quinta-feira, junho 13, 2019

Foi Carlos Bolsonaro (o filho Zero Dois) que comandou a demissão de Santos Cruz

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O ministro da Secretaria de Governo de Bolsonaro, General Santos Cruz
Santos Cruz saiu à francesa, sem dar entrevista sobre sua demissão
Thais Arbex e Daniel CarvalhoFolha
O general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi demitido nesta quinta-feira (13) da Secretaria de Governo da Presidência da República pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). A informação foi confirmada pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. O porta-voz também confirmou que Santos Cruz será substituído pelo general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, que é comandante militar do Sudeste.
Questionado sobre os motivos da saída do ministro, o general disse que Santos Cruz esclarecerá a razão pela qual ele está deixando o governo.
ANTES DE VIAJAR – Santos Cruz foi avisado de sua demissão em reunião com o presidente e com o ministro Augusto Heleno, chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que ocorreu às 12h20 no Palácio do Planalto, pouco antes de Bolsonaro decolar para Belém para uma agenda de governo.
Um integrante do Palácio do Planalto usou a expressão ‘freio de arrumação’ para explicar a demissão. Santos Cruz é o terceiro ministro a cair na gestão Bolsonaro, após as quedas de Gustavo Bebianno (Secretaria Geral), por causa da crise dos laranjas, e Ricardo Vélez Rodríguez (Educação), pelas falhas de gestão na pasta.
Desde que chegou ao Planalto, em janeiro, o ministro se envolveu em seguidas crises com os filhos do presidente, além de um embate com o escritor Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro. A comunicação de governo era um dos pontos de embate. ​
CONSTRANGIMENTO – O incômodo da cúpula militar do governo com Olavo de Carvalho cresceu à medida que se avolumaram os ataques do escritor reverenciado pelo presidente e pelo grupo ideológico que o cerca. O ministro general reagiu às ofensas de Olavo aos militares que hoje trabalham no Palácio do Planalto, em especial o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).
“Eu nunca me interessei pelas ideias desse sr. Olavo de Carvalho”, disse Santos Cruz à Folha. “Nem a forma nem o conteúdo agradam a ele”,  afirmou. “Por suas últimas colocações na mídia, com linguajar chulo, com palavrões, inconsequente, o desequilíbrio fica evidente”, criticou o ministro, em março.
Integram ainda a ala militar do Planalto os generais Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o porta-voz, Otávio Rêgo Barros, e o chefe da Secretaria-Geral, Floriano Peixoto.  ​
DISPUTAS – Outro desgaste ocorreu em torno das disputas dentro do governo sobre regulamentação de veículos de imprensa — a Secom (Secretaria de Comunicação Social) está subordinada à pasta de Santos Cruz.
Santos Cruz concedeu entrevista no início de abril à rádio Jovem Pan na qual comentou sobre a necessidade de evitar distorções nas redes sociais.
Ele afirmou ainda que a influência das mídias sociais é benéfica, mas também pode “tumultuar”. Para ele, é necessário ter cuidado com a sua utilização, evitando ataques e o seu uso como “arma de discórdia”.
COREIA OU CUBA – Bolsonaro reagiu. Em mensagem publicada em sua conta oficial no Twitter, ele escreveu que recomenda “um estágio na Coreia do Norte ou em Cuba” para quem defender uma espécie de controle do conteúdo divulgado.
O escritor Olavo de Carvalho, um dos gurus do presidente, foi explícito ao endereçar as críticas. “Controlar a internet, Santos Cruz? Controlar a sua boca, seu merda”, escreveu.
A comunicação do Palácio do Planalto tem sido palco desde o início do governo de uma disputa entre o núcleo militar e os chamados “olavistas”, seguidores do escritor.
DESAUTORIZAÇÃO – Um mês antes, Santos Cruz desautorizou pedido feita pela Secom para que as empresas estatais enviassem para avaliação prévia propagandas de perfil mercadológico.
O gesto foi interpretado por assessores palacianos como a primeira crise entre o militar e o empresário Fábio Wajngarten, que assumiu recentemente a Secom na tentativa de melhorar a comunicação do governo.
Na manhã desta quinta-feira, Santos Cruz esteve na CTFC (comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle). Foi convocado para explicar a divulgação, em 31 de março, de um vídeo que enaltecia o golpe militar. O ministro atribuiu a divulgação ao descuido de um funcionário.
SEM FALAR – Após ir à comissão, sua assessoria informou aos jornalistas que ele não teria muito tempo para falar, pois havia sido chamado pelo presidente ao Palácio do Planalto.
Respondeu a apenas quatro perguntas, a maioria sobre a crise envolvendo o ministro Sergio Moro (Justiça), mas limitou-se a condenar a invasão das conversas do ex-juiz da Lava Jato.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A queda de Santos Cruz é confirmação de que os filhos continuam a influenciar o presidente, especialmente o vereador carioca Carlos Bolsonaro, o Zero Dois, que se julga entendido em Comunicação Social e indicou o jornalista Fábio Wajngarten para comandar a Assessoria de Imprensa. No cargo, Fábio obedecia ao Zero Dois e não ao ministro Santos Cruz, a quem estava subordinado diretamente. Daí deriva o desentendimento que causou a demissão do general(C.N.)

