terça-feira, março 18, 2025

Moraes libera para julgamento núcleo 3 de denúncias sobre golpe

 Foto: Joedson Alves/Arquivo/Agência Brasil

Invasão aos poderes em 8 de janeiro18 de março de 2025 | 10:12

Moraes libera para julgamento núcleo 3 de denúncias sobre golpe

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou na noite dessa segunda-feira (17) para julgamento as denúncias do núcleo 3 da trama golpista que teria se instalado sob a liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o fim de seu governo.

A data do julgamento pode ser agora marcada a qualquer momento pelo ministro Cristiano Zanin, que é presidente e responsável por organizar a agenda da Primeira Turma, colegiado do Supremo responsável por julgar o caso.

Ao denunciar 34 pessoas pela tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado Democrático de Direito, no mês passado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, dividiu a trama golpista em quatro núcleos, sob a justificativa de facilitar a tramitação do caso.

O chamado núcleo 3 é composto por 12 acusados, que em comum promoveram ações táticas para ultimar o golpe. Uma dessas táticas teria sido uma campanha pública deliberada para pressionar o Alto Comando das Forças Armadas a aderir ao conluio golpista, conforme narra a denúncia da PGR.

Esse é o segundo núcleo liberado para julgamento da denúncia por Moraes, relator do caso no Supremo. O primeiro foi o núcleo 1, que agrega os integrantes da cúpula golpista, incluindo Bolsonaro, apontado como líder da organização criminosa armada, ex-ministros e generais da reserva do Exército, como Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sergio Nogueira, entre outros civis e militares.

O julgamento de Bolsonaro e demais acusados do núcleo 1 foi marcado para 25 de março. Os ministros da Primeira Turma vão decidir se os denunciados viram réus, passando a responder por uma ação penal na Corte.

Todos os acusados pela trama golpista foram denunciados por cinco crimes: golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Os denunciados do núcleo 3 são:

. Bernardo Romão Correa Netto;

. Cleverson Ney Magalhães;

. Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira;

. Fabrício Moreira de Bastos;

. Hélio Ferreira Lima;

. Márcio Nunes de Resende Júnior;

. Nilton Diniz Rodrigues;

. Rafael Martins de Oliveira,

. Rodrigo Bezerra de Azevedo,

. Ronald Ferreira de Araújo Júnior,

. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros

. Wladimir Matos Soares.

Felipe Pontes/Agência Brasil


PF faz nova operação em investigação de venda de sentenças no STJ

 Foto: Gustavo Lima/Arquivo/STJ

PF faz nova operação em investigação de venda de sentenças no STJ18 de março de 2025 | 08:50

PF faz nova operação em investigação de venda de sentenças no STJ

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (18) mais uma fase da Operação Sisamnes, com o objetivo de investigar um suposto esquema de venda de sentenças no STJ (Superior Tribunal de Justiça). A ação cumpre um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, no Tocantins.

Segundo as investigações, foi identificada uma rede clandestina de monitoramento, comércio e repasse de informações sigilosas sobre o andamento de investigações sensíveis supervisionadas pelo STJ, frustrando, assim, a efetividade das deflagrações das operações policiais.

A operação foi determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Os policiais federais cumprem, além das medidas de afastamento das funções públicas, proibição de contato e saída do país e recolhimento de passaportes. O objetivo é investigar crimes de obstrução de justiça, violação do sigilo funcional e corrupção ativa e passiva.

Em novembro de 2024, a PF cumpriu 23 mandados de busca e um de prisão, na mesma operação, contra advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados suspeitos de envolvimento na venda de decisões judiciais.

Foram alvos de medidas impostas pelo ministro do STF Cristiano Zanin: desembargadores do TJ-MT (Tribunal de Justiça do Mato Grosso), os chefes dos gabinetes dos ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Isabel Gallotti e Og Fernandes (Daimler Alberto de Campos e Rodrigo Falcão de Oliveira Andrade, respectivamente) e o assessor Márcio José Toledo Pinto, que trabalhou nos gabinetes de diversos ministros.

Já a ordem de prisão preventiva foi contra Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado pela investigação como o lobista responsável por intermediar interesses criminosos entre advogados e servidores públicos.

