quarta-feira, março 19, 2025

Moraes arquiva pedido de apreensão de passaporte de Eduardo Bolsonaro

 Foto: Antonio Augusto/ STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)18 de março de 2025 | 21:26

Moraes arquiva pedido de apreensão de passaporte de Eduardo Bolsonaro

brasil

O ministro Alexandre de Moraes indeferiu o pedido de apreensão do passaporte do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Nesta terça (18), o parlamentar anunciou que se licenciaria do cargo e não voltaria ao Brasil pois poderia até ser preso pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Moraes concordou com a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que era contra a apreensão do passaporte.

“Nesse contexto, ausentes evidências de ilegalidades atribuíveis ao parlamentar representado, não há justa causa para autorizar a abertura de investigação”, diz o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviado a Moraes, relator do caso.

“Não se nota matéria delitiva nos atos narrados pelos noticiantes. A manifestação é pelo indeferimento dos pleitos e pelo arquivamento da petição em referência”, afirma o texto.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) foram os autores do pedido no Supremo para que o passaporte de Eduardo Bolsonaro fosse apreendido por traição à pátria e por tentativa de constrangimento de autoridades da Corte.

Moraes pediu, então, a manifestação da PGR sobre o caso.

Mais cedo, antes da decisão pelo arquivamento, Eduardo Bolsonaro afirmou em vídeo que tomou a decisão de não voltar ao Brasil porque pode ser preso por determinação do ministro. Disse também que o país vive um período de exceção e que vai ficar nos Estados Unidos para buscar punição ao magistrado. Não há, no entanto, pedido de prisão no STF contra ele.

Na solicitação para apreensão do passaporte, os parlamentares petistas citavam o fato de Eduardo Bolsonaro articular iniciativas contra Moraes nos EUA.

Em fevereiro, graças a uma movimentação do deputado, a Comissão Judiciária da Câmara dos Deputados dos EUA aprovou projeto de lei para que autoridades estrangeiras que limitem a liberdade de expressão sejam proibidas de entrar no território norte-americano.

Na semana passada, ele retornou a Washington pela quarta vez no ano para encontros com integrantes do governo americano como parte de uma ofensiva contra o magistrado. Em seu parecer, Gonet, no entanto, diz que “as apontadas relações mantidas entre o parlamentar requerido e autoridades estrangeiras são insuficientes para configurar a prática das condutas penais”.

O movimento no STF em torno de seu passaporte detonou o gatilho para que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pedisse licença do cargo.

“Como alguém pode esperar justiça vindo de um pedido para prender o meu passaporte feito por deputados do PT e encaminhado diretamente para as mãos do Alexandre de Moraes, sem sorteio ou distribuição? Ou seja, serei ‘julgado’ por um inimigo declarado, pela mesma pessoa que eu tenho denunciado aqui no exterior”, afirmou ele no vídeo.

“Irei me licenciar sem remuneração para que possa me dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos”, disse. Na verdade, não existe licença remunerada de parlamentar no Brasil, o que o impediria de seguir recebendo proventos.

Ele afirmou também que o pai pode ser preso e morto no cárcere por ser acusado de um golpe de Estado que, na opinião dele, é “da Disneylândia”.

“Não é fácil saber que meu pai pode ser injustamente preso e talvez eu jamais tenha a chance de reencontrá-lo pessoalmente de novo. Não tenho dúvida de que o plano dos nossos inimigos é encarcerá-lo para assassiná-lo na prisão ou deixá-lo lá perpetuamente, assim como aconteceria com Donald Trump, caso não tivesse sido reeleito agora, em 2024”, disse o parlamentar.

Ao jornal Folha de S.Paulo, Eduardo Bolsonaro disse que avalia entrar com pedido de asilo nos Estados Unidos para conseguir permanecer legalmente no país por mais de três meses.

