quinta-feira, maio 12, 2011

CNBB não reconhece decisão sobre união homoafetiva

Agência Estado

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou nesta quarta-feira, 11, durante sua 49ª Assembleia Geral, reunida em Aparecida (SP), uma nota na qual estranha que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha se pronunciado sobre a união homoafetiva, porque, em sua avaliação, o exame da matéria caberia ao Legislativo. "Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal", afirma o documento.

Os bispos brasileiros reafirmam que, conforme a doutrina da Igreja Católica, o casamento entre homem e mulher devem ser a base da família, instituição que precisa ser reconhecida e valorizada. A nota da CNBB afirma que as pessoas que manifestam preferência pelo mesmo sexo não podem ser discriminadas, mas insiste que a união entre homossexuais não equivale à família.

"O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural", diz o documento. "Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma", acrescenta o texto.
Fonte: A Tarde

ACM Neto teria voltado a cogitar saída do DEM

Lílian Machado

Após crise no Democratas nacional tomar proporções acima do esperado, nos bastidores políticos despontam comentários de possíveis mudanças no destino partidário do deputado federal ACM Neto, uma das principais lideranças da sigla no país. No meio político baiano, esta semana, surgiram burburinhos de que o democrata já teria procurado outros partidos para negociar a migração, na condição de ele ser o candidato em 2012.

A reportagem da Tribuna procurou ontem o deputado ACM Neto, que negou as especulações. “No momento estou trabalhando para reestruturar e não trabalho sobre especulações”, descartou, demonstrando irritação. Segundo Neto, o Democratas vivencia, atualmente, o desafio de “modernizar os conceitos do partido e incorporar estratégias inovadoras, como a abertura para a participação popular”.

Questionado sobre outro assunto polêmico: a fusão entre o DEM e o PSDB, Neto disse que “não demoniza nenhuma tese, porém esse assunto não está sendo tratado”. No entanto, segundo defende, “é preciso haver um novo desenho da política brasileira, envolvendo todas as oposições, como um projeto alternativo para 2014”.

Ainda conforme o deputado, o DEM já passou pela crise e agora tenta virar a página. “O partido passou por uma tentativa de golpe com o PSD. Quem tinha de sair já saiu. Conseguimos preservar os principais quadros políticos do partido e agora, passada a régua, vamos provocar o debate e reaquecer a militância”, enfatizou. Ele disse ainda se sentir “aliviado e mais vivo” com a saída de Jorge Bornhausen do partido, “que mantinha o conservadorismo na sigla. Sobre uma possível candidatura sua ao Palácio Thomé de Souza em 2012, o deputado disse que não descarta, mas também não confirma.

“O DEM, ao contrário de outros partidos que resolveram anunciar os nomes de seus candidatos, está escolhendo primeiro o caminho de avanço no debate sobre Salvador, por isso iremos promover reuniões nos bairros com temas sobre saúde, educação, qualificação profissional para depois apresentarmos os nomes”, justificou. Apesar das conversas ainda serem preliminares, Neto defendeu que os partidos de oposição na Bahia, DEM, PSDB, PMDB e PPS, caminhem juntos para 2012. Ele negou que houvesse interrupção no diálogo entre as siglas. “As conversas continuam e defendo uma ampla aliança entre os partidos”, concluiu.

Fonte: Tribuna da Bahia

Mundo Quinta-feira, 12/05/2011 morte de Osama Cresce pressão sobre militares do Paquistão após caso Bin Laden

O ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf disse à rede de TV ABC News que havia uma possibilidade de que oficiais subalternos desleais servindo na área de inteligência do país possam ter tido conhecimento do paradeiro de Bin Laden há anos

11/05/2011 | 18:27 | reuters

O líder da oposição do Paquistão acusou a poderosa agência de espionagem do país de negligência e incompetência, enquanto um ex-presidente paquistanês disse na quarta-feira que membros desonestos do órgão de segurança podem ter ajudado Osama bin Laden a se esconder durante anos perto de Islamabad.

Aumentando a pressão sobre os militares do país, que enfrentam a suspeita de que tenham abrigado o líder da Al Qaeda, a rival Índia nomeou cinco oficiais do Exército paquistanês em uma lista de 50 criminosos que quer extraditados para serem julgados por acusações de terrorismo.

Nawaz Sharif, que lidera o maior grupo de oposição do Paquistão, rejeitou uma decisão do governo de colocar um general do Exército como encarregado do inquérito sobre as falhas de inteligência em relação à morte de Bin Laden em um ataque de helicóptero por soldados dos Estados Unidos em 2 de maio.

Poupando o governo e seus líderes em um discurso sobre a violação surpresa da soberania do Paquistão por forças norte-americanas, Sharif disse que é o "pior caso de negligência e incompetência" por agências de segurança do país.

"É preocupante que as nossas instituições de segurança não soubessem de nada enquanto helicópteros e comandos permaneceram em nosso território e espaço aéreo por tanto tempo", disse ele em entrevista à imprensa, pedindo que uma comissão judicial conduza uma investigação para dissipar dúvidas.

Sharif também indagou como o homem mais procurado do mundo poderia estar escondido em um complexo a menos de um quilômetro da principal academia militar do país, e lamentou o dano que o incidente causou à reputação do Paquistão no exterior.

"Não é verdade que o mundo nos considera como um país que auxilia e exporta o terrorismo?", disse ele. "Não é verdade que todos os crimes em todo o mundo têm ligações com nosso país?"

OFICIAIS DESLEAIS PODERIAM SABER

O ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf, um general do Exército que tomou o poder em 1999 e agora vive no exílio em Londres, disse à rede de TV ABC News que havia uma possibilidade de que oficiais subalternos desleais servindo na área de inteligência do país possam ter tido conhecimento do paradeiro de Bin Laden há anos.

"É realmente espantoso que ele estivesse lá e ninguém soubesse", afirmou. "Mas o elemento rebelde infiltrado é uma possibilidade. Existe a possibilidade de haver, em níveis inferiores, pessoas seguindo uma política própria e violando a política dos superiores."

O órgão de inteligência do Paquistão tem um longo histórico de contatos com militantes islâmicos.

O Paquistão rejeita acusações de que tenha sido incompetente em localizar o homem por trás dos ataques 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos ou tenha sido cúmplice em escondê-lo na cidade de Abbottabad, a apenas 50 quilômetros de Islamabad.

"Não seríamos ingênuos a ponto de ser cúmplices, neste caso. Estaríamos colocando em risco não apenas o futuro do nosso país, mas também o futuro de nossos filhos", disse um alto oficial de segurança, acrescentando que se houvesse uma rede de apoio protegendo Bin Laden, não teria vindo de dentro do órgão de segurança.

A invasão secreta dos Estados Unidos sobre o complexo de Bin Laden no Paquistão tem envergonhado e enfurecido os militares e aumentou as tensões entre Washington e Islamabad, que já estavam elevadas.

A cooperação paquistanesa é crucial para os esforços de Washington no combate a militantes islâmicos e para trazer estabilidade ao Afeganistão.

Os Estados Unidos esperam poder entrevistar as três viúvas de Bin Laden, que foram deixadas no complexo de Abbottabad depois da invasão dos EUA, mas as autoridades paquistanesas minimizaram qualquer possibilidade de acesso rápido.

