segunda-feira, janeiro 14, 2019

Governo brasileiro diz à ONU que Lula quer ‘enganá-la’ ao se dizer ‘preso político’


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Charge do Latuff (sul21.com.br)
Daniela LimaFolha/Painel
O governo brasileiro fez uma defesa enfática da atuação de Sergio Moro e da Lava Jato em documento enviado à ONU contra ação movida pelo ex-presidente Lula no organismo internacional. A peça apresentada ao Comitê de Direitos Humanos afirma que o petista pretende “confundir e enganar” o colegiado ao apontar direcionamento da Justiça e diz que a alegação de perseguição política “é uma afronta às instituições”. O texto sustenta que a acusação de parcialidade de Moro é infundada.
Lula recorreu à entidade dizendo ser vítima de um processo parcial e injusto. As alegações do Brasil foram enviadas à ONU em novembro de 2018. No dia 1º daquele mês, Moro anunciou que aceitaria o convite de Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça.
DIZ LULA – O ex-presidente diz que seus direitos constitucionais, como liberdade de expressão e de exercício político, estão sendo infringidos. O governo brasileiro refuta. Afirma que o petista “falta com a seriedade” ao alegar perseguição e lembra que a Lava Jato atingiu “pessoas de diferentes espectros partidários”, citando Aécio Neves (PSDB) e Sérgio Cabral (MDB) como exemplos.
Na peça apresentada à ONU, o Brasil reconhece a jurisdição do comitê e reafirma o seu “comprometimento com o Sistema das Nações Unidas”. Mas eventual decisão favorável à Lula não deve ser acatada pelo governo Bolsonaro, avaliam aliados do petista. O caso deve ser julgado em março.
CONTESTAÇÃO – Os advogados Cristiano Zanin Martins, Valeska Teixeira e Geoffrey Robertson vão apresentar uma contestação à resposta do Brasil em fevereiro. Eles alegam que há “um fundamentalismo exacerbado” no entendimento sustentado pelas autoridades locais.
E a Frente Brasil Popular vai se reunir no dia 29 para planejar atos contra o governo Bolsonaro. A primeira grande mobilização está programada para 8 de março, dia Internacional da Mulher.
Há, porém, a expectativa de que talvez seja preciso ir para as ruas antes, principalmente se o presidente Bolsonaro cumprir a promessa de apresentar o texto da reforma da Previdência até fevereiro.

Enfim são encontrados os carros de Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro



