quinta-feira, fevereiro 20, 2025

Sem mudanças, o PT perderá o poder em 2026, com Lula ou sem ele


O advogado Kakay é um pote até aqui de mágoa com Lula | Metrópoles

Amigo e aliado, Kakay não; aguenta mais os erros de Lula

Dora Kramer
Folha

Do jeito que vai, o PT — com Lula e sem ele — perde a eleição em 2026. Foi, em resumo, o que disse Antônio Carlos de Almeida Castro, admirador e apologista das ideias do presidente. Isso até segunda-feira (17), antes da denúncia de Lula e outros 33 acusados do golpe, quando o advogado amigo de Lula escreveu e depois falou em voz alta o que governistas dizem no particular.

Kakay, como é conhecido o advogado, expôs em detalhe o que Gilberto Kassab havia dito há dias levando Lula a usar de ironia: “Comecei a rir quando li a declaração do companheiro Kassab”.

MINISTRO FRACO – Segundo o presidente do PSD, governo nenhum se sustenta com ministro da Fazenda fraco. Ele alertou para a necessidade de o presidente fortalecer Fernando Haddad (PT) a fim de chegar competitivo à eleição de 2026.

Pois Kakay, companheiro de fato, foi além ao apontar com precisão o efeito do distanciamento de Lula da realidade à sua volta: “Está se esforçando para perder a reeleição”. Recado de amigo, muito longe de poder ser visto como intriga do inimigo.

É uma crítica, claro, mas em tom de alerta de quem está vendo o ambiente se deteriorar e apela por uma reação o quanto antes. É muito diferente da posição dos adversários. Estes não externam apreensão; antes olham a cena com satisfação.

TAPANDO O SOL… – Ministros e aliados integrantes do grupo para onde foi dirigida inicialmente a análise não tiveram esse entendimento em público. Dividiram-se entre o silêncio reverente, para não dar margem a maior repercussão, e o levantar de peneiras, para tapar a escorchante luz do sol.

A linha de defesa foi a de alegar que a situação é passageira, pois as pesquisas (principalmente a mais recente do Datafolha) registram uma foto do momento. Um instantâneo duradouro, digamos. Mas a queda na aprovação do governo vem sendo constante e desabou de dois meses para cá.

A conferir qual será a escolha de Lula: levar em conta a avaliação sincera do confrade ou dar ouvidos às aleivosias dos aduladores de plantão. Na primeira hipótese, terá chance de se reorganizar. Na segunda, insistirá na persistência do erro para honra e gáudio da oposição.


Denúncia da PGR se baseia em um relatório de 884 páginas elaborado pela PF

Publicado em 20 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

O chefe da PGR denunciou 34 pessoas por golpe de Estado

Pedro do Coutto

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou uma denúncia de 270 páginas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 33 acusados por uma suposta tentativa de golpe de Estado. Em um documento adicional de quatro páginas enviado ao ministro Alexandre de Moraes, Gonet fez um elogio contundente ao trabalho da Polícia Federal na investigação do caso.

Segundo o procurador-geral, a PF conseguiu “desvendar fatos que surpreendem e abismam com notável percuciência técnica e inteligência investigativa”. Gonet destacou ainda que o extenso relatório produzido pela Polícia é de “louvável minúcia” e contém “exata indicação de fontes, provas e indícios altiloquentes”.

RELATÓRIO – A denúncia da PGR se baseia em um relatório de 884 páginas elaborado pela Polícia Federal, resultado de meses de investigação Neste documento, o nome de Jair Bolsonaro é mencionado mais de quinhentas vezes, evidenciando o papel central do ex-presidente nas alegações. O procurador-geral enfatizou que a denúncia se fundamenta nas evidências coletadas pela PF, reforçando a solidez da acusação.

Essa abordagem visa blindar a Procuradoria de eventuais críticas, demonstrando que a denúncia está ancorada em uma investigação aprofundada e bem documentada.

No documento enviado ao STF, a PGR também solicitou a manutenção das medidas cautelares contra os denunciados, incluindo a apreensão do passaporte de Bolsonaro. Além disso, pediu a preservação das cláusulas do acordo de colaboração premiada firmado com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

BENEFÍCIOS – Gonet indicou que os benefícios aplicáveis a Mauro Cid, em troca de sua colaboração, serão avaliados após a finalização da instrução processual. Esta colaboração é considerada crucial para o esclarecimento dos fatos relacionados à suposta tentativa de golpe.

