terça-feira, outubro 28, 2008

Pela manhã, Wagner atacou Geddel

Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
O governador Jaques Wagner (PT) não diz, mas também não é necessário dizer. Na noite do último domingo e pela madrugada de ontem, no Largo de Sant’Anna, histórico ponto de comemoração, ou velório, de campanhas petistas, chovia de mesa em mesa, de boca em boca: “Com Geddel, não dá... Ele está criando uma cobra em casa”. O que Jaques Wagner não diz em público, mas está no ar por toda a Bahia, é que seu governo caminha para o rompimento com o PMDB do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Isso complica o jogo no plano nacional, a aliança com o PMDB que Lula ensaia para a sua sucessão? Complica, mas ainda que não diga, muito menos em público, esse é um fator que o governador Jaques Wagner não mais levará em conta. Nesses paradoxos que a política propicia, a derrota de Wagner o liberta. O ministro da Integração jogou centenas de milhões para tirar do chão da impopularidade um prefeito, João Henrique, que até então fazia uma administração pouco mais que medíocre. Em nome da governabilidade e dos compromissos maiores para 2010, Jaques Wagner viu-se enredado por um tempo excessivo. O seu estado de espírito agora pode ser detectado com clareza na frase de entrevista que se segue: - Geddel, pelo que tudo indica, está construindo 2010, o que é um direito dele. Só que, obviamente, ele não irá construir 2010 dentro do meu governo. O presidente Lula comemora hoje 63 anos. Hoje, estará em Salvador, e com Wagner. Viagem marcada já há muito para compromissos luso-brasileiros. É provável que o delicado assunto PMDB versus PT na Bahia e as conseqüências para 2010, ainda que no ar como uma assombração, não desçam à mesa das conversas do Palácio de Ondina. Terra Magazine - Governador, e aí, qual é o resumo da ópera? Jaques Wagner - Eles construíram uma aliança com o DEM que deu certo. Se você for ver a votação, foi a soma dele com ACM Neto. Prosperou a aliança PMDB-DEM, embasada numa lógica anti-petista. Terra Magazine - Foi uma aliança pró-prefeito João Henrique ou anti-petista? jw - Foi uma aliança contra o meu governo, contra o PT, e nisso o ACM (NR: o Neto) encaixou bem. Foi isso que aconteceu, e eu não tenho nada para reclamar. Só que eles agrediram ao meu governo e ao PT, desnecessariamente, e aí ficam sequelas que vamos analisar se são superáveis. Terra Magazine - Bem, o sujeito oculto disso tudo que o senhor está dizendo é Geddel... jw - Geddel, pelo que tudo indica, está construindo 2010, o que é um direito dele. Só que, obviamente, ele não irá construir 2010 dentro do meu governo. Terra Magazine - Para quem não sabe, foi um governo eleito com o PMDB de Geddel Vieira Lima, hoje ministro da Integração Nacional. jw - ...Se ele quer ser candidato, e repito que é um direito dele, não será construindo sua candidatura dentro do meu governo. (Por Bob Fernandes)
“Não quero mandar em nada”, diz ministro
A reeleição do prefeito João Henrique (PMDB), em Salvador, projeta uma sombra para a aliança PT-PMDB em 2010. Mas o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, padrinho político do candidato vitorioso, não vê danos imediatos para a parceria com o governador Jaques Wagner (PT). Nem vê dificuldade para o diálogo depois de uma campanha marcada por insultos contra o governo estadual. - 2010 é 2010 - define, em entrevista a Terra Magazine. “Essa questão de Wagner me procurar ou eu procurar Wagner... Eu não sou enamorado brigado com namorada. Esse tipo de coisa é quando a gente está namorando”, complementa o ministro, irritado.Geddel se apressa em desfazer a idéia de uma aliança automática com o DEM, aliado estratégico no segundo turno: - O DEM e ACM Neto escolheram, depois de procurados também pelo PT, o apoio à candidatura de João Henrique e do PMDB, em troca, exclusivamente, de o prefeito absorver quatro pontos do seu programa original. Foi um apoio circunstancial - enfatiza.Com 99% das urnas apuradas, João Henrique conquistou 58,44% dos votos; Walter Pinheiro, do PT, estacionou em 41,56%. Terra Magazine - Com a vitória de João Henrique, quem deve procurar primeiro o outro pra conversar, o senhor ou Jaques Wagner? Geddel Vieira Lima - Querido amigo, essa bobagem não é do tamanho da responsabilidade que nós temos pela frente. Não tenho dificuldade de procurar ninguém, nem deixar de ser procurado. Isso pra mim é uma coisa menor. O compromisso que o prefeito João Henrique vai capitanear nesse processo é com a cidade do Salvador. Essa questão de Wagner me procurar ou eu procurar Wagner... Eu não sou enamorado brigado com namorada. Esse tipo de coisa é quando a gente está namorando. Um homem público, um homem maduro, que tem responsabilidade, faz coisas sérias para o País e minha cidade. Terra Magazine - Como sai o PMDB das eleições, na Bahia? GVL - É evidente que o PMDB sai fortalecido. O PMDB sai com uma grande votação, tanto no interior quanto com a consolidação da vitória de João Henrique. Mas esse fortalecimento não é contra ninguém. É a favor da cidade do Salvador, a favor do Estado da Bahia. Terra Magazine - E sua aliança com ACM Neto e Paulo Souto? GVL - Que aliança? Não houve aliança com ACM Neto e Paulo Souto. A democracia, quando estabeleceu a eleição em dois turnos, ela sinalizou que o eleito deveria ter a maioria da votação do eleitorado. Isso significa dizer que aqueles que não passaram para o segundo turno têm que fazer uma escolha eleitoral. O DEM e ACM Neto escolheram, depois de procurados também pelo PT, o apoio à candidatura de João Henrique e do PMDB, em troca, exclusivamente, de o prefeito absorver quatro pontos do seu programa original. Foi um apoio circunstancial. Aliança nós fizemos com o PTB, que nos forneceu o vice, o professor Edvaldo Brito. E com o PP e o PDT no primeiro turno. Recebemos o apoio. Ponto. Nada pra 2010. Terra Magazine - Em 2010, o senhor e o PT... GVL - 2010 é 2010. Você me liga quando 2010 chegar. Terra Magazine - Como vê a crítica de que o senhor vai mandar mais que o prefeito João Henrique na prefeitura? GVL - Com naturalidade. As pessoas confundem às vezes a característica de humildade e de generosidade do prefeito João Henrique com falta de firmeza. Talvez esse tenha sido o grande defeito dos adversários. A humildade e a generosidade não podem ser confundidas com falta de firmeza. Pelo contrário. Nos debates, ao longo da campanha, ele demonstrou firmeza e capacidade decisória que o conduziu à vitória. Da minha parte, não quero mandar em absolutamente nada. Tenho no prefeito João Henrique um amigo, é da minha geração, conheço os pais... Tivemos divergências, encontros e desencontros... Mas nossa união é algo maior do que qualquer fofoca, qualquer intriga. Terra Magazine - O governador Jaques Wagner se queixou do tom da campanha do PMDB. Achou agressiva e desrespeitosa com o governo estadual. GVL - O governador Jaques Wagner tem direito a se queixar do tom da campanha. Nós nos queixamos do tom da campanha e, no momento em que o governador Jaques Wagner, o líder político do Estado, quiser conversar sobre esses temas todos, nós estaremos sempre abertos, com muita humildade, para sobre eles tratá-los. Até porque o meu compromisso e o do prefeito João Henrique é pra criar todas as facilidades para o presidente Lula levar adiante o projeto de Brasil que tem dado certo. Terra Magazine - Nacionalmente, como fica o PMDB após as eleições municipais? GVL - Houve um crescimento do PMDB nacional, mas o argumento é o mesmo: não pra se imaginar que vai ser utilizado contra quem quer que seja. O crescimento do PMDB, com seu histórico de contribuições à democracia do País, à luta por avanços econômicos e conquistas sociais, só pode ser visto como o crescimento de um partido que tem inegáveis contribuições a dar para o futuro do País.(Por Claudio Leal )
