sexta-feira, janeiro 11, 2019

Chefes militares deviam se envergonhar de defender privilégios na Previdência


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Charge do Alpino (Yahoo Brasil)
Carlos Newton
A gente não pode elogiar. Foi só escrever aqui na “Tribuna da Internet” que o general Fernando Azevedo e Silva era um dos destaques positivos do governo Bolsonaro que o ministro da Defesa pôs logo tudo a perder, ao defender os privilégios dos militares na reforma da Previdência.
“PROTEÇÃO SOCIAL” – Disse o ministro, diante do presidente da República e da nata das Forças Armadas, que os militares têm “sistema de proteção social” e não um regime previdenciário, devido “às peculiaridades da nossa profissão, que as diferenciam das demais, fundamentando a necessidade de um regime diferenciado, visando assegurar o adequado amparo social aos militares das forças armadas e seus dependentes”.
Meu Deus, aonde estão os militares de verdade, aqueles que colocavam a pátria acima de tudo? Hoje os militares parecem curvados ao Deus Dinheiro, de olho no contracheque e na aposentadoria, que eles chamam de reserva, como se fossem entrar em campo a qualquer momento.
“PROTEÇÃO SOCIAL” – Na cerimônia desta quarta-feira, após assumir a função, o novo comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, disse concordar com a posição do Ministério da Defesa sobre um regime diferenciado para militares.
“A posição da Marinha é a posição do ministério da Defesa. Não temos previdência, nós temos um sistema de proteção social dos militares. É impróprio mencionar a palavra previdência do ponto de vista técnico”, disse Ilques.
Quer dizer que inventaram o neologismo “proteção social”, para tirar os militares da reforma da Previdência, embora sejam justamente eles os que mais consomem recursos do INSS?
JUSTIFICATIVA – O mais inacreditável foi a justificativa que o novo comandante da Marinha encontrou “para a diferenciação”, ao ressaltar como especificidades da carreira “a prontidão” e a boa saúde física.
Ora, se os militares merecem “proteção social”, o que dizer dos policiais civis e militares, dos bombeiros e dos agentes penitenciários que morrem a serviço da população? E as equipes médicas que lidam com todo tipo de doença transmissível? E os mergulhadores, recordistas mundiais que arriscam a vida nos campos da Petrobras e nem são empregados da estatal, recebem baixos salários como “terceirizados”?
Se os militares ocasionalmente fazem “prontidão”, esses outros heróis anônimos brasileiros – entre tantas profissões de risco – marcam presença 24 horas por dia, 365 dias ao ano, para servir ao povo.
PLÁCIDO E ALVIM – O Brasil tem muitos heróis esquecidos. Tenho veneração por dois deles: o major Plácido de Castro e o médico Álvaro Alvim. O ex-oficial liderou aos 27 anos  a revolução dos seringueiros que conquistaram o Acre para o Brasil, derrotando sozinhos o Exército e a Marinha da Bolívia, porque o governo brasileiro era contra a revolta e os militares não podiam apoiá-los.
Se Plácido de Castro não tivesse agido contra os interesses dos Estados Unidos e do Reino Unido, que haviam arrendado o Acre através do Bolivian Sindicate, possivelmente a Amazônia seria hoje anglo-americana. Mas quem se interessa?
Quanto ao dr. Álvaro Alvim, foi o grande médico que introduziu o Raio-X no Brasil e teve amputadas as duas mãos, de tanto tirar radiografias dos pacientes para salvar-lhes as vidas.
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P.S. 
– Lembrando heróis como Plácido de Castro e Álvaro Alvim, fico com a ligeira impressão de que já não se fazem mais brasileiros como antigamente. Que as almas deles nos iluminem e nos deem capacidade de aturar os brasileiros de agora. (C.N.)


