domingo, julho 20, 2025
sábado, julho 19, 2025
Punição a Moraes nos EUA é retaliação explícita ao STF, diz líder do PT
Foto: Kayo Magalhães / Agência Câmara
Líder do PT na Câmara, deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ)19 de julho de 2025 | 07:30Punição a Moraes nos EUA é retaliação explícita ao STF, diz líder do PT
O líder do PT na Câmara, deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que a proibição pelo governo Donald Trump de que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e “seus aliados” na corte entrem nos Estados Unidos é “uma retaliação explícita às decisões da Justiça brasileira”.
A proibição, divulgada na noite desta sexta-feira (18), ocorre após a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizada nesta manhã. Por ordem de Moraes, o ex-presidente, que é acusado de liderar uma trama golpista em 2022, terá que usar tornozeleira eletrônica.
Para Lindbergh Farias, a decisão de Trump é uma retaliação “em especial” à imposição da tornozeleira. “É uma tentativa de constranger magistrados e interferir indevidamente em nossa soberania. Um ato inaceitável de agressão a um Poder da República”, escreveu no X.
Ainda segundo o líder do PT, a medida “reflete o avanço da ofensiva internacional da extrema direita contra o Judiciário brasileiro”.
“A aliança entre bolsonarismo e trumpismo ultrapassou todos os limites. Transformaram um processo penal legítimo em chantagem diplomática. O Brasil não se curvará. Defenderemos nossas instituições, nossa democracia e nossa soberania!”, conclui.
Carolina Linhares / FolhapressQuem são as autoridades brasileiras que vão ficar sem visto dos EUA
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE
A medida em retaliação a decisão de Moraes de por tornozeleira eletrônica no ex-presidente Jair Bolsonaro19 de julho de 2025 | 09:17Quem são as autoridades brasileiras que vão ficar sem visto dos EUA
O governo dos Estados Unidos decidiu cancelar o visto não só do ministro Alexandre de Moraes, mas também de outros sete magistrados do Supremo Tribunal Federal. A medida em retaliação a decisão de Moraes de por tornozeleira eletrônica no ex-presidente Jair Bolsonaro.
O cancelamento dos vistos se estende a familiares dos ministros do STF. Na lista estão Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flavio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes. A justificativa formal para anular os vistos, segundo divulgado pela Casa Branca, foi que as pessoas atingidas se enquadram em situação que “possivelmente teria consequências adversas e graves para a política externa dos EUA”.
Já André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques não teriam sido prejudicados. Mendonça e Nunes Marques foram nomeados por Bolsonaro para o STF. Fux tem questionado votos e penas de acusados de tentativa de golpe no País.
A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado do governo de Donald Trump, Marco Rubio. Procurado, o STF não se manifestou.
Os sete afetados pela decisão do governo Donald Trump tem sido acusados pelos bolsonaristas de agir contra o ex-presidente da República. O grupo de ministros também votou a favor de mudanças nas regras de responsabilização das plataformas digitais, tema sensível para Trump que se opõe à regulação.
À exceção de Gilmar Mendes de Moraes, os demais ministros foram indicados para vaga no STF por gestões petistas. Gilmar foi nomeado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Moraes por Michel Temer.
A ministra das Relações Institucionais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,Gleisi Hoffmann, reagiu à decisão do governo dos Estados Unidos.Segundo Gleisi Hoffmann, a decisão é uma “afronta” ao Poder Judiciário brasileiro e à soberania nacional”.
Estadão ConteúdoPolitica LivreNinguém está a salvo da espada da Justiça que Trump sonha possuir

Trump sonha em fazer retroceder o relógio da História
Demétrio Magnoli
Trump declarou, vezes sem conta, sua tórrida paixão por tarifas. Celebremente, selecionou “tarifas” como sua palavra predileta, para depois corrigir-se colocando-a atrás de “Deus” e “amor”. Na visão dele, tarifas desempenham três funções distintas. A Tarifa-Bolsonaro, de 50%, anunciada contra o Brasil, enquadra-se na terceira família.
Nas suas versões de esquerda e direita, o populismo econômico destina-se a impulsionar o consumo, angariar popularidade e colher triunfos eleitorais. No fim, o resultado é sempre a explosão da dívida pública. Pela esquerda, caso do Brasil, sob o dístico “gasto é vida”, os gastos públicos crescem além das possibilidades de aumento da arrecadação tributária. Pela direita, ao estilo de Trump, sob o lema de que “redução de impostos é vida”, comprime-se a receita tributária a patamares inferiores às necessidades orçamentárias.
RELÓGIO DA HISTÓRIA – A primeira função das tarifas de Trump é compensar a redução de impostos. O presidente imagina retroceder o relógio da história até o final do século 19, quando as taxas sobre importações representaram a fonte principal de arrecadação do governo dos EUA.