Casa Branca descumpre juiz que barrou deportação e cria tensão entre poderes


GOP Congressman Wants to Impeach Judge Behind 'Alien Enemies' Order Trump  Defied | Common Dreams

Juiz James Boasberg tenta conter os abusos de Trump

 

Deu no Estadão

O juiz federal James Boasberg cobrou nesta segunda-feira, 17, o governo de Donald Trump a dar explicações sobre o descumprimento de uma ordem judicial que exigia o retorno aos EUA de voos de deportação de imigrantes para El Salvador, no caso que se converteu em uma queda de braço entre poderes em Washington e elevou o grau de tensão constitucional no país.

O voo carregava mais de 200 deportados expulsos dos EUA sem o devido processo legal. Para expulsá-los, a Casa Branca invocou uma legislação de guerra de 1798 e negou agir fora da lei.

EM EL SALVADOR – No fim de semana, Boasberg bloqueou temporariamente as deportações para considerar as implicações do uso da lei e disse no tribunal que quaisquer aviões já no ar com os migrantes deveriam retornar aos EUA. Mas o governo Trump respondeu que os 250 deportados já estavam sob custódia de El Salvador, que se ofereceu para recebê-los.

Segundo o Washington Post, os dois primeiros voos partiram do Texas durante a audiência que discutia o uso da Lei de Inimigos Estrangeiros para deportar venezuelanos, acusados de pertencer ao grupo narcotraficante Trem de Arágua.

O terceiro avião decolou, também do Texas, após a decisão da Justiça, que foi proferida às 18h47 e entrou no sistema às 19h26, pelo horário de Washington.

JUIZ INSISTE – Mais cedo, o chamado czar da fronteira do presidente Trump, Thomas Homan, indicou que o governo planejava continuar tais deportações apesar da ordem do tribunal. “Não me importa o que os juízes pensam, não me importa o que a esquerda pensa. Estamos chegando”, disse ele em uma entrevista na Fox News.

O juiz Boasberg então marcou uma audiência ontem para avaliar se a Casa Branca havia violado a ordem do tribunal. O governo pediu que a audiência fosse cancelada. O juiz rejeitou imediatamente o pedido e exigiu que o governo comparecesse para explicar suas ações.

Faltando apenas duas horas para o início da audiência no Tribunal Distrital Federal em Washington, os procuradores enviaram a posição do governo em um documento e disseram que não havia razão para ninguém comparecer à Corte porque a administração não forneceria mais informações sobre os voos de deportação.

NOVO PRAZO – O juiz deu um novo prazo para que eles se apresentem nesta terça-feira, 18, ao tribunal. Ao mesmo tempo, o Departamento de Justiça escreveu uma carta ao tribunal de apelações que supervisiona Boasberg, pedindo que o retirasse completamente do caso, por considerar seus “procedimentos altamente incomuns e impróprios”, que ameaçavam se tornar uma crise constitucional.

As duas iniciativas ocorreram em um dia de resistência extraordinária ao tribunal por parte do governo, que disse não ter violado a ordem do juiz, mas também que ele não tinha, em primeiro lugar, autoridade para emiti-la.

A batalha jurídica sobre a remoção dos imigrantes é o mais recente – e segundo jornais americanos, um dos mais sérios – ponto crítico até agora entre os tribunais federais, que tentam coibir muitas das ações executivas de Trump, e um governo que chegou perto de se recusar a cumprir ordens judiciais em várias ocasiões.

TRUMP RESISTE – O próprio Trump expressou ceticismo sobre uma decisão da semana passada de um juiz federal na Califórnia ordenando que a administração recontratasse milhares de trabalhadores em estágio probatório demitidos. Trump disse no domingo que o juiz estava “se colocando na posição do presidente dos EUA, que foi eleito por quase 80 milhões de votos”.

Para especialistas jurídicos americanos, os voos de deportação marcam uma escalada dramática na resistência do governo aos tribunais. Para eles, elas representam um colapso no frágil equilíbrio entre os poderes em Washington.

BRIGA DE PODER – Steve Vladeck, professor de direito da Universidade de Georgetown, disse que o país está vendo “um grau sem precedentes de resistência, intencional ou não, a mandatos judiciais contra o governo federal”.

