sábado, outubro 19, 2024

Estudante de 14 anos mata três colegas em escola no interior da Bahia

 Foto: Feijão Almeida/GOVBA/Arquivo

Policiais Militares18 de outubro de 2024 | 19:58

Estudante de 14 anos mata três colegas em escola no interior da Bahia

interior

Um estudante de 14 anos matou três colegas na tarde desta sexta-feira (18) em uma escola no povoado de Serra dos Correias, na cidade de Heliópolis (a 332 km de Salvador). Ele estava na sala de aula quando disparou com um revólver contra duas meninas e um menino, todos de 15 anos

O adolescente se suicidou após matar os colegas. O crime aconteceu no Colégio Municipal Dom Pedro 1º.

As Polícias Militar, Civil e Técnica estão no colégio e iniciaram os trabalhos de coleta de indícios, perícia e remoção das vítimas.

Em uma rede social, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) lamentou a morte dos quatro jovens e disse que determinou à Secretaria de Segurança Pública a imediata apuração do episódio.

“Já estamos prestando o apoio necessário ao município e ao prefeito Mendonça através da estrutura do Governo do Estado”, informou.

João Pedro Pitombo/FolhapressPoliticaLivre

Ministro do STJ é citado pelo Coaf e nega movimentações financeiras ilícitas

 Foto: OABMS/Divulgação/Arquivo

Moura Ribeiro é mencionado em relatório incluído em investigação sobre suspeita de venda de decisões19 de outubro de 2024 | 07:52

Ministro do STJ é citado pelo Coaf e nega movimentações financeiras ilícitas

brasil

Mencionado em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) por supostas movimentações financeiras atípicas, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Paulo Moura Ribeiro nega que tenha feito transações ilícitas.

Ele atribui as desconfianças aos valores que recebeu em aulas e palestras e a pagamentos na reforma de um imóvel da família.

O levantamento do Coaf que menciona Moura Ribeiro foi incluído em inquérito remetido pela Polícia Federal ao STF (Supremo Tribunal Federal) que trata de suspeitas de vendas de sentença no STJ. O caso e a menção ao ministro foram revelados pela revista Veja.

Segundo a publicação, inicialmente os investigadores apuravam apenas eventuais irregularidades cometidas por funcionários de gabinetes, mas o caso foi enviado ao Supremo após o documento do Coaf citar Moura Ribeiro.

Em manifestação à Folha, o ministro afirmou que “sobre as movimentações financeiras não usuais, eu ministro aulas, dou palestras e, recentemente, suportei e estou suportando os custos de uma reforma de um imóvel da minha família, o que poderia ser considerado atípico”.

“Já movimentações ilícitas, jamais as tive”, diz Moura Ribeiro.

“Fiquei extremamente indignado em ver meu nome veiculado na imprensa por supostas ‘movimentações não usuais de valores’ em uma apuração que está sendo feita pelo Coaf. Eu tenho 41 anos de magistratura e ensino jurídico, sem nunca ter sido acusado de desvio de conduta”, afirma.

“Sempre pautei minha vida pela verdade e pela ética profissional. Por outro lado, fico extremamente triste em saber da possibilidade de envolvimento de servidores do STJ em ‘venda de decisões’. Tenho certeza que as investigações darão as respostas necessárias e, no fim, a justiça vai prevalecer.”

Ser citado em um relatório do Coaf não significa que houve um crime, mas pode ser usado como elemento de investigações.

As investigações que chegaram nas suspeitas sobre o STJ se iniciaram após o homicídio de um advogado em dezembro do ano passado, em Mato Grosso. O caso levou ao afastamento de dois desembargadores do Tribunal de Justiça do estado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

O advogado Roberto Zampieri foi assassinado com dez tiros em dezembro passado. Na ocasião, ele estava dentro do carro, em frente ao seu escritório na capital mato-grossense. Em seu celular, havia mensagens que levantaram suspeitas de vendas de decisões por gabinetes de quatro ministros do STJ.

As investigações iniciais apontavam como uma das motivações processos de disputas de terras que tramitam no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

As desconfianças sobre vendas de decisões começaram a partir de decisões tomadas por um juiz de Cuiabá na condução da apuração, e o CNJ interveio no caso para evitar a possibilidade de destruição de provas.

