quarta-feira, março 19, 2025

Isenção de Imposto de Renda (IRPF) para Servidores Públicos Aposentados

 

Isenção de Imposto de Renda (IRPF) para Servidores Públicos Aposentados

Por INFORME PUBLICITÁRIO

Isenção de Imposto de Renda (IRPF) para Servidores Públicos Aposentados
Foto: Singapore no Unsplash

Servidores públicos aposentados que sofrem com determinadas doenças tem direito de isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), mas não usufruem por desconhecerem o benefício. A afirmação é do advogado Henrique Lima, mestre em direito pela espanhola Universidade de Girona, autor de sete livros, inclusive um recém-lançado, chamado Isenção de Imposto de Renda para Pessoas com Determinadas Doenças (disponível em seu site) e sócio fundador da Lima & Pegolo Advocacia, que tem escritório em seis cidades brasileiras e atende todo o território nacional.   

 

O especialista esclarece que servidores públicos das três esferas – federal, estadual e municipal – podem ser favorecidos. Henrique Lima critica a Receita Federal (RF) e outros órgãos públicos envolvidos no processo que, em sua opinião, promovem um sistemático trabalho de “desinformação” acerca do tema. 

 

“A isenção do IRPF geralmente é vinculada à expressão “portadores de doenças graves”. Isso faz com que muitos servidores deixem de buscar esse direito, por acreditarem que seu caso não é “grave o suficiente”. Além disso, existem várias informações errôneas que são divulgadas, inclusive pela imprensa. Por exemplo, a necessidade de laudo médico oficial”, disse. 

 

O jurista relata que, comumente, as pessoas consideram cânceres, doenças cardíacas, entre outras patologias. Menciona atender com frequência pessoas que se enquadram em duas hipóteses que também possibilitam a isenção do IRPF. São elas: a moléstia profissional (doenças decorrentes, desencadeadas ou agravadas pelo exercício de específica atividade ou adquirida em função de condições ambientais da mesma), por exemplo, Lesão por Esforço Repetitivo (LER), e paralisia irreversível e incapacitante. “Elas abrangem muitos servidores públicos aposentados”, assegura. 

 

“É fundamental pontuar que não é necessário que a aposentadoria seja por invalidez, muito menos que a doença do trabalho tenha motivado essa aposentadoria. Existem inúmeras decisões favoráveis nesse sentido”, contextualiza.  
Henrique Lima analisa que, no Brasil, os servidores públicos são alvos de injustos ataques por parte de políticos e, principalmente, da mídia, que, por vezes, descreve-os como “marajás”, detentores de direitos abusivos. Fora isso, lamenta, são estereotipados de “preguiçosos”, alegando não serem “tão produtivos” na comparação com trabalhadores da iniciativa privada.  

 

“Pela larga experiência no atendimento de servidores públicos, posso afirmar que esses adjetivos são indevidos, maldosos e desnecessários. Obviamente que existem os bons e os maus servidores, como em qualquer empresa, mas a maioria que observo é engajada em suas atribuições e busca realizar sempre o melhor, fazendo o possível e, às vezes, o impossível, diante das inúmeras limitações dos órgãos públicos”, afirmou.

 

O advogado comemora que, apesar desse cenário no qual vários de seus direitos são retirados ou camuflados, a maior parte dos servidores públicos, em sua opinião, conseguem se manter motivados. Essa categoria, elogia, é “expressiva e valiosa”, pois dedicam anos de vida em favor de serviços dos quais todos se beneficiam, direta ou indiretamente. Por fim, Henrique Lima informa que esse direito se estende a qualquer aposentado portador de determinadas doenças, inclusive os do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

 

Para mais informações, CLIQUE AQUI

 

PONTOS E ASPECTOS IMPORTANTES: 

