segunda-feira, junho 10, 2019

Em meio a exageros e hipocrisia, a BBC News faz um relato equilibrado do caso

Posted on 

Sérgio Moro
‘Leitura atenta revela que não tem nada ali, diz Moro no Twitter
André ShaldersBBC News Brasil
No fim da tarde do domingo (9), o site Intercept Brasil publicou reportagens baseadas em supostas conversas vazadas do procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR). O ministro Sérgio Moro também aparece nas conversas, que teriam ocorrido no aplicativo Telegram.
A série de quatro reportagens é baseada em supostas trocas de mensagens entre o procurador da República Deltan Dallagnol, outros integrantes da força-tarefa da Lava Jato e com o então juiz federal Sérgio Moro, que era responsável por julgar os casos da Lava Jato na 1ª Instância da Justiça em Curitiba (PR), onde a investigação começou.
MOVIMENTAÇÃO – A BBC News Brasil não conseguiu confirmar de maneira independente a veracidade das mensagens reproduzidas pelo The Intercept, mas a série de reportagens tem movimentado autoridades e políticos desde a noite de domingo.
Segundo os textos publicados pelo Intercept, as conversas de Dallagnol mostrariam “motivações políticas” que teriam guiado a atuação dos investigadores da Lava Jato. Em nota publicada na madrugada desta segunda-feira (10), a força-tarefa disse que sua atuação “é revestida de legalidade, técnica e impessoalidade”.
“A imparcialidade da atuação da Justiça é confirmada por inúmeros pedidos do Ministério Público indeferidos, por 54 absolvições de pessoas acusadas, e por centenas de recursos do Ministério Público”.
GILMAR ACHA GRAVE – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) comentaram o assunto ainda no domingo. Para Gilmar Mendes, as alegações contidas nas reportagens precisam ser apuradas. “O fato é muito grave. Aguardemos os desdobramentos”, disse o ministro em mensagem de texto à reportagem da BBC News Brasil.
Mendes faz parte da Segunda Turma do STF que analisa um pedido de suspeição de Sérgio Moro. Em dezembro do ano passado, Mendes pediu vista para se debruçar sobre o caso.
No pedido, a defesa do ex-presidente Lula (PT) alega que Moro não teria condições de julgar o petista; pede a nulidade de todos os atos processuais praticados pelo ex-juiz e a libertação de Lula.
IMPARCIALIDADE – O assunto também foi comentado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF. Segundo ele, as supostas mensagens colocam em xeque a imparcialidade esperada da Justiça.
“Apenas coloca em dúvida, principalmente ao olhar do leigo, a equidistância do órgão julgador, que tem que ser absoluta. Agora, as consequências, eu não sei, Temos que aguardar”, disse ele ao jornal Folha de S. Paulo.
“Isso (relação entre juiz e investigador) tem que ser tratado no processo, com ampla publicidade. De forma pública, com absoluta transparência”, disse.
EXTRAPOLOU – As reportagens afirmam que Sérgio Moro extrapolou seu papel como juiz ao trabalhar em conjunto com os procuradores para prejudicar os réus e de pessoas investigadas – Moro teria orientado Deltan Dallagnol sobre a melhor ordem para deflagrar fases da Lava Jato; e teria indicado possíveis delatores aos procuradores.
Uma das reportagens publicadas pelo The Intercept reproduz suposta mensagem de Deltan Dallagnol a respeito da denúncia contra o ex-presidente Lula no caso conhecido como “Tríplex do Guarujá”.
A denúncia apresentada pela Lava Jato resultou na primeira condenação de Lula por Sérgio Moro, em julho de 2017. Segundo a peça do MPF, a empreiteira OAS teria tentado presentear o ex-presidente com um apartamento de três andares no balneário do Guarujá (SP), em troca de contratos com a Petrobras – a transação não foi concluída.
TINHA DÚVIDAS – Segundo o relato do The Intercept, Dallagnol teria dúvidas sobre a tese da acusação. Quatro dias antes de apresentar a denúncia, ele teria escrito aos seus colegas procuradores:
“Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornal e indícios frágeis… então é um item que é bom que esteja bem amarrado. Fora esse item, até agora tenho receio da ligação entre Petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram tô com receio da história do apto (apartamento)… São pontos em que temos que ter as respostas ajustadas e na ponta da língua.”
Sobre este ponto, a força-tarefa da Lava Jato disse que “apenas oferece acusações quando presentes provas consistentes dos crimes. Antes da apresentação de denúncias são comuns debates e revisões”. “No caso Tríplex, a prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro foi examinada por nove juízes em três instâncias que concordaram, de forma unânime, existir prova para a condenação”.
MOTIVAÇÕES POLÍTICAS? – Diálogos de Dallagnol revelariam, segundo o Intercept, ‘motivações políticas’ na condução das investigações da Lava Jato. Outras mensagens, desta vez em um grupo de procuradores da Lava Jato no aplicativo Telegram, mostrariam os investigadores preocupados com a possibilidade de Lula conceder uma entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
As conversas teriam ocorrido no fim de setembro de 2018, apenas duas semanas antes do primeiro turno das eleições do ano passado. O ministro do STF Ricardo Lewandowski tinha acabado de determinar, em decisão liminar (provisória), que Lula poderia conceder a entrevista.
“Que piada!!! Revoltante!!! Lá vai o cara (Lula) fazer palanque na cadeia. Um verdadeiro circo”, teria escrito a procuradora Laura Tessler. “Sei lá… mas uma coletiva antes do segundo turno pode eleger o (Fernando) Haddad”, continua ela, referindo-se ao então candidato presidencial do PT.
DISCUSSÃO NO GRUPO – O procurador Januário Paludo discute no grupo formas de lidar com a decisão de Lewandowski. “Plano A: tentar recurso no próprio STF, possibilidade Zero. Plano B: abrir para todos fazerem a entrevista no mesmo dia. Vai ser uma zona mas diminui a chance da entrevista ser direcionada”.
Sobre este tema, a equipe comandada por Dallagnol disse que “a prisão em regime fechado restringe a liberdade de comunicação dos presos, como já manifestado em autos de execução penal, o que não se trata de uma questão de liberdade de imprensa. O entendimento vale para todos os que se encontrem nessa condição”.
MORO REAGE – Hoje, ministro da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro (PSL), Sérgio Moro disse em sua conta no Twitter que há “muito barulho” por causa das “supostas mensagens obtidas por meios criminosos”. “Leitura atenta revela que não tem nada ali apesar das matérias sensacionalistas.”
Moro também divulgou uma nota oficial, por meio de sua assessoria de imprensa. “Sobre supostas mensagens que me envolveriam publicadas pelo site Intercept neste domingo, 9 de junho, lamenta-se a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo”, diz um trecho.
“Quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias.”
ATAQUE CRIMINOSO – A força-tarefa da Lava Jato enviou uma primeira nota a jornalistas por volta das 20h do domingo. Um segundo texto, respondendo em detalhes às reportagens, foi disparado depois de meia-noite.
No primeiro texto, o grupo de quinze procuradores disse que seus integrantes “foram vítimas de ação criminosa de um hacker”, que “praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança” dos investigadores.
Em sua conta no Twitter, Deltan Dallagnol se limitou a reproduzir trechos da primeira nota. “A ação vil do hacker invadiu telefones e aplicativos de procuradores da Lava Jato usados para comunicação privada e no interesse do trabalho, tendo havido ainda a subtração de identidade de alguns de seus integrantes”, diz um trecho desse primeiro texto.
