segunda-feira, abril 21, 2025

Quatro departamentos do governo Trump estudam que sanções aplicarão a Moraes


Jason Miller (communications strategist) - Wikipedia

Jason Miller está providenciando ir à forra contra Moraes

Paulo Cappelli
Metrópoles

Conselheiro do presidente Donald Trump, Jason Miller se juntou a Elon Musk nas críticas recentes ao ministro Alexandre de Moraes (STF) e afirmou que o magistrado brasileiro é a “maior ameaça à democracia no hemisfério ocidental”. As sanções a Moraes estudadas pela Casa Branca, contudo, caminham aos poucos. Isso porque o texto é analisado simultaneamente por quatro departamentos dentro do próprio governo dos Estados Unidos.

Por se tratar de uma questão diplomática, a secretaria de Estado [Department of State], comandada por Marco Rubio, precisa emitir seu parecer. Quando senador, Rubio afirmou que o bloqueio da rede social X por Moraes era uma “manobra para minar as liberdades básicas no Brasil”.

EM OUTROS ÓRGÃOS – Chefiado pelo coronel Mike Waltz, o Conselho de Segurança Nacional [Department of Homeland Security] também opinará sobre o tema. Waltz é crítico da China e tem restrições a governos que mantêm proximidade com o país, como o brasileiro.

Como a sanção a Moraes envolveria bloqueio financeiro ao ministro, o departamento do Tesouro dos Estados Unidos [Department of the Treasury] tem sido consultado.

Por fim, o Conselho da Casa Branca [White House Counsel], responsável por aconselhar juridicamente o presidente dos EUA, completa a lista dos departamentos envolvidos.

CHEGANDO A TRUMP – Somente após cada área emitir seu parecer, seja dando o aval, pedindo ajustes ou refutando o texto, o conteúdo chegará às mãos de Donald Trump, já com a posição de cada órgão. Caberá unicamente ao presidente dos Estados Unidos dar a palavra final sobre o assunto.

Recentemente, em busca de mais informações, integrantes da Casa Branca entraram em contato com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro e com o jornalista Paulo Figueiredo para fazer perguntas sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes.

Em março, Lindbergh Farias (PT) chegou a pedir a apreensão do passaporte de Eduardo, sob o argumento de que o parlamentar conspirava contra o país. A solicitação foi negada pelo STF.

MUSK X MORAES  – As críticas de Jason Miller, o atual conselheiro da Casa Branca que foi porta-voz da campanha de Trump, somam-se declarações do megaempresário  Elon Musk, que comanda o Departamento de Eficiência Governamental da Casa Branca.

Em fevereiro, o homem mais rico do mundo, que é dono do X, chegou a perguntar a internautas se o ministro brasileiro Alexandre de Moraes “possui bens” nos Estados Unidos, para serem bloqueados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Jason Miller, conselheiro estratégico de Trump, tem horror de Moraes, que mandou a Polícia Federal interrogá-lo quando esteve no Brasil em 2021. E o que resultou da interrogação de Miller? Ora, resultou em nada, rigorosamente nada. Mas a mágoa e a humilhação não foram esquecidas. (C.N.)

Dom Josafá e autoridades de Sergipe lamentam morte do Papa

 em 21 abr, 2025 9:35 

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Dom Josafá Menezes junto ao Papa Francisco em 29 de junho 2024, no Vaticano ao receber o Pálio (Foto: arquivo/Ascom)

A morte do Papa Francisco, anunciada nesta segunda-feira, 21, provocou comoção em Aracaju e mobilizou fiéis, autoridades e representantes da Igreja Católica. O arcebispo metropolitano, Dom Josafá Menezes da Silva, lamentou a partida do pontífice em nota dirigida ao clero e ao povo de Deus, referindo-se ao falecimento como a “páscoa do Santo Padre”, expressão que remete à fé na ressurreição.

Como sinal de luto e comunhão com a Igreja no mundo inteiro, Dom Josafá orientou que os sinos das igrejas da Arquidiocese de Aracaju repiquem ao meio-dia. Ele também destacou o simbolismo da data, que coincide com a “Segunda-feira do Anjo”, no tempo litúrgico da Páscoa. “O fulgor da Páscoa do Ressuscitado também abraça o mui caro Papa Francisco”, escreveu.

