quinta-feira, junho 20, 2019

Supremo pode adiar julgamento sobre suspeição de Moro nas ações da Lava Jato


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Charge do Nani (Charge Online)
Mônica BergamoFolha
O STF (Supremo Tribunal Federal) pode adiar o julgamento sobre a suspeição do ministro Sergio Moro nos processos da Lava Jato, marcado para a próxima terça-feira (dia 25). A pressão é grande no sentido de postergar a análise do caso. Mas a decisão só deve ser tomada no dia, e por todos os cinco ministros da Segunda Turma, que julgará o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Lula.
O habeas corpus foi apresentado ao STF antes do escândalo das mensagens de Moro com os procuradores da Lava Jato, revelado pelo site The Intercept Brasil.
Um dos pilares da argumentação da defesa é o fato de Moro ter conversado com emissários de Jair Bolsonaro para integrar o governo dele quando ainda era juiz.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A notícia é muito importante, e a jornalista Mônica Bergamo tem informantes privilegiados no PT. A defesa de Lula anexou as denúncias do The Intercept. Só quem pode adiar o julgamento é o ministro Ricardo Lewandowski, que preside a Segunda Turma. Já foram dados dois votos contra Lula, pelo relator Édson Fachin e pela revisora Cármen Lúcia. Além de Lewandowski, que será o último a votar, faltam Gilmar Mendes e Celso de Mello.
A dúvida é saber se os três têm coragem de libertar Lula com base nessa armação mal ajambrada e que não deu certo, na tentativa de transformar o processo de Lula num conluio de perseguição política. Será que os três ministros terão a audácia de afrontar a nação, agindo ao arrepio da lei dentro do próprio Supremo? É difícil, mas possível. (C.N.)

Facebook censura perfil de Carlos Bolsonaro, por exibir foto de um marginal armado



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Esta foto do homem que ameaçou Jair Bolsonaro causou a censura
Deu no Correio Braziliense
A filho mais antenado nas redes sociais do presidente Jair Bolsonaro ficou irritado com o Facebook. Isso porque a plataforma de Mark Zuckerberg bloqueou o perfil de Carlos Bolsonaro por sete dias, por ter exibido a foto de um marginal empunhando uma pistola.
O motivo, de acordo com o próprio Carlos, foi uma quebra das diretrizes da empresa. O que ocorreu é que Carlos postou um conteúdo considerado pela rede como “algo que não segue os nosso padrões”.
EXPONDO VERDADES – Carlos postou a indignação pelo Twitter e no Facebook — sob diferentes administradores: “Tivemos nossas contas bloqueadas por 7 dias pelo Facebook por mostrar um marginal impondo terror à população brasileira. Graças a Deus, temos outros administradores e seguiremos expondo as verdades que tentam omitir”.
O perfil de Carlos Bolsonaro no Facebook tem quase 800 mil pessoas como seguidoras.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como todos nós, Carlos Bolsonaro tem defeitos e qualidades. O principal defeito é a mania de ficar dando pitacos no governo do pai, especialmente nos assuntos ligados à Comunicação. E sua maior qualidade é a ser sincero, ao lutar pela coletividade à sua maneira, que nem sempre é a mais apropriada. Mas nesse episódio com o Facebook, o vereador carioca está sendo censurado, o que é inadmissível. Apenas postou a foto de um idiota que ameaçou o presidente Bolsonaro nas redes sociais, foi preso e pediu desculpas. (C.N.)

Nessa festa de São João até para soltar um " pum" o cidadão paga...

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Estou recebendo agora a seguinte pergunta: "O pessoal junta amigos, compra a cerveja coloca o som em cima do trator, ornamenta  o trator e agora tem que pagar. Nunca existiu isso em Jeremoabo, pode ?(sic)

Caro leitor, quem deve responder essa pergunta com segurança são os vereadores, porque segundo o meu entendimento, acredito que para efetuar essa cobrança os vereadores devem ter aprovado alguma lei.
As vezes a lei é o bom senso, principalmente quando se trata de uma festa tradicional, porém como em Jeremoabo tudo pode, fico só escutando a chiadeira do povo. 