Entre os acusados não se encontra o ex-deputado Valdemar da Costa Neto. Pode se supor que o parlamentar participou da denúncia em troca da não inclusão de seu nome entre os envolvidos. A denúncia agora vai para o STF.  Ficou patente a conspiração que não só teve o seu desfecho porque parte dos militares do Alto Comando recusaram-se a participar da ação.

Não fosse isso, a situação hoje seria outra, com o Brasil levado a uma ditadura em uma situação semelhante ao de países onde tal regime ocupa o poder. O 8 de janeiro ficará na História como uma tentativa de golpe frustrado pelos legalistas.

O que pode acontecer com Moraes ao virar alvo na Justiça dos EUA?

Publicado em 20 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Leia a íntegra da ação do Rumble contra Moraes nos EUA

Moraes pode ser proibido de entrar nos Estados Unidos

Juliano Galisi
Estadão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é alvo de uma ação na Justiça dos Estados Unidos por suposta violação à soberania americana. O processo é movido pela Trump Media, ligada ao presidente Donald Trump, e pela plataforma de vídeos Rumble. O caso tramita em um Tribunal de Justiça federal sediado na Flórida.

Para especialistas em direito internacional ouvidos pelo Estadão, o processo é estranho às regras usuais do direito entre nações. O que, na prática, pode inviabilizar a tramitação do processo. Ainda que a ação seja levada adiante, sua conclusão jurídica pode ser nula, ou seja, não ter efeitos práticos. Por outro lado, na esfera simbólica, a ação contra o magistrado brasileiro provoca desdobramentos desde já.

PESSOA FÍSICA – As autoras da ação querem que Moraes seja processado enquanto pessoa física. O objetivo é manter o processo na alçada do direito internacional privado, evitando a tipificação do caso na esfera pública. Uma ação de teor público poderia colocar a jurisdição dos Estados Unidos de encontro à do Brasil, descambando em um ruído diplomático.

Segundo advogados, esse entendimento pode ser acatado pelas autoridades americanas, mas estaria em desacordo com o que vigora no País: por aqui, uma decisão de um ministro do STF, ainda que monocrática, representa a Corte, e não o magistrado que a assina.

“A decisão pode estar certa ou errada, mas é uma decisão do Supremo. Neste caso, a ação no tribunal americano não poderia ir à frente, porque você estaria acionando o Brasil, que é, como qualquer outro país soberano, imune à jurisdição de tribunais americanos”, afirmou Salem Hikmat Nasser, doutor em Direito Internacional pela USP e professor da FGV.

OUTRA VISÃO – Mestre em direito internacional pela Universidade de Brasília (UnB), o advogado Pablo Sukiennik explica que, no território brasileiro, as decisões de Moraes representam o STF enquanto instituição, mas esse entendimento não é obrigatório ao juiz americano.

“As regras do direito não são universais. Cada país define se é possível ou não. No Brasil, iria contra a União”, disse Sukiennik. “Mas a forma como funciona no Brasil não significa que seja assim em qualquer outro lugar do mundo.”

Dessa forma, o processo poderia ser admitido na seara pessoal, mas o conflito de interpretações quanto ao papel de Moraes – pessoal ou institucional – poderia levar a um processo à revelia, com uma jurisdição não reconhecendo a outra como legítima.

SEM RESPONDER – “Provavelmente, o Brasil responderá, quando citado, que (Moraes) é ministro do Supremo Tribunal, que está agindo enquanto ministro e que a decisão não é dele”, disse Nasser. “Moraes não irá se dispor a responder ao juiz americano. Ele vai ignorar e o máximo que haverá é uma resposta do STF.”

O processo alega que Moraes abusou de “decretos extraterritoriais” contra empresas americanas, violando a soberania dos Estados Unidos. No jargão jurídico, “extraterritorial” se refere a uma decisão cujo alvo esteja localizado fora dos limites de determinada jurisdição.

No caso concreto, a Rumble, com a concordância da Trump Media, argumenta que está sediada nos Estados Unidos e, sob as leis americanas, não deveria ter sido obrigada, por ordem de Moraes, a suspender o perfil de Allan dos Santos.

LEIS DO BRASIL – Para especialistas em direito internacional, o argumento da Rumble é estranho ao próprio conceito de extraterritorialidade. “(Moraes) não está dizendo para uma empresa da Flórida: ‘Olha, você aí, faça isso ou aquilo’.

Ele está dizendo que, em relação ao território brasileiro, você vai ter que bloquear esses conteúdos, do contrário não deixo você agir aqui no Brasil”, explicou Salem Nasser.

