terça-feira, setembro 28, 2010

O milagre que a oposição tem que operar para haver segundo turno

Postado por LEN

135.804.433 – Esse é o número de eleitores aptos a votar no próximo domingo, 3 de outubro, um aumento de 7,8% no total de eleitores em relação às eleições de 2006.

11% – Esse é o percentual de intenções de votos (estimulado) da diferença que Dilma tem em relação a soma das intenções de voto dos demais candidatos, segundo a última avaliação do tracking diário Vox Populi/Band/IG.

15 milhões – Essa é a quantidade aproximada de votos se as eleições fossem hoje, que separa a provável votação de Dilma da soma das prováveis votações dos demais candidatos, ou seja, a quantidade de votos que precisam tirar os adversários de Dilma para levar a eleição presidencial para o segundo turno.

3 milhões – Essa é a quantidade de votos que os demais candidatos precisam reduzir diariamente, nesses últimos cinco dias, da diferença em favor de Dilma para que a oposição tenha chances de levar a decisão para o segundo turno.

Nada se ganha de véspera, é claro que eles ainda têm as edições do Jornal Nacional de sexta e sábado, além da Veja do fim de semana para tentar nova bala de prata sem que haja tempo de defesa como fizeram em outras eleições, só que em 2006, a essa altura, a diferença de Lula para os demais candidatos era bem menor e vinha sendo reduzida de forma regular (a boca do jacaré fechando) e essas condições não se repetem agora.

A tendência é que na reta final alguns dos indecisos passem a votar em Dilma, afinal estatisticamente os indecisos se distribuem entre os candidatos existentes e não vai ser diferente dessa vez. A cada ponto que Dilma consiga nessa reta final torna a desesperante tarefa tucana cada vez mais impossível de se realizar.

Mesmo que conseguissem atrair todos os indecisos para os outros candidatos e nenhum voto fosse para a Dilma (estatisticamente improvável), ainda assim teriam que tirar cinco milhões de votos de Dilma, coisa que não conseguiram fazer durante um mês de intenso bombardeio e vários escândalos fabricados.

Por mais que estes dias sejam motivos de grande ansiedade para a militância que não vê a hora de eleger Dilma já no primeiro turno com votação expressiva, é preciso analisar com cuidado e calma as tentativas de confundir a cabeça do eleitor com a sugestão de ondas que não passam de marolas.

Em meio a todo tipo de boataria e notícias plantadas é possível ver que algumas análises mais profissionais já apontam para o tamanho do drama da oposição, que tenta a todo custo se manter viva na disputa a despeito de todos os prognósticos desanimadores.

Não é para calçar salto alto, mas a única saída do Serra era contratar, em vez do guru Hindu-americano, um prestidigitador como David Copperfield para fazer a mágica de uma transferência de votos gigantesca em um período curto de tempo.

Fonte: Blog do LEN

A partir de novembro todos os 417munic�pios baianos ser�o dotados de bibliotecas p�blicas

A partir de novembro todos os 417 municípios baianos passam a ter bibliotecas públicas com financiamento do governo estadual. A informação é do diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro, e faz parte do programa Livro Aberto capitaneado pelo governo federal em parceria com estado e municípios. “A União repassa alguns materiais para estrutura física tipo computadores e impressoras, já o estado contrata os funcionários e mantém o funcionamento e os municípios cedem às casas onde as bibliotecas serão implantadas”, explicou ele nesta segunda-feira (27).

Durante o governo Wagner, o projeto ganhou um grande incentivo, com relação ao período entre 2003 e 2006, quando apenas 34 bibliotecas foram implantadas. “De janeiro de 2007 a agosto de 2010 o número saltou para 143. Nós também fizemos uma modernização das bibliotecas já existentes com compra de mais livros e computadores”, declarou Castro.

O professor Ubiratan Castro afirmou ainda que, em novembro próximo, começa a ser aplicado o programa Agente de Leitura. Com investimento de R$780 mil, o programa vai permitir que 570 agentes percorram os municípios baianos para fomentar a leitura na população. Além disso, já foi aprovada a licitação que vai permitir a instalação, em 260 municípios baianos, de Pontos de Leitura. “É muito importante investir nessa área porque o livro ainda é o principal intermediário dos conhecimentos humanos acumulados. A leitura também combate o coronelismo, porque quem não lê perde a referência”, garante.

Sérgio Jones Sérgio Jones

Mino Carta responde à tentativa de censura da Dra Sandra Cureau

Agora entendi porque a fiel funcionária da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde, entrevistou hoje (27) a vice-procuradora da Justiça Eleitoral, Sandra Cureau, sem tocar na bobagem que ela fez ao chantagear a revista CartaCapital. É apenas uma operação tipo proteção de imagem. Realmente era necessário. Depois que a vice-procuradora exigiu, ilegalmente, que a revista CartaCapital entregasse documentação, em cinco dias, das "relações publicitárias" com o governo federal, a “proteção” se tornou urgente. Como é que essa gente se expõe tanto? Sandra Cureau aceita fazer serviço sujo, Eliane Cantahêde aceita limpar a sujeira. Uma vergonha.