Barraqueiros estão sendo explorados pela prefeitura nessa festa Junina de 2019

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Barraqueiros reclamam da exploração quem vêm sofrendo na festa junina 2019 em Jeremoabo, por parte da administração municipal.
Recebemos vários áudios e mensagens que denunciam a falta de respeito e de humanidade sofridas por eles na festa deste ano.  Dizem o seguinte “nós trabalhamos com barracas nas festas da região toda e nunca sofremos tanta humilhação como estamos sofrendo neste ano,  estão cobrando VALORES ABSURDOS R$ 1.000,00(mil reais)  por uma barraca .
Precisamos saber pra onde está indo este dinheiro, pois a festa não é particular" .
Enquanto em Jeremoabo os barraqueiros são penalizados porque estão tentando o " ganha pão", em Petrolina por exemplo a penalidade ´transformada em incetivo.

Prefeitura capacita ambulantes e barraqueiros que irão trabalhar no São João dos Bairros.

Ambulantes e barraqueiros que irão trabalhar no São João dos Bairros de Petrolina, participaram de uma capacitação nesta quarta-feira (16), no auditório da Secretaria de Educação, no Centro de Convenções Senador Nilo Coelho. Durante toda a manhã, cerca de 80 trabalhadores, receberam orientações  sobre atendimento ao cliente; boas práticas fitossanitárias; segurança no manuseio de equipamentos; orientação de crédito; controle financeiro e marketing.

com a capacitação, os ambulantes tiveram a oportunidade de adquirir conhecimentos fundamentais para o sucesso de vendas, não só no período junino, mas durante outras atividades. “A intenção da Prefeitura de Petrolina é fazer com que essas pessoas apliquem esse conhecimento também no cotidiano deles. A maioria vende seus produtos, bota sua barraquinha o ano inteiro, então, preparamos conteúdos que possam contribuir para a valorização da mercadoria ofertada. Além disso, eles podem procurar os órgãos para fazer um acompanhamento posteriormente, na área que sentirem dificuldade”, explica. (http://petrolina.pe.gov.br)

Uma pessoa morre e outras duas ficam feridas em acidente na avenida Beira Mar em Aracaju

Redação Portal A8

Um acidente com vítima fatal foi registrado na madrugada desta quinta-feira (20), na avenida Beira Mar, no bairro 13 de Julho, em Aracaju (SE). Um homem morreu e outras duas pessoas ficaram gravemente feridas.

As vítimas ficaram presas às ferragens e o Corpo de Bombeiro precisou ser acionado para retirar as pessoas. A informação é que o motorista estaria em alta velocidade, perdeu a direção do veículo e colidiu com uma árvore do canteiro central. O impacto foi tão forte que o carro dobrou ao meio.
Segundo informações do SAMU, uma das vítimas teve fraturas nas pernas e outra vítima teve trauma no tórax.
A Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTRAN) informou que foram quase três horas de trabalho para retirada das vítimas e informou ainda que essa é a 16ª morte registrada pela CPTRAN em 2019.

