quarta-feira, agosto 20, 2025

O Desafio da Autonomia Financeira: A Luta das Pequenas Prefeituras


Muitas prefeituras de pequeno porte enfrentam uma realidade desafiadora: a dificuldade em se manter apenas com recursos próprios. A arrecadação de impostos como IPTU e ISS, além de taxas, muitas vezes não é suficiente para cobrir despesas básicas como salários de servidores, manutenção de serviços públicos e investimentos em infraestrutura.

Essa limitação leva a uma forte dependência de transferências constitucionais, ou seja, de recursos repassados pela União e pelos estados. Essa dependência, por sua vez, cria uma situação de fragilidade financeira, tornando os municípios vulneráveis a cortes ou atrasos nos repasses, o que pode resultar em atrasos de pagamentos e na falta de investimentos essenciais para a população.

Em municípios onde a principal fonte de renda e emprego é a prefeitura, o desafio é ainda maior. O custo de manter a máquina pública é alto, e isso acaba penalizando o objetivo principal da criação dessas cidades: o de estar mais perto da população e oferecer mais bem-estar.

Por esse motivo, prefeitos como Tista de Deda, em Jeremoabo, dedicam grande parte de seu tempo correndo atrás de recursos federais e estaduais. Essa busca por verbas externas é crucial para garantir a sobrevivência e o desenvolvimento do município.



terça-feira, agosto 19, 2025

O CRAS de Jeremoabo e a Felicidade da Terceira Idade: Um Exemplo de Gestão para o Povo






É com grande satisfação que a imprensa pode, em vez de focar em denúncias de corrupção, divulgar notícias que mostram um gestor cumprindo seu dever em benefício da população, especialmente a mais carente. Estou recebendo diversos áudios e fotos de participantes do CRAS de Jeremoabo que, com orgulho, compartilham suas atividades no órgão.

O grupo, carinhosamente chamado de "Feliz Idade", é um exemplo vibrante de como a gestão pode transformar vidas. Segundo uma das participantes, Dona Dalva, o grupo está envolvido na confecção de flores e em atividades de aprendizado em grupo. Com a participação de mais de uma centena de pessoas, eles são transportados em dois ônibus para o centro, onde desfrutam de ginástica, música ao vivo e um lanche.

Essa iniciativa vai muito além do básico. Ela demonstra um compromisso com o bem-estar da terceira idade, oferecendo não apenas um espaço de convivência, mas também atividades que estimulam o aprendizado, a criatividade e a saúde. É um exemplo de como a gestão pública. gestão Tista de Deda. pode ser humana e atenta às necessidades da população.


Você acredita que o investimento em programas sociais para a terceira idade é um dos pilares para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e inclusiva? 

A Lição de Transparência de Uma Vereadora em Coronel João Sá

 

A Lição de Transparência de Uma Vereadora em Coronel João Sá

Coronel João Sá, uma cidade jovem desmembrada de Jeremoabo, está se tornando um exemplo de como uma vereadora pode atuar com competência, independência e ética. Na última sessão da Câmara Municipal, a vereadora Kelly de Gercílio demonstrou, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal e na Constituição de 1988, como se fiscaliza o dinheiro público.

A vereadora fez um pronunciamento firme sobre o Contrato nº 117/2025, assinado entre a Prefeitura e a empresa Naval Produções, no valor de R$ 2.095.000,00. Em resposta às notas de esclarecimento do Prefeito Carlinhos Grande, Kelly questionou a falta de um planejamento cultural que justificasse um contrato anual. "Se o contrato atende a eventos ao longo do ano, onde está esse planejamento? Por que ele não foi apresentado à Câmara ou publicado nos portais oficiais?", indagou, cobrando a transparência que a lei exige.

Além disso, Kelly apontou contradições nos valores. Ela comparou o custo de dois dias de festa em 2024, que foi de R$ 442.599,98, com o custo de 2025, que, segundo o prefeito, seria de R$ 386.016,00. No entanto, a vereadora demonstrou que o valor real chegou a R$ 426.016,00, com a contratação de dois trios elétricos à parte.