LEIA NA ÍNTEGRA A RESPOSTA DE MINO CARTA:

Sandra Cureau, a censora

Permito-me sugerir à doutora Sandra Cureau, vice-procuradora-geral da Justiça Eleitoral, que volte a se debruçar sobre os alfarrábios do seu tempo de faculdade, livros e apostilas, sem esquecer de manter à mão os códigos, obras de juristas consagrados e, sobretudo, a Constituição da República. O erro que cometeu ao exigir de CartaCapital, no prazo de cinco dias, a entrega da documentação completa do nosso relacionamento publicitário com o governo federal nos leva a duvidar do acerto de quem a escolheu para cargo tão importante.

Refiro-me, em primeiro lugar, ao erro, digamos assim, técnico. Aceitou uma denúncia anônima para proceder contra a revista e sua editora. Diz ela conhecer a identidade do denunciante, acoberta-o, porém, sob o manto do sigilo condenado pelo texto constitucional e por decisões do Supremo Tribunal Federal. Protege quem, pessoa física ou jurídica, condiciona a denúncia ao silêncio sobre seu nome. Ou seja, a vice-procuradora comete uma clamorosa ilegalidade.

Há outro erro, ideológico. Quem deveria zelar pela lisura do embate eleitoral endossa a caluniosa afronta que há tempo é cometida até por colegas jornalistas ardorosamente empenhados na campanha do candidato tucano à Presidência. A ilação desfraldada a partir do apoio declarado, e fartamente explicado por CartaCapital, à candidatura de Dilma Rousseff revela a consistência moral e ética, democrática e republicana dos acusadores, ou por outra, a total inconsistência. A tigrada não concebe adesão a uma candidatura sem a contrapartida em florins, libras, dracmas. Reais justificados por abundante publicidade governista.

Sabemos ser inútil repetir que a publicidade governista premia mais fartamente outras publicações. Sabemos que José Serra, ainda governador, mas de mira posta na Presidência, assinou belos contratos de compra de assinaturas com todas as maiores empresas jornalísticas do País, com exceção, obviamente, da editora de CartaCapital.

Sabemos que não é o caso de esperar pela solidariedade dos patrões da mídia e dos seus empregados, bem como das chamadas entidades de classe, sem falar da patética Sociedade Interamericana de Imprensa. Estas, aliás, se apressam a apoiar a campanha midiática que aponta em Lula o perigo público número 1 para a democracia e a liberdade de imprensa.

Nem todos os casos denunciados pela mídia nativa merecem as manchetes de primeira página, um e outro nem mesmo um pálido registro. É inegável, contudo, que dentro do PT há uma lamentável margem de manobra para aloprados de extrações diversas.

CartaCapital tem dado o devido destaque a crimes como a quebra de sigilo fiscal e a deploráveis fenômenos de nepotismo e clientelismo, embora não deixe de apontar a ausência das provas sofregamente buscadas pelos perdigueiros da informação, em vão até o momento, de ligações com a campanha de Dilma Rousseff.

Vale, porém, discutir as implicações da liberdade de imprensa, e de expressão em geral. É do conhecimento até do mundo mineral que a liberdade de informar encontra seus limites no Código Penal. Se o jornalista acusa, tem de provar a acusação. E informar significa relatar fatos. Corretamente. Quanto à opinião, cada um tem direito à sua.

Muito me agrada que o Estadão e o Globo em editoriais e, se não me engano, um colunista tenham aproveitado a sugestão feita por mim na semana passada. Por que não comparar Lula a Luís XIV, além de Mussolini e Hitler? Compararam, para ampliar o espectro da evocação. De ditadores de extrema-direita a um monarca por direito divino, aprazível passeio pela história. Volto à carga: sinto a falta de Stalin, talvez fosse personagem mais afinada com a personalidade de Lula, aquele que ia transformar o Brasil em república socialista. Quem sabe, a tarefa fique para a guerrilheira terrorista, assassina de criancinhas.

Espero ter sido útil, com uma contribuição aos delírios de quem percebe o poder a lhe escorrer entre os dedos. A campanha midiática a favor do candidato tucano não é digna do país que o Brasil merece ser, e sim adequada ao manicômio. Aumenta o clamor de grupelhos de inconformados de uma velha-guarda que não dispensa militares de pijama, todos protagonistas de um espetáculo que fica entre a ópera-bufa e o antigo Pinel. Que tem a ver com liberdade de imprensa acusar Lula e Dilma de pretenderem “mexicanizar”, ou “venezuelizar” o Brasil? Ou enterrar a democracia?

Mesmo que o presidente não pronuncie sempre palavras irretocáveis, onde estão as provas desse terrificante projeto? Temos, isto sim, as provas em sentido contrário: os golpistas arvoram-se a paladinos de uma legalidade que eles somente ameaçam. A união da mídia já produziu alguns entre os piores momentos da história brasileira. A morte de Getúlio Vargas, presidente eleito, a resistência a Juscelino, o golpe de 1964 e suas consequências 21 anos a fio, sem contar com a oposição à campanha das Diretas Já. Ou com o apoio maciço à candidatura de Fernando Collor, à reeleição de Fernando Henrique, às privatizações vergonhosamente manipuladas.

É possível perceber agora que este congraçamento nunca foi tão compacto. Surpreende-me, por exemplo, o aproveitamento que o Estadão faz das reportagens de Veja, citada com todas as letras. Em outros tempos não seria assim, a família Mesquita tachava os Civita de “argentários” em editoriais da terceira página. As relações entre os mesmos Mesquita, os Frias e os Marinho não eram também das melhores. Hoje não, hoje estão mais unidos do que nunca. Pelo desespero, creio eu.