O pontífice argentino liderou a Igreja Católica por 12 anos e foi o primeiro papa da América Latina. Sua trajetória foi lembrada por autoridades sergipanas. O governador Fábio Mitidieri (PSD) afirmou que “sua jornada em terra chegou ao fim, mas seu legado de amor e coragem perdurará”. Ele também destacou que os ensinamentos do papa “continuem sendo norte para todo o mundo”.

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), também prestou homenagem: “Um pastor que cuidou dos fiéis com simplicidade, firmeza na fé e amor pelos mais humildes. Que Deus o acolha em Sua glória”.

O presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), deputado Jeferson Andrade (PSD), lamentou, em nome dos parlamentares, a morte do papa. “Francisco era muito querido não apenas por seus fiéis seguidores, mas por adeptos de várias religiões. Suas mensagens destacavam a importância da fé, do amor universal, da paz, da dignidade e do compromisso com os mais pobres e marginalizados”, afirmou.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também se manifestou, ressaltando o vínculo especial de Francisco com a Igreja brasileira. “Desde o início de seu pontificado, em 2013, o Papa Francisco direcionou importantes mensagens e pronunciamentos à Igreja no Brasil, seja em ocasiões especiais como sua viagem apostólica ao Rio de Janeiro ou por meio de comunicações enviadas a eventos significativos. Ao longo dos anos, suas palavras abordaram temas essenciais para a Igreja brasileira, refletindo sobre fé, justiça social e o papel da Igreja no contexto atual do país.”

por João Paulo Schneider 

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Cordel de Chico Rolemberg e o Papa Francisco




Cordel de Chico Rolemberg e o Papa Francisco

Foi no dia vinte e um, mês de abril tão sentido,
Recebemos a notícia que deixou o mundo unido.
O Papa Francisco partiu, foi ao encontro do Senhor,
Deixando luz e esperança, fé, ternura e muito amor.

Chico Rolemberg, amigo, ao saber do triste adeus,
Recordou com emoção um sinal vindo dos céus:
No treze de março, em dois mil e treze o sol raiou,
E de manhã seu menino escolhido ele anunciou!

Chiquinho seria o nome, presente do coração,
E qual não foi o espanto com tamanha conexão:
Naquela mesma tardinha, em Roma o mundo escutou,
O nome de um novo Papa — Francisco então chegou!

Coincidência divina ou mistério da fé cristã,
O menino e o Papa unidos pela manhã.
E mais tarde em julho santo, chegou com sua missão,
No dia vinte e três, Chiquinho veio à criação.

Na mesma data exata que Francisco ao Brasil veio,
Trazendo ao povo esperança e tocando cada anseio.
Com gestos de puro afeto, humildade e coração,
Falava com atos vivos a mensagem do perdão.

"Uma Igreja em saída", dizia com vigor,
Que vá ao encontro do pobre, do irmão e do sofredor.
Falou da casa comum, da família e do bem,
De um mundo sem muros, onde a paz sempre convém.

Promoveu a fraternidade, cuidou da criação,
Deu à Igreja outro rosto: mais amor, mais compaixão.
Não apenas em palavras, mas com atitude e ação,
Fez do amor evangelho, deu ao povo direção.

E agora Chico recorda, com saudade e com ternura,
Que um Papa e um filho seu se ligaram na doçura.
Francisco e Chiquinho: dois nomes, um só sinal,
De que a fé se faz presente em forma universal.
Fonte: Bolgdedemontalvao

Igreja perde Francisco, o Papa que mais avançou nas liberdades sociais

 

Igreja perde Francisco, o Papa que mais avançou nas liberdades sociais

Acordamos hoje com essa notícia, que não é boa. Deixamos aqui nossa homenagem, carinho e gratidão, Papá Francisco. Obrigado por lutar por um mundo mais justo e fraterno 🙏🏼🥹Reinaldo José Lopes     Folha

Os meses iniciais de papado do argentino Jorge Mario Bergoglio, morto nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, levaram observadores menos familiarizados com o funcionamento da Igreja Católica a achar que uma revolução estivesse por vir. O passar dos anos desfez as expectativas mais afoitas, mas também revelou um pontífice dedicado a implementar mudanças profundas e de longo prazo no catolicismo – ainda que não da maneira esperada pelo público não-religioso.