Segundo a polícia, os alvos “solicitavam valores para beneficiar partes em processos judiciais, por meio de decisões favoráveis aos seus interesses”. A PF também investiga negociações de vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais.

As investigações que chegaram às suspeitas sobre o STJ se iniciaram após o homicídio de um advogado em dezembro do ano passado, em Mato Grosso. O caso levou ao afastamento de dois desembargadores do Tribunal de Justiça do estado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Em mensagens que estavam no celular de um advogado, foram encontradas menções a vendas de decisões em gabinetes de ao menos quatro ministros.

Constança Rezende/Folhapress

Congresso quer “reciclar” R$ 4,6 bilhões, em verba de emendas canceladas

Publicado em 18 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Tribuna da Internet | Mesmo sob nova direção, Congresso não dará a Lula a  parceria esperada

Charge do Son Salvador (Correio Braziliense)

Natália Portinari e Carolina Nogueira
do UOL

Lideranças do Congresso Nacional costuram, nos bastidores, uma manobra para reaproveitar em novas obras e investimentos uma verba de restos a pagar de R$ 4,6 bilhões de orçamentos anteriores, que já havia sido cancelada.

Essa revalidação, prevista em um projeto de lei, é alvo de um debate de interpretação nos corredores do Congresso entre parlamentares e técnicos.

“RECICLAGEM” – Senadores e deputados ouvidos pelo UOL acreditam que podem “reciclar” esses investimentos e transformar essas emendas em um gasto novo, extraorçamentário, como uma nova moeda de negociação política.

Segundo as regras orçamentárias, o governo usa o orçamento do ano corrente para fazer empenhos — um ato que reserva o pagamento para uma determinada finalidade, como uma obra. Quando a obra avança, o dinheiro sai do caixa.

Os empenhos que não foram liquidados em um determinado ano se transformam em “restos a pagar” e podem ser pagos no ano seguinte, mas em um prazo de mais um ano (que o Congresso tem o costume de prolongar).

REVALIDAÇÃO – Esses restos são pagos conforme os empenhos anteriores. Se uma construtora recebeu um empenho de R$ 1 milhão, só ela poderá ser paga em R$ 1 milhão.

No fim de 2024, R$ 4,6 bilhões em restos a pagar dos orçamentos de 2020, 2021 e 2022 foram cancelados. O projeto de lei, já aprovado no Senado e em tramitação na Câmara, revalida essa verba para ser paga em 2025 e 2026.

“Merece ainda destaque o fato de que a manutenção dos restos a pagar não significa necessariamente a realização de pagamentos àqueles que constam como possíveis beneficiários nas notas de empenho”, diz o parecer do relator do projeto na Câmara, Danilo Forte (União-CE).

LICITAÇÕES INICIADAS – Isso é importante porque, desse montante, cerca de 60% são projetos cuja execução não começou, e o texto prevê que só poderão ser executados gastos cujo procedimento licitatório tenha sido iniciado.

Ou seja, cerca de R$ 2,75 bilhões não serão usados na finalidade para qual haviam sido reservados, mas parlamentares apostam que esse dinheiro não será perdido, e sim reaproveitado em outras finalidades.

Esses valores não precisariam entrar nos orçamentos de 2025 e 2026, mas ficariam à disposição do governo federal para gastar dentro da mesma área a que haviam sido destinados de início, como manutenção de estradas, educação ou saúde, no entendimento de fontes que estão a par da negociação.

SERÁ ILEGAL? – Técnicos do Congresso, porém, questionam a legalidade desse procedimento e não veem brecha no texto da lei para que seja interpretado dessa forma.

Para eles, a legislação prevê que restos podem ser liquidados, mas não alterados para que constem outras obras e investimentos.

O projeto de lei revalida R$ 2,4 bilhões em investimentos dos ministérios, R$ 60,9 milhões em emendas parlamentares de comissão e R$ 2,2 bilhões em emendas de relator (conhecidas como orçamento secreto) empenhadas até 2022, mas cujas obras nunca saíram do papel, ou pararam na metade.