A união, apesar das divergências, sempre os trouxe à mesma frente quando o risco foi comum. Ameaça ardilosamente elevada à enésima potência para justificar o revide pronto e imediato. E exorbitante. A aliança destes dias tem uma peculiaridade porque o risco temido por eles é real, a figurar uma situação muito pior do que aquela imaginada até o começo de 2010. Desespero rima com conselheiro, mas como tal é péssimo. De sorte que estão a se mover para mais uma Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade. A derradeira, esperamos. Não nos iludamos, no entanto. São capazes de coisas piores.

Otimista em relação ao futuro, na minha visão vivemos os estertores de um sistema, mudança essencial ao sabor de um confronto social em andamento, sem violência, sem sangue. Diria natural, gerado pelo desenvolvimento, pelo crescimento. Donde, por mais sombrios que sejam os propósitos dos verdadeiros inimigos da democracia, eles, desta vez, no pasaran. Eles próprios se expõem a risco até ontem inimaginável. Se houver chance para uma tentativa golpista, desta vez haverá reação popular, com consequências imprevisíveis.

Episódio representativo da situação, conquanto não o mais assombroso, longe disso, é a demanda da vice-procuradora da Justiça Eleitoral para averiguar se vendemos, ou não, a nossa alma. Falo em nome de uma pequena redação que não desiste há 16 anos na prática do jornalismo honesto, pasma por estar sob suspeita ao apoiar às claras a candidatura Dilma.

Sugiro à doutora Sandra que, de mão na massa, verifique também se a revista IstoÉ recebeu lauta compensação do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema quando o acima assinado em companhia do repórter Bernardo Lerer, escreveu uma reveladora, ouso dizer, reportagem sobre Luiz Inácio da Silva, melhor conhecido como Lula, publicada em fevereiro de 1978. Ou se acomodou-se em uma espécie de mensalão ao publicar oito capas a respeito da ação de Lula à frente de uma sequência de greves entre 1978 e 1980. Ou se me locupletei pessoalmente por ter estado ao lado dele na noite de sua prisão, e da sua saída da cadeia, quando enquadrado pela ditadura na Lei de Segurança Nacional, bem como nas suas campanhas como candidato à Presidência da República. Desde o dia em que conheci o atual presidente da República, pensei: este é o cara.


Mino Carta
Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde. redação@cartacapital.com.br

# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

População centenária já ultrapassa 17 mil

Entre os estados, a Bahia aparece na lista com o maior número de pessoas acima de 100 anos (2.473)

27/09/2010 | 18:00 | Agência Estado

A queda da fecundidade e o aumento da longevidade da população, inclusive com elevação do número de pessoas com mais de 100 anos de idade, são as principais informações preliminares já fornecidas pelo Censo 2010, segundo informou hoje o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Nunes.

Segundo ele, dados revelam que, com cerca de 80% da população já recenseada, as pessoas com mais de 100 anos já somam 17.615 em 2010, ante 24.576 no Censo 2000. "As informações são absolutamente preliminares, mas confirmam o envelhecimento da população, que deve se acentuar nas próximas décadas", disse Nunes.

Entre os estados, a Bahia aparece na lista com o maior número de pessoas acima de 100 anos(2.473). Em São Paulo, são 2.248 contabilizadas até o momento. "Há informações claras de mudança no padrão demográfico da população brasileira", afirmou, acrescentando que "o País deixará de ser um país jovem para se tornar um país adulto".

Outro resultado preliminar também apresentado por Nunes diz respeito ao número médio de pessoas por domicílio, que caiu para 3,34 no Censo 2010, ante 3,79 na pesquisa anterior. Houve redução, na década, de pessoas por domicílio na área urbana (3 64 para 3,29) e na área rural (4,17 para 3,64). "É algo muito expressivo e característico do Brasil na década de 2000, o recuo na taxa de fecundidade cada vez mais generalizado, na área urbana e rural", disse o presidente do IBGE.

Segundo Nunes, o trabalho de coleta de dados do Censo 2010 deverá se encerrar antes do prazo estabelecido, em 31 de outubro porque "o processo ocorre aceleradamente em todas as regiões". No entanto, ele disse que não haverá divulgação antecipada de resultados, e sim aproveitamento da "folga no calendário" para "aprofundar o trabalho de supervisão e revisão". No dia 27 de novembro, os dados serão encaminhados para o Tribunal de Contas da União (TCU). Até a última sexta-feira, cerca de 151,4 milhões de pessoas já haviam sido recenseadas no país, com 56,6 milhões de domicílios visitados.

Fonte: Gazeta do Povo

Censo mostra que a população está mais velha

Folha de S.Paulo

RIO - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou ontem que os resultados parciais do Censo 2010 confirmam a tendência de envelhecimento da população brasileira, fruto da redução da taxa de fecundidade e do aumento da expectativa de vida no país.

Até o meio-dia de ontem, 154,2 milhões de pessoas já haviam sido recenseadas. O número equivale a 80,54% da população brasileira estimada em 2009.

Segundo o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, o Censo aponta para uma mudança acelerada na pirâmide etária do país. "Mantidas as condições atuais de fecundidade, expectativa de vida e movimento migratório, deixaremos de ser um país jovem para nos tornarmos um país com população madura", disse ele, que previu que a alteração ocorrerá em um prazo de 30 anos.

