quarta-feira, julho 02, 2025

Se o pecado da esquerda é a vaidade moral, o da direita é truculência


Charge do Jefferson (Arquivo Google)

Luiz Felipe Pondé
Folha

A direita é contra a cultura? Não responda a essa pergunta com pressa. O que Donald Trump vem fazendo com algumas universidades americanas é um exemplo de crassa estupidez, além de ferir, de fato, a autonomia de cátedra da universidade.

Autonomia de cátedra —ou liberdade de cátedra— é um princípio regulador e institucional antigo que prevê a liberdade plena de um professor ensinar, pensar, escrever e estudar o que ele julgar condizente com a missão da universidade —gerar ideias, formação profissional, liberdade de pensamento, aprofundar o conhecimento científico e conceitualmente consistente. Um governo não pode interferir no cotidiano de uma universidade. Isso é um claro ato de vocação totalitária.

EXISTE AUTONOMIA? – A pergunta que devemos fazer é: a autonomia de cátedra hoje, seja nos Estados Unidos, seja no Brasil, seja na Europa, seja na América Latina, como um todo, existe? Ou a gestão interna da universidade já a aboliu por meio dos jogos corporativos, das ideologias hegemônicas — hoje de esquerda descaradamente—, dos truques das reitorias, das instâncias colegiadas e dos conselhos universitários internos?

Ou será que a burocracia que emana das instâncias reguladoras, no Brasil a Capes, já não destruiu a criatividade dos professores, que correm em busca de métricas que os ajudem a ganhar financiamentos?

Lembrando que essas instâncias tendem a ser colonizadas pela mesma ideologia que domina a universidade.

PECADORES E HEREGES – Uma das formas maiores de violência interna às instituições é a exclusão de pessoas da sociabilidade entre os colegas. Um pouco como se fazia com pecadores e hereges noutras épocas.

Harvard ou Columbia não escapam dessas mazelas. A rede de destruição da liberdade de cátedra em favor de consórcios ideológicos e políticos é internacional. E o trânsito internacional vale ouro para as agências de aferição de produtividade.

É comum ver nas universidades hoje carreiras sendo destruídas, objetos de pesquisa para mestrado e doutorado sendo recusados, colegas ou alunos serem alvos de assédio moral, simplesmente porque não fariam parte do consórcio ideológico ou porque seus interesses de pesquisa não se alinham aos objetivos carreiristas de muitos professores. A verdade é que as universidades não têm mais liberdade de cátedra.

PECADO CAPITAL – A expressão virou letra morta. Se o pecado capital da esquerda é a vaidade moral, o da direita é a truculência. Essa truculência torna a direita burra na sua relação com as universidades, principalmente na área de humanas.

Seus agentes pensam que nelas só existem maconheiros, vagabundos e preguiçosos —senão teriam feito engenharia ou medicina. Para a direita só vale a técnica e a gestão. Pensa que é científica, enquanto a esquerda seria considerada das humanas.

Mas, evidentemente, essa opinião é fruto da ignorância que grassa entre a maioria da direita. Aliando-se via redes sociais ao “povo”, a direita multiplica sua ignorância repetindo a do senso comum. A esperança deles é acabar com a “universidade de esquerda”, como dizem, e com isso assumir o poder pleno da produção de conhecimento no país.

SURTO DO FILHO – É comum ouvir membros da elite econômica dizer que o surto do filho de fazer documentários de esquerda e votar no PSOL passará logo. Mas o fato é que numa das áreas de maior impacto na sociedade essa ideia não funciona. Na área do direito, do Ministério Público e da magistratura.

Enquanto todos olhavam para os partidos políticos populistas de esquerda, a revolução está vindo do poder Judiciário. Brasil, Estados Unidos, França e Israel são apenas alguns exemplos. A ideia de que a magistratura e o Ministério Público têm missão civilizadora é apenas um dos modos do sintoma.

Outra área menosprezada pela direita —que, assim, como as universidades, só se lembra dela para xingar —é a formação dos profissionais da imprensa, um reduto, na sua imensa maioria, nas garras da esquerda.

“AGÊNCIAS LULISTAS” –  Esse fato enviesa quase totalmente seus conteúdos, no caso do Brasil hoje, criando “agências” envergonhadas do governo Lula. Vale salientar que o viés à direita, que existe em alguns veículos, faz um contraponto, mas o risco de virar um reduto do fundamentalismo bolsonarista é muito grande.