PT erra na análise e coloca em xeque aliança
Fazer política com o fígado, ensinam os antigos mestres, pode eventualmente produzir resultados, mas contraria o princípio básico da arte, que é a soma, a compatibilização de forças e interesses para facilitar aos protagonistas o exercício do poder e a definição de projetos futuros. A realidade, por si só, é conflituosa demais para que governantes e outros entes políticos ajam sob pura emoção ou excesso de autoconfiança. Um exemplo que vale ser citado, pela proximidade temporal e pela relação direta com o recém-findo pleito de Salvador, é o do ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB). Candidato ao Senado em 2006, desejava ser o único anticarlista da disputa, e por isso não gostou quando se consolidou o nome de João Durval (PDT), pai do prefeito João Henrique, em aliança branca com Jaques Wagner para governador. Qualquer que fosse o resultado, jurou na época, concorreria à prefeitura da capital em 2008. Anúncio meramente hepático, uma ameaça longínqua à reeleição de João Henrique. Imbassahy foi terceiro colocado naquela eleição, perdendo até na cidade que dirigira por oito anos. Dois anos depois, cumpriu a promessa, mas nas mesmas condições anteriores – palanque fraco e carência de recursos – chegou em quarto lugar para prefeito. O tema decorre, ainda, da trapalhada promovida pelo PT na sucessão municipal. A observação da cena política, ao longo de muitos anos, dá a impressão de que o partido jamais foi aliado sincero do prefeito. Seria certo e legítimo que, ante divergências essenciais, tivessem algum dia rompido, mas a análise que se permite é a de que, desde o primeiro dia, os petistas de todas as correntes ingressaram na gestão municipal com hora certa para pular fora, ainda que fosse a última. (Por Luis Augusto Gomes)
Fome de poder fisgou partido
A política que o PT fez na eleição para prefeito não foi exatamente com o fígado, apesar da reserva e do espírito crítico com que muitos de seus próceres enxergavam o prefeito desde o tempo em que ele era deputado estadual. Mais correto dizer que foi feita com o estômago, o que ao menos deixa a questão no campo digestivo: no antegozo do poder integral sobre a máquina pública que o fascinava, o partido perdeu a visão global do processo e achou que poderia encarar ao mesmo tempo dois adversários poderosos. O projeto do governador Jaques Wagner era simples e adequado ao equilíbrio que imprimiu à sua vida pública, ressalvadas performances mais recentes: reconhecendo em João Henrique, diversas vezes, “o candidato natural” de sua base, propunha aos companheiros petistas uma aliança que, no final, tragaria também Imbassahy. Sobraria ACM Neto (DEM) para o enfrentamento. Uma fórmula que possibilitaria a todos pensar e agir com tranqüilidade em relação aos muitos pontos do futuro: a administração do Estado e da capital, a eleição para o governo e o Senado e a própria sucessão do presidente Lula. Tudo agora é história, é assunto para avaliação. A questão é saber que próximos passos serão dados pelos atores numa realidade política que tem três blocos principais. O governador Jaques Wagner ainda opera o papel central, e de uma conversa com o ministro Geddel – que já poderá ter ocorrido – sairiam rotas e ritos mais aceitáveis para o futuro, embora as declarações de ontem de Wagner, sobre Geddel e 2010, não sejam muito animadoras. O DEM e suas estrelas, pongados no bonde, aguardam o desfecho. A vitória em Salvador envaidece Geddel Vieira Lima, que, no entanto, sendo um político paciente, apesar do seu estilo ágil, está mais focado em fortalecer-se que em brigar à toa. Quer consolidar o poder municipal e ampliar a faixa de atuação a bordo de um ministério que é a cara da Bahia. E ver o que acontece. O problema é a ressaca do PT, que tende a potencializar as divergências. Nesse caso, restaria ao partido torcer – e colaborar – para que o governo Wagner chegue a bom termo, com capacidade para ser um interlocutor à altura do aliado. (Por Luis Augusto Gomes)
Geddel tem encontro reservado com Wagner
Menos de 24 horas após ter o seu candidato, o peemedebista João Henrique, reeleito prefeito de Salvador com quase 220 mil votos de frente sobre o petista Walter Pinheiro, apoiado pelo governador do Estado, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, recebeu um telefonema no começo da tarde, do governador Jaques Wagner lhe propondo um encontro às 17h30 em Ondina. Geddel foi e pelo que durou a conversa eles tinham mesmo o que conversar. Geddel só saiu de Ondina às 21 horas e procurou destacar a cordialidade que marcou todo o diálogo com Wagner. Elegante, sequer registrou o fato de o governador não ter lhe ligado na véspera para parabenizá-lo pela vitória de João. Fez questão de, com seu gesto, mostrar que o calor da disputa pode ter elevado os ânimos entre os dois, mas isto está superado: - O governador é um homem maduro. A eleição terminou neste domingo e não vejo porque levarmos adiante qualquer tipo de divergência. Não vai haver desdobramentos agora e não há razão para mal-estar. Nosso compromisso é de ajudá-lo na Assembléia e devemos assim agir – disse Geddel com ar de estadista. Entre os peemedebistas, o encontro foi considerado oportuno, até porque, segundo eles, partiu todo tempo do governador e do seu grupo os gestos de desatenção e até mesmo de ataque ao prefeito João Henrique e ao grupo. Estão todos registrados numa espécie de cronograma que o presidente regional do partido, Lúcio Vieira Lima, carrega embaixo do braço. Começou com a decisão do PT de abandonar o governo municipal, após 40 meses de convivência e parceria, para lançar candidato próprio. E seguiu com estocadas dirigidas ao prefeito, as mais duras delas na entrevista que Wagner deu ao jornal Valor Econômico, quando o chamou de confuso e que ele não é de compromisso. Isso após a demissão, sem qualquer explicação ou razão lógica, de um diretor da Embasa indicado pelo deputado peemedebista Arthur Maia e os ataque dirigidos ao PDDU, projeto de efetivo interesse da cidade e aprovado quando o PT ainda integrava a base de João na Câmara. - Mas isso é passado. Vamos pensar no futuro, na continuidade dos nossos projetos. Com o passar dos anos, meu pavio em vez de encurtar mais, aumentou – desconversa Geddel, já com os olhos voltados para o amanhã ou para o encontro que terá hoje com o presidente Lula em Salvador, quando estará lado a lado com Wagner: - Temos e teremos identidade própria. A aliança PMDB-PT não se sustenta por cargos, mas sim por projetos. O que nos uniu (a mim e a Wagner) foi uma fraterna amizade e é o que nos sustenta – finalizou Geddel. (Por Paulo Roberto Sampaio-Diretor de Redação)
Fonte: Tribuna da Bahia