No programa de Francisco, o primeiro elemento fundamental foi ir ao encontro do que ele costumava chamar de “periferias existenciais”. Em suma, seu pontificado se pôs a operar com base na premissa de que a fé católica do futuro estará cada vez menos ligada aos seus antigos centros de poder e influência na Europa (e, em menor grau, na América do Norte) e será cada vez mais latino-americana, africana e asiática.

ABERTO AOS POBRES – Isso se reflete em elementos tão diversos quanto a constante preocupação do papa e do primeiro escalão do Vaticano com o tema dos migrantes e refugiados globais e a formação de um colégio de cardeais (o grupo de “eleitores” e “candidatos” a futuros papas) tremendamente diversificado, com forte participação de países em desenvolvimento que nunca tinham tido um representante desse tipo.

As “periferias existenciais” – migrantes, refugiados, pobres, idosos, jovens – estariam, segundo Francisco, sob o assédio da “cultura do descarte”, uma visão exclusivamente instrumental e econômica do valor dos seres humanos, uma “economia que mata”.

Trata-se de uma crítica ao capitalismo que, de um lado, reitera boa parte do magistério papal moderno, em especial a partir dos anos 1960, mas que leva essa postura a assumir sua encarnação mais radical até agora.

PELA VIDA – Um impulso semelhante pode ser detectado na maneira como o pontificado do argentino levou até o limite outra tendência já presente nos ensinamentos de João Paulo 2º ou Bento 16: a oposição a qualquer atitude contra a vida humana, ainda que pragmaticamente justificada.

Francisco não cedeu um milímetro na condenação ao aborto, mas também fez questão de condenar a pena de morte em todas as circunstâncias e de criticar a chamada doutrina da guerra justa, aceita pela maioria das vertentes cristãs desde os últimos séculos do Império Romano.

As mudanças defendidas por Francisco na maneira como o catolicismo encara as grandes questões do século 21 enfrentaram oposição cada vez mais forte por parte de membros conservadores da hierarquia católica, em especial alguns cardeais que tinham ganhado força no papado de Bento 16, bem como leigos alinhados a eles do ponto de vista político e religioso.

DIREITA RADICAL – É bastante provável que, no universo de quase 1,4 bilhão de católicos pelo mundo, a insatisfação com Jorge Bergoglio fosse comparativamente insignificante do ponto de vista numérico.

Mas seus adversários mais ferozes acabaram sendo impulsionados pela cultura polarizadora e performática das redes sociais e pela ascensão global da direita radical, que fez com que, para muita gente, as posições do papa deixassem de parecer razoáveis.

As polêmicas tenderam a se concentrar em torno de documentos papais que fizeram mudanças na prática pastoral —ou seja, na maneira como sacerdotes e bispos lidam com os fiéis, e não propriamente na doutrina.

DÚVIDAS CONSERVADORAS – Além da possibilidade de comunhão para católicos divorciados que estão num segundo casamento, abriram-se as portas para bênçãos a pessoas em uniões ditas “irregulares” — o que poderia incluir casais homossexuais.

Em diversas ocasiões, os cardeais críticos de seu papado usaram um método tradicional para expor sua contrariedade: o envio das chamadas “dubia” (“dúvidas”, em latim) após a publicação de documentos polêmicos por parte de Francisco e seus colaboradores.

Exigiam, em outras palavras, que o papa esclarecesse o que queria dizer com certas passagens, enquanto Francisco preferia formular diretrizes que dessem certa margem de manobra a bispos e sacerdotes de cada local.

