domingo, janeiro 20, 2019

Leia a íntegra da decisão de Fux que suspendeu investigação sobre Queiroz a pedido de Flávio Bolsonaro

Motorista e ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro faltou a dois depoimentos no Ministério Público alegando problemas de saúde


O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar nesta quarta-feira (16) suspendendo a investigação criminal contra Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Fux, de plantão, atendeu a um pedido feito pelo filho do presidente. Na mesma data, remeteu sua decisão, que corre em segredo de Justiça, ao procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro. O relator do caso é o ministro Marco Aurélio Mello, a quem caberá conduzir o processo na volta do recesso da corte

Leia a íntegra da decisão:

"Trata-se de Reclamação, instaurada sob o regime do segredo de justiça, contra ato do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro consubstanciador, em tese, de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal.
Narra, em síntese, o Reclamante que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro determinou a instauração do PIC 2018.00452470, no âmbito do Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal, voltado à apuração de notícia de fato materializada em Relatório de Informação Financeira do COAF, e que envolveria, em tese, a prática, por parlamentares estaduais, de supostos ilícitos relacionados ao exercício dos respectivos mandatos.
O Reclamante assinala que, em 14/12/2018, depois de confirmada sua eleição para o cargo de Senador da República, o órgão ministerial local requereu ao COAF informações sobre dados sigilosos de sua titularidade, abrangendo o período de abril de 2007 até a data da implementação da diligência, a pretexto de instruir referido procedimento investigativo.
Sustenta que 'o D. MPE/RJ utilizou-se do COAF para criar ‘atalho’ e se furtar ao controle do Poder Judiciário, realizando verdadeira burla às regras constitucionais de quebra de sigilo bancário e fiscal', razão pela qual a autoridade Reclamada teria incorrido em usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal.
Argumenta que, embora o Supremo Tribunal Federal tenha conferido nova interpretação à prerrogativa de foro prevista no art. 102, I, b, da Constituição da República, restou expressamente consignado, no acórdão proferido nos autos da AP 937-QO, que 'a conjugação dos critérios exercício do mandato e em razão da função exigirá que esta Corte continue a se pronunciar, caso a caso, se o crime tem ou não relação com o mandato. E essa análise terá que ser feita pelo próprio STF, a quem compete definir se o processo permanece no Tribunal ou desce para a primeira instância'.
Simultaneamente à usurpação de competência, o Reclamante aduz a existência de flagrante ilegalidade na instauração do referido procedimento investigatório, passível de configurar constrangimento ilegal suscetível da concessão de habeas corpus de ofício.
Isso porque, segundo alega, 'o procedimento investigatório é baseado em informações obtidas de forma ilegal pelo D. MPE/RJ junto ao COAF – informações essas que estão (ou deveriam estar) protegidas pelo sigilo constitucional fiscal e bancário, mas que vêm sendo requeridas diretamente àquela autoridade administrativa sem qualquer crivo judicial'.
Invoca precedente do Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual 'a obtenção e o uso, para fins de investigação criminal, dos dados que subsidiaram o relatório fornecido pelo COAF dependem de autorização judicial' (HC 349.945/PE, Sexta Turma, Rel. Min. NEFI CORDEIRO, j. 06/12/2016).
Sublinha que, para agravar a situação de ilicitude, o procedimento de investigação instaurado em julho de 2018 não foi, até o momento, submetido à distribuição perante o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, inexistindo supervisão judicial sobre as atividades investigativas do Ministério Público.
Acrescenta, ainda, entendimento no sentido de que o Supremo Tribunal Federal definiu, sobre o tema do sigilo fiscal e bancário, que o Ministério Público pode requisitar informações diretamente ao COAF, e que esse Conselho detém plena liberdade de compartilhar informações de inteligência com o Ministério Público, desde que os dados não envolvam informações protegidas pelo sigilo bancário.
Nestes termos, pleiteia:
a) que seja julgada procedente a presente Reclamação, monocraticamente, para determinar a remessa dos autos do PIC 2018.00452470 ao Supremo Tribunal Federal, com a consequente suspensão de todos os atos de investigação em curso, até que se decida acerca da competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar o presente feito;
b) alternativamente, que seja deferida a liminar, para os mesmos fins, com a subsequente intimação da autoridade Reclamada para que preste informações e, alfim, a integral procedência da Reclamação;
c) a concessão de habeas corpus de ofício, para reconhecimento da ilegalidade das provas que instruíram o PIC 2018.00452470 e de todas as diligências de investigação determinadas a partir delas.
É o Relatório.
Decido.
Em análise meramente prelibatória, vislumbro a presença dos requisitos para a concessão da liminar pleiteada, em caráter de urgência, durante o plantão judiciário, no sentido da suspensão do procedimento de origem, sem prejuízo de futura análise pelo Relator do feito.
Deveras, o Reclamante foi diplomado no cargo de Senador da República, o qual lhe confere prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 102, I, b, da Constituição da República.
À luz do precedente firmado na AP 937-QO, compete ao Supremo Tribunal Federal o processo e julgamento dos parlamentares por atos praticados durante o exercício do mandato e a ele relacionados.
Da análise dos autos, constata-se que a autoridade Reclamada teria solicitado informações ao COAF, acerca de dados bancários de natureza sigilosa, titularizados pelo Reclamante, abrangendo período posterior à confirmação de sua eleição para o cargo de Senador da República, sem submissão a controle jurisdicional.
Simultaneamente, o princípio da Kompetenz-Kompetenz incumbe ao Supremo Tribunal Federal a decisão, caso a caso, acerca da incidência ou não da sua competência originária, nos termos previstos no art. 102, I, b, da Constituição.
Este o quadro, e com o fim de proteger a efetividade do processo, defiro a suspensão do trâmite do PIC 2018.00452470, até que o Relator da presente Reclamação se pronuncie quanto ao pedido de avocação do procedimento e de declaração de ilegalidade das provas que o instruíram, alegada pelo Reclamante.
Comunique-se, com urgência, observado o segredo de justiça que grava o presente feito.
Em seguida, encaminhem-se os autos ao eminente Relator.
Int..
Brasília, 16 de janeiro de 2019.
Ministro LUIZ FUX
Vice-Presidente"
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Piada do Ano! Flávio Bolsonaro diz que está indignado e vai rebater as acusações


