sábado, fevereiro 15, 2025

Bolsonaro e Kassab ensaiam ‘namoro político’, sem compromisso

Publicado em 15 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Partido de Kassab apoiará Lula e Tarcísio; sobrevivente, | Política

Esquema de Kassab é apoiar sempre quem está no poder

Bianca Gomes
Estadão

Desafetos políticos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, ensaiam uma aproximação movida por interesses mútuos. O ex-presidente quer o apoio do dirigente do PSD para aprovar a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, enquanto Kassab busca o aval de Bolsonaro para ser vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo de São Paulo em 2026.

Na semana passada, enquanto aguardavam para ir ao enterro da bispa Keila Ferreira, Bolsonaro e Kassab tiveram uma conversa informal, que não foi previamente agendada.

APOIO À ANISTIA – Nela, o ex-presidente pediu apoio do PSD para aprovar a anistia no Congresso, e Kassab sinalizou disposição para ajudar. Segundo fontes de ambos os lados ouvidas pelo Estadão, o diálogo ficou restrito a esse tema.

Kassab vem se movimentando para viabilizar um encontro formal com o ex-presidente. A conversa teria o intuito de “aparar arestas” com Bolsonaro. O governador Tarcísio de Freitas é quem está fazendo o meio de campo para que a reunião entre os dois aconteça.

Aliados do governador de São Paulo consideram que o momento é oportuno para essa aproximação e um entendimento entre o dirigente e o ex-presidente ajudará a reduzir a pressão sobre Tarcísio, de quem Kassab é secretário de Governo e Relações Institucionais — uma das pastas mais influentes da administração paulista.

VICE DE TARCÍSIO – Como mostrou o Estadão, Kassab articula para ser vice de Tarcísio em 2026, mas o próprio governador já admitiu a aliados que a tarefa não será fácil em função do veto do ex-presidente ao nome do cacique.

Nos últimos anos, Kassab passou a ocupar, ao lado do PT, o topo da lista de desafetos do bolsonarismo, posição que ele próprio lamenta nos bastidores.

O mal-estar entre os dois começou ainda no governo Bolsonaro, quando integrantes do PSD ganharam protagonismo na CPI da Covid, um dos episódios mais desgastantes da gestão do então presidente.

RELAÇÃO AZEDA – Depois disso, outros fatores contribuíram para azedar ainda mais a relação, como o fato de o PSD ter assumido três ministérios no governo Lula ao mesmo tempo em que Kassab se tornou homem-forte de Tarcísio em São Paulo. Mas o que pesa mesmo, contam correligionários de Bolsonaro, é a postura do presidente do PSD, que não faz acenos ao grupo.

A relação conturbada entre Bolsonaro e Kassab tem respingado em Tarcísio, que já ouviu do ex-presidente e padrinho político reclamações sobre a permanência do dirigente em um posto-chave do governo paulista.

A secretaria de Kassab é responsável pela articulação com a Assembleia Legislativa, partidos políticos e prefeituras. É por lá que passam, por exemplo, os convênios com os municípios paulistas.

KASSAB CRITICADO – Bolsonaristas e até líderes de partidos aliados de Tarcísio acusam Kassab de usar a máquina do governo para ampliar sua influência em São Paulo, filiando prefeitos sem consultar as demais siglas da base.

Bolsonaro usou, no ano passado, sua lista de transmissão no WhatsApp algumas vezes para fazer críticas ao dirigente partidário. Em uma dessas mensagens, disse que, por comandar três ministérios, o PSD endossa políticas do PT como “ideologia de gênero, maconha, aborto e censura”.

Em outra, acusou o “senhor Kassab” de orientar parlamentares do seu partido a apoiar a “incriminação de inocentes” pelos atos de 8 de janeiro.

BRECHA PARA TRÉGUA – Aliados contam que Bolsonaro suavizou o tom em relação a Kassab nos últimos meses, e a mudança passou a ser vista como uma brecha para uma trégua. Parte do entorno de Tarcísio avalia que uma reaproximação não apenas reduziria a pressão sobre o governador em São Paulo, como poderia se tornar um trunfo para 2026, já que o PSD é alvo de cobiça de Lula.

Kassab já confidenciou a aliados que aposta em um movimento do pêndulo político para a direita em 2026. Por isso, quer aproximar o partido desse lado do espectro.

