segunda-feira, fevereiro 17, 2025

Maior absurdo de Trump é pretender expulsar os palestinos de Gaza


Enfurecido com impeachment, Trump diz que pedirá para China investigar Biden - Jornal O Globo

Assessores de Trump têm medo de contestar suas ideias

Thomas Friedman
Folha/New York Times

O plano do presidente Donald Trump de assumir Gaza, remover seus 2,2 milhões de palestinos e transformar a faixa costeira desértica num tipo de Club Med prova apenas uma coisa: como é curta a distância entre o pensamento fora da caixa e o pensamento desvairado.

Posso dizer com segurança que a proposta de Trump é a iniciativa de “paz” para o Oriente Médio mais absurda e perigosa jamais apresentada por um presidente americano.

APROVAÇÃO IMBECIL – Ainda assim, não tenho certeza do que é mais assustador: a proposta de Trump para Gaza, que parece mudar a cada dia, ou a velocidade com que seus conselheiros e autoridades do gabinete — quase nenhum informado sobre os planos com antecedência — balançaram a cabeça em aprovação à ideia, como uma coleção de bonecos bobbleheads.

Prestem atenção, senhoras e senhores: essa proposta não trata apenas do Oriente Médio. É também um microcosmo do problema que enfrentamos neste momento enquanto país.

Em seu primeiro mandato, o presidente Trump esteve cercado por mitigadores: conselheiros, secretários de gabinete e generais que muitas vezes evitaram e contiveram seus piores impulsos. Agora está cercado somente por amplificadores: conselheiros, secretários de gabinete, senadores e membros da Câmara que vivem com medo de sua ira ou de serem atacados por multidões online atiçadas por seu fiscal, Elon Musk, caso saiam da linha.

SEM AMARRAS – Essa combinação de Trump sem amarras, Musk sem restrições e grande parte do governo e do establishment empresarial vivendo com medo de ser tuitado por qualquer um dos dois,  é uma receita para o caos, domesticamente e no exterior.

Trump opera mais como o Poderoso Chefão do que como o presidente: “Belo pequeno território que vocês têm aí (Groenlândia, Panamá, Gaza, Jordânia, Egito). Seria uma pena se algo ruim acontecesse por lá…”.

Isso pode funcionar nos filmes, mas na vida real, se o governo Trump realmente tentar forçar a Jordânia e o Egito ou qualquer outro Estado árabe a aceitar os palestinos que vivem em Gaza — e fazer o Exército israelense prendê-los e deslocá-los, já que Trump disse que a transferência não envolveria tropas dos EUA e não custaria nenhum centavo aos contribuintes americanos.

DESEQUILÍBRIO — A transferência massiva desestabilizará o equilíbrio demográfico na Jordânia entre os habitantes da Cisjordânia e os palestinos, desestabilizará o Egito e desestabilizará Israel.

Por mais que os israelenses odeiem o Hamas, estou certo de que muitos soldados, fora os de extrema direita, se recusarão a fazer parte de qualquer operação que possa ser comparada à captura e transferência de judeus de suas casas durante a 2ª Guerra.

Conforme opinou o jornal israelense Haaretz: “Não há soluções mágicas capazes de dissolver simplesmente o conflito. A audácia de apresentar tal solução — que ecoa termos como transferência, limpeza étnica e outros crimes de guerra — é um insulto tanto aos palestinos quanto aos israelenses”.

REAÇÃO EM CADEIA – Trump também criará uma reação contra embaixadas e interesses dos Estados Unidos em todo o mundo árabe muçulmano, com muitos muçulmanos indo às ruas na Europa, no Oriente Médio e na Ásia se manifestar contra palestinos sendo forçados a deixar suas terras em nome de Trump, criando um resort litorâneo na Faixa de Gaza — que Trump disse que “possuirá” e para onde os palestinos não teriam direito de retornar.

