sexta-feira, julho 11, 2025

Eufórico, o PT lança campanha antiamericanista com provocações a “falsos patriotas”


A ideia do PT é fortalecer o nacionalismo para eleger Lula

Teo Cury
da CNN

O Partido dos Trabalhadores lança nesta sexta-feira (11) uma campanha, nas redes sociais, com o mote “Defenda o Brasil” em resposta ao anúncio do presidente Donald Trump de cobrar 50% sobre os produtos brasileiros.

A mensagem que o partido pretende passar com a campanha é a de que cabe a todo brasileiro defender o país e descobrir quem é o “falso patriota”. O símbolo da campanha, de acordo com integrantes do partido, é a defesa da bandeira brasileira.

PÓS-TRUMP –  A decisão pela nova iniciativa foi tomada depois de o partido avaliar como tendo sido bem-sucedida a campanha de combate a privilégios e que foi batizada de “BBB”, que propõe a taxação de bilionários, bancos e bets. As duas serão veiculadas ao mesmo tempo nas redes sociais.

A campanha foi idealizada pelo marqueteiro Otávio Antunes após ter sido encomendada pelo partido na noite desta quarta-feira (9), horas após Trump anunciar o aumento da tarifa aos produtos brasileiros.

Em um dos vídeos da campanha, o narrador afirma que “roubaram a bandeira” brasileira, “mentiram” vestindo-a e “traíram com elas nas costas”. As peças dizem ainda que “patriotas batem continência para outra bandeira”, “bajulam Trump” e que há “silêncio covarde de falsos patriotas”.

BANDEIRA/SÍMBOLO – Em outro momento, o narrador do vídeo diz que “bandeira não é adereço, não é figurino de traidor”, mas sim “símbolo de país que trabalha” e que, portanto, “é para ser defendida”. As imagens do vídeo mostram manifestantes utilizando a bandeira do Brasil.

O conteúdo replica vídeos de Jair Bolsonaro (PL) afirmando que bate continência à bandeira dos Estados Unidos enquanto brada “USA, USA” e do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), de São Paulo, usando o boné com a frase “Make America Great Again” e dizendo “grande dia”.

Cards que serão veiculados a partir desta sexta-feira nas redes sociais trazem imagens do ex-presidente com os dizeres: “A culpa do tarifaço de Trump ao Brasil é dos Bolsonaros”. A campanha prevê ainda bonés de diferentes cores com a frase “O Brasil é soberano” estampada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Lula, Janja e o petismo estão em euforia. Acreditam (?) que foram salvos por Trump, cujos atos estariam fazendo ressuscitar um forte sentimento nacionalista, de sabor antiamericano e capaz de reverter sua falta de aprovação popular. Sugere-se que usem também lemas como “Ianques, go home”, “In Fidel We Trust”, “Fuck You, Musk” e “Cadê os Viralatas?” 
(C.N.)   


Tarifaço não ajuda Bolsonaro nem a busca de superávit comercial dos EUA

Publicado em 11 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

A imagem mostra o rosto de um homem com cabelo loiro e pele clara, olhando para o lado. O fundo é composto por uma parede azul e cortinas brancas. A expressão facial do homem é séria e contemplativa.

Medidas tomadas por Trump realmente não têm lógica

Hélio Schwartsman
Folha

Não é de assessoria política, econômica e nem mesmo da ajuda de um profissional de saúde mental que Donald Trump precisa agora. O que ele deveria fazer é convocar com urgência um professor de lógica para auxiliá-lo na Casa Branca, pois suas ações estão mais erráticas do que o habitual.

Se o objetivo do presidente americano é ajudar Jair Bolsonaro, então a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros é uma péssima escolha. É zero a chance de a ameaça tributária aliviar a situação jurídica do capitão reformado no STF.

TUDO ERRADO – No plano político, o tarifaço, caso se concretize, mais prejudicará do que ajudará o candidato da direita no pleito de 2026. E ele bateria forte no coração do bolsonarismo. As barreiras extras seriam ruins para a economia brasileira como um todo, mas péssimas para setores específicos como o agronegócio, onde se concentram apoiadores do golpista impenitente.