Aliados de Bolsonaro esperam que Kassab sinalize apoio ao grupo, seja defendendo a anistia dos envolvidos no 8 de janeiro ou as mudanças na Lei da Ficha Limpa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Kassab sempre dá uma no cravo e outra na ferradura. Quando Lula começou a perder popularidade, no mês passado ele também fez críticas ao governo federal. Ele gosta de ficar em cima do muro nas eleições, para levar vantagem com o vencedor.  Se for candidato a vice-governador, isso significa que Tarcísio já está reeleito por antecipação(C.N.)


“Nova Riviera” significará eternizar a guerra de israelenses e palestinos

Publicado em 15 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Trump International Beach Resort

Eis o projeto do Trump International Beach Resort na Flórida

Janio de Freitas
Poder360

O Donald Trump que projeta criar na Faixa de Gaza a “nova Riviera”, em alusão aos balneários franceses para os ricaços do mundo, não é o atual presidente americano. É o Trump empresário, dono de hotéis de luxo e resorts para golfistas, um ricaço feito no setor imobiliário.

Inexiste outra motivação possível –fosse estratégica, econômica, geológica ou de pacificação– para Trump projetar “o controle” dos Estados Unidos sobre a Faixa de Gaza e expulsar 2,4 milhões de palestinos da sua terra.

DEPORTAÇÃO – Depositados “no Egito e na Jordânia”, que se recusam a aceitá-los, esses milhões de palestinos continuariam como vizinhos hostis e hostilizados de Israel.
O projeto Gaza-Riviera não se encaixa, também, na interpretação da experiência diplomática, de que Trump se excede para obter acordos com as concessões do seu interesse.

É o que está esboçado com o México, onde a presidente Claudia Scheinbaum dispôs-se a ativar o protelado plano de vigilância de fronteira.

ELES NADA TÊM – Com os palestinos, não pode ser o caso. A eles só resta a vida para conceder, e os genocidas não precisam de concessões. A exploração imobiliária da Faixa de Gaza invalida a ideia de dois Estados, palestino e israelense, como aprovado pela ONU. Mas não só.

Retira uma área importante do plano do Grande Israel, ambicionado pela direita e uma das causas do massacre de habitantes e da estrutura da Palestina.

 Se Trump promete uma dádiva econômica para os israelenses em geral, aos fundamentalistas religiosos contraria em um dos objetivos primordiais.

E OS EUROPEUS – A divergência com os fundamentalistas talvez mais importante, para o esquema de Trump, do que a reação dos europeus, na velha imagem, de rabo entre as pernas.

Há todo um sistema jurídico e institucional, acima das ações externas de cada país ou governo, que Trump e seus projetos internacionais violam. São mínimos, no entanto, os riscos de que os Estados Unidos tenham algum aborrecimento nesse âmbito.

Ainda assim, e com diferentes pretextos, instâncias importantes do sistema internacional já perderam, ou a perda é iminente, a contribuição financeira ou a presença dos norte-americanos.

DIREITOS HUMANOS – Ao menos um dos casos dá, porém, oportunidade para se dizer que Trump agiu bem. Aplausos para a retirada norte-americana do Conselho de Direitos Humanos da ONU (CDH).

Seu governo não respeita direitos humanos, nem direito algum de segundos e terceiros.

A presença dos Estados Unidos no CDH, só desmoralizaria o órgão que batalha pela ampliação de direitos no mundo, não de hotéis e resorts.


Fascínio pela morte decorre de um mal-estar civilizatório insuperável


O Otimista - Cientistas prometem 'ressuscitar' ave extinta e liberá-la na  natureza

Cientistas sonham em ressuscitar o dodô, que está extinto

Muniz Sodré
Folha

A maior preocupação da plutocracia que acaba de chegar ao poder com Trump é hoje a imortalidade. Jeff Bezos, da Amazon, pesquisa o elixir da juventude, enquanto Sergey Brin e Larry Page, donos da Google, concentram-se numa startup (“Calico”) cujo objetivo é “matar a morte”.

Mas há colaterais de menor porte: movidos por achados arqueológicos, cientistas vêm se declarando prontos para ressuscitar animais extintos, do mamute ao pássaro dodô. O DNA das fezes e do vômito de dinossauros é o caminho técnico.

EXEMPLO MORTO – O dodô existia até o século 17 nas ilhas Maurício, no Índico, desaparecendo 100 anos após a chegada dos humanos. Anacronismo vivo, semelhante a um pombo de um metro de altura, tinha asas, mas não voava, não tinha medo de humanos, nem sequer de marinheiros esfomeados.

Foi caçado até o último exemplar, mas ficou como símbolo da indiferença suicida. Ressuscitar o extinto é só uma variável dos projetos de extinção da morte.

