segunda-feira, março 17, 2025

Para manter chance de se reeleger, Lula deve radicalizar sua agenda


Lula internado: presidente está acordado e conversando após procedimento,  dizem médicos - BBC News Brasil

Lula se surpreende com a reprovação de seu governo

Marcus André Melo
Folha

A forte queda na popularidade presidencial e na avaliação do governo Lula tem gerado controvérsias. Além do próprio presidente, muitos analistas culpam a inflação de alimentos como a principal causa. Tema que domina a agenda pública no momento. Quando a culpa é atribuída pelo primeiro mandatário da nação à “atravessadores”, significa que já atravessou o rubicão e arrisca radicalizar sua agenda.

Os analistas Felipe Nunes e Thomas Traumann identificaram fatores conjunturais e estruturais da queda da aprovação presidencial. Dentre os primeiros, a inflação de alimentos devido a questões climáticas, valorização do dólar, entre outros. Entre os fatores estruturais, um governo cuja única agenda é “refazer o que deu certo nos mandatos Lula 1 e 2, e que só entrega o que já é conhecido”, e “não gera a gratidão consequente do voto econômico”.

ATAQUE AOS JUROS – Mas o paradoxo principal permanece sem explicação por que, a despeito dos índices favoráveis — no emprego, rendimentos, IPCA—, a popularidade despenca?

Sim, aqui a inflação de alimentos é variável central, mas o céu não é de brigadeiro. O que está ausente das análises é a taxa de juros. Ao encarecer brutalmente o crédito, ela é fonte de insatisfação de consumidores de baixa e média renda, além de impactar um contingente inédito de famílias endividadas.

Não é à toa que o ataque político por parte do presidente contra o Bacen começou antes mesmo da posse. A terceirização da culpa era a antecipação dos efeitos da expansão de gastos da ordem de R$ 150 bilhões ainda na transição de governo.

TUDO AO CONTRÁRIO – A estratégia perseguida malogrou junto à população que se buscava atingir: os segmentos de baixa renda. O encarecimento do crédito não é percebido como ação do Bacen (ente desconhecido da população).

E tiveram efeito em sentido contrário ao perseguido, por gerar ampla incerteza econômica e minar a credibilidade do governo. A expansão fiscal criou emprego e renda no curto prazo mas acelerou o recrudescimento da inflação.

Outro fator ausente das análises são as eleições municipais de outubro. O péssimo desempenho do PT —que elegeu apenas 252 prefeituras ante 517 do PL— aponta, na realidade, para uma “descalcificação” política. A distribuição de investimentos locais pelo centrão garantiu sua hegemonia. Entretanto o mais importante é que o pleito teve efeito multiplicativo sobre a percepção da vulnerabilidade política de Lula —o grande ausente das eleições— e do PT.

ESCOLHA ERRADA – A ausência do presidente na política doméstica foi uma escolha estratégica pela qual o presidente buscava ser protagonista na agenda internacional, na agenda do clima e do combate a pobreza, ao mesmo tempo que delegava a política doméstica a um grupo de ex-governadores. A estratégia naufragou. O contexto eleitoral potencializou a percepção de malogro. Questões de saúde e idade se somam aqui.

Na faixa etária do eleitorado entre 25 e 34 anos ocorreu a maior queda percentual (39%!) na aprovação do governo, que caiu 9 pontos percentuais (de 23 para 14) (Datafolha). O governo é aprovado apenas por 1 em cada 7 respondentes. Percentuais um pouco menores (36%) estão nas faixas de 35 a 44, e 16 a 24. Estas faixas concentram 58% da população.

A última cartada de Lula para contrarrestar este quadro pode ser a radicalização da agenda.

Brasileiros pagam R$ 10,8 bilhões por ano para o Congresso Nacional

 

Brasileiros pagam R$ 10,8 bilhões por ano para o Congresso Nacional

Salários, auxílio moradia, assessores, veículos, celulares... essas são algumas das principais regalias dos parlamentares brasileiros que ocupam o segundo Congresso Nacional mais caro do mundo. E quem paga essa conta é a população brasileira

De acordo com uma pesquisa das Nações Unidas com a União Interparlamentar (UIP) divulgada pela BBC News Brasil, cada parlamentar tem o custo anual de US$ 7,4 milhões aos cofres públicos.