  1. A isenção deve retroagir à data do diagnóstico. Se alguém conseguiu a isenção apenas a contar da data em que fez o pedido, essa pessoa poderá ingressar com ação judicial, buscando receber retroativamente o imposto de renda desnecessariamente pago a contar da data do diagnóstico da doença. CLIQUE AQUI;
  2. Não há necessidade de “laudo oficial”. Apesar de a Receita Federal informar que há necessidade de “laudo oficial”, isso não é verdade, pois a Justiça já definiu que a doença pode ser provada até mesmo por laudos, exames e atestados particulares. O importante é que o Juiz se sinta seguro em relação à existência da doença. CLIQUE AQUI;
  3. Não há necessidade de prévio requerimento administrativo. Muitas pessoas desanimam com a possibilidade de isenção por não quererem “enfrentar” a burocracia da Receita Federal ou de eventuais outros órgãos. Felizmente, vários tribunais já decidiram que o interessado pode buscar a isenção diretamente na Justiça, sem necessidade de se submeter às delongas administrativas que geralmente são fadadas ao insucesso. CLIQUE AQUI;
  4. Não precisa ser aposentado por invalidez. É comum as pessoas terem a equivocada ideia de que a isenção é apenas para os aposentados por invalidez. Essa não é uma exigência da lei. Qualquer tipo de aposentadoria, seja ela por idade, por tempo de contribuição ou especial, pode ser isenta do imposto de renda se a pessoa tiver alguma das doenças descritas na lei;
  5. Quem recebe pensão por morte também tem direito. Como expliquei acima, não há necessidade de a aposentadoria ser por invalidez. Qualquer aposentadoria e até mesmo a pensão por morte pode ser isenta do imposto de renda, só não sendo aplicável a hipótese de “moléstia profissional”. Assim, por exemplo, uma mulher (não importa a idade) que recebe pensão por morte, se desenvolver câncer de mama, terá direito à isenção do IRPF;
  6. A isenção também alcança a previdência privada. Não apenas qualquer tipo de aposentadoria ou de pensão, mas também os valores recebidos mensalmente e os resgates (em parcela única ou não) feitos da previdência complementar (aberta ou fechada), podem ser isentos do imposto de renda. CLIQUE AQUI;
  7. Em caso de morte, os herdeiros podem pedir a restituição do imposto de renda. Infelizmente, às vezes acontece de o aposentado falecer sem que tenha pedido a isenção do imposto. Nesse caso, seus herdeiros podem pedir a restituição dos impostos de renda pagos desnecessariamente. Isso vale mesmo que esses herdeiros não se tornem pensionistas do falecido. CLIQUE AQUI.

 

FIQUE POR DENTRO: 

PESSOAS COM CÂNCER: é um grande equívoco acreditar que a isenção do IR só vale durante o tratamento para o câncer. Os tribunais já decidiram que mesmo que tenha ocorrido a "provável cura", ainda assim o direito a isenção permanece. Veja o link.

 

CÂNCER DE MAMA: Nesse texto, abordo a situação do câncer de mama, mas vale para quaisquer espécie (pele, estômago, próstata, etc.) Veja o Link.

 

MILITARES DA RESERVA: tanto os militares das Forças Armadas, como os da Polícia Militar (e Bombeiros), possuem direito a isenção mesmo que não tenham sido reformados, basta que tenha as doenças que explico neste artigo. Veja o Link.

 

DOENÇAS CAUSADAS PELO TRABALHO: aqui há um universo enorme de aposentados (não precisa ser por invalidez) que podem conseguir a isenção do IRPF, bastando que consiga comprovar que possui alguma doença (não importa qual enfermidade) que tenha sido causada pelo trabalho. Nesse link falo sobre isso: CLIQUE AQUI

 

LER / DOR, DEPRESSÃO e PROBLEMAS NA COLUNA: são doenças que muitas vezes foram causadas pelo trabalho. Por isso, em tese, é possível a isenção. Veja no link.

