domingo, junho 16, 2019

Moro tenta fazer da crise um “plebiscito” da Lava Jato, que tem apoio popular garantido


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Moro enfrenta os ataques à Lava Jato, com apoio de Bolsonaro
Vera Rosa
Estadão
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, traçou uma estratégia para transformar o vazamento da troca de mensagens atribuídas a ele, quando juiz, e a procuradores da força-tarefa em Curitiba em uma espécie de plebiscito dos que são contra e a favor da Lava Jato. A contraofensiva tem o aval do Palácio do Planalto e foi discutida com o próprio presidente Jair Bolsonaro, na semana passada, após a análise de pesquisas encomendadas pelo governo sobre o episódio, além do monitoramento das redes sociais.
Os resultados indicaram que o apoio à Lava Jato – operação sempre associada ao combate à corrupção – supera a desconfiança em relação ao conteúdo de conversas pelo celular, no aplicativo Telegram, entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Foi somente após essa avaliação reservada que Bolsonaro quebrou o silêncio e saiu em defesa do ministro da Justiça, um dos pilares de sustentação de seu governo.
CONFIANÇA – Apesar de destacar o legado do ministro, o presidente disse ontem que não existe confiança 100%. “Eu não sei das particularidades da vida do Moro. Eu não frequento a casa dele. Ele não frequenta a minha casa por questão até de local onde moram nossas famílias. Mas, mesmo assim, meu pai dizia para mim: ‘Confie 100% só em mim e minha mãe’”, afirmou Bolsonaro.
A declaração foi feita um dia após novas conversas divulgadas pelo site The Intercept Brasil indicarem que Moro teria pedido aos procuradores da Lava Jato a produção de uma nota à imprensa para responder o que chamou de “showzinho” da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois do depoimento do petista no caso do triplex do Guarujá. O ministro não reconheceu a autenticidade da mensagem.
Com idas e vindas, a tática para blindar Moro e afastar a crise do Planalto consiste em jogar a opinião pública contra deputados, senadores e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que tentarem vincular os diálogos vazados a ilegalidades em julgamentos, como o de Lula, preso desde abril do ano passado. O argumento usado contra os críticos é o de que existe uma “orquestração” para esvaziar a Lava Jato.
ABATIMENTO – Quem conversou com Moro, nos últimos dias, encontrou um homem abatido. Apesar de dizer que não cometeu conduta imprópria à época em que era o superpoderoso juiz de Curitiba, ele pareceu constrangido de ter o nome envolvido em um escândalo. De julgador, passou a ser julgado.
“Fui vítima de um ataque criminoso de hackers”, afirmou Moro ao Estado. “A Operação Lava Jato foi um trabalho muito sério, profissional e difícil, feito a um grande custo pessoal de todos os envolvidos no caso. Sempre me pautei pela legalidade.”
Sob pressão do Congresso e até do Judiciário, Moro virou uma espécie de curinga para Bolsonaro. Se o cenário não levar a uma reviravolta, o titular da Justiça poderá ocupar uma vaga de ministro do Supremo, segundo o presidente. Antes dos vazamentos, Moro também era citado como possível candidato ao Planalto, em uma disputa sem Bolsonaro na corrida à reeleição, em 2022. Ou mesmo em uma dobradinha como vice. “Eu aceitei o convite para ser ministro da Justiça e Segurança Pública. Não há outro projeto na minha vida”, garantiu o ministro.
