sexta-feira, outubro 11, 2024

Eleição exibe multiplicação da direita e indica pouca chance à esquerda de Lula


Com 90% de obstrução nas artérias, Gleisi Hoffmann ganha declaração de Lindbergh antes de cirurgia: 'Bênção

Gleisi Hoffmann ainda alega que o PT está em “recuperação”

Bruno Boghossian
Folha

As eleições municipais nos grandes centros deram à direita uma demonstração de vigor num momento em que esse campo parecia ameaçado por uma fratura. A divisão ocorreu, mas havia eleitores suficientes dispostos a comprar mais de um produto do mesmo grupo. A disputa em São Paulo, em alguma medida, foi a amostra mais vistosa de um fenômeno que marcou corridas em outras capitais e grandes municípios.

Em determinadas praças, o bolsonarismo oficial foi às urnas com personagens radicais e foi desafiado por candidatos de direita com embalagens moderadas. Em outros casos, o contrário ocorreu.

EMBRULHO DA DIREITA – A capital paulista deu espaço para só uma dessas opções no segundo turno, não sem deixar claro que personagens com o embrulho da direita poderiam ser a escolha de quase 60% dos eleitores. O quadro da disputa exibiu uma consolidação da direita como preferência majoritária ou prioritária do eleitorado em importantes centros urbanos, que concentram populações expressivas e, em muitos casos, servem de motores regionais para grupos políticos.

Em cidades com DNA claramente conservador, o desenho apareceu de forma ainda mais nítida. Goiânia e Curitiba, por exemplo, terão segundos turnos formados exclusivamente por candidatos de direita. Bolsonaro estará com os mais radicais.

A experiência da divisão interna oferece à direita algumas vantagens e um punhado de dilemas. A diversificação de candidaturas deu ao grupo, por exemplo, a oportunidade de renovar algumas lideranças – como no caso de Fortaleza, onde o bolsonarista de primeira geração Capitão Wagner (União Brasil) foi substituído por André Fernandes (PL).

CALCIFICAÇÃO – As fraturas ficaram expostas, e o comportamento dos líderes políticos ainda vai determinar como se dará a calcificação desse esqueleto.

O susto provocado por Pablo Marçal (PRTB) e o sucesso de candidatos mais estridentes tendem a dar um incentivo adicional a Bolsonaro e outros personagens para replicar dessas técnicas. A fabricação de personagens moderados e a aliança com produtos do centrão, como Ricardo Nunes (MDB), se tornam mais arriscadas.

O contrapeso pode ser apresentado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que bancou a candidatura de Nunes e tem uma chance de acompanhá-lo até a vitória.

MENOS ESPAÇOS – A multiplicação da direita reduziu ainda mais os espaços de uma esquerda que entrou na eleição desacreditada e saiu enfraquecida. As vitórias de João Campos (PSB) e de outros não petistas mostram que há caminhos alternativos. A ida de Guilherme Boulos (PSOL) ao segundo turno evitou um fracasso completo e manteve uma porta aberta, ainda que pareça estreita a esta altura, para uma redenção.

A vitória de Lula (PT) em 2022, com um impulso importante de cidades como São Paulo e Porto Alegre, acabou se tornando um ponto de contraste para o mau desempenho de candidatos de esquerda mesmo em capitais do Nordeste e para uma derrota amarga em Teresina, onde a vitória era dada como certa.

A relativa dificuldade de penetração desses partidos nas grandes cidades, especialmente nas periferias, reforça a fragilidade de suas marcas, as dificuldades de renovação e uma desconexão com um eleitorado que parece cada vez mais confortável em sair às ruas com um figurino conservador.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O PT está se desmanchando na frente de Lua, enquanto Gleisi diz que está está em reorganização. É a Piada do Ano. (C.N.)


Malafaia tem razão! Bolsonaro mostra ser uma porcaria de líder nesta eleição


Bolsonaro diz não acreditar que Adélio Bispo agiu sozinho | Brasil | Pleno.News

Envelhecido e apático, Bolsanaro parece estar aposentado

Carlos Newton

O destrambelhado e incontido pastor Silas Malafaia errou feio ao desmoralizar publicamente seu amigo Jair Bolsonaro, mas não há dúvida de que está cheio de razão. No caso, não se pode sequer argumentar que certas críticas deveriam ter sido feitas pessoalmente, em particular, como disse um dos filhos de Bolsonaro, ao falar em “roupa suja se lava em casa”, porque foi exatamente isso que o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo tentou fazer, inutilmente.