Homem morre após ser atropelado por motocicleta em Paulo Afonso

Redação CORREIO
José Francisco da Silva, 29 anos, morreu após ser atropelado por uma motocicleta quando empurrava seu carro no trecho da BA-210 em Paulo Afonso, a 484 quilômetros de Salvador. O acidente aconteceu na noite deste domingo (26). O veículo de Silva tinha apresentado problemas mecânicos.
De acordo com informações da TV Norte, afiliada da Rede Globo, o motociclista, que não foi identificado, também ficou ferido e foi transferido em estado grave para um hospital de Aracaju em Sergipe.
Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, as circunstâncias do acidente ainda são desconhecidas.
Fonte: Correio da Bahia

95% dos candidatos à reeleição venceram nas capitais estaduais

Redação CORREIO
Nas eleições para prefeito deste ano no Brasil, 95% dos candidatos à reeleição nas capitais estaduais saíram vitoriosos. As informações são do portal G1. Dos 20 prefeitos que tentaram um novo mandato, 19 conseguiram a façanha.
Deste total, 13 se elegeram já no primeiro turno. O único que ficou de fora da lista foi Serafim Corrêa (PSB), que perdeu a prefeitura de Manaus para Amazonino Mendes (PTB).
Fonte: Correio da Bahia

Patrícia França, do A Tarde
Walter de Carvalho/Agência A Tarde
Wagner alerta que, se Geddel tem planos de se candidatar em 2010, o PMDB deve sair da aliança
O governador Jaques Wagner enquadrou o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e, em conversa de mais de três horas, na segunda-feira, 27, à noite, no Palácio de Ondina, deixou claro ao ministro que se ele pretende disputar o governo do Estado em 2010 não há como o PMDB permanecer na base do governo.
Wagner também está alerta, depois das eleições, quanto a uma eventual participação do DEM na futura administração de João, considerada incompatível com o projeto de governo e a aliança que ele construiu em 2006, quando derrotou o ex-PFL após um período de 16 anos no poder.
A convocação do ministro Geddel para um conversa foi feita pelo governador, com o intuito de evitar que o tensionamento na relação do PT com PMDB, depois que João Henrique assegurou sua reeleição com o apoio do Democratas, crie algum constrangimento, hoje, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Salvador. “Foi uma conversa muito franca, em que os dois colocaram os seus pontos de tensão em relação ao que aconteceu durante o processo eleitoral. Ambos reconhecemos que temos feridas que precisam ser tratadas”, disse o governador, adiantando que esta foi uma primeira conversa, porém não conclusiva. “Depende dos próximos acontecimentos”, assinalou Wagner, sem afastar o fantasma de um rompimento com o seu principal aliado. O tom elevado durante a eleição municipal, com ataques do prefeito João Henrique, que chamou o governo do Estado de “lerdo” e “incompetente”, e revides por parte do governador, definindo o prefeito como “covarde, mentiroso e traidor”, ganhou ingrediente explosivo com o apoio costurado pelo ministro Geddel Vieira Lima com o DEM do deputado federal ACM Neto e do ex-governador Paulo Souto. Parceria que abre espaço para a construção de uma nova força política na Bahia e credencia o ministro, cujo partido é detentor de 116 prefeituras além de Salvador, para disputar o governo do Estado em 2010. A TARDE não conseguiu falar com o ministro Geddel Vieira Lima, apesar das inúmeras tentativas que fez para o seu celular. Mas o governador relatou que o ministro reafirmou que o seu projeto para 2010 é concorrer a uma das vagas ao Senado e que o seu o partido, o PMDB, tem interesse em continuar na base do governo estadual. O ministro tem dito, no entanto, que a parceria que o PMDB fez com o PT em 2006 foi uma aliança, não uma fusão. “Essa aliança deve ser pautada pela lealdade, mas não pela submissão de parte a parte”. É essa lealdade que está sendo colocada em xeque com proximidade do PMDB e DEM.
Fonte: A Tarde