NO SUPREMO… – Todos esses planos, no entanto, podem ruir dependendo da próxima temporada política. No dia 25, a Segunda Turma do Supremo vai retomar o julgamento em que Lula acusa Moro de ter sido parcial ao condená-lo no caso do triplex e, depois, entrar para a equipe de Bolsonaro. Para reforçar a acusação, os advogados do ex-presidente encaminharam à Corte as conversas atribuídas a Moro, nas quais ele daria dicas aos procuradores.
“Tenho receio de que isso venha a tomar um vulto que possa prejudicar o País”, admitiu o general Eduardo Villas Bôas, assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
No Congresso, o movimento da oposição e de partidos do Centrão ainda não é para abrir a “CPI da Vaza Jato”, mas, sim, para deixar Moro “sangrar” em praça pública. Quando juiz, ele foi algoz de vários parlamentares e até hoje enfrenta resistências para a tramitação de seu pacote anticrime, que prevê o combate à corrupção, ao crime organizado e à criminalidade violenta.
SEM VIDA FÁCIL – “Acho que Moro já sabia que não teria vida fácil na política”, comentou o deputado Capitão Augusto (PL-SP), presidente da Frente Parlamentar de Segurança e relator do grupo de trabalho que analisa a proposta. “Agora, querem aproveitar a turbulência para emplacar no Senado o projeto que coíbe o abuso de autoridade, mas não é momento de resgatar isso. Fica parecendo jus sperniandi”, emendou, em referência à expressão usada no meio jurídico para o direito de “espernear”.
Nem mesmo no PT de Lula, porém, há acordo sobre o melhor caminho a seguir para enfrentar Moro. Na quarta-feira, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do partido, subiu à tribuna para defender a CPI. “Moro, o grande orientador do Ministério Público Federal, montou, armou, produziu testemunhas. Para quê? Para condenar e prender o Lula”.
Para o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), no entanto, seu partido erra ao adotar essa tática. “Eu, por exemplo, não quero CPI para Moro. Quero sua demissão. E também sou contra convocá-lo para vir aqui, porque a gente fala dez minutos e ele, três horas. É um palanque”, argumentou o petista.
DEPOIMENTO – Moro prestará depoimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima quarta-feira. Na tentativa de evitar mais desgaste, ele próprio se ofereceu para falar em um território no qual a oposição não faz tanto barulho.
“A imagem do ministro está em jogo e essa é a Casa da moderação”, observou a senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da CCJ. Logo depois, porém, a Câmara aprovou convite para que Moro também explique as mensagens atribuídas a ele em uma sessão de duas comissões, marcada para o dia 26.
O Congresso está dividido sobre como tratar o “caso Moro”. O ministro da Justiça e Segurança Pública ainda conta com apoio popular, como mostrou na quarta-feira, quando foi aplaudido no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, ele vestiu a camisa do Flamengo, na partida contra o CSA, apesar de ser torcedor do Athletico Paranaense.
“Atendi a um pedido do presidente e da torcida que ali estava. Em Roma, faça como os romanos”, disse Moro ao Estado.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Chega a ser comovente o esforço do The Intercept Brasil para inocentar Lula da Silva e transformar Sérgio Moro num criminoso vulgar, capaz de adulterar provas, combinar procedimentos indevidos de busca e apreensão, decretar prisões preventivas desnecessárias, assinar sentenças manipuladas e fazer perseguição política a um dos mais importantes ex-presidentes do mundo, figura absolutamente ímpar e acima de qualquer suspeita, que jamais seria capaz de comandar o maior esquema de corrupção do mundo.
Sem dúvida, é comovente esse esforço desenvolvido pelo The Intercept e pelos jornalistas que ainda dão força a esse tipo manipulado de denúncia, sem demonstrar medo do ridículo. (C.N.)

