quinta-feira, junho 13, 2019

Edvaldo determina apuração de abuso da Guarda Municipal

Prefeitura de Aracaju

Redes sociais / Reprodução
O prefeito Edvaldo Nogueira se reuniu nesta quarta-feira, 12, com o secretário da Defesa Social e da Cidadania, Luís Fernando Almeida, e determinou uma apuração rigorosa e precisa a respeito da atuação da Guarda Municipal de Aracaju (GMA) no caso de um cadeirante que bloqueou a garagem da Viação Atalaia na última sexta-feira, 7. Edvaldo lembrou que sempre exerceu um governo pacífico e com respeito aos direitos humanos, portanto, não transgride o modo de governar em harmonia, empregando sempre o diálogo na solução de conflitos, a exemplo da forma democrática com que lida com os movimentos sociais.
Argumentando que precisava vistoriar todos os ônibus da empresa, o cadeirante se recusou a sair da porta da empresa. Equipes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito e da GMA dialogaram por cerca de três horas para que ele liberasse a entrada da empresa, pois estava impedindo a circulação dos ônibus. Diante das sucessivas negativas, ele foi levado à delegacia. 

O prefeito reforçou que compreende o direito de um usuário e cidadão se manifestar e que tal ação não pode impedir que a população seja atendida pelo transporte público. De maneira enfática, Edvaldo garantiu que vai apurar o ocorrido para tomar as providências devidas.

Moro e Guedes, dois superministros que viraram alvos de dúvidas e interrogações


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Os principais ministros, Moro e Guedes, agora estão na berlinda
Eliane CantanhêdeEstadão
O efeito da divulgação da troca de mensagens do então juiz Sérgio Moro com procuradores é menos jurídico e mais político. É improvável que isso mude alguma coisa, por exemplo, nas condenações do ex-presidente Lula. Mas é provável que deixem Moro debaixo de chuvas e trovoadas, principalmente se os hackers tiverem bem mais do que já foi publicado.
Moro entra na mira justamente quando o outro superministro, Paulo Guedes, da Economia, começa a fraquejar. A reforma da Previdência virou um samba de uma nota só, enquanto a economia patina e o desemprego não dá refresco. Dois superministros, dois alvos de interrogações.
Bom para Moro isso tudo não é. As mensagens confirmam sua forte ligação com procuradores, principalmente com Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato.
FATOS NORMAIS – E a independência da Justiça? Juízes não devem e não podem manter relações promíscuas nem com a defesa nem com a acusação. Isso, porém, é uma questão formal. Na prática, no dia a dia, que juiz não troca informações, mensagens e dúvidas com um lado, o outro ou ambos?
E, cá para nós, nem chega a ser surpresa o trabalho e o esforço conjunto de Moro, procuradores, delegados e agentes da Receita Federal para chegar a um resultado espetacular: a maior e mais bem-sucedida operação de combate à corrupção de que se tem notícia.
No próprio documentário “O mecanismo”, dirigido por José Padilha e baseado no livro Lava Jato, do jornalista Vladimir Neto, essa relação já é retratada. Todo mundo sabia. Agora todo mundo finge que não e está chocado?
PROMISCUIDADE – E as idas de ministros do Supremo a palácios presidenciais, cervejadas de advogados com procurador-geral da República, visitas “de improviso” de advogados de Lula ao ministro da Justiça? Sem falar na intensa troca de mensagens de todos com todos.
Para conferir ainda mais complexidade à história, há o ataque de hackers. É óbvio que a ação não foi isolada e aleatória. Foi, sim, uma ação orquestrada, concentrada nos principais atores da Lava Jato. Além de Moro, os procuradores de Curitiba, o desembargador Abel Gomes, do Rio, e outros personagens-chave em Brasília. Os celulares invadidos não eram de quaisquer procuradores e juízes, mas de procuradores e juízes da Lava Jato.
E OS AUTORES? – Impossível a Polícia Federal chegar aos autores? Impossível não é, até pela máxima de que “não há crime perfeito”. Basta um vacilo, um descuido, um rastro e a investigação pode evoluir como um rastilho de pólvora. E Moro não é só o chefe da PF, mas é um sólido aliado da instituição na Lava Jato, tanto quanto dos procuradores.
Agora, há duas questões pairando no ar e impedindo qualquer conclusão precipitada: se há outros trechos e se essas novas revelações podem ser mais diretas e mais devastadoras do que as que já vazaram até aqui pelo site The Intercept Brasil.
LOMBO CURTIDO – Até lá, lembre-se que Sérgio Moro tem o lombo curtido e está bastante acostumado a “apanhar” desde os cinco anos de Lava Jato, testando forças com poderosos do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e com as maiores fortunas do País.
Uma coisa é certa: a ida de Moro para a Justiça foi muito melhor para Bolsonaro do que para o próprio Moro e pode até ser que ele vá dormir toda noite pensando se fez bem ou não, à sua biografia, à sua vida privada e até à Lava Jato, ao virar ministro de um governo tão estranho, adepto de armas, empenhado em beneficiar maus motoristas etc. Mas não são esses hackers e as mensagens que saíram até agora que irão derrubá-lo. Muito menos do pedestal na opinião pública.
Como bem disse Fernando Henrique Cardoso ontem, houve “comentários impróprios”, mas o resto é “tempestade em copo d’água”.