REAL EXTENSÃO – O texto da força-tarefa prossegue para dizer que “não se sabe exatamente ainda a extensão da invasão”, mas que há o receio de que incluam “documentos e dados sobre estratégias e investigações em andamento”.
Em seguida, a nota afirma que “Há a tranquilidade de que os dados eventualmente obtidos refletem uma atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial, em mais de cinco anos de Operação”.
“Os procuradores da Lava Jato em Curitiba mantiveram, ao longo dos últimos cinco anos, discussões em grupos de mensagens (…), em paralelo a reuniões pessoais que lhes dão contexto”, diz a nota.
DESABAFOS COMUNS – “Vários dos integrantes da força-tarefa de procuradores são amigos próximos e, nesse ambiente, são comuns desabafos e brincadeiras”, afirma o texto do grupo coordenado por Dallagnol.
“De todo modo, eventuais críticas feitas pela opinião pública sobre as mensagens trocadas por seus integrantes serão recebidas como uma oportunidade para a reflexão e o aperfeiçoamento dos trabalhos da força-tarefa.”
Na segunda nota, o grupo chamou a atenção para o fato de que “nenhum pedido de esclarecimento ocorreu antes das publicações, o que surpreende e contraria as melhores práticas jornalísticas. Esclarecimentos posteriores, evidentemente, podem não ser vistos pelo mesmo público que leu as matérias originais, o que também fere um critério de justiça”, diz o texto.
VIÉS TENDENCIOSO – “Além disso, é digno de nota o viés tendencioso do conteúdo divulgado, o que é um indicativo que pode confirmar o objetivo original do hacker de, efetivamente, atacar a operação Lava Jato, aspecto reforçado pelo fato de as notícias estarem sendo divulgadas por site com nítida orientação ideológica”, afirma a força-tarefa.
O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, também publicou nota sobre o assunto. Segundo ele, as supostas mensagens reproduzidas pelo The Intercept mostram um “conluio” entre Moro e os investigadores, para “atuarem politicamente condenando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um processo sem provas”.
‘Ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-presidente Lula estão corrompidos’, diz defesa de Lula
AÇÕES CORROMPIDAS – “A atuação ajustada dos procuradores e do ex-juiz da causa, com objetivos políticos, sujeitou Lula e sua família às mais diversas arbitrariedades. A esse cenário devem ser somadas diversas outras grosseiras ilegalidades, como a interceptação do principal ramal do nosso escritório de advocacia para que fosse acompanhada em tempo real a estratégia da defesa de Lula, além da prática de outros atos de intimidação e com o claro objetivo de inviabilizar a defesa do ex-presidente”, diz um trecho da nota de Lula.
“Ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos. O restabelecimento da liberdade plena de Lula é urgente.”
KAKAY ATACA – Ao longo da noite de ontem, o tema também gerou reação da defesa de outros réus da Lava Jato. Conhecido como Kakay, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro não atua na defesa de Lula, mas defende outros réus e investigados da Lava Jato no STF.
Segundo ele, “as questões que estão sendo reveladas são de uma gravidade ímpar. Mesmo eu, que sou um crítico contumaz dos excessos da operação Lava Jato, não poderia imaginar o grau de promiscuidade, de crimes, se se comprovar o que consta das gravações”.
Para Kakay, “é necessário uma investigação profunda para saber se havia uma organização criminosa tentando usar a estrutura do Poder Judiciário em proveito próprio e com fins políticos. O Brasil precisa e merece saber a verdade. O Judiciário está sob suspeita”.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O exagero é flagrante. Como todos sabem, era o juiz Moro que autorizava as operações da Lava Jato, as prisões preventivas ou temporárias, as buscas e apreensões. Portanto, era natural que, uma vez ou outra, o magistrado se comunicasse com os procuradores(C.N.)