Flávio Bolsonaro em voo para São Paulo Foto: Agência O Globo
Flávio foi conversar com o pai e depois viajou para São Paulo
Renata MarizO Globo
Um dia após a divulgação de movimentações suspeitas em sua conta bancária, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou, neste sábado, que está “indignado” e que vai rebater “os pontos um a um”. Ele se reuniu com o pai, o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, e depois voou para São Paulo.
Na saída do voo, ao ser questionado pelo Globo sobre as suspeitas levantadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou 48 depósitos em um mês totalizando mais de R$ 96 mil, Flávio disse que vai “falar na hora certa”.
MUITO TRANQUILO? — “Tudo que estão fazendo comigo, vou rebater os pontos um a um” — disse, acrescentando depois: “Estou muito tranquilo e indignado”.
Flávio voou ao lado de um amigo de Brasília para São Paulo pela companhia Azul. Apenas duas pessoas cumprimentaram o senador, sem qualquer menção ao escândalo atual.
Um passageiro sentado próximo a ele pediu uma “força”, apresentando-se como funcionário de um órgão público em Brasília. E uma mulher fez um breve aceno sorrindo. Flávio disse que foi a São Paulo para “visitar uns amigos” sem dar mais detalhes.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Flávio Bolsonaro tem uma forte vocação humorística. Agora, resolveu criar uma Piada do Ano atrás da outra, sem perceber uma realidade clara.  Quem está “indignado” não pode estar “muito tranquilo”. Pensava-se que ele era apenas mais um político, agora sabe-se que é também dono de um imenso laranjal e gosta de fazer piadas sem graça, abusando da paciência do respeitável público. (C.N.)