Bolsonaro elogia atuação de Moro como juiz na Lava Jato e critica os hackers


O presidente Jair Bolsonaro durante solenidade na manhã desta quinta-feira (13), no Palácio do Planalto  — Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
‘Atuação de Moro na Lava Jato não tem preço’, afirma Bolsonaro
Guilherme MazuiG1 — Brasília
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (13) que a atuação de Sérgio Moro como juiz da Lava Jato “não tem preço” e classificou a invasão dos celulares do ministro da Justiça e de procuradores como ação “criminosa”. Bolsonaro comentou pela primeira vez, em público, o caso publicado pelo site The Intercept, que apresenta desde no domingo (9) reportagens com mensagens atribuídas a procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e a Moro, extraídas do aplicativo Telegram.
O presidente ainda ressaltou que Moro já faz parte da História do Brasil”. “Se vazar o meu [celular] aqui tem muita brincadeira que eu faço com colegas que vão me chamar de louco e tudo aquilo que me chamavam durante a campanha. E houve uma quebra criminosa, uma invasão criminosa. Se o que tá sendo vazado, é verdadeiro ou não”, disse.
HACKEADOS – Os diálogos divulgados, segundo o site, mostrariam comportamentos proibidos e antiéticos entre o então juiz e do coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Em resposta, Moro e Deltan têm dito que, embora não possam reconhecer a autenticidade e fidedignidade dos diálogos, não há nada que seja irregular ou impróprio.
Os alvos das conversas denunciaram recentemente que tiveram seus celulares hackeados ilegalmente, o que é crime. A Polícia Federal (PF) instaurou quatro inquéritos para investigar o vazamento de mensagens de celular de procuradores da República e Moro.
O site Intercept, no entanto, informou que obteve os diálogos antes da invasão. Segundo o site, as informações foram obtidas de uma fonte anônima.
APOIO A MORO – Antes da declaração desta quinta, em entrevista no Planalto, as manifestações de Bolsonaro sobre o caso foram feitas por meio do porta-voz Otávio Rêgo Barros e do secretário de Comunicação Fábio Wajngarten.
O presidente também deu sinais de apoio a Moro ao chegar de lancha com o ministro em uma cerimônia militar e ao lavá-lo ao jogo entre CSA e Flamengo no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.
Questionado sobre os gestos de apoio, Bolsonaro elogiou o trabalho do atual ministro como juiz federal. “Em vez de chegar em casa e dar um presente à minha esposa, dei um beijo nela, não é muito melhor? Eu dei um beijo hétero no nosso querido Sérgio Moro. Demos dois beijos héteros. Fomos lá na marinha com ele”, declarou o presidente.
SEM PREÇO – “O que ele [Moro] fez não tem preço. Ele realmente botou para fora, mostrou as vísceras do poder, a promiscuidade do poder no tocante à corrupção. A Petrobras quase quebrou, fundos de pensão muitos quebraram”, acrescentou.
Bolsonaro também comentou as mudanças no texto da reforma da Previdência feitas pelo relator da proposta em uma comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).
O relator, que apresenta nesta quinta o parecer, já informou que retirou da proposta de emenda à Constituição (PEC) trechos sobre capitalização, aposentadoria rural e BPC, além de mudar tempo mínimo de contribuição para mulheres.
Bolsonaro afirmou que o governo gostaria de manter na proposta a criação de um regime de capitalização para financiar aposentadorias. “Já apresentamos nossas propostas, nós não somos os donos da lei… Gostaríamos que você mantida a capitalização e vamos lutar neste sentido”, disse Bolsonaro.
POUPANÇA – A capitalização é uma espécie de poupança que o próprio trabalhador faz para assegurar a aposentadoria no futuro. O regime atual é o de repartição, pelo qual o trabalhador ativo paga os benefícios de quem está aposentado.
Sobre a saída ou não de estados e municípios do texto da reforma na comissão especial, Bolsonaro afirmou que recebe informações que apontam que “alguns governadores” não desejam se desgastar com o apoio as mudanças. Assim, os governadores terão de aprovar mudanças previdenciárias nas respectivas Assembleias Legislativas.
“O que chega para mim aqui, que alguns governadores querem aprovar a reforma da Previdência, de modo que seus deputados votem contra, não querem sofrer algum desgaste. Toda batalha algum desgaste tem. Parece que há uma tendência de os parlamentares tirarem estados e municípios e daí o governador terá seu desgaste dentro do próprio estado”, afirmou.
DECRETO DAS ARMAS – Bolsonaro também comentou na entrevista a possibilidade de o Congresso suspender o decreto assinado por ele com alterações nas regras para o uso de armas e munições no Brasil.
O direito ao porte é a autorização para transportar a arma fora de casa. É diferente da posse, que só permite manter a arma dentro de casa.
Na quarta-feira (12), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou relatório alternativo do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) que pede a suspensão do decreto. O projeto ainda precisa passar pelo plenário do Senado, que vai analisar o conteúdo. Coube à CCJ votar a constitucionalidade da matéria. A Câmara dos Deputados também vai analisar a matéria. Até lá, o decreto continua valendo. Bolsonaro defendeu a legalidade do decreto e o direito de defesa do cidadão, já que criminosos utilizem armas de fogo.