“Se a atuação dessa empresa ocorre em território brasileiro, a empresa tem que se submeter às leis do Brasil. Não pode se valer da internet para dizer: ‘Não, eu tenho sede nos Estados Unidos, então eu não preciso cumprir as regras do Brasil’. Se uma empresa tem atuação no Brasil, ela precisa cumprir as regras brasileiras, inclusive de liberdade de expressão. A liberdade de expressão no Brasil é diferente da liberdade de expressão nos Estados Unidos”, disse Pablo Sukiennik.

SANÇÕES PESSOAIS – Por outro lado, em solo americano, a ação pode resultar em sanções pessoais ao magistrado brasileiro. O ministro do STF pode ser proibido de entrar no território americano ou de realizar compras de propriedades e outros ativos no país.

As penas seriam análogas às baixadas por Donald Trump em 6 de fevereiro contra servidores do Tribunal Penal Internacional (TPI). A alegação contra o TPI também é de infração à jurisdição dos Estados Unidos.

O episódio também gera desdobramentos na política nacional. De acordo com Sukiennik, a ação pode ser retomada como sustentação a um pedido de impeachment de Moraes – ainda mais se resultar em uma condenação ao magistrado brasileiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – No Senado, já existem 58 pedidos de impeachment de ministros do STF. Os principais alvos são Moraes, Gilmar e Toffoli. (C.N.)

Laboratório Lames: Pioneirismo e Excelência em Exames Laboratoriais em Jeremoabo

 





Por: João C. Montalvão



Laboratório Lames: Pioneirismo e Excelência em Exames Laboratoriais em Jeremoabo

Quando se trata da sua saúde, é fundamental escolher um laboratório de confiança para a realização de exames laboratoriais. Em Jeremoabo, o Laboratório Lames se destaca como o primeiro laboratório instalado na cidade, sendo pioneiro no setor e oferecendo serviços de alta qualidade que geram empregos e promovem a saúde da população.

Com uma trajetória de credibilidade e precisão nos diagnósticos, o Laboratório Lames continua sendo referência para quem busca exames laboratoriais com segurança e eficiência. A seguir, destacamos os principais fatores que tornam o Lames a melhor opção para cuidar da sua saúde:

Reputação e Credibilidade

O Laboratório Lames construiu uma história sólida baseada na confiança e satisfação de seus pacientes. Sua reputação no mercado é respaldada pela precisão dos resultados e pelo compromisso com a ética profissional. O laboratório conta com certificações e acreditações que asseguram a qualidade dos serviços prestados.

Variedade de Exames Oferecidos

O Laboratório Lames disponibiliza uma ampla gama de exames laboratoriais, atendendo tanto a check-ups de rotina quanto a investigações mais detalhadas sobre condições específicas de saúde. Essa diversidade permite que os pacientes encontrem, em um só lugar, todos os serviços necessários para um diagnóstico completo.

Equipe de Profissionais Qualificados

Contando com uma equipe altamente qualificada e experiente, o Lames garante a realização de exames com precisão e segurança. Os técnicos são treinados e certificados, e há especialistas aptos a interpretar os resultados, proporcionando um atendimento de excelência aos pacientes.

Infraestrutura e Tecnologia de Ponta

O Laboratório Lames investe constantemente em infraestrutura moderna e tecnologia avançada para garantir a qualidade e a confiabilidade dos exames. Equipamentos de última geração permitem diagnósticos rápidos e precisos, contribuindo para um tratamento mais ágil e eficaz.

Atendimento Personalizado e Eficiente

O compromisso com o bem-estar dos pacientes também se reflete no atendimento oferecido pelo Lames. O laboratório prioriza um serviço humanizado, ágil e eficiente, desde o agendamento até a entrega dos resultados, garantindo comodidade e tranquilidade durante todo o processo.

Localização e Acessibilidade

Localizado em ponto estratégico da cidade, o Laboratório Lames facilita o acesso dos pacientes, tornando a realização dos exames mais cômoda e prática. Além disso, conta com horários flexíveis para atender diferentes perfis de pacientes.

Preços Justos e Diversas Formas de Pagamento

Os serviços do Lames são oferecidos a preços acessíveis, e o laboratório disponibiliza diversas formas de pagamento, incluindo convênios médicos. Essa flexibilidade garante que mais pessoas tenham acesso a exames de qualidade sem comprometer o orçamento.