Em 2000, o Censo revelou que 40,17% da população brasileira tinha até 19 anos. Em 2010, esse percentual caiu para 32,95%. Já a proporção de idosos com 60 anos ou mais passou de 8,57% para 11,16% no mesmo período. De acordo com Nunes, o movimento ocorre tanto na zona urbana quanto na zona rural --essa, entretanto, ainda apresenta taxas maiores de fecundidade.

Até ontem, o Censo também tinha registrado 17,6 mil pessoas com cem anos ou mais de idade em todo o país, apesar de ainda faltar recensear cerca de 20% da população. Na pesquisa anterior, esse contingente chegou a 24,5 mil. A Bahia apresentou o maior número de centenários até agora: 2.473.

Outra tendência revelada foi a de redução no número médio de habitantes por domicílio. De acordo com Nunes, isso também é fruto da redução da taxa de fecundidade, que hoje já está abaixo de dois filhos por mulher.

Em 2000, cada moradia tinha em média 3,79 moradores contra 3,34 em 2010. O Rio Grande do Sul teve a menor média do país, de 2,99.

A coleta de dados do Censo 2010 teve início em 1º de agosto e será encerrada em 31 de outubro.

Fonte: Agora

Fotos do dia

Paola Oliveira fotografa para campanha da Scala A bela estará na série "As Cariocas" Catador de papelão lucra ao usar carroça para fazer propaganda política
Policial militar ajuda a empurrar trólebus na avenida Ipiranga Jogadores do Palmeiras treinam para enfrentar o Inter nesta quarta Neymar durante treino no CT Rei Pelé

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Dilma já não tem vitória garantida no 1º turno

Folha de S.Paulo

A seis dias da eleição, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já não tem mais garantida a vitória no primeiro turno, revelou uma nova pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país. De acordo com o levantamento, a petista agora perde votos ou oscila negativamente em todos os segmentos da população.

Nos últimos cinco dias, Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos que decidirão o pleito. Ela recuou de 54% para 51% --e precisa de 50% mais um voto para ser eleita. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma Rousseff pode ter 49% dos votos válidos. Ou 53%, o que a levaria ao Palácio do Planalto sem passar por um segundo turno eleitoral.

Ainda considerando os votos válidos, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, apenas oscilou positivamente, de 31% para 32%. Marina Silva, do PV, também oscilou positivamente dentro da margem de erro. Passou para 16% ante os 14% que tinha na última pesquisa.

Na pesquisa estimulada, Dilma Rousseff registra 46% das intenções de voto contra 28% de José Serra e 14% de Marina Silva. Brancos, nulos e eleitores que dizem que não votarão em nenhum candidato totalizam 3%. Os indecisos somam 7%. Os demais candidatos não atingiram 1%.

Fonte: Agora

STF suspende ações de benefícios anteriores a 97

Gisele Lobato
do Agora

O STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou a suspensão de todos as ações que podem ser afetadas pelo julgamento do prazo máximo para pedir a revisão de benefícios anteriores a 1997, quando uma lei estipulou o limite de dez anos para entrar com processo contestando o valor do pagamento. As ações iniciadas nos JEFs (Juizados Especiais Federais) já haviam sido congeladas pela TNU (Turma Nacional de Uniformização).

O Supremo vai decidir se a lei que criou o prazo de dez anos deve valer para quem já recebia um benefício antes de 1997. O posicionamento deverá ser seguido por todas as instâncias da Justiça. A previsão de especialistas é que o julgamento definitivo ocorra até o final do ano.

Estão paradas as revisões de benefícios anteriores a 1997 pedidas há mais de dez anos da concessão. Caso o Supremo entenda que a lei também vale para quem já recebia um pagamento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), esses processos serão extintos.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta terça,

Debandada da campanha de Dilma é tida como tática

Raul Monteiro

Os prefeitos peemedebistas que resolveram romper o compromisso com a candidatura presidencial de Dilma Roussef (PT) depois do desprezo da petista com relação ao candidato do PMDB a governador, Geddel Vieira Lima, não agem assim exclusivamente por fidelidade ao líder baiano, mas a partir de uma avaliação tática de que o segundo turno no plano nacional é fundamental para o grupo como um todo.

Na verdade, eles acreditam que a disputa em dois turnos é a única forma de reabilitarem Geddel frente à cúpula nacional do PT. O temor é de que Geddel seja forçado pelo grupo político do governador Jaques Wagner (PT) a abrir mão do Ministério da Integração Nacional, no qual fez sucessor o aliado baiano João Santana, antes mesmo de o presidente Lula deixar o cargo, na hipótese de Dilma se eleger no primeiro turno, o que traria consequências nada positivas para o grupo peemedebista como um todo.

O quadro mudaria na eventualidade de realização de um segundo turno por um motivo simples: independentemente de seu resultado nas urnas, Geddel passaria a ser cortejado de novo tanto pelo grupo de Dilma quanto por setores ligados a qualquer dos candidatos que vá para o segundo turno com ela.

Fonte: Tribuna da Bahia

18 estados devem definir eleições no 1º turno

Fernanda Chagas

Se os prognósticos dos institutos de pesquisas se concretizarem, é possível antecipar que em 17 estados e no Distrito Federal, os eleitores deverão conhecer os nomes dos eleitos já no dia 3 de outubro.

Em apenas quatro estados o segundo turno se configura, até o momento, como certo. Na briga por quem leva a melhor, os partidos que apoiam a presidenciável Dilma Rous- seff (PT) tendem a sair na frente, elegendo pelo menos 14 governadores. Já a oposição a Lula e a Dilma deve ganhar em seis.