Nada disso deveria ser surpresa para Trump, que, desde que assumiu, perdeu mais eleições no exterior do que venceu. Ele foi decisivo para a virada dos trabalhistas no Canadá e na Austrália e foi um cofator para o triunfo de centristas na Groenlândia e na Romênia. Só na Polônia o candidato por ele apoiado se deu bem.

Se a meta real de Trump não é Bolsonaro, mas a agenda econômica da Casa Branca, a sobretarifa também é um tiro no pé. O Brasil é um dos poucos países com os quais os EUA têm superávit comercial. Diminuir o volume de trocas não faz sentido.

COMO REAGIR – Vamos ver como Lula reagirá. O brasileiro foi imprudente quando declarou apoio a Kamala Harris, mas vinha atuando com sabedoria ao manter um low profile desde a posse do americano. Estava dando certo, até agora.

Lula terá de optar entre falar grosso e colher os aplausos da torcida ou entregar as negociações a profissionais do Itamaraty, a fim de tentar reduzir os danos econômicos, obviamente sem ceder na política.

Trump, como se sabe, só é consistente em sua inconsistência. Não tem nenhum problema em se contradizer e voltar atrás em ações e ameaças.

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Tarifas, ameaças e interferência: o Brasil na linha de fogo de Trump

Publicado em 11 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Charge de William Medeiros (Arquivo do Google)

Charge de William Medeiros

Pedro do Coutto

O presidente Donald Trump protagonizou um dos episódios mais tensos das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Brasil. Em um gesto unilateral, o governo americano anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre uma série de produtos brasileiros — como aço, alumínio, café, açúcar e carne — o que deve provocar impacto direto na economia brasileira e nas cadeias globais de comércio.

Mais do que uma decisão econômica, a medida tem um evidente componente político: Trump, que já declarou abertamente apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, usou o anúncio para desferir críticas duras ao Supremo Tribunal Federal e ao governo Lula, acusando-os de promover uma “caça às bruxas” contra seu aliado ideológico.

CARTA – A retórica usada por Trump foi agressiva e impositiva. Em uma carta enviada diretamente ao Palácio do Planalto, o presidente norte-americano exigiu que o governo brasileiro cessasse imediatamente o “comportamento persecutório” contra Bolsonaro, fazendo referência ao julgamento que tramita no STF sobre a tentativa de golpe em janeiro de 2023.

Para analistas internacionais, a linguagem usada por Trump extrapola os limites da diplomacia tradicional, resvalando numa interferência inaceitável nos assuntos internos de outro país. O tom determinante da carta e o gesto de impor tarifas comerciais como forma de pressão revelam uma tentativa clara de condicionar decisões judiciais soberanas a interesses políticos externos.

A resposta do governo brasileiro veio com rapidez. O presidente Lula convocou uma reunião de emergência com ministros da área econômica e da diplomacia e já anunciou que o Brasil deve aplicar medidas de retaliação comercial, com base na Lei de Reciprocidade e nas regras da Organização Mundial do Comércio.

NOTA –  O Itamaraty também divulgou uma nota firme, classificando as declarações de Trump como “ofensivas à soberania brasileira” e alertando para os riscos que essa escalada pode trazer para a estabilidade das relações bilaterais. O mercado reagiu com nervosismo: o dólar subiu, a Bolsa recuou e setores exportadores ligados aos produtos afetados já começaram a reavaliar contratos e projeções de lucro.

Mais do que um conflito comercial, o que se desenha é um embate geopolítico e ideológico. Trump parece decidido a transformar Bolsonaro em símbolo de perseguição política — narrativa semelhante à que ele próprio alimenta nos Estados Unidos ao se apresentar como vítima de um “sistema corrompido”. Ao atacar o STF e criticar abertamente o processo legal em curso no Brasil, o presidente americano tenta deslegitimar instituições democráticas em nome de alianças pessoais e eleitorais.

É uma estratégia já conhecida: criar tensão, alimentar a polarização e mobilizar sua base conservadora com discursos inflamados contra inimigos externos e internos. O problema é que essa tática não se limita ao campo retórico — ela tem efeitos reais e imediatos. O aumento nas tarifas pode causar prejuízos bilionários ao agronegócio e à indústria brasileira, além de pressionar a inflação nos Estados Unidos e desorganizar cadeias de fornecimento internacionais.