Fonte: Gazeta do Povo

Governo adia votação do Código Florestal pela 3.ª vez

Vida Pública

Quinta-feira, 12/05/2011

Ueslei Marcelino/Reuters

Ueslei Marcelino/Reuters / Ambientalistas da ONG WWF instalaram um imenso filtro de água em frente do Congresso: protesto em defesa da manutenção das matas ciliares, que purificam a água que chega aos rios Ambientalistas da ONG WWF instalaram um imenso filtro de água em frente do Congresso: protesto em defesa da manutenção das matas ciliares, que purificam a água que chega aos rios
Congresso

Governo adia votação do Código Florestal pela 3.ª vez

Governistas chegaram a anunciar acordo com concessões aos ruralistas. Mas, temendo derrota na questão das margens de rios, decidiu retirar o projeto da pauta

Publicado em 12/05/2011 | André Gonçalves, correspondente - Brasília

Após 15 horas de debates e negociações, a votação do Código Florestal no plenário da Câmara dos Deputados foi adiada ontem pela terceira vez seguida. O governo chegou a anunciar um acordo com concessões aos ruralistas, mas acabou usando a força da maioria para transferir a decisão para a próxima terça-feira. “Queremos construir um texto que a presidenta Dilma se sinta confortável de não vetar”, justificou o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

No começo da noite, líderes partidários comunicaram que havia consenso em um dos pontos mais polêmicos do texto – a recomposição de Reserva Legal de todas as propriedades rurais com até quatro módulos fiscais. Esses imóveis medem entre 20 e 400 hectares em todo Brasil e, no Paraná, têm uma média de 72 hectares.

Renato Araújo/ABr

Renato Araújo/ABr / Ruralistas ocuparam as galerias da Câmara para pressionar pela aprovação do Código Florestal Ampliar imagem

Ruralistas ocuparam as galerias da Câmara para pressionar pela aprovação do Código Florestal

Relatório apócrifo

Texto falso de Aldo Rebelo causa confusão

Um texto falso da proposta de reforma no Código Florestal causou confusão na manhã de ontem nos corredores da Câmara dos Deputados. Distribuído na Comissão de Agricultura da Casa, ele não só não incorporava as sugestões do governo já acertadas com o relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP), como introduzia uma série de pontos adicionais de interesse da bancada ruralista. Um deles era a autorização de desmatamento em áreas de preservação permanente (APPs) para a produção de biocombustíveis.

Também voltaram ao falso texto a anistia ao desmatamento em todas as “áreas rurais consolidadas”, ou seja, de tudo o que foi desmatado até 2008, além da a redução da reserva legal para fins de “regularização”, como Rebelo propusera originalmente, e não “exclusivamente para recomposição”, como queria o governo.

“Isso aqui só pode ser uma molecagem. Voltou tudo!”, esbravejava o deputado Sarney Filho (PV-MA). “É um texto geneticamente modificado”, ironizava a ex-senadora Marina Silva (PV-AC). “Isso aqui é uma expressão do subconsciente ruralista. Freud explica.”

Finalmente foi esclarecido que o texto oficial de Rebelo ainda não existia e só seria apresentado à tarde.

Protesto

A ONG ambientalista WWF instalou ontem, em frente ao Congresso, um imenso filtro de água. Foi um protesto contra o trecho do novo Código Florestal que flexibiliza a obrigatoriedade da recomposição florestal das margens dos rios e que autoriza alguns usos agrícolas dessas áreas. As matas ciliares (das margens de rios) servem para filtrar a água que chega aos rios por meio das chuvas.

Folhapress

A decisão foi considerada uma vitória dos ruralistas e, caso aprovada, representa uma anistia a pequenos e médios produtores que desmataram até julho de 2008 – o governo queria inicialmente que a isenção fosse destinada apenas aos agricultores familiares. “Será um texto para trazer segurança ao homem do campo”, disse o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), pouco antes de iniciar a sessão em que a votação seria realizada, às 22h15.

Para compensar a concessão, o governo pediu modificações na regulamentação das Áreas de Preservação Permanente (APPs), que são zonas protegidas como morros e matas ciliares com a função de preservar recursos hídricos e a estabilidade geológica. Segundo a proposta levada a plenário, a definição das regiões que poderão continuar explorando o solo de APPs nas margens de rios será feita por decreto do Executivo. A medida desagradou a ruralistas e partidos de oposição.

“Não podemos passar um cheque em branco para o governo decidir”, afirmou o líder do DEM, deputado ACM Neto. O DEM já havia preparado um destaque para votar a questão em separado. A votação tinha grande chance de gerar um racha na base do governo e foi o motivo do adiamento.

“Não é uma questão de ser governista ou oposicionista. Se houver esse destaque, eu mesmo voto contra o governo para marcar posição”, disse o paranaense Reinhold Stephanes (PMDB), que foi ministro da Agricultura no governo Lula. A apreciação dos destaques seria um dos últimos estágios da sessão.

O ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, participou pessoalmente das negociações para evitar rebeliões entre os aliados. A decisão de levar o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) à votação só foi consolidada quando o líder do PMDB, Henrique Alves (SP), garantiu que o partido ficaria ao lado do governo. “Sem o PMDB, fica difícil derrubar qualquer destaque”, antecipou o peemedebista Stephanes, prevendo que o governo poderia voltar atrás.

Ao defender o relatório, o próprio Rebelo admitiu que o texto poderia não ser o ideal para todos os setores, mas traria benefícios para todos os lados. “A Câmara volta a discutir sobre uma matéria de grande significado para os interesses do Brasil”, disse Rebelo.


FONTE: Gazeta do Povo

Governo reduzirá preço da gasolina em meio ao combate à inflação

Segundo o ministro, a mesma coisa acontecerá com o etanol comercializado pela BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras

11/05/2011 | 19:17 | reuters atualizado em 11/05/2011 às 20:33

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta quarta-feira que "a BR Distribuidora vai reduzir de 6 a 10 por cento" o preço da gasolina, em meio ao esforço do governo para combater a inflação.

Segundo o ministro, a mesma coisa acontecerá com o etanol comercializado pela BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Lobão avalia que uma vez que a BR, líder de mercado, faça isso, as outras distribuidoras seguirão o mesmo caminho.

A redução do preço da gasolina está sendo beneficiada pela queda do preço do álcool anidro, que é misturado ao combustível vendido nos postos atualmente na proporção de 25 por cento.

A diminuição nos preços da gasolina também acontece em meio aos esforços do governo para conter a inflação.

Nesta quarta-feira, por exemplo, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 0,70 por cento na primeira prévia de maio, ante alta de 0,55 por cento em igual período de abril.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,87 por cento na primeira prévia de maio, ante variação positiva de 0,46 por cento na primeira leitura de abril. A gasolina apresentou a principal alta na leitura inicial de maio, de 6,25 por cento, contra avanço de 2,20 por cento em igual leitura de abril.

Importantes autoridades têm manifestado publicamente a necessidade de se controlar a inflação.

O governo vem tomando medidas nos lados monetário e fiscal para conter a alta dos preços. No mês passado, o Banco Central diminuiu o ritmo da alta do juro, para 0,25 ponto percentual, mas disse ver um aperto por um período "suficientemente longo", levando o mercado a prever mais elevações do que o anteriormente estimado.

No início desta semana, o mercado reduziu sua previsão de inflação neste ano após oito semanas, estimando que o IPCA em 2011 feche o ano em 6,33 por cento, abaixo do teto de 6,50 por cento da meta do governo, segundo relatório Focus divulgado pelo BC.

Fonte: Gazeta do Povo

Álcool já é vantajoso em SP

Débora Melo
do Agora

A queda do preço do álcool nas usinas e distribuidoras de combustível já começa a ser sentida nas bombas. Em alguns postos da capital, já é mais vantajoso abastecer com etanol do que com gasolina. Pesquisa feita pelo Agora em 15 postos de todas as regiões da cidade indica que o álcool é a melhor pedida em dez deles.

