terça-feira, fevereiro 18, 2020

Em plena crise, Guedes abre às multinacionais um mercado de R$ 100 bilhões, que era exclusivamente nacional


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Charge do Nani (nanihumor.com)
Carlos Newton
O governo do Jair Bolsonaro é muito esquisito e contraditório. Por exemplo, defende abertamente a submissão do Brasil aos Estados Unidos, algo jamais admitido pelos militares aqui debaixo do Equador. Aliás. muito pelo contrário.
Quando os Estados Unidos, em parceria com o Império Britânico, arrendaram o Acre à Bolívia no final do Século XIX, para criar o Bolivian Sindicate e explorar sozinhos a extração da borracha, que só existia lá, os brasileiros pegaram em armas, chefiados pelo major gaúcho Plácido de Castro, derrotaram o Exército boliviano e impediram que o Acre se tornasse um estado americano tipo Alaska ou Havaí.
A luta contra a Bolívia durou de 1899 a 1903. Os brasileiros eram guerrilheiros e enfrentavam as forças organizadas e bem armadas do Exército e da Marinha boliviana, cujas tropas e navios eram mantidos com dólares e libras esterlinas. Mas isso os livros de História não ensinam aos jovens brasileiros. 
AMOR À PÁTRIA – Naquela época, costumava-se lutar pelo amor à pátria. Mas agora, 122 anos depois, os brasileiros parecem amorfos e inertes. Não há o menor vestígio de nacionalismo, nem dentro nem fora do governo, apesar da participação maciça de militares no Planalto e na administração federal.
O governo não tem planejamento e opera desordenadamente. Agora mesmo, o Planalto anuncia que empresas estrangeiras poderão vender produtos e serviços para os três níveis de governo – federal, estadual e municipal. Essa mudança nas regras do jogo econômico está ocorrendo justamente quando o país sofre um brutal processo de desindustrialização, agravado pelo esvaziamento de suas maiores empreiteiras, envolvidas na operação Lava-Jato.
Assim, ao invés de acontecer um crescimento natural das empreiteiras que não tiveram envolvimento com a corrupção, serão as empresas estrangeiras que passarão a dominar as grandes obras no continente, substituindo as brasileiras, especialmente a Odebretch. E isso ocorre em um governo que se orgulha de ser contrário à globalização, como proclama o chanceler Ernesto Araújo.
BENEFICIAR A QUEM? – Orgulhosamente, o Ministério da Economia alega que “a partir de maio a Medida Provisória vai beneficiar também estados e municípios, com menor preço e mais qualidade”. Na empolgação pré-carnavalesca, a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia, que está conduzindo esse processo sob orientação do ministro Paulo Guedes, avalia com entusiasmo que será aberto para os fornecedores e prestadores de serviço estrangeiros um mercado de mais de R$ 100 bilhões, que era exclusivamente nacional.
E ninguém diz nada? Cadê a Confederação Nacional da Indústria? As Federações estaduais, lideradas pela espetaculosa Fiesp, também vão se omitir? E as Forças Armadas, que sempre deram prioridade e defenderam as empresas genuinamente nacionais, também concordam com esse retrocesso, em plena desindustrialização? Cadê os clubes militares? Desgraçadamente, o silêncio fala mais alto, digamos assim.
O operador desse crime de lesa-pátria é Cristiano Heckert, secretário de Gestão do Ministério da Economia. Animadíssimo, ele informa que os estrangeiros poderão participar dos processos de compras públicas a partir de 11 de maio, quando a nova versão do Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) entrará em operação.
IMITEM TRUMP – Na nossa matriz USA, o empresário e apresentador de TV Donald Trump chegou ao poder defendendo as empresas e produtores rurais americanos. Seu amigo Bolsonaro deveria imitá-lo, mas faz exatamente o contrário. Ao invés de abrir empregos no Brasil, prefere fechar os que ainda restam, para prestigiar os produtos estrangeiros. 
E o exemplo americano é precioso. Em 1929, os EUA sofreram sua pior crise, a Grande Depressão. O presidente Herbert Hoover, na véspera de deixar o cargo, sancionou o famoso “Buy American Act”, determinando que o governo passasse a dar preferência a produtos norte-americanos. Um século depois, é exatamente por isso que o avião Tucano, da Embraer, tem de ser montado lá, assim como os luxuosos ônibus da MarcoPolo. Caso contrário, os americanos não aceitam. 
Para comprar produto estrangeiro, é exigido que seja 25% mais barato ou não houver concorrente americano no mercado interno em quantidade ou qualidade suficientes. Aliás, em 1983, houve nova versão do “Buy American Act”, que se aplica a compras relacionadas ao transporte de massa, como rodovias e ferrovias, em obras avaliadas em mais de US $ 100 mil e financiadas com recursos federais, beneficiando as empreiteiras locais.
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P.S. –
 Aqui na filial Brazil, só o governo federal movimenta cerca de R$ 50 bilhões por ano em compras públicas — uma demanda que hoje é atendida por 350 mil fornecedores brasileiros. Estados e municípios gastam outros R$ 50 bilhões, pelo menos, e todo esse dinheiro será entregue a empresas estrangeiras, sem nenhuma exigência de o preço ser 25% mais barato ou inexistir concorrente nacional. 
P.S. 2 – Sinceramente, há momentos em que tenho vergonha de ser brasileiro. Jamais poderia imaginar que Paulo Guedes chegasse a esse ponto, no seu furor uterino de entregar as riquezas brasileiras. E os militares que trabalham (?) no Planalto? Será que vão concordar com esses crimes de lesa-pátria? Ou será que vão ficar “em casa, guardados por Deus, contando o vil metal?”, como dizia o genial Belchior. Temo que sim. (C.N.)