Parcerias com Convênios Médicos

O Laboratório Lames trabalha com os principais planos de saúde, ampliando o acesso dos pacientes aos exames necessários com maior facilidade e menor custo.

Agilidade na Entrega dos Resultados

A rapidez na entrega dos resultados é um diferencial do Laboratório Lames. Graças à eficiência operacional e ao uso de tecnologia avançada, os pacientes recebem seus diagnósticos em tempo hábil para dar continuidade ao tratamento com segurança.

Feedback Positivo dos Pacientes

A satisfação dos pacientes é um reflexo do compromisso do Lames com a excelência. As avaliações positivas e recomendações comprovam a qualidade dos serviços oferecidos e reforçam a confiança na marca.

Compromisso com Qualidade e Segurança

O Laboratório Lames segue rigorosamente todas as normas e regulamentações do setor, garantindo segurança nos procedimentos e confiabilidade nos resultados. Seu compromisso é com a saúde e o bem-estar da população de Jeremoabo.

Com anos de história e uma trajetória marcada pela qualidade e inovação, o Laboratório Lames continua sendo a melhor opção para quem busca exames laboratoriais confiáveis e de alto padrão. Escolher o Lames é investir na sua saúde com segurança e tranquilidade.

Cantar para Espantar os Males: O Apoio do Prefeito Tista de Deda ao Coral de Jeremoabo


Diz o ditado popular que "quem canta seus males espanta", e essa sabedoria popular traduz bem o poder transformador da música. O ato de cantar não apenas proporciona alegria, mas também alivia o estresse, fortalece os laços comunitários e promove o bem-estar emocional. Compreendendo essa importância, o prefeito de Jeremoabo, Tista de Deda, tem demonstrado um compromisso firme com a valorização da cultura e da música local, apoiando os grupos musicais do Coral da Educação Jeremoabo.

O Coral da Educação  Jeremoabo é um dos principais expoentes da música coral na cidade, reunindo talentos locais que, com suas vozes harmoniosas, encantam a população e promovem momentos de lazer e emoção. O incentivo do prefeito se traduz em suporte logístico, infraestrutura e valorização dos músicos que dedicam seu tempo e talento a essa arte.

A iniciativa de Tista de Deda reflete seu desejo de ver uma Jeremoabo mais vibrante e feliz, onde a cultura seja um pilar essencial da administração pública. Além disso, o apoio ao Coral Educação Jeremoabo abre portas para que mais cidadãos, especialmente os jovens, possam se envolver com a música, desenvolvendo habilidades artísticas e encontrando um espaço de expressão e pertencimento na comunidade.

A gestão municipal reconhece que a música tem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais unida e saudável. A valorização do Coral Educação Jeremoabo não apenas fomenta a cultura local, mas também contribui para o fortalecimento da identidade do município e a preservação das tradições musicais da região.

Com essa iniciativa, Tista de Deda reafirma seu compromisso com a cultura, mostrando que governar vai além da infraestrutura e dos serviços básicos – é também proporcionar momentos de alegria e bem-estar para a população. Assim, Jeremoabo segue cantando e espantando seus males, com o apoio de uma administração que entende a importância da arte para o desenvolvimento humano e social.

O Caos no Atendimento do SUS em Aracaju: Quanto Mais Muda, Pior Fica

 O Caos no Atendimento do SUS em Aracaju: Quanto Mais Muda, Pior Fica

O direito à saúde é um princípio fundamental garantido pela Constituição Federal de 1988, que estabelece que o acesso a serviços médicos deve ser universal e gratuito. No entanto, na prática, o que se vê é um sistema de saúde pública ineficiente, repleto de burocracia e negligência, que coloca os pacientes em uma verdadeira via-crúcis. Em Aracaju, o atendimento pelo SUS parece piorar a cada mudança de gestão, demonstrando um descaso contínuo com os cidadãos que dependem do serviço público de saúde.

Para ilustrar essa triste realidade, relato um episódio vergonhoso e humilhante que vivi ao tentar realizar um exame médico essencial. No dia 17 de setembro de 2024, um cardiologista solicitou um ecocardiograma transtorácico. De posse da requisição médica, dirigi-me à Unidade de Saúde Dona Sinhazinha, no bairro Grageru, para dar entrada no pedido por meio do formulário de controle de auditoria e regulação. O tempo passou e, depois de vários meses de espera, o exame foi negado sem qualquer explicação plausível.

