quinta-feira, outubro 17, 2024

Lula agora terá que acomodar aliados que os eleitores “demitiram” ao votar


Edinho Silva | Político | G1

Edinho, o futuro presidente do PT, está desempregado

Andreza Matais
Do UOL

O resultado das eleições municipais até agora se tornou uma dor de cabeça para o governo Lula. Com aliados políticos importantes derrotados, seu entorno já admite uma reforma ministerial e do segundo escalão para acomodar os novos desempregados. Não é de hoje que Lula é cobrado a mexer no governo por sua base aliada, especialmente para melhorar a comunicação e a articulação política.

A pressão aumenta com a troca no comando da Câmara e do Senado no início de 2025, quando a fila de derrotados irá aumentar. O Palácio terá que recolher os mortos e feridos.

Só para ficar em alguns nomes – Edinho Silva (PT), prefeito de Araraquara, não conseguiu fazer o sucessor; Emídio de Souza (PT) foi derrotado em Osasco; Waguinho (Republicanos) também não emplacou o sucessor.

CASO DE NUNES – Pablo Marçal (PRTB) perdeu a eleição em São Paulo, mas o resultado acende um alerta na esquerda. Ele obteve apenas 56.853 votos a menos do que Guilherme Boulos (PSOL).

A distância para Ricardo Nunes (MDB) foi um pouco maior, de 81.865 votos. Aqui, mais um alerta para a esquerda: se Nunes for eleito, Lula ganha um adversário de peso na disputa de 2026: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu padrinho político.

Na política, não há nada que atraia mais do que a expectativa de poder. Tarcísio será um ímã se fizer com que o desconhecido Nunes — até as vésperas da eleição, uma das perguntas mais feitas no Google era “quem é o prefeito de São Paulo?” — ganhe mais um mandato. Lula irá precisar colocar na vitrine seu grupo para que esses aliados não caiam no ostracismo até 2026. 

Projeto de Bacelar propõe reparação histórica e desenvolvimento para Canudos

 Foto: Divulgação

O deputado federal Bacelar (PV)17 de outubro de 2024 | 17:57

Projeto de Bacelar propõe reparação histórica e desenvolvimento para Canudos

exclusivas

O deputado federal Bacelar (PV) apresentou um projeto de lei (PL 3164/24) que estabelece a reparação histórica e financeira para o município de Canudos, na Bahia, em parceria com os governos federal, estadual e a prefeitura local. A proposta visa compensar os danos causados pelo massacre de Canudos no final do século 19, quando o arraial, liderado por Antônio Conselheiro, foi destruído pelo Exército brasileiro, resultando na morte de milhares de pessoas. Segundo Bacelar, “é necessário reconhecer o erro histórico e promover a justiça social para as futuras gerações”.

O projeto prevê investimentos em educação, incluindo a construção de uma escola em tempo integral, além de políticas sociais voltadas para a redução da pobreza e desigualdades na região. “A reparação não é apenas simbólica, mas também prática, com ações concretas que beneficiarão a população de Canudos,” afirmou o deputado.

A iniciativa também busca promover o turismo ecológico, destacando a preservação da arara-azul-de-lear, espécie endêmica da Caatinga ameaçada de extinção. Outras ações incluem a regularização fundiária para os trabalhadores rurais de Canudos e o mapeamento topográfico da região para garantir o abastecimento de água adequado às propriedades agrícolas.

Ao argumentar, Bacelar ressaltou a importância da proposta não só para os moradores da região, mas também para a cultura histórica da Bahia. “Essa é uma oportunidade de corrigir injustiças históricas e garantir que Canudos tenha um futuro mais próspero, com desenvolvimento econômico e social, após tantas décadas de abandono” concluiu.

PoliticaLivre

Reintegração de Posse Expõe Irregularidades no Final de Governo em Jeremoabo

 




O episódio de reintegração de posse em Jeremoabo envolvendo um advogado, que também é ex-procurador e ex-chefe de gabinete do prefeito Deri do Paloma, expõe mais um caso problemático no final deste governo. A presença da Polícia Militar para garantir o cumprimento de uma ordem judicial de desocupação de um terreno revela a seriedade da situação. A medida liminar foi emitida "initio litis", ou seja, logo no início do processo, o que indica urgência na resolução da disputa e a existência de indícios claros de que o ocupante não tinha o direito de permanecer na área.