Hackers podem fabricar “diálogos” de autoridades, afirma nota da Lava Jato


Reprodução de troca de mensagens de hacker com procurador — Foto: Reprodução
Hacker se infiltrou até no aplicativo dos conselheiros do CNMP
Ederson HisingG1 PR — Curitiba
Após um hacker se passar por um integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), na noite de terça-feira (11), a força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, afirma que está confirmada a possibilidade de invasores fabricarem diálogos usando perfis de autoridades.
O Ministério Público Federal (MPF) divulgou uma nota no início da noite desta quarta-feira (12) sobre o assunto. Segundo o comunicado, “diálogos inteiros podem ter sido forjados pelo hacker ao se passar por autoridades e seus interlocutores”.
EDIÇÕES ETC. – Para a força-tarefa, a divulgação de supostos diálogos “obtidos por meio absolutamente ilícito, agravada por esse contexto de sequestro de contas virtuais, torna impossível aferir se houve edições, alterações, acréscimos ou supressões no material alegadamente obtido”.
Na avaliação do MPF, informações conseguidas por meio de invasões poderão culminar em divulgação de notícias falsas.
“É necessário não apenas identificar e responsabilizar o hacker, mas também os mandantes e aqueles que objetivam se beneficiar desses crimes a partir de uma ação orquestrada contra a operação Lava Jato”, diz a nota.
INVASÃO DO CNMP – Um hacker invadiu um grupo do aplicativo Telegram formado por conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e afirmou que acessa “quem quiser e quando quiser”.
A conversa ocorreu na noite de terça, quando mensagens do perfil do conselheiro Marcelo Weitzel, do Ministério Público Militar, questionaram a atuação de procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato. Um dos integrantes questionou: “Marcelo essas mensagens são suas? Não está parecendo seu estilo. Checa teu celular aí”.
E ele respondeu: “Hacker aqui. Adiantando alguns assuntos que vocês terão de lidar na semana, nada contra vocês que estão aqui, mas ninguém melhor que eu para ter acesso a tudo né.”
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LEIA A NOTA DA FORÇA-TAREFA DO MPF NA ÍNTEGRA:
“A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná vem a público informar que as investidas criminosas contra celulares de autoridades de diferentes instituições da República continuam a ocorrer com o claro objetivo de atacar a operação Lava Jato.
Mais uma vez, na noite da última terça-feira (11), um hacker passando-se por um integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), cuja identidade virtual havia sequestrado, entabulou conversas com outras autoridades e ainda em grupos de aplicativos de trocas de mensagens eletrônicas. Distorcendo fatos, o hacker enviou mensagens com o objetivo claro de desacreditar a imagem de integrantes da força-tarefa, estimulando ainda que seu interlocutor as compartilhasse com o viés de “queimar a imagem” dos integrantes do MPF.
A divulgação de supostos diálogos obtidos por meio absolutamente ilícito, agravada por esse contexto de sequestro de contas virtuais, torna impossível aferir se houve edições, alterações, acréscimos ou supressões no material alegadamente obtido. Além disso, diálogos inteiros podem ter sido forjados pelo hacker ao se passar por autoridades e seus interlocutores. Uma informação conseguida por um hackeamento traz consigo dúvidas inafastáveis quanto à sua autenticidade, o que inevitavelmente também dará vazão à divulgação de fake news.
Após a divulgação do primeiro comunicado da força-tarefa na noite do último domingo (9), também há notícia de ataques a jornalistas, a integrantes do Poder Executivo e do Poder Judiciário e a conselheiros do CNMP. Os relatos dos fatos foram incluídos nas investigações em curso, e a força-tarefa, em virtude da continuidade dos ataques, redobrou as cautelas de segurança.
O ataque em grande escala, em plena continuidade, envolvendo integrantes do Ministério Público, Poder Judiciário, Poder Executivo e imprensa, revela uma ação hostil, complexa e ordenada, típica de organização criminosa, agindo contra as instituições da República. É necessário não apenas identificar e responsabilizar o hacker, mas também os mandantes e aqueles que objetivam se beneficiar desses crimes a partir de uma ação orquestrada contra a operação Lava Jato.”