Guedes diz que Levy não quis abrir a “caixa-preta” das irregularidades no BNDES


O presidente do BNDES, Joaquim Levy (esq.), e o ministro da Economia, Paulo Guedes (dir.) — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Guedes se comporta como se não tivesse nada a ver com Joaquim Levy
Gerson CamarottiG1 Brasília
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou neste sábado (15) ao blog que entende a “angústia” do presidente Jair Bolsonaro com o presidente do BNDES, Joaquim Levy. Para Guedes, é natural Bolsonaro se sentir “agredido”, uma vez que Levy escolheu para o banco “nomes ligados ao PT”.
Mais cedo, no sábado, Bolsonaro disse que Levy está com a “cabeça a prêmio”. Acrescentou que, se Levy não demitir o diretor de Mercado de Capitais do BNDES, Marcos Barbosa Pinto, ele, Bolsonaro, demitirá Levy “sem passar pelo Paulo Guedes”.
EXISTE SINTONIA? – Questionado se houve falta de sintonia com Bolsonaro no episódio, Guedes negou: “Pelo contrário, existe sintonia. Eu entendo a angústia do presidente. É algo natural ele se sentir agredido quando o presidente do BNDES coloca na diretoria do banco nomes ligados ao PT”.
Marcos Pinto foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES (2006-2007). Fiocca era considerado, no governo federal, um homem de confiança de Guido Mantega, ministro da Fazenda nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Guedes lembrou ao blog que Bolsonaro apresentava como promessa de campanha “abrir a caixa-preta” do BNDES. O governo, ressaltou, já tem seis meses e isso ainda não aconteceu.
IRREGULARIDADES – Bolsonaro costuma dizer que houve problemas em empréstimos do BNDES para Cuba, Venezuela e os chamados “campeões nacionais”, como Joesley Batista.
“Ninguém fala em ‘abrir a caixa-preta’ e ainda nomeia um petista. Então, fica clara a compreensão da irritação do presidente”, disse Guedes ao blog. “O grande problema é que Levy não resolveu o passado nem encaminhou uma solução para o futuro”, ressaltou.
O “passado”, segundo Guedes, seria abrir a “caixa-preta”. Em relação ao “futuro”, conforme o ministro, seria tratar de temas como privatizações, infraestrutura, saneamento e ajudar a reestruturação de estados e de municípios. Até agora, na avaliação da equipe econômica, o BNDES não tem cumprido esses objetivos.
RESISTÊNCIA – Desde o primeiro momento, havia resistência de Bolsonaro a Levy por ele ter sido ministro de Dilma Rousseff e secretário de Sérgio Cabral. Para Guedes, em atenção, Bolsonaro decidiu bancar a nomeação de Levy.
Segundo o blog apurou, Bolsonaro está incomodado há muito tempo com o fato de Levy não ter feito o que considera uma “mudança significativa” em cargos importantes do BNDES, além de nomear Marcos Pinto.
Ainda segundo o blog apurou, Bolsonaro recebeu uma mensagem de um amigo dizendo o seguinte: ‘Quem diria ver no governo Bolsonaro o BNDES comandado por petistas?”.
TELEFONEMAS – Isso irritou profundamente o presidente, que chegou a ligar neste sábado (15) para Guedes antes de dar a entrevista na qual falou sobre Levy. Depois da entrevista, ligou de novo para relatar o que havia dito.
Guedes chegou a falar a pessoas próximas que havia indicado três nomes para ajudar Levy, mas o presidente do BNDES não aceitou. Os três técnicos, então, passaram a trabalhar com o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar. “Além de não satisfazer o presidente, não atendeu ao ministro”, afirmou ao blog um integrante do governo. Segundo integrantes do Poder Executivo, Bolsonaro já havia pedido a cabeça de Levy há três meses.
Na avaliação da equipe econômica, diferentemente de outras instituições, como Banco Central, Caixa e Petrobras, quem têm tido “bom desempenho”, o BNDES “não está conseguindo decolar”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelentes informações do Gerson Camarotti, mostrando que a insatisfação com Joaquim Levy não se resume ao caso do diretor Marcos Pinto.
Porém, o mais importante e curioso na matéria é o ver ministro Paulo Guedes dar declarações como se não tivesse nada a ver com o assunto, embora o problema tenha sido criado exatamente por ele. Parece Piada do Ano. (C.N.)