Site divulga novos diálogos que reforçam colaboração entre Moro e Deltan


por Folhapress
Site divulga novos diálogos que reforçam colaboração entre Moro e Deltan
Foto: José Cruz/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Novos diálogos divulgados nesta quarta-feira (12) pelo site The Intercept Brasil reforçam a tese de que houve colaboração entre o então juiz federal Sergio Moro (hoje ministro da Justiça) e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato.

A publicação inclui novos trechos de conversas já divulgadas no domingo (9). Nas mensagens, Deltan dá detalhes da delação da Odebrecht, cobra ativismo de Moro e recomenda que o juiz tenha cuidado com segurança.Segundo a legislação, é papel do juiz se manter imparcial diante da acusação e da defesa. Juízes que estão de alguma forma comprometidos com uma das partes devem se considerar suspeitos e, portanto, impedidos de julgar a ação. Quando isso acontece, o caso é enviado para outro magistrado.

Segundo a publicação, em conversa de 16 de outubro de 2015, os dois discutem o caso que investigava desvios na refinaria de Pasadena, nos EUA. A compra da refinaria americana causou bilionário à Petrobras. Moro comunica que pretende abrir o sigilo dos depoimentos de "FB" (possivelmente se referia ao lobista Fernando Baiano, que virou delator) e pergunta se Deltan tem alguma objeção.

O procurador, por sua vez, pede que Moro mantenha o caso de Pasadena sob sigilo, pois a divulgação poderia atrapalhar futuros mandados de busca e apreensão -e até mesmo de prisão- que a força-tarefa planejava solicitar ao juiz.

Moro, por sua vez, diz que já deixou o processo à disposição das partes envolvidas e que "os deletados [delatados]  já sabem que são delarados [delatados] há tempo" (sic). Os dois, então, combinam um encontro, que também incluiria representantes da Polícia Federal, para tratar de novas fases da operação.

Em outro episódio, desta vez em 13 março de 2016, Deltan faz uma série de elogios a Sergio Moro. "Você hoje não é mais apenas um juiz, mas um grande líder brasileiro (ainda que isso não tenha sido buscado). Seus sinais conduzirão multidões, inclusive para reformas de que o Brasil precisa, nos sistemas político e de justiça criminal. Sei que vê isso como uma grande responsabilidade e fico contente porque todos conhecemos sua competência, equilíbrio e dedicação", diz o procurador.

Em seguida, Deltan pede que Moro "assuma mais" a campanha pela aprovação das 10 medidas de combate à corrupção. O projeto de lei, idealizado pelo Ministério Público Federal, estava parado no Congresso. Nesta semana, em ocasião do vazamento das conversas, a proposta voltou a tramitar no Senado.