“É difícil imaginar que isso vai melhorar antes de piorar”, disse Vladeck. “Se o governo estiver correto de que essas ordens são legalmente falhas, ele deveria apelar, não resistir a elas.”

Michael J. Gerhardt, professor de direito constitucional na Faculdade de Direito da Universidade da Carolina do Norte, disse que a resposta do governo ontem era o início de uma batalha desafiadora contra o Judiciário. “Agora, temos funcionários do governo que estão operando sem lei.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A crise entre poderes é séria. Trump está desconsiderando a Justiça. Se insistir em fazê-lo, mergulhará o país numa crise brutal, algo jamais visto no mundo moderno. Mas quem se importa? (C.N.)


Sem fiscalização, governo Lula repassou R$ 4,8 bilhões em convênios da Itaipu

Publicado em 18 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Presidente Lula nomeia Enio Verri para a Direção Geral Brasileira da Itaipu  Binacional | ITAIPU BINACIONAL

Lula nomeou o petista Enio Verri para distribuir o dinheiro

Andreza Matais
do UOL

Nos dois primeiros anos do governo Lula, a Itaipu transferiu quase o dobro de recursos para projetos sem licitação em comparação com quatro anos da gestão Jair Bolsonaro. Entre 2023 e 2024, foram R$ 4,8 bilhões em convênios. De 2019 a 2022, a soma foi de R$ 2,6 bilhões.

Procurada, a Itaipu afirmou que “está comprometida com políticas de inclusão e com a melhoria da vida da população brasileira em busca de um país mais justo e, mesmo com os investimentos socioambientais.”

SEM FISCALIZAÇÃO – Os dados foram atualizados pela binacional nesta segunda-feira (17). Houve também uma mudança de perfil nos repasses.

As contas da Itaipu não são fiscalizadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) ou pela CGU (Controladoria-Geral da União). Os dois órgãos entendem que, por tratar-se de uma empresa binacional (pertencente ao Brasil e ao Paraguai), não é possível fazer uma auditoria sem um acordo para que cada país analise sua parte – o que nunca ocorreu.

Enquanto na gestão Bolsonaro os convênios eram majoritariamente assinados com estados e municípios e direcionados, sobretudo, para segurança e agricultura; no governo Lula, a binacional priorizou ONGs e universidades públicas com enfoque em reforma agrária, direitos humanos e diversidade.

PETISTA PRESIDE – Os diretores são indicados pelos respectivos governos. Lula nomeou o petista Enio Verri como diretor-geral brasileiro de Itaipu. Verri foi deputado federal pelo partido de Lula.

Os dados dos convênios foram levantados pela assessoria de orçamento da Câmara a pedido da deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e serão usados de base para uma série de medidas legislativas.

Uma delas propõe ao TCU auditoria nos convênios, a partir dos beneficiários com o objetivo de verificar se houve direcionamento político na escolha das entidades. O gabinete da parlamentar identificou convênios sem qualquer relação com a atividade da binacional.

CAIXA-PRETA – A parlamentar também irá protocolar nesta semana uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que permite a fiscalização das contas da Itaipu sem a necessidade de tratado prévio entre os dois países até que o acordo seja assinado.

“Itaipu se transformou em uma caixa-preta bilionária usada para bancar interesses políticos do governo, sem qualquer fiscalização. Recursos que deveriam ser usados para energia e infraestrutura estão financiando festas, eventos e militância. É inaceitável que bilhões de reais sejam desviados da sua finalidade enquanto o país enfrenta tantos desafios”, afirma  a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

CONSTRUÇÃO DE HOTEL – O maior valor entre os convênios assinados no governo Lula foi destinado a ações relacionadas à COP-30, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que ocorrerá em Belém (PA), em novembro deste ano.

A Itaipu irá financiar até mesmo a construção de um complexo hoteleiro na cidade com R$ 200 milhões. No total, a binacional repassou R$ 1,84 bilhão para ações envolvendo a COP.