As fundações culturais também são objeto de desprezo e maus-tratos por parte de governos de direita. Eles parecem crer que basta matá-las de fome para que o “problema” seja sanado, em vez de buscarem quadros competentes na área que não sirva ao populismo de esquerda em voga no momento.

Afora o fato de que essas áreas são um salve-se quem puder. Enfim, se alguém capaz acordar dessa estupidez, será tarde: a cultura já será um lixo.


Por que o discurso de Tarcísio irritou bolsonaristas e até membros da família

Publicado em 1 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

 em ato  pró-Bolsonaro

A gente está aqui para pedir anistia e pacificação’, diz Tarcísio

Bela Megale
O Globo

O discurso de Tarcísio de Freitas no ato pró-Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, no domingo (29), desagradou aliados próximos e até integrantes da família do ex-presidente.

A fala do governador de São Paulo, centrada nos ataques ao PT e ao governo Lula, foi vista como um discurso de candidato à Presidência, mas sem encampar as bandeiras do bolsonarismo.

POSICIONAMENTO – O fato de Tarcísio, mais uma vez, ter poupado o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal (STF) foi o principal ponto de queixa entre bolsonaristas, já que havia a expectativa de que alguma crítica fosse dirigida ao Judiciário.

Eles avaliam que, com sua fala, o governador atrai a base do ex-presidente e evita carregar o ônus de se indispor com o Supremo.

— O Brasil não aguenta mais a desfaçatez, o gasto desenfreado, a corrupção. O Brasil não aguenta mais o governo gastador. Quem paga essa conta dos juros altos são vocês. O Brasil não aguenta mais aumento de imposto, não aguenta mais o PT — disse o governador.

“VOLTA, BOLSONARO” – As manifestações de Tarcísio para exaltar o capitão reformado e o coro “volta, Bolsonaro”, puxado pelo governador em São Paulo, são vistos nesse grupo de aliados do ex-presidente como uma estratégia de se mostrar fiel. Para eles, porém, Tarcísio já está focado em ser o sucessor de Bolsonaro em 2026, o que ele nega.

Na verdade, o governador de São Paulo ganha cada ganha vez mais apoio no campo da direita como nome para concorrer à Presidência contra Lula, mas ainda enfrenta resistência forte dos filhos de Jair Bolsonaro e de aliados muito próximos do ex-presidente.

A irritação de Eduardo Bolsonaro com Tarcísio seria por causa do crescimento do apoio do Centrão à candidatura de Tarcisio, em detrimento dos nomes do próprio Eduardo e da mulher Michelle.  


 

Razões do crescente mal-estar em relação à democracia brasileira

Publicado em 1 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Charges sobre democracia - 07/08/2020 - Política - Fotografia - Folha de  S.Paulo

Charge do Benett (Folha)

Marcus André Melo
Folha

Cresce a percepção de que há algo errado em nossas instituições. Diria até que é quase consensual na opinião pública que as relações entre os três Poderes são disfuncionais. Isto se estende ao próprio funcionamento da democracia no país. Não temos dados para 2025, mas, segundo pesquisa sobre a satisfação com a democracia do Pew Research Center em setembro de 2024, o Brasil está ligeiramente abaixo da mediana global que é 45%.

Apenas 44% da população declaram estar satisfeitos com o funcionamento da democracia no país, enquanto 54% manifestam algum grau de insatisfação, dos quais 30% afirmam estar “nada satisfeitos”.

TENDÊNCIA OPOSTA – Paradoxalmente, vemos um aumento e não declínio de 7 pontos percentuais em relação a 2023. O Brasil opera na tendência oposta das democracias de alta renda, nas quais se observa queda acentuada nos últimos anos (de 49% em 2021 para 36% em 2024) na satisfação com a democracia.

Porém, o mais instigante para analisarmos o “malaise” na conjuntura atual sobre a democracia é como ela varia entre grupos de eleitores. Esta variação nos dá a chave para o consenso negativo atual sobre o funcionamento da democracia.

 A percepção sobre o funcionamento das instituições é moldada por vários fatores já identificados em pesquisas sobre o assunto. Um fator decisivo é que ela difere entre os ganhadores e perdedores das eleições (o “winner-loser gap”, no jargão).