A vereadora também rebateu a comparação feita pelo prefeito com o São João de Jeremoabo. Ela destacou que Jeremoabo realizou 12 dias de festa por R$ 1.059.512,83, enquanto Coronel João Sá gastou R$ 426.016,00 por apenas dois dias, mostrando um custo diário muito mais alto.

Encerrando seu discurso, Kelly de Gercílio reafirmou que seu trabalho não é um ataque pessoal, mas sim o cumprimento do seu papel constitucional. Com sua atuação, ela faz jus ao voto de confiança dos eleitores e ao dinheiro público que recebe para fiscalizar.


Você acredita que a fiscalização detalhada de contratos públicos, como a feita pela vereadora Kelly, é a chave para garantir o uso correto do dinheiro do contribuinte?

CRAS de Jeremoabo: Mais que um Centro, um Espaço de Cidadania e Acolhimento


 


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A gestão de Tista de Deda tem transformado a realidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em Jeremoabo. Fotos e vídeos recentes mostram um ambiente acolhedor, com direito até a música ao vivo, algo que, para muitos que não estavam acostumados, soa quase como um "tratamento VIP". Mas, afinal, o que é o CRAS e por que essa mudança é tão significativa?

O CRAS não é um pronto-socorro, nem um local de distribuição de cestas básicas ou um órgão de investigação. Ele é a porta de entrada para a assistência social em um município. O CRAS é um centro de referência para famílias em situação de vulnerabilidade, um lugar onde se busca fortalecer laços comunitários e familiares. É um espaço de acolhimento e desenvolvimento de potencialidades, que visa a autonomia e a participação social.

As mudanças em Jeremoabo mostram que o CRAS está evoluindo de um mero balcão de atendimento para um ambiente onde a dignidade e a cidadania são prioridades. O que pode parecer estranho para quem se acostumou com o descaso é, na verdade, a normalidade de um serviço público de qualidade. A música, o acolhimento, o cuidado com o ser humano, tudo isso faz parte do que o CRAS deve ser: um lugar que não apenas oferece serviços, mas que também trata as pessoas com respeito e dignidade.


Você acredita que a humanização dos serviços públicos é um passo fundamental para o desenvolvimento social de uma comunidade?


"Sou viúva, tenho que sair da minha casa?" Entenda seus direitos

 

"Sou viúva, tenho que sair da minha casa?" Entenda seus direitos

O Direito real de habitação

A casa onde você construiu sua vida

Décadas morando no mesmo lugar. Décadas dividindo o mesmo teto, construindo memórias, acumulando histórias. Você conhece cada cantinho daquela casa: onde bate o sol da manhã, qual torneira goteja, onde o piso range quando alguém passa.

Ali você criou os filhos (seus, dele, ou de vocês dois), recebeu os netos, enfrentou os desafios que a vida trouxe. Não é apenas um imóvel - é o lugar onde você viveu sua história, onde estão suas raízes, onde se sente em casa de verdade.

Mas então seu companheiro de décadas falece. E além da dor natural da perda, surgem questões práticas que você nunca imaginou ter que enfrentar. Os herdeiros começam a falar sobre inventário, partilha de bens, vendas. Alguns sugerem que seria "melhor" você se mudar para um lugar menor, mais "adequado" para uma pessoa só.

As conversas familiares, que antes giravam em torno de saudade e apoio mútuo, começam a incluir termos como "avaliação do imóvel", "custos de manutenção" e "divisão igualitária". Você percebe olhares diferentes quando caminha pela casa, como se cada cômodo agora tivesse uma etiqueta de preço.

Alguns parentes falam sobre o "desperdício" de uma pessoa sozinha ocupar uma casa inteira. Outros mencionam as oportunidades do mercado imobiliário, as vantagens de liquidar o patrimônio. Há quem argumente sobre justiça na partilha e direitos iguais de todos os herdeiros.

Você tenta explicar que não se trata apenas de metros quadrados ou valor de mercado. Tenta fazer entender que perder aquela casa seria como perder o que restou de uma vida, como apagar definitivamente os vestígios de muitos anos de história. Mas parece que ninguém mais sente o peso dessa conexão, ninguém mais compreende que você não está apenas perdendo um teto - está enfrentando a possibilidade de perder o último pedaço tangível de uma vida compartilhada.