Na propaganda vivemos no país das maravilhas

Nenhuma descrição de foto disponível.


Ainda dizem que está tudo bom.
A situação não está boa para quem reside na cidade, pior para quem reside na Zana Rural.
O mais grave é que além de na localidade não existir médico, ainda ter que se deslocar todo mês em busca de uma Receita Médica distante 40 km ou mais, já que o medicamento é controlado.
Será que para facilitar a vida desse sofredor não seria mais producente fornecer um a Receita para 90(noventa)dias?

O dinheiro gasto com Bufett(mordomia)não seria mais salutar pagar a um profissional da saúde para na pior das hipóteses pelo menos uma vez por mês se deslocar até essa localidade?

Revelações sobre Lava Jato dão margem a ataques exagerados ao ministro Moro


Resultado de imagem para moro + the interceptCarlos Newton
As reportagens do site The Intercept Brasil sobre a captura de informações nos celulares do então juiz Sérgio Moro e de importantes procuradores da Lava Jato, especialmente o coordenador Deltan Dallagnol, estão tendo, realmente, um efeito devastador. Mas não podem chegar a ponto de tornar anuláveis inquéritos e julgamentos da Lava Jato.
É claro que os organizadores do já apelidado “Wikileaks de Curitiba” tiveram um trabalho enorme para selecionar os trechos mais censuráveis em mais de dois anos de mensagens. E na verdade não conseguiram pinçar trechos capazes de efetivamente destruir ou invalidar o consistente trabalho da Lava Jato.
FIRME DETERMINAÇÃO – Nas mensagens selecionadas não se vê adulteração nem manipulação de provas – o que se constata é a firme determinação de punir os criminosos de colarinho encardido que desviaram bilhões do povo brasileiro, em benefício próprio.
Em nenhuma delas se constata a existência de uma “conspiração” para destruir Lula e o PT, como tentam fazer crer determinados jornalistas ligados ao site “The Intercept”. Pelo contrário, o que aparece é a incerteza de que a Lava Jato realmente conseguiria “limpar o Congresso”. E há outra mensagem que chega a ser infantil, com troca de “parabéns’ pelos resultados obtidos.
PADRÕES DA JUSTIÇA – Na realidade, juiz e procurador só devem se relacionar nos autos ou no gabinete, onde os magistrados também podem atender diretamente aos advogados, segundo a legislação em vigor (Estatuto da Advocacia).
Nas mensagens interceptadas, não há nada de grave  para os padrões de Justiça brasileira, em especial da Suprema Corte, onde raramente ministros se declaram suspeitos quando têm de julgar pessoas amigas, podendo acontecer inclusive encontro de juiz e réu na calada da noite, sem agenda, como ocorreu entre o ministro Gilmar Mendes e o réu Michel Temer.
Há também o caso emblemático do ministro Dias Tofolli, hoje presidente Supremo e que não se considerou suspeito para libertar o amigo íntimo José Dirceu, concedendo-lhe um habeas corpus “de ofício” que a defesa nem havia pedido. E não aconteceu nada a Mendes nem a Toffoli, rigorosamente nada.
QUESTIONAMENTO – São ministros como eles que certamente irão enfatizar que o conteúdo das revelações do “The Intercept” é muito forte e abre margem até para questionar a atuação de Sergio Moro como juiz. 
Já existe um pedido de suspeição de Moro para julgar Lula que foi rejeitado pelo relator Edson Fachin, mas segue sob análise da Segunda Turma do STF, com pedido de vista de Gilmar Mendes. É aí que mora o perigo.
Espera-se que este país não tenha decaído a ponto de deixar de reconhecer a importância do trabalho dos jovens procuradores, delegados, auditores e juízes que levaram adiante a Operação Lava Jato, enfrentando com destemor os mais organizados e influentes criminosos do país.
###
P.S. – Vamos com calma, porque a bancada da corrupção, que é majoritária nas instituições brasileiras, agora vai partir com tudo para destruir a Lava Jato, e é preciso resistir. (C.N.)