Além de ter um alto custo, o trabalho dos congressistas é avaliado como ótimo por apenas 18% da sociedade e 32% consideram ruim ou péssimo, segundo estudo do Datafolha.

Quero assinar o Manifesto online a favor dos cortes das regalias dos parlamentares

 

O que é o Congresso Nacional?

Antes de entender todos custos e regalias , vamos entender mais sobre a função do nosso congresso. 

O Congresso Nacional integra o Poder Legislativo brasileiro que é composto por duas casas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.  A Câmara é formada por 513 deputados federais e o Senado é constituído por 81 senadores.

O parlamento brasileiro é eleito por nós nas eleições pelo voto direto. Cabe a ele propor, analisar, discutir, votar e aprovar as leis que regem o dia a dia de todos os brasileiros.

Todos os projetos, antes de serem sancionados pelo presidente da república, devem ser analisados nas duas casas do Congresso Nacional.

 

Qual o salário de um deputado federal no Brasil?

De acordo com o site da Câmara, o salário mensal de um deputado é de R$ 33.763. Nosso país ocupa a 6ª posição em salário de deputados em razão do Produto Interno Bruto (PIB) per capita. 

Além disso, para o exercício do mandato, os políticos têm as seguintes regalias:

 

Cota parlamentar

Segundo o site da Câmara, o valor da cota pode ser usado em passagens aéreas, telefonia, serviços postais, hospedagens, combustível, IPTU, taxa de condomínio e inúmeras outras vantagens.

 

Contratação de assessores

Cada deputado federal tem direito a cerca de R$ 106 mil para a contratação de até 25 secretários parlamentares que ocupam cargos comissionados. 

Vale mostrar a diferença: nos Estados Unidos, cada deputado pode contar com até 18 auxiliares. No Chile, com 12, e na França, com apenas 8 assessores.

 

Auxílio Moradia

Cerca de R$ 4.253 são enviados aos parlamentares que não moram em residências funcionais em Brasília.

 

E Qual o salário de um senador?

Assim como um deputado federal, um senador recebe os mesmos R$ 33.760. Porém, os parlamentares do Senado têm uma vantagem em relação aos seus parceiros do Congresso Nacional: a contratação de assessores.

 

Contratação de assessores

Não há verba especial para gabinete e um número exato de assessores, porém uma matéria feita pela Rádio Band News FM no ano passado revelou que alguns senadores têm até 80 assessores. Estima-se que o custo mensal apenas com assessores dos parlamentares é de mais de R$ 30 milhões.

 

Quanto custa um parlamentar no Brasil?

Uma matéria divulgada pela BBC indica que o Congresso Nacional é o segundo mais caro de todo o planeta, com o custo total de US$ 4,4 bilhões, perdendo apenas para os Estados Unidos, que passa dos US$ 5,1  bilhões.

Cada parlamentar que forma as duas casas do poder Legislativo brasileiro tem o gasto anual de US$ 7,4 milhões a sociedade brasileira. O valor seria o suficiente para pagar um ano de estudo de mais de 10 mil alunos do Ensino Médio em todo o país.

Países com parlamentos muito maiores que o Brasil, conseguem ter um custo bem menor por seus representantes. 

Um parlamentar alemão ou francês, por exemplo, custa seis vezes menos que um brasileiro. No Reino Unido, um parlamentar custa US$ 360 mil, 20 vezes menos que um legislador brasileiro.

 

Qual a solução para o desperdício?

Reduzir o número de penduricalhos das duas casas, como: cotão, auxílio moradia e o gasto excessivo com assessores já nos traria uma ótima economia anualmente. 

Os auxílios dados aos parlamentares de Brasília deveriam ser revistos, levando em conta a situação econômica do país.