A decisão judicial não se limitou a ordenar a desocupação; também estabeleceu uma multa de 20% sobre o valor da causa, devido ao desrespeito à autoridade judicial, caracterizando um atentado contra a dignidade da justiça. A determinação de conduzir coercitivamente o destinatário da ordem ou qualquer outra pessoa encontrada no imóvel mostra a gravidade com que a justiça tratou o descumprimento da liminar.

Este episódio levanta questões importantes sobre o papel e a conduta dos advogados, especialmente aqueles que atuam na administração pública. O comportamento do ex-procurador neste caso é emblemático e serve de exemplo negativo, gerando questionamentos sobre o respeito às leis e aos direitos de propriedade. Para a população de Jeremoabo, casos como esse podem reforçar a percepção de que a corrupção e o desrespeito às normas são práticas comuns entre aqueles que deveriam zelar pela ordem e justiça.

Além disso, o contexto do final de mandato, com denúncias de problemas na prefeitura e irregularidades eleitorais, como o uso de supostos "laranjas" nas cotas femininas de candidatos, contribui para uma sensação de instabilidade e descrédito no sistema político local. A atuação firme da justiça em casos como este é essencial para restabelecer a confiança na legalidade e na proteção dos direitos dos cidadãos.;



Degradação Ética e o Abandono da Educação: Jeremoabo no Fundo do Poço

 Os professores da Escola Municipal Evaristo e do Colégio Municipal Sao João Batista  estão dando aula nos 4° e 5° horários, do turno da tarde NO ESCURO.

 Porque as salas não têm lâmpadas.




A situação descrita numa mensagem enviada por um aluno que estuda no Colégio Evarista em Jeremoabo, é um retrato contundente da degradação ética e moral que pode ocorrer em uma administração pública, especialmente em um governo que chega ao fim de um mandato marcado pela derrota eleitoral. O cenário de professores ministrando aulas no escuro, devido à falta de lâmpadas nas salas, evidencia o descaso com a educação e a falta de compromisso com as condições mínimas necessárias para o aprendizado.

O contraste entre o abandono das necessidades básicas e o aumento salarial exorbitante concedido ao prefeito, secretários e vereadores revela uma inversão de prioridades. Os recursos que poderiam ser usados para resolver problemas como a falta de iluminação nas escolas e o pagamento das contas de energia em atraso são, em vez disso, destinados a inflar os salários daqueles que já ocupam cargos de poder. Essa disparidade acentua o sentimento de injustiça e revolta, pois evidencia que a gestão está mais preocupada com os próprios interesses do que com o bem-estar da população.

O caso expõe o fundo do poço em que Jeremoabo parece estar afundando, uma metáfora para a degradação administrativa e moral que aflige a cidade. Quando uma administração pública se mostra incapaz de atender às necessidades básicas dos cidadãos, especialmente em áreas prioritárias como a educação, fica claro que a gestão perdeu completamente o rumo e a legitimidade. Essa situação agrava ainda mais o clima de desesperança e frustração, deixando a população à mercê de um governo sem responsabilidade com o futuro dos seus cidadãos.

Em um contexto de crise e descaso, a sensação de abandono e impotência cresce. Esse quadro evidencia a necessidade urgente de mudanças profundas na forma como o poder público é gerido, com um foco maior na transparência, na responsabilidade fiscal e na priorização das necessidades reais da comunidade. O cenário de escolas sem luz, enquanto os salários dos governantes são elevados, é um lembrete de que a ética e o compromisso com a população precisam ser resgatados para que Jeremoabo possa sair desse ciclo de decadência.

Camila Montalvão assume Procuradoria Municipal

 

Camila Montalvão assume Procuradoria Municipal

Com informação da Ascom = PMPA
Divulgação

O prefeito Marcondes Francisco, nomeou nova advogada para a Procuradoria Municipal, que passa a  ter à frente Camila Montalvão. A nomeada substitui Igor Montalvão,  que ocupa a pasta desde 2017. 

Igor se afasta do cargo para concorrer a Conselheiro Estadual da OAB Bahia a convite da candidata a presidente Ana Patrícia Dantas Leão.

