domingo, junho 16, 2019

Clima de suspense, com Sérgio Moro, o homem que sabia demais sobre a corrupção

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Sérgio Moro tornou-se uma espécie de personagem de Hitchcock
Pedro do Coutto
Numa entrevista a Fausto Macedo e Ricardo Brandt, manchete principal da edição de quarta-feira de O Estado de São Paulo, o Ministro Sérgio Moro desafiou frontalmente os que pesquisaram suas conversas pelo celular e publicaram os diálogos com o procurador Deltan Dallagnol. O desafio que Moro dirigiu foi para que os autores publiquem logo todo o material constante das gravações, não deixando nada de fora. A entrevista ocupou duas páginas do jornal.
Moro afirmou que a equipe que invadiu o espaço dos celulares terá que apresentar o conteúdo divulgado à Polícia Federal. Um dos aspectos do desafio, na minha impressão, é aquele que todo o material gravado possui espaço muito além do que tornaram públicos. As quais, certamente trazem à tona episódios submersos aos que todo o país já conhece.
CLIMA DE SUSPENSE – Na verdade, Sérgio Moro situa-se como personagem de Hitchcock, pois é o homem que sabia demais. Mas certamente o teor completo dos diálogos deixará ainda em pior situação alguns envolvidos nas sombras do anonimato. Tornar-se-á ainda pior o peso da lei sobre os que realizaram e pagaram pelo trabalho feito.
As verdadeiras faces, hoje ocultas, serão publicadas amanhã. Uma delas já se sabe qual é: a vinculação com o ex-presidente Lula, uma vez que em seguidas às publicações iniciou-se um movimento para tornar nula a sentença de Curitiba.
Entretanto, o Ministro Edson Fachin, relator do Supremo, declarou que a Lava Jato já constitui um fato, não dando margem a qualquer mudança de rumo ou retrocesso.
RAPINA NA PETROBRAS – A tormenta que atingiu a Petrobrás constitui uma prova absoluta. O gerente Pedro Barusco devolveu 95 milhões de dólares que estavam depositados do exterior. As diretorias da estatal foram divididas em várias partes, cada uma delas liderada pelas direções de diversos partidos. Além disso, existem as delações de empresários. E como se não bastasse, lembremos que Marcelo Odebrecht passou dois anos na prisão.  No plano internacional, houve financiamentos do BNDES a juros negativos para obras em Cuba, Angola e outros países.
O mais importante agora é que os que mergulharam no universo da Internet, o que possibilitou as gravações, aceitem o desafio. Vale acentuar que a Polícia Federal é vinculada ao Ministério da Justiça.
INCOMPETÊNCIA – Mudando de assunto, Paulo Guedes revela ser incompetente absoluto no campo político. O ministro mostra não possuir a menor habilidade. Rejeitada a figura da capitalização, e também a isenção de empresas para o INSS, partiu para um ataque frontal contra a Câmara dos Deputados e especialmente contra Rodrigo Maia. Este, por sua vez, rebateu ressaltando que o governo transformou-se em uma usina de crises.
Mas no reflexo que a derrubada do projeto de reforma causou junto à opinião pública e ao eleitorado brasileiro, Rodrigo Maia ficou bem na fotografia, ao rechaçar os ataques de Paulo Guedes. Diante do ataque e do contra-ataque, o Congresso não poderá fazer uma ressurreição quando a matéria estiver no Plenário, primeiro da própria Câmara, e, segundo, no Senado Federal.
Pensando bem, Paulo Guedes só tem criado problemas, um atrás do outro, para o governo Bolsonaro.