Não funcionará: mesmo sob políticas suicidas de cortes de despesas, o Estado contemporâneo precisa arrecadar muito mais do que proporcionariam as tarifas alfandegárias.
A Lei de Tarifas de 1890, proposta por William McKinley, um herói de Trump, aumentou para 50% as taxas alfandegárias médias dos EUA. A ideia era proteger a manufatura nacional, estimulando a expansão industrial do país. Na época, funcionou –como, mais tarde, a substituição de importações aceleraria a industrialização do Brasil.
OUTRA UTOPIA – A segunda função das tarifas de Trump é provocar um renascimento manufatureiro dos EUA. Trata-se, também, de uma utopia reacionária. Atualmente, as grandes empresas assentam seus negócios em cadeias produtivas internacionalizadas, tirando proveito das vantagens comparativas de diversas economias nacionais.
As tarifas de Trump tendem a inflacionar a economia doméstica sem restaurar os parques manufatureiros devastados pela história.
“AMERICA FIRST” —a guerra tarifária orienta-se tanto contra adversários como contra aliados geopolíticos dos EUA. Em princípio, ninguém está a salvo da espada erguida pela Casa Branca. Contudo, a terceira função das tarifas é castigar governos que tornam-se alvos da ira sagrada de Trump. A Tarifa-Bolsonaro pertence a essa família de sanções ideológicas.
Lula tagarela à vontade sobre soberania nacional, mas só a respeita quando lhe convém. Já declarou apoio a candidatos estrangeiros, fez campanha para Hugo Chávez e, há pouco, exibiu-se na mansão onde Cristina Kirchner cumpre prisão domiciliar reivindicando a libertação da ex-presidente.
Não teria o direito moral de exigir de Trump respeito à Justiça brasileira enquanto insurge-se contra sentenças judiciais argentinas.
SOBERANIA – Mas a Tarifa-Bolsonaro situa-se num pavilhão superior de interferência na soberania nacional. De fato, trata o Brasil como uma ditadura que emprega o sistema judicial para violar direitos humanos.
Diante dela, Lula tem o dever de enrolar-se na bandeira auriverde e enfrentar a ameaça.
De quebra, beneficia-se politicamente da submissão canina de Tarcísio de Freitas aos interesses de Bolsonaro que, à vista de todos, contrariam diretamente o interesse nacional.
Importados do Brasil começam a influir na inflação americana antes do tarifaço
Publicado em 18 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Café subiu de preço e o tarifaço trará novo aumento
Alicia Wallace
da CNN
A inflação nos Estados Unidos voltou a subir em junho, atingindo seu nível mais alto em quatro meses, à medida que o aumento de preços — incluindo aqueles provenientes de tarifas — tiveram um impacto maior.
Os preços ao consumidor subiram 0,3% no mês passado, elevando a taxa de inflação anual para 2,7%, a mais alta desde fevereiro, de acordo com os últimos dados do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) divulgados na terça-feira (15) pelo BLS (Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA).
QUESTÃO EM ABERTO – Esperava-se que o dado de junho fosse um “ponto de virada” em que tarifas elevadas deixariam uma marca ainda maior nos dados de inflação. No entanto, até que ponto as tarifas podem aumentar a inflação e por quanto tempo isso pode durar ainda é uma questão em aberto.
Economistas como Heather Long, da Navy Federal Credit Union, alertaram que os impactos relacionados às tarifas ainda são iniciais.
“As tarifas estão começando a pesar”, disse a economista-chefe da Navy Federal Credit Union, em entrevista à CNN Internacional. “Não foi tão ruim quanto o esperado, mas dá para ver nos dados. Isso parece o primeiro inning, os estágios iniciais do que provavelmente será um número cada vez maior de itens apresentando aumento de preço.”
CAFÉ E LARANJA – Ela observou como os preços do café e da laranja — categorias já duramente afetadas pelos impactos climáticos e que taLmbém devem sofrer pressão adicional com as tarifas — dispararam em junho.
Os produtos são duas das principais exportações que o Brasil faz aos EUA. Enquanto o café é 3º item mais vendido, somando US$ 1,172 bilhão entre janeiro e junho deste ano, os sucos de frutas — dentre os quais prevalece o da laranja — são o 6º, com US% 743 milhões.
O CPI apurou que o café subiu 2,2% nos EUA ao longo do último ano, enquanto as frutas cítricas 2,3%, acima da meta perseguida pelo Fed (Federal Reserve) de 2%.
MÁQUINA DE LAVAR – Na terça, Trump comemorou a queda dos preços ao consumidor e autoridades da Casa Branca minimizaram o efeito das tarifas sobre a inflação geral. Trump pediu ao Fed que cortasse as taxas de juros “agora!”.