FLICA 2024 - Cachoeira deve atrair um público de 100 mil pessoas, nestes quatro dias da Flica.

 



                                          Fotos: Divulgação Ascom - FHB / Flica 2024

Cachoeira deve atrair um público de 100 mil pessoas, nestes quatro dias da Flica.

O maior evento literário do Norte Nordeste e o segundo maior do Brasil está avançando não apenas na quantidade de público como também na qualidade da programação. “Nesta edição, por exemplo, estarão presentes 58 autores nacionais e internacionais”, destaca Vanessa Dantas, coordenadora geral do evento. 

Cachoeira, 17 de outubro de 2024.

A cidade é Cachoeira, 120 km da capital baiana, considerada Monumento Nacional, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional em 1971. 

O município é situado no recôncavo sul, depois de Salvador, é a cidade baiana que reúne o mais importante acervo arquitetônico no estilo barroco e o maior estaleiro cultural independente do Brasil. Foi sede do governo durante a Guerra da Independência. Ali foram organizados e treinados os batalhões que lutaram em Salvador e em Cachoeira contra os ataques portugueses.

Em sua 12ª edição, a Festa Literária Internacional de Cachoeira — Flica, evento que é totalmente gratuito, promove uma reflexão que mescla a literatura da Bahia com as mais diversas manifestações culturais e populares. E o tema deste ano é “O mundo da literatura em festa”.

A Flica reúne debates, apresentações e intervenções artísticas, encontros literários, lançamentos de livros, sessões de espetáculos, contação de histórias, apresentações literárias, exibição de conteúdos audiovisuais e apresentações de filarmônicas, realizada entre os dias 17 e 20 de outubro, deste ano.

A Festa Literária Internacional de Cachoeira acontece desde 2011, e já se tornou tradição na cidade de Cachoeira e no Recôncavo Baiano, onde, pelos palcos da Flica, já se passaram autores e autoras, e personalidades de nomes nacionais e internacionais.  

Nesta edição, os principais espaços são a Tenda Paraguaçu, Fliquinha e Geração Flica, além da programação artística, dividida entre o Palco Raízes e o Palco dos Ritmos, que vão sediar diversas atrações imperdíveis. Todos os espaços têm indicação etária livre e contam com acessibilidade, tradução em libras e audiodescrição. 

Na abertura oficial, nesta quinta-feira (17), a diretora-executiva da Fundação Hansen Bahia, Vanessa Dantas, tem a expectativa de superar todas as anteriores edições da festa literária. “De 2022 para cá, a cada ano temos superado em público. O último registro tinha sido de 40 mil pessoas, em 2022 registramos 60 mil, em 2023, 80 mil e quem sabe agora na, 12° edição, alcançar 100 mil pessoas”. 

Já a Vice-prefeita da cidade de Cachoeira, Cristina Soares (PSB), resulta que é um papel transformador da Flica na realidade literária e cultural da cidade e do estado da Bahia. “É uma honra para nós e é um prazer que o mundo da literatura em festa aconteça aqui na Heróica Cidade de Cachoeira. Sejam bem-vindos e vida longa à Flica”. 

O secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, reforçou o quanto o Governo acredita, valoriza e investe na promoção de feiras e festivais literários na Bahia. “Nós estamos aqui como potente e caloroso recado para a Bahia e para o mundo de o quanto vale a pena se investir em educação, em cultura e acreditar no potencial que o nosso povo tem”.

Para o diretor-geral do Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), Marcelo Lemos, a Feira é um fenômeno e evidência toda a pujança e a potência das forças literárias do estado. 

Casa do Governo.

Com uma programação intensa espalhada em oito diferentes espaços da cidade, a Casa do Governo, que funciona na sede da Fundação Hansen Bahia, reúne um conjunto de ações de um total de 13 secretarias.

Este ano, a Empresa Gráfica da Bahia (EGBA) traz um pedacinho do seu parque fabril, com a produção de um jornal diário, impresso, desta quinta até sábado (17 a 19) com matérias curtas e fotos do que aconteceu na Casa do Governo, distribuídos aos visitantes. 