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Queiroz, “um cara de negócios”, alega vender carros usados
Cecília Olliveira e Tatiana DiasThe Intercept 
Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, se define como “um cara de negócios”. Além de seu salário de R$ 23 mil, ele diz que faz dinheiro comprando e revendendo carros. “Sempre fui assim. Comprava um carrinho, mandava arrumar, revendia”, corado e bem humorado, em entrevista bastante dócil ao SBT em dezembro – a primeira desde que estourou o escândalo sobre uma movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão em sua conta bancária, que incluiu um cheque de R$ 24 mil à primeira dama Michelle Bolsonaro.
Embora goste tanto de fazer negócios com carros, o velho amigo da família Bolsonaro parece não se preocupar muito com os seus – ou, claro, pode ser apenas um homem que não liga para bens materiais.
VOYAGE E BELINA – Além de morar em uma casa simples e sem acabamento e ter dois apartamentos em bairros desvalorizados na zona oeste do Rio, Queiroz tem apenas dois veículos em seu nome: um Voyage 1.0 ano 2010 e uma Belina GL ano 1986, segundo o Renajud, sistema do Conselho Nacional de Justiça que permite buscas no Registro Nacional de Veículos Automotores.
O valor dos dois carros de Queiroz, somados, não chega a R$ 25 mil, segundo a tabela Fipe. Não pagaria, nem de longe, sua internação em um dos hospitais mais caros do país, coincidentemente na mesma semana em que familiares seus deveriam prestar depoimento ao MP do Rio. Não compareceram, afinal. “Todas mudaram-se temporariamente para cidade de São Paulo” para dar apoio familiar ao patriarca, alegaram.
TEM COMPROVANTES? – Na entrevista para o SBT, ele não disse – e também, sejamos justos, não foi perguntado pela dócil repórter – se tem comprovantes desses negócios lucrativos que diz fazer, e nem se declarou as vendas para a Receita Federal. Quando um carro é vendido, o comprador tem um mês para transferir o documento para seu nome. É comum que intermediários façam essa transação antes do tempo – e, assim, repassem os veículos para quem comprou sem que isso fique registrado.
Se Fabrício Queiroz era mesmo esse tipo de intermediário, poderia explicar por que a movimentação financeira em sua conta – que ele atribui a seus negócios – costumava acontecer bem nos dias de pagamento da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Em 2016, por exemplo, era só a Alerj pagar os assessores que Queiroz recebia dinheiro, sempre em depósitos em espécie, em valores que se repetiam todos os meses.
OS DEPÓSITOS – Além disso, os depósitos eram feitos por outros assessores de Flávio e Jair Bolsonaro – inclusive por sua mulher e sua filha, Nathália, que além de receber salário como assessora de Jair Bolsonaro em Brasília também trabalhava como personal trainer de celebridades.
Flávio Bolsonaro também está driblando o MP do Rio, mas decidiu aparecer no SBT para uma “entrevista”. Ele se esquivou das denúncias e disse que “não tem como controlar o que os funcionários fazem fora do gabinete”. Falou que Queiroz precisa se explicar e que há um movimento orquestrado para atingir Bolsonaro. O senador eleito não explicou – e, de novo, não foi perguntado – sobre as movimentações de outros de seus assessores na conta do ex-motorista.
DESEMPREGADOS – Queiroz está desempregado desde 15 de outubro, quando foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro. No mesmo dia, em Brasília, sua filha, também foi exonerada da assessoria de Jair Bolsonaro. As duas demissões aconteceram no meio da campanha eleitoral, a 13 dias do segundo turno e um dia depois que saiu a primeira notícia sobre as movimentações suspeitas na conta do agora ex-assessor.
O Ministério Público do Rio de Janeiro, responsável por investigar o caso, está tentando desde dezembro ouvir o que Queiroz tem a dizer sobre seus negócios. Mas está difícil: o ex-assessor já faltou a pelo menos quatro convocações, alegando problemas de saúde. Sua mulher e filhas também foram chamadas e não apareceram. Restou ao MP tentar ouvir Flávio Bolsonaro, que também declinou – via post em sua página, no Facebook – o convite.



38 thoughts on “Enfim são encontrados os carros de Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro

    • E lá vem a pilantragem tentar justificar o próprio erro usando como álibi o erro alheio, com o qual deveriam ter aprendido e não copiado. Fala sério, confissão de culpa.
  1. O ministério público deveria ser extinto.
    É um imenso desperdício de dinheiro público.
    O MP deixou o Cabral roubar por 8 anos e não fez nada.
    Agora faz a mesma coisa com o laranja do Bolsonaro.
    O Queiroz está esculhambando de vez o MP e a polícia.
    Daqui pra frente vai ser crise todo dia no governo Bolsonaro.
    O Brasil segue firme , sendo destruído, rumo ao precipício.
  2. Na razão direta que tanto critiquei o PT, faço o mesmo neste episódio lamentável com relação ao tal de Queiroz.
    Conforme escrevi ontem ou anteontem, este cidadão reúne as características que derrubou Collor, uma ridícula camionete Fiat Elba.
    Ou se dá um jeito de levar este palhaço para depor ou, certamente, minará o governo de Bolsonaro até explodi-lo como sapatador, que tem sido este ex-assessor!
    Simplesmente ridículo e até debochado, o comportamento de Queiroz, e sem que as autoridades se imponham, complicando o início do novo governo.
    Quanto mais tempo, pior fica!

Odebrecht usava policiais militares para distribuir R$ 120 milhões em propina

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o sistema distribuiu cerca de R$ 37,9 milhões em São Paulo e R$ 81,8 no Rio de Janeiro entre 2011 e 2014.