Em carta, governadores criticam declarações de Bolsonaro sobre morte de miliciano


Bolsonaro insinuou “queima de arquivo” pela Polícia da Bahia
Julia Chaib
João Pedro Pitombo
Folha
Vinte governadores elaboraram uma carta “em defesa do pacto federativo” na qual criticam declarações de Jair Bolsonaro, feitas no último final de semana, sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega, na Bahia.
Na nota, divulgada nesta segunda-feira, dia 17, os governadores citam recentes falas de Bolsonaro “confrontando os governadores” e “se antecipando a investigações policiais para atribuir graves fatos à conduta das polícias e seus governadores”.
CHANCELA – A iniciativa de se posicionar contra as falas de Bolsonaro partiu do governador Wilson Witzel (PSC-RJ), endossada em seguida por João Doria (PSDB-SP). Ambos são adversários políticos do presidente. Depois, outros governadores chancelaram a proposta.
A carta, divulgada pelo Fórum dos Governadores, começou a ser gestada no final de semana, após Bolsonaro ter acusado a “PM da Bahia, do PT” de ter promovido a “provável execução” de Adriano, ex-capitão do Bope morto em operação conjunta das polícias baiana e fluminense no último dia 9.
QUEIMA DE ARQUIVO – O presidente insinuou que pode ter havido queima de arquivo pela polícia da Bahia, o que foi rebatido pelo governador do estado, Rui Costa (PT). Investigações apontam que Adriano atuava em diferentes atividades ilegais: milícia, jogo do bicho, máquinas caça-níqueis e homicídios profissionais.
Homenageado duas vezes na Assembleia Legislativa do Rio pelo hoje senador Flávio Bolsonaro (sem partido), o ex-PM é citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” (esquema de devolução de salários) no gabinete do filho do presidente quando ele era deputado estadual. O miliciano teve a mãe e uma ex-mulher nomeadas por Flávio.
DEFESA – O próprio Bolsonaro defendeu Adriano em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, em 2005, quando era deputado federal. Ele criticou a condenação por homicídio do ex-policial militar e o chamou de “brilhante oficial”. Na época, Adriano havia sido condenado pelo assassinato do guardador de carro Leandro dos Santos Silva, 24. Mais tarde, em um novo julgamento, foi absolvido.
A carta dos governadores também aborda declarações de Bolsonaro sobre a reforma tributária. Segundo eles, o presidente se referiu à reforma, “sem expressamente abordar o tema, mas apenas desafiando governadores a reduzir impostos vitais para a sobrevivência dos estados”.
DESAFIO – No último dia 5, Bolsonaro disse que zeraria o imposto federal sobre os combustíveis se os gestores estaduais zerassem o ICMS. “Eu zero o [imposto] federal se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui agora. Eu zero o federal hoje, eles zeram o ICMS. Se topar, eu aceito. Tá ok?”, disse. A conduta do presidente, avaliam os governadores, não contribui “para a evolução da democracia no Brasil”.
“É preciso observar os limites institucionais com a responsabilidade que nossos mandatos exigem. Equilíbrio, sensatez e diálogo para entendimentos na pauta de interesse do povo é o que a sociedade espera de nós”, diz a nota.
CONVITE – “Trabalhando unidos conseguiremos contribuir para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, pela redução da desigualdade social e a busca pela prosperidade econômica. Juntos podemos atuar pelo bem do Brasil e dos brasileiros”, continua a carta. Ao final, eles convidam Bolsonaro a participar de um encontro do fórum em 14 de abril.
Assinam a nota governadores de 20 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraíba, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Maranhão, Acre, Amapá, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso do Sul e Amazonas.
Não assinaram a carta Carlos Moisés (PSL-SC), Marcos Rocha (PSL-RO), Antonio Denarium (PSL-RR), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Mauro Mendes (DEM-MT), Mauro Carlesse (DEM-TO) e Ratinho Júnior (PSD-PR).