Na programação da Casa do Governo, desta quinta-feira (17),  a abertura oficial ficou por conta da Secretaria de Segurança Pública (SSP), que levantou o astral do espaço com a Banda de Música da Polícia Militar da Bahia, comandada pelo maestro Wanderley, e o Coro Sinfônico. Em seguida, Carolyne Amorim, secretária de Política para as Mulheres (SPM), ministrou uma aula de yoga voltada para mulheres e o lançamento do livro “Um homem chamado Dorgon”, do autor Jackson Preto, pela Fundação Pedro Calmon (FPC).

Uma rodada de oficinas movimentou o espaço com abordagens da cultura da infância, jogos teatrais e músicas populares oferecidos pelo Centro de Cultura Popular e Identitária (CCPI), e a prática de Heels Dance, ensinada pela professora Talita Lima da FUNCEB. Também marcou presença a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). 

Na sexta-feira, (18), segundo dia, tem início na Casa do Governo uma série de rodas de conversa que agregam temas como “Presença das Mulheres na Literatura”, “Economia Circular e Sustentabilidade”, “Repertório de Escritas para Diversidade”, “Juventude, Leitura e Processo Criativo” conduzida pela romancista Júlia Grilo e, para encerrar, “Gingando com a Produção Científica e Literária sobre a Capoeira”, acompanhada de uma roda de capoeira organizada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).

Ao longo da sexta-feira, haverá o lançamento do livro “Os Povos Ciganos”, pelo CCPI, e do Selo Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, pela FPC. Outra atração que não passará despercebida e fará a alegria da criançada é o Robozão, um robô móvel comandado por controle remoto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), que volta a aparecer no sábado.

Fundação Hansen Bahia (FHB): 


A Fundação Hansen Bahia é uma entidade cultural, pessoa jurídica de direito privado e patrimônio próprio nos termos da lei civil, sem fins lucrativos e reconhecida de utilidade pública pela Câmara de Vereadores do Município de Cachoeira, no dia 27 de outubro de 1981, cujo projeto de lei tem o número 03/81. 

Aperfeiçoar o homem através da arte e da cultura sempre foi um dos propósitos da Fundação Hansen Bahia, a parte educacional e social, a mais importante. 

A curadoria da FLICA é formada por Calila das Mercês, Emília Nuñez, Deko Lipe e Linnoy Nonato. A Coordenação Geral é assinada por Vanessa Dantas, diretora-executiva da FHB.

Uma realização da Fundação Hansen Bahia (FHB), em parceria com a Prefeitura de Cachoeira, LDM (livraria oficial do evento), CNA NET (internet oficial do evento) e conta com o apoio da Bracell, ACELEN, Bahiagás, Governo do Estado da Bahia, através da Bahia Literária, ação da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura e da Secretaria de Educação, Caixa e Governo Federal.


*Fábio Costa Pinto, jornalista e conselheiro da Fundação Hansen Bahia.


Nepotismo e Aumentos Imorais: O Desgoverno de Deri do Paloma Explora o Povo de Jeremoabo

 De acordo com a Lei N. 683/2024 de 01 de outubro de 2024 o  Salário do Prefeito   passou para R$ 25.000,00;

Vice -prefeito R$ 12.500,00

Secretário e chefe de Gabinete R$ 10.000,00

Vereador R$ 9.901.92, em 01/25; à partir de inelegível 

R$ 10.432,39

Quadiênio 2025/2028


Imoral, vergonhoso… um escárnio o aumento salarial do prefeito de Jeremoabo e  vereadores se considerar a pobresa e os próprios salários pagos aos servidores da câmara e dos  trabalhadores do município.


O desgoverno de Deri do Paloma em Jeremoabo reflete uma prática alarmante de exploração do povo e perpetuação de um sistema que favorece apenas a elite política e seus aliados. Durante sua gestão, o prefeito favoreceu abertamente sua própria família, utilizando o nepotismo para garantir cargos e benefícios. Na esperança de manter essa rede de privilégios, ele acreditou que seu sobrinho venceria as eleições. Para assegurar ainda mais vantagens, elevou o salário do prefeito para R$ 25.000, enquanto os secretários passaram a receber R$ 10.000 e os vereadores R$ 10.432. Entretanto, a tentativa saiu pela culatra, e o sobrinho acabou derrotado nas urnas.