Reforma da Previdência ficou caótica e agora exige um amplo debate nacional


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Charge do Bruno Galvão (Arquivo Google)
Pedro do Coutto
É questão complexa, envolvendo dezenas de ideias diferentes para cada uma de suas etapas. Nas edições de ontem, ganharam destaque a reportagem de O Globo assinada por Marcelo Correa, Manoel Ventura e Daiane Costa, que indica um caminho alternativo colocado pela equipe de Paulo Guedes, que cogita no sistema da capitalização, mas restrito aos trabalhadores da classe média.
Como o salário médio brasileiro é de 2.300 reais, torna-se difícil identificar qual o indicador a ser aplicado na classe média. Essa posição tende a considerar classe média aqueles que ganham acima de 4000 reais por mês.
RENDA INDIVIDUAL – Mas esse patamar refere-se à renda individual, não incluindo os familiares e as despesas pessoais. Esta colocação revela que o projeto vai abranger 32 milhões de aposentados e pensionistas na medida em que no país 1/3 da mão de obra ganham o salário mínimo.
Com uma renda baixa assim, a capitalização espontânea no Brasil dificilmente se viabilizaria. Porque deve-se reconhecer que no Brasil praticamente 60 milhões de pessoas encontram-se com suas dívidas em atraso.
A Folha de São Paulo publica reportagem de Thiago Resende e Gustavo Lírio colocando no palco do debate a ideia contida no anteprojeto que exclui o afastamento de trabalhadores por doença no seu respectivo cálculo para aposentadoria. Para que esse ponto fique claro, o afastamento por doença provavelmente seria calculado para reduzir a respectiva aposentadoria.
E OS MILITARES? – Além disso, surgiu a questão dos militares, que se pronunciaram contra qualquer modificação em seu sistema de seguro. Reportagem de Idiana Tomazzelli, O Estado de São Paulo, destaca a questão mostrando que o déficit no setor militar vem crescendo mais que o do INSS.
Como se constata, a confusão é geral, sobretudo porque há situações nevrálgicas em cada grupo social e também em cada profissão. Para se ter uma ideia de como questões sociais são complicadas e muitas vezes trafegam por estradas diferentes, não custa lembrar que a CLT de 1943 possui 676 artigos, espaço muito grande para qualquer debate nela contido. Falo em artigos da CLT mas devo acrescentar um número enorme de parágrafos e alíneas. Mas esta é outra questão.
O fato central do processo de reforma da Previdência é que está se destacando a visão do lado empresarial. Seria bom que os trabalhadores e funcionários públicos, através de seus sindicatos e associações participassem da discussão.

Flávio Bolsonaro recusa-se a depor e quer uma cópia do inquérito sobre Queiroz


Deu no Estadão
Ao justificar sua ausência em depoimento previsto para esta quinta-feira, dia 10, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que pediu ao Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro uma cópia do inquérito que investiga seu ex-assessor, Fabrício Queiroz. A declaração foi publicada por meio de sua conta pessoal no Facebook.
O parlamentar afirma não ter tido acesso aos autos, e que foi notificado do convite da Promotoria do Rio no dia 7. “No intuito de melhor ajudar a esclarecer os fatos, pedi agora uma cópia do mesmo para que eu tome ciência de seu inteiro teor”.
COMPROMISSO – “Ato contínuo, comprometo-me a agendar dia e horário para apresentar os esclarecimentos, devidamente fundamentados, ao MP/RJ para que não restem dúvidas sobre minha conduta”, afirmou.
O senador ainda disse que ‘não pode ser responsabilizado por atos de terceiros, como parte da grande mídia tenta, a todo custo, induzir a opinião pública’.
A investigação mira movimentação atípica de R$ 1,2 milhão atribuída pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) ao ex-assessor do parlamentar quando ele ainda ocupava cargo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O documento foi anexado pelo Ministério Público Federal à investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, realizada no mês passado e que levou à prisão dez deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Flávio Bolsonaro tentará embromar o Ministério Público enquanto puder, mas a investigação vai prosseguir. O sigilo da família Queiroz vai ser quebrado e o problema vai se agravar, mas o senador Flávio Bolsonaro só poderá ser processado no Supremo, devido ao foro privilegiado. Como o STF dificilmente condena algum parlamentar, especialmente filho de presidente, ele terá oito anos de perdão, pelo menos. Durante todo esse tempo, vai culpar a imprensa e se dizer perseguido político, igual a Lula e ao filho do general Mourão. (C.N.)