INDIGNAÇÃO – Em entrevista à imprensa nesta segunda-feira, Rui Costa afirmou que as últimas declarações do presidente foram recebidas com indignação pelos governadores. “Estados e municípios não podem ser agredidos de forma regular e constante pelo presidente da República. Governar não é isso, não é agredir prefeitos e governadores toda semana. É preciso dar um basta”, afirmou o petista.
Além de criticar o comportamento de Bolsonaro, Costa sugeriu que o presidente se ocupasse mais dos problemas do país e menos dos problemas dos filhos. “Espero que o presidente dedique seu tempo para cuidar do desemprego, do aumento da pobreza e de parar de tirar o Bolsa Família do Nordeste. […] Ao invés de ficar cuidando os problemas dos filhos, ele deveria cuidar dos problemas do país”, afirmou.
Ele afirmou ainda que não será a Polícia da Bahia, mas a do Rio, que vai investigar as possíveis relações do miliciano Adriano da Nóbrega com autoridades do país. Os celulares apreendidos com o ex-capitão, diz o governador, foram remetidos para o Ministério Público do Rio.
RECEIO – “Se há receio de alguém em saber se naqueles telefones existem contatos com autoridades do país, quem vai responder isso é o Ministério Público do Rio de Janeiro. Não é a Bahia que vai apurar com quem aquele bandido, aquele marginal, mantinha conversas e negociações”.
Na primeira vez em que falou sobre a morte do ex-PM, no sábado, dia 15, o presidente driblou antigas convicções para colocar em xeque a gravidade da atuação criminosa do miliciano. Bolsonaro criticou a polícia da Bahia por não ter preservado a vida do ex-capitão durante a operação.
Normalmente, o presidente é um forte apoiador das polícias, mesmo quando as ações resultam em mortes. Ele é crítico de defensores de direitos humanos, aos quais geralmente se refere com deboche.
AUTOS DE RESISTÊNCIA – Em outubro do ano passado, por exemplo, durante solenidade no Palácio do Planalto para lançamento de campanha do pacote anticrime, o presidente defendeu policiais que acumulam autos de resistência (mortes em decorrência de ação da polícia).
“Muitas vezes a gente vê que um policial militar ser alçado para uma função e vem a imprensa dizer que ele tem 20 autos de resistência. Tinha que ter 50! É sinal que ele trabalha, que ele faz sua parte e que ele não morreu”, afirmou.
PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA – No sábado, Bolsonaro também ensaiou uma defesa da presunção de inocência, não replicada no passado diante de condenações de adversários. “Não tem nenhuma sentença transitada em julgado condenando capitão Adriano por nada, sem querer defendê-lo”, afirmou.
Quando o ex-presidente Lula foi solto, em novembro do ano passado, Bolsonaro disse que o petista estava momentaneamente livre, mas carregado de culpa, e o chamou de criminoso. Assim como o ex-PM, Lula não tem sentença transitada em julgado.
TRANSFERÊNCIAS – Os laços de Adriano com a família do presidente podem ir além das contratações. Segundo o MP-RJ, contas do ex-capitão foram usadas para transferir dinheiro a Fabrício Queiroz, suspeito de comandar o esquema de devolução de salários no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Muitos vão dizer que o jeitão peculiar de Bolsonaro o faz dar declarações no calor da emoção. A questão, entretanto, a exemplo do caso Adriano, é que Bolsonaro dispara a sua metralhadora para, no dia seguinte, meio cabisbaixo, recuar e dar uma nova versão do que foi dito anteriormente. Após acusar um suposto envolvimento da “Polícia da Bahia, do PT” em uma queima de arquivo, Bolsonaro disse esperar que investigação  “chegue a bom termo”. E foi assim também em tantos outros episódios recentes, incluindo membros do Governo. Fala e recua, dispara e ameniza. Conforme já dito nessa Tribuna, está deixando a estratégia de lado, perdendo a credibilidade e, mais uma vez, metendo os pés pelas mãos.  (Marcelo Copelli)

“Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”, diz Bolsonaro ao insultar repórter da Folha


Ovacionado, Bolsonaro confunde ofensa com piada
Gustavo Uribe
Folha
O presidente Jair Bolsonaro insultou nesta terça-feira, dia 18, com insinuação sexual a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha. A declaração do presidente, em entrevista, foi uma referência ao depoimento de um ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp, dado na semana passada à CPMI das Fake News no Congresso.
O depoimento à comissão foi de Hans River do Rio Nascimento, que trabalhou para a Yacows, empresa especializada em marketing digital, durante a campanha eleitoral de 2018.
FRAUDE – Em dezembro daquele ano, reportagem da Folha, baseada em documentos da Justiça do Trabalho e em relatos do depoente Hans River do Rio Nascimento, mostrou que uma rede de empresas, entre elas a Yacows, recorreu ao uso fraudulento de nome e CPFs de idosos para registrar chips de celular e garantir o disparo de lotes de mensagens em benefício de políticos.
Já na CPMI, diante de deputados e senadores, ele deu informações falsas e insultou Patrícia, uma das autoras de reportagem sobre o uso fraudulento de nomes e CPFs para permitir o disparo de mensagens. Presente à sessão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, aproveitou a fala de Hans para difundir ofensas e fazer insinuações contra a repórter da Folha, tanto no Congresso como em suas redes sociais.
Sem apresentar provas, Hans afirmou que Patrícia queria “um determinado tipo de matéria a troco de sexo”, declaração reproduzida em seguida por Eduardo Bolsonaro nas redes sociais. Nesta terça-feira, em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro falou sobre o caso.
INSINUAÇÃO – “Olha a jornalista da Folha de S.Paulo. Tem mais um vídeo dela aí. Não vou falar aqui porque tem senhoras aqui do lado. Ela falando: ‘Eu sou (…) do PT’, certo? O depoimento do Hans River, foi final de 2018 para o Ministério Público, ele diz do assédio da jornalista em cima dele”, diz o presidente, para em seguida, aos risos, fazer o insulto com insinuação sexual.
“Ela [repórter] queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim [risos dele e dos demais]. Lá em 2018 ele [Hans] já dizia que ele chegava e ia perguntando: ‘O Bolsonaro pagou pra você divulgar pelo Whatsapp informações?’ E outra, se você fez fake news contra o PT, menos com menos dá mais na matemática, se eu for mentir contra o PT, eu tô falando bem, porque o PT só fez besteira.”
“Tem um povo aqui em referência a um grupo de simpatizantes], alguém recebeu no zap uma matéria qualquer que suspeitou pra prejudicar o PT e me beneficiar? Ninguém recebeu nada. Não tem materialidade, zero, zero zero. Você não precisa mentir pra falar sobre o PT, os caras arrebentaram com Petrobras, fundo de pensões, BNDES…”
DISPAROS – Em uma série de reportagens desde outubro de 2018, a Folha revelou a contratação durante a campanha eleitoral de empresas de marketing que faziam envios maciços de mensagens políticas
A primeira reportagem mostrou que empresas estavam interferindo nas eleições de 2018 ao comprar pacotes de disparos de mensagens contra o PT no WhatsApp. A disseminação funciona por meio do disparo a números de celulares obtidos por agências. Uma outra tratou do uso de forma fraudulenta CPFs de idosos e até contratando agências estrangeiras.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro deixa claro que antes de ser presidente é pai e capaz de atropelar qualquer um que tente jogar o nomes dos seus filhos na lama, mesmo que baseado em suposições e desinformação. Neste caso, por Eduardo ter aproveitado a fala de Hans para também disseminar ofensas e fazer insinuações contra a repórter da Folha, Bolsonaro rubricou os atos sem argumentos. Não é questão de sempre tacar pedra contra o presidente, mas é inconcebível a falta de postura baseada em convenientes “achismos”. (Marcelo Copelli)