Com a vitória de Tista de Deda, os benefícios assegurados por meio do nepotismo enfrentam uma ameaça iminente, e os familiares do atual prefeito podem perder essas regalias. No entanto, essa situação escancara uma realidade incômoda: o aumento salarial imoral e exorbitante não é culpa apenas do prefeito, mas também dos vereadores, que aprovaram a medida em benefício próprio. Ao apoiar um reajuste tão desproporcional, os representantes do Legislativo ignoraram o sofrimento do povo de Jeremoabo, que enfrenta uma dura realidade marcada pela falta de serviços públicos de qualidade e pela ausência de oportunidades.

A aprovação desses aumentos deixa evidente a prioridade dos políticos locais: o interesse próprio acima das necessidades da população. Quando deveriam lutar pelo bem-estar dos cidadãos, os vereadores escolheram assegurar seus próprios privilégios. Para o povo, especialmente os mais pobres e carentes, a realidade permanece a mesma: durante o período eleitoral, o eleitor tem valor, mas, depois, é esquecido. O assistencialismo e o clientelismo tomam o lugar do compromisso com políticas públicas verdadeiramente transformadoras, e o cidadão comum é deixado à margem.

Essa exploração é amplificada pela falta de educação e conscientização política. A população de Jeremoabo, em sua maioria, não tem acesso a uma educação de qualidade que a capacite a lutar por seus direitos e a exigir mudanças. Quanto menos instrução e cultura, mais fácil se torna para os "sugadores do dinheiro público" perpetuarem suas práticas corruptas. Isso cria um ciclo de exclusão e exploração, no qual o povo permanece vulnerável aos caprichos de uma elite política que se sustenta no poder à custa do sofrimento alheio.

A escravidão, no sentido formal, pode ter sido abolida, mas a exploração moderna persiste. Ela se manifesta através de políticas que favorecem poucos e ignoram muitos. Jeremoabo merece representantes que priorizem o bem-estar coletivo, que lutem por uma educação de qualidade e oportunidades para todos, e que estejam verdadeiramente comprometidos em acabar com o ciclo de corrupção e clientelismo que aflige o município há tanto tempo

Aumento Imoral de Salários em Jeremoabo: Privilégios para Políticos, Sofrimento para o Povo"




 A situação em Jeremoabo parece ilustrar uma crise de prioridades na administração pública, onde o aumento de vencimentos do prefeito, secretários e vereadores se destaca em meio à escassez de recursos para necessidades essenciais. Em um município com dificuldades financeiras, como a falta de medicamentos, precariedade na infraestrutura, condições inadequadas para os servidores e déficits no fornecimento de água para a zona rural, a decisão de aumentar os subsídios soa como uma imoralidade e um desrespeito ao cidadão que paga impostos.

Esse tipo de reajuste salarial, especialmente em contextos de crise, revela uma desconexão entre os representantes eleitos e a realidade do povo. A população sofre com a falta de recursos para serviços básicos, enquanto os gestores priorizam seus próprios interesses financeiros. A prática de inflar a folha de pagamento pública apenas agrava a situação fiscal, criando uma bola de neve de dívidas que será deixada para os futuros gestores, dificultando ainda mais a possibilidade de investimentos para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

A decisão de aumentar os vencimentos, especialmente quando há atrasos ou problemas no pagamento de direitos e salários dos servidores, como professores, agentes de saúde e garis, pode ser vista como um reflexo de um sistema político marcado pelo assistencialismo, pela corrupção e pela falta de compromisso com o bem-estar coletivo. A insatisfação da população diante dessas ações revela uma necessidade urgente de mudanças na administração pública e de uma gestão que coloque os interesses da comunidade acima dos privilégios pessoais dos políticos.

O problema em Jeremoabo não é apenas financeiro, mas também ético e moral, indicando uma degradação nos valores de quem deveria zelar pelo bem público. Para muitos, a esperança de que a situação melhore parece residir apenas na intervenção divina, dada a natureza crônica dos problemas enfrentados.

Militares planejam oferecer empresa espacial para lançar foguetes de Musk


Base de Alcântara, no Maranhão, irá lançar foguete de empresa privada nos próximos dias

Base de Alcântara tem a melhor localização do mundo

Gustavo Côrtes
Estadão

Assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de outubro, o projeto de lei que cria a Alada, uma empresa pública aeroespacial, faz parte do plano de militares da Aeronáutica de transformar a base de Alcântara, no Maranhão, em um polo de lançamento de foguetes. O plano da FAB mira um cliente em especial: a Space X, do bilionário sul-africano Elon Musk.