Mourão despacha na Vice-Presidência enquanto Bolsonaro estiver em Davos


O vice-presidente da República, Hamilton Mourão — Foto: Marcos Corrêa/PR
Mourão prefere não sentar na cadeira usada por Bolsonaro
Luiz Felipe Barbiéri e Guilherme MazuiG1 — Brasília
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, vai despachar no gabinete enquanto exercer a Presidência da República, segundo informação da assessoria dele. Neste domingo o presidente Jair Bolsonaro deve viajar a Davos (Suíça) para participar do Fórum Econômico Mundial.
É comum presidentes da República em exercício despacharem no gabinete do chefe do Poder Executivo, localizado no terceiro andar do Palácio do Planalto, mas sem sentar na cadeira dele.
MESA VAZIA – Isso tem acontecido, por exemplo, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e com os ex-presidentes da Corte Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.
É comum, ainda, a assessoria da Presidência divulgar atos do presidente em exercício, além de fotos dele no gabinete e em compromissos oficiais.
O gabinete da Vice-Presidência fica em um prédio anexo ao Palácio do Planalto.
VIAGEM MARCADA – Pela agenda prevista, Bolsonaro deve viajar para Davos na noite deste domingo (dia 20) e retornar a Brasília na sexta-feira (dia 25).
O tradicional fórum, realizado nos Alpes Suíços, reúne todos os anos lideranças mundiais, políticos, banqueiros e investidores. O objetivo é discutir temas econômicos e desenvolvimento.
AGENDA DE MOURÃO – Segundo a assessoria de Mourão, durante seu período no exercício da Presidência, ele viajará terça-feira (21) ao Rio de Janeiro para participar da cerimônia de passagem de comando do Segundo Regimento de Cavalaria de Guarda (RCG). A solenidade está marcada para as 11h. O retorno a Brasília está previsto para o mesmo dia a Brasília.
Nos dias seguintes, Mourão cumprirá agendas no Planalto. Os compromissos ainda serão repassadas pelo gabinete de Bolsonaro. Ainda de acordo com a assessoria, não há previsão de despacho de nenhuma medida administrativa, como decretos e atos normativos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A viagem a Davos será um alivio para Bolsonaro, apesar de o assédio da imprensa continuar. Mourão vai ficar esses dias na Presidência depois volta a assumir por 15 dias, logo em seguida, quando Bolsonaro for fazer a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia. (C.N.)

Moro silencia e o general Augusto Heleno diz que não vai se meter “nesse negócio”


