sábado, maio 02, 2026

Ipsos: preocupação do brasileiro com segurança e corrupção se consolida em ano eleitoral

 

Ipsos: preocupação do brasileiro com segurança e corrupção se consolida em ano eleitoral

Expansão geográfica do crime organizado e escândalo do Banco Master reforçam temas que estão na cabeça dos brasileiros, de acordo com instituto de pesquisa

Por Cristiane Barbieri/Estadão

01/05/2026 às 17:40

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Ipsos: preocupação do brasileiro com segurança e corrupção se consolida em ano eleitoral

Operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro nos complexos da Penha e do Alemão

A cinco meses das eleições presidenciais, a principal preocupação do brasileiro é o crime e a violência. Na sequência, aparecem a corrupção política e financeira e pobreza e desigualdade social, segundo a edição de abril da pesquisa Ipsos What Worries the World (O que preocupa o mundo, em tradução livre), feita em 29 países.

Quase metade dos brasileiros (47% do total) aponta o crime e a violência como sua maior preocupação. O indicador se manteve estável nos últimos meses e reflete a percepção de que o crime está mais espalhado e próximo às pessoas comuns.

De acordo com o Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a violência, antes contida nas capitais, se espalhou pelo interior do País, por conta da atuação das facções criminosas em busca de novas rotas e mercados.

O Comando Vermelho (CV) dobrou sua presença, passando de 128 para 286 cidades entre 2023 e 2025, enquanto o PCC priorizou o controle de áreas estratégicas. A violência extrema se concentra no Nordeste, sendo que as principais disputas acontecem na região metropolitana e no interior da Bahia, de acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Na CPI do Crime Organizado, foram identificadas 90 organizações criminosas atuando no País. Essa estrutura também tem entrado na economia formal, especialmente nos setores de combustíveis e agronegócio.

A segunda principal preocupação dos brasileiros mostrada na pesquisa da Ipsos, a corrupção financeira e política, foi a que mais cresceu em relação ao ano anterior. Esse tema está presente na cabeça de 39% dos brasileiros e teve alta de 11% em relação ao ano passado.

Além do prejuízo bilionário causado a diferentes instituições, o escândalo do Banco Master colocou no noticiário políticos de diferentes ideologias, ministros dos Supremo Tribunal Federal (STF), servidores, entidades reguladoras e de controle e outros entes públicos. Todos envolvidos com suspeitas de corrupção em alguma instância.

Já a terceira principal preocupação, pobreza e desigualdade social, causa ansiedade a 36% dos entrevistados e teve alta de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de os indicadores econômicos do País estarem sólidos, com crescimento do PIB e desemprego na mínima histórica, o brasileiro tem percebido que a vida está mais difícil. O endividamento atingiu 80,4% das famílias em março, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela CNC.

O levantamento da Ipsos também mostrou que 62% dos brasileiros acreditam que o País caminha na direção errada e que 64% dizem que a situação econômica é ruim, com alta de 4% em relação ao mês anterior.

“O dado sugere um ajuste no humor da população, possivelmente mais associado à ausência de sinais concretos de melhora no curto prazo do que a um evento específico, reforçando um cenário de cautela e expectativas moderadas”, afirma Diego Pagura, CEO da Ipsos no Brasil.

Essa realidade faz com que as preocupações brasileiras destoem das globais. No mundo, o que mais tem causado ansiedade é a inflação (preocupação de 33% dos entrevistados), como resultado direto dos conflitos no Oriente Médio. Na sequência, aparecem crime e violência (preocupação de 31% dos entrevistados) e pobreza e desigualdade social (na cabeça de 28% das pessoas).

As guerras entre nações são hoje a sétima preocupação para 19% da população global. Só 6% dos brasileiros se preocupam com esse tema.

“Enquanto, internamente, as preocupações se mantêm ancoradas em temas estruturais já consolidados, o cenário global passa a incorporar com mais força elementos externos, como tensões geopolíticas e seus impactos econômicos”, afirma Pagura. “Essa combinação ajuda a explicar por que, mesmo sem grandes mudanças no ranking de preocupações, a percepção sobre o rumo do país volta a recuar, refletindo um ambiente de incerteza que segue moldando o humor da população".