É nesse momento que bate a insegurança: você tem direito de continuar morando ali? Pode ser obrigado a vender a casa e dividir o dinheiro? Os outros herdeiros podem forçar sua saída do imóvel onde você sempre viveu?

O Direito real de habitação: uma proteção legal nem sempre conhecida

Muitas pessoas não sabem, mas o direito brasileiro oferece uma proteção específica para situações como essa. É o direito real de habitação, que está previsto no artigo 1.831 do Código Civil. Esse direito garante que o cônjuge ou companheiro sobrevivente possa continuar morando na casa que era da família.

E aqui vem uma informação importante: esse direito existe não importa como foi o casamento ou a união de vocês. Vamos explicar melhor:

Se vocês se casaram na comunhão parcial de bens (que é o regime mais comum no Brasil), você tem direito de continuar morando na casa. Se vocês optaram pela comunhão universal de bens, você também tem esse direito. Se casaram pela separação total de bens - onde normalmente cada um fica só com o que é seu -, mesmo assim você tem direito de ficar na casa. Isso acontece em qualquer regime de bens.

E se vocês viviam em união estável, sem casamento formal, o direito também existe.

A lei é bem específica: o direito vale para a casa onde vocês moravam juntos. Não pode trocar por outra casa menor ou maior, nem por dinheiro. É especificamente aquela casa onde vocês construíram a vida em família.

Antigamente, a lei dizia que só valia se fosse a única casa no inventário. Mas os tribunais começaram a entender diferente. Hoje, mesmo que existam outras propriedades para serem divididas entre os herdeiros, você ainda pode ter direito de ficar na casa onde sempre morou.

Uma coisa interessante: você não precisa correr para registrar esse direito no cartório para poder usá-lo. A lei já te protege automaticamente a partir do momento da morte do seu companheiro. Mas é muito recomendável registrar sim, porque isso protege você contra problemas futuros com terceiros.

O problema: quando os herdeiros não aceitam

Mas aqui está o grande problema: mesmo existindo essa proteção legal, é muito comum que os outros herdeiros não aceitem pacificamente sua permanência na casa. Eles querem vender o imóvel para receber o dinheiro, ou preferem alugar para ter uma renda mensal. E quando você se recusa a sair, citando seu direito de habitação, muitas vezes eles partem para a via judicial.

Eles podem questionar se você realmente "precisa" da proteção legal, alegando que você tem outros recursos financeiros. Podem investigar se você cometeu alguma irregularidade no uso da casa, como ter emprestado ou alugado algum cômodo. Também podem argumentar sobre mudanças na sua situação pessoal que justificariam a perda do direito.

Eles também alegam que o uso do imóvel deve ser restrito: você não pode ganhar dinheiro com a casa (não pode alugar um quarto, por exemplo), não pode emprestar para terceiros morarem, e existe discussão sobre perder o direito se constituir nova família.

O que poucos sabem é que essas ações judiciais têm se tornado cada vez mais comuns e, quando a defesa do direito não é conduzida por especialistas, têm obtido sucesso nos tribunais. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça chegou a retirar o direito de habitação de uma viúva, criando um precedente que está sendo usado em todo o país por pessoas que querem questionar esse direito.

Isso significa que, mesmo tendo a lei do seu lado, você pode se ver envolvido em um processo judicial longo e desgastante, justamente no momento em que deveria estar sendo amparado pela família.

E agora? Como você vai enfrentar essa batalha?

Imagine a situação: você acabou de perder a pessoa com quem dividiu a vida por décadas. Ainda está processando o luto, organizando papéis, tentando se adaptar à nova realidade. E de repente se vê no meio de uma disputa judicial por sua própria casa.

Os herdeiros contrataram um advogado que já está investigando sua vida financeira. Eles querem saber se você tem conta no banco, se recebe alguma pensão, se possui outros bens. Cada documento seu está sendo analisado para encontrar argumentos de que você "não precisa" da casa porque tem outros recursos.

Você, que mal entende de questões jurídicas, agora precisa contratar um advogado para se defender. Precisa reunir documentos, comprovar que aquela sempre foi a residência da família, provar que nunca obteve benefício financeiro com o imóvel. E tudo isso custa dinheiro - exatamente quando você deveria estar poupando recursos para se adaptar à nova fase da vida.