Esperando Glenn Greenwald: um réquiem para o jornalismo brasileiro



Todos os jornalistas investigativos BRASILEIROS não desconfiaram de nada ???

Greenwald tornou-se o “Senhor do Tempo” com os prometidos vazamentos em conta-gotas, trazendo pânico para empresários, políticos e, porque não, para os promíscuos jornalistas

O terremoto provocado pelo vazamento de conversas comprometedoras entre o então juiz Sérgio Moro e autoridades da Lava Jato e Polícia Federal está cercado de ironias. O site “Intercept Brasil”, do premiado jornalista Glenn Greenwald, revelou relações promíscuas de Moro ironicamente dias depois do caso do jornalista esportivo Mauro Naves no caso Neymar, outro caso de relações perigosas. Mas Greenwald não revelou apenas a imparcialidade da Justiça. Expôs internacionalmente o provincianismo e paralisia do jornalismo brasileiro – foi necessário um “gringo” para abalar a paz de cemitério mantida por jornalistas sabujos com rédeas e antolhos mantidos pelas “famiglias” de proprietários midiáticos. Agora, Greenwald tornou-se o “Senhor do Tempo”, com os prometidos vazamentos em conta-gotas, trazendo pânico para empresários, políticos e, porque não, para os promíscuos jornalistas que se lambuzaram por anos com os vazamentos das fontes na Justiça e Polícia Federal.

Por Wilson Roberto Vieira Ferreira no site Cinegnose

Num modorrento final de domingo (como de costume), depois de uma entediante goleada do Brasil sobre o time de Honduras num amistoso, eis que a paz de cemitério brasileira é interrompida por um terremoto: o site Intercept Brasil colocou no ar as primeiras reportagens com base em enorme quantidade de arquivos provenientes de uma fonte anônima – uma série de dados vazados do Telegram apresentando conversas comprometedoras do então juiz Sérgio Moro com as autoridades da força tarefa da Lava Jato.

Comprometedoras, porque os chats revelam colaboração proibida de Moro com Deltan Dallagnol. Conversas privadas inéditas que revelam que o juiz fez muito mais do que julgar casos da Lava Jato – sugeriu que trocassem as fases da Lava Jato, cobrou agilidade nas operações, deu conselhos estratégicos, pistas informais de investigação, antecipou uma decisão sua aos procuradores, além de dar broncas como fosse um superior hierárquico dos procuradores e da Polícia Federal.


Segundo o premiado jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do Intercept Brasil, o que foi publicado é apenas uma ínfima parte de um conjunto de arquivos (chats, áudio, vídeos etc.) ainda mais extenso do que o do caso Snowden. E certamente a sua declaração, de que a família Marinho é “sócia, agente e aliada de Moro e Lava Jato”, deve ter conhecimento de causa, tendo em vista a dimensão do que ainda vai ser revelado.

CONTINUE LENDO AQUI:

http://cinegnose.blogspot.com/2019/06/esperando-por-glenn-greenwald-um.html#more

Quem está por trás da Vaza Jato ?



Informações não brotam do chão. No jogo do poder, acreditar em informantes desinteressados é como afirmar que papai noel existe.

As conversas divulgadas pelo Intercept são gravíssimas. Expôs as vísceras do projeto de poder da “Aliança do Coliseu”, conluio entre agentes públicos “neopositivistas”, antinacionais e anti-povo com as Organizações Globo.

POR RICARDO CAPELLI

Quem fez estas mensagens chegarem aos jornalistas sabe extamente o terremoto político que as revelações irão causar. Por que fez? Quais serão as consequências?


Vamos começar pelos suspeitos.

Rússia e China – O mundo vive uma crise de transição de hegemonia. O Brasil jogava este jogo ao lado dos BRICS até Bolsonaro ser eleito. Os russos estão na Venezuela bancando Maduro. Os chineses em choque aberto com os EUA. O Brasil não é um país qualquer. Putin e Xi Jinping vão ficar de braços cruzados olhando o país virar um quintal de Trump?