O então juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá Wladymir Perri havia determinado que qualquer material entregue à polícia sobre o caso deveria ser protocolado de forma física na vara.

Depois que esses documentos chegaram, relatou o Ministério Público de Mato Grosso ao CNJ, o juiz deslacrou os envelopes que continham uma HD com os dados de celular e da agenda da vítima.

Até aquele momento não havia uma análise da polícia sobre os dados contidos nesse material. “[O juiz fez isso] sem qualquer provocação das partes, tampouco designação de ato que pudesse ser acompanhado/fiscalizado pelas partes”, disse o MP-MT.

O juiz ainda perguntou à época à polícia, “sem motivo aparente”, se havia na investigação eventual citação de autoridades com foro especial. Congressistas, como deputados e senadores, secretários de estado e magistrados possuem direito ao foro especial.

O caso chegou em maio à corregedoria do CNJ, que à época estava sob o comando do ministro do STJ Luis Felipe Salomão.

Em 17 de maio, a corregedoria ordenou que todo o material apreendido pela polícia fosse encaminhado ao órgão e que o juiz fosse impedido de dar qualquer decisão a respeito do material.

Também determinou que a extração das cópias que seriam encaminhadas para a Corregedoria Nacional de Justiça tinham que ser acompanhadas por autoridade da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa de Cuiabá, para que fosse atestada “a integridade do conteúdo extraído em relação àquele entregue pela Polícia Judiciária à unidade judicial”.

Segundo o CNJ, ele fez diversas remarcações injustificadas de audiências, que ocasionaram a paralisação de processos.

Em agosto, dois desembargadores foram afastados do tribunal, por unanimidade, pelo CNJ. Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, segundo o conselho, são suspeitos de ter recebido vantagens financeiras para julgarem processos de acordo com os interesses de Zampieri.

Antes do afastamento dos desembargadores, o TJ-MT foi questionado sobre as menções à suposta influência do advogado Zampieri na cúpula da corte, mas não se manifestou.

Após o afastamento, o tribunal foi procurado pela reportagem novamente, mas não se manifestou.

A Folha procurou o juiz Wladymir Perri por meio da assessoria do tribunal, também antes dos afastamentos, mas ele não se posicionou. A reportagem não localizou a defesa dos desembargadores. Também procurado, o CNJ não se manifestou sobre o caso.

Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente do STJ, Herman Benjamin, disse que foram identificados indícios de venda de decisões em relação a um servidor, que foi afastado. Segundo ele, foi aberto um processo administrativo disciplinar sobre o caso.

José Marques e Alex Sabino, Folhapress
PoliticaLivre

STF suspende eleição antecipada para Mesa Diretora da Alese

 em 18 out, 2024 17:34

A assembleia afirmou que aguarda a notificação oficial do Supremo (Foto: Gabriel Jesus)

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) para o biênio 2025-2027, que foi realizada em junho de 2023, foi anulada. A informação foi divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 18.

De acordo com o STF, a anulação foi proposta pela Procuradoria-Geral da República, em ação contra artigo do Regimento Interno da Alese, que, ao seu ver, permitiria que a eleição acontecesse em qualquer momento do primeiro biênio da legislatura. Assim, o processo eleitoral foi antecipado para um período muito anterior ao início do mandato.

Diante da situação, o ministro Alexandre de Moraes, através da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7734, decidiu anular a eleição. Na liminar, o relator descreveu que a antecipação viola os princípios republicano e democrático e que o Tribunal já decidiu quanto à inconstitucionalidade deste processo.

Ainda conforme Moraes, a regra do regimento interno deve ser auxiliar para que as eleições da legislatura ocorram apenas a partir de outubro do ano anterior. Assim, a liminar será submetida ao Plenário para referendo.

Relembre o caso
No primeiro semestre de 2023, a Alese iniciou o processo eleitoral para a Mesa Diretora, com antecipação. No dia 6 de junho do ano passado, a assembleia reelegeu o deputado Jeferson Andrade (PSD) como presidente da mesa.

Conforme a legislatura, a antecipação do processo eleitoral foi aprovada por unanimidade na casa e elegeu a diretoria para o 2º biênio da 20ª Legislatura, com base nos artigos 7º e 10º da Resolução 33/2005 do Regimento Interno.