Um relatório elaborado por um grupo interministerial com participação de oficiais da Força defende que a estatal tenha primazia na exploração comercial das atividades privadas no local e faz menção à companhia estrangeira. Procurada, a Força Aérea Brasileira (FAB) não se manifestou até a publicação da reportagem.

ELOGIOS – O estudo de mercado anexado ao documento, em que foram mapeadas as principais participantes do setor, trata a empresa de Musk como uma das mais inovadoras, elogia sua capacidade de reutilizar foguetes já lançados e destaca a sua rede de satélites, a Starlink, considerada a maior do mundo.

“A Space X domina a reutilização e executa os lançamentos da Starlink em custo marginal, com a recuperação e reutilização do Falcon 9 se tornando um novo padrão, o primeiro lançador totalmente reutilizável, abrindo o caminho para lançamento a custo marginal”, diz. Outras empresas também são citadas, como a Virgin Galactic e a Blue Origin.

As Forças Armadas já mantêm parcerias com Musk. Em agosto, o Comando Militar da Amazônia (CMA), que atende aos Estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre e atua na proteção das fronteiras, contratou o serviço de internet da Starlink para unidades militares daquela região. Em setembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação sobre um suposto favorecimento na licitação, de R$ 5 milhões. De acordo com a denúncia, a empresa era a única capaz de atender às exigências do edital.

ENCHENTES NO SUL – O Exército disponibilizou ainda 100 pontos de internet da rede de satélites Starlink para comunidades localizadas no Rio Grande do Sul durante as enchentes que mataram mais de 170 pessoas no Estado..

Ao justificar a importância do projeto de criação da empresa Alada, os militares citam as necessidades de comunicação via satélite do governo, o fornecimento de internet banda larga e o apoio a missões militares, demandas já atendidas pela Starlink no País.

Lula tem um histórico de críticas a Musk, devido a disputas do empresário com o Supremo tribunal Federal (STF) relacionadas ao X, rede social da qual é dono. “De repente você tem um cidadão que se transformou no mais rico do mundo que ousa desafiar as constituições dos países que não concordam com ele. Aonde nós vamos parar? Aonde a democracia vai se sustentar?”, disse ele em evento realizado em setembro na Assembleia Geral da ONU.

BLOQUEIO – Na época, a plataforma estava bloqueada no Brasil após descumprir determinações da Corte. O petista já havia feito críticas anteriores em que o acusou de desrespeitar as leis brasileiras. “Seremos sempre intolerantes com qualquer pessoa, tenha a fortuna que tiver, que desafie a legislação brasileira. Nossa soberania não está à venda”, disse em pronunciamento público de rádio e TV.

Se for formalmente criada – o que ainda depende de aprovação do Congresso –, a Alada será dependente de recursos do Tesouro e subsidiária da Nav Brasil, vinculada ao Ministério da Defesa e presidida pelo Major-Brigadeiro do Ar José Pompeu dos Magalhães Brasil Filho.

De acordo com o relatório, a nova estatal poderia abrir subsidiárias no exterior e formar sociedade com outras empresas públicas. A implantação do plano de negócios faria com que a Alada deixasse de consumir verbas da União “em curto espaço de tempo”, diz o documento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, o Brasil funciona (?) em ritmo de comédia, protagonizado pelos Trapalhões, que acabam transformando Musk em herói nacional. (C.N.)


Israel mata Sinwar, o chefe do Hamas que liderou o atentado de 7 de outubro


O líder do Hamas, Yahya Sinwar, participa de um comício em Khan Yunis, no sul de Gaza

Sinwar estava escondido nos subterrâneos de uma escola

Deu no Estadão

O Exército de Israel confirmou em um comunicado na tarde desta quinta-feira, 17, a morte do líder do Hamas, Yahya Sinwar. As Forças de Defesa de Israel (FDI) já haviam apontado durante a manhã que estavam investigando se soldados israelenses haviam matado Sinwar em um confronto na quarta-feira, 16, no sul da Faixa de Gaza.