Em uma semana, Bolsonaro demitiu três generais e anunciou mais dois civis


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“Joaquim Levy está com a cabeça a prêmio”, revelou Bolsonaro
Renata AgostiniEstadão
Em apenas uma semana, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a demissão de três generais e dois civis que integravam o primeiro e o segundo escalão do seu governo. Após serem afastados Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo e Franklimberg Freitas, da presidência da Funai, ele decidiu exonerar do comando dos Correios o general Juarez de Paula Cunha, assim como o diretor de Mercado de Capitais do BNDES, Marcos Barbosa Pinto, e afirmou que o presidente do BNDES, Joaquim Levy, também está com a cabeça a prêmio.
Segundo o presidente, Cunha “foi ao Congresso e agiu como sindicalista” ao criticar a privatização da estatal e tirar fotos com parlamentares da oposição. “Aí complica”, disse Bolsonaro em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. O Estadão participou da entrevista.
DESDE TEMER – O general assumiu a presidência dos Correios ainda no governo de Michel Temer. Ele chegou ao posto por indicação de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD.  Bolsonaro decidiu mantê-lo no cargo, mas Cunha era, na verdade, mais ligado ao vice-presidente, o general Hamilton Mourão.
O chefe dos Correios foi à Câmara na semana passada para uma audiência na Comissão de Participação Legislativa e adotou um discurso contrário à ideia do governo Bolsonaro de privatizar a estatal. Em sua fala, disse que se trata de uma empresa “estratégica” e “autossustentável” e que os economistas não têm condições de calcular o “custo social” dos serviços por ela prestados.
“Eu não queria falar de privatização, até porque não é problema meu, mas tenho de dizer: se privatizarem uma parte dos Correios, que acredito que será do lado bom (que dá lucro), o que tirar daqui vai faltar lá (nos demais municípios), vai faltar do outro lado”, disse Cunha durante a audiência.
PELAS REDES SOCIAIS – Parte do recado foi publicada pela conta oficial dos Correios no Twitter e compartilhada pelo ministro. Dois dias depois, o próprio presidente foi à rede social defender a venda da estatal.
“Serviços melhores e mais baratos só podem existir com menos Estado e mais concorrência, via iniciativa privada. Entre as estatais, a privatização dos Correios ganha força em nosso governo”, publicou.
Segundo um integrante do governo, já havia descontentamento com a postura de Cunha. Causava desconforto, por exemplo, o fato de o presidente dos Correios evitar se reportar ao seu chefe, o ministro de Ciência e Tecnologia. Isso acontecia, segundo essa fonte, porque Cunha é general do Exército, enquanto o astronauta Marcos Pontes, que comanda a pasta, é tenente-coronel da Aeronáutica – que seria o equivalente a uma patente inferior a sua.
FOI SURPRESA – Cunha não esperava a demissão, que foi anunciada pelo presidente já no final do encontro com os jornalistas quando as perguntas já haviam sido encerradas. O presidente havia tirado uma foto e decidiu conversar mais um pouco. Sem ser questionado diretamente sobre o assunto, falou da decisão.
Cunha tinha, por exemplo, uma audiência marcada para a semana que vem no Senado para debater justamente a privatização dos Correios.
Não está definido ainda quem será o próximo chefe da estatal. Bolsonaro disse que chegou a oferecer o posto ao general Santos Cruz, mas que ainda não há definição.
EXCEPCIONAL – Segundo o presidente, o general Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo é “excepcional” e, por isso, gostaria que ele permanecesse no governo em outro posto.
Ele disse ainda que a saída de Santos Cruz, a quem conhece desde a década de 1980 e se refere como amigo, foi uma “separação amigável”. “Não adianta querer esconder, problemas acontecem. Mas ele continua no meu coração”, afirmou.
O general foi avisado de sua demissão na quinta-feira em conversa com Bolsonaro no Planalto. Apesar de ter sido substituído por outro militar, o general Luiz Eduardo Ramos, seu afastamento foi resultado de pressão da chamada ala ideológica do governo. O grupo já havia conseguido demitir um civil, Gustavo Bebianno, que foi o primeiro ministro a cair. Bolsonaro destacou a experiência de Ramos como assessor parlamentar e disse que, por isso, ele vai “ajudar muito” na articulação política.
E OS ALIADOS? – No encontro com jornalistas, o presidente foi questionado sobre a razão de aliados que o acompanharam na campanha estarem fora do governo. Foram citados os nomes do ex-senador Magno Malta, que não chegou a ser nomeado para cargos, de Bebianno e de Leticia Catelani, que ocupava cargo na Apex, agência de promoção das exportações do País e foi demitida.
O presidente disse que a todos foram dadas oportunidades. Segundo ele, sua admiração por Malta continua. Mas Bebianno é “página virada” e Letícia tinha “autoridade exagerada”. “Cada um no seu quadrado”, disse o presidente. “Não posso sacrificar o governo.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em matéria de demissões, Bolsonaro é um craque. Os jornalistas nem precisam perguntar que ele vai logo anunciando. Falta demitir o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, envolvido até o pescoço nas candidaturas laranjas do PSL de Minas Gerais. O presidente diz  preferir que os ministros caiam espontaneamente, mas o cultivador de laranjas eleitorais está difícil de ser defenestrado. (C.N.)

