABSURDA – Maria Lúcia Fattorelli revelou ao relator Anastasia que, caso seja aprovado esse absurdo, um funcionário do Banco Central poderá comprar, por telefone, esses papéis antigos existentes nas carteiras de bancos que chegavam a R$ 1 trilhão em 2019, sem computar a atualização monetária! Caso calculada a referida atualização e demais acréscimos, a quantos trilhões essa conta poderá chegar?
“E, segundo a PEC 10/2020, quem vai pagar essa conta absurda é o Tesouro Nacional, ou seja, o povo!”, disse a auditora, acrescentando:
“Segundo o § 10 do artigo 115 da mesma PEC 10/2020, o Tesouro Nacional efetuará o pagamento de pelo menos 25% das compras feitas pelo Banco Central nesse mercado de balcão! Porém, na prática, o povo vai arcar com toda a conta, pois qualquer prejuízo do Banco Central é transferido para o Tesouro Nacional, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (Art. 7º, § 1º)”.
JOGADA DE MESTRE… – Aproveitando-se da camuflagem da pandemia, o ministro Paulo Guedes pretendia fazer com que o Tesouro Nacional pagasse esses trilhões com recursos do orçamento público, sacrificando todas as demais rubricas orçamentárias, e às custas do aumento brutal da dívida pública. “Estamos diante da mais escandalosa transformação de dívidas privadas de bancos em dívida pública!” – afirmou Maria Lúcia Fattorelli.
O relator Antônio Anastasia ficou assustado com a denúncia e alterou o texto. Estabeleceu que o BC só comprará ações privadas desde que: 1) sejam classificadas como “BB- ou superior” no mercado local; 2) os ativos tenham comprovação de qualidade de crédito dada por pelo menos uma das três maiores agências internacionais de classificação de risco; 3) o preço de referência tenha sido publicado por entidade do mercado financeiro acreditada pelo Banco Central.
Bem, Anastasia melhorou o texto, mas ainda há riscos de os banqueiros arranjarem um jeitinho brasileiro para incluir seus créditos podres nas operações com o Tesouro Nacional.
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