O “Deus” Mercado – Com a guinada ultraliberal de Guedes e o “feirão da estatais” liberado pelo STF, os “negócios” estão em alta. Não faz sentido manter uma Operação tresloucada que, na ânsia de pegar alguém da esquerda, morda seu calcanhar também. Botar os “cachorros” de volta na casinha é a palavra de ordem na Avenida Paulista.

A Disputa de Poder no MPF – O golpe abriu as portas do fascismo e da desintegração social. Os poderes estão trincados. A briga em torno da escolha do próximo PGR é silenciosa, mas fratricida. Que tal tirar Dallagnol da jogada?


Bolsonaro – A desgraça de Moro e Dellagnol pode ser útil para o Jair. Primeiro, se livra de um possível concorrente direto com mais popularidade que ele. De quebra, o Capitão, sob o clima de desmoralização do ministério público, indica quem ele quiser para a sucessão de Dodge. Maquiavélico demais? Muito raciocínio pra ele? Pode ser…

Hackers da Esquerda – hoje em dia é bom não duvidar de nada nem de ninguém. Meia dúzia de nerds fizeram a Grã-Bretanha aprovar o Brexit, derrubaram Theresa May e deixaram o país à deriva. Considerando a surra que a esquerda levou nas redes nas eleições, seria uma virada espetacular, e muito pouco provável.

“Hackers Pela Liberdade da Informação” – existe uma rede internacional de hackers no submundo da internet que defende a liberdade da informação. Segundo esta nova religião, as informações querem ser livres e nenhum tipo de restrição ou privacidade é admitida. As eleições brasileiras e as conspirações que a cercaram aguçam os que querem chutar o sistema, ou não?

O jornalista Glenn Greenwald é senhor absoluto do tempo e do jogo. O Intercept foi criado nos EUA a partir de um fundo que contou com a doação de 250 milhões de dólares do bilionário Pierre Omidyar. Não estamos diante de amadores.

Os primeiros movimentos de Bolsonaro foram os de praxe. Sempre que surgia uma denúncia contra um ministro, Dilma soltava uma nota dizendo que ele possuia a confiança total dela. A imprensa seguia martelando e o coitado acabava faxinado. Quanto tempo vai levar para Moro virar um problema para o governo?

Estadão, Folha de SP, BandNews, OAB e outros já pedem a sua cabeça. A elite rachou. Doria pregou equilíbrio com um sorriso escondido – é outro que adoraria tirar Moro do seu caminho. Mourão deixou sua marca também, perceberam? “O Ministro Moro é da total confiança do presidente”, declarou o vice. Por que não “da minha ou da nossa confiança”?

A Globo fez o esperado. Saiu na defesa da “sua Operação”. Barroso, ministro “neoiluminista” do STF, idem. O general Villas Bôas cometeu outro erro. Colocou o futuro da nação nas mãos da República de Curitiba. Os militares foram seduzidos pelo poder da Esplanada. Pagarão um alto preço por esta nova aventura.

O normal seria Glenn seguir fritando Moro até ele cair, mas os bastidores devem estar fervendo. Há cerca de dois meses, o ex-juiz fez circular que estava perto de anunciar o mandante do assasinato de Marielle. O “vizinho” já está preso. De repente, a notícia sumiu. Queiroz continua “desaparecido” para a PF e para o ministério público.

Brasília adora ameaças e chantagens . Moro, Globo, Dellagnol e seu procuradores vão cair calados?

Se as próximas revelações forem bombásticas ficará insustentável manter Lula preso. E aí o jogo muda completamente. Entramos na fase do imprevisível. Emoção não vai faltar.

FONTE:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-esta-por-tras-da-vaza-jato-por-ricardo-capelli/

Relação da Globo com a Lava Jato é conteúdo explosivo, avalia professor da USP


Jogo de interesses entre a emissora, o juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato dificulta o processo democrático no país, diz Laurindo Lalo Leal Filho

A relação da Rede Globo com o juiz Sergio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato é uma ameaça à democracia no país, defendeu hoje (12) o professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) Laurindo Lalo Leal Filho, em entrevista à edição da tarde do Jornal Brasil Atual, na Rádio Brasil Atual. “Esse compromisso da mídia com o Sergio Moro e a Lava Jato vem sendo um grande entrave para o processo democrático brasileiro, porque apenas uma visão do processo está sendo veiculada pela mídia. Essa aproximação é antidemocrática, inconstitucional e de alguma maneira precisa ser enfrentada por aqueles que querem defender a democracia no Brasil”, disse o especialista em análise da mídia televisiva.