"A sociedade quer mudanças, quer um novo caminho, e espera líderes sérios e reconhecidos que apontem o caminho. Você é o cara. Não é por nós nem pelo caso (embora afete diretamente os resultados do caso), mas pela sociedade e pelo futuro do país", diz o procurador a Moro.

Dias antes, em 21 de fevereiro, o procurador pediu que Moro redobrasse a cautela. No diálogo, Deltan dá a entender que haveria uma transação de dinheiro ilícito a uma pessoa que poderia ser advogado de José Rainha, ex-líder do MST.

"Tem muito fanático que não teria muito a perder e poderia querer se tornar herói", afirma Deltan. Moro não chega a responder diretamente ao conselho, mas sugere trocar a ordem de fases da Lava Jato "diante dos últimos desdobramentos". No dia seguinte, foi deflagrada a 23ª fase da Lava Jato, a Operação Acarajé, que prendeu o marqueteiro do PT João Santana. Santana chegou a ser um conselheiro da então presidente Dilma Rousseff.

Dilma já sofria ameaça de impeachment no Congresso, mas ainda mantinha apoio parlamentar. Ao mesmo tempo, as equipes de Curitiba também investigavam o ex-presidente Lula, que seria alvo naquela época da 24ª fase da Lava Jato, nomeada Aletheia. A inversão sugerida por Moro provavelmente se refere a essa etapa, que acabaria promovendo a condução coercitiva de Lula.

Moro foi o juiz responsável pela Lava Jato em Curitiba. Ele deixou a função ao aceitar o convite do presidente, em novembro, após a eleição. O site The Intercept Brasil informou que obteve o material de uma fonte anônima, que pediu sigilo. O pacote inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa no aplicativo Telegram, de 2015 a 2018.

O ministro afirmou que não viu nada "de mais" nas mensagens e que não houve nenhuma orientação ao Ministério Público. Na próxima quarta (19), por iniciativa própria, ele prestará esclarecimentos ao Senado, Casa considerada menos hostil que a Câmara. Com isso, Moro busca se antecipar à aprovação de requerimentos para convocá-lo e tenta esfriar o clima para a criação de uma CPI sobre o caso.

Desde que mensagens que o conteúdo foi publicado, Bolsonaro ainda não comentou o caso. Na terça-feira (11), por exemplo, ele encerrou abruptamente uma entrevista quando foi questionado sobre o tema.

COLABORAÇÕES
Para advogados e professores, a maneira como o atual ministro da Justiça e o procurador reagiram à divulgação das conversas, sem contestar o teor das afirmações e defendendo o comportamento adotado na época, aponta que o conteúdo é fidedigno e que ele pode servir de base para reverter decisões da Lava Jato, por exemplo, contra o ex-presidente Lula.

Por esse raciocínio, o fato de o material ter sido provavelmente obtido por meio de um crime faz com que ele não tenha como ser utilizado para acusar um suspeito, mas possa servir para absolver um acusado. Segundo a legislação, é papel do juiz se manter imparcial diante da acusação e da defesa. Juízes que estão de alguma forma comprometidos com uma das partes devem se considerar suspeitos e, portanto, impedidos de julgar a ação. Quando isso acontece, o caso é enviado para outro magistrado.

Aconselhar uma das partes é, segundo o Código Penal, um dos critérios que define a suspeição do juiz, e pode levar à anulação de sentenças.

RESUMO DOS DIÁLOGOS EM 3 PONTOS

1. Troca de colaborações entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato;

2. Dúvidas de Deltan a respeito da solidez das provas que sustentaram a primeira denúncia apresentada contra o ex-presidente Lula;

3. Conversas em um grupo em que procuradores comentam a solicitação feita pelo jornal Folha de S.Paulo para entrevistar Lula na cadeia.
Bahia Notícias

Lava Jato não é suscetível de qualquer retrocesso, diz Fachin sobre ataques a Moro