Politica Livre

Ato contra escala 6×1 e falta da água reúne 2 mil trabalhadores em SE

 Entre as pautas levantadas na marcha, estão a luta pelo fim da escala 6×1, contra o feminicídio e contra a privatização da água no estado

O ato foi realizado de forma unificada entre diversos movimentos sindicais e estudantis do estado (Foto: CUT-SE)

Cerca de 2 mil trabalhadores foram às ruas de Aracaju para participar do ato público em alusão ao Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, celebrado nesta sexta-feira, 1ª. Entre as pautas levantadas na marcha, estão a luta pelo fim da escala 6×1, contra o feminicídio e contra a privatização da água no estado.

Segundo a Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE), a concentração para o ato iniciou às 8h, na Praça José Andrade Góis, no bairro 18 do Forte, com a caminhada na chamada Marcha da Classe Trabalhadora, com destino ao bairro Industrial.

“Nós realizamos a marcha da classe trabalhadora neste dia 1º de maio, foi um ato bastante expressivo. Mais de 2 mil trabalhadores nas ruas de Aracaju, levando a pauta pelo fim da escala 6×1, sem redução de salário, a pauta do feminicídio e também a pauta contra a privatização da água aqui no estado de Sergipe”, afirmou Roberto Silva , presidente da CUT-SE.

Sobre a privatização da água, Roberto explicou que mesmo após a resistência em 2024, a água foi privatizada e, atualmente, está gerando transtornos. “Hoje o povo sergipano, os trabalhadores sofrem com a falta de água generalizada em todo o estado, na capital e no interior, e o aumento exorbitante na tarifa, uma combinação que afeta diretamente a classe trabalhadora e está gerando muita revolta e muita indignação”, afirmou.

O ato foi realizado de forma unificada entre diversos movimentos sindicais e estudantis do estado e organizado pela CUT-SE, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Sergipe (CTB), União Geral dos Trabalhadores em Sergipe (UGT/SE) e a Central Sindical Popular (CSP), além da Frente Brasil Popular, da Frente Povo Sem Medo e da Frente Povo na Rua.

por Carol Mundim

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Gilmar aponta crise política e expõe fragilidade do governo Lula após derrota no Senado

Publicado em 1 de maio de 2026 por Tribuna da Internet

Gilmar descartou atuação de integrantes do STF no episódio

Fernanda Fonseca
CNN

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirmou nesta quinta-feira (30) que a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado reflete uma “crise política” enfrentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista ao SBT News, o decano da Corte avaliou que a derrota não está relacionada à capacidade do indicado pelo petista, mas sim a dificuldades de articulação política do Planalto. “Não se trata de uma rejeição por falta de requisitos profissionais, se trata de uma crise política”, disse.

BARRADO – Messias foi barrado no plenário do Senado após receber 34 votos favoráveis e 42 contrários. Para ser aprovado para uma vaga no STF, eram necessários ao menos 41 votos. Segundo Gilmar, o cenário está ligado ao fato de o governo operar com base minoritária no Congresso.

Para o ministro, esse quadro desfavorável também tem reflexos no papel do Judiciário. “Esse quadro leva a uma necessidade maior de intervenção do STF e isso também provoca fricções na relação entre governo e Congresso”, afirmou.

Na avaliação de Gilmar, o episódio deve levar a uma revisão interna no governo Lula sobre a condução política da indicação. “É preciso que se faça uma revisão e que cada um assuma sua responsabilidade”, disse.

SEM SENTIDO – O ministro também rebateu versões de bastidores que apontam uma suposta atuação de integrantes do Supremo para enfraquecer o apoio a Messias. “Não faz o menor sentido. Não vejo sentido nesse tipo de teoria conspiratória”, declarou. Como mostrou a CNN Brasil, fontes do Planalto afirmam que uma ala do STF também teria atuado para enfraquecer o apoio ao indicado no Senado.

O alinhamento de Messias com Mendonça e sua defesa de um Código de Ética para a magistratura teriam causado resistência entre integrantes da Corte. No Planalto, também era conhecida a oposição de ministros como Alexandre de Moraes e Flávio Dino ao indicado.

 

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