Em outra frente, a binacional repassou R$ 25 milhões para a ONG Instituto Athos desenvolver o projeto “Bio Favela”, coordenado pela CUFA (Central Única das Favelas).

EM FOZ DO IGUAÇU – A Itaipu ainda firmou convênio com a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) no valor de R$ 817,7 milhões para a construção da sede e a “territorialização” em Foz do Iguaçu. A instituição foi criada no governo Lula II, e a obra estava parada por irregularidades na execução.

Os convênios funcionam assim: A Itaipu repassa o valor para a entidade, que contrata uma empresa para realizar a obra sem licitação. E nada é fiscalizado.

Outro convênio sem conexão com o objeto da Itaipu repassou R$ 16,6 bilhões para dar “suporte técnico ao Observatório Nacional de Direitos Humanos” desenvolver uma “plataforma de promoção de ações de comunicação social e em direitos humanos”.

DIZ A BINACIONAL – Em nota à coluna, a empresa justificou que o projeto irá “funcionar como uma rede para identificar, avaliar informações e criar indicadores que permitam planejar e aprimorar as políticas públicas de direitos humanos no Brasil, com o foco em melhorar o acesso a dados que deem suporte aos mecanismos de avaliação de políticas públicas e também de proteção à democracia”. A nota não esclarece qual a relação disso com a atividade fim da Itaipu.

Além dos convênios, a binacional também aumentou o volume de patrocínios nos dois últimos anos. Nos dois primeiros anos do governo Lula, foram R$ 63 milhões, ante R$ 15,2 milhões nos quatro anos do governo Bolsonaro.

JANJAPALLOOZA – A Itaipu também patrocinou a festa de 15 anos do Instituto de Desenvolvimento dos Direitos Humanos, com R$ 228 mil.

O maior valor foi repassado para o evento que ficou conhecido como “Janja Pallooza”: R$ 15 milhões. A primeira-dama protagonizou o Festival Aliança Global, um evento paralelo ao G20, com shows de artistas apoiadores do governo Lula.

Foi nessa ocasião que Janja disse “fuck you” para o bilionário Elon Musk, dono da rede social X.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como dizia Tom Jobim, é a lama, é a lama, é a lama… (C.N.)


A classe política é partidária da máxima “Mateus, primeiro os meus”

Adiberto de Souza

em 18 mar, 2025 7:52


 Aprovada há alguns anos pelo Supremo Tribunal Federal, a súmula proibindo o nepotismo no serviço público sempre foi desrespeitada pela maioria dos gestores. De lá pra cá, pouca gente perdeu o emprego por pertencer à família dos governadores ou prefeitos de plantão, que insistem em alegar a competência da digníssima esposa, da filha, da mãe e dos irmãos aboletados em bem pagas sinecuras. Como a legislação permite, a maioria dos gestores nomeia logo a primeira dama como secretária, alegando que não existe ninguém mais competente do que ela para ocupar o cargo. Há ainda o famoso nepotismo cruzado, que vem a ser a troca de parentes entre gestores visando dificultar a fiscalização da malandragem. Em Sergipe, as prefeituras estão cheias de parentes e agregados dos prefeitos. As Câmaras de Vereadores não ficam atrás e por ai vai. Com raras exceções, os políticos professam a máxima “Mateus, primeiro os meus”. Diante dessa malandragem, para moralizar o serviço público no Brasil é preciso muito mais do que uma súmula do Supremo Tribunal Federal. Home vôte!

Política arcaica

As superintendências regionais da Codevasf são alvo político por controlarem recursos direcionados para obras nos estados, em licitações milionárias. Em artigo assinado no site Congresso em Foco, a jornalista Lydia Medeiros escreve que a Codevasf passou a aparecer com frequência associada a denúncias de corrupção. Segundo a articulista, há 21 auditorias no Tribunal de Contas da União (TCU) envolvendo a companhia, com indícios de fraudes.  Por fim, Lydia afirma que na era da inteligência artificial, a Codevasf se tornou um símbolo perene do modo arcaico de se fazer política no Brasil. Misericórdia!