Isso seria o maior presente que Trump poderia dar para o Irã se reerguer no Oriente Médio e envergonharia todos os regimes sunitas pró-EUA.

Empresas americanas como McDonalds e Starbucks, que já enfrentaram boicotes em razão do armamento fornecido pelos EUA a Israel na guerra de Gaza, seriam prejudicadas ainda mais duramente.

ALGUMA RAZÃO – Trump tem alguma razão? Bem, sim. Ele está certo ao afirmar que o Hamas é uma organização enlouquecida e perversa, que, ao massacrar de cerca de 1,2 mil pessoas em 7 de outubro de 2023 e sequestrar cerca de 250, desencadeou o impiedoso ataque israelense contra o Hamas, escondido no subsolo em Gaza, sem nenhum respeito aos civis de Gaza.

O Hamas transformou seus vizinhos palestinos em objetos de sacrifício humano com intenção de deslegitimar Israel em todo o mundo. Para muitos jovens que só recebem notícias por meio de vídeos no TikTok, funcionou, embora a estratégia não pudesse ter sido mais cínica.

Trump também está certo ao afirmar que, como resultado, Gaza transformou-se em um inferno. E também está certo ao afirmar que o problema dos refugiados palestinos foi mantido vivo durante muito tempo por cínicos, no mundo árabe e em Israel, e por líderes palestinos incompetentes.

SEM LIMPEZA ÉTNICA – Sair do 7 de Outubro para qualquer tipo de processo de paz não será fácil, a ideia de que tudo já foi tentado e a única opção que resta é limpeza étnica está errada.

Mas é isso que a direita israelense e o Hamas querem que todos acreditem.

Por fim, Egito e Jordânia reafirmam unidade contra plano de Trump para realocar em seus territórios os palestinos expulsos de Gaza.


Ipec desestimula o PT, pois 62% acham que Lula não deve tentar reeleição

Publicado em 17 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Pesquisa aponta que 62% da população é contra à reeleição de Lula

Pedro do Coutto

Pesquisa Ipec divulgada no último sábado aponta que 62% dos brasileiros avaliam que o presidente Lula da Silva não deveria se candidatar à reeleição em 2026. Outros 35% avaliam que Lula deveria buscar um quarto mandato, enquanto 3% não sabem ou não responderam ao levantamento.

Pesquisa realizada pelo mesmo instituto em setembro de 2024 mostrava que 58% dos brasileiros opinavam desfavoravelmente a uma nova candidatura, enquanto 39% avaliavam positivamente. Assim, houve oscilações dentro da margem de erro do levantamento de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

NOVO MANDATO – Entre quem declara que votou em Lula contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 32% avaliam que o petista não deveria buscar um novo mandato. A proporção dos que avaliam negativamente a busca por um novo mandato é maior entre quem declara que votou em Bolsonaro (95%), em branco/nulo (68%) e não votou/não sabe/não lembra/não respondeu (56%).

O levantamento do Ipec também coletou, em pesquisa espontânea, as razões para o eleitorado brasileiro desfavorável a um novo mandato de Lula desaprovar uma eventual tentativa.

A análise vai de encontro à pesquisa Datafolha divulgada na última semana, que mostrou um tombo na popularidade de Lula, puxado por segmentos que formam a base de sustentação do presidente. A atual gestão atingiu o menor índice de avaliação positiva de todos os mandatos do petista na série histórica do levantamento e o percentual do eleitorado que considera que Lula 3 é ótimo ou bom caiu 11 pontos percentuais em apenas dois meses, de 35% para 24%.

AVALIAÇÃO – No grupo que declara ter votado em Lula no segundo turno das eleições de 2022, a queda é ainda maior, de 20 pontos. A avaliação negativa do governo (ruim ou péssima) também é recorde e subiu, no período, de 34% para 41%. Já o percentual da população que considera a gestão regular variou de 29%, em dezembro, para 32% no levantamento mais recente.