Crianças no trânsito são alvo de campanha

Luisa Torreão, do A TARDE
Marco Aurélio Martins/Agência A Tarde
Números de 2007 apontam que 410 crianças ficaram feridas em acidentes no trânsito na Bahia
É grave o estado da pequena Daiane de Jesus Oliveira, 10 anos, atropelada no último sábado, 25, enquanto conversava em frente a casa de uma amiga, no bairro do Retiro. Internada na UTI do Hospital Geral do Estado (HGE), ela teve a perna direita amputada e passou por cirurgia de reconstituição da esquerda. Na madrugada do mesmo dia, Vanessa de Souza Novaes faleceu, vítima de um capotamento na Av. Paralela, enquanto cinco familiares dela ficaram feridos.
As duas garotas engrossam as estatísticas de acidentes automobilísticos envolvendo crianças – tema que serviu de base para uma pesquisa divulgada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), na semana passada. Só na Bahia, de janeiro a julho, foram vitimadas 220 pessoas de 0 a 12 anos, das quais três morreram. Isso representa 4,3% do total de 5.002 registros feitos no País (183 óbitos), no mesmo período.
Levando em conta os acidentes nos quais foi possível identificar a idade, o estudo foi realizado em 12 estados brasileiros mais o Distrito Federal, há cerca de 15 dias, e revela que, de 2000 a 2007, 187.600 crianças foram vítimas no trânsito – 8.029 chegaram a óbito (4,2%). Os números do ano passado no Estado apontam que 410 crianças ficaram feridas e oito faleceram. Os dados gerais brasileiros dão conta de 10.901 vítimas, sendo 400 mortos, também em 2007. De acordo com a pesquisa, em 2000, a faixa de 0 a 12 anos representava 8,2% das mortes no trânsito. Em 2004, o percentual caiu para 4,9%, mas voltou a subir em 2007, para 5,6%. Os números não coincidem com os da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Até setembro, 20 meninos e meninas de 0 a 14 anos perderam a vida nas rodovias federais baianas, 4% de um total de 483 óbitos. A diferença pode se dar por diferença de metodologia na construção das estatísticas. Ainda assim, o presidente da Federação das Associações de Detrans (Fenasdetran), Mário Conceição, considera que os números estão caindo. “Os números representam, de fato, um índice alto, mas que timidamente já vem caindo”, considera. Segundo ele, Salvador tem um índice de mortalidade infantil no trânsito menor que outras cidades, tal como Curitiba, onde a qualidade das ruas é bem mais alta. “Pelo fato de as vias expressas serem muito boas, é grande o número de acidentes lá”. Devido ao feriado do servidor público, não foi possível acionar a SET para obter dados de Salvador. EDUCAÇÃO – Mário Conceição avalia que a situação de acidentes envolvendo crianças será melhorada apenas com o investimento maciço em campanhas educativas. “Ainda são muito tímidas as ações de educação para o trânsito. As esferas de governo precisam investir mais nisso. Multa pesada não resolve, o que resolve é campanha”, assegura. A psicóloga Carlita Moraes Bastos, perita em trânsito, reforça que, para além dos acidentes, as crianças são vítimas da ausência de uma política de educação no trânsito. “Elas não aprendem nada sobre isso nas escolas. Só quando o jovem vai tirar a carteira de habilitação, aos 18 anos, é que ele tem contato com as leis. Isto dificulta o aprendizado”. Tema da Semana Nacional de Trânsito deste ano, o assunto também ganhou destaque com a campanha Ajude a salvar nossas crianças. Cuide delas no trânsito, lançada pelo Denatran, no último dia 12. A peça será veiculada até novembro em televisão, rádio, outdoors, busdoors, folders e cartazes. O material será encaminhado às secretarias de Educação e aos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito.
Fonte: A Tarde

A FEIRA DA “DEMOCRACIA”

Laerte Braga “Vendam seus candidatos como o mundo dos negócios vende seus produtos”. Leonard Hall, presidente do Partido Republicano (EUA), em 1956. “A política, tal como o espetáculo, tem os seus maquinistas. Para plantar cenários e ajustar as trucagens. Pertencem esses técnicos a um ramo em pleno desenvolvimento: a indústria da persuasão. Para não dizer a indústria do espetáculo político” (“O Estado do Espetáculo Político”, Roger Gerard Schwartzenberg, DIFEL, Rio de Janeiro, 1978). A exceção do candidato Leonardo Quintão, do PMDB de Minas e candidato derrotado a prefeito de Belo Horizonte, a totalidade dos que sobram apresentou-se ao distinto eleitor como produto da “indústria da persuasão”. Quintão chegou a ter 14 pontos percentuais de vantagem sobre Márcio Lacerda e resolveu jogar tudo para o espaço transformando sua campanha num espetáculo histriônico. O eleitor ainda não absorveu esse tipo de campanha. Prefere o sabão em pó que sugere lavar mais branco. Lacerda se mostrou assim. Não sei porque, mas tenho a sensação que o inconsciente de Quintão levou-o a uma série de palhaçadas (nada contra palhaços, se fosse não teria perdido) ao constatar que a Prefeitura de BH é maior que ele e o estrago seria inimaginável, mas ciclópico, caso vencesse. Como Gabeira que ao perceber que perdeu me deu a sensação que respirou aliviado diante da perspectiva de assumir alguma responsabilidade que não show. Impressiona também a quantidade de análises de cientistas políticos sobre quem ganhou e quem perdeu e quem vai ser ou quem vai deixar de ser. Richard Nixon era vice-presidente dos Estados Unidos em 1960. Concorreu à presidência contra John Kennedy. Perdeu por menos de 0,5% dos votos. Dois anos depois candidatou-se ao governo da Califórnia e foi derrotado. Analistas deram-no como morto politicamente. Ressuscitou em 1968 derrotando outro vice-presidente, Hubert Horatio Humphreys, um dos mais respeitados políticos norte-americanos. E já era chamado de “Nixon tramp”, “Nixon vigarista”. Tudo conseqüência do célebre cartaz de John Kennedy espalhado por todo o território do país com o retrato de Nixon e a pergunta: “você compraria um carro usado deste homem?”. Pois compraram em 1968 e tornaram a comprar em 1972, até que foi varrido do governo pelo escândalo de Watergate. O candidato produto tem a tarefa de conquistar um eleitorado/mercado e provocar “votos-compras” (Schwartzenberg). Ou como afirmou Jean Claude Boulet, presidente do Young Rublicam France: “o produto passa a ser o candidato. Sua embalagem é seu aspecto físico, sua maneira de falar, de sorrir, de mexer. Sua definição, seu posicionamento é seu programa. Da mesma forma é quase possível assimilar os partidos a marcas. E a filiação a um partido assemelha-se à fidelidade a uma marca comercial”. Tente imaginar que seria possível espremer o candidato eleito prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes à busca de algum caldo de idéia sobre algo que diga respeito à cidade que não os chavões ditados pelos marqueteiros. Sai nada, igual laranja seca. Sem caldo. Ou Kassab, o prefeito reeleito de São Paulo. Ou Bejani de volta a Juiz de Fora na forma erudita de Custódio Matos. Veja o caso de Salvador onde o governador Jacques Wagner jogou para o alto interesses partidários preocupado com sua reeleição em 2010 e juntou adversários históricos, inclusive de insultos e ofensas, como ACM Neto e o ministro Geddel Vieira. Produtos são só negócios, nada além de negócios. Xingar a mãe hoje se resolve com um pedido de desculpas á frente, quando for de conveniência mútua e quando estiver em jogo o interesse maior do clube de amigos e inimigos cordiais em que se transformaram as instituições ditas democráticas. A convergência desse show tem seu ato final. A contagem de votos e os resultados quase que num programa de auditório com júri para analisar, claque para bater palmas e um monte de infográficos, a nova mania da mídia para exibir a fantástica tecnologia do nada. Tanto faz que seja resultado de eleições, ou previsão de tempo para saber se vai dar praia. No fundo do palco os que mexem as cordinhas preparando o maior de todos os calotes contra o eleitor/cidadão. A transferência das contas de empresas privadas, bancos e latifúndios para o dinheirinho público suado e pago pelo eleitor/cidadão. E com a recomendação que ninguém entre em pânico que ninguém vai quebrar, que estamos todos blindados. É evidente, vem aí o Natal, logo o reveillon, o carnaval e o País que antes começava a funcionar após o tríduo momesco (epa!) pára para ver e ouvir o Big Brother Brasil. Em 1939 Ernest Dichther ganhou a conta publicitária do sabão IVORY. Mandou fazer um estudo sobre o perfil do consumidor e chegou à seguinte conclusão: “o sabão não era avaliado tanto pelo preço, pela aparência, pela espuma ou pela cor e sim pelo conjunto dessas qualidades somadas a outra, imponderável e quase evanescente e que eu denominei “personalidade do sabão”. Vale dizer que tirar manchas é irrelevante, importante é fazer crer que tira manchas. E não jogue na água, aí derrete. Terminou ontem mais uma edição da Feira da Democracia. Com o espocar de foguetes e um monte de erros dos institutos de pesquisa. Esses precisam reexaminar as “metodologias”. Nos últimos tempos estão jogando na defesa, não gostam de colocar os pés em divididas. Estão apostando nas margens de erros. De qualquer forma colaram como marcas. Têm um stand assegurado na Feira. Já recolheram as barracas. Não serão guardadas em pastas. O show daqui a dois anos tem outros atrativos. Só as bolas, como sempre, foram encaçapadas. Nesse caso nem propriamente encaçapadas. Mas aquele negócio de barraca de parque de diversões que o incauto compra dez argolas e tenta encaixar uma para ganhar uma garrafa de vinho de quinta categoria. Não ganha nada. Paga. E costuma dividir a mesa do almoço com o algoz. Feliz e sorridente. Na feira agora é hora de contar a féria.

