segunda-feira, dezembro 18, 2023
Sergio Moro teme ficar sem escolta caso perca mandato no Senado
Por Redação

Sergio Moro, do União Brasil do Paraná, está com medo de ficar sem a escolta particular que o Senado oferece aos titulares de mandato alvos de ameaças. O Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável à cassação de Moro no processo que o ex-juiz enfrenta no TRE do Paraná. As informações são do colunista Guilherme Amado do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
O PCC arquitetou um plano para sequestrar Moro no início deste ano. A trama foi frustrada pela Polícia Federal, em março, e nove integrantes da organização criminosa foram presos sob a suspeita de elaborar o ataque.
O ex-juiz conta desde fevereiro com escolta da Polícia Legislativa do Senado em viagens e em agendas públicas. A proteção é mais do que um serviço de segurança privada. A Polícia Legislativa desempenha ações de inteligência para monitorar ameaças e frustrar quaisquer atos contra a integridade de senadores e seus familiares.
O PT e o PL, partido de Jair Bolsonaro, acusaram Moro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná de cometer os crimes de abuso de poder econômico, arrecadação e gastos eleitorais ilícitos e mau uso dos meios de comunicação no pleito de 2022. As ações, que agora tramitam em um só processo, pedem que o ex-juiz seja cassado e fique inelegível por oito anos.
Governo lança na 3ª iniciativa que promete bloquear celular roubado de forma mais rápida
Por Nathalia Garcia | Folhapress

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, anunciou no sábado (16), pelas redes sociais, o lançamento de uma medida que promete bloquear de forma mais rápida celulares roubados ou furtados.
Segundo o número 2 da pasta, a iniciativa -que deve ser batizada de "Celular Seguro"- terá início na próxima terça-feira (19).
"Vamos lançar na próxima terça-feira uma iniciativa que transformará os celulares roubados num pedaço de metal inútil. Com apenas um clique, a vítima enviará um aviso simultaneamente para a Anatel, para os bancos, para as operadoras de telefonia e para os demais aplicativos", escreveu Cappelli em sua conta no X (antigo Twitter).
Como mostrou o Painel, a ideia é lançar um aplicativo e um site onde o usuário poderá cadastrar previamente seu celular para que, em caso de furto ou roubo, pessoas de confiança consigam bloquear o aparelho.
O serviço será disponibilizado pelo Ministério da Justiça, que terá como responsabilidade a coleta de informações pertinentes ao aplicativo e a comunicação aos participantes quando solicitado pelo usuário.
Ele será realizado em parceria com Anatel, Febraban (Federação Brasileira de Bancos), ABR Telecom, encarregada do recebimento das comunicações enviadas pelo usuário para bloqueio do terminal telefônico em até um dia útil após a comunicação, e com os bancos Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Inter, Sicredi (Sistema de Crédito Na semana passada, o secretário-executivo se reuniu com representantes das operadoras de telefonia para discutir o assunto. Na ocasião, disse também por meio das redes sociais que os bancos e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já tinham aderido à proposta.
"Queremos que a pessoa vítima de furto ou roubo consiga bloquear rapidamente seu aparelho, sua linha e seus aplicativos bancários com apenas um clique, sem burocracia", publicou.
No mesmo dia, escreveu que "ninguém aguenta depois de ter o celular roubado ou furtado ficar na central de atendimento tentando fazer o registro".
Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho, o Brasil registrou um crescimento de 16,6% de furtos e roubos de telefones celulares no período de um ano, saindo de 853 mil casos em 2021 para 999,2 mil ocorrências no ano passado.
A média é de 114 celulares roubados por hora no país, cerca de dois a cada minuto. Os estados da Bahia e do Rio de Janeiro puxaram a alta nesse tipo de crime.
O roubo e furto de celulares se tornou nos últimos anos o mais comum dentre os crimes patrimoniais. Isso porque o equipamento se transformou em porta de entrada para outros delitos, como golpes e extorsão.
Este tipo de crime ganhou mais força a partir da pandemia da Covid-19, que deu maior popularidade ao comércio eletrônico a partir de aplicativos nos celulares. No Brasil, o avanço também está ligado à criação do Pix, que facilitou operações de transferência de valor a partir dos aplicativos dos bancos.
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