 

CARDIOPATIA GRAVE, INSUFICIÊNCIA CARDÍACA, HIPERTENSÃO, ARRITMIA, MIOCARDIOPATIA, VALVOPATIA, ISQUEMIA, ETC.: Situações como essa podem gerar o direito à isenção do IRPF. Veja no link.

 

HIV NÃO SINTOMÁTICO E AIDS: Situações como essa podem gerar o direito à isenção do IRPF. Veja no link.

 

PROFISSIONAIS DA SAÚDE: não apenas essa, mas várias categorias são conhecidas por, infelizmente, causarem muitas doenças em seus profissionais. Nesse link trato desse assunto: CLIQUE AQUI

 

ISENÇÃO DE IRPF PARA PROFESSORES: os professores sofrem demasiadamente com problemas nos braços e na voz por causa de suas atividades. É possível pedir a isenção, veja no link.

 

DORES E RIGIDEZ NA COLUNA, CALCIFICAÇÃO, ESPONDILITE, ESPONDILOARTROSE ANQUILOSANTE: Algumas inflamações que causam o enrijecimento da coluna podem gerar o direito à isenção. Veja no link.

 

HANSENÍASE CURADA, SEQUELAS NEURAIS: muitas pessoas foram curadas da hanseníase mas ficaram com sequelas, são situações que exigem estudo do caso para ver se é possível pedir a isenção, veja no link.

 

HEPATITE C, CIRROSE E HEPATOPATIA GRAVE: Situações como esse demandam uma detalhada análise do caso. Veja no link.

 

DOENÇA RENAL CRÔNICA, TRANSPLANTE RENAL E NEFROPATIA GRAVE: Situações como essa podem gerar o direito à isenção do IRPF. Veja no link.

Barroso vota contra afastar Moraes, Dino e Zanin de julgamento de trama golpista

 Foto: Antonio Augusto/Arquivo/Ascom/TSE

Luís Roberto Barroso19 de março de 2025 | 11:15

Barroso vota contra afastar Moraes, Dino e Zanin de julgamento de trama golpista

brasil

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, votou nesta quarta-feira (19) contra os pedidos para afastar os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin do julgamento da trama golpista de 2022.

O voto foi apresentado no plenário virtual. Os ministros analisam recursos das defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do ex-ministro Braga Netto e do general Mario Fernandes, que pedem a suspeição ou o impedimento dos três ministros.

O julgamento dos recursos termina às 23h59 de quinta-feira (20). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra o afastamento dos ministros.

As defesas pedem o impedimento de Dino por ter entrado com uma queixa-crime contra Bolsonaro no Supremo, em janeiro de 2021, processo ainda em aberto. No caso de Zanin, os advogados alegam que o ministro atuou na campanha presidencial de Lula e assina pedido de investigação judicial contra o ex-presidente denunciado.

“Como se verifica, a pré-existência de queixa-crime envolvendo, de um lado, o juiz, e de outro lado, a parte, é causa típica de impedimento”, diz a defesa de Bolsonaro.

No caso de Moraes, a defesa de Braga Netto alega que o ministro seria uma das vítimas dos planos golpistas de 2022, de acordo com a PGR, o que o tornaria um interessado direto no processo.

Luís Roberto Barroso já tinha negado a suspeição dos ministros em 28 de fevereiro. O ministro destacou na decisão a insistência dos advogados em afastar a trinca do Supremo. “Registro que esta é a quarta oportunidade em que a defesa técnica do requerente apresenta arguições de impedimento a esta corte”, disse.

As defesas apresentaram recursos contra a decisão de Barroso, e o presidente do STF marcou o julgamento para esta quarta. O objetivo é garantir que a Primeira Turma do Supremo se reúna na próxima semana para julgar o recebimento da denúncia contra Bolsonaro, Braga Netto e outros seis denunciados com a segurança de uma decisão final do plenário sobre o tema.