"Moro acha que o povo é trouxa", diz Maria Rita

A cantora Maria Rita não se convenceu com a fala do ex-juiz Sergio Moro, acusado de fraude processual no caso Lula, no Senado. Segundo ela, Moro cré na ignorância do povo brasileiro
247 – Sergio Moro não foi convincente na avaliação da cantora Maria Rita. "Ele realmente acha que o povo é trouxa", postou a artista.
Leia ainda reportagem da Reuters:
BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse nesta quarta-feira em audiência no Senado que, se ficar comprovado uma atuação irregular dele no episódio das supostas trocas de mensagens entre ele e procuradores da operação da Lava Jato, ele deixa o cargo.
Em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Moro também pediu que o site The Intercept Brasil, que fez reportagens baseadas nas alegadas trocas de mensagens, divulgue todo o material que detém.
“Estou absolutamente tranquilo em relação a isso. Mas, se é este o problema, então o site apresente tudo e aí a sociedade vai compreender, vai compreender de pronto se houve alguma incorreção da minha parte. Eu não tenho nenhum apego pelo cargo em si”, disse Moro ao responder questionamento feito pelo senador Jaques Wagner (PT-BA).
“Apresente tudo, vamos submeter isso ao escrutínio público e, se houver irregularidade da minha parte, eu saio. Mas não houve, por quê? Porque eu sempre agi de maneira imparcial”, completou o ministro, ao criticar o que chamou de “sensacionalismo” do site e a decisão de publicar as supostas mensagens a conta-gotas.
Durante a audiência de mais de seis horas, Moro enfrentou poucos embates na sessão a que compareceu espontaneamente para explicar supostas trocas de mensagens por aplicativo de celular quando era juiz com procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, noticiadas pelo The Intercept Brasil.
De modo geral, o ministro defendeu as decisões que tomou à frente da Lava Jato e argumentou que a invasão de celulares de autoridades como ele e procuradores não apontaram nenhuma ilegalidade nas supostas conversas publicadas, as quais sempre frisou durante o encontro que não atestava a veracidade. Para ele, essa ação foi promovida por um grupo criminoso estruturado e não por um adolescente com espinhas.
Para Moro, a invasão de telefones celulares dessas autoridades visa invalidar condenações por corrupção e lavagem de dinheiro e atrapalhar investigações em curso, além de representarem um ataque às instituições.
“O que existe é um movimento claro para —vamos dizer assim— anular condenações pretéritas de pessoas que cometeram crime de corrupção e lavagem de dinheiro, impedir novas investigações e atacar as instituições brasileiras”, afirmou ele, sobre o que considera ser os objetivos da ação.
“E o que se tem aqui, disfarçado de ataques criminosos de hackers e supostas divulgações sensacionalistas para fins de interesse público, é um ataque a essas conquistas da sociedade brasileira nos últimos cinco anos.”
O ministro da Justiça disse ter agido sempre conforme a lei na condução da Lava Jato. Minimizou ainda o teor dos supostos diálogos —que disse que eventualmente podem ter ocorrido— ao dizer que não trariam nada demais do que uma conversa informal. Ele destacou ainda que a tradição jurídica brasileira é de maior proximidade entre as partes de uma ação, como procuradores, juízes, policiais e advogados.
“Evidentemente não tenho nada aqui a esconder, a ideia é vir aqui esclarecer o sensacionalismo que tem se criado em torno dessas notícias”, disse ele, ao criticar o fato de o site não tê-lo procurado para se pronunciar antes da publicação.
Moro disse que as mensagens podem ter sido total ou parcialmente adulteradas. Ele afirmou que as supostas conversas, segundo juristas, não revelam quaisquer ilícitos ou irregularidades.
Na sessão, a maioria dos senadores teve uma postura complacente com o ministro —um dos principais nomes do governo Jair Bolsonaro. O presidente deu indicações nos últimos dias de apoio a Moro e já disse que a possibilidade é “zero” de demiti-lo.

SEM SELETIVIDADE

Na audiência, o ministro disse ainda que o caso referente a uma investigação sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que aparece em uma das alegadas mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil, nunca passou por suas mãos, e rebateu críticas de que a operação Lava Jato tenha tido motivações políticas.
Ele afirmou que o caso envolvendo FHC teve início em uma delação premiada feita por executivos da Odebrecht homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que foi encaminhada para São Paulo, e não para a Vara Federal em Curitiba, onde ele atuava.
Segundo o ministro, a Lava Jato atingiu “de forma severa” vários partidos, não apenas aqueles alinhados ao então governo do PT. “Não teve nenhum projeto político envolvido senão o projeto de cumprir a lei”, disse.
Num dos momentos de maior embate, o senador Humberto Costa (PT-PE) pediu a demissão de Moro e que ele se desculpasse por, em sua opinião, ter cassado o direito de os brasileiros elegerem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições passadas.
Moro foi o responsável pela primeira condenação de Lula no processo do tríplex do Guarujá (SP), confirmada posteriormente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que abriu caminho para enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa e torná-lo inelegível.
O ministro declinou de responder a Humberto Costa ao considerar as declarações dele “bastante ofensivas”. Em momento anterior, Moro disse que as condenações que impôs a Lula e ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) foram confirmadas pelo TRF-4, pelo Superior Tribunal de Justiça e também em parte apreciado em sede de recursos pelo STF.
“Sempre agi corretamente no exercício e aplicação imparcial da lei, mas eu não posso deixar a questão eleitoral influir no processo”, disse. “Infelizmente essas pessoas cometeram crimes e têm que responder pelos seus atos”, destacou.
Moro também destacou que, em 2017, quando condenou Lula no caso do tríplex, não tinha o “menor contato” com o atual presidente da República, Jair Bolsonaro. Afirmou que só conversou com Bolsonaro após a vitória dele no segundo turno, após ter sido sondado pelo atual ministro da Economia, Paulo Guedes, e disse ter topado o desafio para avançar no combate à corrupção e a criminalidade no país.
O ministro da Justiça disse que não guarda mais as mensagens do aplicativo Telegram porque não o usa desde 2017, época em que foram noticiados vazamento de informações do aplicativo na eleição norte-americana.