Para socióloga, PMDB sai 'mais caro' dessa eleição

Fabrícia PeixotoDa BBC Brasil em Brasília


Eleições consolidaram PMDB como maior partido do país
As eleições municipais consolidaram o PMDB como o principal partido do país, com vitória em 1.201 cidades.
Na avaliação da socióloga Maria Victoria Benevides, da Universidade de São Paulo (USP), uma das conseqüências políticas é que o partido “ficou mais caro”.
Segundo ela, até a eleição presidencial, em 2010, haverá uma disputa entre o PT e o PSDB para ver quem leva o PMDB.
Ao mesmo tempo, o partido está mais cacifado para ter seu próprio candidato, o que encarece seu apoio.
“O PMDB tem pouquíssima rejeição e sabe negociar”, diz Benevides à BBC Brasil.
Leia trechos da entrevista.
BBC Brasil - Qual a grande mensagem deixada por essas eleições?
Benevides - Em primeiro lugar, deve-se notar a grande diferença que existe entre as alianças que acontecem no plano municipal quando comparadas com o plano estadual e principalmente o federal.
Muitas vezes ficamos chocados de ver alianças aparentemente estapafúrdias, mas elas representam realidades locais, que podem ser bem diferentes dos acordos e das condições da famosa correlação de forças no nível mais alto, da União.
Isso explica, por exemplo, por que não houve a tão esperada osmose com o apoio do presidente, que acabou perdendo em capitais importantes, como Salvador, Porto Alegre e São Paulo.
BBC Brasil - E do ponto de vista do eleitor?
Benevides - Sob um ponto de vista, o eleitor revelou uma maior independência em relação aos seus gurus políticos, sejam eles de ligação ideológica ou por clientelismo. Esse tipo de voto mais tradicional tendeu a cair.
Outra coisa que merece atenção é o alto número de votos nulos e abstenções. Basta ver o caso do Rio de Janeiro (o número chegou a 20% do eleitorado).
É só fazer as contas para ver que o número é muito maior do que a diferença dos votos válidos entre Gabeira e Eduardo Paes, que disputaram o segundo turno. É algo para se pensar, pois afeta muito a legitimidade de um pleito e a representatividade dos eleitos.
BBC Brasil - Como a senhora avalia a diferença entre Marta e Kassab, em São Paulo?
Em São Paulo, tivemos uma prova eloqüente do que significa a reeleição, do que é estar no poder e ter toda a máquina, toda a visibilidade na televisão, no rádio e nos jornais, diariamente. Ou seja, é muito difícil um candidato de fora concorrer com o candidato à reeleição. Haja visto o que aconteceu em todo o país.
Por mais que se estabeleçam regras, do que pode e o que não pode, pela própria natureza do sistema é o Executivo quem contrata, que demite, que define prioridades. O Kassab é um exemplo importantíssimo, que largou como um ilustre desconhecido e passou a ter uma visibilidade imensa.
Tivemos a prova também do que o tempo representa para o eleitor. Do tempo e da memória. O tempo que se passou da gestão Marta para cá tornou muito difícil sua campanha, de lembrança de suas políticas sociais. O máximo que a Marta conseguia dizer durante sua campanha era “ele copiou”. Já devíamos ter aprendido que ouvir sempre o marqueteiro não é a melhor escolha. A campanha da Marta é a prova disso.
BBC Brasil - E como fica o papel do PMDB?
O PMDB se beneficia de uma tradição, que começou na oposição à ditadura. E que depois virou o maior partido-ônibus da história do Brasil. Entra de tudo.
Ao mesmo tempo, isso confere ao partido uma flexibilidade, uma capacidade de negociar que outros não têm. Existem algumas exceções dentro do partido, como Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos, mas o resto é um ajuntamento que tem pouquíssimo a ver com um programa, com algum princípio ideológico, mas que conseguiu se enraizar de uma maneira muito poderosa. É o partido com a maior capilaridade que nós já tivemos, está encravado em todos os lugares do país.
Outra característica importante é sua baixa rejeição. O DEM, por exemplo, tem uma rejeição altíssima. Tucanos e petistas também, de certa forma. Já os peemedebistas, nem tanto. Nas cidades, é o partido tradicional, o partido do conhecido, “da família tal”.
BBC Brasil - Mas eles não conseguem ter um nome com projeção nacional...
Não, isso não tem. Mas veja: eles podem não ser donos de uma grande marca, mas são donos daquela rede de comércio local que todo município tem. Tipo Casas Pernambucanas. É isso, o PMDB é como as Casas Pernambucanas.
BBC Brasil - O partido, porém, já sonha com um candidato próprio à sucessão presidencial. Tem espaço?
Na minha opinião, tem sim. Tem gente de todo o tipo no partido e, como disse, com pouca rejeição.
BBC Brasil – E a oposição, como fica?
O PSDB tem como grande adversário o PT e ambos vão disputar o PMDB. É daí que vai surgir a grade disputa política nos próximos dois anos. O que conta agora é 2010. Mas é preciso lembrar que o PMDB sai mais caro dessa eleição.
BBC Brasil - E o que esperar do sistema político e eleitoral até lá?
Enquanto não fizermos uma reforma política, que envolva tanto o sistema eleitoral como o partidário, vamos continuar com esses problemas de baixa representatividade e de democracia capenga. Existem aspectos da separação dos poderes que estão sendo relegados.
Um dos grandes problemas é essa falta de divisão entre os poderes, que estamos observando. O Judiciário se metendo na esfera do Executivo, enquanto que o Executivo legisla muito mais do que o Legislativo... Temos de enfrentar essa questão real da não separação de poderes, para torná-la efetiva.
Fonte: BBC Brasil