sábado, junho 15, 2019

Greenwald: elite incumbiu o Moro de destruir o Lula


Moro é um mentiroso sociopata !!!

O Conversa Afiada reproduz entrevista de Glenn Greenwald, responsável pelo Intercept, ao site Democracy Now, dos Estados Unidos.

Greenwald diz entre outras coisas:

- ele tem mais material sobre o Moro, um mentiroso sociopata, do que teve com o Snowden, o que lhe deu o maior prêmio do jornalismo americano, o Pulitzer;

- e o material do Snowden foi, até então, o maior conjunto de documentos confidenciais revelado por um jornalista;

- Moro foi um Procurador com esteróides!

- as principais revelações - e ainda há muito por vir... - foram:

- a elite incumbiu Moro de destruir a candidatura do Lula e fazer o PT perder a eleição;

- Moro deu a diretriz, o design, foi o comandante dos procuradores , o que é ilegal. Não foi o "árbitro neutro", como se definia;

- ele e o Dallagnol, três dias antes da decisão, sabiam que não tinham prova de que o Lula era dono do triplex; 

- nem tinha certeza de que o caso deveria estar com eles;

- Moro agiu rapidamente para dar tempo de impedir Lula de ser candidato;

- a credibilidade de Moro é essencial à legitimidade do Bolsonaro;

- Lula estava certo: Moro se subordinou à mídia e não podia mais absolvê-lo, porque as mentiras dele já tinham ido longe demais;

- Moro é um mentiroso patológico;

- Moro pode não cair, mas está seriamente atingido e enfraquecido;

- o mínimo que a Justiça pode fazer é julgar Lula de novo;

- ele vai publicar tudo o mais rápido possível, com o cuidado de não cometer erros para não prejudicar a credibilidade do material que obteve.

PHA


ASSISTA AO VÍDEO AQUI:
https://www.youtube.com/watch?v=prMGY6DkypQ

“Vamos seguir fazendo o que o governo não faz”, diz o presidente da Comissão


Deputado Marcelo Ramos (PL-AM), presidente da comissão especial da Previdência — Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Marcelo Ramos não aceita as críticas de Guedes e elogia o parecer
Por G1 — Brasília
O presidente da comissão especial da Câmara que discute a reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PL-AM), divulgou uma nota na qual afirmou que os parlamentares continuarão “fazendo o que o governo não faz”. E acrescentou que a reforma precisa estar “blindada” da mais nova “crise” criada pelo Poder Executivo.
Mais cedo, na sexta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que os deputados da comissão podem “abortar a nova Previdência” se aprovarem o relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que retirou trechos propostos pelo governo.
BOM MOMENTO – “Não nos deixaremos contaminar pela fala do ministro Paulo Guedes num momento bom da reforma da Previdência. Sob liderança do nosso presidente Rodrigo Maia, seguiremos blindando a reforma de mais essa crise gerada pelo governo. […] Vamos seguir fazendo o que o governo não faz. Seguiremos dando centralidade a pauta econômica e blindando a reforma da Previdência”, afirmou Marcelo Ramos na nota.
Na opinião do presidente da comissão especial, quem tem de gostar da reforma são os investidores “ávidos por estabilidade fiscal”, os empresários “preocupados com seus negócios”, os trabalhadores “preocupados com seus empregos” e os desempregados “na esperança de dias melhores”.
REPERCUSSÃO – Também nesta sexta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que trabalha para a Casa aprovar a reforma ainda no primeiro semestre. Acrescentou que o governo de Jair Bolsonaro se transformou em uma “usina de crises permanente”.
“A vida inteira o ministro da Economia sempre foi o bombeiro das crises. Agora o bombeiro vai ser a Câmara. Nós não vamos dar bola para o ministro Paulo Guedes com as agressões que ele fez agora ao Parlamento”, acrescentou Rodrigo Maia.
Além disso, o relator Samuel Moreira publicou a seguinte mensagem em uma rede social: “Meu papel como relator é construir consensos, e não alimentar intrigas. Tenho responsabilidade com o Brasil e compromisso com a reforma da Previdência”.