Após ser demitido, Santos Cruz diz que governo de Bolsonaro é ‘um show de besteiras’

General comandou a Secretaria de Governo da Presidência da República

Redação
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
 
Após ser demitido da Secretaria de Governo da Presidência da República, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz falou sobre o governo de Jair Bolsonaro. Em entrevista à revista Época, ele disse que a gestão do presidente por perde tempo com “bobagens” quando deveria priorizar questões relevantes para o país.
“Tem de aproveitar essa oportunidade para tirar a fumaça da frente para o público enxergar as coisas boas, e não uma fofocagem desgraçada. Se você fizer uma análise das bobagens que se têm vivido, é um negócio impressionante. É um show de besteiras. Isso tira o foco daquilo que é importante. Tem muita besteira. Tem muita coisa importante que acaba não aparecendo porque todo dia tem uma bobagem ou outra para distrair a população, tirando a atenção das coisas importantes. Tem de parar de criar coisas artificiais que tiram o foco. Todo mundo tem de tomar consciência de que é preciso parar com bobagem”, afirmou Santos Cruz à revista.
Bahia ba

Ratinho é processado por Jean Wyllys após apresentador citar fake news em programa

Quarta, 19 de Junho de 2019 - 18:20


Ratinho é processado por Jean Wyllys após apresentador citar fake news em programa
Foto: Gabriel Cardoso/SBT / Instagram
O apresentador Ratinho, do SBT, será processado pelo ex-deputado Jean Wyllys (Psol) após uma fake news ser veiculada durante uma entrevista com o ministro da Justiça Sérgio Moro na noite desta terça-feira (18). As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. 

Sérgio Moro, vale lembrar, tem estado no centro das atenções da pauta política após o escândalo divulgado pelo site The Intercept Brasil sobre as conversas que o ministro, então juiz, realizou com outros procuradores da Lava Jato. 

Na atração noturna e ao lado de Moro, Ratinho mencionou sobre uma suposta notícia disseminada pela página “O Pavão”, que ele tinha recebido e que se referia não só a Jean Wyllys, mas também a David Miranda, suplente do ex-parlamentar na Câmara dos Deputados e Glenn Greenwald, esposo de David e editor do The Intercept Brasil. 

"Eu estava lendo, não sei se é fake news, que está vinculado um milionário russo, que deu dinheiro para um jornalista muito conhecido. Esse jornalista é namorado de um deputado e comprou o mandato do deputado Jean Wyllys. Tudo isso eu recebi, não sei se é fake news. Recebi! Se for verdade, é muito maior do que a gente imagina. Porque envolve outro país.", disse o apresentador. 

Em conversa com a colunista da Folha, Jean confirmou que entrará com uma ação e criticou o apresentador e o fato de Moro ter ficado calado enquanto o fato inverídico era mencionado por Ratinho.  

"Como disse um texto [publicado na revista Veja], 'é sordidez de Ratinho. Ele sabe que tudo não passou de uma fake news. Se não sabia, deveria saber' [...] Moro ouviu a mentira e se calou porque sabe que a calúnia o beneficia. Isso não é postura de um juiz tampouco de um ministro da Justiça. Mas essa conduta de Moro está em completo acordo com o que o [site] The Intercept tem revelado dele na condução da Lava Jato", afirmou Wyllys.

Além disso, Jean destacou que Moro é um “ministro da Justiça de Bolsonaro acusado de usar o judiciário para prejudicar deliberadamente adversários políticos” e completou que “isso precisa estar claro”. 

Por meio de nota, através de sua assessoria, Ratinho afirmou que “não é verdade que espalha fake news” e que teria mencionado a informação após tê-la recebido usando-a para fazer questionamentos ao seu convidado. 
Bahia Notícias
MP-BA move ação contra 12 municípios do sul do estado para combater lixões
Foto: Divulgação
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) moveu ações civis públicas contra 12 municípios do sul do estado, para combater lixões. As ações são assinadas pelo promotor de Justiça Yuri Lopes. As ações são contra os municípios de Almadina, Arataca, Barro Preto, Buerarema, Itapé, Itapitanga, Itajuípe, Floresta Azul, Jussari, Mascote, Potiraguá e São José da Vitória.

O promotor pede que a Justiça determine a implantação de políticas públicas de saneamento básico e resíduos sólidos e a interrupção do lançamento de resíduos in natura em lixões. Os pedidos são baseados na Lei 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e a Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Saneamento Básico. O MP pede que os municípios, em 30 dias, elaborem um plano municipal de saneamento básico e gestão de resíduos sólidos.