O que diz a Alese?

Em resposta ao Portal Infonet, a Assembleia Legislativa de Sergipe afirmou que ainda não foi oficialmente notificada sobre a decisão do ministro. “Uma vez notificada, a Assembleia cumprirá a decisão do Supremo”, completou a legislatura.

 

por Carol Mundim e Verlane Estácio com informações do STF

 

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Em meio à crise com a Aneel, Planalto deve propor mudanças em agências reguladoras

Publicado em 18 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Charge do Rice (Arquivo do Google)

Pedro do Coutto

Na esteira da crise que envolve a Agência Nacional de Energia Elétrica e o apagão em São Paulo, o governo federal quer propor mudanças na legislação sobre as agências reguladoras no país. O presidente Lula da Silva solicitou à Advocacia Geral da União que elabore um texto para mudar o formato de como as agências prestam contas de suas atividades.

A proposta de mudança terá que passar pelo Congresso Nacional, onde o governo possivelmente terá dificuldades. O setor já causou incômodos ao governo em outras ocasiões. No final de agosto, Lula e o diretor da Anvisa trocaram farpas após o presidente cobrar mais agilidade na liberação de remédios.

PRIVATIZAÇÕES – As agências reguladoras foram criadas em 1997, após um programa de privatizações do governo FHC, com o objetivo de fiscalizar serviços que antes eram geridos unicamente pelo Estado. Elas são independentes e foram criadas para serem “blindadas” de influências políticas, o que torna sempre delicadas as tentativas de mudanças.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou nesta semana ser favorável ao fim dos mandatos nas agências reguladoras. Na prática, significa autorizar o Planalto a demitir diretores das autarquias. Segundo Silveira, o presidente Lula tem uma posição mais conservadora, mas que ainda intervém no atual modelo. Lula quer coincidir o mandato dos diretores com o do presidente da República.

EMBATE –  A posição mais radical de Silveira é resultado de um constante embate do ministro com a Aneel. Desde o início do ano, Silveira tem tido contratempos com a agência e já disse em algumas oportunidades que a agência está “boicotando” o governo. Hoje, os mandatos nas agências têm duração de quatro anos, mas o período não é casado com o mandato presidencial. Todos os diretores da Aneel foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, com alguns mandatos se estendendo até 2028.

Silveira declarou que a Aneel é omissa ao não iniciar rapidamente um processo administrativo contra a Enel pelo apagão em São Paulo, o que poderia levar a uma intervenção federal na concessão. Na sua visão, que é compartilhada por outras figuras do Planalto, não faz sentido o Planalto ser obrigado a ter que lidar com diretores indicados pelo presidente da gestão anterior.

PROCESSO –  Silveira disse que as agências reguladoras deveriam ter um processo similar ao da Empresa de Pesquisa Energética. Na estatal, o presidente pode ser demitido pelo chefe da República e trocado sem passar pelo Congresso Nacional.

O descalabro causado pelo apagão acarretou prejuízos imensos na Grande São Paulo. A Enel, concessionária de energia elétrica, afirmou nesta quinta-feira, que 3,1 milhões de imóveis ficaram sem luz – mais do que os 2,1 milhões inicialmente informados pela empresa. Propor alterações nas agências reguladoras, após o incidente, parece tardio. Mas é preciso que se tenha uma ação concreta. Caso contrário, o quadro poderá se repetir, fazendo com que a população seja o principal alvo dos incidentes.

Na Congresso, PL só votará em quem se comprometer a anistiar Bolsonaro

Publicado em 18 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

PF diz que Valdemar Costa Neto usou PL para 'financiar' estrutura de apoio  a golpe de Estado | Política | G1

Costa Neto oferece trocar votos por apoio à anistia

Fernanda Strickland e Júlia Portela
Correio Braziliense

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, condicionou o apoio do partido a candidatos às presidências da Câmara e do Senado que se comprometam a defender o projeto de lei da anistia, que pretende livrar os golpistas do 8 de janeiro. A proposta, na avaliação do dirigente, é um caminho para reverter a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O chamado PL da Anistia está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Segundo Costa Neto, o texto é um ponto-chave na sucessão das presidências das duas Casas. “Não tenha dúvida disso”, frisou, em entrevista à CNN Brasil.