ESQUERDA E DIREITA – Há também fortes clivagens ideológicas: entre eleitores de esquerda, 56% estão satisfeitos; entre os de direita, apenas 35%. O fator mais determinante, porém, é o alinhamento com o governo: apoiadores da coalizão governista relatam níveis de satisfação 25 pontos percentuais mais altos que os opositores.

Esses dados revelam um padrão comum em democracias polarizadas: a legitimidade das instituições passa a ser filtrada pelo vínculo partidário, e a percepção de responsividade política se torna mais volátil.

A democracia é vista com mais confiança quando o “meu lado” está no poder, e com mais desconfiança quando está na oposição.

INSATISFAÇÃO – O que parece estar ocorrendo no momento é a queda da satisfação com a democracia entre os ganhadores, ou seja, entre os apoiadores da coalizão governista. Em “Strange Bedfellows” (Estranhos parceiros), os autores utilizam microdados de pesquisas com 18 mil eleitores de 46 países para testar a clivagem vencedor-perdedor em governos de coalizão.

Concluem que os parceiros da coalizão importam para a satisfação com a democracia. Nos casos em que há o que os autores chamam de “ambivalência de coalizão” —ou seja, se os parceiros de coalizão são rejeitados—, a avaliação do governo e do funcionamento da democracia piora.

O infortúnio faz estranhos companheiros de cama (Shakespeare, “A Tempestade”). Quando o Executivo se enfraquece, eles lhes dão as costas. Assim, entre os eleitores, os vencedores se veem como perdedores. Governar com más companhias cobra um preço entre vitoriosos. Mas mitiga a insatisfação entre os perdedores.


Itamaraty responde a “The Economist” após reportagem que arrasa com Lula

Publicado em 1 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

'The Economist': Lula perdeu influência no exterior e é cada vez menos  popular no BrasilRicardo Della Coletta
Folha

O governo Lula (PT) enviou uma carta à revista The Economist após a publicação britânica, em uma reportagem publicada no final de semana, ter classificado o presidente brasileiro como “incoerente no exterior” e “impopular em casa”.

De acordo com relatos de três pessoas que acompanham as conversas, a necessidade de uma manifestação do governo foi discutida em reuniões no Palácio do Planalto na segunda-feira (30).

VIA DIPLOMÁTICA – O primeiro compromisso de Lula no dia foi uma audiência com o chanceler Mauro Vieira, segundo agenda oficial. Nas conversas no Planalto, foi definido que o Itamaraty conduziria o processo. Na carta, assinada por Vieira, o ministro rebate argumentos da publicação britânica.

“Poucos líderes mundiais, como o presidente Lula, podem dizer que sustentam com a mesma coerência os quatro pilares essenciais à humanidade e ao planeta: democracia, sustentabilidade, paz e multilateralismo”, diz Vieira, na resposta.

“Como presidente do G20, Lula construiu um difícil consenso entre os membros, no ano passado, e ao longo do processo logrou criar uma ampla aliança global contra a fome e a pobreza. Também apresentou uma ousada proposta de taxação de bilionários que terá incomodado muitos oligarcas.”

MUNDO MULTIPOLAR – O chanceler também diz que o Brasil vê o Brics —bloco que a The Economist afirmou ter objetivos antiocidentais— como um ator incontornável na luta por um mundo multipolar, menos assimétrico e mais pacífico.

“A posição do Brasil quanto aos ataques ao Irã e, sobretudo, às instalações nucleares é coerente com esses princípios. Nossa condenação responde ao fato elementar de que essas ações constituem uma flagrante transgressão da Carta da ONU”, afirma Vieira.

“Para humanistas de todo o mundo, incluindo políticos, líderes empresariais, acadêmicos e defensores dos direitos humanos, o respeito à autoridade moral do presidente Lula é indiscutível”.

VIROU MUNIÇÃO – A reportagem da prestigiosa revista britânica com críticas a Lula virou munição para adversários políticos atacarem o petista.

Em publicação nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que a revista “humilha Lula” e que está na hora de o presidente “ir embora”. “Não dá mais para esse senhor ocupar o cargo mais importante do país. Chega”, escreveu.