Inconformado, procurei a Ouvidoria do SUS para entender o motivo da negativa. Para minha surpresa, fui informado de que a solicitação foi preenchida erroneamente por uma funcionária da unidade de saúde. A única solução apresentada foi que eu retornasse ao posto para iniciar todo o processo novamente. Em meio a tanta burocracia e descaso, fiz o que me foi orientado e, finalmente, um novo atendimento foi agendado para o dia 31 de janeiro de 2025. Depois dessa longa espera, consegui marcar o exame para o dia 20 de fevereiro de 2025, às 9h, na Clínica Viver, no bairro Siqueira Campos.

No dia marcado, cheguei à clínica às 7h30, seguindo todas as recomendações médicas. No entanto, fui surpreendido por mais um obstáculo: a atendente me informou que, embora a Prefeitura tivesse agendado o exame para aquela data, eu deveria ter comparecido um dia antes para confirmar a realização do procedimento. Ou seja, mais uma vez, o paciente é penalizado pela falta de organização e transparência no sistema público de saúde. Depois de tantos transtornos e prejuízos financeiros com deslocamentos, desisti de continuar esse calvário, pois já havia gasto mais dinheiro com transporte do que se tivesse feito o exame em uma clínica particular.

Este episódio não é um caso isolado, mas um retrato fiel da precariedade do atendimento do SUS em Aracaju. A saúde pública, que deveria ser um direito garantido, tornou-se um verdadeiro teste de paciência e resistência para os cidadãos. O artigo 196 da Constituição Federal determina que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, mas na prática, esse direito é constantemente desrespeitado.

O que acontece em Aracaju é um reflexo do descaso com a população, onde a má gestão e a burocracia tornam a busca por um atendimento digno uma verdadeira maratona de frustrações. Enquanto os gestores públicos não tomarem providências efetivas para melhorar o sistema, a população continuará sendo vítima de um serviço ineficiente e desumano.

quarta-feira, fevereiro 19, 2025

Faroeste: STJ põe no banco dos réus desembargadora, dois filhos e advogado por corrupção

 Foto: Divulgação/TJ-BA

A desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia, Lígia Maria Ramos Cunha Lima19 de fevereiro de 2025 | 19:00

Faroeste: STJ põe no banco dos réus desembargadora, dois filhos e advogado por corrupção

bahia

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu nesta quarta-feira, 19, mais uma denúncia do Ministério Público Federal no âmbito da Operação Faroeste e mandou para o banco dos réus a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia, Lígia Maria Ramos Cunha Lima, dois filhos seus e um advogado ex-assessor dela que fez delação premiada. A Faroeste, deflagrada em 2019, investiga desembargadores, juízes de primeira instância, advogados e produtores rurais em suposto esquema de venda de sentenças relacionadas à disputa de terras no oeste baiano.

Em decisão unânime dos ministros da Corte Especial, a desembargadora, os dois filhos e o advogado e ex-assessor passam a responder por suposta participação na organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, informou o STJ.

A magistrada e um dos filhos também são acusados de dificultar as investigações.

Em novembro de 2024, a desembargadora foi aposentada compulsoriamente, por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em processo administrativo disciplinar. Ainda cabe recurso da decisão.

Na sessão de julgamento, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, ressaltou que as provas são suficientes para atestar a participação dos réus no esquema criminoso.

Entre as documentações, Hindenburgo citou a quebra de sigilo bancário e fiscal, relatórios de inteligência financeira e reiterados contatos telefônicos entre assessores da desembargadora e os advogados das pessoas beneficiadas pelas decisões judiciais.

“Todos os fatos relatados na denúncia estão, em seu contexto geral, suficientemente comprovados pela soma das provas produzidas”, cravou o vice-procurador-geral.

Hindenburgo Chateaubriand destacou que tais provas são reforçadas pelas informações obtidas no acordo de colaboração premiada firmado entre o MPF e um dos réus – o advogado e ex-assessor.

O delator afirmou que recebeu R$ 400 mil para intermediar um dos julgamentos no Tribunal de Justiça da Bahia. O relator do caso no STJ, ministro Og Fernandes, reiterou que as provas apresentadas pelo MPF, incluindo ainda gravações ambientais, confirmam as declarações do colaborador e indicam as práticas dos crimes.

Fausto Macedo/Rayssa Motta/EstadãoNOTA DA REDAÇÃO DESTE BLOGQue Justiça é essa?, perguntaria o ex-deputado Francelino Pereira. (C.N.) E ainda chamam isso de Justiça(C.N.)

Juízes não devem temer debate sobre salários, diz presidente do STJ


Herman Benjamin, presidente do STJ.