Um estudo feito pelo Instituto Millenium indica que com alguns cortes nos benefícios dados aos nossos legisladores como fim do auxílio moradia e redução de férias de 60 para 30 dias já traria economia de R$ 2,3 bilhões aos nossos bolsos. 

Já seria uma ótima notícia, não é?

Entendeu o alto custo do Congresso Nacional para o país? 


https://convergenciabrasil.com.br/blog/congresso-nacional

v



Prisão de líder dos protestos anti-Israel é a terceira versão de um filme antigo


Liberdade para ! | Revista Movimento

Mahmoud Khalil tem o green card, mas será deportado

Demétrio Magnoli
Folha

A prisão e ameaça de deportação de Mahmoud Khalil, um dos líderes dos protestos anti-Israel na Universidade Columbia, indica que Trump pretende produzir a terceira versão de um filme antigo. O “Pânico Vermelho” original desenrolou-se no rastro da Grande Guerra, sob o impacto da Revolução Russa e da radicalização do movimento trabalhista nos EUA. A versão seguinte foi o macarthismo, na primeira década da Guerra Fria. O filme serve para ampliar o poder estatal e acossar as liberdades públicas.

As manifestações estudantis anti-Israel de 2024 desempenharam papel instrumental no triunfo eleitoral de Trump. Na sua maioria, os participantes reagiam com horror aos bombardeios indiscriminados israelenses na Faixa de Gaza.

APOIO AO HAMAS – Suas lideranças, porém, ergueram bandeiras que ecoam a estratégia do Hamas. “Palestina livre do rio até o mar”, o lema perene, e imagens celebratórias dos atentados de 7 de outubro, descritos como “os palestinos voltando para casa”, somaram-se a atos pervasivos de intimidação contra estudantes e professores judeus.

O Partido Democrata foi visto como sócio do linguajar antissemita pois sua ala esquerda saudou os protestos universitários.

Segundo as vagas acusações do governo, Khalil teria conduzido atividades “alinhadas com o Hamas, uma organização designada como terrorista”. O “Pânico Vermelho, parte 3”, mira crimes de palavra, ignorando a Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

DIFERENTE DO BRASIL – Os EUA não são o Brasil. Por aqui, um juiz do STF navega, com amparo de seus pares, em faixas cinzentas da lei para suprimir perfis de redes sociais acusados de “discursos de ódio”, “discursos antidemocráticos” ou “desinformação”.

Por lá, a Primeira Emenda assegura uma liberdade de expressão limitada apenas pelo chamado direito ao exercício da violência. Os lemas e imagens antissemitas utilizados na Colúmbia são abomináveis, mas estão cobertos pelo manto constitucional. Khalil não cometeu crime nenhum.

Tudo indica que, ao ordenar a prisão, o governo desconhecia o estatuto de Khalil, um palestino detentor de residência permanente (green card). Mesmo assim, Trump insiste na deportação:

DIZ TRUMP – “Prenderemos e deportaremos de nosso país esses simpatizantes do terrorismo —para nunca retornarem novamente!”. Enquanto isso, seu secretário de Estado, Marco Rubio, brandia uma interpretação extrema da Lei de Imigração e Nacionalidade pela qual Khalil seria deportável por ameaçar os “interesses de segurança nacional” dos EUA.

“É a primeira prisão de muitas a virem”, proclamou Trump. Na versão original do “Pânico Vermelho”, o jovem J. Edgar Hoover conduziu as deportações de centenas de ativistas do movimento operário que eram imigrantes com residência permanente.

Mais tarde, em 1952, já como diretor do FBI durante o macarthismo, Hoover obteve da Corte Suprema a autorização de deportação de três imigrantes residentes que tinham se filiado ao minúsculo Partido Comunista dos EUA.

SERVE DE ALERTA – A conexão entre xenofobia e perseguição ideológica não é novidade. O caso de Khalil foi desenhado para servir de alerta aos 13 milhões de detentores do green card, além de 1,5 milhão de professores e estudantes estrangeiros com vistos válidos: Trump ignora a Primeira Emenda.

“Pânico Vermelho, parte 3”, como seus predecessores, é um filme de propaganda —mas, no fim, o que está em jogo é a substância da democracia.