Edson Fachin luta como um guerreiro para preservar a Lava Jato
Rafael Moraes Moura e Amanda PupoEstadão
O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, disse nesta quarta-feira (12) que a operação trouxe um novo padrão “jurídico” e de “natureza ética” e que isso não é suscetível de qualquer retrocesso.
A fala de Fachin ocorre após o site “The Intercept” Brasil publicar o conteúdo vazado de supostas mensagens trocadas pelo então juiz federal Sergio Moro, e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.
UMA REALIDADE – Esta é a primeira vez que Fachin se manifesta publicamente sobre o tema. “A Lava Jato é uma realidade e não acredito que esta realidade venha a ser afastada por qualquer circunstância conjuntural”, disse Fachin nesta quarta-feira.
 “A operação trouxe um novo padrão normativo, jurídico, portanto, e também de natureza ética ao Brasil e à administração pública. Tenho confiança plena que isso não é suscetível de qualquer retrocesso”, completou o ministro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O ministro Edson Fachin, que é um homem decente e está desambientado no Supremo, onde a maioria conspira para libertar Lula e inviabilizar a Lava Jato, deu uma declaração coerente com a realidade. Não será possível destruir a Lava Jato e cancelar as condenações, com base no lobby montado para atacar Moro e Dallagnol. O máximo que se vai conseguiu e libertar Lula e isso pode acontecer no próximo dia 25, quando a Segunda Turma terminará de julgar o recurso em que a defesa acusa Moro de agir com imparcialidade. A investida contra Moro e Dallagnol, às vésperas desse julgamento parece ser coincidência, mas não é. Depois voltaremos ao assunto, que é importantíssimo. (C.N.)

Ataque hacker foi mais amplo, atingiu ‘coração’ da Lava-Jato e custou milhões de dólares


durante solenidade em Brasília Foto: Jorge William / Agência O Globo -20/05/2019
O ministro Moro foi apenas um, entre os muitos alvos dos hackers
Lauro Jardim, Chico Otavio e Jailton de CarvalhoO Globo
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) têm indícios de que o ataque hacker que expôs mensagens privadas do juiz Sergio Moro e de procuradores foi muito bem planejado e teve alcance bem mais amplo do que se sabe até agora. Entre os alvos dos criminosos, estiveram integrantes das forças-tarefas da Operação Lava-Jato de ao menos três estados (Rio, Paraná e Distrito Federal), delegados federais de São Paulo, magistrados do Rio e de Curitiba.
Além do atual ministro da Justiça e do procurador Deltan Dallagnol, foram alvo de ataques a juíza substituta da 13ª Vara Federal Gabriela Hardt (que herdou processos de Moro temporariamente quando ele deixou o cargo), o desembargador Abel Gomes (relator da segunda instância da Lava-Jato no Rio), o juiz Flávio de Oliveira Lucas, do Rio, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot , os procuradores Januário Paludo, Paulo Galvão, Thaméa Danelon, Ronaldo Pinheiro de Queiroz, Danilo Dias, Eduardo El Haje, Andrey Borges de Mendonça, Marcelo Weitzel e o jornalista do Globo Gabriel Mascarenhas.
CONFIRMAÇÃO – Em nota, a Justiça Federal confirmou que a substituta de Moro foi atingida e disse que o fato foi “imediatamente comunicado à Polícia Federal”. Segundo o texto, “a juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas”.
Em Brasília, outros dois procuradores, ambos ex-auxiliares de Janot, relataram ao Globo também terem sido vítimas de ataques de hackers, mas pediram para não terem os nomes publicados.
A força-tarefa da Lava-Jato em São Paulo confirmou que mais dois procuradores sofreram tentativa de invasão de seus celulares em maio, mas o ataque foi percebido e bloqueado. Na época, os dois já não integravam a força tarefa. Na força-tarefa da Lava-Jato no Rio, integrantes também evitaram a invasão, já que tinham controles mais rígidos, em especial a verificação em duas etapas para acesso remoto ao aplicativo Telegram.
AINDA EM AÇÃO – Mesmo após a revelação do caso, o esquema criminoso continua em atuação. Na noite de terça-feira, um hacker entrou em contato com José Robalinho, ex-presidente da Associação Nacional de Procuradores, se fazendo passar pelo procurador militar Marcelo Weitzel, que teve seu celular invadido, como revelou a revista Época.
Em meio à crise deflagrada pelos ataques, procuradores discutem entre si as mais variadas teses sobre as origens dos ataques. Alguns levantam suspeitas até sobre invasões de origem russa, o que não está comprovado. Mas, se os autores ainda são desconhecidos, entre os alvos prevalece a ideia de que as invasões são uma ação orquestrada contra a Lava-Jato.
AÇÃO PROFISSIONAL – A Polícia Federal investiga os ataques dos hackers com duas turmas de agentes e delegados, em quatro cidades. A Procuradoria-Geral da República também abriu um procedimento para acompanhar o trabalho da polícia. A apuração desse tipo de crime é tida como complexa, e o prazo para conclusão das investigações será longo, prevê a cúpula da PF.
As suspeitas iniciais apontam para um mandante com capacidade financeira para bancar o esquema aparentemente sofisticado de ação. Uma das hipóteses é a de utilização de equipamentos que custam entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões, segundo uma fonte da cúpula da PF ouvida pelo Globo. Há diversas empresas sediadas no leste europeu e no Oriente Médio que oferecem estes serviços por esses valores.
Por outro lado, chamou a atenção o fato de o suposto hacker ter feito piada na terça-feira com um dos alvos. Numa das mensagens, o invasor afirmou que é apenas um “técnico de TI” (Tecnologia da Informação), sem objetivos partidários.
TRÊS ETAPAS – Segundo os relatos das vítimas e apurações do Ministério Público Federal, o esquema funciona em três etapas. Na primeira, o hacker descobre o número do celular da vítima e o utiliza para solicitar, via desktop, a abertura de nova sessão do Telegram. Imediatamente, o aplicativo encaminha para a vítima o código de acesso, via SMS, achando que o pedido foi feito pelo dono da conta;
O clonador adquire um número de celular, geralmente em países onde há pouca fiscalização, e o utiliza para ligar para a vítima, depois de ter solicitado o código de acesso. Por alguma técnica ainda desconhecida, a vítima, ao atender, permite que o clonador capture todo o conteúdo do SMS, incluindo o código de acesso ao Telegram;
Com esse código, o hacker acessa o Telegram através de seu PC e pode ver todas as conversas da vítima, entre as quais as de grupos. Isso porque os diálogos pretéritos ficam guardados no aplicativo. O hacker pode fazer um backup de todos os arquivos, mídias e conversas da vítima e/ou pode se passar por ela perante terceiros no aplicativo, dialogando etc.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Conforme a Tribuna da Internet antecipou, trata-se de um trabalho altamente profissional e que custa caro, muito caro. É difícil achar os hackers, mas é fácil imaginar quem é especializado em rapinagem cibernética internacional e pagou a eles. Aqui na sucursal, a única empresa que é conhecida por ter esse tipo de experiência é justamente a “The Intercept Brasil”. Alguém conhece alguma outra?
Quanto ao lobby para destruir a Lava Jato, é preciso saber a quem interessa soltar Lula, Dirceu, Cunha, Vaccari e os outros criminosos que estão na cadeia, além de evitar que mais à frente sejam presos os corruptos que estão na fila, como Temer, Moreira, Padilha, Aécio e a irmã, Jucá. Renan e tutti quanti. A quem interessa? Ora, isso só interessa a eles próprios, e a organização criminosa tem cacife para bancar qualquer quadrilha especializada em pirataria cibernética. (C.N.)