Publicado por RBA

Na entrevista ao jornalista Rafael Garcia, Lalo comentou sobre o papel que a mídia tradicional vem desempenhando para desqualificar a informação, desde domingo (9), quando o site de notícias The Intercept divulgou o conteúdo de conversas entre o juiz Sergio Moro e o procurador federal Deltan Dallagnol, mostrando o juiz em franca atuação como orientador da acusação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que fere princípios legais.

A mídia tentou criminalizar o vazamento dessas mensagens entre celulares, defendeu o professor. “E agora em entrevista ao site A.Pública, o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, fala também de uma intersecção muito próxima entre o grupo Globo de comunicação e as atividades da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba”, disse.

“Agora pego por esse flagrante do The Intercept fica muito difícil para a Rede Globo recuar desse processo. Ela não poderia de um dia para outro, ou do domingo para a segunda-feira, mudar todo o discurso elogioso ao Sergio Moro, que ela vem fazendo ao longo dos anos”, acrescentou Lalo. “Então, ela vem sendo obrigada a buscar subterfúgios para reduzir o dano causado a ela, e ao Sergio Moro pela reportagem do The Intercept. Nesse processo, a Globo passa a não discutir o conteúdo dos diálogos divulgados e apenas questiona a forma, que é o que interessa ao Sergio Moro e aos procuradores”, disse, referindo-se a críticas de que os vazamentos seriam ilegais.

Com relação à mídia em geral, o professor diz que foi vergonhoso o que aconteceu na segunda-feira (10), após a divulgação do material do The Intercept. “Os três maiores jornais brasileiros colocaram uma pequena nota, no pé da página, sem nenhum destaque, quando essa deveria ser a grande manchete nacional, sob qualquer ótica jornalística.”

Ele lembrou que Glenn Greenwald já informou ter muito mais informações. “E a implicação da Globo com os procuradores da Lava Jato e com o Sergio Moro pode vir à tona de uma maneira absurda, porque o que deve haver de documentação, de transcrições, de conversas entre a Lava Jato e a Rede Globo, acertando até detalhes de como as matérias, as informações, deveriam ser divulgadas.”

Ouça a íntegra da entrevista AQUI:

https://www.redebrasilatual.com.br/destaques/2019/06/relacao-da-globo-com-a-lava-jato-e-conteudo-explosivo-avalia-professor-da-usp/

The Intercept está protegido e tem apenas uma arma: o jornalismo

rupos corruptos do sistema judiciário e mídia tradicional do país tentarão ir para cima de Glenn Greenwald, mas todos têm poucas chances de vencer o portal; entenda o por quê


Depois das primeiras matérias de domingo, 9 de junho, do The Intercept, sobre os subterrâneos da Lava Jato, as cenas dos próximos capítulos são bem previsíveis. Vamos considerar primeiro os seguintes fatores:

Por Mário Messagi Júnior no Jornal GGN

1) Confundir o The Intercept com um site que disputa narrativa, que tenta construir uma versão à esquerda do mundo é um erro tremendo (que, provavelmente, a direita vai cometer). Glenn Greenwald não é apenas o companheiro de David Miranda (deputado federal pelo PSOL). É um jornalista premiado que ganhou projeção com a série de matérias denunciando o mega esquema de vigilância da NSA (agência de segurança nacional dos EUA), com base em documentos do mais famoso whistleblower da história, Edward Snowden (Greenwald conta toda história no seu livro “Sem lugar para se esconder”). Tem conhecimento, compromisso e recursos para fazer jornalismo em alto nível. E já encarou o poderoso governo americano. Quem desconsiderar a força jornalística do Intercept erra feio.


2) O site tem posição, é evidente, mas vai defender sua posição fazendo jornalismo. Jornais podem ter posição política e isso não tem nada de errado. Errado é fazer como um parte considerável da imprensa nativa e pisotear o jornalismo para fazer valer sua visão de mundo ou seus interesses. O Intercept vai ganhar esta briga usando o jornalismo como arma, apenas jornalismo.

3) Num mundo tecnológico, o Intercept já anunciou que tomou todas as cautelas para proteger a fonte do vazamento (sigilo de fonte) e as informações. Os dados devem estar em servidores criptografados diferentes, em países diferentes. Uma vez vazados, é impossível torná-los, de novo, restritos.

4) Vários atores vão entrar na disputa de narrativa: as milícias digitais de Bolsonaro, sites posicionados à direita e à esquerda (Antagonista e Brasil247, por exemplo), Ministério Público, colunistas, blogueiros e Youtubers. Os grandões da mídia mídia comercial provavelmente vão se dividir: alguns entrarão na disputa de narrativa; outros vão fazer jornalismo.