Veto de Lula impede redução de R$ 12 bilhões por ano no custo da energia

Publicado em 16 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Coprel | A Coprel Geração investe em PCHs para um futuro mais verde.

Minis e pequenas hidrelétricas, uma solução ecológica

Stéfanie Rigamonti
Folha

O veto do presidente Lula a um jabuti do projeto de lei das eólicas offshore que prevê a contratação de 8 GW (gigawatts) de energia de térmicas e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) impede que o consumidor se beneficie com uma redução de R$ 12 bilhões por ano no custo da energia.

É o que mostra um estudo da Thymos, uma das mais conceituadas consultorias de energia do país. O levntamento foi encomendado pela Abragel (Associação Brasileira das Geradoras de Energia Limpa).

R$ 311 BILHÕES – “Os ganhos previstos ao longo dos 25 anos somam R$ 311 bilhões”, disse João Carlos de Oliveira Melo, sócio da Thymus.

Segundo ele, esse ganho ocorre porque o projeto permite a troca de 2 GW – de um total de 4,9 GW – gerados por PCHs e por mini-hidrelétricas, com capacidade de geração de até 50 MW (megawatts) cada. “Haveria um novo parque de usinas a ser construído, gerando cerca de 200 mil empregos.”

O presidente Lula gostaria de ter mais PCHs, mas não concorda com a construção de térmicas, que geram energia muito mais cara, especialmente em períodos de seca. Como o artigo da lei juntava ambas, não foi possível vetar somente uma das geradoras. A expectativa é que o veto seja derrubado pelo Congresso.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É inacreditável que o Brasil até hoje não tenha adotado uma política permanente para construção de mini-hidrelétricas, que o BNDES queria financiar quando era presidido pelo grande economista Carlos Lessa, que faz muita falta a esse país(C.N.)


Autorização para OEI atuar no Brasil foi ilegal e não tem a menor validade

Publicado em 17 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Lula on X: "Hoje o maior ministro das Relações Exteriores que o Brasil já teve, e o melhor que eu poderia ter, completa 80 anos. Desejo um feliz aniversário, saúde e paz

Amorim e Lula pensaram (?) que a OEI tivesse sido licenciada

Carlos Newton

Como a Tribuna da Internet se tornou o único veículo de comunicação social a continuar publicando novas informações sobre corrupção em órgãos federais, praticadas em conluio com a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), é natural que novas denúncias estejam sendo apresentadas à TI.

Uma das acusações mais curiosas é de que a OEI, que se diz uma organização inter-governamental formada por 23 países, na verdade nem teria licença válida para funcionar no Brasil, porque a autorização que alega possuir é nula de pleno direito.

DENÚNCIA VERDADEIRA – Como sempre fazemos, checamos essa denúncia e comprovamos que é verdadeira. Para que o Brasil aceite se integrar a uma organização estrangeira, é competência exclusiva do presidente da República celebrar tratados, convenções e atos internacionais (inciso IV do artigo 84 da Constituição).

O mesmo artigo, que constou em todas as constituições anteriores, ressalva que o presidente não pode delegar essas atribuições a nenhuma outra autoridade. É exclusividade da função.

O trâmite burocrático funciona assim: o presidente assina o acordo, o Congresso examina se é procedente, e o chefe do governo então promulga, colocando-o em vigor.

NÃO HOUVE ACORDO – Na verdade, jamais houve acordo com a OEI assinado por qualquer presidente da República. Para justificar o “ingresso” do Brasil, a OEI cita um convênio assinado em 1957 na República Dominicana por Francisco Montojos para criação da Organização de Educação Ibero-americana.

Mas Montojos era apenas funcionário do MEC, não tinha poderes para assinar nada, e na época o  ministro da Educação era o professor Clóvis Salgado da Gama. Mesmo assim, a OEI afirma que o Brasil é “sócio-fundador” da organização.

Para conseguir montar seu esquema de corrupção no Brasil, 45 anos depois  a OEI requereu um “acordo de sede”, datado de 2002, que permitisse a instalação de um escritório em Brasília, mas esse convênio também não tem a menor validade, porque não foi assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, mas pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza.