RETRAÇÃO –  Setores como o do café e da carne, que têm forte presença no mercado americano, já estimam retração nas exportações. Ao mesmo tempo, consumidores norte-americanos também devem sentir os efeitos com preços mais altos nas prateleiras. Ou seja, trata-se de uma guerra onde todos perdem, mas que interessa a Trump como combustível eleitoral.

A crise que se abre tende a se prolongar. De um lado, o governo brasileiro tem o desafio de defender sua soberania jurídica e econômica sem comprometer relações comerciais fundamentais. De outro, Trump parece determinado a usar o Brasil como palco secundário de sua cruzada ideológica. O embate, ao que tudo indica, está apenas começando — e poderá se tornar um dos capítulos mais delicados da diplomacia latino-americana contemporânea.


Empresários pedem “diálogo” com Trump para reverter esse tarifaço

Publicado em 11 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Momento político impõe a neoindustrialização, avalia Ricardo Alban -  Agência de Notícias da Indústria

Governo tem de dialogar com Trump, diz Alban, da CNI

Letícia Lopes e Cássia Almeida

Associações e entidades empresariais estão manifestando preocupação e já apontam impactos negativos em diferentes segmentos do setor produtivo com o anúncio do americano Donald Trump, nesta quarta-feira, de uma sobretaxa de 50% aos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.

O economista-chefe do Goldman Sachs, Alberto Ramos, em relatório divulgado na própria quinta-feira, diz que o PIB brasileiro pode ser reduzido entre 0,3 e 0,4 ponto percentual com as tarifas aplicadas por Trump. Ele calcula que a tarifa efetiva de importação para os produtos brasileiros aumente em 35,5 pontos percentuais, se não houver “grandes retaliações”:

REDUZIR A TENSÃO – “Não está claro se, como e quando o Brasil retaliaria. A inclinação política pode ser nesse sentido, mas prevemos que os exportadores locais irão pressionar o governo para reduzir a tensão”, diz Ramos.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), não há fato econômico que justifique a tarifa de 50%. A entidade diz que a prioridade do governo brasileiro após o tarifaço deve ser “intensificar a negociação com o governo de Donald Trump para preservar a relação comercial histórica e complementar entre os países”.

“Os impactos dessas tarifas podem ser graves para a nossa indústria, que é muito interligada ao sistema produtivo americano. Uma quebra nessa relação traria muitos prejuízos à nossa economia. Por isso, para o setor produtivo, o mais importante agora é intensificar as negociações e o diálogo para reverter essa decisão”, diz Ricardo Alban, presidente da CNI, em nota.

IMPACTOS SEVEROS – A Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) disse em nota que tem “profunda preocupação” com o anúncio, que pode “causar impactos severos sobre empregos, produção, investimentos e cadeias produtivas integradas entre os dois países”.

pediu em nota que os governos brasileiro e americano retomem “com urgência um diálogo construtivo” na busca por uma solução negociada “fundamentada na racionalidade, previsibilidade e estabilidade, que preserve os vínculos econômicos e promova uma prosperidade compartilhada”.

“A relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos sempre se pautou pelo respeito, pela confiança mútua e pelo compromisso com o crescimento conjunto. O comércio de bens e serviços entre as duas nações é fortemente complementar e tem gerado benefícios concretos para ambos os lados, sendo superavitário para os Estados Unidos ao longo dos últimos 15 anos — com saldo de US$ 29,2 bilhões em 2024, segundo dados oficiais norte-americanos”, diz o texto.

AÇÃO DIPLOMÁTICA – A Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) também manifestou preocupação, e defendeu a intensificação da atuação diplomática para uma “solução negociada”.

“Em contraste com as medidas aplicadas, Brasil e Estados Unidos mantêm um longo histórico de relações mutualmente benéficas, parcerias econômicas e industriais salutares e voltadas para a promoção dos negócios. O país é o principal investidor externo direto no mercado brasileiro, sendo o segundo maior parceiro no comércio de bens nacional”, destacou a Firjan, em nota.

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) destacou que a política tarifária atinge diretamente as empresas brasileiras. Presidente do conselho da entidade, José Ricardo Roriz traçou que uma tarifa de 50% torna “praticamente inviável” a operação, afetando faturamento e empregos.

IMPACTOS PROFUNDOS – Ele ainda observa que os impactos não se restringem apenas aos produtos finais exportados, mas a toda a cadeia produtiva, com pressão em outros setores que dependem de embalagens, como alimentos, componentes automotivos e fertilizantes.