Ainda requer que os municípios interrompam as atividades de modo definitivo em 30 dias, que seja realizado em um ano a destinação adequada dos resíduos coletados a serem depositados em aterro sanitário devidamente licenciado pelo órgão ambiental competente. O promotor também pede que a Justiça obrigue os municípios a recuperar os danos ambientais provocados pelo descarte inadequado do lixo.
BAHIA NoTÍCIAS

Alguém precisa dizer logo ao presidente Jair Bolsonaro: “É a economia, estúpido!”


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Charge do Cazo (Facebook:  luizfernando.cazo)
Carlos Newton
Uma das maneiras de defender o governo Bolsonaro é dizer que ainda não completou nem seis meses. Realmente, é cedo para avaliar o que não fez, mas é possível julgar o que já fez. É claro que não se pode incluir nos acertos da gestão a reforma da Previdência, porque a Câmara está tendo de aperfeiçoá-la, para que se torne exequível.
Mas deve-se reconhecer a procedência do pacote anticrime de Moro e da medida provisória para acabar com a contribuição sindical obrigatória, embora se saiba que teria sido muito melhor optar por decreto-lei.
CURTO-CIRCUITO – Quanto ao decreto das armas, poderia ser positivo, se apenas facilitasse a compra de um .38 para qualquer cidadão de ficha penal limpa, como era no regime militar, e de uma escopeta ou fuzil para produtor rural que more em local ermo.
O problema é que o filho Eduardo Bolsonaro, o Zero Três, decidiu entrar em cena e provocou um curto-circuito. Resolveu  liberar porte de arma para uma série de profissões, criou uma confusão dos demônios. O porte de arma carregada deveria ser limitado a militares e policiais da ativa e da reserva, assim como a pessoas sob ameaça concreta. Quanto a praticantes de tiro ao alvo, o porte deveria ser de arma descarregada da munição.
Como o deputado/chanceler resolveu liberar geral, o que é um flagrante absurdo, agora o decreto terá de ser refeito como medida provisória ou mensagem de projeto ao Congresso.
OUTRAS MEDIDAS – Colocar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) no Ministério da Justiça também foi acertado, mas Bolsonaro teve de recuar, e não foi culpa dele. Mas tirar a Funai do Ministério da Justiça foi bobeira e o Congresso apontou.
Dar mais prazo de validade às Carteiras de Habilitação foi um avanço, mas retirar os pardais é um tremendo retrocesso. Nesse ponto, deve-se apoiar o governador Wilson Witzel, que já reduziu para 50 km a velocidade nos trechos mais perigosos da Rodovia Amaral Peixoto, uma medida acertadíssima, que vai diminuir muito os acidentes.
Fala-se bem do ministro da Integração, Tarcísio Vieira, mas sabe-se o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, deixa a desejar, assim como a ministra Damares Alves, da estranha pasta que reúne Mulher, Família e Direitos Humanos, sem falar em Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo, de reputação péssima e já flagrado em fraudes de contabilidade eleitoral.
Por fim, Bolsonaro diz que vai desburocratizar a vida das pessoas físicas e jurídicas, mas até agora não aconteceu nada, e o governo precisa dizer a que veio.
E A ECONOMIA? – O maior problema é a recessão, que pode virar estagflação caso a inflação permaneça. Bolsonaro delegou poderes a Paulo Guedes, que demonstra não saber que medidas tomar, está completamente perdido. Nota-se que o presidente nem dá mais confiança a ele, demitiu o presidente do BNDES e um dos principais diretores sem avisar a Guedes, e ainda nomeou para presidir o BNDES um playboy de 38 anos, amigo de seu filho Zero Três.
O presidente demonstra desconhecer que o BNDES é o mais importante instrumento de que o governo dispõe para reativar a economia e recolocar o país no desenvolvimento. E isso não acontecerá caso Bolsonaro realmente nomeie esse estreante de ficha suja para comandar o BNDES. Só pode ser piada.
Na verdade, a equipe econômica está parada, esperando a banda passar. Está na hora de algum integrante do núcleo duro do Planalto repetir James Carville, marqueteiro de Bill Clinton, e dizer a Bolsonaro – “É a economia, estúpido!”.
###P.S. 1 – Se já desistiu de Guedes, o presidente deveria substituí-lo, antes que a crise se agrave. Até agora, a equipe econômica do Posto Ipiranga fez o projeto de reforma da Previdência e mais nada, rigorosamente.
P.S. 2 – O único projeto é vender tudo o que puderem. Será que acreditam na hipótese de o Brasil sair da crise por osmose? E enquanto eles não se decidem, la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C.N.)