Mais um golpe para o governo Lula que tentará emplacar um novo mandato. Os números expressam uma realidade que se divide entre o projeto de Lula e o que, efetivamente, reflete-se na opinião pública. A piora de sua imagem é sensível e pode levar a uma mudança no cenário eleitoral. Enfim, temos que aguardar o surgimento de outras pesquisas para que novas tendências confirmem ou não os últimos resultados.

Apesar do desgaste, o presidente segue liderando todos os cenários eleitorais testados por institutos de pesquisa para 2026. Segundo o levantamento mais recente da AtlasIntel, em um eventual primeiro turno contra Bolsonaro, o petista venceria por 44% a 40%. Contra Tarcísio de Freitas, o placar seria 41,1% contra 26,2%. Já um levantamento da Quaest, divulgado no início do mês, indica que Lula tem entre 28% e 33% das intenções de voto, dependendo dos adversários.

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É muita estranha essa movimentação de Elon Musk para derrubar Lula

Publicado em 17 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Elon Musk a ameaça Lula após bloqueio do X

Musk passa dos limites ao defender impeachment de Lula

Roberto Nascimento

Assisti aqui no Rio ao filme “Trilha Sonora para um Golpe de Estado”, do cineasta belga Johan Grimonprez, um dos favoritos ao Oscar de Melhor Documentário deste ano, vencedor do Prêmio Especial do Júri por Inovação Cinematográfica no Festival de Sundance.

O roteiro mistura jazz e descolonização nesta passagem histórica, que reescreve o episódio da Guerra Fria que levou os músicos Abbey Lincoln e Max Roach a invadirem o Conselho de Segurança da ONU em protesto contra o assassinato de Patrice Lumumba — político que liderou a independência da República Democrática do Congo.

CONGO E BRASIL – Pensando aqui, sobre a queda da popularidade de Lula, repentina e violenta, divulgada pelo Datafolha, de 42 para 24 por cento, comparei o cenário com o vivido por Patrice Lumumba.

A luta do líder nacionalista congolês foi um grito de dor para salvar seu povo do colonialismo belga.
Assumiu o cargo de Premier em 30 de junho de 1961 e assassinado cinco meses depois, a mando do rei belga e do presidente americano Eisenhower.

Houve de tudo, assassinatos, destruição de aldeias inteiras, mercenários pagos pelos belgas e traidores da pátria, como o coronel Desirée Mobutu, um genocida corrupto, que roubou as riquezas minerais do Congo dividindo com belgas e americanos..
Não foi diferente dos assassinatos na América Latina, nas décadas de 60 e 70.

QUEDA DE JANGO – Aqui em 1964, Jonh Kenedy ordenou à CIA para preparar a queda de João Goulart. Iniciou-se uma sequência de paralisações na atividade produtiva, greves, aumento de alimentos e falta de arroz e feijão nas feiras e mercados.

Agora, me parece que o processo de desmantelamento do governo Lula está a todo vapor. Até o assunto impeachment entrou na pauta, após a fala do deputado Sóstenes Cavalcante, da bancada da Bíblia e líder do PL na Câmara.
O deputado Hugo Motta, presidente da Câmara e unha e carne de Eduardo Cunha, que pautou o impeachment de Dilma não é confiável.

Não se justifica, a alta nos preços do café, da laranja e de outros produtos essenciais, um absurdo. O empresário Elon Musk, número dois de Trump, trabalha para derrubar Lula e implodir o STF, ao impulsionar suas plataformas sociais.

NOVO RETROCESSO – Não se trata de defender o governo ou qualquer personagem sentado no trono presidencial, mas de deixar um alerta sobre a marcha para um novo retrocesso no Brasil, através de um golpe parlamentar ou mesmo de uma intervenção militar com apoio de Donald Trump, assim como Kenedy atuou contra João Goulart.