Herman Benjamin quer discutir a questão dos penduricalhos

Rayssa Motta
Estadão

O ministro Herman Benjamin, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), defendeu nesta terça-feira, 18, mais transparência no sistema de remuneração de magistrados. O ministro ponderou, no entanto, que a remuneração precisa ser atrativa para manter um “recrutamento de qualidade” na carreira.

“O que nós precisamos é um sistema que seja transparente, justo na perspectiva da sociedade, mas também de modo a manter o recrutamento de qualidade que nós fazemos. O processo de recrutamento de magistrados depende muito da remuneração dos juízes”, disse após palestra na Faculdade de Direito da PUC em São Paulo.

BUSCA DOS MELHORES – “Hoje, no Brasil, nós conseguimos trazer para a magistratura os melhores das melhores faculdades de Direito do Brasil. A questão é: qual o padrão de remuneração que nós precisamos ter para manter esse recrutamento de qualidade?”

Atualmente, juízes recebem extras contados fora do teto remuneratório do funcionalismo público previsto na Constituição, o que abre caminho para os supersalários.

São parcelas de verbas indenizatórias e compensatórias que inflam contracheques e sobre as quais não há incidência de Imposto de Renda.

TETO ESTOURADO – Como mostrou o Estadão, magistrados receberam até R$ 678 mil líquidos em um único mês em 2024 – o teto no ano passado era de R$ 44 mil brutos.

Antes, na palestra que fez aos calouros, Herman Benjamin defendeu que magistrados participem do debate da PEC do corte de gastos no Congresso.

Um dos pontos da proposta é justamente pôr fim aos salários acima do teto. “Esse é um debate que nós juízes não devemos temer”, declarou o ministro.

INVESTIGAÇÕES – Assessores de ministros do STJ são investigados pela Polícia Federal por suspeita de venderem de decisões em troca de propinas. Além disso, juízes e desembargadores de pelo menos sete Tribunais de Justiça estão na mira da PF por supostos esquemas de corrupção.

Diante dessa situação, Herman Benjamin avalia que o Judiciário deve ampliar mecanismos para coibir desvios de conduta e, ao mesmo tempo, precisa punir “exemplarmente” magistrados e servidores que estiverem envolvidos em desvios.

“Evidentemente, como toda instituição humana, haverá problemas, haverá desvios de conduta, porque a magistratura não é uma entidade que está no espaço sideral, é composta de seres humanos. Mas nós temos que nos esforçar para reduzir ao mínimo esses desvios de conduta e punir exemplarmente quem não se comportar de acordo com as expectativas da população brasileira”, declarou à imprensa.

OPINIÃO PÚBLICA – O ministro também afirmou que a legitimidade do Poder Judiciário vem na confiança da sociedade no trabalho dos juízes e, por isso, na avaliação dele, é importante corresponder às expectativas da opinião pública.

“O concurso público nos dá a legitimidade para entrar na carreira, mas não para ficar e muito menos para ser. A nossa legitimidade tem a ver com a sociedade olhar para os magistrados brasileiros e dizer ‘eu confio nesta instituição para decidir as questões mais importantes da minha vida’.

”Uma bandeira do ministro nesse sentido é a ampliação da diversidade no Judiciário. “O povo tem que olhar para o Judiciário e ver a sua cara, é o seu espelho.”

IMPROBIDADE – O ministro criticou na palestra a reforma da Lei de Improbidade Administrativa, promulgada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que flexibilizou a legislação e tornou mais difícil punir desvios na administração pública. O presidente do STJ afirmou que “milhares de processos, alguns hediondos, estarão prescritos” com base na reforma.

“A Lei da Improbidade Administrativa foi retaliada em uma antirreforma que concedeu a maior anistia a corruptos da história brasileira”, repreendeu Herman Benjamin.

O ministro também defendeu que a única saída para reduzir a fila de processos no STJ é “voltar à origem da Corte” como tribunal de precedentes. “Para isso foi aprovada uma emenda constitucional da relevância da questão federal, que nós acreditamos que vai permitir um reposicionamento do Superior Tribunal de Justiça.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Herman Benjamin é considerado o maior jurista do STJ, seria um nome ideal para o Supremo, porém jamais foi lembrado, por sua honradez e independência. Se depender dele, haverá um plano de carreira para o Judiciário, sem os penduricalhos. Hoje, juízes iniciantes podem ganhar acima do teto do Supremo. Que Justiça é essa?, perguntaria o ex-deputado Francelino Pereira. (C.N.)

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