Para pedir a soltura de Lula, a defesa usa as mensagens entre Moro e Dallagnol


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Cristiano Zanin, advogado de Lula, está animado com o recurso
José MarquesFolha
A divulgação de trocas de mensagens entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato, abriu um novo flanco para a defesa de Lula tentar reverter um histórico de derrotas em tentativas de anulação de processos contra o ex-presidente.
As conversas divulgadas pelo site The Intercept Brasil, no último domingo (9), fizeram a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) desengavetar um pedido dos advogados de Lula pela anulação do processo do tríplex em Guarujá (SP), que levou o petista à prisão.
IMPARCIALIDADE – A solicitação da defesa foi feita sob o argumento de suspeitas na isenção de Moro após ele ter se tornado ministro do governo Jair Bolsonaro. Em dezembro passado, o ministro Gilmar Mendes (STF) havia pedido vista da ação, mas recolocou em pauta na última semana. A análise do caso está marcada para dia 25.
Esse pedido no STF foi reforçado por petição apresentada na quinta-feira (13) pela defesa de Lula. Eles dizem que as conversas de Moro e Deltan revelam “completo rompimento da imparcialidade” do ex-juiz da Lava Jato.
O objetivo dos advogados do petista é conseguir a anulação da condenação do tríplex, sob o argumento de que Moro não foi imparcial na análise do caso, que aparece nas conversas que vieram à tona e no qual o petista é acusado de receber propina da empreiteira OAS em decorrência de contratos da empresa com a Petrobras.
SUSPEIÇÃO??? – Ele foi condenado por Moro no processo do tríplex pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A pena foi aumentada pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) e Lula foi preso e impedido de concorrer à Presidência na eleição do ano passado. Esse ano, a acusação foi chancelada também pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Até agora, nesse tipo de estratégia de apontar a suspeição de juízes, o grupo de advogados comandado por Cristiano Zanin Martins tem sofrido não só recusas em seus pedidos de suspeição de magistrados, como também broncas pela insistência em judicializar o tema.
Uma dessas críticas foi feita no último dia 4 pelo juiz João Pedro Gebran Neto, relator da operação Lava Jato no TRF-4, quando os advogados de Lula pediram que ele se declarasse suspeito para julgar o petista no processo do sítio de Atibaia (SP).
SÍTIO DE ATIBAIA – Na primeira instância, no caso do sítio, a juíza Gabriela Hardt condenou Lula a 12 anos e 11 meses de prisão pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, que ele nega e recorre.
“[Há uma] visão bastante peculiar, conveniente e criativa da defesa a respeito de questões de índole jurisdicional”, disse Gebran, ao negar o pedido de suspeição. “Há tentativa de transformar todos os magistrados que decidem contrariamente às postulações da defesa técnica em algozes e suspeitos.”
No processo do tríplex, a equipe de advogados também havia questionado a imparcialidade de Gebran em julgar processos da Lava Jato. Eles argumentavam que o juiz de segunda instância tinha amizade “estreita e íntima” com Moro, um “inimigo capital” de Lula. O pedido de suspeição foi analisado em um colegiado de seis magistrados e rejeitado por unanimidade.
OUTROS PEDIDOS – O próprio Moro foi alvo de diferentes pedidos de suspeição feitos pela defesa de Lula, inclusive pela divulgação de escutas telefônicas entre o ex-presidente e sua sucessora, Dilma Rousseff, em 2016. A medida foi questionada legalmente porque Dilma, então presidente, tinha foro especial.
O questionamento da defesa foi julgado pelo TRF-4. À época, o juiz Rogério Favreto foi o único da corte a pedir a abertura de um processo disciplinar contra Moro, mas acabou derrotado.
Ano passado, Favreto motivou novos pedidos de suspeição contra Moro e Gebran ao conceder um habeas corpus a Lula durante o fim de semana em que era o plantonista do tribunal. Moro não obedeceu a determinação. Gebran e o presidente do TRF-4, Thompson Flores, intervieram para reverter a decisão de Favreto.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– No julgamento da Segunda Turma, dia 25, pode acontecer de tudo. Já foram dados dois votos (Edson Fachin, relator, e Cármen Lúcia, revisora) contra o recurso de Lula. Faltam os votos de Gilmar Mendes e Celso de Mello. O presidente da Turma, Ricardo Lewandowski é o último a votar. Façam suas apostas. (C.N.)