"Isso está ocorrendo porque, à medida que o posto recebe etanol, baixa o preço para poder competir no mercado", diz José Alberto Paiva Gouveia, presidente do Sincopetro (sindicato dos postos).

Segundo ele, o preço da gasolina também já começou a cair. "Em alguns postos a redução chegou a R$ 0,08. Com os estoques aumentando, a tendência é que os preços comecem a cair. Mas isso não é para já", completa.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quinta,

Fotos do dia

Aghata Marcela é a nova assistente do "Legendários" A loira será legendete por um mês e pode ficar fixa Policial na entrada de uma agência do Banco do Brasil que teve caixas eletrônicos explodidos
Dinheiro em caixa eletrônico danificado em Banco do Brasil na Vila Sônia, na zona oeste Congressistas evangélicos protestam contra decisão do STF sobre gays Prefeitos são recebidos pelo presidente da Câmara, Marco Maia, no Congresso

Leia Notícias do seu time

vencer

    • Corinthians
    • São Paulo
    • Palmeiras
    • Santos
    • Portuguesa
    • Guarani
    • Ponte preta
    • São Caetano
    • Santo André
    • Prudente

Juizado deve acelerar revisão pelo teto

Gisele Lobato
do Agora

O andamento das ações de revisão pelo teto que estão nos JEFs (Juizados Especiais Federais) poderá sair mais rapidamente. A TNU (Turma Nacional de Uniformização) começou neste mês um novo julgamento que poderá decidir que a correção é devida.

A tendência é que, agora, os juízes sigam o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal), que garantiu o direito à correção, segundo o juiz federal José Antonio Savaris, que participa do julgamento.

Até então, a TNU era contrária à revisão. Savaris disse que a decisão deverá sair em junho, exceto se outro juiz pedir para revisar o processo. O julgamento de maio foi interrompido após pedido de vista.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quinta,

PF prende políticos e empresários em operação no MA

RICARDO SCHWARZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (11) seis pessoas suspeitas de envolvimento num esquema de desvio de recursos públicos no município de São João do Paraíso (755 km de São Luis, MA).

A operação, batizada de Usura, resultou na prisão do atual vice-prefeito da cidade, Itamar Gomes, do ex-prefeito José Aldo Ribeiro Souza, de secretários das gestões atual e anterior e de empresários locais.

Polícia Federal deflagra operação contra desvio de verbas no MA

Estão foragidos o atual prefeito de São João do Paraíso, Raimundo Galdino Leite (PV), e outras seis pessoas que têm ordem de prisão decretada pela Justiça por suposto envolvimento no esquema.

A investigação apontou o desvio de R$ 5,57 milhões provenientes do governo federal e que seriam destinados para investimentos locais nas áreas da educação e saúde. Parte do dinheiro vinha do FPM (Fundo de Participação do Município), de acordo com a PF.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Paulo Leite de Souza, o grupo irá responder por dez crimes diferentes, entre eles falsificação de documentos, falsidade ideológica e uso de documento falso, formação de quadrilha, fraude a licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Além das prisões, a PF, em parceria com CGU (Controladoria Geral da União), cumpriu 21 mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos veículos, computadores e documentos em São João do Paraíso, na capital São Luis, em Imperatriz e Barra do Corda.

A Folha não conseguiu falar com os advogados dos suspeitos.

Fonte: Folha

quarta-feira, maio 11, 2011

Nos jornais: réus levam escândalo do mensalão à OEA

O Estado de S. Paulo

Réus alegam cerceamento de defesa e levam escândalo do mensalão à OEA

O mensalão poderá ter um novo réu, o Brasil. Pelo menos é o que pretende a defesa de dois acusados na ação penal 470, do Supremo Tribunal Federal, que trata do capítulo mais emblemático do governo Lula. Em documento de 10 páginas, Breno Fishberg e Enivaldo Quadrado, ex-diretores e sócios da Corretora de Valores Bônus Banval - acusados de lavagem de dinheiro do esquema envolvendo parlamentares aliados ao Planalto -, apresentam denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) - órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA) - alegando que o STF não acolheu pedido de novo interrogatório de ambos. A denúncia atribui ao "Poder Judiciário do Brasil violações de direitos humanos" nos autos da ação do mensalão. O texto informa que em 23 de setembro os corretores ingressaram com petição no STF reclamando direito a um "novo interrogatório judicial, como último ato de instrução processual". O pedido foi negado em 7 de outubro. Fishberg e Quadrado - formalmente processados por lavagem e quadrilha - alegam que a Lei 11.719, de 2008, alterou a redação do artigo 400 do Código de Processo Penal, garantindo a todo acusado direito de ser interrogado ao final do processo.

''É mais uma tentativa de protelar'', avalia ministro

"(A denúncia) Não tem nenhum fundamento, nenhuma consistência, trata-se de mais uma tentativa de criar um fato internacional contra o País e protelar a ação do mensalão", avalia o ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF). Barbosa destaca que a denúncia à Corte Interamericana de Direitos Humanos não terá reflexos na ação do mensalão. "O Supremo é soberano." O relator assinala que "todos os réus tiveram respeitado o amplo e sagrado direito de defesa". "No momento adequado, segundo a lei vigente naquele momento no Brasil, os interrogatórios foram realizados. Todos os acusados foram ouvidos perante o Poder Judiciário. Nenhum réu pode alegar que não foi ouvido, que não teve oportunidade de se manifestar." Ele estima que até o início do segundo semestre o processo do mensalão será julgado. "Estamos na fase final de instrução, todo esse conjunto de fases que compreende o interrogatório, oitiva de testemunhas de acusação e defesa, perícias, diligências e alegações finais. Está muito próximo o encerramento da instrução", afirma.

Procurador tenta incluir Lula em processo

O procurador regional da República no Rio Grande do Sul Manoel Pastana encaminhou representação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, propondo a responsabilização criminal do ex-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva por entender que praticou atos materiais que fomentaram o mensalão. O pedido foi enviado no dia 17 de abril. "O procurador-geral tem obrigação legal de se manifestar ou para aditar as informações à denúncia para incluir o ex-presidente no processo (que tramita no Supremo Tribunal Federal) ou para dizer que a representação não tem fundamento", afirma.

Leia mais no Congresso em Foco:

Procurador gaúcho responsabiliza Lula por mensalão

"Sem Lula no mensalão, Dirceu será absolvido"

Para acalmar prefeitos, Dilma libera R$ 750 mi

Pressionada por mais de 4 mil prefeitos, a presidente Dilma Rousseff abriu o cofre e determinou a liberação de R$ 750 milhões para apressar o pagamento de obras já iniciadas e aquisição de equipamentos. Além disso, a partir de junho, Dilma prometeu um Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do saneamento básico para os municípios com menos de 50 mil habitantes. Antes de discursar no evento da 14.ª Marcha dos Prefeitos, ontem, em Brasília, a presidente assinou ainda uma Medida Provisória que garante a liberação de dinheiro do governo federal para o custeio das novas creches que os prefeitos construírem. Mas, apesar dos apelos, Dilma não se comprometeu com a ideia de que os royalties cobrados da exploração do petróleo devem ser distribuídos igualmente por todos os municípios.