A disputa mostra-se indefinida em cinco estados. O desejo de continuidade também é grande. Em 16 estados, o favorito é o governador que tenta a reeleição ou o candidato que tem apoio do governo estadual.

De acordo com os últimos resultados do instituto Ibope, o petista aparece com 52% das intenções de voto. Em seguida aparecem Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB) empatados com 15% cada um. Luiz Bassuma (PV) foi lembrado por 3% dos entrevistados. Pesquisa do instituto Vox Populi também mantém o governador na dianteira da corrida eleitoral.

Conforme a consulta estimulada, o candidato à reeleição tem 46% das intenções de voto, contra 18% de Paulo Souto (DEM), 14% de Geddel Vieira Lima (PMDB) e 2% de Luiz Bassuma (PV).

Contudo, o petista mantém o discurso focado na cautela. Segundo ele, apesar de as pesquisas apontarem vitória no primeiro turno, é preciso que a militância continue pedindo voto para ele, Dilma Rous- seff e os candidatos ao Senado, Lídice da Mata e Walter Pinheiro. “Estamos bem nas pesquisas, mas precisamos confirmar isso no dia 3 de outubro. Pesquisa que vale é a do voto na urna”, reafirmou.

O atual cenário, que coloca a ex-ministra e sua base eleitoral em situação bastante confortável, de acordo com especialistas políticos, se deve em especial ao carisma do presidente Lula, a alta popularidade de seu governo, o uso maciço desses elementos, mas também à demora da oposição em definir um discurso.

“Primeiro, infelizmente, a oposição pouco se articulou ao longo dos anos e não entendeu que fazer oposição é também ocupar espaço político. Com isso a campanha de José Serra está tendo a sorte anunciada desde o início, de discurso pouco consistente e pouco apelo popular. Ao contrário do presidente Lula, que conseguiu um alinhamento com atitudes altamente populistas”, enfatizou.

Para ele, a “competência eleitoral” do chefe executivo nacional, a boa avaliação de seu governo aliado à “incompetência da oposição” resultam no favorecimento à eleição da candidata Dilma.

“Para a oposição pesa o alto preço da vaidade e da teimosia, pois enquanto você tinha no Serra um sujeito sem carisma que não consegue mobilizar a massa a não ser em São Paulo, você tinha no Aécio um sujeito leve, carismático, sedutor e aglutinador, que poderia ter sido o escolhido pelos tucanos. Vale lembrar também que eles escolheram o vice de última hora, o que também não contribui”, analisou.

Ainda segundo Stalimir, diante da alta popularidade do presidente e de seu governo que aos olhos da população apresentou bom resultado, qualquer candidato colocado por Lula e pelo PT seria bem aceito.

“Não se consegue desmitificar o discurso de que foi uma coincidência mundial que permitiu ao Brasil uma estabilidade econômica e que esse resultado foi uma conquista que se iniciou em outros governos. A população não observa dessa forma”, arrematou.

Eleitor nordestino se mostra decidido

No Nordeste, não apenas o cenário baiano parece estar definido. O Maranhão também pode definir seu futuro governante logo no primeiro turno. A candidata do PMDB, Roseana Sarney, tem 46% das intenções de votos. Na segunda colocação, constam Flávio Dino (PC do B) e Jackson Lago (PDT), empatados com 21% das citações. Considerando-se somente os votos válidos, a candidata do PMDB tem 52%. Dino e Lago também empatam, desta vez com 23% .

No Ceará, o atual governador Cid Gomes (PSB) é líder na disputa eleitoral, com 61% das intenções de voto, 44 pontos percentuais a mais que o segundo colocado, o ex-governador Lúcio Alcantara (PR). O candidato do PSDB, o deputado estadual Marcos Cals, é indicado por 10%

O Ibope ouviu o eleitorado potiguar entre os dias 20 e 22 de setembro. A candidata do DEM, Rosalba Ciarlini, tem 49%, vinte pontos percentuais à frente de Iberê (PSB), com 29%. Carlos Eduardo (PDT) tem 9%.

Na Paraíba, o atual governador Zé Maranhão (PMDB) mantém a liderança com 51%, uma diferença de 17 pontos percentuais de Ricardo Coutinho (PSB) com 34%.

Outra eleição que deve ser rápida é a de Pernambuco. O governador Eduardo Campos (PSB) tem 73%. Jarbas Vasconcelos (PMDB), 16%. O massacre é maior quando somados apenas os votos válidos. Campos tem 80% e Jarbas 18%.

Em Sergipe, Marcelo Deda (PT) tem 51%, 20 pontos percentuais a mais do que João Alves do DEM, que está com 31%.

Poucos estados deverão ter 2º turno

Com base nas pesquisas do Ibope, o segundo turno poderá acontecer em Rondônia, Amapá, Piauí, Alagoas, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal. Até Estados que tradicionalmente levavam a disputa para o segundo turno, como o Rio Grande do Sul e o Pará, rumam para a definição rápida.

A situação é de indefinição em sete estados do País. Em Rondônia, os candidatos João Cahulla (PPS), Confúcio Moura (PMDB) e Expedito Junior (PSDB) estão empatados, segundo o Ibope.