ESTÁ CONFIANTE – Costa Neto foi enfático ao afirmar que a inelegibilidade de Bolsonaro será revertida. Ele comparou a situação do ex-presidente com a do atual chefe do Executivo federal, Luiz Inácio Lula da Silva, que também enfrentou restrições legais antes de concorrer novamente à cadeira do Palácio do Planalto.

“Vamos lutar para incluir Bolsonaro”, frisou, em relação ao projeto de lei, “porque a condenação dele foi simplesmente absurda. Só porque conversou com embaixadores e disse que era contra as urnas. É a opinião dele, que tem de ser respeitada. Na opinião do dirigente, o caminho legislativo para reverter a inelegibilidade é mais “fácil” do que tentar uma decisão favorável na Justiça Eleitoral.

“O projeto de lei não trata do assunto do Bolsonaro. Vamos ter de fazer isso no andar da carruagem. E temos de pôr isso na pauta do presidente da Câmara e do presidente do Senado, a serem eleitos”, destacou.

INELEGÍVEL – Bolsonaro está inelegível por oito anos. Em 2023, ele foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político na corrida eleitoral de 2022. Em julho daquele ano, o então presidente fez uma reunião com embaixadores na qual colocou em dúvida a lisura do processo eleitoral, sem apresentar provas.

Apesar do aparente entusiasmo, Costa Neto admitiu que convencer a Câmara a apoiar o PL da Anistia será tarefa complicada. “Agora, nós temos que convencer os deputados a votarem”, afirmou.

Na Câmara, o PL conta com 92 parlamentares, a maior bancada da Casa. No Senado, o partido tem 14 integrantes. Embora as eleições para as duas presidências estejam previstas apenas para fevereiro de 2025, as articulações em torno da sucessão do deputado Arthur Lira (PP-AL) e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) estão em pleno andamento nos bastidores do Congresso.

CANDIDATOS – Para a sucessão na Câmara, há três candidatos: Hugo Motta (Republicanos-PB), Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e Antonio Brito (PSD-BA). Motta corre por fora, com acenos de que será o candidato de Arthur Lira, atual presidente.

Já Nascimento e Brito se juntaram em uma aliança: o candidato que tiver mais apoio com a chegada da eleição será o escolhido para continuar a campanha, com o apoio do outro.

Nesta semana, deputados do PT se reuniram para discutir quem a sigla deve apoiar. A bancada tem 68 deputados, só perdendo para o PL. O líder da legenda na Câmara, Odair Cunha (MG), afirmou, na terça-feira, que o apoio pode ir para Motta.

MAIOR DISCUSSÃO – “O PT está discutindo qual é a tese que nós vamos decidir. Se vamos decidir pela manutenção e pela permanência no blocão ou se vamos produzir um novo bloco aqui na Casa. Essa é a discussão central. E nessa tese de permanência, temos uma candidatura que significa a convergência dessas forças políticas, que é a do Hugo Motta”, disse Cunha.

Nesta quinta-feira, Lula disse que pretende ficar fora das discussões. “Tenho como prática política não me meter na escolha do presidente da Câmara. Isso é uma coisa do Congresso Nacional. Como eu respeito a autonomia de cada Poder, o meu presidente será aquele que for eleito”, garantiu, em entrevista a uma rádio baiana. “Goste eu dele ou não, vou conversar e tratar como presidente da Câmara.”

Já Elmar Nascimento busca apoio por fora. Na segunda-feira, ele se reuniu com membros do MST e foi a São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, para um encontro com metalúrgicos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Se Lula foi descondenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, hipoteticamente Bolsonaro também poderia ser anistiado, mas o ministro Alexandre de Moraes já avisou que o Supremo não aceitará tal decisão. E agora? (C.N.)


Sinwar, líder do Hamas, se escondia usando crianças e professoras como escudo humano

Publicado em 18 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Morto nesta quinta-feira, Yahya Sinwar foi líder do Hamas e arquiteto do atentado de 7 de outubro.

Yahya Sinwar era chamado de o “Açougueiro de Khan Younis”

Ben Hubbard
Estadão (NYT)

Yahya Sinwar, o líder terrorista palestino que saiu de duas décadas de prisão em Israel para chegar ao comando do Hamas e ajudar a planejar o ataque mais letal da história israelense, morreu na quinta-feira. Ele tinha cerca de 60 anos.