Diante deste quadro, algumas questões:


1) É possível parar o Intercept? Não. Porque a internet é incontrolável. Os dados já estão protegidos e qualquer ação que, no limite, derrube o Intercept (digital, legal ou política) vai fazer os arquivos mudarem de mãos apenas. Ainda que a mídia nativa possa querer ignorar, o ecossistema jornalístico é muito variado e, hoje, está internacionalizado. Aposto que UOL, Poder360, El Pais, BBC e muitos outros querem botar as mãos nestes arquivos.

2) Se não vai parar, como o Intercept provavelmente vai agir? As primeiras matérias ontem foram apenas o aperitivo. O site jamais sairia com o material mais quente. Vai soltar aos poucos o conteúdo, por alguns motivos: a) o material é muito vasto e exige tratamento, trabalho. Muito deve estar analisado e organizado, mas provavelmente não tudo; b) soltar aos poucos é uma estratégia comercial também, que deve projetar o Intercept como o principal veículo de jornalismo independente no Brasil (para mim, já é, mas vai ficar mais evidente agora). O site vai crescer, vai começar a arrecadar mais e terá mais leitores; c) controlar a divulgação também serve para ir desmontando as versões que os implicados vão tentar potencializar. Em suma, o Intercept vai ditar o ritmo e a agenda pública nos próximos meses.

3) Como vão se comportar os outros atores jornalísticos? Estas são minhas apostas: SBT e Record vão ser linha de defesa da Lava Jato; Globo e Estadão vão oscilar; UOL vai cair moendo, repercutindo e tentando levar parte dos louros jornalísticos também. O divisor de águas será a narrativa sobre o vazamento. Se algum dos grandes embarcar na narrativa de que o vazamento foi criminoso (e acho que alguns vão embarcar) é sinal de que não têm nenhum compromisso mais com o jornalismo. O sigilo de fonte é um dos instrumentos mais poderosos do jornalismo investigativo no mundo, está na base de Watergate, por exemplo. É tão importante que está previsto em praticamente todos os códigos de ética jornalísticos do mundo e é lei em diversos países, incluindo o Brasil, onde é princípio constitucional. Defender isso é o básico em jornalismo. Alguns vão tentar minimizar, jogar o debate para outros pontos, mas atacar o vazamento em si ou endossar tentativas de que o Intercept revele a fonte é desprezar o jornalismo por completo.


4) Como irão agir Moro, Deltan e MPF-PR? O Telegram continua funcionando. Vão tentar jogar o sistema judiciário para cima do Intercept e tentar convencer a população de que o vazamento em si é mais importante que o conteúdo vazado. Vão tratar “hacker” como sinônimo de “bandido”. Podem conseguir algum sucesso na bolha bolsonarista e entre apoiadores da Lava Jato, mas não têm como antecipar o que vem pela frente. Vão ter que reagir movimento a movimento. Quando negarem algo, o Intercept vai mostrar a prova em contrário. E vão se indispor com a comunidade hacker.

5) Como o resto do sistema judiciário vai reagir? Mesmo sendo bem monolítico, o judiciário não é um bloco só. Alguns vão se alinhar a Moro e Cia, mas outros, inclusive alguns bem poderosos, vão querer o couro do ex-juiz e da galera de Curitiba.

6) E o sistema político? Bolsonaro precisa proteger Moro, porque ele está na base da sua eleição, toda armação o fez o principal beneficiário. Mas é imprevisível, instável, nada lógico. Mesmo assim, aposto que vai até as últimas consequências para defender a Lava Jato, mesmo querendo se livrar de Moro, que se tornará um peso para o seu governo. O PSL e alguns lavajatistas vão tentar atacar o Intercept. Primeiro, vão tentar qualificar o site como esquerdopata. Não vai repercutir além da bolha. Depois, podem até retomar a discussão sobre veículos estrangeiros no Brasil (apenas brasileiros natos ou naturalizados há 10 anos podem ser donos de meios de comunicação no Brasil), seja com projeto de lei, seja com ações na justiça. As ações políticas tendem a fracassar ou a produzir efeitos tarde demais. O PSL não consegue, sozinho, articular nada no Congresso, é de uma incompetência política abissal. Já no judiciário pode conseguir liminares rapidamente, o que vai expor ainda mais o caráter partidário e censório do Judiciário. Já o resto do Congresso deve estar pensando, neste momento, em como dar o troco, pesado, na Lava Jato.