CNMP afasta promotor de Justiça baiano acusado de assediar servidora de Paripiranga


CNMP afasta promotor de Justiça baiano acusado de assediar servidora de Paripiranga
Foto: Brumado Notícias
O promotor de Justiça Gildásio Rizério de Amorim será afastado do cargo por 60 dias por determinação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O relator do processo administrativo disciplinar é o conselheiro Dermeval Farias. O promotor é acusado de obstruir a instrução de um processo administrativo disciplinar e por coagir testemunhas a alterar seus depoimentos. O caso deverá ser analisado pelo plenário do CNMP no dia 25 de junho.

O promotor atua na comarca de Paripiranga, no nordeste da Bahia. Ele é investigado por assediar sexualmente uma servidora entre os anos de 2017 e 2018. De acordo com o G1, o promotor afirmava que a servidora tinha um “corpo lindo”, além de falar para ela as seguintes frases: "ah se eu tivesse uma assistente como essa", "é impossível trabalhar com você e não te olhar. Isso não é assédio. É coisa de homem". A servidora disse na reclamação que o promotor tocou propositalmente em seus braços e seios. O caso chegou a ser investigado pela Corregedoria do Ministério Público da Bahia (MP-BA), mas foi arquivado e foi analisado somente pelo aspecto penal.

O conselheiro, além do afastamento, determinou que a Procuradoria de Justiça da Bahia adote providências para reforçar a segurança dos servidores e demais colaboradores da Promotoria de Justiça de Paripiranga, considerando, em tese, a ameaça concreta verificada no decorrer da instrução do processo administrativo disciplinar. Também foi solicitada cópia dos vídeos dos depoimentos das testemunhas para a apuração da prática de crime de coação no curso do processo e de outros eventualmente identificados.

O conselheiro destaca que os fatos narrados pelas testemunhas revelam uma grave tentativa por parte do membro do MP-BA de obstruir a instrução de processo administrativo disciplinar, valendo-se do exercício do cargo para tanto. Dermeval Farias salienta que, “além de caracterizarem, em tese, a prática de infrações disciplinares, as ameaças feitas às testemunhas, em uma análise preliminar, parecem se amoldar ao crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal, circunstância a ser devidamente apurada”.