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR), declarado um juiz parcial pelo STF enquanto julgou o petista na Lava Jato, compartilhou a reportagem nas redes sociais e escreveu que a revista está “dando a real sobre o Lula”.

NA CONTRAMÃO – Na reportagem, a revista diz que o posicionamento do Itamaraty que condenou os ataques dos Estados Unidos contra instalações nucleares do Irã foi na contramão do que outras democracias ocidentais disseram sobre o tema.

A Economist afirma ainda que o Brasil de Lula, ao engajar-se num bloco dos Brics fortemente influenciado pelas agendas da China e da Rússia, adota posturas que parecem cada vez mais “hostis ao Ocidente”.

“O papel do Brasil no centro de um Brics expandido e dominado por um regime mais autoritário faz parte da política externa cada vez mais incoerente de Lula”, diz a revista.

Há ainda críticas no campo interno. A Economist menciona a queda de popularidade de Lula. Também destaca a votação no Congresso que derrubou um decreto presidencial que previa um aumento no IOF, fato que mostrou fragilidade na relação com Executivo com o Congresso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Com apoio entusiástico de Janja, Lula pensou (?) e trabalhou pelo Nobel da Paz, mas deu tudo errado e jogou no lixo a imagem de líder político que construíra durante décadas no exterior. E o resto da imagem que lhe restou, aqui no Brasil, vai ficar cada vez mais emporcalhado com essa guerra entre riscos e pobres. (C.N.)


Bolsonaro passa mal novamente e cancela todos os compromissos do mês de julho


Ex-presidente tem reclamado de problemas estomacais, que seriam consequência da facada de 2018.

Bolsonaro tem crises repentinas de arroto e de soluços

Fellipe Gualberto
Estadão

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou mal novamente nesta terça-feira, 1º, e cancelou sua presença em evento do PL que ocorreria em Brasília (DF). O filho do político, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou comunicado assinado pelo pai em seu perfil no X (antigo Twitter) e afirmou que também “ficam suspensas as agendas de Santa Catarina e Rondônia”.

“Após consulta médica de urgência foi-me determinado ficar em repouso absoluto durante o mês de julho”, afirmou Flávio em nome de seu pai. “Crise de soluços e vômitos tornaram-se constantes, fato que me impedem até de falar”, complementa

PNEUMONIA VIRAL – O político recebeu um possível diagnóstico de pneumonia viral em 21 de junho e, desde a data, tem sofrido com soluços e vômitos. Em seu perfil no X, Bolsonaro postou, sem fazer comentários, notícia do portal Metrópoles que afirmava que ele passou mal e cancelou sua agenda oficial.

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), outro filho do ex-presidente, compartilhou a publicação e escreveu que seu pai “está literalmente se matando depois de terem tentado matá-lo”. Ele ainda ressaltou que Bolsonaro passou por “uma cirurgia de mais de 10 horas em menos de cerca de 2 meses”.

Anteriormente, o ex-presidente já tinha cancelado outros compromissos por razões médicas. Depois de participar de um churrasco, em 20 de de junho, ele teve que faltar a eventos em Goiânia (GO).

SOLUÇOS E ARROTOS – Mesmo apresentando crise de soluço e arrotos, Bolsonaro viajou à Belo Horizonte (MG) na última quinta-feira, 26, para participar de evento que contou com a presença de apoiadores como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o deputado estadual mineiro Bruno Engler (PL) e o senador Cleitinho (Republicanos-MG).

Carlos Bolsonaro já tinha afirmado que os enjoos, arrotos, soluços e problemas estomacais de seu pai são consequências diretas da facada de 2018. Em ocasiões anteriores, o próprio ex-presidente disse: “Eu vomito 10 vezes por dia”, se referindo as sequelas do atentado.

Desde do ataque, Bolsonaro já passou por seis cirurgias, a últimas delas em abril de 2025, uma laparotomia exploradora, que tratou obstrução intestinal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Os petistas dizem que Bolsonaro está preparando o ambiente para pedir prisão domiciliar. Sinceramente, não acredito. Ele está mesmo com problemas. A última cirurgia, com nova equipe foi reveladora. O intestino levou quase um mês para voltar a funcionar sem estímulo. Ou tudo isso faz parte da narrativa, ou Bolsonaro não está nada bem. (C.N.) 