Mesmo se houver pedido de vista ou destaque —quando o caso é retirado do ambiente virtual para ser apreciado presencialmente—, não deverá haver impacto sobre o julgamento da denúncia marcado para a próxima terça-feira (25).

Segundo auxiliares de ministros, o tipo de recurso apresentado pelas defesas não tem efeito suspensivo —ou seja, a decisão de Barroso seguirá válida, e eventual atraso na análise da suspeição não impacta o julgamento da denúncia contra Bolsonaro.

A estratégia das defesas é, com a suspeição dos ministros, alterar a composição da Primeira Turma do Supremo, chamada por Bolsonaro de “câmara de gás” por causa da rigidez dada a processos penais. O colegiado é formado por Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

O plenário do Supremo julgou em dezembro um pedido de Bolsonaro para tirar Moraes da relatoria das ações sobre a tentativa de golpe de Estado de 2022. Só André Mendonça foi favorável ao afastamento do colega.

Mendonça entende que Moraes seria uma das vítimas dos crimes investigados pela Polícia Federal. “Entendo que a peça recursal ora apreciada apresenta de forma clara, objetiva e específica as razões fáticas e jurídicas para a caracterização do impedimento do ministro relator”, disse.

Kassio Nunes Marques foi contra o afastamento de Moraes. “Sob essa perspectiva, não vislumbro caracterizado, na espécie, o interesse jurídico, a justificar o acolhimento da presente arguição”, afirmou.

Bolsonaro e outras 33 pessoas foram denunciadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por articular um golpe de Estado após a eleição de Lula (PT) nas eleições presidenciais de 2022.

Todos são denunciados pelos mesmos crimes: tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e participação em organização criminosa armada.

A denúncia foi dividida em cinco fatias, de acordo com a participação de cada grupo na trama, segundo a PGR.

A Primeira Turma do Supremo analisa na terça-feira (25) o recebimento da denúncia contra o núcleo crucial, composto por Bolsonaro, Braga Netto, Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-chefe da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro) e Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa).

Cézar Feitoza/Folhapress

Casa Branca já prepara sanções a outras autoridades brasileiras, além de Moraes


Moraes não está sozinho na retaliação que Trump vai fazer

Paulo Cappelli
Metrópoles

Os Estados Unidos planejam “pacotão” de sanções com potencial de atingir mais de uma dezena de autoridades brasileiras. Auxiliares de Donald Trump na Casa Branca elaboram texto que, além de definir punições ao ministro Alexandre de Moraes (STF), estabelece prazo de 120 dias para o Departamento de Estado norte-americano apontar mais integrantes do Judiciário e do governo brasileiro que apoiaram a derrubada de perfis, nos EUA, de usuários de redes sociais.

A medida poderá afetar outros ministros da 1ª Turma do STF que votaram juntamente com Moraes, bem como juízes auxiliares, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e delegados da Polícia Federal que municiaram decisões de Alexandre.

DIVERSAS VIOLAÇÕES – O argumento sustentado pela Casa Branca é que a derrubada dos perfis configuraria violação de direitos humanos, desrespeito à jurisdição dos EUA e abuso de procedimento para favorecer a si mesmo e/ou um grupo político.

O prazo de 120 dias é estratégico. O governo dos Estados Unidos quer analisar a postura das autoridades depois que a sanção a Alexandre de Moraes entrar em vigor.

A expectativa da Casa Branca é que, oficializada, a punição provocará um recuo do Supremo. Ministros da Corte ouvidos pela coluna, contudo, dizem que a ofensiva norte-americana em nada mudará o rumo de atuação da Corte.

LIBERDADE LIMITADA – Os magistrados argumentam que a derrubada dos perfis foi necessária, pois os limites da liberdade de expressão teriam sido ultrapassados.

Redigido por auxiliares de Trump, o texto ainda será submetido ao crivo do presidente dos Estados Unidos, que poderá fazer ajustes caso julgue necessário. Um dos principais entusiastas das sanções a autoridades brasileiras é o empresário Elon Musk, dono da rede social X e atual chefe do Departamento de Eficiência Governamental dos EUA.