Os dados vieram em linha com as previsões dos economistas de que o CPI geral aumentaria em relação às variações mensal de 0,1% e anual de 2,4% relatadas em maio.
Eles esperavam que preços mais altos do gás ajudassem a elevar o índice geral (o que foi o caso) e anteciparam que um conjunto mais amplo de produtos mostraria o efeito das empresas repassando custos mais altos de importação aos consumidores (o que também foi o caso).
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A matéria mostra que os americanos confiam em Trump. Em qualquer outro país, o governante que provoca inflação perde apoio. Vamos aguardar mais um pouco. (C.N.)
Com a tornozeleira, país fica preso na polarização e decepciona moderados
Publicado em 18 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do Régis Soares (Arquivo Google)
Sergio Denicoli
Estadão
A decisão do ministro Alexandre de Moraes de impor tornozeleira eletrônica a Jair Bolsonaro reativou instantaneamente o modo turbo da polarização política. O assunto foi o suficiente para que os dois grandes blocos voltassem a se enfrentar com a mesma fúria das últimas eleições.
Um levantamento da AP Exata, com 62 mil publicações sobre o tema, feitas no X e Instagram, mostra as militâncias divididas de forma quase milimétrica. Excluindo as menções neutras, 50,3% das manifestações nas redes são contra o ex-presidente, enquanto 49,7% são a favor.
A direita organizou sua reação com um repertório bem conhecido. A hashtag #SomosTodosBolsonaro liderou as menções, seguida de #Trump e #STFvergonhaMundial. As palavras de ordem mais utilizadas foram “perseguição política”, “ditadura de toga” e “Brasil virou Venezuela”.
FORTE MOVIMENTAÇÃO – Vídeos, cards e posts pedindo mobilização voltaram a circular como em tempos de campanha. Também foram muitos os apelos ao presidente dos Estados Unidos, para que tomasse alguma providência. A narrativa foi de que o ex-presidente estaria sendo humilhado por motivações políticas e o Brasil teria se transformado num regime de exceção.
A esquerda respondeu com comemoração e provocação. #BolsonaroNaCadeia e #GrandeDia ocuparam os primeiros lugares entre as hashtags usadas por perfis desse espectro ideológico.
A linguagem foi marcada por ironia, escárnio e memes. Frases de efeito e montagens circularam com velocidade. A resposta não teve compromisso com o debate jurídico ou político. Teve o objetivo de devolver na mesma moeda dos que se regozijaram quando Lula foi preso.
TERCEIRO SETOR – No campo dos que não tomaram partido, o comportamento também chama atenção. Não se trata de silêncio total. Muitos falaram da repercussão, da cobertura da imprensa, da reação das bases bolsonaristas e governistas, sem manifestar apoio nem reprovação direta a qualquer um dos lados.
O tom predominante foi de cansaço. Frases como “mais um capítulo da novela”, “nada muda”, “estamos presos nesse ciclo” apareceram com frequência.
Esses perfis não são apáticos. São atentos, informados e cada vez mais distantes do debate polarizado. Observam com descrença tanto os que comemoram quanto os que denunciam. E deixam claro que o episódio da tornozeleira, para além da disputa entre extremos, reforça a sensação de paralisia de um País que não consegue se libertar das mesmas narrativas.
PAÍS CONGELADO – Para esse grupo, o Brasil parece congelado em um roteiro repetido, onde os personagens são sempre os mesmos e o final nunca chega.
As reações à tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro expõem uma nação que insiste em se manter aprisionada à polarização, como se não houvesse outro caminho. Mas há. E talvez esteja justamente na parte da sociedade que hoje prefere observar em silêncio. Os que não berram, mas pensam. Os que não compartilham, mas enxergam.
Essa maioria, exausta, que rejeita os extremos e torce para que o País finalmente vire a página, pode ser o único antídoto possível para o ciclo que insiste em se repetir.
Trump reage e manda revogar os vistos de Moraes, parentes e aliados
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Marco Rubio afirma que a revogação tem efeito imediato
Paulo Assad
O Globo
O secretário de Estado dos EUA, o republicano Marco Rubio, anunciou nas redes sociais ter determinado a revogação dos vistos americanos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, familiares e “aliados no tribunal”, sem especificar quais. A medida, segundo Rubio, tem “efeito imediato”.
Segundo disse Rubio na publicação, o presidente Donald Trump “deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos”.
DIREITOS BÁSICOS – “A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos”, acrescenta o secretário de Estado na publicação.
A medida foi anunciada após Moraes impor medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que passou a usar tornozeleira eletrônica. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na residência de Bolsonaro e na sede do PL em Brasília.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Uma lágrima furtiva escorreu na face do ministro Moraes, quando lembrou que esquecera de fazer uma foto com o Pateta quando esteve na Disneylândia. Mas logo se recompôs, porque precisa manter sua fama de mau. (C.N.)
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