VALIDADE RENOVADA – Pela lei orçamentária, elas foram canceladas no final do ano passado, já que perderam a validade, mas a ideia é permitir que o governo possa continuar pagando aquilo que já foi empenhado (reservado para pagamento).

Como mostrou o UOL, o principal beneficiado pelo projeto é o senador Davi Alcolumbre, que tem convênios indicados por ele mesmo entre as verbas canceladas. Dos recursos que o Congresso quer “ressuscitar”, há R$ 515 milhões para o Amapá. É o estado com o maior volume de investimentos.

A proposta no Senado foi apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso Nacional. A previsão é de votação na Câmara dos Deputados na semana que vem, com poucas alterações no texto.

INSEGURANÇA JURÍDICA – Parecer da Conof (Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira) da Câmara afirma que o projeto pode gerar insegurança jurídica, além de ir contra princípios constitucionais e orçamentários e criar riscos fiscais.

Segundo a Conof, o orçamento público deve seguir o princípio da anualidade. Isso significa que verbas não executadas não devem ser incorporadas nos orçamentos seguintes indefinidamente como “restos a pagar”.

“As despesas autorizadas e inscritas como restos a pagar não processados devem ser canceladas, como efetivamente ocorreu. Uma vez canceladas, as mesmas não mais podem ser liquidadas ou pagas, uma vez que expiraram-se os efeitos da autorização orçamentária”, diz o texto da Conof.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
  – A proposta do neopetista Randolfe para beneficiar o ex-inimigo Alcolumbre é coisa para ficar na História do Congresso. Antes, os dois não se falavam, mas agora são amigos de infância(C.N.)


Bolsonaro observa desgaste gradativo e luta para não ser abandonado


Bolsonaro reuniu bem menos gente que nos atos anteriores

Pedro do Coutto

No último domingo, em Copacabana, o ex-presidente Jair Bolsonaro, do alto de um trio elétrico, declarou que “Ainda dá tempo”, logo após afirmar que: “Se algo, na covardia, acontecer comigo, continue lutando”. Entretanto, se a intenção da mobilização era demonstrar força ou sugerir que sua possível prisão poderia desencadear o caos social, o resultado ficou muito aquém das expectativas bolsonaristas que, inicialmente, previam um público de um milhão, que depois foram reduzidas para 500 mil.

No fim das contas, porém, no fundo da questão, o Monitor do Debate Político do Cebrap/USP apontava que o ato contou com apenas 18,3 mil participantes — bem abaixo dos 45 mil da Avenida Paulista em 7 de setembro, dos 185 mil em fevereiro e dos 32,7 mil que compareceram a Copacabana em abril de 2023. Até a audiência online refletiu essa queda: a transmissão oficial atingiu no máximo 29 mil espectadores simultâneos, um número inferior ao que Bolsonaro costumava alcançar no passado.

DESGASTE – Esse cenário pode indicar um certo desgaste entre seus próprios apoiadores, possivelmente refletindo um distanciamento das preocupações mais urgentes da população. O evento foi pautado, oficialmente, por dois temas principais. De um lado, a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, questão destacada por Bolsonaro na abertura de seu discurso.

O segundo era o “Fora Lula em 2026”, já que o ex-presidente descartou apoiar um pedido de impeachment imediato, preferindo deixar o governo enfrentar dificuldades sem interferência direta. Assim, seu tom em relação a Lula foi moderado, assim como o da maioria de seus aliados. O principal alvo dos ataques permaneceu sendo Alexandre de Moraes.

Uma das poucas exceções foi Flávio Bolsonaro, que chamou Lula de ladrão. Já Tarcísio de Freitas, embora tenha feito uma defesa veemente da anistia, focou nas dificuldades econômicas do país, especialmente a inflação dos alimentos. Como em atos anteriores, Silas Malafaia adotou o discurso mais agressivo contra o STF e, em especial, contra Moraes, a quem chamou de “criminoso” e “ditador”. Ele também alertou que uma eventual prisão de Bolsonaro poderia gerar consequências imprevisíveis, insinuando um cenário de instabilidade.