Presos dois acusados de planejarem matar Obama

Dois homens acusados de planejarem assassinar o candidato do Partido Democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, foram levados nesta segunda-feira diante de um tribunal no Estado americano do Tennessee.
Segundo agentes federais, os acusados também tramavam um ataque de grandes proporções contra uma escola.
Os homens, identificados como Daniel Cowart, de 20 anos, e Paul Schlesselman, de 18, também são acusados de portar armas de fogo não registradas e de planejarem roubar uma loja para conseguir mais armamentos.
Segundo documentos da corte, os dois são skinheads neonazistas e planejavam matar Obama, além de tramarem outro ataque que teria como alvo mais de cem pessoas negras em uma escola.
Oficiais da Agência para Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF, na sigla em inglês), afirmaram que os dois foram levando diante do tribunal na cidade de Jackson, no Tennesse, depois de terem sido presos na semana passada no condado de Crockett, no mesmo Estado.
Segundo um agente, foram encontrados com os dois um fuzil, uma arma com o cano serrado e três pistolas.
Os acusados devem se apresentar novamente diante do tribunal nesta semana.
Segundo documentos do tribunal, os dois planejavam utilizar um carro em alta velocidade para se aproximar do candidato, atirando contra ele pela janela.
O correspondente da BBC em Washington, Adam Bookes, afirma que apesar de o plano contra Obama ser considerado amador e de a possibilidade de eles conseguirem atingir o candidato não ser particularmente crível, as autoridades acreditam que eles conseguiriam promover o ataque contra os estudantes negros.
Em entrevista a repórteres, Obama afirmou que não está preocupado com as notícias.
Segundo ele “estes grupos que apóiam o ódio foram marginalizados pela campanha eleitoral e não fazem parte do futuro da América”.
O senador democrata, que se eleito nas eleições do dia 4 de novembro, será o primeiro presidente negro dos EUA, lidera as pesquisas de opinião para o pleito.
Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, outubro 27, 2008

Em entrevista ao Terra Magazine, Wagner diz que Geddel “não construirá 2010 em seu governo”

Por: Raul Monteiro


Em entrevista publicada hoje no Terra Magazine, o governador Jaques Wagner diz que o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, não construíra 2010 em seu governo. “Se ele quer ser candidato, e repito que é um direito dele, não será construindo sua candidatura dentro do meu governo”, afirma Wagner. Veja o resumo da ópera, na íntegra, abaixo:
Terra Magazine - Governador, e aí, qual é o resumo da ópera?
Jaques Wagner - Eles construíram uma aliança com o DEM que deu certo. Se você for ver a votação, foi a soma dele com ACM Neto. Prosperou a aliança PMDB-DEM, embasada numa lógica anti-petista.
TM -Foi uma aliança pró-prefeito João Henrique ou anti-petista?
JW -Foi uma aliança contra o meu governo, contra o PT, e nisso o ACM (NR: o Neto) encaixou bem. Foi isso que aconteceu, e eu não tenho nada para reclamar. Só que eles agrediram ao meu governo e ao PT, desnecessariamente, e aí ficam sequelas que vamos analisar se são superáveis.
TM - Bem, o sujeito oculto disso tudo que o senhor está dizendo é Geddel…
JW - Geddel, pelo que tudo indica, está construindo 2010, o que é um direito dele. Só que, obviamente, ele não irá construir 2010 dentro do meu governo.
TM - Para quem não sabe, foi um governo eleito com o PMDB de Geddel Vieira Lima, hoje ministro da Integração Nacional.
JW - …Se ele quer ser candidato, e repito que é um direito dele, não será construindo sua candidatura dentro do meu governo.
Fonte: Política livre

Os votos nulos por opção do eleitor poderão levar à anulação da eleição?

O voto nulo por opção do eleitor não tem repercussão no resultado da eleição. Essa hipótese não passa de manifestação apolítica do eleitor, conforme já decidiu o TSE no Aresp nº 25.585/GO, “Diário de Justiça” de 27/2/2007, bem como no AR no AI nº 7355/BA:
“Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 7.355/BA Relator: Ministro Carlos Ayres Britto. Ementa: Eleições 2004. Agravo regimental. Agravo de instrumento. Recurso contra a expedição do diploma. Pedido de realização das novas eleições. Nulidade dos votos por manifestação apolítica. Desconsideração para fins de aplicação do art. 224 do Código Eleitoral. Agravo regimental que não infirma os fundamentos da decisão agravada. Desprovimento. 1. Deixando o recurso de atacar todos os fundamentos da decisão, deve ela subsistir. Caso em que o recurso manejado se revela insuscetível de atingir seu objetivo. 2. De acordo com iterativa jurisprudência deste Tribunal Superior ‘para fins de aplicação do dispositivo (art. 224 do CE), não se somam aos votos anulados em decorrência da prática de conduta vedada, os votos nulos por manifestação apolítica de eleitores’. (Ag nº 6.505, Ministro José Gerardo Grossi.) 3. Agravo regimental desprovido.
‘Diário de Justiça’ de 23/4/2008.”