Risco de naufrágio

Políticos e analistas têm alertado para o risco de o elevado número de pré-candidatos ao Senado na canoa governistas possa naufragar a embarcação. Os mais comedidos, porém, acreditam que com o andar da carroça as abóboras se ajeitam, formando um consenso em torno dos dois escolhidos para se candidatar a senador pela banda situacionista. Os pessimistas, contudo, apostam que os interesses pessoais dos pré-candidatos impedirão um acordo político, resultado no racha vivido pelos governistas durante a disputa pela Prefeitura de Aracaju. Será? Creindeuspai!

Pê de picaretagem

Boa parte da classe política continua achando que o povo é bobo. Tomara que nas eleições do próximo ano os eleitores expurguem da vida pública pês indigestos como os de picaretas, pilantras, propineiros, pirata, punguista, etcétera e tal. Estes maus políticos, bandidos por excelência, estão em todos os partidos e vão querer se eleger ou se manter como deputados estaduais, federais e senadores para continuar roubando os recursos da saúde, da educação e da segurança pública. Portanto, cabe ao povo usar o voto como punição e mandar este punhado de patifes plantar batatas. Danôsse!

Aracaju festejada

Políticos de A a Z foram às redes sociais parabenizar Aracaju pelos 170 anos como capital de Sergipe. O governador Fábio Mitidieri (PSD) se disse orgulhoso em ver o quanto a cidade se desenvolveu ao longo dos anos. O ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) lembrou que aos 170 anos, Aracaju segue avançando, com grandes transformações e um futuro promissor. O ministro Márcio Macêdo (PT) afirmou que a cidade é mais que uma capital, “é um abraço acolhedor, um céu sempre azul e um pedaço do Brasil que guarda riquezas imensuráveis”. Por fim, Emília Corrêa (PL) se disse honrada em celebrar os 170 anos de Aracaju “sendo a primeira prefeita dessa cidade com tantas características especiais”. Então, tá!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/a-classe-politica-e-partidaria-da-maxima-mateus-primeiro-os-meus/

terça-feira, março 18, 2025

À CNN, Eduardo Bolsonaro acusa Moraes de perseguição polític


À CNN, Eduardo Bolsonaro diz que vai pedir asilo político nos EUALeandro Magalhães
da CNN

Em entrevista à CNN, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (18) que não tem voo de volta para o Brasil e que não pretende voltar nem tão cedo ao País. “Não tenho voo de volta para o Brasil. Devo fazer o pedido de asilo político ao governo dos Estados Unidos”, disse o parlamentar.

Asilo político é uma espécie de proteção legal que um país oferece a estrangeiros perseguidos na nação de origem.

PERSEGUIÇÃO DO STF – Eduardo Bolsonaro, que vai se licenciar do mandato, afirmou que tomou a decisão diante do que definiu como cenário de perseguição à direita no Brasil por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

“O Brasil não vive mais uma democracia. Não é possível um parlamentar perder o passaporte dele pelo que ele fala. Cadê a imunidade parlamentar?”, afirmou Eduardo.

“Eu não vou me sujeitar a isso e ficar no cabresto de Alexandre de Moraes. Eu me licencio para representar os interesses dos meus eleitores, daqueles que votaram em mim”, destacou.

ALGO GRAVE – Para o deputado do PL, está ocorrendo algo muito “grave” na política do Brasil.

“Eu digo mais: o ministro do STF que seguir Moraes nas decisões contra a liberdade de expressão vai correr o risco de sofrer as mesmas sanções”, afirmou Eduardo Bolsonaro.

O parlamentar ainda relatou à CNN que tem receio de retaliações por parte do ministro do STF, como bloqueio de contas. “Ele deve pedir o cancelamento do meu passaporte, deve pedir o bloqueio da minha conta no Brasil e fazer um pedido de extradição. Isso não é normal em uma democracia”, considera Eduardo.