A notícia da morte de Sinwar já havia sido confirmada pelo Canal 12, de Israel, e também pelo jornal americano The Washington Post, que apontou que Tel-Aviv confirmou a morte do terrorista do Hamas após os resultados dos primeiros testes de DNA. O Hamas não confirmou imediatamente a sua morte.

SAUDAÇÃO – O presidente de Israel, Isaac Herzog, saudou o Exército israelense após a morte do terrorista do Hamas. “Sinwar, o arquiteto do ataque mortal de 7 de Outubro, foi durante anos responsável por atos hediondos de terrorismo contra civis israelenses, cidadãos de outros países, e pelo assassinato de milhares de pessoas inocentes.”

Na manhã desta quinta-feira, o Exército de Israel emitiu um comunicado em que comunicou o público da possibilidade de ter matado Sinwar. Tel-Aviv afirmou que três terroristas do Hamas foram mortos no confronto e que não havia sinais de reféns israelenses nas proximidades. O corpo do terrorista também tinha muitas semelhanças físicas com o de Sinwar.

A operação militar israelense em Gaza que matou Sinwar começou após um ataque aéreo israelense, que matou pelo menos 15 pessoas em uma escola, segundo o ministério da Saúde de Gaza.

MORTOS E FERIDOS – Fares Abu Hamza, chefe da unidade de emergência local do Ministério da Saúde de Gaza, confirmou o número de vítimas do ataque e disse que dezenas de pessoas ficaram feridas. Segundo o oficial, o Hospital Kamal Adwan, nas proximidades, estava lutando para tratar as vítimas. ”Muitas mulheres e crianças estão em estado crítico”, disse ele.

Israel mantem uma forte ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza, com ataques aéreos em diversas partes do enclave. Após o bombardeio, Israel afirmou que o alvo era um centro de comando administrado pelo Hamas e pela Jihad Islâmica dentro da escola.

Sinwar foi um dos principais arquitetos do ataque terrorista do Hamas a Israel no dia 7 de outubro de 2023, que deixou 1,2 mil mortos e 250 sequestrados. Israel prometeu matá-lo desde o início da guerra contra o grupo terrorista Hamas. O palestino é a principal figura do Hamas, principalmente após a morte do chefe do escritório político do grupo, Ismail Haniyeh, após um ataque israelense em Teerã, no mês de julho.

Foi por acaso – Segundo o canal israelense 12, os soldados do Exército não sabiam que Sinwar estava na região. As tropas israelenses avistaram vários terroristas entrando em um prédio e foi ordenado um ataque contra ele, que derrubou a estrutura. Somente depois que os soldados israelenses chegaram para inspecionar os danos é que perceberam que um dos terroristas mortos se parecia muito com Sinwar.

No final de Janeiro, autoridades israelenses e americanas acreditavam que estavam prestes a capturar Sinwar quando tropas israelenses invadiram um elaborado complexo de túneis no sul de Gaza, onde pensaram que ele estava escondido, segundo autoridades americanas e israelenses. Mas Sinwar havia saído do túnel poucos dias antes, deixando para trás documentos e pilhas de shekels israelenses totalizando cerca de US$ 1 milhão.

Em agosto, tropas israelenses que descobriram os corpos de seis reféns num labirinto de túneis sob Rafah, no sul de Gaza, encontraram sinais da presença passada de Sinwar na área, segundo Yoav Gallant, o ministro da Defesa de Israel.

7 DE OUTUBRO – Sinwar foi o mentor dos ataques terroristas no dia 7 de outubro do ano passado, que deixaram mais de 1,2 mil mortos no sul de Israel e 250 reféns. Este foi o maior ataque terrorista da história de Israel e o maior contra judeus desde o Holocausto.

Após o início da guerra em Gaza, mais de 42 mil palestinos morreram no enclave e o território ficou em ruínas. A guerra também se tornou mais ampla, com intensos bombardeios aéreos e ofensiva terrestre no sul do Líbano, contra a milícia xiita radical libanesa Hezbollah e trocas de ataques com o Irã e os Houthis, no Iêmen.

Sinwar se escondeu durante toda a guerra, evitando dispositivos eletrônicos e contando com uma rede de mensageiros para manter contato com outros terroristas do Hamas. (com AP e NYT)

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