Os motivos são de ordem estratégica para os americanos, remeto à liderança do Brasil nos BRICS, à proximidade diplomática e ao crescente comércio com a China; à fala sobre a substituição do dólar pelas moedas locais nas transações comerciais; e principalmente à captura das riquezas minerais intocadas da Amazônia para exploração pelos novos detentores do poder nos EUA.

O Brasil vai virar o Congo, se as elites do agro e da Indústria embarcarem em nova intervenção militar. É melhor deixar o povo escolher seus representantes nas urnas para o bem ou para o mal. Na próxima eleição, tira o elemento ruim e bota outro lá no Planalto. No golpe, são sempre os mesmos e matam a gente sem pudor algum e com requintes de crueldade.

O Grito Silencioso das Ruínas: A Degradação do Patrimônio Histórico de Jeremoabo

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foto do perfil Nota da redação deste BlogUm Patrimônio Perdido: O Casarão de João Sá e a Destruição da Memória

Introdução

Jeremoabo, uma cidade de história rica e tradições enraizadas, vê um de seus mais importantes patrimônios desmoronar diante da indiferença coletiva: o Casarão do Coronel João Sá. Outrora um epicentro de grandes decisões políticas, não apenas para Jeremoabo, mas para toda a Bahia, hoje se encontra entregue à degradação, servindo de abrigo para morcegos, cobras e insetos. A ruína desse símbolo histórico reflete não só o descaso das autoridades, mas também a perda de identidade de um povo. Como se costuma dizer, "um povo sem história é um povo sem alma".

A História do Casarão

O Casarão do Coronel João Sá não é apenas uma estrutura de alvenaria antiga; ele representa um período fundamental na política e na cultura de Jeremoabo. O Coronel João Sá foi uma figura de grande influência, cujas decisões moldaram não apenas o destino da cidade, mas também de vários municípios do estado. A casa, com sua arquitetura imponente, já foi palco de importantes encontros e discussões que influenciaram a região.

Seus detalhes arquitetônicos, como portas e janelas de madeira maciça, azulejos históricos e estrutura de telhado colonial, são testemunhos vivos de uma era que não pode ser esquecida. Contudo, a falta de manutenção e o descaso dos órgãos responsáveis condenaram esse patrimônio ao abandono.

As Causas da Degradação

O estado de ruína do casarão é resultado de uma soma de fatores, entre os quais se destacam:

  • Desinteresse do poder público: A ausência de políticas efetivas de preservação contribuiu diretamente para sua deterioração.

  • Falta de manutenção preventiva: Pequenos reparos poderiam ter prolongado sua vida útil, evitando o colapso estrutural.

  • Especulação imobiliária: Muitos patrimônios históricos acabam sendo desprezados em prol da construção de empreendimentos modernos.

  • Desconhecimento da população: A falta de consciência sobre a importância desse patrimônio leva ao conformismo diante do abandono.

As Consequências do Abandono

A perda do casarão representa muito mais do que a destruição de uma construção antiga. Entre os principais impactos dessa negligência estão:

  • Perda da identidade cultural: Sem referências históricas preservadas, a população perde parte de sua história e tradição.

  • Declínio do turismo histórico: Patrimônios preservados são atrativos turísticos importantes, podendo impulsionar a economia local.

  • Desvalorização da história local: O desinteresse pelo casarão é reflexo de um problema maior, a falta de valorização do passado.

A Importância da Preservação

A preservação do patrimônio histórico não é apenas um dever do poder público, mas uma responsabilidade coletiva. Cidades que investem na restauração e valorização de suas construções históricas colhem inúmeros benefícios, incluindo:

  • Turismo fortalecido, trazendo renda para a população local.

  • Resgate da identidade cultural, aproximando as novas gerações de suas raízes.

  • Uso do espaço para atividades culturais, como museus, centros de cultura e eventos.