Pior ainda: enquanto o processo corre, você vive na incerteza. Cada dia que passa sem uma decisão final é um dia a mais de angústia. Você não consegue planejar o futuro porque não sabe se poderá ficar na casa. Não pode fazer reformas necessárias porque talvez tenha que sair. Não consegue nem mesmo ter paz no lugar que deveria ser seu refúgio.

O tempo está contra você. Quanto mais o processo se arrasta, mais você gasta com advogados, mais desgastada fica sua relação familiar, e maior é a pressão psicológica para "aceitar um acordo" e abrir mão do seu direito.

Você precisa de uma estratégia jurídica sólida para proteger não apenas seu direito de habitação, mas também sua tranquilidade e sua dignidade neste momento tão delicado da sua vida.

A solução: como proteger sua casa e sua tranquilidade

Se você está enfrentando essa situação, saiba que não precisa ficar passivamente esperando o que os outros vão decidir sobre sua vida. Existem coisas que você pode - e deve - fazer para se proteger.

Monte seu "kit de proteção" documental

Vá até seus documentos e separe tudo que comprove que aquela sempre foi a casa de vocês:

  • Contas antigas: Luz, água, telefone, internet - quanto mais antigas, melhor. Procure especialmente as dos primeiros anos que vocês moraram juntos ali
  • IPTU: Todos os carnês antigos que você conseguir encontrar
  • Imposto de Renda: Declarações que mostrem aquele endereço como residência principal
  • Correspondências oficiais: Extratos bancários, cartões de crédito, qualquer coisa oficial que chegava naquele endereço para vocês dois
  • Contratos: Se vocês fizeram financiamento da casa, reformas, seguros do imóvel
  • Certidões: De casamento ou declaração de união estável, mostrando aquele endereço

Organize tudo por ordem cronológica (ordene por anos). Se encontrar anos sem documentos, procure no banco dados antigos de extratos ou vá ao cartório de registro de imóveis para pegar certidões antigas, se houver.

Documente a vida familiar

Reúna fotos que mostrem vocês vivendo ali como família ao longo dos anos. Não precisa ser profissional - fotos de aniversário, Natal, churrascos no quintal, crianças brincando. Se tiver vídeos antigos, melhor ainda.

Anote também memórias específicas: quando vocês se mudaram, reformas que fizeram, árvores que plantaram. Esses detalhes ajudam a mostrar que não era só uma casa, era um lar.

Prepare suas respostas para as pressões

Quando os herdeiros vierem com argumentos, você precisa estar preparado. Aqui estão algumas respostas que você pode usar:

Se disserem "A casa é muito grande para uma pessoa só":

"Esta casa não é só um imóvel para mim. É onde construí minha vida e onde estão todas as minhas memórias."

Se falarem "Seria melhor vender e dividir o dinheiro":

"A lei me garante o direito de continuar morando aqui, e é isso que pretendo fazer."

Se questionarem "Você tem outros recursos, não precisa da casa":

"Ter algum dinheiro guardado não significa que devo abrir mão do meu lar. São coisas completamente diferentes."

Sinais de alerta: quando procurar ajuda urgente

Procure um advogado imediatamente se:

  • Alguém mencionar "ação de extinção de condomínio"
  • Aparecerem oficiais de justiça na sua porta
  • Você receber qualquer papel judicial
  • Os herdeiros começarem a pressionar por uma "reunião com advogado deles"
  • Alguém sugerir que você "assine uns papéis para resolver tudo amigavelmente"

Ações preventivas que você pode tomar agora

  1. Guarde todos os comprovantes de gastos que você faz com a casa (IPTU, condomínio, reformas). Isso mostra que você trata o imóvel como sua residência.
  2. Não aceite propostas de "acordos" sem antes consultar um especialista. Muitas vezes esses acordos te fazem abrir mão de direitos.
  3. Evite falar sobre sua situação financeira com os herdeiros. Se perguntarem sobre pensões ou dinheiro no banco, diga que isso não tem relação com seu direito de moradia.
  4. Não empreste nenhum cômodo da casa, nem mesmo para parentes em dificuldades. Isso pode ser usado contra você.
  5. Se você namora alguém, vá devagar antes de oficializar qualquer coisa. Converse com um advogado antes de tomar decisões sobre casamento ou união estável.