Polícia Federal descobre que hacker tentou se passar por Moro no Telegram, no dia 4


PF já flagrou o hacker plantando mensagem em nome de Moro
Ricardo Brandt e Fausto MacedoEstadão
A Polícia Federal tem elementos de prova de que um hacker tentou se passar pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e mandou mensagens para terceiros em nome do ex-juiz da Operação Lava Jato. Um dos elementos é uma mensagem enviada no dia 4 de junho em resposta a um funcionário do próprio gabinete de Moro, depois da ativação da conta do Telegram – aplicativo de troca de mensagens via internet – vinculada ao número do ministro.
O ministro da Justiça afirma ter saído do Telegram em 2017, quando sua conta foi excluída. No dia 5 de junho foi revelado que Moro teve o aparelho desativado, após perceber que um dia antes ele havia sido alvo de ataque virtual. O celular do ministro foi invadido por volta das 18h da terça-feira, dia 4. Ele só percebeu após receber três telefonemas do seu próprio número. O ex-juiz, então, acionou investigadores da Polícia Federal, informando da suspeita de clonagem.
A reportagem teve acesso a uma dessas cópias. Nela, o hacker usa uma conta do Telegram vinculado ao número de Moro. No aparelho que recebeu, o nome aparece com “SFM”, abreviação de Sergio Fernando Moro.
Era dia 4 de junho, mesmo dia em que Moro afirmou ter recebido três ligações do aplicativo em seu nome.
O clone recebeu mensagem de uma pessoa próxima de Moro às 21h17, após ativação da conta aparecer no aparelho: “4 de junho. SFM entrou para o Telegram”. No texto, sem saber que não era o ministro do outro lado, ela escreve: “Boa noite. O que achou dessa matéria?”. Anexado a uma publicação do site do próprio Ministério da Justiça sobre o projeto anticrime do governo.
O clone então responde: “vou ler”.
INQUÉRITOS – A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar ataques feitos por hackers aos celulares de procuradores da República que atuam nas forças-tarefas da Lava Jato em Curitiba, no Rio e em São Paulo.
Outro inquérito foi aberto para apurar ataques ao celular do ministro Moro. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou a unificação da investigação em relação aos ataques cibernéticos criminosos contra membros do Ministério Público Federal.
Na entrevista ao Estado, afirmou que foi “vítima de um ataque criminoso de hackers”. “Clonaram meu telefone, tentaram obter dados do meu aparelho celular, de aplicativos. Até onde tenho conhecimento, não foram obtidos dados.”
CONTA CLONADA – No material analisado pela PF, há elementos de que a conta clonada de Moro continuou ativa até pelo menos a última semana. O próprio ministro destacou o fato de não ser “uma invasão pretérita” ao ser questionado sobre as apurações.
“Nós estamos falando aqui de um crime em andamento. De pessoas que não pararam de invadir aparelhos de autoridades ou mesmo de pessoas comuns e agora têm uma forma de colocar isso a público, podem enviar o que interessa e o que não interessa.”
Na última semana, um membro Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) relatou ter seu Telegram clonado. O hacker teria enviado mensagem em seu nome a um grupo do CNMP. As mensagens partiram do celular do conselheiro Marcelo Weitzel Rabello de Souza.
ESTRANHEZA – Os colegas estranharam o tom dos torpedos e começaram a questionar o conselheiro no grupo. Na sequência, receberam outro torpedo dizendo: “aqui é o hacker”.  Os conselheiros então ligaram para Marcelo, que argumentou que não estaria usando o aparelho no momento dos envios das mensagens. Marcelo nega que seja uma brincadeira dele com os colegas.
Moro confirmou nesta quarta-feira, 19, em audiência no Senado que sua conta falsa no Telegram continuaria ativa pelo hacker. Ao Estado, em entrevista no dia 14, ele explicou o ocorrido com ele: “O meu celular foi clonado, eles utilizaram o clone do celular para capturar o Telegram, que eu não estava mais, e conversaram com funcionário do Ministério da Justiça fazendo-se passar por mim”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O mais incrível nessa investigação, conforme denunciou o jurista Jorge Béja aqui na Tribuna da Internet, é que até agora a procuradora-geral da República não pediu que a Polícia Federal seja autorizada a promover busca e apreensão do material usado pelo site The Intercept. Essa omissão da procuradora é incabível e causa estranheza. (C.N.)

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Transferência de ex-presidente do BRB para “Papudinha” avança com sinalização de delação premiada

Publicado em 5 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Delação no caso Master pressiona STF Malu Gaspar Rafa...

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