Mourão diz que a promoção do filho no BB não lhe causou constrangimento


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Mourão reafirma que seu filho teve promoção merecida
Deu no Estadão
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que, se pudesse, levaria o filho Antônio Hamilton Rossell Mourão para trabalhar ao seu lado no Palácio do Planalto. A promoção do filho do general para assessor especial da presidência do Banco do Brasil, com um salário de R$ 36,3 mil – o triplo do atual -, causou polêmica no governo.
“Eu não tive nada a ver com isso, o presidente do banco (Rubem Novaes) o convidou para ser assessor. Aí, é óbvio que lá dentro o sindicalismo bancário se revolta. São coisas da vida”, afirmou Mourão, ao lembrar que Rossell Mourão completará 19 anos no banco.
SEM CONSTRANGIMENTO – Questionado se a situação causava algum tipo de constrangimento, o general respondeu: “Para mim, não. Não é por ser meu filho, mas ele é um profissional extremamente qualificado. Se eu pudesse, o teria aqui na minha equipe”.
Mourão admitiu problemas na comunicação do governo, mas disse que as divergências entre os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) estão superadas. “O Paulo e o Onyx já trocaram beijinhos e está tudo certo”. 
A promoção de seu filho no Banco do Brasil não contraria o discurso de campanha sobre fim de privilégios e da influência política nas nomeações?Se o meu filho fosse um camarada de fora do banco, seria algo totalmente fora, apesar de ser permitido, porque o presidente tem cargos de livre provimento. Em fevereiro, (seu filho) completa 19 anos (de banco). Não tive nada a ver com isso, o presidente do banco o conheceu em uma apresentação e o convidou para ser assessor. É óbvio que lá dentro o sindicalismo bancário se revolta com determinadas coisas. São coisas da vida.
E ele continua no cargo?Sim. Não vai ceder.
Isso não criou algum tipo de constrangimento para o sr.?Para mim, não. Não é por ser meu filho, mas ele é um profissional extremamente qualificado. Se eu pudesse, o teria aqui na minha equipe.
Como o sr. avalia o desencontro de informações no governo, nos últimos dias, em relação ao aumento do IOF e à reforma da Previdência? Houve bate-cabeça?Não acho que tenha havido bate-cabeça. Tem esses primeiros dez dias, que é o momento de conhecer as coisas. Até porque essa transição não ocorre da forma como a gente faz nos nossos quartéis, porque aí você pega e bota o novo comandante sentadinho, cada um fala, vai lá, expõe. Aqui você traz uma equipe, muitos não têm experiência na administração… Então, isso é normal. Não teve prejuízo.