Agora, vamos aos especuladores

Por: Carlos Chagas


BRASÍLIA - Enquanto os políticos tentarão adaptar-se aos resultados do segundo turno das eleições municipais, projetando-os de imediato na sucessão presidencial de 2010, existem temas bem mais prementes, mas não menos complicados. O novo mandamento que domina o planeta, sabe-se lá para durar quanto tempo, refere-se à intervenção do estado no mercado, ou seja, do poder público como fator preponderante na economia. Ditada pela necessidade, trata-se de uma inversão completa dos postulados neoliberais agora fluindo pelo ralo.
Há, no entanto, um problema, ou, se quiserem uma safadeza: o estado deve intervir em favor de quem? Não deveria ser dos especuladores, dos dirigentes de bancos e financeiras que arriscaram o patrimônio de seus correntistas e depositantes. Se a culpa pela crise é deles e de sua ambição desmedida, à hora seria de responsabilizá-los e puni-los, no mínimo promovendo seu afastamento da gestão das empresas levadas à falência. Até mesmo a obrigação de arcarem com seu patrimônio no ressarcimento dos prejuízos.
Na Inglaterra e em outros países da Europa a roda começou a girar e atinge os primeiros malandros. Nos Estados Unidos, apenas se anunciou essa disposição, até agora irrealizada. E no Brasil? No Brasil, nada além de desabafos bissextos do presidente Lula contra os especuladores que ele não nomeia nem bota medo.
Aqui, as medidas ditas estatizantes são promovidas de comum acordo com os especuladores, que continuam indo muito bem, obrigado. Porque são eles a mover os cordéis dos marionetes da equipe econômica, evitando-se o constrangimento de citações nominais. Os anunciados 50 bilhões de dólares que o Banco Central utilizará para tentar conter a alta do dólar favorecerão os apostadores do mercado futuro, aqueles que acabam de perder fortunas dos outros, não deles. Sem esquecer que essa olímpica importância sairá de nossas reservas depositadas lá fora, patrimônio público e não particular.
Já sofremos a injustiça de os Estados Unidos e outros países ricos mandarem a conta da crise para o Hemisfério Sul, como demonstra a fuga de dólares e a conseqüente elevação na sua cotação. Pois agora, percebe-se, a sabotagem também vem de dentro. Inexiste um único potentado financeiro que tenha perdido dinheiro. Ao contrário, muitos vão ganhar ainda mais.
No ministério ou na Unesco?
Calçando o salto alto que imaginou estar nos pés de Gilberto Kassab, dona Marta arruma as malas. Poderá voltar para Brasília, ocupando algum ministério, não obrigatoriamente o do Turismo. Corre na Esplanada dos Ministérios, porém, que o presidente Lula poderia compensá-la pelo sacrifício feito na disputa pela prefeitura paulistana nomeando-a para a chefia da representação do Brasil na Unesco, em Paris. No passado já se cogitou dessa hipótese.
Um obstáculo surge, porém, na figura do chanceler Celso Amorim. Desde que demitiu o então embaixador do Brasil em Portugal, Paes de Andrade, o ministro de Relações Exteriores obteve do presidente Lula o compromisso de ninguém fora da diplomacia ocupar embaixadas e postos correlatos, lá fora. A Unesco voltou a ser feudo do Itamaraty desde o retorno de Fernando Pedreira, nos tempos de Fernando Henrique. Designar Marta para aquela representação despertaria amuos na casa do Barão do Rio Branco.
O povo, para onde foi?
Na Espanha, depois de 42 anos de ditadura, o generalíssimo Francisco Franco encontrava-se às vésperas de ganhar o Paraíso. Seus auxiliares buscavam ampará-lo de todas as formas, nos momentos de lucidez. Um deles anunciou o ingresso no hospital de uma comissão de populares empenhada em homenagear o caudilho. Consultado sobre a presença da comissão, que vinha despedir-se, Franco teria indagado:
"O povo veio despedir-se? Para onde vai o povo?"
Guardadas as proporções, em algumas capitais onde se realizaram eleições pelo segundo turno alguns candidatos bem que poderiam perguntar coisa parecida: "O povo? Para onde foi o povo que deixou de me dar o seu voto?"
As próximas pesquisas
Aguarda-se com ansiedade os números das próximas pesquisas que os institutos promoverão, agora sobre a sucessão presidencial de 2010. Apesar de olhadas com desconfiança, dados os resultados mais recentes, as pesquisas ainda poderão indicar tendências.
Quais os percentuais de Dilma Rousseff? Manterá os anteriores 12%, embasada na popularidade do presidente Lula mas contrariado pela má performance no PT nos grandes centros? E quanto a José Serra, bafejado pela vitória de Gilberto Kassab, em São Paulo, mas nem tanto assim no restante do País?
Crescerão de novo Aécio Neves e Ciro Gomes?
Possivelmente não na próxima, mas numa não tão longínqua consulta popular, a pergunta que não quer calar acabará sendo feita: "E se o presidente Lula vier a ser candidato, votará nele?" Muitos companheiros continuam não pensando em outra coisa, agora cientes de que votos dificilmente se transferem.
Fonte: Tribuna da Imprensa

2010: Simon prevê aliança PT-PMDB

Para Simon, o PMDB tem alguns bons nomes para disputar a sucessão, mas acha que haverá aliança
PORTO ALEGRE - O senador Pedro Simon (PMDB-RS) considerou ontem ser possível uma aliança entre PMDB e PT para a disputa da sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. Mesmo lembrando que é a favor de candidatura própria de seu partido, apontou a dificuldade em levar adiante a proposta. Embora o PMDB tenha saído vitorioso em número de candidatos eleitos nas últimas campanhas, o partido não tem uma unidade nacional, o que torna difícil lançar um nome próprio para o Planalto, analisou Simon.
Na possível composição com o PT, caberia ao PMDB indicar o vice, disse Simon, que elogiou a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, considerando que o nome da petista é o que tem mais condições de concorrer. "Gosto muito da Dilma, ela deu uma dinâmica nova ao governo Lula", avaliou o senador, ao acompanhar a votação do candidato à prefeitura de Porto Alegre José Fogaça (PMDB).
Além da falta de unidade nacional, o PMDB não tem um candidato de consenso. Simon citou que o senador Jarbas Vasconcelos (PE) é "um grande nome", mas minoritário no partido. O governador do Paraná, Roberto Requião, enfrenta resistências e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, "já está até aliado", indicou Simon. "Não vejo no PMDB um nome em condições", constatou.
Apesar da vitória nas urnas, Simon disse que não conta com aliados internos para defender a candidatura própria. Até o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que era um dos principais adversários de Lula, está "apaixonado" por ele, brincou Simon.
Ao mesmo tempo, líderes peemedebistas sinalizam que estão fechados com o PT, apontou Simon, citando o senador José Sarney (AP) e o presidente nacional do partido, Michel Temer (SP). Questionado sobre o fato de ser um dos principais críticos do Executivo, Simon disse que, apesar de manifestar opiniões divergentes, é simpático ao governo. "Minhas críticas são normais, eu sou simpático ao Lula e ao governo dele", ressaltou.
Casa Civil
Agora, entre ser simpático e ser cachorrinho de auditório há uma diferença muito grande", comparou. "Acho que o Lula está fazendo um bom governo", elogiou. "Desde que a Dilma entrou, a seriedade está se impondo", observou, dizendo que na época de José Dirceu todos os fatos "negativos" nasciam na Casa Civil.
Junto com os elogios, aproveitou para criticar os "equívocos" na edição de medidas provisórias pelo governo contra os efeitos da crise financeira mundial. Nos Estados Unidos, relacionou Simon, o governo submeteu ao Congresso um plano de recuperação de US$ 1,3 trilhão e a primeira proposta foi rejeitada pela Câmara, citou o senador, lembrando a intensa negociação no Legislativo. "Aqui no Brasil é medida provisória", criticou
Fonte: Tribuna da Imprensa