PADRES CASADOS – Se não foram formalizadas alterações significativas sobre questões como o trabalho pastoral com fiéis homossexuais, a possibilidade de ordenar homens casados como sacerdotes ou mulheres como diaconisas (ministério anterior ao sacerdócio) e a perspectiva de que o diálogo sobre esses temas continue são inegavelmente surpreendentes.

O mesmo vale para a abertura à possibilidade de que fiéis divorciados que se casaram de novo tenham acesso à comunhão, algo que poderia ocorrer caso a caso e após um processo de aconselhamento com o bispo da região que esses fiéis frequentam.

É uma mudança discreta para quem está do lado de fora, mas próxima do impensável diante da maneira como o tema era encarado em pontificados anteriores.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Pensem duas vezes antes de chamar Francisco de “comunista”. É bem mais conveniente chamá-lo simplesmente de “humano”, pois foi o único papa que admitiu ser falível. Agora, é certo que ele terá lugar privilegiado ao lado de Jesus, cujas mensagens foram bem entendidas por Francisco. (C.N.)  

Cordel: A Cavalgada do São Jorge em Jeremoabo.

 


Cordel: A Cavalgada do São Jorge em Jeremoabo



Cordel: A Cavalgada do São Jorge em Jeremoabo.

Na terra de Jeremoabo,
O povo viu com emoção,
A Cavalgada animada,
Que abriu o São Jorge!
Foi sucesso tão bonito,
Que virou comemoração,
Foi mais que festa, foi brilho,
Foi cultura em ação.

A praça ficou lotada,
Numa alegria sem fim,
O povo dançou forró,
De tarde até o clarim.
Foi uma prévia arretada
Do que vai ser o festim,
Na Alvorada esperada,
Que já promete ser assim!

Tista de Deda mostrou,
Com coragem e direção,
Que gestor de compromisso
Valoriza a tradição.
Não é pra apagar a história,
Nem calar a multidão,
Mas botar cultura na rua,
E gerar movimentação!

Os ambulantes sorriram,
Venderam sem ter medida,
Cerveja, água, tira-gosto,
Foi tudo nessa corrida.
O comércio agitado,
Fez valer a investida,
Foi lucro pra muita gente,
E fartura repartida.

Teve até quem comentasse,
Com graça e indignação:
“Como o prefeito passado
Teve tamanha ambição
De querer bater de frente
Com São Jorgr, o patrão?
Só podia dar errado,
Foi pura desilusão!”

Mas agora o povo canta,
Com fé, esperança e cor:
"Jeremoabo respira
Tradição e muito amor!"
Com Tista a festa é forte,
Tem respeito e tem valor,
O São João já começou
E vai ser de arrebentar, senhor!

Vem ai a Alvorada para estremecer Jeremoabo






domingo, abril 20, 2025

Uma Páscoa de Amor e Amizade: A Continuação do Aniversário de João Calixto

 


Uma Páscoa de Amor e Amizade: A Continuação do Aniversário de João Calixto

Neste domingo de Páscoa, tempo de renovação, esperança e renascimento, os colegas de João Calixto decidiram dar continuidade à alegria do seu aniversário de um jeito muito especial. Com o coração cheio de carinho, organizaram uma festinha para prolongar a comemoração, como quem deseja que os bons momentos nunca cheguem ao fim.

A celebração aconteceu na acolhedora residência do senhor Adson e de sua esposa Janeide, que gentilmente abriram as portas de sua casa para receber essa linda confraternização. Foi um encontro simples, mas carregado de afeto e significado. Estiveram também à frente dessa iniciativa as amigas Claudia e Viviane, que com dedicação e amor ajudaram a transformar o domingo em um verdadeiro cenário de alegria.

Mais do que uma festa, o que se viu foi o florescer de laços verdadeiros. A amizade entre os colegas de João Calixto ultrapassou os muros da escola e pousou, suave e sincera, nas casas e nos corações dos familiares. Aquela turma de escola transformou-se em uma verdadeira família: unida, feliz e cheia de sentido.

E como não poderia ser diferente, uma das grandes responsáveis por toda essa união foi Viviane, mãe do querido Cauã. Com seu espírito acolhedor, ela atuou como elo entre todos, espalhando empatia e tornando possível esse momento tão especial.