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – Portanto, o golpe da filiação do Brasil à OIE ocorreu da seguinte maneira. Em 2002, final de governo, o ministro Paulo Renato foi convidado para uma reunião de ministros  ibero-americanos e aceitou. Foi então convencido a assinar um “acordo de sede” para a OEI se instalar em Brasília.

É claro que Paulo Renato não poderia imaginar que fosse um golpe e que o Brasil jamais tivesse sido membro oficial da organização. Aliás, o próprio texto do “acordo de sede”  deixa bem claro que não havia acordo internacional anterior, assinado por qualquer presidente.

Na introdução está registrado que “considerando o REINGRESSO da República Federativa do Brasil na Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação a Ciência e a Cultura (OEI), durante a 67ª Reunião de seu Conselho Diretivo (…)”.

FALSO REINGRESSO – Justamente por não haver autorização anterior, os espanhóis da OEI falaram em “reingresso” do Brasil ao justificar o “acordo de sede”. Algo que nunca ocorreu, porque, se não houve ingresso, jamais poderia haver reingresso…

Lula e o chanceler Celso Amorim também caíram na esparrela. Em 2004 assinaram o Decreto 5.128, promulgando o irregular ‘acordo de sede”, e a OEI então pôde dar início ao esquema de corrupção no Brasil, que hoje é oficialmente “coordenado” pela primeira-dama Janja da Silva. 

DETALHE FINAL – Se o “acordo de sede” tivesse sido redigido pelo Ministério da Educação ou pelo Itamaraty, e não pelos espertalhões da OEI, o texto seria iniciado com a obrigatória citação do acordo internacional que algum presidente brasileiro teria assinado anteriormente com a tal organização. 

Além disso, o Brasil não poderia ser integrante, porque que a OEI era dedicada apenas a países de língua espanhola. Somente em 2002, na reunião presenciada por Paulo Renato, foi adotada também a língua portuguesa.

Todo esse imbroglio nos obriga a reconhecer que, em matéria de corrupção, a criatividade dos espanhóis da OEI realmente é extraordinária. No Direito Internacional, jamais houve golpes desse tipo. Eles merecem o Oscar de Efeitos Especiais.

###
P.S. 1 – Inadvertidamente, o Congresso aprovou os acordos com a OEI de total nulidade, porque nenhum deles foi assinado pelo presidente da República. A validade é zero e a OEI precisa ser expulsa do país, antes de nos depenar totalmente, com a providencial “coordenação” de dona Janja. 

P.S. 2 – Quanto aos defensores da improbidade administrativa, que abraçam a tese de que a corrupção propicia desenvolvimento e defendem ardorosamente os espanhóis da OEI, com certeza são ruins da cabeça ou doentes do pé, como dizia o genial Dorival Caymmi, e dedico a eles toda a força de meu desprezo. Amanhã voltaremos com mais informações exclusivas sobre esse novo escândalo brasileiro. (C.N.)


Funeral político e ato esvaziado: o que dizem colunistas do Estadão sobre Bolsonaro em Copacabana

 Ato de Bolsonaro reuniu público menor do que o esperado e teve pedidos do ex-presidente para não ser abandonado, ainda que esteja inelegível para 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu 18,3 mil pessoas em Copacabana, no Rio de Janeiro, em um ato no qual defendeu a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro e afirmou que, mesmo "preso ou morto", continuará sendo um "problema" para o Supremo Tribunal Federal (STF).


Fabiano Lana: Funeral político de Bolsonaro ocorrido em Copacabana inclui chamá-lo de candidato

O colunista Fabiano Lana disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro é um cadáver político por decisão da justiça eleitoral e que o evento deste domingo foi uma espécie de sepultamento em que o futuro morto teve o direito da fala quase final. Para Lana, a manifestação deste domingo, oficialmente, foi em prol da anistia dos condenados do 8/1. "Mas, na prática, o evento de hoje não mudará em nada o verdadeiro objetivo: mudar o destino do ex-capitão, que já está traçado."