Organize sua documentação

Tenha seu "kit documental" bem organizado em uma pasta ou caixa. Isso inclui não apenas os documentos que provam que vocês sempre moraram ali, mas também um registro simples de todas as pressões que você vem sofrendo dos herdeiros.

Anote em um caderno: quem disse o quê, quando falaram sobre vender a casa, se alguém já mencionou contratar advogado ou fazer "acordos". Esses registros podem ser importantes depois.

Faça também uma lista de seus gastos mensais com a casa - IPTU, condomínio, luz, água, pequenos reparos. Isso mostra que você trata o imóvel como sua residência de fato, não como um investimento.

Reconheça quando a situação ficar séria

Não ignore os sinais que indicam que você precisa de proteção profissional urgente.

Nessas situações, ter toda a documentação organizada faz diferença na hora de procurar orientação de um profissional especializado em inventários e sucessões. Esses advogados conhecem os detalhes desse direito e sabem como oficializar sua proteção da forma correta.

O importante é que agora você sabe que tem direitos, conhece os riscos e entende o que pode fazer para se proteger. Sua casa e sua tranquilidade valem essa proteção.

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PF faz operação contra empresas e servidores suspeitos de desviar R$ 50 milhões do Fundeb

 Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal faz operação no Maranhão e no Piauí contra organização criminosa suspeita de desviar mais de R$ 50 milhões do Fundeb19 de agosto de 2025 | 10:35

PF faz operação contra empresas e servidores suspeitos de desviar R$ 50 milhões do Fundeb

brasil

A Polícia Federal faz operação no Maranhão e no Piauí contra organização criminosa suspeita de desviar mais de R$ 50 milhões do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).

Foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas, empresas e servidores públicos, nas cidades de Caxias, São Luís, São José do Ribamar, Buriti Bravo, Presidente Dutra, Joselândia, no Maranhão, e em Teresina, no Piauí.

A reportagem procurou as prefeituras das cidades citadas, mas não houve retorno até a publicação deste texto.

Foram apreendidos carros, joias, R$ 54 mil em espécie e um cheque de R$ 300 mil.

Segundo a investigação, os desvios ocorreram em fraudes em licitações municipais ocorridas entre 2021 e 2025.

Também foi identificado que parte dos valores contratados com recursos do Fundeb era devolvida para os servidores públicos envolvidos nas fraudes.

“O núcleo investigado atuou na manipulação de procedimentos licitatórios, no desvio de recursos públicos provenientes do Fundeb e na apropriação de parte dos valores desviados pelos servidores públicos envolvidos no esquema criminoso”, afirmou a PF.

Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, peculato, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.

Folhapress

STF se divide sobre ação de Dino para blindar Moraes, e ala vê falta de firmeza de bancos

 Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro Flávio Dino é relator de ação sobre municípios poderem entrar com ação em tribunais estangeiros19 de agosto de 2025 | 14:41

STF se divide sobre ação de Dino para blindar Moraes, e ala vê falta de firmeza de bancos

brasil

A decisão do ministro Flávio Dino de usar uma ação de outro tema para tentar blindar Alexandre de Moraes de sanções financeiras dos EUA dividiu integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).

Com o despacho, Dino acabou se antecipando a Cristiano Zanin, relator da única ação existente no Supremo especificamente sobre a aplicação da Lei Magnitsky, em meio à avaliação de uma ala do tribunal de que faltava firmeza aos donos dos bancos para lidar com a pressão de Donald Trump.

Zanin havia sinalizado a interlocutores no STF e no mercado financeiro que não daria nenhuma decisão às pressas, sem antes ouvir os bancos e outros envolvidos no tema. Dino, por sua vez, aproveitou a relatoria de uma ação sobre o rompimento da barragem de Mariana (MG) para determinar, imediatamente, que ordens de governos estrangeiros não podem ser aplicadas no Brasil sem homologação do Supremo.

Parte dos ministros da corte avalia que, mesmo sem ser o responsável pelo tema no tribunal, Dino quis dar um recado aos bancos que operam no Brasil. Em conversas reservadas, o ministro sinalizou que as instituições financeiras estão proibidas de aplicar as sanções a Moraes e que punirá quem desobedecer a determinação.