“Estamos passando de um dos países com menores tarifas de importação para uma situação de isolamento comercial. Isso desestimula o investimento produtivo e compromete a credibilidade do Brasil como parceiro confiável. Empresas internacionais que atuam no país para exportar a partir daqui serão diretamente penalizadas. Estamos vendo crescer um clima de incerteza justamente quando deveríamos estar atraindo investimento estrangeiro”, afirmou Roriz, em nota.

Ele também defendeu que é preciso cautela na negociação:

SEM GEOPOLÍTICA – “O Brasil não pode se colocar em disputas geopolíticas que não nos dizem respeito. Precisamos focar em abrir mercados, fortalecer nossas cadeias industriais e garantir segurança jurídica e diplomática. Neutralidade e pragmatismo devem orientar nossa atuação internacional”, ponderou.

Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), lembrou que, em junho, o setor registrou um crescimento de 24,5% nas exportações, e que foram justamente os EUA que puxaram o crescimento: para o país, as exportações subiram 40% no período. O anúncio, diz ele, causa “surpresa e preocupação”:

“No primeiro semestre, estávamos, aos poucos, recuperando mercado nos Estados Unidos, apesar de todas as instabilidades. O anúncio do presidente Trump, com novas tarifas a partir do dia 1º de agosto, é um grande balde de água fria para o setor calçadista brasileiro”, lamenta Ferreira, em nota.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Os empresários vão exigir que Lula negocie com Trump a redução das tarifas, porque não há outro caminho. Lula vai se recusar, animado pelo ímpeto nacionalista que despertará nesse início. Os empresários apoiarão o primeiro bolsonarista que passar diante deles e Lula estará acabado, pois há tempos já está de validade vencida. (C.N.)


Trump afirma que vai conversar com Lula “em algum momento”

Publicado em 11 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Donald Trump analisa relatórios com sanções a Moraes

Donald Trump analisa relatórios com sanções a Moraes

Luana Viana
Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11/7) que pretende, “em algum momento”, conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as tarifas de 50% impostas ao Brasil, mas que “não agora”. Na mesma fala, Trump voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Donald Trump afirmou que a conversa com Lula “talvez aconteça em algum momento, mas não agora. Ele está tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta. Eu o conheço [Bolsonaro] bem, já negociei com ele, e ele é um bom negociador. Posso te falar que ele é um homem muito honesto e ama o povo brasileiro”, disse Trump em resposta à repórter brasileira Raquel Krakenbuhl, correspondente da TV Globo em Washington.

AGORA, NÃO! – “Talvez em algum momento eu fale com ele [Lula]. Agora, eu não vou. Eles estão tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta. Ele [Bolsonaro] é um bom homem. Eu o conheço bem. Eu negociei com ele. Ele era um negociador muito difícil e, posso dizer que ele era um homem muito honesto. E ele amava o povo do Brasil. Ele era um cara muito difícil de negociar. Eu não deveria gostar dele, porque ele era muito duro em negociação, mas ele também foi muito honesto e eu conheço os honestos e conheço os corruptos.”

O tarifaço de Trump contra o Brasil foi divulgado na última quarta-feira (9/7), por meio de uma carta enviada ao presidente Lula. Diante da nova taxa, o Brasil se tornou o país ao qual os EUA vão impor as tarifas de importação mais altas entre as 22 já anunciadas por Trump.

EM 1º DE AGOSTO – A taxa entra em vigor a partir de 1º de agosto e será cobrada separadamente de tarifas setoriais, como as que atingem o aço e alumínio brasileiros. Em abril deste ano, o Brasil já havia sido atingido pelo tarifaço de Trump e teve os produtos tarifados em 10%.

Além disso, as taxas norte-americanas de 50% sobre o aço e o alumínio e mais 50% de taxas anunciadas sobre o cobre nesta quinta-feira (10/7) afetam o país.

Trump tem ameaçado o mundo com a imposição de tarifas comerciais, desde o início do mandato, e tem dado atenção especial ao grupo do Brics e ao Brasil. O presidente norte-americano chegou a ameaçar taxas de 100% aos países-membros do bloco que não se curvarem aos “interesses comerciais dos EUA”.

50% PARA BRASIL – Após sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Trump impôs 50% de tarifas sobre exportações brasileiras para os EUA.