Oito parlamentares denunciados na Lava Jato aguardam STF decidir se vão virar réus

Posted on 

Resultado de imagem para renan calheiros
Renan já escapou sete vezes, mas responde a outros 13 inquéritos
Mariana OliveiraTV Globo — Brasília
Quatro deputados federais e quatro senadores denunciados pela Procuradoria Geral da República no âmbito da Operação Lava Jato aguardam definição do Supremo Tribunal Federal (STF) para saber se responderão a ação penal na condição de réus.
São seis denúncias apresentadas entre 2017 e 2018. O tribunal ainda precisa decidir se as acusações preenchem os requisitos mínimos para serem recebidas e convertidas em processo criminal.
NA PAUTA – Duas dessas denúncias envolvem cinco parlamentares e estão na pauta de julgamentos da Segunda Turma do STF da próxima terça-feira (11). Os casos, no entanto, já entraram na pauta diversas vezes neste ano sem terem sido efetivamente julgados.
A expectativa para esta terça-feira é que seja definida pelo menos a situação de quatro integrantes da cúpula do PP, acusados de formação de organização criminosa para fraudar a Petrobras.
O relator da Lava Jato no STF, ministro Luiz Edson Fachin, votou a favor de que os quatro virem réus por crime de organização criminosa: o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que já é réu em outra ação no Supremo; os deputados Arthur Lira (PP-AL) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB); e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Todos negam as acusações. Os advogados afirmam que os clientes não cometeram crime, apontam uma suposta tentativa de criminalizar a política e pedem a rejeição da denúncia.
CASO RENAN – Também está na pauta do STF uma denúncia apresentada contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ele foi acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter desviado, entre 2008 e 2012, dinheiro da Transpetro para alimentar o caixa de diretórios estaduais e municipais do MDB por meio de doações oficiais das empresas contratadas pela estatal.
Em troca, diz a Procuradoria Geral da República, teria atuado para manter Sérgio Machado como presidente da Transpetro – Machado é um dos delatores da Lava Jato.
Renan Calheiros se declara inocente e ressalta que diversos inquéritos sobre ele foram arquivados desde o início da Lava Jato por falta de provas. Pelo menos sete investigações que envolviam o senador já foram descartadas por falta de elementos mínimos, mas Renan ainda é alvo de 13 procedimentos no STF.
MAIS QUATRO – Além dos cinco parlamentares, há ainda quatro denúncias apresentadas que estão pendentes: duas contra a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), outra contra o senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) e uma quarta que envolve novamente Renan Calheiros e também o senador Jader Barbalho (MDB-PA).
Gleisi é acusada de integrar organização criminosa supostamente formada por petistas e de receber propina da empreiteira Odebrecht. Ela nega. Collor, que já é réu no STF por suspeita de desvios na BR Distribuidora, tem mais uma denúncia pendente, também por desvios na estatal, mas rejeita qualquer acusação.
Renan e Jader foram acusados de integrar uma organização criminosa composta por senadores do MDB. Eles também contestam a denúncia.
EM ANDAMENTO – O STF tem atualmente seis ações penais da Operação Lava Jato em andamento, ou seja, denúncias recebidas e que viraram processos criminais. Três podem ter desfecho – o Supremo decidir se condena ou absolve os envolvidos – ainda neste ano.
Nas ações que envolvem o deputado Aníbal Gomes (MDB-CE), o ex-senador Valdir Raupp (MDB-RO) e os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, do MDB da Bahia (ex-ministro e ex-deputado, respectivamente), eles são acusados de crimes do chamado colarinho branco, como corrupção e lavagem de dinheiro.
Além deles respondem a ações penais em fase menos avançada Collor, Eduardo da Fonte e o deputado Vander Loubet (PT-MS). Todos os envolvidos rejeitam as acusações.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A lentidão com que trabalha o Supremo é uma garantia de impunidade para os políticos. Justamente por isso, até hoje existe foro privilegiado na Sucursal Brazil, embora na matriz USA ninguém nem saiba o que isso significa(C.N.) 


Mourão: Conspiração para prender Lula é muito grave e deve ser punida

Publicado em 10/06/2019

Em destaque

UPB defende São João com responsabilidade fiscal e combate à cartelização de cachês

  UPB defende São João com responsabilidade fiscal e combate à cartelização de cachês Por  Redação 31/01/2026 às 09:51 Foto: Divulgação O pr...

Mais visitadas