Dessa maneira, Dino seguiu um caminho diferente do que pregava uma ala do tribunal, que apostava na cautela prometida por Zanin.

A decisão de Dino foi resultado de conversas entre integrantes do STF e banqueiros nas últimas semanas. A avaliação desse grupo no Supremo foi que deveria haver uma contraposição aos ataques do governo Trump contra a soberania nacional, segundo dois ministros ouvidos pela Folha.

Um ministro do Supremo afirmou, sob reserva, que chegou a comunicar aos donos de bancos que o tribunal poderia dar uma contraordem, na tentativa de anular os efeitos da Lei Magnitsky em território brasileiro. A decisão de Dino seria a confirmação dessa contraordem.

Também havia expectativa entre integrantes do governo Lula (PT) sobre uma decisão do Supremo que oferecesse algum tipo de proteção a Moraes. A dúvida era sobre a forma como a ordem viria, uma vez que a posição de Zanin, contrária a uma decisão apressada, era conhecida.

Representantes dos bancos afirmam, no entanto, que a sanção financeira contra Moraes e a decisão de Dino os deixam em posição delicada.

A avaliação de um banco consultado pela Folha é que a sanção dos americanos não significava, necessariamente, que a legislação dos EUA seria aplicada no Brasil. O temor, na verdade, é com os desdobramentos fora do país de um eventual descumprimento da Lei Magnitsky em território brasileiro.

A decisão de Dino, portanto, abriu uma nova estratégia de atuação do Supremo contra as ofensivas do governo Trump.

O caso estava sob o comando de Zanin porque ele havia sido sorteado relator de um pedido feito pelo líder do PT que pede para o Supremo barrar a aplicação da Lei Magnitsky no Brasil. O ministro avisou a interlocutores no tribunal que não pretendia tomar decisão no curto prazo.

O relator enviou o caso à PGR (Procuradoria-Geral da República) para manifestação e quer ainda conhecer a posição de outras partes interessadas no processo, como a AGU (Advocacia-Geral da União) e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

A decisão de Dino acabou mudando esse plano. O ministro tomou a decisão em um processo alheio ao caso, sem ouvir as partes interessadas, e ainda abriu a possibilidade de punir bancos que aplicarem as sanções financeiras contra Moraes.

Especialistas ouvidos pela Folha avaliaram que a medida se destaca mais como recado político do que pelo impacto jurídico.

Horas após Dino tentar blindar o colega, o Departamento de Estado do governo Trump publicou nas redes sociais um texto dizendo que Moraes é “tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados” e que “nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos EUA ou proteger alguém das severas consequências de descumpri-las”.

“Pessoas e entidades sob jurisdição dos EUA estão proibidas de manter qualquer relação comercial com ele. Já aquelas pessoas e entidades fora da jurisdição americana devem agir com máxima cautela: quem oferecer apoio material a violadores de direitos humanos também pode ser alvo de sanções”, ameaçou o governo americano.

Na decisão de segunda, Dino argumentou que leis e ordens executivas estrangeiras não produzem efeitos em relação a pessoas por atos praticados em território brasileiro. “O precedente afirma o critério de territorialidade, determinando a incidência da autoridade brasileira sobre dados coletados e tratados no Brasil”, disse o ministro.

Dino afirmou que esse entendimento não se restringe aos casos relacionados à tragédia de Mariana —objeto da ação—, mas busca “afastar graves e atuais ameaças à segurança jurídica em território pátrio”.

“Desse modo, ficam vedadas imposições, restrições de direitos ou instrumentos de coerção executados por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no país, bem como aquelas que tenham filial ou qualquer atividade profissional, comercial ou de intermediação no mercado brasileiro, decorrentes de determinações constantes em atos unilaterais estrangeiros”, completa.

O ministro do Supremo não cita Moraes ou Trump em sua decisão. Ele destacou, porém, que “cabe assinalar que a submissão de um Estado nacional à jurisdição de outro constitui um autêntico ‘ato de império’, assim compreendido como exercício de suas prerrogativas soberanas”.

Cézar Feitoza e Catia Seabra, Folhapress

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