Prefeito de Aracaju determina apuração de abuso da Guarda Municipal contra cadeirante

Agência Aracaju de Notícias
Foto: Reprodução Redes Sociais
Foto: Reprodução Redes Sociais
O prefeito Edvaldo Nogueira se reuniu nesta quarta-feira, 12, com o secretário da Defesa Social e da Cidadania, Luís Fernando Almeida, e determinou uma apuração rigorosa e precisa a respeito da atuação da Guarda Municipal de Aracaju (GMA) no caso de um cadeirante que bloqueou a garagem da Viação Atalaia na última sexta-feira (07).
O prefeito lembrou que sempre exerceu um governo pacífico e com respeito aos direitos humanos, portanto, não transgride o modo de governar em harmonia, empregando sempre o diálogo na solução de conflitos, a exemplo da forma democrática com que lida com os movimentos sociais. Argumentando que precisava vistoriar todos os ônibus da empresa, o cadeirante se recusou a sair da porta da empresa.
Equipes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito e da GMA dialogaram por cerca de três horas para que ele liberasse a entrada da empresa, pois estava impedindo a circulação dos ônibus. Diante das sucessivas negativas, ele foi levado à delegacia. O prefeito reforçou que compreende o direito de um usuário e cidadão se manifestar e que tal ação não pode impedir que a população seja atendida pelo transporte público. De maneira enfática, Edvaldo garantiu que vai apurar o ocorrido para tomar as providências devidas.

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