OAB analisa se 'bolsa-aluguel' é inconstitucional

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) começou ontem a discutir uma ação judicial para suspender o pagamento da "bolsa-aluguel" a promotores e procuradores de cinco Estados. O presidente em exercício do Conselho Federal da OAB, Alberto de Paula Machado, encaminhou o caso à Comissão de Assuntos Constitucionais da Ordem. Até o fim da semana, a comissão deve dar um parecer sobre a constitucionalidade do pagamento de auxílio-moradia a promotores e procuradores. Na segunda-feira, o conselho decidirá se questiona no Supremo Tribunal Federal a constitucionalidade das leis orgânicas dos Ministérios Públicos de Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Santa Catarina.

''Há um vácuo de liderança na oposição''

ENTREVISTA - Jorge Bornhausen, ex-presidente do DEM, ex-senador

O ex-presidente nacional do DEM Jorge Bornhausen deixa a legenda e se despede da vida partidária convencido de que a oposição está sem rumo e líder. "Houve um vácuo na oposição e a liderança do presidente Fernando Henrique Cardoso não foi preenchida", diz Bornhausen, para quem nem o tucano José Serra nem o senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiram se credenciar como líderes da oposição. Ele entende que Aécio não tem sequer a garantia da candidatura presidencial da oposição. A seu ver, o maior equívoco dos partidos de oposição - DEM, PSDB e PPS - foi o de se meterem em disputas internas. "Estão perdendo a oportunidade de formar uma única agremiação e de ter as condições para atuar como oposição responsável e fiscalizadora", analisa.

DEM pressiona Maciel a escolher sigla ou Kassab

A nomeação do presidente do Conselho Político do DEM, o ex-vice presidente da República Marco Maciel, para cargos em conselhos de empresas da prefeitura de São Paulo causou desconforto dentro do DEM. Apesar de o presidente da legenda, José Agripino, dizer não desconfiar da postura do colega, parlamentares do partido defendem uma pressão para forçar Maciel a escolher entre o DEM e o prefeito Gilberto Kassab, que deixou a legenda para fundar o PSD. Marco Maciel receberá salário de R$ 12 mil para participar de uma reunião por mês dos conselhos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da São Paulo Turismo (SPTuris). O ex-vice-presidente é ligado ao grupo de Jorge Bornhausen, que na semana passada também anunciou seu desligamento do DEM.

O Globo

Governo Chávez pediu que Farc matassem opositores

Altos funcionários do governo de Hugo Chávez pediram às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que treinassem milícias, fizessem atentados e assassinassem opositores do presidente da Venezuela. A revelação foi feita em Londres pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, com base em arquivos eletrônicos de um comandante das Farc, apreendidos no Equador em 2008. A autenticidade dos documentos foi confirmada pela Interpol. Segundo o dossiê, lançado como livro, nada indica que os assassinatos se realizaram e que as negociações ocorreram com o conhecimento de Chávez. O presidente do Equador, Rafael Correa, teria recebido US$ 400 mil para a campanha de 2006. Chávez cancelou viagem ao Brasil sob alegação de problemas no joelho esquerdo.

Prefeitos atraídos pelo bolso

Durou poucos minutos o apoio dos cerca de dois mil prefeitos ao discurso do presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, que ameaçou "radicalizar" caso governo e Congresso não resolvessem seus principais pleitos: a derrubada do veto do ex-presidente Lula aos royalties do petróleo para todos os estados, mais verbas para a Saúde e liberação de R$1,4 bilhão de restos a pagar de obras já iniciadas. Acompanhada de 14 ministros e do vice Michel Temer, a presidente Dilma Rousseff chegou e foi aplaudidíssima ao anunciar, em discurso, a liberação imediata de R$520 milhões, além de mais R$230 milhões em 6 de junho, para obras em andamento nos municípios - de convênios assinados com a Caixa e que foram incluídos nos restos a pagar de anos anteriores do Orçamento.

- Não seremos um país rico se formos um país que aceite manter uma parte da população na pobreza extrema. Também não seremos um país rico se tivermos prefeituras em situação de calamidade - discursou Dilma, em encontro num hotel.

Repasses para prefeituras cresceram 32%

Os números não respaldam a romaria de prefeitos a Brasília em busca de recursos. Mesmo com a economia em ritmo mais lento, os repasses constitucionais aos municípios cresceram 32% no primeiro trimestre de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a março, as transferências de recursos do Orçamento federal às prefeituras chegaram a R$15,7 bilhões contra R$11,9 bilhões no mesmo período de 2010. O aumento dos repasses decorre da arrecadação recorde no período, já que o governo federal repassa a estados e municípios parte da receita do Imposto de Renda e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e de outros tributos federais como a Cide, o chamado imposto do combustível.

Obras do Minha Casa Minha Vida paradas há um ano e meio levam moradores às ruas

Num protesto pela interrupção, há pelo menos um ano e meio, das obras do Loteamento Residencial Bom Sucesso, cerca de 500 moradores do bairro Nova Esperança bloquearam ontem de manhã a estrada que liga o Centro Industrial de Aratu à capital baiana, provocando grande engarrafamento e transtornos para quem circulava pela Região Metropolitana de Salvador. O loteamento faz parte das obras do Minha Casa Minha Vida para pessoas de baixa renda, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Bahia. Os manifestantes levaram faixas protestando contra o que chamaram de "empurra-empurra" e "enrolação" das autoridades. Uma das faixas dizia que, enquanto a Caixa Econômica Federal não libera os recursos para a conclusão do loteamento - porque a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), órgão estadual executor das obras, não apresenta os documentos necessários -, a Conder alega que não pode tocar os trabalhos justamente pelo fato de a CEF reter os recursos. Outra faixa cobrava: "Queremos solução".

Estrada que é um mar de buracos leva governador a xingar ministro

O governador do Ceará, Cid Gomes, chamou o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, de inepto, incompetente e desonesto. Em resposta, o ministro ameaçou processá-lo. A causa da briga: a situação das estradas federais no estado. Ontem, O GLOBO percorreu parte da BR-222, onde cearenses farão um rally no domingo para protestar contra o abandono da rodovia. Serão percorridos 140km entre os municípios de Irauçuba, Itapajé, Umirim, São Luís do Curu, até chegar em Croatá, trecho mais crítico do percurso que liga Sobral a Fortaleza. O GLOBO rodou ontem 108km do trajeto e constatou que, em muitos trechos, existe apenas uma colcha de buracos e remendos recentes que já se desfizeram. Num trecho de 150m entre os quilômetros 101 e 102 da BR-222, contam-se 110 buracos de pequeno, médio e grande porte. Um dos pontos mais críticos fica na entrada de Umirim, onde o asfalto desapareceu e não existem mais mão nem contramão. Para desviar dos buracos, caminhões chegam a passar com a distância de pouco mais de 20cm um do outro.

Rio registra o maior crescimento do índice de homicídios sem solução

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) divulgou o número atualizado de homicídios não solucionados pela polícia no Brasil até 31 de dezembro de 2007. Com a revisão das informações fornecidas em novembro de 2010 pelos estados, agora são 158.319 assassinatos sem solução. O Rio foi o estado com maior crescimento: de 8.526 em para 60 mil. Reportagem do GLOBO na segunda-feira mostrou que, dos cerca de 50 mil homicídios ocorridos por ano no Brasil, apenas quatro mil (8%) têm o assassino identificado, segundo estimativa de Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa Mapas da Violência 2011, divulgada pelo Ministério da Justiça. Entre os fatores que prejudicam o esclarecimento dos homicídios, segundo especialistas, estão o sucateamento das delegacias e a falta de infraestrutura das polícias técnicas.