É preciso lembrar que Malafaia mandou mais de 30 mensagens por WhatsApp, mas o amigo Bolsonaro nem se deu ao trabalho de responder. Foi uma temeridade do ex-presidente, que agora está pagando caro por esnobar o pastor. Nem é preciso conhecer Malafaia para saber que ele tem pavio curtíssimo e jamais aceitaria passivamente esse tipo de descortesia.

HIPOCRISIA – É claro que nenhuma amizade resiste a um desentendimento de tal proporção. Como dizia Roberto Carlos, daqui para a frente, tudo vai ser diferente. Embora o pastor tenha dito que tudo está superado e ele até pode fazer campanha para Bolsonaro, é claro que isso seria uma hipocrisia inaceitável de ambos os lados.

Em tradução simultânea, é claro que Malafaia está costeando o alambrado que Leonel Brizola mencionava, e até já encontrou uma abertura, que o próprio líder evangélico citou, ao tecer altos elogios ao governador paulista Tarcísio de Freitas, que não atendeu à recomendação de Bolsonaro sobre a possibilidade de dividir seu apoio entre Ricardo Nunes e Pablo Marçal.

Com muita habilidade, Tarcísio deu uma volta em Bolsonaro e mergulhou na campanha de reeleição do prefeito de São Paulo, que conseguiu surpreender ao chegar na frente, e agora as pesquisas já apontam sua vitória com 55% dos votos.

PORCARIA DE LÍDER – Malafaia tem razão em considerar Bolsonaro uma “porcaria de líder”. Embora seja pago para isso, o ex-presidente não pretende mergulhar na campanha do segundo turno. Até agora sua agenda só registra um dia em São Paulo, para prestigiar Nunes, e mais um dia em Belo Horizonte, para apoiar Bruno Engler (PL).

Já dissemos aqui na Tribuna que essa falta de disposição para a guerra mostra que Ernesto Geisel estava certo, quando afirmou ao jornalista Elio Gaspari que o capitão Bolsonaro era “um mau militar”. Agora, tornou-se também mau político.

Não lidera nada, embora seja pago pelo partido, junto com sua mulher Michelle, com R$ 45 mil mensais cada um, que vêm se somar às duas aposentadorias como deputado e militar, à renda dos alugueis dos quase R$ 20 milhões que tem em imóveis e ao rendimento dos R$ 17,2 milhões que recebeu do público em Pix, para pagar advogados, e que já estão chegando a R$ 19 milhões, uma bola de neve financeira. Como dizia Vinicius de Moraes, que maravilha viver!

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P.S.
 – Com tanta grana e tanta falta de garra política, Bolsonaro pode estar se aposentado antes da hora. Parece que a inelegibilidade levou o ex-presidente a uma antecipada brochura, digamos assim, embora ele continue fingindo uma disposição que não se vê na vida real. “Que porcaria de líder é esse?”, perguntou Silas Malafaia, mas ninguém consegue responder. (C.N.)

quinta-feira, outubro 10, 2024

Aquecimento, ocupação recorde na indústria e inflação acendem o sinal de alerta no País

Publicado em 10 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Tribuna da internet: "O esquema internacional das dívidas públicas transforma os países em reféns", por M.L.Fattorelli - Auditoria Cidadã da DívidaAlvaro Gribel
Estadão

Inflação acelera e surpreende quem achava que deflação de agosto era o fim do problem, e o IPCA sobe 0,44% em setembro, praticamente dentro do esperado pelo mercado, e volta a se aproximar do teto da meta, de 4,5%. Quando o IBGE divulgou a deflação de 0,02% de agosto, muita gente desavisada interpretou o número como um sinal de que não havia mais problema de alta nos preços no Brasil. Governistas, petistas e economistas heterodoxos aproveitaram a deixa para criticar o Banco Central, que estaria mantendo os juros altos apenas para agradar aos rentistas e ao mercado financeiro.

Nesta quarta-feira, 9, saiu o IPCA de setembro, e a inflação voltou a acelerar, com uma alta de 0,44%. Como a taxa deste mês foi maior do que a de setembro do ano passado, o índice acumulado em 12 meses subiu de 4,24% para 4,42%, aproximando-se do limite máximo permitido pelo regime de metas, de 4,5%. Com a seca que ainda assola várias regiões do País, é grande a chance de o IPCA fechar o ano acima de 4,5%.