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Moro e os demais ministros já estão fugindo dos jornalistas
Vinicius SassineO Globo
O agravamento da crise envolvendo o filho primogênito de Jair Bolsonaro vem incomodando o núcleo militar mais próximo ao presidente. Entre esses militares, a expectativa é por uma explicação convincente por parte do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), suspeito de recebimentos irregulares em conta bancária.
Enquanto as explicações não aparecem, o Palácio do Planalto estabeleceu uma ordem de silêncio, numa tentativa de blindar Bolsonaro pai. O silêncio se estende ao Ministério da Justiça: Sergio Moro submergiu e não comenta as suspeitas que recaem sobre Flávio e o ex-assessor e ex-motorista Fabrício Queiroz.
JUDICIALIZAÇÃO – A escalada da crise ganhou novos elementos ao longo da semana. Ganhou outros contornos desde a iniciativa de Flávio de judicializar a questão no Supremo Tribunal Federal.
 Primeiro, o ministro do STF Luiz Fux, em plantão e atendendo a pedido do senador eleito, decidiu suspender a investigação tocada pelo Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro. A decisão final sobre a instância onde o inquérito tramitará caberá ao ministro Marco Aurélio, relator da reclamação movida pela defesa de Flávio. Ele já indicou que deve decidir no sentido de o procedimento continuar com o MP local.
Depois, o “Jornal Nacional”, da TV Globo, revelou trechos de um novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), com apontamentos sobre movimentações suspeitas em conta bancária de Flávio Bolsonaro.
R$ 7 MILHÕES – Conforme o relatório, 48 depósitos em espécie foram feitos na conta entre junho e julho de 2017, somando R$ 96 mil . Os depósitos se concentraram num terminal de autoatendimento da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Em um dos dias analisados, por exemplo, foram feitos dez depósitos de R$ 2 mil cada num intervalo de cinco minutos. Os registros da movimentação suspeita podem apontar para a prática em que parlamentares retêm parte dos salários de seus assessores.
Neste domingo, O Globo mostrou a extensão das transações de Queiroz em três anos . O ex-assessor e ex-motorista movimentou R$ 7 milhões no período, conforme registros do Coaf. Até então, o que se sabia era que Queiroz havia movimentado R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Na movimentação, R$ 24 mil em cheques foram depositados na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. O depósito foi o pagamento por um empréstimo a Queiroz, segundo o presidente Bolsonaro.
SEM EXPLICAÇÕES – Até agora, Flávio não deu explicação para a movimentação de R$ 1,2 milhão; para a movimentação de R$ 7 milhões em três anos; e nem para os depósitos fracionados em sua conta bancária, somando R$ 96 mil em um mês.
Neste domingo, o general mais próximo a Bolsonaro, o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), disse ao GLOBO que não vai se “meter nesse negócio”, em relação às revelações já feitas no caso envolvendo Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz:
– Isso não é um problema meu. Eu não vou me meter nisso, não falo sobre isso. Não vou me meter nesse negócio.
Moro silencia – O ministro da Justiça, Sérgio Moro, também foi procurado pela reportagem para comentar suas impressões sobre o caso:
– Sem comentários – limitou-se a dizer diante das perguntas feitas.
Bolsonaro embarca neste domingo para Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial. Estará na companhia de Moro, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do chanceler Ernesto Araújo. Diante do agravamento da crise envolvendo o filho mais velho do presidente, o Planalto decidiu que Bolsonaro não dará uma entrevista coletiva à imprensa em Davos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Na viagem até Davos, o que será conversado no avião presidencial? A imprensa mundial está aguardando e não vai deixar barato. O cancelamento da entrevista só vai aumentar o assédio. (C.N.)

Não me assusto com essa crise; se Bolsonaro sair, assume um general e toca o governo.


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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Antonio Carlos Fallavena
Não vou debater sobre os conhecimentos e experiência de Olavo de Carvalho. Assisti e tenho em meus arquivos vários videos com matérias, informações interessantes, de temas que acompanho, feitas por Olavo de Carvalho. Agora, é alguém que não tem o mínimo controle nas palavras. Isto sem contar com a “fumaça” e o cigarro, permanentemente entre dedos. O pulmão é dele e o ambiente também. Já fumei, mas nunca fiz do meu vício de então um palco de publicidade para cigarro.
Utiliza expressões chulas, de baixo calão, por demais. Um palavrão bem colocado dá um efeito quando se quer chamar a atenção. Mas palavreado chulo a todo momento é falta de educação!
VIAGEM À CHINA – A primeira coisa que pensei, quando soube da viagem: quem pagou ou pagará? Algum deputado usando verba pública? Foram à China passear às custas do governo chinês? Não pode? Estão faltando ao emprego? Vão vender o país? Vão fechar negócios? Quanta bobagem…
Olhem aqui, tudo está armado contra Bolsonaro! As irresponsabilidades dos filhos de Bolsonaro são dele; os deputados do partido são dele; a facada que levou não foi atentado, foi facada como de briga de boteco, pois tem gente que continua pregando que foi uma farsa; e cuidado, há quem diga que estão preparando um golpe contra o presidente…
Eu já não me preocupo muito com isto. Se Bolsonaro sair, assume um general. E tenham a certeza que o buraco será muito mais embaixo. E se tentarem avacalhar mesmo, ai chegaremos onde muito brasileiro, certamente a maioria, queria: fecha tudo e joga a chave fora!
MUITO EXAGERO – Não pode deixar passar em branco coisas erradas. Agora, bater em tudo, cobrar tudo de uma vez só e esperar que Bolsonaro e sua equipe de ministros resolvam os problemas em alguns dias é comportamento que chega a ser patético.
Cobrar não é destruir. E não nos esqueçamos de que ladrões, corruptos e vigaristas não tem o direito de cobrar nada. O PT e seus acolherados não têm moral nenhuma para abrir a boca, que dirá criticar os outros.
E o Olavo de Carvalho que fique fumando o dia inteiro!
COBRANÇA DEMAIS – Tudo é cobrado do Bolsonaro. Até parece que ele é donos de todos: filhos, mulher etc. Eu pergunto: o que Bolsonaro pode fazer? Bater nos filhos e na mulher? Mandar prender o filho e a mulher? Tirar o mandato do filho e o título de primeira-dama de sua mulher? Ir para a mídia defendê-los ou difamá-los? Chamar a polícia e mandar prendê-los? Deserdá-los?
Seria interessante que junto com a crítica, que também eu faço pois não estou contente com alguns encaminhamentos do governo, dissessem o que ele deveria fazer. Tenho certeza que sairão coisas do arco da velha.
Falta qualidade ao governo. Falta qualidade ao presidente. E isto comprova o que digo faz muito anos: falta qualidade à democracia e ao eleitor brasileiro. E se nada for feito para melhorar, quem sabe o que este eleitorado idiota fará na próxima eleição.