Conclusão: Um Chamado à Ação

O Casarão do Coronel João Sá precisa ser resgatado antes que sua ruína se torne irreversível. Algumas medidas podem ser tomadas para garantir sua preservação:

  • Mobilização da sociedade civil, com campanhas e movimentos populares exigindo sua restauração.

  • Pressão sobre as autoridades, para que a preservação do casarão seja incluída na agenda política local.

  • Criação de projetos de revitalização, transformando o casarão em um espaço útil para a comunidade.

Jeremoabo precisa reconhecer o valor de sua história e lutar para preservá-la. Se nada for feito, o Casarão do Coronel João Sá e o Casarão da Fazenda Caritá se tornarão apenas uma lembrança apagada, engolida pelo tempo e pela negligência. A história clama por respeito, e o momento de agir é agora.

Observação:

Por uma questão de justiça, é importante informar que o prefeito Tista de Deda já iniciou contatos com os órgãos oficiais e representantes políticos do município para viabilizar o tombamento desses casarões.



O Casarão de João Sá e a Perda de Nossa História



CASARÃO HISTÓRICO DE LOMANTO JÚNIOR É DEMOLIDO EM JEQUIÉ


 

COMITÊ DE EX-GESTORES MUNICIPAIS DE CULTURA E TURISMO DE JEQUIÉ EMITE NOTA PÚBLICA SOBRE A DEMOLIÇÃO DO CASARÃO DE LOMANTO JÚNIOR



CASARÃO HISTÓRICO DE LOMANTO JÚNIOR É DEMOLIDO EM JEQUIÉ
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Arquivo: TV Jequié

Lomanto Júnior é uma personalidade de expressão nacional. Ingressou na política como vereador (1947 a 1950), tendo ocupado os cargos de prefeito de Jequié (1951 a 1955 / 1959 a 1963 / e 1993 a 1996), deputado estadual (1955 a 1959), governador da Bahia (1963–1967), deputado federal (1971 a 1975 e 1975 a 1978) e senador da República (1979 a 1987)

MEMBROS DO COMITÊ DE EX-GESTORES MUNICIPAIS
DE CULTURA E TURISMO DE JEQUIÉ

Lamentamos a demolição de mais um patrimônio histórico e arquitetônico em Jequié, em pleno fim de semana, precisamente neste sábado (15/02). Referimo-nos ao Casarão de Antônio Lomanto Júnior, de propriedade privada, constituindo-se como um dos mais importantes bens culturais do tipo material, situado no coração da cidade de Jequié, na Rua 2 de Julho, esquina com a Avenida Rio Branco.  

Neste dia tão triste para a memória local, as estruturas do prédio foram ao chão bem diante dos olhos das autoridades às quais compete atuar para evitar a destruição do patrimônio histórico, nos termos da Lei Municipal nº 2.024/2017 e do Decreto-Lei federal nº 25/1937, culminando, portanto, no desaparecimento do casarão. 

Lomanto Júnior é uma personalidade de expressão nacional. Ingressou na política como vereador em Jequié (1947 a 1950), tendo ocupado os cargos de prefeito de Jequié (1951 a 1955 / 1959 a 1963 / e 1993 a 1996), deputado estadual (1955 a 1959), governador da Bahia (1963–1967), deputado federal (1971 a 1975 e 1975 a 1978) e senador da República (1979 a 1987).

Em 2019, o ex-gestor da Secretaria de Cultura e Turismo de Jequié, Alysson Andrade (2017-2020), com esteio na lei local de tombamento do patrimônio histórico (de autoria do Poder Executivo), encaminhou o Ofício nº 365/2019 a um dos netos de Lomanto Júnior, ocasião em que foi proposta a patrimonialização do casarão visando a sua salvaguarda, assim como a criação do Instituto Memorial Casa de Antônio Lomanto Júnior, tendo em vista colaborar para a mais adequada organização e difusão do acervo histórico de um dos maiores municipalistas do Brasil.