Em suma, se nesta disputa o The Intercept conseguir jogar o canhão de luz que tem nos subterrâneos da Lava Jato, ainda estamos numa democracia. Se mesmo com tantas boas cartas nas mãos, for abatido em pleno vôo, é sinal de que cruzamos o cabo da boa esperança e já vivemos, efetivamente, num regime de exceção, num regime que não é mais o império da lei, que não é mais o estado de direito.

Um país onde o jornalismo está severamente manietado.

FONTE:

https://jornalggn.com.br/justica/the-intercept-esta-protegido-e-tem-apenas-uma-arma-o-jornalismo-por-mario-messagi-jr/

Engenheiros da Petrobras denunciam que a empresa está sendo “desintegrada”


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Sem as subsidiárias lucrativas, a Petrobras não terá viabilidade
Do site da Aepet
Em razão da decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) proferida na quinta-feira, dia 06 de junho de 2019, a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) apresenta esta Nota a seus associados e aos brasileiros.
“Nossa Associação de Engenheiros não irá desonrar essa decisão provisória, embora cause estranheza uma decisão que ignore o disposto no texto constitucional e libere a venda de subsidiárias sem lei que autorize e sem licitação.
A União detém indiretamente o controle acionário de subsidiárias e controladas. Essas empresas, assim com as sociedades de economia mista e empresas públicas, somente existem, nos termos do art. 173 da Constituição Federal, por imperativos da segurança nacional ou de relevante interesse coletivo. Por isso, essas empresas são estatais.
Assim, essas empresas somente podem deixar de existir por uma decisão política de que essas condições não mais existem ou pela incorporação dos seus ativos ao patrimônio da sociedade de economia mista ou empresa pública que as criou. Somente no caso dessa incorporação, pode a administração da controladora decidir pela extinção da subsidiária.
PRIVATIZAÇÃO – A “venda” do controle acionário de subsidiárias para particulares sem lei que a autorize expressamente, ou seja, desestatização sem decisão política, é um atentado à legitimidade popular. No cenário federal, somente o proprietário das empresas estatais, o povo, representado pelo controle direto ou indireto do União, pode opinar por meio de seus representantes, eleitos para o Congresso Nacional, sobre a alienação ou não do seu patrimônio.
A “venda” do controle acionário de subsidiárias para particulares sem lei que a autorize expressamente, ou seja, desestatização sem decisão política, é um atentado à legitimidade popular.
A autorização para privatizar ou desestatizar subsidiárias sem licitação, exigindo-se apenas “algum meio competitivo”, permite a realização de negociações fora do controle da sociedade, o que pode beneficiar determinados grupos econômicos privados, por não haver transparência e publicidade de todos os atos do processo, nos termos da lei.
OUTROS REPAROS – Como cidadãos brasileiros que conhecem técnica, política, econômica e administrativamente a indústria do petróleo, podemos, ainda, oferecer diversos outros reparos à decisão liminar em questão.
O primeiro é o incalculável prejuízo para a segurança energética da Nação e para o suprimento de seus habitantes e o funcionamento da economia nacional, que passaria a estar sob controle de particulares e estrangeiros, cujo único móvel é o lucro máximo e mais rápido. Não vemos justificativa para isso, em especial na área energética, motor da civilização industrial.
Segundo, porque entendemos que, para privatizar subsidiárias da Petrobrás, deve existir a devida legitimidade, que somente pode ser assegurada pela decisão de seus verdadeiros acionistas, o povo brasileiro, simbolizado pela União, ou por seus representantes do Congresso Nacional.
MEDIDA INÓCUA – Também é importante destacar que a exigência de lei apenas para a privatização da empresa-mãe, a matriz, não para as subsidiárias, não passa de uma medida inócua decidida pelo STF. Ao liberarem a venda sem lei e sem licitação das subsidiárias e ativos, os ministros do STF permitem que as controladoras, como a Petrobrás e a Eletrobrás, sejam esvaziadas até que sobrem apenas dívidas, ou aquelas atividades que não interessem ao mercado. Ou seja, vende-se o conteúdo produtivo e o Estado fica com uma casca vazia.
Finalmente, por que está se querendo constituir no Brasil um modelo colonial exportador de matérias-primas – o petróleo cru – e importador de derivados: gasolina, diesel, querosene de aviação, gás de cozinha, fertilizantes e toda enorme quantidade e tipo de petroquímicos, da mangueira do jardim ao prato da mesa, passando pelos usos industriais?
EMPRESA INTEGRADA – Toda grande empresa de petróleo é integrada. Busca petróleo para abastecer suas refinarias, constrói dutos para transportá-lo e seus derivados, e estende suas atividades por toda cadeia dos produtos que tem origem no óleo bruto. É esta integração que garante sua sustentação financeira na conjuntura de preços relativamente baixos do petróleo e a obtenção de recursos para pesquisas, desenvolvimento e investimentos, que tantos benefícios trazem para a população brasileira, inclusive para a geração de emprego.
A Aepet se coloca contra as vendas das subsidiárias e ativos da Petrobrás, por considerá-las lesivas ao patrimônio nacional, à economia brasileira e à paz social.
Estamos mobilizados para que essas privatizações não ocorram e, caso não sejamos capazes de evitá-las, que elas sejam, o mais brevemente possível, revertidas, com os ativos recuperados e reestatizados.