Aras manda revisar investigações sobre Rodrigo Maia paradas há 6 meses


Integrantes da equipe de Aras apontam inconsistências na acusação
Reynaldo Turollo Jr.
Folha
As investigações que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estão há meses paradas à espera de que a Procuradoria-Geral da República decida oferecer denúncia ou pedir arquivamento dos casos.
O procurador-geral, Augusto Aras, determinou a revisão das apurações, após ter recebido de sua antecessora, Raquel Dodge, os inquéritos supostamente prontos para oferecimento de denúncia.
EMBATES E CRÍTICAS – Aras assumiu o cargo em setembro passado, após indicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Já Maia entra em seu último ano como presidente da Câmara, em meio a embates com o governo federal e críticas a ele vindas de bolsonaristas nas redes sociais e em protestos de rua.
Integrantes da equipe de Aras teriam visto inconsistências na acusação, que agora pode levar meses para ser refeita. Houve um entendimento de que os elementos colhidos nos inquéritos não davam lastro à narrativa acusatória traçada por Dodge.
RECHECAGEM – O resultado da rechecagem feita pelo procurador-geral vai determinar se a PGR buscará abrir ações penais contra Maia, tornando-o réu, ou pedirá o arquivamento dos inquéritos ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF.
Aras tem afirmado que investigações penais precisam ser cuidadosas para não criminalizar a atividade política e devem correr preferencialmente sob sigilo. Ao se lançar candidato à PGR, no ano passado, ele criticou a Lava Jato nesse sentido.
“Houve a personalização da Lava Jato que resultou na debacle da economia nacional. Não se preservou o legado empresarial […] e, antes disso, atingiu a política partidária. Não foi preservado o caráter necessário da política como única solução adequada para a vida em sociedade, ou seja, criminalizou-se a atividade política”, disse na ocasião, em entrevista à Folha.
INFLUÊNCIA – Como presidente da Câmara, Maia é um dos políticos mais influentes do país, considerado fundamental para o andamento da agenda de reformas defendida pelo governo Bolsonaro. Seu mandato na presidência da Casa termina em janeiro de 2021. Uma das investigações sobre ele decorreu da delação da Odebrecht, em 2017, e está aberta para consulta pública no Supremo.
Em agosto do ano passado, a Polícia Federal apontou, nesse inquérito, indícios de que Maia cometeu os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e “caixa três” envolvendo supostos repasses da empreiteira ao deputado e a seu pai, o ex-prefeito do Rio e atual vereador César Maia (DEM).
REPASSES –  Para a PF, Maia e o pai receberam pagamentos de R$ 1,6 milhão em espécie em 2008, 2010, 2011 e 2014. Parte significativa, cerca de R$ 750 mil, teria sido repassada quando os dois não eram candidatos (R$ 300 mil em 2008) ou fora do período eleitoral (R$ 450 mil em dezembro de 2010 e janeiro de 2011).