Musk fez com que o governo Trump passasse a analisar a aplicação da Lei Magnitsky para punir Alexandre de Moraes. Além de perder o visto, os alvos dessa medida ficam impedidos de fazer negócios nos Estados Unidos e com cidadãos norte-americanos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Na empolgação, Moraes estabeleceu limites à liberdade de expressão que os EUA reconhecem como cláusulas pétreas da democracia, na famosa Primeira Emenda. Agora, Moraes não consegue voltar atrás, porque a vaidade não o permite. É lamentável. (C.N.)

Suprema Corte repreende Trump por ignorar decisão e querer afastar juiz


Presidente da Suprema Corte, John Roberts, participa de um evento na Universidade de Nebraska, em Linconln

Roberts enquadrou Trump com a maior tranquilidade

Deu no Estadão

O presidente do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, John Roberts, repreendeu nesta terça-feira, 18, o presidente Donald Trump e seus aliados por defenderem o impeachment de juízes federais que têm rejeitado nos tribunais as iniciativas do governo.

A rara crítica de Roberts foi feita depois de a Casa Branca desobedecer uma medida cautelar imposta por um juiz federal de Washington no fim de semana, que determinou a interrupção da deportação de imigrantes dos EUA para El Salvador sem o devido processo legal.

SEM IMPEACHMENT – “Por mais de dois séculos, foi estabelecido que o impeachment não é uma resposta apropriada para discordâncias sobre uma decisão judicial”, disse John G. Roberts Jr, o presidente do Supremo, em uma rara declaração. “O processo normal de revisão de apelação existe para esse propósito.”

Roberts falou horas depois de Trump dizer nas redes sociais que o juiz distrital dos EUA James E. Boasberg deveria sofrer impeachment por bloquear os esforços do governo para deportar imigrantes venezuelanos sem o devido processo.

 Foi a mais recente escalada do novo governo, que há semanas tenta lançar dúvidas sobre a autoridade dos tribunais para restringir o presidente.

“JUIZ LUNÁTICO” – Trump classificou Boasberg, o juiz chefe do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia, como um “juiz lunático radical de esquerda”. O presidente americano também sugeriu que Boasberg deveria sair de seu cargo.

Roberts é um defensor ferrenho do judiciário que supervisiona e frequentemente expressou preocupação com as críticas à sua imparcialidade. No final de dezembro, Roberts enfatizou em um relatório anual sobre os tribunais que os ataques pessoais contra juízes tinham ido longe demais.

“Violência, intimidação e desafio direcionados a juízes por causa de seu trabalho minam nossa República e são totalmente inaceitáveis”, disse o relatório.

ATO DE GUERRA – Boasberg tem supervisionado um caso envolvendo o uso do Alien Enemies Act de 1798 pela administração, que foi invocado anteriormente apenas durante a guerra.

Durante uma audiência tensa na segunda-feira, o juiz questionou duramente os advogados do governo sobre o motivo pelo qual a administração Trump não havia ordenado o retorno dos aviões que transportavam supostos membros de gangues venezuelanas neste fim de semana, depois que ele ordenou que tais deportados retornassem aos

Boasberg havia bloqueado o governo Trump de usar o Alien Enemies Act para deportar rapidamente membros de gangues. Na audiência de segunda-feira, o juiz ordenou que o governo apresentasse declarações juramentadas até o meio-dia desta terça-feira explicando como o incidente ocorreu.

LONGO HISTÓRICO – Trump tem um longo histórico de críticas a juízes, inclusive em seus próprios julgamentos criminais. Ele tentou, sem sucesso, remover o juiz em seu julgamento no Estado de Nova York, onde foi condenado por acusações de falsificação de registros comerciais relacionados a um pagamento de dinheiro para silenciar um caso extra conjugal com a atriz pornô Stormy Daniels.