Redação


Foto: Divulgação/Odebrecht
Foto: Divulgação/Odebrecht

A construtora baiana Odebrecht usava policiais militares para a entrega de propinas a políticos e agentes públicos em diferentes estados do país, aponta uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo a publicação, o sistema distribuiu cerca de R$ 37,9 milhões em São Paulo e R$ 81,8 no Rio de Janeiro entre os anos de 2011 e 2014.
A reportagem diz ainda que os policiais realizavam o trabalho por meio de empresas de transporte de valores. Uma delas era a Transnacional, onde eles chegavam à garagem e recebiam uma relação de endereços, recibos e senhas e saíam em carro-forte.
Pelo menos oito PMs da ativa ou aposentados atuaram na distribuição de dinheiro da Odebrecht, ganhando R$ 180 por dia de trabalho no estado de São Paulo.
Os detalhes foram passados à Polícia Federal e a procuradores e promotores de São Paulo e do Rio pelos próprios policiais e por funcionários das empresas envolvidas em uma série de depoimentos concedidos no ano passado nos inquéritos da Lava Jato.
Bahia.ba

Gleisi rebate Bolsonaro: ‘Fala mal do PT para não falar do Queiroz

Presidente da República disse que o PT é um dos partidos mais "corruptos do mundo"

Redação

Foto: Matheus Morais/ bahia.ba
Foto: Matheus Morais/ bahia.ba

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, rebateu a crítica de Jair Bolsonaro, que, ao comentar a prisão de Cesare Battisti, classificou o partido como corrupto.
“Ao invés do Bolsonaro falar tanto do PT deveria se empenhar em acertar seu governo que comete erros em série. Mas entendo, falar mal do PT é pra não falar do Queiroz, do caixa dois do Onix, das nomeações de parentes e amigos”, disse a petista.
Gleisi se referiu a Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar alvo do Coaf, que apontou movimentação suspeita de R$1,2 milhão, com repasse de R$ 24 mil à primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O presidente diz que o valor foi pagamento de um empréstimo.
Bahia.Ba

Governo defende Moro e Lava Jato e diz à ONU que Lula quer ‘enganá-la’


Governo defende Moro e Lava Jato e diz à ONU que Lula quer ‘enganá-la’
Foto: Divulgação / Alep
O governo brasileiro fez uma defesa enfática da atuação do ex-juiz federal Sergio Moro e da Lava Jato em documento enviado à ONU em novembro de 2018 contra ação movida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no organismo internacional.

No dia 1º daquele mês, Moro anunciou que aceitaria o convite de Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça. Lula recorreu à entidade dizendo ser vítima de um processo parcial e injusto.

De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, na peça apresentada ao Comitê de Direitos Humanos afirma que o petista pretende “confundir e enganar” o colegiado ao apontar direcionamento da Justiça e diz que a alegação de perseguição política “é uma afronta às instituições”. 

O texto sustenta que a acusação de parcialidade de Moro é infundada. As alegações do Brasil foram enviadas à ONU em novembro de 2018. 

O ex-presidente diz que seus direitos constitucionais, como liberdade de expressão e de exercício político, estão sendo infringidos. Já o governo brasileiro afirma que o petista “falta com a seriedade” ao alegar perseguição e lembra que a Lava Jato atingiu “pessoas de diferentes espectros partidários”, citando Aécio Neves (PSDB) e Sérgio Cabral (MDB) como exemplos.
Bahia Notícias

Cortinas de fumaça' são rotina em governos e grupo de Bolsonaro deve abusar da estratégia


por Fernando Duarte
'Cortinas de fumaça' são rotina em governos e grupo de Bolsonaro deve abusar da estratégia
Foto: Marcos Corrêa/PR
Em pouco mais de 10 dias de Jair Bolsonaro como presidente da República, o país assistiu ao uso sucessivo de “cortinas de fumaça” para tentar minimizar posições contraditórias entre o discurso do novo ocupante do Palácio do Planalto e a atuação de integrantes do governo. O recurso já era previsto na campanha, quando, ao serem levantadas polêmicas, outros assuntos menores tomavam o espaço de temas mais duros.

A estratégia pode não ser, necessariamente, consciente. Porém tem um impacto direto na percepção da população sobre o comportamento do governo. Os filhos do presidente, Flávio, Carlos e Eduardo, são experts nesse processo, porém a ministra Damares Alves, o chanceler Ernesto Araújo e até a esposa do ministro Sérgio Moro, Rosângela, cumpriram bem o papel de criar “notícias” que interrompiam ciclos de informações negativas que atingiriam Bolsonaro.