A PF também afirmou em seu relatório que Maia e o pai praticaram o chamado “caixa três” em 2010 e 2014, quando declararam ter recebido doações oficiais de empresas ligadas ao Grupo Petrópolis que, na verdade, foram feitas a mando da Odebrecht, conforme delatores. Nas planilhas da empreiteira, o deputado aparecia supostamente ligado ao codinome “Botafogo”.
Em 23 de agosto passado, Fachin enviou o relatório da polícia à PGR para, “no prazo de 15 dias, oferecer denúncia ou requerer o arquivamento”. O comando na PGR mudou nesse período e o prazo dado pelo ministro estourou —já se passaram quase seis meses. Quando o relatório da PF veio a público, Maia afirmou que todas as doações recebidas para suas campanhas foram legais, contabilizadas e declaradas à Justiça.
SEM EMBASAMENTO – “Nunca houve pagamentos não autorizados por parte da Odebrecht ou de qualquer outra empresa. A conclusão do relatório da Polícia Federal, portanto, não tem embasamento fático, comprobatório ou legal, já que foi baseado exclusivamente em palavras e planilhas produzidas pelos próprios delatores”, disse.
Outro inquérito que tem Maia como alvo foi concluído pela PF há quase três anos, no início de 2017, quando o procurador-geral ainda era Rodrigo Janot. Esse caso está em sigilo. Para a PF, havia indícios de que o parlamentar prestou favores à empreiteira OAS em troca de doações. A apuração teve como base supostas mensagens de celular trocadas entre Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e Maia.
PEDIDOS DE DOAÇÃO – Reportagem da Folha de 2016 noticiou que, no celular apreendido de Pinheiro, havia mensagens de uma pessoa identificada como Rodrigo Maia com pedidos de doação e conversa sobre projetos do Congresso.
“A doação de 250 vai entrar?”, diz mensagem de um número identificado como o do deputado em 17 de setembro de 2014. Em 26 de setembro, o mesmo número reitera: “Se tiver ainda algum limite pra doação, não esquece da campanha aqui”.
Naquele mês, Léo Pinheiro encaminha para um destinatário desconhecido outra mensagem supostamente recebida de Maia. “Saiu MP nova. Trata de programa de desenvolvimento da aviação regional. Prazo de emenda até 8/8.” Léo Pinheiro completa com um comentário: “Vamos preparar emendas”. Também nesse caso o presidente da Câmara nega irregularidades.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Com o pedido de revisão diante de possíveis de inconsistências da acusação – que poderá levar meses para ser refeita – as denúncias devem demorar mais ainda para tramitar no STF. E quem tem pressa? (Marcelo Copelli)

Criança JEREMOABENSE portadora de AME, tipo III - Atrofia Muscular Espinhal - recebe pelo SUS a primeira dose de um medicamento de alto custo para tratamento da doença.

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Criança JEREMOABENSE portadora de AME, tipo III - Atrofia Muscular Espinhal - recebe pelo SUS a primeira dose de um medicamento de alto custo para tratamento da doença.
J,G. S. de S.F, 09 anos, nascido em Jeremoabo-Ba, é filho do casal José Guttemberg Santos de Sá (motorista) e de Rosilene Ferreira Damascena de Sá (professora), que há anos lutam em busca de tratamento para doença rara. O casal tem mais uma filha também portadora da doença rara, Anna Beatriz Damascena de Sá.