Lana ainda apontou a busca pelo espólio de Bolsonaro, cujos votos estarão em disputa em 2026. "Por isso, seria impossível para quem está de olho no espólio de Bolsonaro, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não comparecer ao evento de hoje em Copacabana".


"O ex-presidente, por sua vez, sabe que o antipetismo pode apoiar qualquer um que apoie tirar o Lula do poder e teme ser abandonado pelos seus. Precisa desse tipo de manifestação como a de hoje para se manter vivo", disse Lana.


Francisco Leali: Ato no Rio prega anistia, mas é usado para tentar resgatar Bolsonaro do título de inelegível

Para Francisco Leali, a praia de Copacabana, a praia mais notória do País, não encheu como os bolsonaristas queriam. Mas o recado está dado. "O projeto da anistia aos condenados pelo Supremo Tribunal Federal por participação nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro torna-se a linha de frente, o primeiro passo, para manter de pé a chama pró-Jair Bolsonaro."


"Ao final, a foto de Copacabana calibrada no enquadramento para preencher todos os espaços com camisetas amarelas poderá ser espalhada pelas redes mundo afora", menciona Leali, e destaca que, junto dessa foto, "vão algumas mensagens aos Estados Unidos".


"O presidente dos EUA, Donald Trump, estava ali lembrado num cartaz afixado no carro de som pregando luta em inglês: "Fight, fight, fight". Ao norte-americano, foi atribuído o posto de última esperança externa dos bolsonaristas", acrescentou.



O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, discursou no evento de Bolsonaro em Copacabana

Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Diogo Schelp: Tarcísio se afunda em contradições em ato pró-Bolsonaro

O colunista Diogo Schelp avalia que a manifestação, por mais que tenha sido convocada com o mote de defender a anistia para os condenados pelo 8 de janeiro, "não passou de mais um ato pró-Bolsonaro". E, para ele, o discurso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é exemplar para mostrar isso.

"O curto discurso do governador Tarcísio de Freitas expôs a lógica que começa com a promessa de fazer justiça para 'inocentes humildes' e termina com um chamado pela volta de Jair Bolsonaro ao poder. Minuto após minuto, Tarcísio afundou em contradições.", avalia o colunista.


Schelp acrescenta que o governador é "o nome mais forte para suceder Bolsonaro como candidato presidencial", e foi "o único candidato potencial que pegou no microfone neste domingo". Enfim, nas palavras do colunista, "quando ele pediu a volta de Bolsonaro, era como se estivesse pedindo voto em si mesmo."


Sergio Denicoli: Depois do amor e ódio, fadiga e indiferença rodeiam Bolsonaro e Lula

Para Sergio Denicoli, colunista do Blog Conectado, no Estadão, a "cena em Copacabana neste domingo foi emblemática" por representar a fadiga e a indiferencia que rondam tanto Bolsonaro quanto Lula, seu principal rival político.


"A grande mobilização em favor da anistia, esperada por apoiadores de Jair Bolsonaro, se transformou em um evento morno, quase melancólico. O ex-presidente, que arrastava multidões com discursos inflamados, agora parece enfrentar o mesmo fenômeno que atinge seu arquirrival, Luiz Inácio Lula da Silva: a fadiga do eleitorado", avalia Denicoli.


Para ele, "há um cenário de desencanto, que talvez seja a semente de uma mudança positiva. As próximas eleições têm potencial para consagrar um voto mais racional e bem menos emocional, como há muito tempo o Brasil não vivencia". É o que o colunista chama de um "esgotamento" que agora "cria terreno para novas lideranças".


https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/funeral-politico-e-ato-esvaziado-o-que-dizem-colunistas-do-estadao-sobre-bolsonaro-em-copacabana,ba444e0e56cf9a2924dc02118b0e992a7ss54vfr.html?utm_source=clipboard



Em destaque

Com volta do recesso, oito bancadas da Câmara ainda não definiram seus líderes

Publicado em 1 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Lideranças serão definidas no próximo mês Victor...

Mais visitadas