Bahia Notícias

General deixou Funai por incompetência, diz Secretário de Assuntos Fundiários


Luiz Antônio Nabhan Garcia
Nabhan Garcia alega que o general não obedeceu a Bolsonaro
André BorgesEstadão
Apontado pelo ex-presidente da Funai, general Franklimberg Ribeiro de Freitas, como o principal articulador de sua saída do órgão indígena, o secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia, disse que o general foi demitido porque “é um jogador incompetente”. Ao deixar o comando da Funai, na semana passada, Franklimberg afirmou que Nabhan “saliva ódio aos indígenas”. O secretário rebateu as declarações do general. “É mentira. Estou pensando em processá-lo, por calúnia”, respondeu.
Nabhan disse ainda que o líder indígena Raoni não foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro porque o cacique “é uma farsa” e “não representa índio”. O secretário defende mudanças na política indígena do País, já que hoje, segundo ele, o índio vive “como um bicho, um subnutrido, em condições desumanas”. Nabhan, à frente da secretaria vinculada ao Ministério da Agricultura, paralisou processos de demarcação de terras indígenas e disse que é preciso banir ONGs das relações com os índios. 
O senhor pediu a demissão do presidente da Funai, Franklimberg de Freitas?
Eu não tenho nada a ver com a demissão do Franklimberg. Ele é que se suicidou. Ele sabe qual é a posição do presidente (Bolsonaro) sobre a questão da Funai. O presidente quer uma Funai diferente, que vai lá para assistir o índio, dar logística, uma série de coisas. O que o presidente quer é que o índio integre a sociedade. A todo momento, vinha liderança indígena reclamar que não aguentava mais o jeito que a Funai estava. É por isso que ele saiu.
A bancada ruralista pressionou pela troca de comando da Funai?Havia uma insatisfação da bancada ruralista, isso é evidente. Não dá para esconder. Mas a verdade é que ele (Franklimberg) não seguiu o que o governo pensa, os compromissos que o governo assumiu durante a campanha. O presidente quer um perfil mais conciliador na Funai, que não seja ligado a ONGs. Quer um perfil para ajudar os índios na questão da produção, e não só de alimentos. Quer dar oportunidade de o índio fazer manejo sustentável de floresta, garimpagem, tudo dentro da legalidade.
O senhor pediu para aumentar o número de cargos comissionados na Funai?Isso é tudo mentira. Essa história de que eu queria 50 e poucos cargos é mentira. Quando a medida provisória (MP 870, que tirava a Funai do Ministério da Justiça e a transferia para o Ministério da Agricultura) estava em vigor, a Funai deveria ter me passado seu organograma, mas ele se negou a passar. Além disso, ele não pode passar por cima das determinações legais de um presidente. Ele sabia que o presidente não quer mais essa insegurança jurídica. Ele estava criando um verdadeiro empecilho, de conflito entre o setor produtivo e o índio. Essas acusações que fez são coisas de um cara que entrou no time, jogou mal pra chuchu e foi substituído.
Quem vai assumir a Funai?Eu não sei de nada. Essa é uma decisão do presidente da República e do ministro Sérgio Moro (da Justiça). O que posso dizer é que o presidente quer uma Funai que respeite a Constituição brasileira. Nós já estamos trabalhando junto ao Congresso para criar uma legislação para que os índios também tenham seus direitos respeitados como cidadão, para que tenham o direito de produzir.
Franklimberg disse que o senhor “saliva ódio aos indígenas”…Isso é uma mentira. Eu, inclusive, estou pensando em processá-lo, por calúnia. Em poucos meses, estou mantendo e criando uma amizade muito maior com as etnias indígenas do que ele.
O líder indígena Raoni não conseguiu ser recebido pelo presidente Bolsonaro. Por quê?Porque ele é uma farsa. Não representa índio. Quem representa o índio é o próprio índio. É o cara que está lá na aldeia, sofrendo, jogado ao léu, sem ter educação, estrada, saúde, energia, internet, tratado como se fosse um bicho, um animal selvagem, um subnutrido, em condições desumanas. Queremos atender aos anseios das verdadeiras comunidades indígenas. Não adianta o cacique Raoni ir lá na França pedir dinheiro. Isso é o que o governo não quer. Não queremos essa mistura de Funai com ONGs, não queremos a Funai fazendo papel político.
Como a Funai deve atuar?A Funai é um órgão que tem de defender os índios na saúde, na educação, na logística. O índio tem que ter a oportunidade de ter um filho mestre, advogado. Tem que ter uma estrada boa. Você vai nessas aldeias, às vezes nem consegue chegar de carro. Eles estão jogados lá, em condições desumanas. E é isso que essa Funai queria. Franklimberg teve a oportunidade de seguir as diretrizes que o presidente quer, mas isso não foi feito. É um jogador que não apresentou resultado nenhum, foi incompetente e, por isso, foi retirado do jogo. Pronto.