Mas na segunda-feira o sr. e o general Augusto Heleno (do Gabinete de Segurança Institucional) foram convocados para ajudar na tarefa de afinar o discurso entre os ministros Onyx e Paulo Guedes.Não houve essa convocação. Na segunda-feira, como tinha a posse dos bancos estatais, o presidente reuniu no gabinete os presidentes de bancos e obviamente estavam o Paulo Guedes, o Onyx, eu e o Heleno. Houve uma conversa informal, mas não teve essa escalação por parte do presidente para afinar o discurso. O Paulo e o Onyx foram almoçar juntos, já trocaram uns beijinhos e está tudo certo. Esse episódio está superado. Em qualquer equipe volta e meia existem opiniões diferentes. Compete ao líder maior dizer: ‘Meninos, ou meninas, vamos nos acertar’.
Na campanha, o sr. disse que a comunicação do governo era ruim. Como resolver esse problema? 
O presidente está buscando um porta-voz e ainda não encontrou. Vocês sabem que o salário para um porta-voz é igual àquele do Chico Anysio na Escolinha do Professor Raimundo (faz o gesto juntando o polegar e o indicador): ‘E o salário, ó!’. Fica difícil encontrar alguém que tenha boa conexão com a imprensa. 
O ministro Onyx disse que faria um “revogaço” de medidas, mas até agora não foi anunciado nada. Houve erro de comunicação?Para fazer o “revogaço”, você tem de pegar as medidas que foram colocadas nos últimos dois anos. Pega uma equipe de cinco, seis pessoas e se debruça para ver o que pode e o que não pode valer. Isso leva tempo. A burocracia estatal não é fácil desde o Império (risos).
A decisão da Casa Civil de exonerar 320 servidores não emperrou a máquina? O sr. vai “despetizar” a Vice-Presidência?A Vice não existia. Quando o presidente (Michel) Temer assumiu a Presidência, quem estava aqui foi com ele. Sobrou meia dúzia de gatos pingados.
O ex-assessor Fabrício Queiroz, que trabalhava para Flávio Bolsonaro, não deu todas as explicações da movimentação considerada atípica pelo Coaf. Isso não cria dificuldade para o governo?Acho que não. O problema é o Queiroz. Ele tinha um dinheiro na conta e tem de explicar por que aquelas pessoas depositavam para ele. Para o governo, a única conexão era o dinheiro que foi para a conta da primeira-dama (Michelle Bolsonaro), que o presidente disse que era pagamento de empréstimo. Então, para mim, morta a cobra.
O PSL, de Bolsonaro, anunciou apoio à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à reeleição para a presidência da Câmara. O governo terá lado nessa disputa?O presidente não quer ter um lado nessa disputa. É um jogo político-partidário. Teremos de tratar com quem for eleito e tem de ser na base republicana.
E como o sr. vê a disputa pelo comando do Senado com a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL), que é próximo do PT?Não vou emitir juízo de valor. Nunca conversei pessoalmente com ele.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Quando inventaram a gravação de áudio, o filósofo britânico Bertrand Russell previu que o equipamento iria desmoralizar muitos políticos, que não mais poderiam mentir impunemente, como ocorreu com Nixon sobre Watergate. Aqui no Brasil a vítima mais recente é o general-vice Hamilton Mourão, que mentiu desavergonhadamente sobre “perseguições” sofridas pelo filho, que curiosamente também se chama Russell, mas nada tem de Bertrand. (C.N.)