Publicado em  4 Comentários |E ARROTOS – Mesmo apresentando crise de soluço e arrotos, Bolsonaro viajou à Belo Horizonte (MG) na última quinta-feira, 26, para participar de evento que contou com a presença de apoiadores como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o deputado estadual mineiro Bruno Engler (PL) e o senador Cleitinho (Republicanos-MG).

Carlos Bolsonaro já tinha afirmado que os enjoos, arrotos, soluços e problemas estomacais de seu pai são consequências diretas da facada de 2018. Em ocasiões anteriores, o próprio ex-presidente disse: “Eu vomito 10 vezes por dia”, se referindo as sequelas do atentado.

Desde do ataque, Bolsonaro já passou por seis cirurgias, a últimas delas em abril de 2025, uma laparotomia exploradora, que tratou obstrução intestinal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Os petistas dizem que Bolsonaro está preparando o ambiente para pedir prisão domiciliar. Sinceramente, não acredito. Ele está mesmo com problemas. A última cirurgia, com nova equipe foi reveladora. O intestino levou quase um mês para voltar a funcionar sem estímulo. Ou tudo isso faz parte da narrativa, ou Bolsonaro não está nada bem. (C.N.) 

Para achar Carla Zambelli, é preciso localizar o marido, que fugiu com ela

Publicado em 2 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Coronel Aginaldo e Carla Zambelli

Coronel Aginaldo largou o trabalho para cuidar de Carla

Deu em O Globo

O marido de Carla Zambelli, Antonio Aginaldo de Oliveira, foi exonerado do cargo de secretário municipal de Segurança Pública da Prefeitura de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. A decisão, publicada no Diário Oficial, entrou em vigor na data de sua divulgação, ocorrida na última segunda-feira. O documento informa que a exoneração ocorreu a pedido do agora ex-secretário.

Aginaldo, que é coronel reformado da PM, chegou a concorrer à Prefeitura de Caucaia no ano passado, com apoio pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após ficar em quarto lugar, foi nomeado secretário.

AGRADECIMENTO – Em uma publicação no Instagram, o prefeito de Caucaia, Naumi Amorim (PSD), agradeceu a Antonio pelos serviços prestados e reafirmou seu compromisso com a segurança da população do município

Duas semanas antes de a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) anunciar que havia deixado o país, o coronel Aginaldo Oliveira solicitou licença da Secretaria Municipal de Segurança Pública de Caucaia, no interior do Ceará. O Globo procurou na ocasião a assessoria da parlamentar, que confirmou que o marido a acompanhou na viagem.

Segundo a prefeitura da cidade, o afastamento, requisitado em 21 de maio, ocorreu “por motivo de doença em pessoa da família”. Inicialmente, a licença seria de nove dias.

NOVA LICENÇA – “Após esse período, o secretário formalizou um novo pedido de afastamento, desta vez por 30 dias, a fim de acompanhar um familiar em tratamento de saúde”, informou a prefeitura em nota à época. Durante sua ausência, o secretário adjunto, Marcos Sena, havia assumido o cargo interinamente.

Ao comunicar que viajou para os Estados Unidos, Zambelli alegou estar em tratamento de saúde devido a uma síndrome rara. Ela também solicitou licença da Câmara dos Deputados em maio por esse motivo.

No dia 3 de junho, no entanto, a parlamentar anunciou que não retornará ao Brasil e que devia seguir para a Itália, pouco depois de ser condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

PRISÃO E CASSAÇÃO – Zambelli deixou o país antes da conclusão do julgamento de todos os recursos contra sua condenação, que pode resultar em sua prisão e na perda do mandato parlamentar. A sentença está relacionada ao envolvimento da deputada nas invasões ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Zambelli e o hacker Walter Delgatti foram responsáveis por elaborar e inserir diversos documentos falsos no sistema do CNJ.

Entre eles, estava um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes, redigido como se tivesse sido assinado pelo próprio magistrado. O documento foi inserido no Banco Nacional de Mandados de Prisão, vinculado ao CNJ.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Sabe-se que o maridão viajou com visto de turista, pode circular pelo país inteiro. Portanto, o amor é lindo e não será fácil encontrá-los sem ajuda das autoridades italianas. A única maneira de saber onde estão é através do cartão bancário dele, que não é réu de nada nem está sendo procurado. (C.N.)

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