O documentário “Eternal you” mostra a IA simulando conversas de vivos com mortos. Mas o passado projeta-se também para iluminar aspectos obscuros de identidades culturais presentes. É que, em matéria de evolução, não existe escala única como padrão hierárquico para os diversos modos de existência.

MUTAÇÃO HUMANA – Técnicas e objetos sempre foram vetores de energia em culturas tradicionais, como entre os europeus, com o diferencial do grau de desenvolvimento das forças produtivas. O que era sagrado e festivo perdeu a vez para o mercantilismo.

É preciso, assim, distinguir formas holísticas de vida nas sociedades tradicionais das formas mortas que rondam a atualidade. Hoje se assiste a uma mutação radical na espécie humana, em que são convergentes criação orgânica e criação artificial: tecnologia não é mais um outro do humano, é também o seu constituinte. São metamorfoses que ainda não se medem cientificamente, mas podem ser sentidas no cotidiano.

Ou assustadoras sob formas caóticas. Uma delas é a obsessão com identidades mortas, tematizadas no imaginário como mortos-vivos, infecciosos e mortíferos.

MEDO DA MORTE – São fantasias do medo radical, que é o medo da morte. E a solução fantasiosa para a ameaça é sempre o emprego de armas, cada vez mais criativas e poderosas. Coisa natural para os americanos, cuja cidadania está ancorada no passado miliciano da independência e da guerra civil.

Arma virou agora fonte de identidade. No Natal, pais deram pistolas verdadeiras de presente a crianças de seis anos.

Esse fascínio atemorizado pela morte decorre de uma alergia à vida, por um mal-estar civilizatório insuperável, já que a prosperidade predatória é outra face da morte do planeta.

DIREITO À FELICIDADE – A Constituição americana consagra o direito individual de busca da felicidade, mas o país é sem alegria real, pois alegria ensina que felicidade é comunhão de vida.

Importam apenas negócios e, agora, esperança de futuro em Marte com o homem imortal, o cyborg, pesquisado por Elon Musk. Vale perguntar o que nós mortais temos a ver com isso. Nada, responderia o bom senso.

Mas a ultradireita sempre encontrará nas redes o vômito de algum dinossauro político para o DNA da mistificação. Por isso é bom ter em mente que, no regime “imperial libertário” tramado pelos plutocratas, democracia é o pássaro dodô da vez.


Bolsonaro quebra ‘silêncio’ e volta a atacar urnas, STF e o ministro Alexandre de Moraes

 Foto: Alan Santos/PR/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)15 de fevereiro de 2025 | 07:01

Bolsonaro quebra ‘silêncio’ e volta a atacar urnas, STF e o ministro Alexandre de Moraes

brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar abertamente as urnas eletrônicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A nova postura coincide com a queda de Lula (PT) nas pesquisas eleitorais.

O comportamento de Bolsonaro está surpreendendo aliados políticos. Até então o ex-presidente tinha seguido à risca a orientação de não criticar o STF para permitir que aliados e advogados construíssem pontes com os magistrados. O ex-presidente deve ser julgado ainda neste ano pela corte.

Nem mesmo em manifestações com milhares de pessoas, em 2024, Bolsonaro tinha avançado o sinal.

Um dos principais líderes de partido que o apoia afirma que o ex-presidente está se sentindo fortalecido com a queda de Lula nas pesquisas, o que o levaria a cometer deslizes.

Bolsonaro acreditaria que a mudança de humor no eleitorado e, portanto, na política, abriria caminho para a reversão de sua inelegibilidade.

A autoconfiança explicaria o erro de atacar Alexandre de Moraes às vésperas do início de seu julgamento, previsto para este semestre.

De acordo com a mesma liderança, Bolsonaro é inconstante e oscila entre seguir a estratégia traçada por aliados e assessores e fazer o que lhe vem à mente.

Além de se reunir nesta semana com integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), que vieram ao Brasil para fazer um relatório sobre a liberdade de expressão, e criticar Alexandre de Moraes, Bolsonaro também voltou a tratar do tema das urnas em mensagens para seus seguidores.

Na reunião com o advogado colombiano Pedro Vaca, da OEA, intermediada por um de seus advogados, Paulo Cunha Bueno, Bolsonaro reforçou sua tese de que Alexandre de Moraes ajusta depoimentos, faz pesca probatória e prende suspeitos sem que haja denuncia formalizada contra eles.

O próprio Bolsonaro relatou o teor da conversa ao site Metrópoles.