Na época, alguns críticos de Trump sugeriram que atacar os tribunais tão diretamente lhe custaria votos decisivos. Mas Trump e sua campanha emplacaram uma mensagem de que ele estava sendo injustamente alvo do sistema de justiça — uma estratégia que a Casa Branca argumenta que foi, e é, vencedora. (com informações do Washington Post).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Enfim, a democracia americana na hora da verdade. Trump nada tem de democrata, seus atos são tão alucinados que cabe colocar em dúvida a sanidade mental dele. Ao contrário do Brasil, onde não há guardião da democracia, nos Estados Unidos a Justiça desempenha esse papel com perfeição. Aqui no Brasil, o Supremo resolveu inovar – ao invés de cumprir a lei, o tribunal a interpreta, a seu bel prazer. Nos EUA, a democracia é levada com seriedade e Trump vai quebrar a cara. Suas decisões ilegais serão revertidas pela Justiça, com a maior tranquilidade, e ele vai ter de engolir, caso pretenda continuar presidente. (C.N.)

Lula envia isenção de Imposto de Renda até R$ 5 mil ao Congresso

Publicado em 19 de março de 2025 por Tribuna da Internet

A taxação dos dividendos é um ponto polêmico da proposta

Pedro do Coutto

O presidente Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O projeto também reduz a incidência do tributo para quem recebe de R$ 5 mil a R$ 7 mil por mês. A medida é uma das promessas de campanha de Lula e é concretizada em um contexto de queda de popularidade da gestão petista, inclusive diante da classe média, a mais beneficiada pela iniciativa.  

Ela começará a tramitar pela Câmara dos Deputados e deve ser analisada por comissões antes de ir ao plenário da Casa. Se aprovado, o texto seguirá para análise do Senado. Em todo esse percurso, o projeto pode sofrer alterações. Para ser válido já no ano de 2026, ele precisa ser aprovado e sancionado ainda neste ano.

TRIBUTAÇÃO – A proposta apresentada vai ainda tributar em 10% os dividendos acima de R$ 50 mil por mês recebidos por acionistas e investidores. A retenção será feita na fonte – hoje, o rendimento obtido em dividendos é isento. Se aprovada ainda neste ano, a retenção do IR sobre dividendos começa a valer no próximo ano e a restituição, se for o caso, ocorrerá em 2027.

A taxação dos dividendos servirá para tributar contribuintes considerados de alta renda pela Receita Federal – que recebem mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês). Eles serão obrigados a recolher uma alíquota efetiva mínima de IR que é crescente e chega a 10% para quem aufere R$ 1,2 milhão por ano (R$ 100 mil por mês) ou mais. Os dividendos farão parte da base de cálculo para a tributação.

POLÊMICA – Reportagem de Geralda Doca no O Globo de ontem, focaliza amplamente os pontos fundamentais do projeto. A taxação dos dividendos é um ponto polêmico. A matéria  tributária não é pacífica, inclusive porque não focaliza nenhuma parcela da remuneração do capital para melhorar os salários dos trabalhadores e funcionários públicos. Pelo contrário, a proposição aumenta a incidência do tributo sobre os salários mais altos para financiar, segundo o ministro Fernando Haddad, os que ganham menos na sociedade brasileira.

A incidência de maior percentual  sobre os salários mais altos será inevitavelmente o foco da apresentação de muitas emendas. Prevendo isso, o presidente Lula da Silva optou pela apresentação de projeto de lei  e não através de Medida Provisória que constituiria um efeito imediato da matéria. Lula sabe que a complexidade do assunto é grande deve se estender por longos debates, pois as forças de pressão vão se fazer sentir e refletir na votação do projeto pelo Congresso.


Fiscalização e Transparência: O Papel dos Vereadores na Gestão Pública".