Geddel Vieira Lima diz que deseja governar a Bahia

Redação CORREIO
(Notícia atualizada às 22h41)
O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) afirmou em entrevista coletiva na noite deste domingo (26) que deseja ser governador da da Bahia. Durante a entrevista coletiva do prefeito reeleito de salvador, João Henrique Carneiro, Gedde disse que seria hipocrisia dizer que não tem planos de ser governador.
“Não tenho um projeto pronto e acabado para disputar a próxima eleição como governador. Mas se eu dissesse que não sonho em governar o estado da Bahia você poderia me chamar de hipócrita. Se o destino me reservar isso, para mim seria um privilégio”, disse o ministro.
Reeleito com 58% dos votos, o prefeito de salvador João Henrique Carneiro disse que recebeu os cumprimentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que irá acompanhá-lo na terça-feira, durante a Cúpula Brasil Portugal que se reúne na capital baiana na próxima quarta-feira. “Ele me desejou sucesso e êxito nessa nova administração”, disse o prefeito, em sua primeira entrevista coletiva depois de reeleito.
O ministro Geddel foi O grande articulador da reeleição de João Henrique. Ao lado do prefeito reeleito, ele afirmou que atritos entre PMDB e PT durante campanha eleitoral não irão o afastá-lo dos petistas. 'Não há nenhuma razão para imaginar afastamento ou rompimento com o PT, só se isso for um desejo do próprio partido', declarou.
Geddel disse ainda que o resultado da eleição da capital baiana não deixou vencidos nem vencedores e demonstrou disposição para se reaproximar do PT, partido do candidato derrotado Walter Pinheiro. “Os problemas ocorridos na eleição acabaram, ficaram para trás. Não há no meu espírito nenhuma razão para falar em rompimento”, disse o ministro.
O prefeito disse ainda que deixará para Geddel a tarefa de reaproximação com PT. A movimentação do prefeito foi em direção ao DEM. João Henrique anunciou a criação da Secretaria de Combate e Prevenção à Violência, compromisso que, segundo o prefeito, foi assumido com o deputado democrata Antonio Carlos Magalhães Neto.
Fonte: Correio da Bahia

Órgãos públicos e justiça baiana não têm expediente nesta segunda

A TARDE On Line

A justiça baiana e órgãos públicos não vão funcionar nesta segunda-feira, 27, por conta da antecipação do Dia do Servidor, que acontece no dia 28. Serão mantidos os serviços considerados essenciais.
Nos postos do SAC, o expediente será suspenso nas unidades de Cajazeiras, Comércio e Estação de Transbordo da Liberdade, além dos municípios de Alagoinhas, Barreiras, Camaçari, Candeias, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus, Jacobina, Jequié, Senhor do Bonfim, Porto Seguro, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.
Fonte: A Tarde

Crescimento faz PMDB ser cobiçado para 2010

Agencia Estado
O PMDB termina as eleições municipais como o partido que conquistou o maior número de prefeituras (1.203) e vai administrar a maior quantidade de eleitores (28,8 milhões). Também empatou com o PT como o partido que mais venceu em capitais - seis. Mas as vitórias no segundo turno no Rio de Janeiro e em Salvador, Porto Alegre e Florianópolis colocam a legenda em situação ainda mais estratégica. Sem candidato próprio à sucessão presidencial em 2010, o PMDB sai consagrado da votação como a "noiva" favorita para governo e oposição, numa futura aliança para a corrida pelo Palácio do Planalto."O resultado foi ótimo para o partido. Em qualquer aliança, o PMDB terá um papel fundamental em 2010. Ele hoje representa o ponto de equilíbrio dentro da correlação de forças", afirma o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP). Se mantiver o acordo político com o governo federal e o PT, os dois partidos terão sob seu comando, a partir do próximo ano, 12 das 26 capitais. É um resultado ligeiramente superior ao de 2004, quando PT e PMDB juntos ficaram com 11 capitais. E o PT vai precisar do PMDB. O resultado das eleições mostra que o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi praticamente excluído das capitais das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, locais de maiores concentrações de população e riqueza do País. Com exceção de Vitória, onde venceu no primeiro turno, o PT levou capitais apenas no Norte e Nordeste.O perfil de cidades vencidas pelo PMDB complementa essa lacuna no desempenho petista. Nessas mesmas regiões, os peemedebistas ganharam em duas capitais do Sul, duas do Centro-Oeste e uma do Sudeste. Além de vencerem em Salvador, a maior do Nordeste. As eleições também produziram um resultado favorável aos partidos da base governista, embora tenham havido dissidências de aliados em potencial. Apesar de o PMDB ser alinhado ao governo, em Porto Alegre a reeleição de José Fogaça representa vitória da oposição. O mesmo ocorre em Natal, onde a eleição de Micarla Souza também desagrada ao governo, apesar de ela ser filiada ao PV, legenda da base. Além disso, a vitória de Márcio Lacerda, do PSB, em Belo Horizonte, é neutra politicamente, uma vez que ele foi apoiado pelo governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, e pelo prefeito petista Fernando Pimentel.No caso específico do cenário político de 2010, o PMDB tem situação mais tranqüila. Em qualquer dos alinhamentos que decida fazer, produzirá o efeito de sempre: espaço privilegiado no governo federal e manutenção do poderio regional. O comportamento flexível do PMDB nos últimos anos facilita sua composição com qualquer dos lados que protagonizarão a próxima campanha presidencial. Nos últimos anos, mesmo com a mudança de comando do País, o PMDB não alterou sua posição de principal partido de sustentação do governo no Congresso. Foi assim com o tucano Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002, e com Lula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: ATarde

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