Joaquim Levy pediu demissão neste domingo, para não ser demitido na segunda-feira

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Levy foi demitido “pelos jornais” e teve de sair
Alexa Salomão, William Castanho e Bernardo CaramFolha
O economista Joaquim Levy renunciou à presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) neste domingo (16). A saída de Levy do banco de fomento é mais uma crise do governo Jair Bolsonaro.  “Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda”, disse Levy, citando mensagem enviada a Guedes.
O economista afirmou que agradece a lealdade, dedicação e determinação de sua diretoria. “Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas.”
“POR AQUI…” – No sábado (15), o presidente disse estar “por aqui” com o economista. Ele afirmou que Levy estava “com a cabeça a prêmio” havia algum tempo. O estopim, segundo Bolsonaro, foi a indicação de Marcos Barbosa Pinto para a diretoria de Mercado de Capitais do banco. Ele integrou o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Levy chegou ao comando do banco a convite de Guedes. Assim como o ministro, ele fez doutorado na Universidade de Chicago —reduto do pensamento econômico liberal.
Ele trabalhou em dois governos petistas. Primeiro foi secretário do Tesouro Nacional de Lula. Depois, como ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT), no primeiro ano do segundo mandato, enfrentou obstáculos para ajustar as contas públicas e saiu do governo.
GUEDES NOMEOU – A resistência de Bolsonaro a Levy vem desde o governo de transição. Presidente eleito, em novembro de 2018, ele disse que, ao aceitar a indicação, precisava “acreditar em Guedes”.
Na ocasião, Bolsonaro afirmou que “houve reação” ao nome de Levy por ele ter “servido à Dilma e ao [ex-governador do Rio do Janeiro Sérgio] Cabral”. Ele foi secretário de Finanças.
Antes de assumir o cargo de presidente do BNDES, Levy foi diretor financeiro do Banco Mundial, em Washington. Também trabalhou como técnico do FMI (Fundo Monetário Internacional). No setor privado, o economista foi diretor do Bradesco.
DIRETOR SE DEMITE – O diretor Marcos Barbosa Pinto, neste sábado, enviou uma carta a Levy, à qual a Folha teve acesso, para renunciar ao cargo. Bolsonaro havia dito pouco antes que o presidente do BNDES tinha de demitir o advogado ou seria demitido até esta segunda-feira (17).
O advogado, que foi assessor e chefe de gabinete da presidência do BNDES em 2005 e 2006, afirmou ter “muito orgulho” da própria carreira.
Ele, informalmente, ajudou o governo petista na elaboração de projetos de PPPs (Parcerias Público-Privadas). Em entrevista à revista Capital Aberto, Barbosa Pinto disse que colaborou na criação do Prouni, programa que concede bolsas a alunos carentes, com então ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), em 2008.
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NOTA DA REDAÇÃO
 – Outro motivo para demitir Levy: o ministro Guedes esperava que o BNDES repasse ao governo R$ 126 bilhões neste ano, mas Levy não se comprometeu com a cifra. Os recursos são considerados indispensáveis para o ajuste fiscal do governo. Houve outros motivos, que depois a gente conta. (C.N.)

Senador demite namorada, mas ela é recontratada (e com aumento)

Marcos do Val afirma que, quando se apaixonou pela funcionária, a exonerou do gabinete. Mas pediu a "amigos no Senado" outra vaga





Senador em primeiro mandato, Marcos do Val (Cidadania-ES) demitiu a assistente parlamentar Brunella Poltronier Miguez de seu gabinete no Congresso Nacional no dia 24 de abril. À época, a advogada ganhava pouco mais de R$ 8 mil para trabalhar no Senado Federal.

O senador explicou ao Metrópoles que a relação entre eles era puramente profissional no momento da contratação da servidora. “Quando comecei a despertar o interesse por ela, entrei em conflito comigo. Não sabia o que era ilegal ou imoral”, afirma o parlamentar.