Se a moda pegar em Jeremoabo a ex-Anabel irá devolver à União no mínimo R$ 36 mil reais.


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O juiz federal Pablo Baldivieso, da Vara Única de São Raimundo Nonato, condenou o ex-prefeito de Coronel José Dias, José Alencar Pereira, e o ex-vice-prefeito, Expedito Rodrigues do Nascimento, a ...














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Documento indica cortes na Corregedoria da Receita Federal

Sábado, 19 de Janeiro de 2019 - 19:00


Documento indica cortes na Corregedoria da Receita Federal
Foto: Reprodução / TV Globo
Um memorando da Corregedoria da Receita Federal faz críticas a cortes de cargos feitos pelo governo federal no órgão. De acordo com informações do G1, documento relata que a decisão pode comprometer o trabalho de combate à corrupção.

O texto assinado pelo corregedor da Receita Federal, José Pereira de Barros Netto, reclama de um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro no início do ano que altera a estrutura do órgão. Em nota, a Receita Federal diz que há apenas "simulações de cenários" e aponta que as alegações sobre "fragilidade no combate à corrupção" representam "ilações desprovidas de qualquer fundamento".

Segundo Barros Netto, ele tomou conhecimento de uma proposta de alteração do decreto que indica o corte de cinco dos dez escritórios da Corregedoria da Receita. A mudança foi negada pelo governo.
Bahia Notícias

Pesquisa com aliados indica que Rodrigo Maia não irá se eleger no 1° turno

Domingo, 20 de Janeiro de 2019 - 09:00


Pesquisa com aliados indica que Rodrigo Maia não irá se eleger no 1° turno
Foto: Reprodução / EBC
Aliados de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ouviram 329 deputados eleitos sobre as eleições da Câmara e constataram que o atual presidente, que tentará a reeleição, tem a maioria dos votos. Cerca de 55%, como publicou o jornal Estado de S.Paulo. 

A margem da pesquisa foi boa, porém ainda está longe dos 257 necessários para que Maia consiga se eleger em 1º turno. 

Pelos cálculos do grupo de Maia, Fábio Ramalho (MDB-MG) tem 16% dos votos dos 329 deputados ouvidos e Arthur Lira (PP-AL), 5%. A preocupação é que se a disputa for mesmo para o 2.º turno, serão todos contra Maia.