História e exuberância reduzida a pó

De fato, para aqueles que têm a sensibilidade de enxergar a inestimável representatividade do imóvel e do político em questão, à repentina destruição do casarão situado no centro comercial de Jequié gera profunda indignação. Já, para os que consideram somente a face capitalista, resta a visão míope de um trator capaz de desaparecer rapidamente com a memória e com as identidades dos jequieenses. 

Por último, frisa-se que, ao ter tomado conhecimento prévio sobre a demolição, o Município de Jequié, no exercício do Poder de Polícia, deveria ter evitado a destruição do casarão, notificando o proprietário sobre o tombamento do bem cultural, ainda que compulsoriamente, de acordo com a lei.  

Jequié, 16 de fevereiro de 2025.

Comitê de ex-gestores de Cultura e Turismo de Jequié: 
Sergio Brito Mehlem 
Benedito Freire Sena 
Alysson Andrade de Oliveira 
Wenceslau Brás Silveira Nogueira Júnior

 FONTE/CRÉDITOS: TV Jequié

Nota da redação deste Blog -  Lamentavelmente, em Jeremoabo, o povo prefere permanecer omisso, sem iniciativa para exercer seu direito de cidadania, sem se manifestar em defesa da cultura e da sua história. A população tem adotado uma postura passiva diante da destruição de patrimônios históricos e culturais, permitindo que construções emblemáticas se percam com o tempo e o abandono.

Entre os exemplos mais marcantes, destaca-se a primeira casa construída em Jeremoabo, que foi destruída ao longo dos anos sem nenhuma ação efetiva para sua preservação. Além disso, imóveis de relevância histórica e arquitetônica, como o Casarão do Coronel João Sá e o Casarão do Barão de Jeremoabo na Fazenda Caritá, foram igualmente negligenciados e deixados à mercê do descaso.

Outro episódio lamentável foi o assassinato do juazeiro centenário, queimado por ação direta do ex-prefeito de Jeremoabo. Da mesma forma, árvores centenárias que compunham a paisagem das ruas da cidade foram eliminadas sem nenhuma justificativa plausível. A praça em frente à Câmara de Vereadores, um espaço de convivência e história, também foi alvo desse descaso, sem qualquer providência para impedir sua descaracterização.

Felizmente, para a alegria daqueles que valorizam a história e a cultura local, o atual prefeito Tista de Deda tem demonstrado compromisso com a preservação do patrimônio histórico. Ele se compromete a lutar com todo vigor para tentar recuperar, pelo menos, o Casarão do Coronel João Sá e o Casarão do Barão de Jeremoabo, reconhecendo a importância dessas construções para a identidade do município.

É essencial que a população desperte para a necessidade de preservar sua história e seu patrimônio, pois somente assim será possível garantir que as futuras gerações tenham acesso à riqueza cultural que moldou Jeremoabo ao longo dos séculos.


Temperatura acima de 40ºC aumenta risco de morte entre idosos, aponta estudo da Fiocruz

 

Temperatura acima de 40ºC aumenta risco de morte entre idosos, aponta estudo da Fiocruz

Por Claudia Colucci | Folhapress

Temperatura acima de 40ºC aumenta risco de morte entre idosos, aponta estudo da Fiocruz
Foto: Tomaz Silva / EBC

Em meio às previsões de calor intenso para os próximos dias, um novo estudo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) mostra que a exposição a temperaturas acima de 40ºC por quatro horas ou mais estão associadas a um aumento de 50% de mortalidade por doenças como hipertensão, diabetes, Alzheimer, insuficiência renal e infecção do trato urinário entre idosos.
 

No trabalho, foram analisados todos os 466 mil registros de mortes naturais ocorridas no Rio de Janeiro entre 2012 e 2024, e mais de 390 mil mortes por 17 causas selecionadas —das quais, 12 tiveram alta da mortalidade para idosos no calor extremo. O artigo foi publicado como preprint na plataforma MedRxive submetido a revistas científicas internacionais.
 