Em abril de 2019, foi assinada pelo Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a portaria de incorporação do medicamento nusinersena (SPINRAZA) no Sistema Único de Saúde (SUS). É o medicamento mais caro já incorporado ao SUS, para uso no tratamento de atrofia muscular espinhal
e começou a ser distribuído pelo Ministério da Saúde, em novembro.
Cada ampola da medicação custa em torno de trezentos mil reais (300.000,00).
A AME é uma doença genética que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores. Segundo o Ministério da Saúde, no primeiro ano do tratamento são aplicadas 6 ampolas do medicamento. A partir do segundo ano, são 3 aplicações anuais. O uso do Spinraza e o acompanhamento médico devem ser feitos por toda a vida.

No dia 17 de Fevereiro, na cidade de Salvador, J; G. F., recebeu a Primeira doe do medicamento, no hospital Martagão Gesteira, visto que o medicamento é injetado na MEDULA ESPINHAL e aplicado VIA INTRATECAL, fazendo necessário o uso de anestesia (rack).
Para a família é uma grande VITÓRIA, pois a ação do medicamento paralisa a ação da doença, ou seja, não permite que ela avance, concedendo ao paciente a possibilidade de ter até uma vida normal.

NOTA DA REDAÇÃO DESTE BLOG  - 

O remédio nusinersena (spinraza) é indicado para atrofia muscular espinhal (AME) e o tratamento custa MAIS DE R$ 1,3 milhão por paciente ao ano







SINTO-ME NO DEVER DE ELOGIAR O ATENDIMENTO DO HOSPITAL MUNICIPAL DE JEREMOABO.

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Foto Divulgação do Google.

Com a mesma veemência que venho criticando o Prefeito Deri do Paloma, quero parabenizar pelo atendimento de urgência praticado no Hospital Municipal de Jeremoabo.

Não conheço o profissional que estava de plantão  naquele nosocômio no dia 17:02:2020, disse esse em que meu irmão João Batista Montalvão, para lá se deslocou em busca de socorro médico de emergência.
Por diversas pessoas só ouvi elogios pelo esforço,  pelo atendimento  humano e profissional dispensado por aquele profissional da saúde e sua equipe, onde só resta-me agradecer.
O povo de Jeremoabo continuando tendo um atendimento de urgência e preventivo dentro da razoabilidade,  já será meio caminho andado.
Concluindo Prefeito Deri, não sou de elogiar ninguém gratuitamente, porém, na sua administração a saúde já está dando passos em benefício, muito pior já esteve por décadas. 
Hoje não posso continuar denunciando que o Hospital de Jeremoabo permanece na UTI.

Agradecendo por todas palavras de conforto recebidas


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Quero agradecer a todos os amigos e pessoas conhecidas que de alguma forma fizeram chegar até nós palavras de muito conforto após o falecimento do nosso querido IRMÃO JOÃO BATISTA DANATS MONTALVÃO (TITA)..

É em momentos como este que percebemos o poder destrutivo que tem a morte. Ela leva as pessoas mais importantes da nossa vida, deixando apenas um vazio em nossos corações. Continuaremos unidos, vivendo um dia de cada vez, enfrentando com coragem os momentos de tristeza para conseguirmos superar esta profunda dor.

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

Nota de falecimento

Foto do perfil de João Batista Montalvao, A imagem pode conter: 1 pessoa
Informamos com pesar o falecimento do nosso irmão João Batista Dantas Montalvão ocorrido em Jeremoabo cidade onde nasceu e será sepultado Sua morte nos deixou muito surpresos, mas esperamos que ele possa estar em um lugar melhor
Hoje meu coração chora de tristeza pela perda de meu irmão, JOÃO BATISTA MONTALVÃO, ocorrido às 04 horas de hoje 17.02.2020.
 Não consigo acreditar que ele se foi. Minha dor é enorme e nada que alguém possa me dizer, vai fazer isso passar.
Maiores detalhes postarei mais tarde já que estou em Aracaju, 

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