Código Florestal: sem acordo, votação fica para hoje

Após mais um dia inteiro de negociações entre governo, líderes partidários e o relator do Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), tenta votar hoje de manhã o polêmico projeto que determina as áreas de proteção ambiental e estabelece o que pode ser feito nas 5,2 milhões de propriedades rurais do país. O acordo ainda está emperrado nos mesmos dois pontos que impediram a votação na semana passada: a desobrigação de recuperação de desmatamentos em áreas de reserva legal e a definição de quais atividades poderão permanecer existindo em Áreas de Preservação Permanente (APPs), como margens de rios, encostas e topos de morros. As negociações entraram pela madrugada.

- O que se fechou é que haverá uma lista com as atividades permitidas nas APPs, mas o que vai constar na lista é assunto para a madrugada - disse Aldo.

Servidores criticam concessões do governo

Cresce na área ambiental do governo uma insatisfação com as concessões que o Ministério do Meio Ambiente tem feito nas negociações do Código Florestal. Técnicos dizem que o governo está cedendo demais, e que as consequências ambientais poderão ser "catastróficas", porque, na prática, diminuem as áreas de preservação. Ainda que o governo expresse que não serão admitidos novos desmatamentos, quando aceita a recomposição de áreas menores está abrindo mão de florestas que deveriam estar no lugar de plantações. A crítica é de servidores do alto escalão e abrange grande número de funcionários de carreira dos três órgãos federais ambientais (MMA, Ibama e Instituto Chico Mendes). Eles divulgaram ontem carta aberta repudiando o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que o governo ainda tenta emendar antes que siga para o plenário.

CNE quer 10% do PIB para educação

O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Antonio Carlos Ronca, criticou ontem o projeto de lei do governo que cria o Plano Nacional de Educação (PNE), com 20 metas para 2011 a 2020. Ele disse que considera insuficiente o aumento do gasto público dos atuais 5% para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) na década para o setor, como prevê a proposta em análise na Câmara. As críticas foram feitas em evento promovido pelo movimento Todos Pela Educação. Ronca defendeu que o país destine 10% do PIB à educação e destacou que é necessário estipular um cronograma. Caso contrário, ele teme que a elevação dos gastos com ensino só ocorra às vésperas de 2020.

Ana de Hollanda enfrenta saia-justa em SP

Alvo de intenso tiroteio há mais de dois meses, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, teve de ouvir uma série de críticas num encontro com artistas ontem, na Assembleia Legislativa de São Paulo. A presidente da Federação das Cooperativas de Música do Rio, Janine Durand, leu um manifesto para a presidente Dilma Rousseff afirmando que a ministra da Cultura atua em oposição ao trabalho feito pelo seu antecessor, Juca Ferreira, no governo Lula. Um dos mais contundentes nos ataques à gestão da ministra foi o diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa. Foram criticados o congelamento de verbas federais para a cultura, a gestão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a atuação do ministério com relação ao Ecad (órgão que arrecada e distribui direitos autorais). "Essa gestão rapidamente se encarregou de desconstruir não só as conquistas da gestão anterior, mas principalmente o inédito, amplo e produtivo ambiente de debate que havia se estabelecido", diz o texto. A ministra se limitou a dizer que não responderia ao manifesto porque ele foi endereçado a Dilma Rousseff.

José Celso não gostou:

-- Nós queremos que Ana continue, mas, para você continuar, não pode ignorar essa carta que acabou de ser lida. Você não pode passar a bola para a presidente Dilma - afirmou o diretor, aplaudido pela plateia.

A ministra disse ser vítima de fofocas e boato. No fim, saiu sem dar entrevista, escoltada por policiais militares.

Fogo amigo contra ministra parte do PT

O Palácio do Planalto já identificou de onde parte, dentro do PT, o forte tiroteio para desestabilizar a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e está agindo para tentar neutralizar o ataque. No núcleo do governo, há o reconhecimento de que a situação é delicada, que a ministra apresenta um desempenho fraco e que não sai da agenda negativa. Ainda assim, a disposição da presidente Dilma Rousseff é mantê-la no cargo e evitar o sucesso do fogo amigo. A presidente considera que os fatos levantados até agora não justificam a demissão. A saída de Ana seria uma sinalização que Dilma errou na escolha do substituto do ex-ministro Juca Ferreira. Por isso, a tendência seria tirar Ana em uma reforma ministerial ampla, o que deverá acontecer no fim do ano.

Roupas íntimas terão de ter alerta sobre doenças

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou ontem projeto que obriga os fabricantes de calcinhas, cuecas e sutiãs a afixar, nas peças produzidas e comercializadas no Brasil, uma etiqueta com advertência sobre a importância de exames preventivos de câncer de colo de útero, de próstata e de mama. O projeto já passou pelo Senado e foi votado, em caráter conclusivo, na CCJ. Se não houver recurso para votação em plenário, seguirá para sanção presidencial.

Folha de S. Paulo

Procuradoria move ação na Justiça para conter supersalários

O Ministério Público Federal entrou com três ações na Justiça contra os supersalários que são pagos pela União, pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Nas ações, os procuradores defendem a tese de que são inconstitucionais os valores pagos acima do teto, hoje fixado em R$ 26,7 mil, o salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). As ações também pedem que os Poderes utilizem para o enquadramento dos salários dos seus funcionários a mesma regra definida pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Todos os órgãos públicos são obrigados por lei a cortar os salários que ultrapassam o dos ministros do STF, mas cada Poder adota um critério para definir quais vantagens e adicionais podem ser excluídos do cálculo do teto. O Ministério Público entende que comissões, verbas de representação, gratificações e horas extras devem ser contabilizados como parte do salário para efeito de enquadramento no limite legal.

Supremo banca passagens para mulher de Peluso

O STF (Supremo Tribunal Federal) pagou passagens aéreas, na primeira classe, para a mulher do presidente Cezar Peluso, Lúcia, acompanhá-lo em viagem oficial. O casal e outros três ministros foram para Washington (EUA) ontem, onde participarão de encontro de integrantes das Justiças brasileira e norte-americana, como publicado no jornal "O Estado de S. Paulo". Além de Peluso, viajaram Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie. Mas nenhum deles foi acompanhado, segundo assessoria do STF. O pagamento da passagem aérea para acompanhantes é previsto em resolução da corte de 2010.

Dilma evita atender a pedidos de prefeitos

A uma plateia de cerca de 2.000 prefeitos, a presidente Dilma Rousseff não atendeu nenhuma das principais reivindicações da CNM (Confederação Nacional de Municípios), mas conseguiu aplausos ao anunciar outras medidas para os municípios. Uma das principais cobranças -o alongamento do prazo para o uso de verbas de Orçamentos passados em obras ainda não iniciadas- ficou de fora. Dilma anunciou apenas a liberação de R$ 750 milhões para obras já iniciadas, que não foram privilegiadas pelo decreto assinado por ela no fim de abril. Prometeu também, sem detalhes, desburocratizar o processo de celebração e fiscalização de convênios com os municípios.

Sob protestos, 2ª etapa do programa passa pelo Senado

O Senado aprovou ontem a medida provisória que define a segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida. O texto perderia a validade hoje se não fosse aprovado pelo Congresso. Depois passar pela Câmara, a proposta tramitou por dez dias na Casa e, diante do curto prazo para a votação, foi aprovado pelos senadores sem alterações. Isso porque qualquer alteração de mérito provocaria o retorno da medida para nova análise dos deputados.