Sem o general Santos Cruz, Bolsonaro muda articulação e Rogério Marinho é cotado


O secretário Especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho (PSDB), durante seminário sobre Previdência na Câmara dos Deputados
Rogério Marinho é o atual secretário de Previdência e Trabalho
Thais Arbex e Talita FernandesFolha
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve aproveitar a demissão do general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo para outros ajustes na estrutura do Palácio do Planalto, que abriga 4 de seus 22 ministérios. O ponto principal que deve mudar é a articulação política, tarefa para a qual o secretário da Previdência, Rogério Marinho (PSDB), é cotado.
Santos Cruz foi demitido na quinta (13), na terceira queda no primeiro escalão de Bolsonaro em menos de seis meses de mandato.
MOVIMENTAÇÃO – Integrantes do governo relataram à Folha que há uma movimentação em curso para que Marinho assuma um dos ministérios do Planalto.
Nos últimos dias, líderes do Congresso fizeram chegar à cúpula do governo o recado de que, hoje, só tratam de articulação política se o interlocutor for Marinho. A tarefa atualmente é dividida entre a Casa Civil, responsável pelo diálogo com o Congresso, e a Secretaria de Governo, a cargo das conversas com estados e municípios.
Auxiliares do presidente avaliam que esse modelo não tem funcionado. Uma possibilidade é recriar a Secretaria de Relações Institucionais como ministério ou ainda subordinada a uma pasta. Outra é transferir a articulação da Secretaria de Governo, que será assumida pelo general Luiz Eduardo Ramos, para a Secretaria-Geral, a cargo do general Floriano Peixoto. Neste último caso, o ministro poderia ser substituído por Marinho.
SOBRECARGA – Em reunião entre as equipes política e econômica, foi feita a avaliação de que há uma sobrecarga ao Ministério da Economia com a articulação com o Congresso, em especial sobre a reforma da Previdência.   
Auxiliares de Paulo Guedes (Economia) relataram à Folha que o próprio ministro sugeriu ao presidente a incorporação do secretário da Previdência na equipe da articulação política. Em meio a isso, o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), responsável pelo relacionamento com o Legislativo, demitiu um grupo de ex-deputados que atuava nessa tarefa.
A possibilidade de mudanças foi confirmada por Bolsonaro na manhã de sexta-feira (14) em café da manhã com jornalistas, do qual a Folha participou.
DIZ BOLSONARO – O presidente admitiu que “pode mexer nos quadradinhos” das pastas que ficam no Planalto, mas não deu mais detalhes. Há cerca de um mês e meio, as alterações já estavam em estudo, mas Bolsonaro foi aconselhado a esperar.
À época, Santos Cruz era protagonista de uma série de postagens críticas do escritor Olavo de Carvalho. Demiti-lo naquele momento reforçaria a impressão de que o guru tem poder de veto e nomeação no governo.
Bolsonaro deve aproveitar também para retirar a Secretaria de Comunicação da Secretaria de Governo. Esse era um plano antigo, já que a secretaria é alvo das principais disputas dentro do Planalto.
RELAÇÃO DISTANTE – A Secom foi assumida em abril pelo empresário Fabio Wajngarten, em gesto que ajudou a enfraquecer Santos Cruz no cargo. Os dois mantinham relação distante.
Uma possibilidade é a Secom ser transferida diretamente para a Presidência. Contudo, há receio de que o fato de a secretaria ter orçamento grande para gastos com publicidade possa trazer problemas triviais para responsabilidade direta do presidente.
Santos Cruz foi demitido após uma série de episódios de insubordinação. Auxiliares de Bolsonaro ouvidos pela Folha disseram que ele fazia questão de demonstrar, rotineiramente, “não fazer parte do time” do presidente.
HOMENAGEM – Embora aliados não apontem um estopim para a queda, Bolsonaro ficou profundamente irritado por saber pela imprensa que Santos Cruz seria convidado de honra de um almoço do Lide, grupo de empresários fundado pelo governador São Paulo, João Doria (PSDB), na segunda-feira (17).
O general, dizem auxiliares do presidente, não avisou nenhum colega do Planalto, e a atitude azedou ainda mais a relação já desgastada.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É claro que um homem como Santos Cruz jamais iria aceitar se subordinar às ordens de um preposto de Carlos Bolsonaro, o filho Zero Dois do presidente. Seguindo a linha adotada pelo Planalto desde o governo Lula, a ordem do príncipe-regente Zero Dois é só patrocinar sites e blogs que defendam o governo. Santos Cruz considerou que isso não é democrático, e não é mesmo. (C.N.)

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