REPRESENTAÇÃO CRIMINAL – No fim de fevereiro, o parlamentar foi alvo de uma representação criminal movida pelos deputados do PT Lindbergh Farias (RJ), líder da bancada na Câmara, e Rogério Correia (MG), e apresentada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Na peça, os petistas alegam que Eduardo Bolsonaro conspira contra instituições brasileiras nos EUA e pedem, entre outras medidas, a apreensão do passaporte do político do PL.

A CNN procurou o ministro do STF e a Corte a respeito das declarações de Eduardo Bolsonaro, e mantém o espaço aberto a posicionamentos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Eduardo Bolsonaro é tão exagerado quanto Alexandre de Moraes. Não há nenhuma ameaça ao deputado do PL. Quem está pela bola sete é seu pai, Jair Bolsonaro, que nem passaporte tem mais. (C.N.)


Hamas mata bebês e estupra mulheres por culpa de Israel, dizem antissemitas


A ilustração de Ricardo Cammarota foi executada em técnica manual, pastel oleoso sobre papel. Na horizontal, proporção 13,9cm x 9,1cm, a imagem apresenta várias figuras estilizadas, quase abstratas, em formas de rostos, com diferentes tons vibrantes de cores como rosa, laranja, azul, verde e amarelo. Os rostos são simplificados, com olhos negros e expressões geométricas em meio a formas arredondadas e uma linha fina branca que os conectam, na horizontal. Essas figuras estão sobrepostas de maneira a criar um padrão com variações em suas cores e formações. Há também elementos de texturas e traços que se misturam à composição. No canto superior direito e no esquerdo inferior, há dois círculos brancos, um em cada uma das extremidades

Ilustração de Ricardo Cammarota (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Na segunda-feira passada, a London School of Economics, a LSE, acolheu o lançamento do livro “Understanding Hamas and Why that Matters”, ou entendendo o Hamas e por que isso importa, de vários autores, sem espaço para o contraditório. Essa dica me foi dada por um amigo e colega filósofo, professor de uma universidade federal brasileira.

Sob a égide de ser um livro que esclarece a natureza histórica e política do Hamas, o livro é, antes de tudo, uma tentativa de apresentá-lo como um movimento legítimo que nasce unicamente por “culpa” do Estado de Israel.

CONVERSA FIADA – É uma “ensaboada no grupo terrorista Hamas “, como disse um amigo meu, para dizer que ele, em si, come com garfo e faca, e, quando corta cabeças de bebês, o faz porque não tem outra saída para reagir à violência judaica e sionista, e não porque são bárbaros como o Taleban ou o Estado Islâmico.

Mas cabe a pergunta: por que uma instituição séria como a London School of Economics acolhe iniciativas como essa? Antes de atentarmos para o fedor do antissemitismo que exala dessas iniciativas —o livro se refere ao pogrom de 7 de outubro de 2023 como “os eventos ocorridos no sul de Israel”, olha a “ensaboada” aí —, vale dar um passo para trás e verificar de onde vem o tesão da maior parte da comunidade acadêmica internacional, que é majoritariamente de esquerda, pelo ódio a Israel.

ESTILO KGB – O jornalista francês Bernard Lecomte publicou, em 2020, o livro “KGB, La Véritable Histoire des Services Secrets Soviétiques”, ou KGB, a verdadeira história dos serviços secretos soviéticos, da editora Perrin, no qual narra como desde o período entre as duas grandes guerras a União Soviética construiu uma sofisticada rede de espiões ocidentais a serviço da futura revolução internacional comunista.

No centro dessas redes, os soviéticos escolheram inseminar jovens em universidades — como Cambridge , no Reino Unido—, redações de jornais, artistas, agentes culturais e até a inteligência das Forças Armadas dos países ocidentais, que passaram a trabalhar para os soviéticos de forma apaixonada.

Vale salientar que esses espiões eram ingleses, americanos, franceses, alemães, italianos, espanhóis que tinham seus “comandantes” soviéticos, que eram alimentados pelas informações dadas pelos seus espiões fiéis. Os soviéticos, por outro lado, supriam suas necessidades materiais.