Cahulla atingiu 24%, Confúcio e Expedito com 22%. Com a eleição embolada, a decisão deve ir para o 2º turno. No Amapá, segundo prognóstico feito nos dias 10 e 12 de setembro, Lucas Barreto do PTB é líder com 34%.

Os candidatos Jorge Amanajás, do PSDB, Camilo Capiberibe, do PSB e Pedro Paulo, do PP, têm 23%, 17% e 11% das intenções de voto respectivamente.

Este resultado deve levar disputa para o 2º turno. No Piauí, a situação também está indefinida. O atual governador Wilson Martins (PSB) é líder com 39%. Na segunda posição está o candidato João Vicente Claudino (PTB), com 27%. O candidato Silvio Mendes (PSDB)tem 25% das intenções de voto.

A campanha está acirradíssima em Alagoas com três candidatos empatados tecnicamente. O Ibope mostra o candidato do PDT, Ronaldo Lessa, com 29%, seguido pelo ex-presidente Fernando Collor (PTB) com 28% e pelo atual governador Teotônio Vilela (PSDB)com 24%. Em Goiás, a tendência é que haja segundo turno. Marconi Perillo (PSDB) aparece com 42%. Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan (PR) têm 33% e 10% das intenções de votos, respectivamente.

No Distrito Federal, antes de renunciar à candidatura, Joaquim Roriz (PSC) subiu 3 pontos e reduziu a diferença para Agnelo Queiroz (PT) para 9 pontos. Roriz atingiu 33% e Queiroz 42%. O resultado deixa em aberto a realização de segundo turno. Roriz será substituído pela sua esposa Weslian

A disputa catarinense é outra que deve ser prolongada. Na pesquisa do Ibope, entre os dias 07 e 09 de setembro, Raimundo Colombo (DEM) aparece com 34%, contra 27% de Angela Amin (PP). A petista Ideli Salvatti tem 15%.

Fonte: Tribuna da Bahia

Perseguição implacável a Tiririca (já eleito por aclamação) mostra como a Justiça brasileira usa dois pesos e duas medidas

(Interino)

Impressionante a perseguição a Tiririca, que está prestes a ser eleito e já vai mandar fazer o terno para a posse. Primeiro, foi acusado de sonegar os bens, pois declarou que não tem nada. Na verdade, quem o conhece sabe que ele é e sempre foi pobre. O dinheiro que entrou por um lado, em melhor fase profissional na TV, saiu pelo outro. Depois do sucesso, estacionou na classe média.

Está certo que o candidato seja investigado pelo zeloso eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes, que diligentemente pediu a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Tiririca, ao saber que ele diz não ter bens, e está sendo processado pela ex-mulher (Vara de Família) e por quatro pessoas que lhe prestaram serviços (Justiça Trabalhista).

Mas sempre cabe a pergunta: por que a Promotoria Eleitoral não se mostra tão diligente quando se trata de outros candidatos, como César Maia, por exemplo. O atento Guilherme Corrêa, que sempre envia ótimas colaborações a este Blog, recentemente destacou que César Maia declarou apenas R$ 73.054,51 (referente a Fundo de investimento financeiro – FIF).

“César Maia não tem apartamento nem carro???”, perguntou Guilherme Corrêa, ironicamente, já que no Rio de Janeiro todos sabem que o ex-prefeito é milionário, mora num apartamento hollywoodiano em São Conrado (alega que a filha lhe “emprestou”) e só anda de táxi gratuitamente, se é que vocês me entendem.

Perto de César Maia, Tiririca é um indigente sem teto, sem lenço nem documento, caminhando contra o vento, para fazer rir o povo e para dizer que o rei está nu, como no genial conto de Hans Christian Andersen.

Ainda não satisfeito, agora o promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes pediu autorização da Justiça Eleitoral para fazer um teste de escrita e leitura com Tiririca. “Existe uma suspeita séria de que esse homem é analfabeto. É preciso saber se ele tem condição de ser candidato”, justificou o sempre diligente promotor.

A suspeita acontece depois de reportagem da revista “Época” mostrar indícios de que o palhaço é analfabeto. A lei eleitoral permite o voto dos analfabetos, mas proíbe a candidatura deles. E se ele for mesmo analfabeto? Não será o primeiro. Na década de 80, o suplente do então deputado Dante de Oliveira assumiu o cargo, apesar de analfabeto. Era líder dos garimpeiros no Mato Grosso, discursava toda sessão no chamado “pinga-fogo” (pequenos pronunciamentos no início da tarde) e se orgulhava de ser analfabeto. E o cacique Juruna, também deputado federal na mesma época, era formado em quê? Muitos outros deputados vêm dos chamados grotões e mal sabem assinar o nome. Ninguém nunca os incomodou.

Agora perseguem Tiririca. O sucesso de sua candidatura apenas demonstra o que muita gente pensa da política brasileira: é uma piada, cheia de enganadores, de partidos sem metas ou compromissos, num cenário em que o presidente da República, oriundo de um partido que era uma grande esperança de renovação, está hoje curvado aos banqueiros e abraçado a lideranças como Jader Barbalho, José Sarney, Severino Cavalcanti, Jorge Picciani e por aí em diante.

Quem realmente faz da política uma piada? Tiririca ou esses profissionais do voto?

Helio Fernandes |Tribuna da Imprensa

PROCESSO DA TRIBUNA CONTRA A UNIÃO TRAMITA HÁ 31 ANOS NA JUSTIÇA FEDERAL E NÃO TEM DATA PARA TERMINAR.