O líder norte-americano alegou que o Brasil não está “sendo bom” para os EUA e afirmou que existe déficit para seu país no comércio bilateral, o que não é verdade.

Na segunda-feira (7/7), Trump começou a enviar cartas a nações pelo mundo, anunciando oficialmente a implementação de tarifas a 22 países, que variam de 20% a 50%, a depender do país, com validade a partir de 1º de agosto. Entre os países, o Brasil ficou com a taxa mais alta e as Filipinas com a menor, de 20%.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Trump parece maluco, mas sabe muito bem o que faz. Ele quer aumentar a receita dos Estados Unidos através da eliminação de déficits comerciais, discutindo com cada país, caso a caso. O problema de Lula é especial, porque ele dá força ao Supremo quando desrespeita as leis brasileiras, tipo Marco Civil da Internet, e decide censurar empresas americanas, aplicando sanções, bloqueando contas privadas, um verdadeiro festival, que atingiu duas empresas do próprio Trump. O resultado é essa bagunça que afeta Estados Unidos, Brasil e o mundo. Trump já está estudando as sanções que atingirão o ministro Moraes. E vamos comprar pipoca, porque a bagaça não acaba tão cedo. (C.N.)


Elevada carga tributária que o Brasil impõe já estava no radar de Trump


Abicalçados - Exportações de calçados somaram 89,6 milhões de pares até novembro

Brasil já é considerado um país muito protecionista

Priscila Yazbek
da CNN

Romero Tavares, sócio-líder de tributação internacional da PwC e doutor pela Universidade de Viena, afirma que a pretendida retaliação do governo Lula contra o presidente americano Donald Trump pode ser prejudicial e levar a uma escalada tarifária nociva às economias brasileira e americana.

“Trump quer alguma sinalização positiva, nem que seja de narrativa, para poder postergar. Nós já estamos batendo nos Estados Unidos há um bom tempo com as nossas tarifas mais altas. Agora que eles começam a revidar, talvez a gente bata de novo. Estamos em um cenário bem perigoso e bem caótico”, diz o tributarista.

PROTECIONISMO – A métrica mais utilizada para comparar o nível de protecionismo de diferentes países hoje é a média simples das tarifas cobradas em produtos importados, calculada pelo Banco Mundial.

O levantamento aponta que o Brasil cobra uma taxa média de 12,4% sobre importações, enquanto os EUA, antes do tarifaço, cobravam uma tarifa média de 2,7%.

“As tarifas dos Estados Unidos eram, em média, baixíssimas, as de outros países são frequentemente menos baixas e as do Brasil altíssimas. Eles sobretaxam itens específicos do Brasil, e uma negociação bilateral poderia resultar em vantagens para ambos”, afirma Tavares.

PILAR DA OCDE – Segundo o especialista, os recentes posicionamentos do Brasil na área tributária também não ajudam. O Brasil se apressou em adotar o Pilar 2 da OCDE (Organização para o Desenvolvimento Econômico), que prevê um imposto mínimo global de 15% sobre o lucro de grandes multinacionais.

O mecanismo é combatido pelo governo americano e, para o tributarista, prejudica o investimento estrangeiro direto e o comércio entre os EUA e o Brasil.

Tavares argumenta ainda que o Brasil mantém uma alta carga tributária sobre lucros das empresas, na faixa de 34% a 45%, e sobre remessas, com o Imposto de Renda na fonte de 15% a 25%.

RADAR DE TRUMP – “O governo também vem propondo novos tributos sobre negócios internacionais: os 10% de IR sobre dividendos; o imbróglio do IOF, taxando da noite para o dia remessas e serviços para os EUA em 3,5%; além da ‘CIDE-remessas’ de 10%. Tudo isso está no radar do Trump”, diz o tributarista, acrescentando:

“Não é de se admirar que o Brasil já estivesse sob uma investigação comercial nos termos da Seção 301 da Lei americana”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Um dos aspectos mais importantes dessa brigalhada é que traz a lume os verdadeiros números e as informações sobre regras de protecionismo adotadas pelos países. Somente conhecendo esses detalhes é que se pode travar um debate justo e verdadeiro sobre o assunto. E a gente constata que o Brasil não é uma Soninha Toda Pura nesse ramo do comércio externo. (C.N.)

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