Que essa celebração, realizada no coração da Páscoa, inspire todos nós a valorizar o amor, a amizade e o sentimento de comunidade. Que João Calixto e seus amigos levem para a vida essas memórias doces, nascidas de um simples gesto e eternizadas no calor da convivência.

Nos EUA, o risco de deportação agora passa a depender do guarda da esquina

Publicado em 20 de abril de 2025 por Tribuna da Internet

Um homem de cabelo claro, vestindo um terno azul e uma gravata vermelha, está descendo as escadas de um avião. O céu ao fundo está nublado.

Trump tornou perigoso até mesmo fazer turismo nos EUA

Conrado Hübner Mendes
Folha

Antes de voar para os EUA, responda a este teste: Já escreveu crítica a Donald Trump em rede social? Mandou chacota sobre Elon Musk pelo WhatsApp? Participou de evento sobre mudança climática? De mesa redonda sobre educação e direitos humanos?

E mais: Defendeu diversidade em empresas e universidades? Sugeriu contratação preferencial de mulheres e negros? É empresário engajado em temas de justiça e desenvolvimento?

E AINDA MAIS – É cientista, jornalista ou ativista? Compartilhou post crítico à intensidade do ataque de Israel a Gaza? Tirou foto da faixa “Black Lives Matter”? Foi para as ruas contra a brutalidade policial?

É estudante universitário? Tem amigo que expõe opiniões políticas em universidade dos EUA? Leva na mala livro banido das bibliotecas públicas e escolares? “Mein Kampf”, de Hitler, pode. “Abolition Democracy”, de Angela Davis, não.

Se respondeu um sim qualquer, recomenda-se estratégia. Se respondeu apenas não, se for cordato e de aparência aprazível ao agente de imigração, seu risco é ligeiramente menor. Depende da lua e do que a autoridade comeu no café da manhã.

O RISCO É BAIXO – Se votou em Jair, participou da marcha para o golpe em 8 de janeiro, se tem fotos consumindo popcorn ou ice cream dentro do palácio depredado enquanto pedia morte de Alexandre de Moraes, não se deixe enganar. Porém, se confia em estatística, pode ir sereno. Porque, estatisticamente, o risco ainda é baixo.

Nada mais é como antes. Até portadores de green card têm sofrido detenções e deportações. Não importa o status do seu visto ou a beleza da sua pele branca, o agente de imigração está autorizado a vetar sua entrada. Só não está autorizado, ainda, a te mandar para El Salvador ou Guantánamo. Para isso há uma burocracia.

Parece exagero, mas o exagero virou questão de probabilidade. Desde que a Casa Branca publicou a ordem “Protegendo o povo americano contra invasão”, o guarda da esquina entrou em estado de gozo permanente.

EMPODERAMENTO – Os agentes de aplicação física da lei sentem-se empoderados pelo autocrata. Autorizados a descumprir a lei para agradar ao autocrata. A se comunicar por telepatia com o autocrata.

Arbitrariedade suplantou controles básicos do exercício da autoridade. Regras de direito substituídas por emoções primárias, fidelidade à lei por fidelidade a Trump.

Nesse regime, previsível é a imprevisibilidade. Tudo é possível, até mesmo entrar com tranquilidade. Território de aeroporto sempre foi zona de transição onde o Estado de Direito tem dificuldade em chegar. Onde o estrangeiro está mais vulnerável à torpeza autoritária. Todo sabichonismo político falhou no cálculo do que Trump reeleito seria capaz de fazer.

ARTE SABICHONA – Subestimar o autocrata é uma arte sabichona. Chamar alerta político de “alarmismo” é uma arte sabichona. Usar crachá de ciência social para dar um chute no escuro, com pose de cientista, é uma arte sabichona. Artistas sabichões, vestidos de comentaristas, permanecem influentes lá e aqui.

Apague os registros do seu passado. Obedeça e se comporte na roleta russa. Você está tentando entrar no país da liberdade. Se, afinal, entrar, atenção aos riscos sanitários. O país está abolindo programas de vacinação, bases de dados epidemiológicos e pesquisas. Sarampo voltou a matar. A política pública que sobrar estará de olhos vendados.