Universitário que aplicava golpes contra empresa Mercado Livre é preso

SSP/SE

A Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil prendeu nessa quarta-feira (12), o estudante universitário Gabriel Fontes Pereira de Souza, 21 anos, suspeito de cometer crimes de estelionato contra a empresa de comércio eletrônico Mercado Livre.
Segundo levantamentos da Polícia Civil, Gabriel fazia aquisição dos produtos na internet, geralmente aparelhos celulares de alto valor, e quando os produtos eram entregues na sua residência, ele recusava os objetos, fazendo com que os celulares retornavam às agências dos Correios para serem devolvidos aos vendedores.
Como o Mercado Livre trabalha com a política de garantia ao comprador, a empresa restituia o dinheiro a Gabriel que supostamente foi lesado por não receber o produto final. Após o reembolso, Gabriel se deslocava às agências dos Correios, antes que os produtos tivessem sido postados, e pegava a mercadoria, ficando com o dinheiro e o produto da compra.
Segundo a delegada Rosana Freitas, Gabriel foi preso após ter ter comparecido a uma agência dos Correios para retirar os produtos. “Tivemos uma denúncia do próprio “Mercado Livre” que eles vinham sendo vítimas sucessivamente do mesmo golpe, fizeram alguns levantamentos e o setor jurídico da empresa em São Paulo entrou em contato conosco para solicitar um apoio e tentar efetuar essa prisão”, disse a delegada.
Os produtos que foram retirados na agência nessa quarta-feira, 12, já tinham sido revendidos para um comerciante. “As investigações terão continuidade para tentarmos identificar essa pessoa a quem eram repassados, verificar se há participação dela ou não, além disso tentar recuperar esses produtos”, explicou a delegada.
Segundo levantamentos do Mercado Livre, o prejuízo da empresa com o golpe girou em torno de R$ 40 mil, porém esse valor pode ser ainda ser maior, já que Gabriel vinha agindo dessa forma desde 2017. Todos os produtos adquiridos pelo estudante universitário eram repassados para comerciantes locais para que fossem revendidos. O caso continua em investigação para identificar os compradores das mercadorias.

Fonte: SSP/SE

'Moro Traidor da Pátria' é o assunto mais comentado no Twitter nesta quinta-feira (13) - Portal T5

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As mensagens divulgadas pelo The Intercept estão causando enorme alvoroço

Edvaldo determina apuração de abuso da Guarda Municipal

Prefeitura de Aracaju

Redes sociais / Reprodução
O prefeito Edvaldo Nogueira se reuniu nesta quarta-feira, 12, com o secretário da Defesa Social e da Cidadania, Luís Fernando Almeida, e determinou uma apuração rigorosa e precisa a respeito da atuação da Guarda Municipal de Aracaju (GMA) no caso de um cadeirante que bloqueou a garagem da Viação Atalaia na última sexta-feira, 7. Edvaldo lembrou que sempre exerceu um governo pacífico e com respeito aos direitos humanos, portanto, não transgride o modo de governar em harmonia, empregando sempre o diálogo na solução de conflitos, a exemplo da forma democrática com que lida com os movimentos sociais.
Argumentando que precisava vistoriar todos os ônibus da empresa, o cadeirante se recusou a sair da porta da empresa. Equipes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito e da GMA dialogaram por cerca de três horas para que ele liberasse a entrada da empresa, pois estava impedindo a circulação dos ônibus. Diante das sucessivas negativas, ele foi levado à delegacia. 

O prefeito reforçou que compreende o direito de um usuário e cidadão se manifestar e que tal ação não pode impedir que a população seja atendida pelo transporte público. De maneira enfática, Edvaldo garantiu que vai apurar o ocorrido para tomar as providências devidas.

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