No dia 1º de fevereiro, após a cerimônia de posse, será realizada a sessão para a eleição dos integrantes da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para o biênio 2019-2021
Bahia Notícias

Militares já se espalham por 21 áreas do governo, de banco estatal à Educação

Domingo, 20 de Janeiro de 2019 - 10:20


por Rubens Valente | Folhapress
Militares já se espalham por 21 áreas do governo, de banco estatal à Educação
Foto: Reprodução / EBC
Os militares nomeados ou prestes a serem nomeados já passam de 45 no governo de Jair Bolsonaro, espalhados por 21 áreas: da assessoria da presidência da Caixa Econômica ao gabinete do Ministério da Educação; da diretoria-geral da hidrelétrica Itaipu à presidência do conselho de administração da Petrobras.

O Exército, do qual vieram o presidente e seu vice, Hamilton Mourão, tem maioria entre os membros do governo: eram 18 generais e 11 coronéis da reserva até esta sexta (18) - o número cresce a cada dia.

Militares agora comandam o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), a Superintendência da Zona Franca de Manaus, a presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai) e sete ministérios: Secretaria de Governo, Defesa, Minas e Energia, Infraestrutura, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Controladoria Geral da União  e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Generais da reserva ou reformados ocupam cinco cargos no comando da Secretaria-Geral da Presidência da, comandada por um civil, o advogado Gustavo Bebianno. No Ministério de Justiça do ex-juiz Sergio Moro, os militares se espalharam pela Secretaria Nacional de Segurança Pública de forma inédita desde que o órgão foi criado, em 1997. Vinculados ao secretário nacional, o general da reserva Guilherme Theophilo, estarão três coronéis - a pasta confirmou que as nomeações devem sair nos próximos dias. No gabinete de Moro, um suboficial do Exército atua como assessor técnico.

O levantamento da reportagem sobre os militares no governo não incluiu membros de forças policiais estaduais, como Polícia Militar e Bombeiros, e considerou apenas dois nomeados no Gabinete de Segurança Institucional, um órgão normalmente ocupado por militares, o ministro Augusto Heleno e o general Eduardo Villas Bôas, que até o dia 11 comandava o Exército.

A força econômica dos setores com presença militar ultrapassa as centenas de bilhões de reais. Apenas a Petrobras, maior empresa do país, teve uma receita estimada em R$ 283 bilhões em 2017.

Historiadores ouvidos pela reportagem concordam que não houve, desde a redemocratização, em 1985, uma avalanche de militares no Executivo como a atual.

A historiadora e cientista política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Heloisa Starling, que atuou na Comissão Nacional da Verdade, disse que um número tão grande de militares no Executivo é "muito pouco usual numa democracia, em especial em cargos estratégicos" e situação semelhante só foi registrada no Brasil durante a ditadura (1964-1985).

Mas ela não acredita que isso indique automaticamente "uma pretensão autoritária". "Deveríamos nos preocupar é [com o fato de] que os militares não são formados para a atividade política, mas sim para o confronto com o inimigo. A política é o oposto disso, ela amplia a capacidade de construção do consenso", disse Starling.

Para a historiadora, "não se sabe ainda como se dará a gestão administrativa num ambiente democrático de embate de ideias e críticas".

Carlos Fico, historiador da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), acredita que a maior presença de militares no governo "decorre do perfil do presidente, ele próprio militar reformado e que, como parlamentar, procurou defender causas associadas às polícias militares e aos militares propriamente dito".

"Os militares expressam, no Brasil, a onda conservadora que atinge outros países porque eles são o grupo conservador mais organizado do país. Não havia, até recentemente, um partido assumidamente de direita por aqui", disse Fico.

Para o professor, "o despreparo e a inexperiência" do grupo político de Bolsonaro também ajudam a entender a presença militar no governo, pois os militares "supostamente seriam bem preparados e conhecedores da realidade nacional".

Na terça (15), o ministro da Secretaria de Governo, o general Santos Cruz, disse não ver vantagens nem desvantagens na presença militar no governo. "A situação de militar não coloca nada demais. Coloca só mais responsabilidade, porque a gente representa uma corporação inteira."
Bahia Notícias

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