“Travessia perigosa, mas é a da vida”, disse o Riobaldo, de Guimarães Rosa. Boa viagem.

🌾 CAVALGADA DE SÃO JORGE — JEREMOABO/BA 🐎

 


🌾 CAVALGADA DE SÃO JORGE — JEREMOABO/BA 🐎

📅 20 de Abril de 2025

Depois de anos de silêncio e descaso, a Cavalgada do Santo Guerreiro volta a ecoar pelas ruas de Jeremoabo!
Durante toda a gestão passada, a tradição foi cassada — proibida, esquecida, engavetada. Mas agora, com Tista de Deda, idealizador e apaixonado por nossa cultura, a Cavalgada de São Jorge está de volta com força total!

Foi ele quem, mal assumiu o cargo, atendeu ao clamor do povo e autorizou o retorno da festa. Uma celebração que carrega fé, coragem e resistência!
E mais: determinou que a festa fosse grandiosa, mas com os pés no chão, sem excessos que comprometam o salário do servidor. Responsabilidade e compromisso com o povo!

🛡️ Tista ouviu: “Faça a festa do Guerreiro e lute para se livrar dos invejosos e traidores.” E assim fez!
Hoje, 20 de abril, o que estamos vivendo talvez seja a maior Cavalgada do Brasil!
Um espetáculo de tradição, fé e força popular que só perde — e olhe lá — para a nossa Alvorada do São João, que já nasce com o cheiro da terra e o coração do povo!

Viva São Jorge! Viva o povo de Jeremoabo! Viva a cultura popular!
🐎🔥🙏

"O Judas de Paloma" – Um Cardel pra Jeremoabo


 "O Judas de Paloma" – Um Cardel pra Jeremoabo

Num sábado de Aleluia,
Queima-se o traidor da vez,
Mas em Jeremoabo a história
Tem outra, com altivez.
Não é Jesus o personagem,
Nem precisa ser, talvez...

Foi Deri, o ex-comandante,
Que reinou no seu reinado,
Teve povo bajulando,
Foi aplaudido, exaltado.
Mesmo errando, lhe diziam:
"Tá certinho, meu aliado!"

Na saúde, um caos danado,
Educação foi humilhada,
Mas os mesmos que batiam
Palmas pra essa jornada,
Hoje pulam do seu barco
Como ratos de naufraga.

Os que ontem se diziam
Fiéis, do peito batendo,
Hoje fazem de conta
Que jamais estavam vendo
Os desmandos e a desgraça
Que o povo ia sofrendo.

A política é um teatro,
Com papel de traição,
Judas beija e logo apunhala
Com disfarce e intenção.
E Deri, mesmo sem ser santo,
Foi vítima da facção.

Não que eu fosse defensor,
Fui crítico sem medida!
Mas hoje vejo que os traíras
Não têm honra nem saída.
Traem ontem, hoje e sempre —
É da alma corrompida!

Fica a lição bem gravada
Pra quem for governar agora:
Cuidado com os aduladores
Que lambem hoje e vão embora.
Pois quando o barco afunda,
Eles pulam... e a memória?

Fonte: J. Montalvão

No cenário político de Jeremoabo em 2024, o papel de "Judas" — símbolo de traição — foi atribuído a quem?


A queima de Judas é uma tradição popular em muitos países, especialmente durante a Semana Santa ou Páscoa.

Origem

A origem da queima de Judas varia de acordo com a cultura e a região. Em alguns lugares, é uma forma de expressar a indignação popular contra Judas Iscariotes, o discípulo que traiu Jesus Cristo.

Características

1. Queima de bonecos: A queima de Judas envolve a criação de bonecos que representam Judas Iscariotes, que são então queimados em público.

2. Simbolismo: A queima de Judas é um símbolo da punição pela traição e da vitória do bem sobre o mal.

3. Festas e celebrações: A queima de Judas é frequentemente acompanhada de festas e celebrações, incluindo música, dança e comida.