Segundo ele, após uma consulta ao Senado Federal, descobriu que não seria ilegal mantê-la em seu gabinete, já que relações de namoro não são caracterizadas formalmente como nepotismo. Mas, “para evitar qualquer resquício de imoralidade”, Do Val conta que escolheu exonerar a assistente parlamentar.
“Eu fiquei pisando em ovos, até que eu pedi permissão ao pai dela para namorá-la. Ele falou que podia, mas me disse que não seria legal a gente trabalhar junto”, contou Do Val à reportagem. No entanto, para que Brunella não ficasse desamparada, o senador conversou com “amigos do Senado” e conseguiu realocá-la. “Me disseram que, se ela fosse competente e tivesse um bom currículo, avisariam de vagas. E foi o que aconteceu”, completa.
Assim, desde o dia 14 de maio, Brunella trabalha na Diretoria-Geral do Senado como consultora legislativa. No local, ganhou mais um aumento: atualmente, ela recebe exatos $ 10.805,49. Antes de conhecer o senador, no entanto, a advogada trabalhava no Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Espírito Santo (Ipem-ES), com um salário de R$ 2.300. A reportagem mandou mensagem à advogada, que não respondeu até a publicação da reportagem. O espaço continua aberto a manifestações
Eu não intervi para a contratação dela, não disse que tinham que contratar porque era minha namorada. Eles não sabem disso. Na verdade, quem está sabendo da nossa relação agora são vocês e minha chefe de gabinete
SENADOR JUSTIFICA CONTRATAÇÃO DA NAMORADA PELA DIRETORIA DA CASA
O senador contou ainda que o relacionamento entre os dois tem pouco mais de um mês. Mas, nas redes sociais, seguidores de Do Val desconfiavam da relação desde janeiro deste ano.


Demais funcionários
Um outro funcionário comissionado pelo senador chama atenção. Trata-se do assessor parlamentar Humberto Ker de Andrade. Contratado em março com um salário de R$ 5 mil, o servidor teve um aumento significativo um mês depois, passando a receber R$ 14 mil mensais. No entanto, a transparência do site do Senado mostra que, no início de maio, a remuneração básica do funcionário foi de R$ 23 mil.
Antes de assumir o cargo, Andrade tinha uma empresa na área de meio ambiente em Vitória (ES), estado do senador. Atualmente, Do Val é membro da Comissão de Meio Ambiente do Senado, o que, para pessoas próximas ao gabinete, torna suspeita a contratação do ex-empresário.
“Ele é a pessoa do Espirito Santo que mais entende do assunto, é o melhor consultor para me ajudar nisso. E uma pessoa com a experiência e conhecimento dele não iria abrir mão da própria empresa por um salário baixo”, completa o parlamentar.

https://www.metropoles.com 

Querem descaracterizar a tradição da Alvorada de Jeremoabo com discursos


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre


O brilho e animação da Alvorada junina de Jeremoabo que é do povo independente de partido político, ninguém conseguirá tirar, no entanto ninguém tem " SACO" para em plena festa e animação parar para escutar discursos no mínimo sem NEXO.  

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, quadra de basquetebol e atividades ao ar livre

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A imagem pode conter: 7 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão, céu e atividades ao ar livre

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo



Alvorada Jere 2019 o povo lotou as ruas.


Quem está mentindo???

Propaganda oficial...
Prefeitura de Jeremoabo
CUIDADO QUE É FAKE!
Ao contrário do que é relatado em áudios que circulam nas redes sociais, a Casa de Apoio para pacientes que se dirigem a Salvador a fim de realizar consultas médicas e tratamentos de saúde, tem seu funcionamento normal e não passa por nenhum tipo de contingenciamento no atendimento. As refeições são servidas normalmente, como mostram as fotos recebidas hoje diretamente da Casa de Apoio, com a melhor qualidade possível, pois, sabemos que a saúde de nossos munícipes está sempre em primeiro lugar. A gestão Construindo com a Vontade do Povo investe cada vez mais no bem estar da população e repudia àqueles que tentam denegrir a boa imagem da gestão, da Secretaria de Saúde e de quem nela trabalha, pois a mudança pode ser vista facilmente. Reforma do Hospital, abertura da UBS Matriz, dois Mutirões de Catarata em menos de 11 meses, partos e pequenas cirurgias sendo realizadas no Hospital de Jeremoabo e outras tantas ações, só mostram a preocupação e empenho da nova Gestão em garantir uma melhor qualidade de vida e saúde para nosso povo.
Prefeitura de Jeremoabo
Construindo com a Vontade do Povo.

                                                           Verdade...
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