O ex-presidente também enviou mensagens a seus seguidores com vídeo sobre suposta intervenção da CIA nas eleições, questionando, na mesma mensagem, por que “o TSE não suspende o sigilo do inquérito 1361”, que segundo ele traz indícios de fraudes nas urnas. “Qual o temor? O TSE não confia nas urnas?”

Questionados sobre o encontro de Bolsonaro com a OEA, mediado por Cunha Bueno, e a guinada no discurso do ex-presidente, os demais advogados de Bolsonaro não quiseram se manifestar.

Mônica Bergamo/FolhapressPoliticaLivre

Júri de bolsonarista que matou petista teve choro, ‘advogado de véspera’ e reviravolta após 24h

 Foto: Reprodução

O militante petista Marcelo Arruda foi assassinado pelo ex-policial penal Jorge Guaranho15 de fevereiro de 2025 | 08:00

Júri de bolsonarista que matou petista teve choro, ‘advogado de véspera’ e reviravolta após 24h

brasil

A condenação do ex-policial penal Jorge Guaranho pela morte do militante petista Marcelo Arruda, pouco depois das 14h de quinta-feira (13), foi definida após um julgamento no Tribunal do Júri de Curitiba dividido em três dias, com mais de 25 horas de falas de acusadores, testemunhas, advogados e juíza.

Guaranho foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado e saiu do local dentro de uma viatura da Polícia Militar. Levado para a cadeia pública de Curitiba, ficou no local por cerca de duas horas e depois seguiu para o CMP (Complexo Médico Penal), onde passou a noite.

Celebrada pela família da vítima entre choros e gritos de “Marcelo, presente!”, a decisão do júri teve uma reviravolta parcial já no dia seguinte. Sua defesa obteve uma liminar no Tribunal de Justiça do Paraná, na tarde de sexta-feira (14), autorizando a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, em razão das condições físicas do ex-policial penal.

No julgamento, Pamela Silva, a policial civil que era a companheira de Marcelo, foi uma das primeiras a chegar no tribunal na manhã do dia 11. De Foz do Iguaçu, na ponta oeste do Paraná, a família de Marcelo se hospedou na capital um dia antes.

Os dois filhos mais velhos de Marcelo, Heitor, 18, e Leonardo, 29, do primeiro casamento dele, acompanharam tudo dentro do júri. Os mais novos, de 9 e 2 anos, não chegaram a entrar no prédio. Despediram-se da mãe, Pamela, pouco antes do começo do júri e ficaram com a avó.

“Não posso deixar as coisas caírem. Tenho duas crianças que dependem totalmente de mim. A gente segue com dor, mas segue em frente”, disse Pamela à reportagem logo depois do abraço nas crianças, que voltaram para lá só na quinta, quando a família saía do tribunal satisfeita com o desfecho.

Mesmo alvejado por Guaranho, Marcelo disparou contra o então policial penal, que, caído no chão, também levou chutes. Hoje com projéteis ainda alojados no corpo, ele utiliza muletas para andar e diz que toma remédios rotineiramente para dores.

Durante sua fala aos jurados, na quarta-feira (12) à noite, Guaranho respondeu a um roteiro de perguntas da defesa e, na dinâmica com seu próprio advogado, uma das estratégias era dar ênfase às sequelas físicas.

Logo depois, ele também respondeu às indagações dos jurados, feitas por escrito. Quatro mulheres e três homens integravam o Conselho de Sentença, definido por sorteio. Mas Guaranho optou por não responder aos questionamentos dos promotores de Justiça.

Outra estratégia foi alegar que só atirou em Marcelo porque achou que seria atacado. “Era atirar ou ser baleado. Eu não pensei”, disse Guaranho ao júri. “Me acusaram de querer matar o Marcelo por política. Mas, se ele não tivesse vindo com a arma de fogo, eu não atiraria nele, seja de que partido fosse. Foi uma fatalidade”, continuou.

A defesa também tentou tirar a questão da divergência partidária. Guaranho disse aos jurados que nunca teve uma desavença com ninguém por causa de política. Ao admitir que ligou o som com as músicas da campanha de Jair Bolsonaro quando se aproximava da festa de Marcelo, acrescentou que se tratava de uma “brincadeira”, “certamente uma idiotice”.

Mas os jurados mantiveram a qualificadora do homicídio por motivo fútil, por mera divergência partidária. Na sentença lida pela juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, ela explica que “não se desconhece o antagonismo político presenciado no Brasil notadamente nos últimos anos”, mas que a intolerância política de Guaranho permitiu uma “valoração negativa” na pena.