A Tribuna da Imprensa resistiu a 21 anos de ataques do regime militar, que perseguiu até os anunciantes, exerceu censura prévia durante 10 anos e depois explodiu sua sede e sua rotativa. O jornal, porém, não suportou a demora da Justiça, que lhe deu ganho de causa, mas não foi capaz de em tempo hábil possibilitar o pagamento da indenização devida e justa. E a Tribuna fechou as portas em dezembro de 2008.

A comparação é inevitável. Enquanto a Tribuna era levada a parar de circular, milhares de cidadãos prejudicados e perseguidos pela Revolução de 64 tiveram deferidos seus processos administrativos, e há vários anos estão recebendo suas indenizações. Na verdade, a Tribuna deixou de ser editada unicamente por falta de uma Justiça eficaz.

Por isso mesmo, expoentes do próprio Judiciário, como a nova Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Ministra Eliana Calmon, com muita razão e coragem têm afirmado que a lentidão da Justiça brasileira causa vergonha e leva ao desespero muitos dos que a ela recorrem.

A ação da Tribuna está tramitando há 31 anos. Já esteve no Supremo, onde transitou em julgado, não há possibilidade de recursos, mas agora se arrasta da 12ª Vara Federal do Rio de Janeiro, onde depende apenas de uma assinatura do juiz. Uma decisão simples e óbvia, que apenas reconheça a legitimidade e a validade da Perícia Judicial, cujo parecer é praticamente consensual, pois não sofreu maiores contestações pela União.

Então, por que o processo não anda? Simplesmente, porque a juiz titular Fátima Maria Novelino Sequeira há dois anos está à disposição da Corregedoria. Nesse período, a 12 ª Vara Federal já teve oito juízes substitutos, que praticamente não dão sentenças nem se interessam em se manifestar nos processos mais importantes, por entenderem que seriam da responsabilidade direta da juíza titular.

Criou-se, então, um cenário kafkiano: enquanto a juíza titular trabalha na Corregedoria para fazer os processos das outras Varas andarem, em sua própria Vara as ações mais relevantes estão inteiramente paralisadas, à espera de que S. Exa. volte a despachar em seu gabinete de origem.

O mais desesperador é que qualquer um dos oito juízes substitutos, por mais inexperiente e inseguro, já poderia ter julgado o processo, porque não existe controvérsia nem há discussão sobre o valor da indenização. Repita-se: as partes envolvidas – União e Tribuna da Imprensa – concordam com o valor da indenização, já arbitrado pela Perícia Judicial.

Essa é a situação atual, que há duas semanas levou Helio Fernandes a anunciar a inevitabilidade da extinção do Blog da Tribuna da Imprensa. O consagrado repórter está revoltado, e com razão. Prestes a completar 90 anos, quer receber logo a indenização, para pagar as dívidas da Tribuna da Imprensa e relançar o jornal, conforme o compromisso que assinou com o Sindicato dos Jornalistas, quando teve que parar a circulação, dia 2 de dezembro de 2008. São mais de 100 empregos diretos que serão imediatamente restabelecidos, assim que sair a indenização.

Mas o tempo passa, nada acontece. Os empregados do jornal, que continuam aguardando a volta ao trabalho, enviaram diversos telegramas aos juízes substitutos, pedindo que julgassem logo essa parte final do processo (o valor da indenização), mas não foram ouvidos.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Uma rígida professora

Carlos Chagas

Caso até domingo não sobrevenha um inusitado de olímpicas proporções, Dilma Rousseff estará eleita presidente da República. Só um milagre, e dos grandes, impedirá a candidata de vencer, provavelmente no primeiro turno.

Sucedem-se as perguntas, a partir daí: seu governo será um videotape do governo Lula, até pela manutenção de ministros atuais ou antigos? Conseguirá o PT maiores espaços na administração e nas decisões políticas? Qual o papel do PMDB, presumindo-se que venha a eleger as maiores bancadas na Câmara e no Senado? Haverá um diálogo diferente com as oposições? A influência do presidente Lula será ostensiva ou velada? A política econômica sofrerá mudanças?

Mais um milhão de indagações poderiam seguir-se a essas, registrando-se apenas a evidência de estar o país no limiar de um novo modelo de governar. Menos pelo fato de pela primeira vez uma mulher assumir o poder, mais pelas características pessoais de Dilma. Dificilmente ela conservará a imagem a duras penas mostrada na campanha, eivada de amenidades, sorrisos e rapapés. Por natureza, a nova presidente é rígida, áspera e até intolerante. Não mudará, em especial quando se vir a braços com desafios, incompreensões, críticas e a óbvia incompetência que marca a ação da máquina governamental.

Em suma, deve o país preparar-se para ser dirigido por uma professora disposta a cobrar o dever de casa logo no primeiro dia de aula. Alguém de poucas palavras e muita cobrança, bem diferente do tolerante e loquaz antecessor.

PLÍNIO E A CASA DE MARIMBONDOS

No pálido debate entre os candidatos presidenciais, na noite de domingo, destacou-se mesmo aquele que não tem nada a perder, porque já perdeu. Plínio de Arruda Sampaio voltou a enfiar a mão numa vasta casa de marimbondos. Levantou dúvidas que muita gente levanta mas poucos tem coragem de referir: para ele, os Estados Unidos são um país ditatorial porque quer impedir que o Irã e outras nações disponham da bomba atômica, jamais tendo protestado porque Israel também dispõe.