BONS RESULTADOS – Os frutos da inseminação desses agentes à esquerda, em espaços do campo da educação, da ciência, do jornalismo, da cultura e das artes foram profícuos, tanto é que os percebemos em ação até hoje.

Então, quando você se perguntar qual a razão de esses espaços serem tão evidentemente de esquerda, saiba que não é efeito do acaso. Mesmo com o fim da União Soviética no final do século 20, a contaminação ideológica da esquerda estava completamente realizada e é mantida até hoje.

A esquerda, de lá para cá, abraçou formas distintas, entre elas a “luta” contra a opressão colonial. Israel seria um caso dessa opressão colonial sobre as vítimas inocentes palestinas, defendidas pelo justo Hamas.

CONTRA ISRAEL – Essa é a primeira resposta para a pergunta do porquê as universidades são tão claramente simpáticas a posições contra Israel e tendem a pintar o Hamas como um grupo legítimo de resistência aos judeus e sionistas no Oriente Médio e no mundo ocidental como um todo.

No dia 9 de março, o jornalista inglês Jonathan Sacerdoti, especialista em atividades terroristas, publicou um artigo na revista britânica The Spectator no qual dá uma resposta pontual sobre esse acolhimento por parte da LSE de um livro que justifica politicamente e eticamente o massacre de civis israelenses, o estupro de mulheres, assassinatos de bebês e o sequestro e humilhação públicos de reféns judeus no pogrom de 7 de outubro de 2023.

Sua resposta é conhecida por quem acompanha o processo de constituição do movimento jihadista islâmico desde sua fundação nos 1920, com o advento da Irmandade Muçulmana, da qual o Hamas é um dos frutos mais violentos desde a sua criação.

GENOCÍDIO – A intenção desse grupo, como está escrito em sua carta de fundação, omitida por grande parte da imprensa ocidental e da inteligência criada pela espionagem soviética que age sobre as universidades, é o genocídio dos judeus, sejam eles israelenses ou não.

A interpretação feita por esses assassinos — não necessariamente unânime entre a população islâmica — é que a chamada Palestina não pode ter nem um judeu vivo sequer em seu território, quanto mais um Estado legítimo. Tampouco deve haver judeus vivos andando por aí.

Os idiotas úteis ocidentais são muitos, envenenando os mais jovens com o seu discurso antissemita travestido de ciência política. Lixo puro.

Um Novo Tempo para o Meio Ambiente em Jeremoabo

 



Um Novo Tempo para o Meio Ambiente em Jeremoabo

Finalmente, a administração municipal de Jeremoabo conta com um Secretário do Meio Ambiente atuante, democrático e competente. Atendendo aos anseios da maioria da população, que há tempos sofria com a poluição sonora provocada por paredões e sons abusivos, a nova gestão tomou medidas firmes e responsáveis.

O Secretário de Meio Ambiente agiu com base no que determina a lei, garantindo que o direito ao sossego da população fosse respeitado. A desordem sonora, que por muito tempo incomodou moradores de diversas áreas da cidade, agora está sendo combatida com seriedade e compromisso.

É importante ressaltar que a regulamentação do uso de equipamentos sonoros não se trata apenas de uma questão de ordem pública, mas também de saúde e qualidade de vida para todos. O excesso de barulho pode causar estresse, insônia e até problemas de saúde mais graves, afetando principalmente idosos, crianças e trabalhadores que necessitam de um ambiente tranquilo.

Diante disso, a postura firme e coerente da Secretaria do Meio Ambiente merece aplausos. A decisão de fazer cumprir a lei demonstra um compromisso real com o bem-estar da comunidade e o desenvolvimento sustentável do município. É um exemplo de gestão pública eficiente, que coloca o interesse coletivo acima de qualquer outro fator.

A população de Jeremoabo agradece e apoia essa iniciativa, esperando que a fiscalização continue de forma permanente, garantindo que a cidade seja um lugar mais harmonioso para todos. Que esse seja apenas o começo de uma gestão ambiental comprometida com o respeito às normas e à qualidade de vida dos cidadãos!

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