MESMA OPINIÃO – Para o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e seu próximo sucessor, Gabriel Galípolo, o estouro traria sentimentos duplos: por um lado, ficaria a frustração por terem falhado, mas, por outro, haveria o alívio por terem subido a Selic a despeito das críticas.

Na sabatina no Senado, Galípolo deu todos os sinais de que manterá a política monetária no caminho correto. Segundo ele, os juros vão permanecer contracionistas o tempo que for necessário até que a inflação volte à meta, de 3%.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acertou quando disse que o aumento dos preços é provocado pela seca, que bate nos alimentos e na energia elétrica. E é verdade também que os juros não têm efeito sobre esses preços. A questão é que a economia brasileira é fortemente indexada, e essa indexação ficou maior neste mesmo governo, que recriou a política de valorização do salário mínimo atrelada à inflação passada e ao crescimento do PIB.

META OBSTADA – Quando há um choque temporário, a alta dos preços se espalha, dificultando o trabalho do Banco Central de levar a inflação para a meta. É sobre esses “efeitos secundários” da inflação que a política de juros atua, olhando sempre para frente.

De janeiro a agosto deste ano, último dado divulgado pelo Banco Central, a concessão de crédito livre, com juros definidos pelos bancos privados, subiu 15,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quase o dobro do ritmo do crédito direcionado, com taxas subsidiadas pelo governo, via bancos públicos, que saltou 7,8%.

Como já mostrou o Estadão, a concessão de crédito não é o problema da economia. O nosso risco vem da política fiscal, que ainda não passa segurança de que conseguirá estabilizar a nossa dívida pública.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Alvaro Gribel foi ao ponto central e que regula tudo – a dívida pública. Não se pode brincar com ela, é preciso mantê-la absolutamente sob controle, para o Brasil não virar uma imensa Argentina. Mas Lula vive em ritmo de festa e não está nem aí. O futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, vai ter muito trabalho(C.N.)


O Calvário Político e Jurídico de Deri do Paloma: Irregularidades e a Inevitável Rejeição das Contas de 2020

Para ir direto no assunto inicie o vídeo e 1:13 minutos

O "calvário" do prefeito Deri do Paloma começa a se desenrolar no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), com a rejeição das contas do exercício de 2020. O processo foi relatado pelo conselheiro Nelson Pellegrino, que votou pela rejeição das contas, apontando diversas irregularidades. Embora o conselheiro Mário Negromonte tenha solicitado vistas, o que pode postergar o julgamento definitivo, o autor do texto acredita que isso apenas prolongará o inevitável. A rejeição das contas, devido às irregularidades consideradas insanáveis, marca o início de um processo jurídico que pode agravar a situação do gestor.

Além disso, por uma questão de ética, o conselheiro Mário Negromonte deveria se declarar impedido de participar desse processo, pois Deri do Paloma sempre foi seu simpatizante e cabo eleitoral durante suas campanhas. O prefeito não só o apoiou em eleições anteriores, como também continua fazendo parte do grupo político de seu filho, o deputado federal Negromonte Filho. Esse vínculo político levanta questionamentos sobre a imparcialidade do conselheiro ao solicitar vistas do processo, sugerindo um possível conflito de interesses que poderia influenciar no julgamento.

A narrativa sugere que a situação do prefeito está se deteriorando de maneira inevitável, especialmente com o aprofundamento das investigações e os desdobramentos jurídicos. A metáfora do "calvário" enfatiza o peso e as consequências desse processo para Deri do Paloma, que, de acordo com a visão do texto, estará em breve enfrentando a justiça com sérias complicações. Isso ilustra uma expectativa de que ele enfrentará dificuldades maiores à medida que o processo avance, com a possível inabilitação para cargos públicos e implicações legais significativas.

Além disso, há uma crítica implícita ao uso de estratégias jurídicas que, no entendimento do autor, apenas adiam o enfrentamento das consequências reais, sem alterar o destino final

PF cumpre mandado de prisão em nova fase de operação sobre Abin paralela

 Foto: Agência Brasil/Arquivo

Entrada da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), em Brasília10 de outubro de 2024 | 14:17

PF cumpre mandado de prisão em nova fase de operação sobre Abin paralela

brasil

A Polícia Federal prendeu preventivamente Daniel Ribeiro Lemos nesta quinta-feira (10) em Brasília em nova fase da operação Última Milha, que mira a chamada “Abin Paralela”. Também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.