Como era esperado, o governo começou com bate-cabeças, a exemplo da saída do dirigente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e as demissões em massa de Onyx Lorenzoni, que provocaram o congelamento dos processos de exonerações e contratações da própria Casa Civil. Parte disso é resultado da falta de experiência dos principais atores no Executivo, aliada a certo grau de imaturidade que provoca o tratamento da gestão do país como uma extensão do quintal de casa.

Porém não pararam de surgir embates entre o discurso e a prática da equipe do governo. Desde a ascensão meteórica do filho do vice-presidente, Hamilton Mourão, no Banco do Brasil, à indicação de um amigo pessoal de Bolsonaro para um função-chave na Petrobras. Não é o caso do simplismo de “não nomear inimigos”, como pregam aliados governistas. São, basicamente, as limitações impostas quando se chega a uma função de poder, que acaba afetando todos a volta – não apenas aqueles que estão nos cargos.

Há uma grande diferença quando se fala da chegada de Bolsonaro ao Planalto que ainda não pode ser exatamente mensurada. Como o personagem dele emergiu e se consolidou nas redes sociais, o presidente da República conta com um exército de defensores que preferem ser mais flexíveis com atos moralmente questionáveis do que em outros governos. Não que não tenha acontecido com figuras como Luiz Inácio Lula da Silva, para citar um exemplo do lado completamente oposto no posicionamento político. Apenas aparece mais acirrado ou, ao menos, mais perceptível.

Também é interessante lembrar que não apenas o governo federal vai usar desse artifício de tentar mudar o foco quando o assunto é potencialmente negativo para quem ocupa os espaços de poder. Tal estratégia vai aparecer também com o governador da Bahia, Rui Costa, e com o prefeito de Salvador, ACM Neto. Ela é parte da construção da imagem pública de um político e não há nada de errado nisso. O desafio é identificar quando essas “cortinas de fumaça” escondem mais do que temas espinhosos. Afinal, onde há fumaça, há fogo.

Este texto integra o comentário desta segunda-feira (14) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM, Clube FM e RB FM.
Bahia Notícias

Rui nega que Brasil vive estado de exceção e defende ‘autonomia’ da Venezuela

Segunda, 14 de Janeiro de 2019 - 07:40


por João Brandão / Rodrigo Daniel Silva
Rui nega que Brasil vive estado de exceção e defende ‘autonomia’ da Venezuela
Foto: Reprodução / GloboNews
O governador Rui Costa (PT) negou, na manhã desta segunda-feira (14), que o Brasil vive um estado de exceção, como defende o seu partido, e advogou que seja respeitada a “autonomia” da Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro é considerado um ditador.

“Não acho que o país vive estado de exceção, embora estamos vendo pessoas serem condenadas sem base de provas. Lula é um dos. [Mas isso] não significa que estamos em estado de exceção. Não questiono a eleição brasileira. Quem ganhou tem que governar”, pontuou, ao se colocar a disposição para ajudar o governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Sobre a ditadura de Maduro, Rui afirmou que “os povos têm autonomia definir seus caminhos”. “Não considero que temos o direito de julgar como [as coisas] devem ocorrer em outros países. A China não tem eleição no jeito que nós temos. Estados Unidos têm eleição indireta. [...] Temos que respeitar a Constituição dos outros países”, pontuou, em entrevista a GloboNews.
Bahia Notícias

Para vencer as facções, o Brasil precisa adotar a política penitenciária usada no Japão