Líder de longa data do Hamas, que assumiu seu principal cargo político em agosto, Sinwar era conhecido entre seus apoiadores e inimigos por combinar astúcia e brutalidade. Ele desenvolveu a capacidade do Hamas de prejudicar Israel a serviço do objetivo de longo prazo do grupo de destruir o Estado judeu e construir uma nação islâmica palestina em seu lugar.

Ele desempenhou um papel central no planejamento do atentado terrorista surpresa ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que matou 1,2 mil pessoas, levou outras 250 de volta a Gaza como reféns e o colocou no topo da lista de mortes de Israel. Os líderes israelenses prometeram caçá-lo, e os militares lançaram panfletos sobre Gaza oferecendo uma recompensa de US$ 400.000 por informações sobre seu paradeiro.

NOS TÚNEIS – No entanto, por mais de um ano, ele permaneceu esquivo, sobrevivendo em túneis que o Hamas havia cavado sob Gaza, mesmo quando Israel matou muitos de seus combatentes e associados.

O legado de Sinwar entre os palestinos é complexo. Ele criou uma força capaz de atacar os militares mais sofisticados do Oriente Médio, apesar do rígido bloqueio israelense-egípcio a Gaza. Mas o ataque de 7 de outubro levou Israel a se comprometer não apenas a acabar com o domínio de 17 anos do Hamas em Gaza, mas também a destruir completamente o grupo.

O ataque elevou o apoio ao Hamas na Cisjordânia ocupada por Israel e em outras partes do mundo árabe, de acordo com as pesquisas, mas não entre os habitantes de Gaza, cujas vidas e casas sofreram o impacto da invasão subsequente de Israel.

“O AÇOUGUEIRO” – Sinwar estudou árabe na Universidade Islâmica de Gaza e se envolveu na política islâmica. Por volta do início do primeiro levante palestino, ou intifada, contra a ocupação israelense da Cisjordânia e de Gaza em 1987, os islamistas palestinos fundaram o Hamas, que se comprometeu a destruir Israel e substituí-lo por um Estado palestino. Israel, os Estados Unidos e outros países designaram Sinwar como terrorista e o Hamas como uma organização terrorista.

Sinwar, um dos primeiros membros do Hamas, liderou um grupo encarregado de punir palestinos acusados de espionagem para Israel, muitas vezes com execuções. Ele realizava essa tarefa com tanta brutalidade que ganhou o apelido de “Açougueiro de Khan Younis”.

Em 1988, Israel prendeu Sinwar e depois o processou pelo assassinato de quatro palestinos suspeitos de colaborar com Israel. Ele passou mais de duas décadas em prisões israelenses, uma experiência que, segundo ele, lhe permitiu estudar seu inimigo.

DOR NA NUCA – Ao longo dos anos, Israel perdeu várias oportunidades de manter Sinwar fora do campo de batalha – ou eliminá-lo completamente. Durante seu encarceramento, um dentista judeu da prisão, chamado Yuval Bitton, passou a conhecê-lo e soube de seus esforços contínuos para punir os palestinos que ele suspeitava estarem trabalhando com Israel.

Em 2004, Sinwar desenvolveu uma dor na nuca que Bitton disse aos colegas que exigia atenção médica urgente. Os médicos removeram um tumor cerebral agressivo que poderia ter matado Sinwar se não fosse tratado, e Sinwar agradeceu a Bitton por ter salvado sua vida.

“Era importante para ele que eu entendesse a importância disso no Islã – que ele me devia sua vida”, disse o Dr. Bitton, que mais tarde se tornou chefe de inteligência do Serviço Prisional de Israel. Em uma dolorosa reviravolta do destino, quando o Hamas atacou Israel em 2023, o sobrinho de Bitton, Tamir Adar, estava entre os reféns levados para Gaza, onde morreu logo depois.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Sinwar se escondia usando escudos humanos. O subterrâneo onde ele foi morto por acaso num ataque israelense ficava debaixo dos escombros de uma escola. Várias professoras e crianças teriam sido mortas junto com ele. Será que essa guerra vale a pena? Ou significa apenas matar por matar? (C.N.)


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