Segundo a PF, um dos suspeitos “recebia conteúdos de desinformação produzidos pela organização criminosa e os disseminava valendo-se de seu acesso ao Parlamento federal”. Os materiais, segundo a investigação, também eram enviados a “agentes estrangeiros”, induzindo-os ao erro.

Lemos é assessor do deputado federal Pedro Jr. (PL-TO), de acordo com informações do Portal da Transparência.

A PF disse ainda que os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

“Os investigados podem responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio”, disse em nota.

A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) entrou na mira da Polícia Federal pela suspeita de que a agência tenha sido usada para ações clandestinas no governo Jair Bolsonaro (PL), sob o comando do hoje deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

A investigação da PF aponta que a estrutura teria sido usada para blindar os filhos do ex-presidente; atacar a credibilidade do sistema eleitoral; produzir desinformação e espionar ilegalmente autoridades, como ministros do STF e senadores da República.

Thaísa Oliveira e Julia Chaib, FolhapressPoliticaLivre

Guerra completou seu primeiro ano, e Netanyahu já pode trocar de pele

 

Guerra completou seu primeiro ano, e Netanyahu já pode trocar de pele

Netanyahu visita tropas israelenses na fronteira libanesa

Agora, Netanyahu pode aceitar uma negociação de paz

Wálter Maierovitch
Do UOL

Para muitos especialistas em geopolítica, geoestratégia e direito internacional, tudo está, em termos de tragédia, igual ao primeiro dia. Ou seja, o dia da inesquecível matança de 7 de outubro de 2023. E os que entendem não ter havido terrorismo, mas resistência, fingem esquecer que ocorreu um ataque armado contra civis inocentes, apanhados de surpresa e sem a mínima condição de reação.

Esse pessimismo dos especialistas baseia-se na ampliação do conflito, no número de mortes em Gaza e no Líbano, nos reféns ainda mantidos pelo Hamas e na perigosa guerra verbal entre o premiê israelense Benjamin Netanyahu e o aiatolá Ali Khamenei.

SIMBOLISMO – Khamenei voltou a portar e exibir metralhadora, num simbolismo que indica combate. Continuou a negar ao povo de Israel o direito de existir. Em outras palavras, quer tirar Israel do mapa. No particular, mantém inalterada a posição de Ruhollah Khomeini, líder da revolução iraniana de 1979, que derrubou Reza Pahlevi, o xá da Pérsia.

Por sua vez, Netanyahu colocou-se em falsos panos de libertador do povo iraniano, contra a ditadora dos aiatolás, que transformou o Irã numa teocracia xiita, com polícia de costumes reprimindo as mulheres que querem ser livres. Os mais otimistas nessas áreas trabalham com a constatada mudança na popularidade de Netanyahu. De tal maneira, passaram, nas análises, a acreditar numa paz não distante.

Tudo começou como guerra de defesa por parte de Israel, com apoio no artigo 51 da Carta Constitucional das Nações Unidas. E a legítima defesa é admitida pelo direito internacional público, o direito das gentes.

O INÍCIO – O Hamas, como se sabe, invadiu Israel e, em ação terrorista, matou 1.500 judeus e sequestrou 240 israelenses. Netanyahu restou apontado como o grande responsável pela tragédia, por ter deslocado as forças de fronteira com Gaza. Destacou as tropas, num novo arranjo, para a proteção de colonos invasores, com planos de ilegais e imorais assentamentos na Cisjordânia, terra palestina.

Para se manter no poder, Bibi, integrante do partido direitista Likud, aliou-se à direita radical, aos religiosos ortodoxos e aos supremacistas sionistas. Com efeito, Bibi reagiu ao terrorismo do Hamas, mas Israel excedeu-se na legítima defesa, de modo a descaracterizá-la.

Com isso, descumprindo resolução da ONU de proteção à população civil, Netanyahu virou autor de crimes de guerra e contra a humanidade. Mais ainda, mostrou-se ao mundo como um sanguinário e está sendo investigado pelo Ministério Público junto ao Tribunal Penal Internacional e responde a representação, proposta pela África do Sul, na Corte Internacional de Justiça.

ENTRA O HELBOLLAH – No dia seguinte ao terror do Hamas, o Estado de Israel, na região norte da Galileia, passou a ser continuadamente bombardeado pelo grupo xiita Hezbollah. O Hezbollah aprovou o ataque terrorista de 7 de outubro do Hamas e ampliou os bombardeios no norte de Israel, provocando êxodo de israelenses habitantes na região da Galileia: 60 mil deixaram as suas casas.