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No Japão, guardas e funcionários usam máscaras cirúrgicas
Carlos Newton
No domingo, a Polícia encontrou meia tonelada de explosivos num depósito clandestino em Fortaleza. No sábado, as facções já tinham explodido uma torre de transmissão de energia e uma concessionária de veículos em Fortaleza. Essa realidade demonstra que o país está em guerra, atacado por facções criminosas que agora vêm se unindo para enfrentar a chamada sociedade organizada, que na verdade está totalmente desorganizada.
A primeira providência a ser tomada é uma mudança rigorosa no combate à criminalidade, para enfrentar as grandes facções que hoje dominam os presídios brasileiros.
COMO FAZÊ-LO? – O governo federal e os estaduais demonstram não ter a menor noção de como equacionar o problema. E sempre arranjarão justificativas tipo não há recursos, as penitenciárias estão superlotadas, a polícia prende e a Justiça solta, é muito difícil evitar o contrabando de armas, o desemprego leva ao crime, o sistema educacional está falido, e por aí em diante.
Para enfrentar tão grave questão, o governo precisa partir de fatos concretos, que possam nortear as providências. E a primeira constatação a ser levada em conta é que o problema não é que a polícia prende e a Justiça solta. Esse argumento é furado, as delegacias e cadeias estão cheias de integrantes das facções da vida. Aliás, se tantos líderes não estivessem presos, os presídios não estariam dominados por eles.
PERICULOSIDADE – Partindo dessa premissa real e incontestável, a principal e óbvia providência é dividir os presos: os de menor periculosidade devem ficar em prisões dormitórios, com possibilidade de trabalhar internamente ou fora.
Os mais perigosos, que participam dessas organizações criminosas, devem ficar em presídios de segurança máxima, sem a menor regalia, no estilo japonês, que já mostrou que dá certo e venceu a mais sanguinária máfia do mundo – a Yakuza, muito mais organizada e perigosa do que as facções brasileiras.
Somente um sistema de absoluto rigor pode impor a ordem nos presídios brasileiros. E já destacamos diversas vezes aqui na “Tribuna da Internet” a excelência do modelo japonês, até porque não existe alternativa.
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Os presos têm de ficar o tempo todo olhando para baixo
MODELO JAPONÊS – No rigoroso sistema carcerário que o Japão teve de adotar, os agentes penitenciários e os funcionários dos presídios, inclusive autoridades e visitantes – todos trabalham e circulam usando máscaras de cirurgia, para não serem reconhecidos. Os presos não podem olhar para os rostos dos agentes penitenciários e funcionários. Se o fizerem, vão para a solitária.
O motivo é simples – a dominação dos presídios pelas facções começa justamente com a cooptação dos agentes penitenciários. O esquema é simples e funciona da seguinte forma. Quando o agente penitenciário sai de casa, a mulher (ou parente) recebe um telefonema ameaçador, nesses termos: “Seu marido saiu agora, de camisa azul… Daqui a pouco, você vai levar o menino ao colégio. Se não cooperarem, vamos matar todos vocês”.
É assim que os agentes são obrigados a se tornarem cúmplices, passando a levar drogas, bebidas, celulares e armas para dentro dos presídios, como já se constatou em praticamente todos os presídios brasileiros.
É POSSÍVEL – Por óbvio, é complicado preservar a identidade dos agentes e funcionários penitenciários, mas o Japão conseguiu fazê-lo e se livrou da Yakuza. Aqui no Brasil, todo criminoso de alta periculosidade deveria cumprir pena no modelo japonês. Já os condenados de baixa periculosidade ficariam em colônias agrícolas ou de prestação de serviços, trabalhando em oficinas para manutenção de veículos públicos, aparelhos de ar condicionado e móveis, ou saindo para reformar escolas e repartições públicos, assim como para fazer obras nas ruas.
É a única maneira de enfrentar organizações poderosas que reúnem milhares de criminosos, como existem no Brasil. Em cada Estado, precisa haver uma penitenciária modelo japonês para os líderes das facções e criminosos perigosos.  E o resto dos presídios passariam a operar como oficinas ou cadeias dormitórios, diminuindo custos para o sistema penitenciário. Mas quem se interessa?
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P.S.
 1 – Quanto à segurança pública, não há alternativa. É preciso  agir com tolerância zero, aumentando as penas para quem porta armas privativas das Forças Armadas e Polícias, como fuzis, metralhadoras e granadas, sem falar no uso de explosivos, que está em moda em todo país, nos assaltos a caixas eletrônicas.
P.S. 2 – E realmente devem ser “abatidos” os criminosos que estiverem com armas pesadas em punho. Na época em que vivemos, de universalização dos celulares, não há mais inocentes. Todas as pessoas, inclusive os menores que estão na adolescência, já sabem distinguir entre o bem e o mal. (C.N.)

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