Bernardo devolve diárias pagas de forma indevida

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) devolveu ontem diárias de R$ 1.381,18 recebidas, segundo comunicado da pasta, por "erro da administração". A assessoria do ministro publicou a Guia de Recolhimento da União com o valor devolvido aos cofres públicos. Bernardo está em viagem oficial na Coreia do Sul para discutir o setor. O uso das diárias foi revelado pelo jornal "O Globo". De acordo com o ministério, Bernardo possui casas em Curitiba e Brasília e "nunca recebeu diárias quando se desloca para Curitiba nos finais de semana, mesmo em ocasiões de agenda oficial".

Ministro dos Transportes vai entrar com queixa-crime contra Cid Gomes

O ministro Alfredo Nascimento (Transportes) vai ingressar com queixa-crime no STF (Superior Tribunal de Justiça) contra o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que o chamou de "inepto, incompetente e desonesto".
As declarações de Cid foram dadas no último sábado, em evento público no interior do Ceará, quando ele criticava a situação das estradas federais no Estado. O governador também chamou o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) de "antro de roubalheira". "Digo ao cidadão do Ceará que os problemas das estradas serão revertidos", disse ontem o ministro, em nota. "Ao governador, reservo o meu silêncio. Ele que se entenda com a Justiça", completou.

Senadores votarão reforma política de forma "fatiada"

Sem consenso sobre os principais temas da reforma política, o Senado vai ter que analisar 11 matérias com mudanças no sistema eleitoral do país para tirar a reforma do papel. As propostas reúnem os pontos aprovados pela comissão que discutiu o tema nos últimos dois meses. Os próprios integrantes dizem, porém, que muitos vão sofrer "mudanças radicais" ao longo da tramitação, com risco de não serem aprovados.

Deputados mudam salário de R$ 9.600 para quase R$ 20 mil

Os deputados estaduais de Alagoas derrubaram ontem o veto do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) ao projeto de lei que aumenta seus próprios salários em 108,59%. Com isso, o salário dos deputados passará de R$ 9.600 para cerca de R$ 20 mil. A assessoria do presidente da Assembleia, Fernando Toledo (PSDB), afirmou, porém, que o novo valor só será pago depois de concedido o aumento salarial aos funcionários da Casa e após a aprovação do plano de cargos e carreira. O salário dos deputados estaduais de Alagoas atinge, agora, o teto permitido pela lei -75% do vencimento dos deputados federais.

Aliados de Kassab aumentam renda em conselhos de estatais

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, aumenta os rendimentos de seus aliados e secretários com cargos nas empresas municipais. São oito empresas, com 75 conselheiros administrativos que ganham R$ 6.000 cada um, e 36 conselheiros fiscais que recebem R$ 3.000. Dos 29 secretários, 17 foram nomeados conselheiros de estatais. É comum um secretário fazer parte de mais de um conselho. Ao todo, as empresas gastam R$ 534 mil com os conselheiros. Em quatro casos, eles abriram mão do salário. Entre os aliados estão o ex-senador Marco Maciel, do DEM, partido do qual Kassab saiu para criar o PSD, como revelou a Folha anteontem.

Câmara aprova MP que cria lista de bons pagadores

A Câmara dos Deputados aprovou ontem medida provisória que cria o cadastro positivo, uma lista dos consumidores com bom histórico de pagamentos. O texto vai agora para o Senado. Em tese, o consumidor incluído no cadastro poderá ter acesso a juros mais baixos em operações de crédito. O consumidor terá de autorizar previamente, por escrito, a inclusão de seu nome nessa central de informações. No entanto, uma única autorização pelo cadastrado servirá para inclusão de vários tipos de dados. Informações como histórico de pagamentos de contas de água, luz e telefone, por exemplo, poderão ser automaticamente transferidas para a central. A exceção são as contas de telefone celular pós-pago, que, por enquanto, não farão parte do cadastro. Pelo texto da MP, o consumidor poderá pedir o cancelamento de seu cadastro a qualquer momento.

Miséria atinge mais crianças, indígenas e nordestinos

Aplicando a linha de miséria oficial do país, divulgada na semana passada pelo governo federal, os dados do Censo 2010 do IBGE mostram que os grupos mais vulneráveis são as crianças, os indígenas e os moradores de Estados do Nordeste. De acordo com critérios do governo, quem vive abaixo da linha de miséria tem renda média domiciliar per capita de até R$ 70. Com base nesse recorte, o IBGE divulgou ontem tabelas que dividem a população por cor ou raça, sexo, idade e condições de domicílio. Na análise por cor ou raça, a maior proporção de miseráveis está entre a população que se autodeclara indígena: 40%. A taxa é bastante superior à verificada nos demais grupos: 12% (pardos), 10% (pretos), 9% (amarelos) e 5% (brancos).

Desoneração da folha é adiada para junho

O governo pretende, ainda neste semestre, enviar ao Congresso Nacional um projeto de desoneração da folha de pagamento. A previsão era que o projeto fosse enviado para votação até maio, mas agora ficou para junho.
A nova previsão foi feita ontem pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, durante debate na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Segundo ele, a expectativa é que a proposta entre em vigor em 2012. O assunto está sendo discutido entre governo, sindicatos e empresários. O objetivo é aliviar o custo do empregador e estimular a formalização da mão de obra no país, sem prejudicar a arrecadação da Previdência.

Correio Braziliense

Risco calculado no Código Florestal

A proposta do novo Código Florestal chega ao plenário da Câmara hoje com uma mudança no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que vai abrir brecha para que o governo interfira nas regras sobre cultivo em áreas de preservação permanente (APPs) por meio de decreto presidencial. O acordo costurado em reuniões durante todo o dia de ontem prevê uma lista de exceções às regras impostas na lei que, na prática, vão permitir que o Executivo autorize o plantio de produtos estranhos ao texto original e crie novos padrões para definir os tamanhos dessas áreas. “Esse detalhe da possibilidade de permitir a edição do decreto permite chegarmos mais perto de um consenso”, resume o relator.

Afago de R$ 750 milhões para ganhar os prefeitos

Ciente das dificuldades de caixa de seu governo, dos municípios e da pressão inflacionária, a presidente Dilma Rousseff fez apenas afagos aos prefeitos com a liberação de R$ 750 milhões, a assinatura de uma Medida Provisória que prevê a participação do Executivo federal no custeio de novas creches e, para completar, disse estar aberta a sugestões sobre a distribuição de recursos do pré-sal: “A entidade municipalista pode ajudar a construir uma proposta de distribuição dos recursos do pré-sal. Mas, junto com ela, vem uma grande responsabilidade”, disse Dilma, diante de um público de mais de 2,3 mil prefeitos (são quase 4 mil inscritos no evento). Ela fazia referência à necessidade de aplicar bem essa riqueza para as gerações futuras. “Determinei que a Caixa Econômica Federal (CEF) faça o pagamento de todas as obras iniciadas e com medição realizada e pagamento dos equipamentos. Para isso, vamos liberar R$ 750 milhões: R$ 560 milhões imediatamente e, em 6 de junho, mais R$ 230 milhões”, afirmou Dilma, arrancando aplausos da plateia pela oitava vez enquanto falava.

Pressão sobre o Congresso

Confiando na quantidade de prefeitos — cerca de 2,5 mil presentes — que participam da edição 2011 da Marcha a Brasília Em Defesa dos Municípios, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, pediu que os políticos pressionem os parlamentares de suas regiões para acelerar os trâmites de projetos considerados estratégicos no Congresso. Em discurso na manhã de ontem, Ziulkoski sugeriu aos participantes do evento que procurassem os aliados na Câmara e no Senado, inclusive por meio de mensagens de texto de telefones celulares, para ressaltar a importância da aprovação da Emenda Constitucional nº 29, que regulamenta o financiamento de projetos na área da Saúde. Além disso, eles querem reverter o veto ao artigo que divide igualmente os royalties do petróleo entre todos os municípios brasileiros, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a liberação dos restos a pagar.