Novamente com apoio no direito de defesa, Netanyahu atacou o Hezbollah, em território libanês e na periferia, onde a organização mantinha o seu quartel-general. O IDF (força militar de Israel) começou a invadir o sul do Líbano para, segundo declarado, evitar ataques, afastar o Hezbollah para atrás da linha azul demarcada pelas Nações Unidas e ensejar a volta de 60 mil israelenses para as suas casas.

Mirar o ataque no Hezbollah, dado o quadro, era legítimo. Mas, na periferia atacada, além de parte do centro de Beirute e região leste libanesa, outros dois redutos do Hezbollah, estão civis, não participantes do grupo armado, ainda que xiitas de crença.

VÍTIMAS CIVIS – Voltou o problema de ataques às vítimas civis — e pouco interessa o credo religioso. Teremos, com relação a essa situação, amplos embates jurídicos e muitas teses em defesa de Israel, a entrar até a excludente do estado de necessidade, de sobrevivência.

Importante colocar, e esse é o objetivo deste comentário, a mudança de posição de muitos israelenses. Ou seja, não aprovam a atuação do governo Netanyahu em Gaza, mas aprovam referentemente ao Hezbollah.

Diante disso, a popularidade de Bibi cresceu exponencialmente. A ponto de Bibi já estar pronto para mudar de lado, deixando os extremistas da ultradireita. Netanyahu sabe bem que, para se manter vivo politicamente e permanecer primeiro-ministro, precisa mudar de lado. Até porque os radicais querem a ilegítima e ilegal anexação da Cisjordânia e não aceitam um Estado palestino.

ESTADO PALESTINO – Ao mudar de lado, abandonando os radicais, Bibi terá de buscar a paz e se empenhar para a criação de um Estado Palestino. Assim, parece que vem aí um novo Bibi Netanyahu.

Ele faz qualquer negócio para manter o poder. Os ventos internacionais sopram, com força de exigências para o fim da guerra, com paz e criação de um Estado palestino independente, autônomo.

Aqueles que apostavam numa nova Guerra dos Cem Anos, como aquela ocorrida em época medieval, envolvendo os reinos da Inglaterra e da França, já começam a mudar o foco e acreditar num novo Netanyahu. Que ele é camaleão, todos sabem, até a quipá na sua cabeça.


Eleições 2024: oito em cada dez prefeitos conseguiram a reeleição, maior número da história

 Foto: Divulgação

Bruno Reis (União Brasil) foi reeleito prefeito de Salvador no último domingo (6)09 de outubro de 2024 | 21:50

Eleições 2024: oito em cada dez prefeitos conseguiram a reeleição, maior número da história

brasil

Um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostrou que oito em cada dez candidatos à prefeito que tentaram a reeleição neste ano obtiveram êxito. Dos 3.006 que tentaram um segundo mandato, 2.444 serão reconduzidos ao cargo. O número pode aumentar, já que ainda há vitórias a serem confirmadas pela Justiça Eleitoral.

Segundo a pesquisa, o percentual de reeleitos neste ano é de 81%, enquanto historicamente a taxa fica em torno de 60%. No ano de 2016, ápice da crise política, o percentual foi de 46%, a única exceção.

De acordo com a CNM, 5.471 prefeitos foram eleitos e 46 ainda aguardam decisão judicial. Outras 52 cidades terão disputas no segundo turno, como São Paulo, onde o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), tenta a reeleição contra o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL).

O PSD foi o grande vencedor destas eleições, com 878 prefeituras conquistadas até terça-feira, 8 —51% das disputas vencidas. PP, União e MDB também se destacam, com 50%, 46% e 45%, respectivamente.

A pesquisa mostra também que legendas progressistas, como PDT e PT, não conseguiram conquistar muitas cadeiras do Executivo. A legenda de Ciro Gomes ganhou apenas uma de quatro disputas em 2024, enquanto o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu uma em cinco.

O PSOL é o único partido com parlamentares na Câmara sem uma prefeitura. O quadro ainda pode mudar, já que o partido está no segundo turno em Petrópolis (RJ) e na capital paulista.

Nos locais onde haverá segundo turno, os eleitores voltam às urnas para definir seus governantes em 27 de outubro.

Wesley Bião/EstadãoPoliticalivre

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