Variações

1. Diferenças regionais: A queima de Judas pode variar significativamente de acordo com a região e a cultura.

2. Adaptações modernas: Em alguns lugares, a queima de Judas foi adaptada para incluir temas e elementos modernos, como a crítica à corrupção ou à injustiça.

Importância cultural

1. Tradição: A queima de Judas é uma tradição importante em muitas culturas, refletindo a rica diversidade cultural e religiosa.

2. Expressão popular: A queima de Judas é uma forma de expressão popular, permitindo que as pessoas expressem seus sentimentos e opiniões de forma criativa.

3. Comunidade: A queima de Judas pode ser uma oportunidade para a comunidade se reunir e celebrar juntos. (Blog Opinião).


Existem lugares que não cabem em mapas, mas cabem inteiros no peito

 


Existem lugares que não cabem em mapas, mas cabem inteiros no peito. São refúgios da essência onde a alma repousa, onde o coração desacelera, onde a existência respira sem medo. Ali, tudo pulsa com outra frequência: a do afeto pleno, da presença generosa, do abraço que não se apressa. Esses lugares não se constroem com tijolos, mas com calor humano, com gestos que acolhem e silêncios que dizem tudo. São fortalezas suaves contra a brutalidade do mundo — espaços onde ser é mais que suficiente: é celebrado.

Nesse mundo acelerado, onde tudo cobra urgência e performance, encontrar esse refúgio é como reencontrar o próprio eixo. São instantes ou moradas onde o tempo se curva diante da ternura, onde a gentileza ganha espessura e os afetos se tornam matéria viva. Não se trata de fuga, mas de criação: construir, entre os escombros do cotidiano, uma trincheira de paz. É ali que o corpo desaperta, a alma se desnuda e o medo é convidado a se retirar. Há uma poética do cuidado que sustenta esses espaços e nos lembra que o essencial não se vê, mas se sente.

A filosofia já nos mostrou que habitar o mundo é muito mais do que ocupar um espaço físico. Heidegger nos falava do “habitar poético” como modo de existir — e é isso que explode em potência nesses lugares de aconchego. São interações onde a palavra não fere, mas cura. Onde o silêncio não pesa, mas embala. Onde a presença do outro não oprime, mas liberta. São espaços onde a intimidade reina, e o vínculo não se mede por função, mas por verdade. É o reduto do encontro com o que há de mais humano em nós.

Sociologicamente, vivemos sob o império da velocidade e da superficialidade. Mas é justamente por isso que esses espaços de aconchego se tornam revolucionários. Em um mundo que lucra com a pressa e com o isolamento, desacelerar é um ato de insurgência. Criar vínculos profundos é um gesto radical. Construir um espaço onde a paz floresça é ir contra a corrente da indiferença. Aconchegar é, hoje, uma forma de subversão amorosa — um grito calmo de que ainda podemos ser inteiros num tempo que insiste em nos fragmentar.

A literatura já pressentia tudo isso. Nos contos que aquecem, nos versos que abraçam, nas páginas em que moramos por um tempo, ela nos mostra que o aconchego é uma estética, uma ética e uma epifania. É o cheiro de café vindo da cozinha da infância. É a carta guardada, o bilhete esquecido, o abraço que cicatrizou. O texto, quando tocado pelo mistério do afeto, nos reconduz a esse lugar sem nome — e, muitas vezes, sem lugar físico. A arte sabe: o aconchego é o que salva quando nada mais parece bastar.

O lugar aconchegante é, acima de tudo, um estado de alma. Não precisa ter paredes, mas precisa ter entrega. Não precisa de chave, mas precisa de confiança. É onde somos recebidos com tudo que somos — inclusive com nossas falhas, dores e silêncios. É onde o outro não exige que sejamos diferentes, apenas verdadeiros. É onde a vida gosta de estar porque ali ela é inteira, leve, amorosa. É o antídoto contra o mundo áspero. É onde a esperança se deita, enfim, com os olhos fechados e o coração tranquilo.

Paulo Baía em 20 de abril de 2025 em Cabo Frio/RJ.

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