Relator da LDO sugere nova CPMF

O relatório preliminar da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012 sugere a necessidade de criação de uma nova forma de financiamento para a saúde. O texto do relator, deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), cita substitutivo apresentado na Câmara que propõe a instituição da Contribuição para a Saúde (CSS) — imposto inspirado na extinta Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF) — que descontaria 0,1% a cada operação bancária. “A receita pode ser pequena para transferir recursos para o SUS (Sistema Único de Saúde) e o governo não quer tirar de outros investimentos. É uma situação delicada. Com os números que nós temos hoje, não sairemos do patamar atual de serviços da saúde sem o ingresso de novas fontes de receita dentro do Tesouro. Modificando as atuais fontes, desfalcaremos o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou a Educação”, afirma o relator da LDO.

Senado referenda nomeações

O Senado aprovou ontem as indicações dos três advogados escolhidos pela presidente Dilma Rousseff para cargos de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Antes de terem os nomes submetidos à votação em plenário, Sebastião Alves dos Reis Júnior, 46 anos; Ricardo Villas Bôas Cuêva, 48; e Antônio Carlos Ferreira, 54, foram sabatinados pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, onde responderam a perguntas polêmicas e tiveram as nomeações avalizadas. Todos ocuparão vagas do STJ destinadas a advogados de carreira. O processo de escolha dos três futuros ministros teve início em 2010, quando o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realizou eleições para a formação de três listas sêxtuplas. As relações foram entregues aos ministros do STJ, que avaliaram os currículos dos indicados antes de o órgão reduzir as indicações a três listas tríplices.

Ministra é escoltada por policiais em SP

Um dia após CGU recomendar a devolução dos valores de cinco diárias, Ana de Hollanda passa sufoco em evento com artistas. A ministra Ana de Hollanda vive seus piores dias no governo desde que assumiu a chefia do Ministério da Cultura, no começo do ano. Após as denúncias de recebimento irregular de diárias, publicadas na imprensa nesta semana, ela passou por momentos tensos ontem, na Assembleia Legislativa de São Paulo, durante encontro com artistas e produtores culturais que questionavam sua gestão. O diretor de teatro Zé Celso Martinez foi um dos mais exaltados e chegou a ser repreendido pelo mediador do debate, que precisou interferir para amenizar a situação. Também houve rusgas entre a ministra e o dramaturgo Roberto Carvalho, que criticou a falta de relação dela com artistas populares. No fim do evento, a ministra, visivelmente abalada, saiu sem dar entrevistas e, para evitar a imprensa, foi escoltada por policiais militares, que empurraram os jornalistas.

Fonte: Congressoemfoco

Bafômetro causa saia-justa entre oposicionistas

Mário Coelho

A discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 11/11 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (11), resultou em uma saia-justa entre oposicionistas. Durante o debate, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) fez um comentário sobre o caso ocorrido com Aécio Neves (PSDB-MG) no mês passado. Durante uma blitz policial no Rio de Janeiro, o tucano teve a carteira de habilitação apreendida. O documento estava vencido, mas também foi apreendido porque o senador se recusou a fazer o teste do bafômetro.

"Na próxima vez que for tomar um vinho com o senhor, eu dirijo", brincou Demóstenes. A afirmação ocorreu após o demista fazer elogios à postura do senador tucano para tentar chegar a um acordo com governistas sobre o texto final. A brincadeira causou risos constrangidos dos senadores presentes à sessão da CCJ, seguido de alguns segundos de silêncio. Após a declaração, Aécio deu uma resposta política. "Com o senhor dirigindo, eu vou até o fim do mundo", respondeu o tucano.

Antes, Demóstenes disse que, por conta do acordo, Aécio se credenciava para ser o novo presidente da República. "Ele mostrou, com a condução do processo, ser um verdadeiro líder", afirmou o senador goiano. Os elogios provocaram a intervenção do presidente da CCJ, Eunício Oliveira (PMDB-CE). O peemedebista pediu para que Demóstenes não tornasse a discussão mais política do que já estava. Depois, brincou. "Quero avisar que temos médico aqui. O senador Aécio está todo vermelho", disse.

No novo relatório apresentado, Aécio manteve a validade imediata das MPs, mas impede a inclusão de "contrabandos" nos textos. Inicialmente, Aécio havia proposto que as medidas provisórias só passassem a valer depois de aprovadas por uma comissão mista de parlamentares. Agora ele propõe que as MPs comecem a valer a partir de sua edição, podendo, no entanto, serem transformadas em projeto de lei caso a comissão mista assim decida. Tal comissão será composta por doze senadores e doze deputados e terá 10 dias para analisar os pressupostos de relevância e urgência de cada MP. A sessão ainda está em andamento.

Votação do trâmite das MPs fica para próxima quarta (11)

Relatório de Aécio faz CCJ adiar mudança em MP

CCJ do Senado adia mudança no rito das MPs

Fonte: Congressoemfoco

Câmara aprova MP que cria cadastro positivo

Propósito é criar um banco de dados em poder de instituições privadas para oferecer juros mais baixos para o consumidor que concordar em ter suas informações cadastradas

11/05/

O plenário da Câmara aprovou na noite de terça-feira a medida provisória que cria o chamado cadastro positivo, com o propósito de criar um banco de dados em poder de instituições privadas para oferecer juros mais baixos para o consumidor que concordar em ter suas informações cadastradas. O projeto aprovado permite aos bancos de dados incluírem várias informações financeiras do consumidor, incluindo o pagamento de contas de serviços de luz, água, esgoto e telecomunicações.

O projeto prevê que o consumidor poderá ter acesso gratuito às informações sobre ele existentes no banco de dados e a seu histórico três vezes por ano. Ele poderá pedir a impugnação de qualquer informação sobre ele erroneamente anotada em banco de dados e ter, em até sete dias, sua correção ou cancelamento e comunicação aos bancos de dados com os quais aquele compartilhou a informação.

A medida provisória foi votada de forma simbólica, sem o registro dos votos no painel eletrônico, depois de um acordo de líderes. Apenas o PSOL declarou o voto contrário. "Esse cadastro é contra o consumidor pobre. Se atrasar uma prestação em uma loja de eletrodoméstico, não conseguirá comprar mais nada. Cadastro positivo é enganoso, pode ser o cadastro negativo", afirmou o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ).
Fonte: Gazeta do Povo

Se Bin Laden estivesse no Brasil

Carlos Chagas

Vamos supor, só para argumentar, que em vez de descoberto, vigiado e assassinado na cidadezinha de Abbotabad, próximo da capital, Islamabad, Osama Bin Laden tivesse sido detectado em Ceilândia, perto de Brasília. Ou em Petrópolis, a um pulo do Rio. Quem sabe em São Bernardo, ao lado de São Paulo? Possíveis essas hipóteses seriam, dadas as redes de proteção que hoje favorecem os bandidos em todo o planeta.

Teriam feito o quê, os Estados Unidos? Não se duvide, a mesma coisa que acabam de fazer no Paquistão: montariam em segredo excepcional esquema de vigilância, organizariam uma equipe de assalto e, depois da execução e do sumiço do cadáver, diriam-se desconfiados do apoio do Brasil ao inimigo público número 1 da Humanidade. Para justificar a quebra da soberania brasileira e o sigilo da operação, nada como lançar depois o boato da cumplicidade de grupos locais, até integrantes do governo. Por isso Dilma Rousseff não teria sido avisada…

Não se trata do teatro do absurdo, mas de um real e abominável expediente capaz de confirmar Nietzsche e seus seguidores: verdadeira é a versão do mais forte. Ético, justo e até bonito é o vencedor, importando menos quantas leis internacionais possam ter sido quebradas.