 




Nos últimos tempos, devido aos meus estudos e à manutenção deste blog, não tenho conseguido acompanhar as reuniões da Câmara Municipal de Jeremoabo como costumava fazer. O tempo tem sido um grande inimigo, tornando-se um obstáculo para acompanhar de perto os debates e decisões tomadas pelos vereadores. No entanto, recentemente recebi um vídeo do pronunciamento do vereador Antônio Chaves, que chamou minha atenção e merece destaque.

Em sua fala, o vereador Antônio Chaves enfatizou a importância de os vereadores continuarem exercendo seu papel fiscalizador, especialmente em relação às obras possivelmente superfaturadas da gestão passada. Ele citou como exemplo as quadras poliesportivas que supostamente tiveram valores acima do normal e convocou seus colegas para agendarem um dia de fiscalização dessas obras. Além disso, mencionou a necessidade de averiguar a situação dos veículos, sugerindo que essa verificação também seja feita de forma criteriosa.

O vereador ainda ressaltou um ponto fundamental: o dinheiro público deve ser usado em benefício da população. Todo gestor ou servidor público tem o dever de administrar os recursos com honestidade, e aqueles que não procedem dessa maneira precisam ser penalizados. Essa postura demonstra um compromisso com a transparência e a boa governança, algo que a população tanto espera de seus representantes.

Diante da iniciativa do vereador Antônio Chaves, aproveito para sugerir que essa fiscalização seja ampliada. É necessário verificar também o paradeiro dos mourões e ripões que pertenciam ao Parque de Exposições de Jeremoabo. A desaparição desse material representa um prejuízo considerável aos cofres públicos, e tudo indica que houve apropriação indevida desses bens. Esse caso, inclusive, já foi levado ao conhecimento do Ministério Público, e os vereadores têm o dever de aprofundar essa investigação para que os responsáveis sejam identificados e punidos conforme a lei.

A fiscalização é uma das principais atribuições dos vereadores, e eles não podem nem devem se omitir diante de possíveis irregularidades. O povo de Jeremoabo merece uma gestão transparente e responsável, e cabe ao Legislativo garantir que o dinheiro público seja utilizado de maneira correta e em prol do bem comum. Que essa iniciativa do vereador Antônio Chaves sirva de exemplo para que a Câmara Municipal atue com ainda mais rigor na defesa dos interesses da população!

Asfaltamento do Bairro Romão: Um Marco de Respeito e Justiça para Jeremoabo

O prefeito Tista de Deda não está alegre apenas pelo fato de realizar o asfaltamento do Bairro Romão, mas porque sentiu na pele, junto com todos os moradores do bairro, a perseguição, o desrespeito e o sofrimento daquele povo humilde. Durante anos, o Bairro Romão foi negligenciado por um desgoverno que utilizou a infraestrutura como instrumento de perseguição política, deixando suas ruas intransitáveis e seus moradores em condições desumanas.

Foram seis anos de abandono, com estradas que se tornavam impossíveis de trafegar, casas permanentemente sujas pela lama no inverno e pela poeira no verão. Crianças e adultos sofreram com doenças respiratórias, alergias e outros problemas de saúde causados pelas péssimas condições de vida. O acesso a serviços essenciais, como o socorro médico em situações de urgência, era um desafio devido às vias precárias.

Essa realidade deve servir de lição não apenas para os moradores do Bairro Romão, mas para toda a população de Jeremoabo. A escolha de representantes políticos deve ser feita com base na responsabilidade, na civilidade e na compreensão do que significa gestão pública. A infraestrutura e os serviços básicos não podem ser utilizados como moeda de troca política ou instrumento de perseguição.

O asfaltamento do Bairro Romão é mais do que uma obra de infraestrutura; é um símbolo de respeito e justiça para aqueles que foram esquecidos por anos. Que essa história sirva de alerta para que no futuro Jeremoabo não volte a sofrer com administrações que colocam interesses políticos acima do bem-estar da população.

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