Arriscou-se a outra ferroada quando defendeu o controle dos meios de comunicação, denunciando que seis famílias tentam dominar a opinião pública nacional através de seus jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão.

O singular nessas polêmicas observações foi o silêncio dos adversários. Nem Dilma, nem Serra nem Marina abriram a boca para contestar ou apoiar Plínio, apesar das palmas do auditório. Em muitas outras afirmações do candidato do PSOL, foi como se ele não existisse, mesmo quando agredia os outros.

Dilma, acusada de conivente ou incompetente diante do caso Erenice Guerra, preferiu repetir a disposição de fiscalizar, apurar e punir qualquer mal-feito porventura ocorrido em seu governo. Não reagiu quando Plínio chamou o presidente Lula de megalômano. Ou de ter passado da esquerda para a direita. Também não respondeu se poderia viver com o salário-mínimo.

Marina disse apenas não admitir que outros determinem seu pensamento, quando acusada de querer agradar a todos e não se manifestar sobre temas polêmicos como as drogas, o aborto e a eutanásia. Também não reagiu ao ouvir que é ecocapitalista demagoga, constituindo um engodo sua proposta de realizar plebiscitos sobre essas questões. Nem quando rotulada de sem coragem para enfrentar os poderosos, engolindo os transgênicos, o desvio das águas do São Francisco

Serra silenciou quando Plínio acentuou que seus três adversários estavam mais ou menos ligados à corrupção. Preferiu denunciar o mensalão e o PT. Depois, informou que São Paulo tem o melhor padrão educacional do país, em seguida à acusação de os tucanos estarem no poder há 14 anos, no estado, sendo que 30% das crianças em idade escolar não sabem ler nem escrever.

DISSE OU NÃO DISSE?

A imprensa reproduziu trechos da entrevista concedida por Fernando Henrique Cardoso ao “Financial Times”, onde com todas as letras prevê a vitória de Dilma Rousseff, quer dizer, a derrota de José Serra, fazendo críticas à campanha dos tucanos.

Pois Serra não acreditou. Desmentiu que o ex-presidente tivesse dito o que disse. É aquela história do “me engana que eu gosto”. Na verdade, FHC andava ressentido por haver sido desconsiderado na campanha, aproveitando agora para dar o troco.

OS ASNOS AO REDOR DO TRONO

Felipe de Orleáns era regente da França durante a infância de Luís XV e resolveu fazer economia. Mandou vender a metade do plantel que lotava as cavalariças reais. Voltaire criticou a iniciativa, escrevendo que em vez de livrar-se dos cavalos, o regente deveria ter despachado metade dos asnos que evoluíam ao redor do trono. Encontrando-se com o então jovem polemista no Bois de Boulogne, Felipe disse que lhe proporcionaria uma vista de Paris que com certeza não conhecia: mandou-o para a prisão da Bastilha. Depois, arrependeu-se, mandou soltá-lo e até concedeu-lhe uma pensão vitalícia, que Voltaire perdeu ao escrever: “Agradeço a Vossa Majestade prover minha alimentação, mas informo que a habitação ficará por minha conta…”

Por que se conta esse episódio? Porque o presidente Lula irritou-se com o noticiário da imprensa dando conta do monumental aumento do número de funcionários do palácio do Planalto. Pensa em dispor da metade deles. Parece que leu Voltaire.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Russomano declara apoio a Dilma

Agência Estado


O candidato do PP ao governo de São Paulo, Celso Russomanno, declarou hoje (27) apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. O PP havia decidido ficar neutro em São Paulo. A seis dias das eleições, Russomanno fez questão de anunciar sua decisão ao fim do comício de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Sambódromo da capital paulista, evento que reuniu, segundo a candidata, 35 mil pessoas. "Não sou pessoa de ficar em cima do muro", disse Russomanno, em coletiva concedida ao lado de Dilma. "Acho que esse é o momento propício para declarar meu apoio", disse.

Dilma aceitou o apoio de Russomanno e comemorou o fato de ter mais um partido ao lado da sua candidatura. "Agora o arco de apoio está completo", disse. Questionada sobre se a declaração de Russomanno significava também o apoio de Paulo Maluf à sua candidatura, Dilma foi enfática: "O apoio de Russomanno para mim significa o apoio de Russomanno e o apoio do PP e do senador Francisco Dornelles", disse, sem citar o nome de Maluf. Imediatamente, encerrou a entrevista coletiva.

Dilma comemorou também a presença dos eleitores, sob a chuva, durante o comício. "Isso mostra pura e simplesmente a força da militância", disse. Ela afirmou ainda que a decisão sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada na Justiça para derrubar a exigência de apresentação de dois documentos na hora do voto cabe ao Supremo Tribunal federal (STF). "Se o STF decidir que não é procedente, não há problema nenhum. Se decidir que é procedente, é melhor porque dá maior liberdade. Isso quem vai decidir é a Justiça", afirmou.

Na avaliação dela, a exigência de um documento do foto além do título para o eleitor no dia da eleição pode prejudicar certos segmentos da população. "Não só os de baixa renda, mas também os índios", afirmou, destacando ainda que tem visto filas nos cartórios eleitorais de todo o País com o eleitor tentando tirar a segunda via do título. "Até por causa disso o prazo foi prorrogado", afirmou.

Fonte: A Tarde

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