***
JOGO SUJO

Fica evidente a relação de causa e efeito entre a “operação Bin Laden” e a sucessão presidencial americana. Porque se desde 2009 a CIA tinha detectado a presença de Osama Bin Laden próximo da capital do Paquistão, porque só agora desencadeou-se a operação para o seu assassinato? Justo na hora em que despencava a popularidade do presidente Barack Obama e quando parece prestes a se abrir a temporada sucessória nos Estados Unidos?

Nossas oposições e seus porta-vozes na mídia acabam de desencadear intensa campanha contra o Lula. Divulgam o quanto aumentou, em 2010, a distribuição de publicidade governamental, assim como quantas obras do PAC foram anunciadas nos meses anteriores à eleição de Dilma Rousseff. Chegam a ligar a perspectiva de aumento da inflação ao comportamento do ex-presidente na campanha, enquanto acham plenamente justa a manobra de Obama para pleitear um seguindo mandato.

***
VOTAR NUM E ELEGER O OUTRO

Em artigo de inequívoca oportunidade o senador Francisco Dornelles acaba matar dois coelhos num tiro só. Fulminou o atual sistema de votação em deputados federais, que pelo expediente das coligações partidárias não raro dá a vitória a quem teve menos votos, derrotando os mais votados. Mas também estraçalhou a proposta de votação em listas elaboradas pelos caciques dos partidos, com a proibição de o eleitor escolher o seu candidato personalizado. Para o representante do Rio, a solução está no chamado “distritão”, quer dizer, cada estado formaria um único distrito eleitoral, elegendo-se simplesmente os candidatos que recebessem mais votos.

Sobra lógica no raciocínio, ainda que certamente venham a faltar votos no Congresso para a aprovação desse óbvio ululante.

***
PARTIDO FANTASMA

Ao contrário do que poderia parecer, enfraquecem-se o prefeito Gilberto Kassab e o seu PSD a cada dia que conquistam mais um deputado ou um vereador. A razão é simples: chamados de trânsfugas pelos partidos que vêm abandonando, os novos adeptos vão ingressando naquele nevoeiro característico de filmes de vampiro. A nova legenda surge amorfa, insossa e inodora, na medida em que possui filiados, mas não possui doutrina nem ideologia. É marcada apenas pelo açodamento da adesão.

No caso, adesão ao governo Dilma Rousseff, já que sem exceção seus quadros formam-se com oriundos da oposição. O que sustentam em termos de política econômica, financeira, social, ambiental, de desenvolvimento ou de soberania nacional? Apenas aquilo que o governo adota. Nenhuma contribuição surgiu até agora do PSD, sequer seu programa parece esboçado. Uma pena.

Fonte: Tribuna da Imprensa

A fragilidade da internet é o esconderijo atrás de nomes falsos ou apenas uma sigla. Alguns só ofendem, como esse “Jo”.

Helio Fernandes

Aparece para criticar meu artigo sobre o atentado à Tribuna, em março de 1981, deve ser um militar torturador, que diz: “Vigarista Rui Falcão, bandido bem conhecido seu, vocês podem até passear juntos, de mãos dadas!”. Covardia, impunidade, espero que “Jo” abandone as ofensas, fique para sempre se admirando no espelho.

Outro que aproveita “as criancinhas sem lanche” para exibir seu ódio, é esse que se assina Valdenor de Souza. Também deve ser militar, pois intima: “DEIXEM o seu Otávio (Medeiros) descansar em paz, como diz no próprio TEXTO, morreu no OSTRACISMO E POBRE”.

Todos morrem, em paz ou no crime, como foi o caso do general que massacrou a Tribuna. E queria matar milhares no Riocentro para manter a sua “esperança” de ser “presidente”, com todas aspas. Quando era todo poderoso, andava com “10 mil seguranças”, dia e noite.

Por que preservar os assassinos? Por que morreram? Diz que ele era pobre. Só por causa disso está justificada uma existência de crimes, maculando o nome do Exército? E não precisava de dinheiro, a vida inteira foi “financiado” pelo cidadão-contribuinte-eleitor, que não sabia que sustentava um assassino.

Parabéns à Mariposa e a Ofelia Alvarenga, que reconheceram a coragem que é necessária para escrever, pois em várias oportunidades, TIVE MEDO. Mas não pedia nem concedia nada.

Uma vez, preso com Carlos Lacerda, Mario lago e o jornalista Osvaldo Peralva, critiquei o ex-governador intensamente. Ele tinha três filhos, cada um recebeu “missão” especial. Um, falar com o cardeal, outro, com o “governador” de São Paulo, Abreu Sodré, o terceiro, com o general Sizeno Sarmento, que fora Secretário de Segurança do seu governo.

Minhas palavras textuais: “Carlos, prisioneiro não fala com o carceireiro”. Não gostou, mas não se irritou. Acabou saindo no dia 22 de dezembro desse 1968.

Ainda não estava cassado, se irritou mesmo quando eu falei: “Não adianta sair, Carlos, você será cassado do mesmo modo”. O que aconteceu no dia 30. No dia 2 de janeiro de 1969, viajou para a Europa, teve a generosidade de ir se despedir de Mario Lago e de mim.

Nós ficamos até o dia 6 de janeiro, “Dia de Reis”. Os generais-torturadores costumam ser muito religiosos e “tementes” a Deus. Torturam, mas têm o costume de antes, benzer os aparelhos e as ferramentas da tortura, fazendo o “sinal da cruz”.

Meus parabéns e agradecimento a Francisco José Corrêa, que teve a coragem e a sinceridade de se manifestar em relação a alguns pronunciamentos feitos aqui, visivelmente odientos. (Francisco José Corrêa pode até ser militar, conheci militares corajosos, sinceros e constrangidos com o comportamento de colegas).

Textual: “Não entendi o porquê da menção a Lula com 2 letras “l”, nem a menção a Rui Falcão como “vigarista, bandido bem conhecido seu”, terminando com “Helio podia até andar de mãos dadas com ele”. Nada a ver com a matéria, apenas desejo de ofender.

E Francisco José Corrêa termina de forma magistral: “Além da vontade de ofender, deve ser saudade de um período tétrico (e fétido) de nossa história recente (1964 a 1990)”.

Admirável o comentário de Marcio Morato: “O caso do Riocentro somente veio à tona porque deu errado. Queria ver estes senadores se o depoimento de Helio Fernandes fosse depois do 30 de abril de 1981”.

***

PS – Se tivesse dado certo, e alguma CPI chamasse, o depoimento seria praticamente o mesmo, pois os personagens principais foram os que destruíram a Tribuna.

PS2 – Só que o Riocentro precisou de muito mais gente e planejamento. O ataque à Tribuna foi o teste, o do Riocentro a finalização.

P3 – Apenas o óbvio, Marcio: se esse massacre final tivesse “dado certo”, não haveria CPI nem depoimento de Helio Fernandes para comentar. Seria a vitoria dos radicais, a nova ditadura, absorvente e cruel, começaria muito mais violenta, “aproveitando” os 17 anos (na época) de destruição civil e pessoal.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Em destaque

Ipsos: preocupação do brasileiro com segurança e corrupção se consolida em ano eleitoral

  Ipsos: preocupação do brasileiro com segurança e corrupção se consolida em ano eleitoral Expansão geográfica do crime organizado e escânda...

Mais visitadas