CRÍTICA –  Após receber o microfone das mãos de Malafaia, Bolsonaro mencionou as mulheres presas pelos atos de 8 de janeiro e criticou as penas impostas pelo STF. Pouco depois, porém, desviou o foco para sua própria situação, repetindo argumentos já utilizados em discursos anteriores para denunciar o que considera uma perseguição por parte do TSE e relembrar o processo eleitoral de 2022.

Em determinado momento, Bolsonaro deu sinais de que tem poucas esperanças de reverter seu quadro jurídico, que pode levá-lo à prisão.  Os eventos recentes indicam uma queda na capacidade de mobilização do ex-presidente. A cada nova manifestação, o público diminui, ainda que ele continue a ser recebido com entusiasmo por seus apoiadores mais fiéis. Diante da velocidade dos processos judiciais que podem levá-lo a uma condenação ainda este ano, Bolsonaro decidiu intensificar suas convocações. Em uma espécie de ‘tour final’, tenta, sob a bandeira da anistia, proteger a si mesmo.

No palco, o que se viu foi Bolsonaro tentando transmitir, tanto em suas palavras quanto nas entrelinhas, um apelo para não ser abandonado. Talvez um dos últimos, antes de enfrentar o que parece ser um destino inevitável.


segunda-feira, março 17, 2025

Leia o novo artigo: Velhinhos endividados!

 

Leia o novo artigo: Velhinhos endividados!

VELHINHOS ENDIVIDADOS

Paulo César Régis de Souza (*)

Pelo título, você deve estar pensando que estou falando a respeito de: velhinhos consumistas, compradores compulsivos, talvez até apostadores de bingo e de outros jogos de azar.

Mas não, na verdade estou me referindo a 2 milhões que se encontram na fila virtual do INSS. Como também de 40 milhões de aposentados, lembrando que aposentadoria remete ao jubilamento-alegria e liberdade, mas atualmente na previdência brasileira, no momento, remete à tristeza e aprisionamento às dívidas decorrentes do fatídico sistema de consignação, que representa uma mina de ouro para o sistema financeiro e, em contrapartida, um poço sem fundo não só para os aposentados, como também para os pensionistas.

O ingresso no sistema de fila virtual adotado pelo INSS funciona com a solicitação de benefício do segurado, que, ao solicitá-lo, mesmo cumprindo as exigências da documentação, vê-se num calvário, passando a integrar uma fila invisível, só tendo acesso a ela através do 135, denominado ironicamente de 171, artigo esse constante do código penal que designa estelionato.

O INSS, com agências totalmente sucateadas, sem servidores por falta de concurso, hoje há falta de 11.000 servidores, onde se tenta superar essa falta de mão de obra, através da contratação de terceirizados, sendo que esses não podem conceder benefícios, sendo essa atividade restrita a concursados, com a utilização de senha, com responsabilidade sobre as concessões de benefícios, sendo esses servidores passíveis de punição mesmo depois de aposentados.

Para suprir essa falta de servidores, está sendo contratado pela DATAPREV, por 70 milhões, um sistema para atuar através de robô, na gestão de benefícios, ressaltando que esse sistema não concede benefícios, logo não haverá a almejada aceleração do andamento da fila virtual do INSS. Aduzido a isso, observa-se o desmonte da perícia médica e a maquiagem dos resultados demonstrados através de boletins que registram quedas no déficit previdenciário e nas filas virtual, quando a verdade é que a previdência continua sem pagar os 2 milhões de benefícios represados.

Somos conscientes de que a inteligência artificial, através dos robôs, é importante, porém esses não contribuem para a previdência e nem consomem, desequilibrando todo o sistema de arrecadação financeira. Os boletins estatísticos registram queda no déficit da previdência, o que não é devidamente comprovado, logo, necessário se faz um investimento na captação de contribuintes, que hoje se encontram na informalidade, tais como motoboys e Ubers, e que um dia irão se aposentar, bem como buscar a contribuição do agronegócio, tão bem-sucedida nacionalmente, cujo sistema denomina-se rural e encontra-se em desequilíbrio atuarial na previdência, por falta da contribuição devida.

A terceirização de alguns benefícios para os cartórios e Correios são convênios que não agilizarão a concessão, pois esses serão somente recepcionadores e procederão o encaminhamento de processos para a devida concessão, fazendo com que esses beneficiários passem a integrar os 2 milhões de represados, aos quais o INSS não terá de pagar os seus benefícios.