“A intolerância política, ou seja, o não aceitar que o outro tenha preferências políticas diversas das suas, revela traço intolerante da personalidade do acusado, além de egoísta e egocêntrico, desrespeitoso com a opinião e posição do outro”, diz trecho da sentença, de 16 páginas.

A juíza também lembrou na sentença que o crime gerou a sanção no ano passado de uma lei no Paraná que institui o dia 9 de julho como o Dia Estadual de Luta contra a Intolerância Polícia e de Promoção da Tolerância Democrática.

Algumas lideranças do PT local acompanharam momentos do julgamento, como o deputado federal Tadeu Veneri, ao lado de Pamela durante a leitura da sentença.

Familiares de Guaranho também acompanharam o julgamento, mas não deram entrevistas à imprensa no local. A mulher de Guaranho, Francielle da Silva, estava entre as testemunhas arroladas pela defesa, mas ao final foi dispensada. Nove testemunhas prestaram depoimento no total, ao longo dos três dias.

O depoimento de Guaranho, com toda sua versão exposta aos jurados, gerou estranhamento entre aqueles que haviam escutado os advogados do réu mencionarem mais cedo sobre uma suposta falta de memória do ex-policial penal sobre o dia do crime.

Guaranho trocou de advogados ao longo do processo. No ano passado, o advogado Samir Mattar Assad assumiu o caso. Na véspera do júri, contudo, a equipe da defesa passou a ter mais um integrante: Ércio Quaresma, um advogado de Minas Gerais conhecido por gostar de atuar em casos de grande repercussão, como na defesa do goleiro Bruno e de acusados do assassinato da missionária Dorothy Stang. Foi ele quem capitaneou a defesa de Guaranho no plenário do júri, em embates acalorados com as promotoras de Justiça Roberta Franco Massa e Ticiane Pereira.

Guaranho acompanhou presencialmente seu julgamento ao longo dos três dias e falou ao pé do ouvido com seus advogados com alguma frequência. Ele também não tirou o olhar do telão, posicionado acima e logo atrás da sua cadeira, quando um vídeo em memória de Marcelo foi exibido pelos promotores de Justiça, ao som de Canção da América.

O vídeo trazia fotos de Marcelo com familiares e amigos, além de registros do seu trabalho sindical e partidário. “Ser amor de alguém também é um ato político”, disse a promotora Ticiane Pereira antes de passar o vídeo. Familiares de Marcelo foram aos prantos com a homenagem e precisaram sair do local por alguns instantes.

A mensagem dada pelo promotor de Justiça Lucas Cavini Leonardi (“é um recado muito bem dado de que quem comete um crime por ser intolerante vai pagar e vai pagar caro”) teve mudança de cenário na sexta na decisão do desembargador Gamaliel Seme Scaff, do TJ do Paraná, responsável por conceder a prisão domiciliar a Guaranho.

“O paciente continua muito debilitado e com dificuldade para se deslocar em razão da enfermidade e das lesões que o acometem, logo, por ora, chega-se à ilação de que sua prisão domiciliar não colocará em risco a sociedade ou o cumprimento da lei penal”, justificou.

Catarina Scortecci/FolhapressPoliticaLivre

Musk reposta publicação sobre protestos por impeachment de Lula, e tema viraliza no X

Foto: Reprodução/Instagram
O chefe do Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos, Elon Musk15 de fevereiro de 2025 | 08:40

Musk reposta publicação sobre protestos por impeachment de Lula, e tema viraliza no X

mundo

Elon Musk, dono do X e integrante do governo de Donald Trump nos Estados Unidos, compartilhou na rede social na noite desta sexta-feira (14) um anúncio de protestos pelo impeachment do presidente Lula (PT).

Ilustrado com imagens das manifestações pelo impedimento de Dilma Rousseff (PT) na avenida Paulista, em São Paulo, a publicação anuncia “uma onda nacional de protestos em 120 cidades do Brasil no dia 16 de março pedindo a remoção de Lula.

O bilionário e chefe do Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês) dos EUA compartilhou a mensagem com seus seguidores com um “Wow”.

Até o início da manhã deste sábado, a publicação de Musk já havia tido mais de 18 milhões de visualizações e 18 mil compartilhamentos na rede, incluindo do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na manhã de sábado o tópico “Fora Lula” era o mais comentado na rede social, com mais de 98 mil publicações. O engajamento veio após a divulgação da última pesquisa Datafolha, mostrando queda na avaliação positiva do governo Lula.

Géssica Brandino/Folhapress

PoliticaLivre 

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