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Intervenção federal na Bahia não é verdade, afirma Procuradoria Geral do Estado




Petrobras é a petroleira de maior potencial de crescimento e não precisa vender ativos


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Em 2006, a Petrobras produzirá 5,1 milhões de barris/ dia
Claudio OliveiraSite da Aepet
A revista Exame publica anualmente (Maiores e Melhores) a relação das maiores empresas brasileiras considerando suas receitas. Neste levantamento a maior empresa brasileira é destacadamente a Petrobras, a segunda maior empresa é a BR Distribuidora, a terceira maior empresa é a Ipiranga, a quarta maior empresa é a Raizen (união da Cosan coma Shell). A Vale é só a quinta maior.
Se a BR Distribuidora sair do mercado um cartel será estabelecido e o consumidor brasileiro pagará a conta. Além de Ipiranga e Shell a Total também deverá participar do butim e já está se preparando para isto tendo feito recentes aquisições em Minas Gerais.
AUSÊNCIA NA CÂMARA – No último mês de dezembro aconteceu uma audiência pública na Câmara Federal para debater a privatização das refinarias da Petrobras. Convidada, a administração da Petrobras não compareceu e nem enviou representante, frustrando a todos. Eles sabem que os e informações a serem exibidos são provas contra eles mesmos. E os Planos de Negócios e Gestão – PNGs são manipulados para esconder os fatos
À partir da administração de Pedro Parente, os PNGs da Petrobras passaram a camuflar as perspectivas futuras da empresa em termos geração de caixa.
NO PRÉ-SAL – Os maiores investimentos da história da Petrobras foram feitos no período 2010/2014 (mais de US$ 200 bilhões), a grande maioria no pré-sal. Como o prazo de maturação dos projetos na área de petróleo é em torno de 8/10 anos, só agora estes investimentos começam a gerar seus frutos.
A atual administração além de não exigir direito de resposta às mentiras espalhadas sobre a empresa (é conivente), procura esconder o futuro promissor da companhia. Qualquer companhia decente estaria comemorando e divulgando os fatos.
Os relatórios anuais ocupam páginas para falar da Lava Jato. Nada contra, pois todas as falcatruas tem de ser apuradas os responsáveis punidos e se possível ressarcir os prejuízos da companhia. Mas o estranho é que nem uma linha é dedicada ao futuro da empresa.
ALTA PRODUTIVIDADE – Em 1980 (há apenas 38 anos), a Petrobras produzia 200 mil barris/dia de petróleo. Hoje, cada nova unidade FPSO que entra em operação tem capacidade de produção de 180.000 barris/dia. O lançamento destes navios deveria ser comemorado com ampla divulgação. Mas isto não acontece porque a atual administração quer esconder o futuro da companhia para justificar as vendas de ativos em andamento.
Segundo previsão da ANP, em 2026 o Brasil estará produzindo 5,1 milhões de barris dia de petróleo. Somente o campo supergigante de Búzios, na área de cessão onerosa, estará produzindo 2,8 milhões de barris dia.
Os Planos de Negócio e Gestão da Petrobras não informam a geração operacional de caixa da empresa no futuro. A geração operacional de caixa vem sempre acompanhada da informação “já pagos os dividendos”. Como o valor dos dividendos não são informados, não é possível saber o volume de geração de caixa.
MANIPULAÇÃO – O Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do mundo, em recente relatório a seus clientes informou que o último PNG da Petrobras (2019/2023), esconde dividendos “adicionais” no montante de US$ 40 bilhões. No mesmo plano a Petrobras prevê venda de US$ 23 bilhões de ativos.
Para o Goldman Sachs esta informação é importante para seus clientes se posicionarem em relação às ações da empresa no mercado de capitais.
Para nós fica a pergunta: para quem deve trabalhar a Petrobras, para o mercado financeiro e a “Banca”, ou para a Brasil e seu povo?
SEM RACIOCÍNIO – O povo brasileiro perdeu totalmente sua capacidade de raciocínio. Depois de um governo do PT, que prometia moralidade e mostrou ser exatamente o contrário, envolto em todo tipo de falcatruas, principalmente na Petrobras, muitos jogaram todas suas esperanças em um novo governo do PSDB, apostando todas as fichas em Aécio Neves. Quase ganharam, mas logo vieram as gravações do Aécio, o que “tirou o chão” de muita gente.
Por outro lado, além das mentiras da mídia, o povo é constantemente bombardeado por informações de pessoas representantes dos interesses do capital estrangeiro, atuando em postos importantes do governo, alguns inclusive com interesses pessoais nos negócios da Petrobras, sem demonstrar seus reais objetivos.
IMPOTÊNCIA – Este conjunto de fatores provoca uma total apatia e sentimento de impotência por parte da população.
E o Clube Militar? Infelizmente hoje o Clube Militar está preocupado apenas com a evolução do socialismo no país, com o PT e o Lula, como se estes fossem os principais problemas de nossa nação. Não existe mais preocupação com a Petrobras como em 1947.
Atualmente, aqui e acolá, deste e daquele, ouço o lamento: precisamos de uma nova campanha “o petróleo é nosso”. Creio que antes disso precisamos de um novo general Horta Barboza.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O general Horta Barboza foi o verdadeiro criador da Petrobras. Enfrentou Juarez Távora e evitou que o setor de refino (o mais rentável) fosse entregue às multinacionais. Hoje, a Petrobras é considerada a petroleira de maior potencial de crescimento no mundo, retirando petróleo no pré-sal a 8 dólares o barril, custo só comparável a raros campos no Oriente Médio. Em 2026 o Brasil estará produzindo 5,1 milhões de barris/dia de petróleo. E se tornará um grande exportador de petróleo e derivados. Mas os privatistas não podem esperar e querem vender logo os ativos da empresa, na bacia das almas, como se dizia antigamente. (C.N.)

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