Além do sucateamento das instalações da instituição, bem como a falta de servidores e o desestímulo dos mesmos pela remuneração aviltada, não satisfeitos, surge a atuação dos chamados “gênios” ou PHDs da crueldade, que ao implantarem o PGD – Programa de Gestão de Desempenho, programa esse que exige dos servidores que trabalham em home uma carga de trabalho adicional de mais 30%, utilizando seus próprios equipamentos (computadores, celulares, internet, água, luz, cadeira ergonômica), lembrando que esse material ergonômico é essencial para o desenvolvimento do trabalho sentado, com metas a serem cumpridas e, na falta de cumprimento das mesmas, há previsão de punição para esses servidores. Pergunto: e os dirigentes também serão punidos? Não há previsão de metas para a direção?

O importante é a imediata abertura de um grande concurso público para provimento de 11 mil servidores necessários para a recomposição do quadro efetivo do INSS, com o imediato início de obras estruturais na totalidade das agências do INSS, para o início do atendimento presencial, com a aquisição de equipamentos de alta tecnologia, para que os trabalhos sejam retomados de forma presencial e assim haja o atendimento da fila.

O presidente Lula recriou o Ministério da Previdência e, mediante a má gestão dos dirigentes dos órgãos previdenciários, observa-se uma baixa da popularidade governamental? Sabemos que os 2 milhões que esperam há meses na fila virtual são eleitores, bem como os 40 milhões de aposentados, que já não têm apoio nas agências da previdência, recebendo diariamente ligações, oferecendo empréstimos consignados a juros exorbitantes, sofismados por prazos intermináveis de pagamento, esses também são eleitores.

Creio, senhor Presidente, que não precisa ser tão sábio quanto os dirigentes previdenciários, para identificação do motivo da queda das pesquisas de aprovação governamental, reconhecendo-se que, apesar do orçamento de 1 trilhão de reais, faz-se necessária uma boa gestão, com a implantação de um sistema de compliance.
Nossa Previdência, considerada a melhor do mundo, que paga há mais de 100 anos, está ferida de morte.
Previdência Social pública, sempre!

(*) Paulo César Régis de Souza é vice-presidente executivo da Associação Nacional dos Servidores Públicos, da Previdência e da Seguridade Social – Anasps.

PSOL pede que Dino impeça Congresso de avançar contra STF após drible em emendas

 Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

O ministro Flávio Dino (STF)17 de março de 2025 | 17:15

PSOL pede que Dino impeça Congresso de avançar contra STF após drible em emendas

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O PSOL entrou com um pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para que o Congresso Nacional não possa avançar com pautas que vão contra decisões da corte.

A manifestação enviada ao ministro Flávio Dino cita especificamente a resolução que dribla o STF para manter sob anonimato os autores das emendas parlamentares de comissão, aprovada na última quinta-feira (13), e o projeto que tenta liberar recursos desta natureza que foram bloqueados, ainda em tramitação.

Como mostrou a Folha, o primeiro texto permite que parlamentares façam indicações por meio de suas bancadas partidárias, constando apenas a assinatura do líder da sigla, sem identificação do autor original.

A proposta foi fruto do acordo entre STF e Congresso para dar transparência à destinação dos recursos, mas na prática dribla exigências de Dino quanto à necessidade de publicidade dos nomes que determinam a indicação do dinheiro. O partido chama isso de “emendas dos líderes”.

Manobra semelhante já havia sido usada pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), no final de 2024, também para se esquivar de determinações do Supremo, como mostrou a revista Piauí, na época.

O PSOL também cita o projeto de lei que já foi aprovado no Senado e agora tramita na Câmara e que pretende destravar bilhões em emendas parlamentares bloqueadas.

Segundo cálculo da consultoria legislativa dos parlamentares, a proposta tem como alvo R$ 4,6 bilhões em emendas suspensas, mas, segundo o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente da Casa, ela pode atingir até R$ 16 bilhões.

Como mostrou o UOL, o próprio Alcolumbre seria o maior beneficiado caso o projeto seja aprovado também na Câmara.

João Gabriel, Folhapress

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