No Rio de Janeiro, a temperatura pode atingir 43ºC na terça (18), um nível inédito de calor, segundo anunciou a prefeitura nesta domingo (16). Caso isso ocorra, medidas como a suspensão de atividades físicas ao ar livre e mudanças nas escolas municipais podem ser determinadas.
 

No estudo da Fiocruz, os números foram analisados separadamente conforme a classificação de níveis de calor (NC) do Protocolo de Calor da Prefeitura do Rio, lançado no ano passado. Os NCs variam de 1 a 5 e indicam riscos e ações que devem ser tomadas em cada um deles.
 

O registro de nível de calor 4 é quando a temperatura é superior a 40°C por quatro horas ou mais. Já o nível 5 equivale a duas horas com índice de calor igual ou acima de 44°C. Nessa situação, o mesmo aumento da mortalidade foi observado e agravado conforme o número de horas aumenta, de acordo com o estudo.
 

Segundo o pesquisador João Henrique de Araujo Morais, autor principal do trabalho e doutorando na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz, o estudo confirma o que outros trabalhos já demonstraram: níveis extremos de calor são um risco real, especialmente para idosos e pessoas com doenças como as mencionadas acima.
 

Porém, um dos diferenciais da pesquisa foi ter desenvolvido uma nova forma de medir a exposição ao calor e os riscos relacionados, com a criação de uma métrica chamada "Área de Exposição ao Calor" (AEC).
 

Essa medida considera também o tempo que uma pessoa fica exposta ao calor, o que outras métricas, como temperatura média ou sensação térmica média, não levam em conta. Esse tempo de exposição ao calor intenso tem uma ligação importante com a mortalidade, especialmente entre as pessoas mais vulneráveis.
 

O estudo ilustra a métrica usando como exemplo a onda de calor de novembro de 2023. Em 17 de novembro, dia em que a jovem Ana Clara Benevides, 23, morreu após passar mal no estádio Nilton Santos, onde a cantora Taylor Swift se apresentou, o índice de calor no Rio ficou acima de 44°C por oito horas, gerando um recorde de AEC. A sensação térmica no estádio Nilton Santos, porém, era de 60ºC.
 

De acordo com trabalho, no dia seguinte, 18 de novembro, foi registrado o maior número de mortes de idosos por causas específicas: 151 no total.
 

Segundo o pesquisador, a ferramenta que se mostrou mais eficiente do que outras métricas para identificar dias de calor extremo e, assim, auxiliar na prevenção das possíveis consequências.
 

O estudo comparou outras duas datas para mostrar como a AEC funciona. Em 12 de janeiro de 2020, o índice de calor foi de 32,69°C, enquanto em 7 de outubro de 2023 foi de 32,51°C. No segundo dia, porém, o calor durou mais tempo, resultando em uma AEC 20 vezes superior a do primeiro dia.
 

"Ao considerar apenas medidas-resumo (médias ou máximas) podemos subestimar dias anormalmente quentes. A métrica, por sua vez, consegue identificar isso e pode ser utilizada para definição de protocolos similares ao desenvolvido aqui no Rio", disse Morais em entrevista ao portal da Fiocruz.
 

Para o pesquisador, com o aumento de frequência e intensidade das ondas de calor não só para o município do Rio, mas para diversas áreas urbanas do Brasil, medidas individuais são importantes, mas é necessário ter políticas públicas que adequem as atividades e protejam a população.
 

"Sabe-se que populações específicas estão em alto risco —como trabalhadores diretamente expostos ao sol, populações de rua, grupos mais vulneráveis (crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas), e populações que vivem nas chamadas ilhas de calor urbano."
 

No protocolo de calor do município do Rio, estão previstas medidas como disponibilização de pontos de hidratação e resfriamento, adaptação de atividades de trabalho, comunicação constante com a população e suspensão de atividades de risco em níveis mais críticos.

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