quarta-feira, julho 12, 2023

Procuradoria pede exame de Roberto Jefferson antes de voltar para a prisão


Exclusivo: laudo médico detalha estado de saúde de Roberto Jefferson | VEJA

Jefferson fará novos exames antes de voltar para a prisão

Julia Noia
O Globo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou com pedido no Superior Tribunal Federal (STF) para que fosse avaliado o estado de saúde do ex-deputado federal Roberto Jefferson, internado desde maio em um hospital particular no Rio de Janeiro para tratamentos. O documento foi endereçado nesta terça-feira ao ministro Alexandre de Moraes, que decretou a prisão do parlamentar em outubro de 2022.

O ex-parlamentar está hospitalizado com ordem de alta no Rio de Janeiro, após sofre uma queda no Complexo Penitenciário de Bangu, na capital fluminense, onde está preso desde o final do ano passado.

PROBLEMAS DE SAÚDE – Jefferson está internado em um hospital particular na Zona Sul do Rio desde junho para tratar uma série de problemas de saúde física e mental desde o começo de junho. Na ocasião, foram revaliadas a gravidade do quadro e a necessidade de realização de exames na unidade.

A vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo pediu que o STF avalie a possibilidade de realização de exames e avaliação do quadro físico e mental de Jefferson, sendo acompanhado pela Junta Médica Oficial.

Diante do resultado dos exames, ela pede que a Secretaria de Administração Penitenciára (Seap/RJ) responda se há capacidade, no hospital prisional, para dar continuidade ao tratamento.

REAVALIAR O PEDIDO – Lindôra afirmou, porém, que pode reavaliar o pedido da defesa, de rever o pedido de prisão do ex-deputado, após a apresentação das informações de saúde e sobre o tratamento de Jefferson dentro da unidade prisional.

O ex-deputado federal Roberto Jefferson foi preso em outubro de 2022, pouco antes do segundo turno das eleições, depois de ter publicado nas redes sociais um vídeo criticando a ministra do STF Cármen Lúcia. Ele, porém, recebeu os agentes da Polícia Federal com disparos de arma de fogo e ataques a granadas de efeito moral, em Comendador Levy Gasparian, cidade em que morava no interior do Rio. Jefferson só atendeu à voz de prisão horas depois da chegada dos agentes e de reforços.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É preciso uma avaliação realmente criteriosa, para saber se Jefferson não está armando uma situação para ganhar prisão domiciliar. Todos sabem que ele é muito capaz  quer dizer, que ele é capaz de tudo(C.N.)  

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Ministro do TSE envia à Justiça ação que pode tornar Zambelli inelegível

A ação, protocolada pela deputada Sâmia Bonfim, afirma que a parlamentar espalhou desinformação sobre as urnas. O ministro Benedito Gonçalves disse que a competência do julgamento é da Justiça estadual.


 Tribuna da Bahia, Salvador

11/07/2023 18:53
22 horas e 46 minutos
Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enviou à Justiça Eleitoral de São Paulo uma ação contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP). A ação, protocolada pela deputada Sâmia Bonfim (Psol-SP), pode levar a inelegibilidade.

Sâmia acusa Zambelli de espalhar desinformação sobre o sistema eleitoral. Ao analisar um recurso da defesa da deputada, que queria que a ação ficasse no TSE, o ministro decidiu que a competência é da Justiça estadual.

"A Corregedoria Regional Eleitoral de São Paulo é o órgão competente para o processamento originário da presente ação, em que são partes deputadas federais, eleitas por aquele estado, e em que se discute suposto abuso de poder que teria maculado a eleição da investigada", afirmou Gonçalves.

A defesa de Zambelli afirma que a situação possui conexão com outra, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, incluindo a deputada, figuram como investigados por supostamente espalhar informações falsas sobre o sistema eletrônico. No entanto, para o magistrado, não se justifica a reunião de todas as ações contra congressistas federais no TSE.

Hacker

O hacker Walter Delgatti Neto, que invadiu o celular do senador Sérgio Moro e de outras autoridades, afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que Zambelli o procurou para sugerir a invasão ao sistema da urna eletrônica, e ao e-mail do ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, além de ter acatado uma sugestão para a criação de um decreto pela prisão do presidente do TSE, Alexandre de Moraes.

O hacker afirmou que não conseguiu invadir o sistema eletrônico de votação e não encontrou nada comprometedor no e-mail de Moraes. As informações sobre o depoimento foram divulgadas pela jornalista Andreia Sadi, do G1, e confirmadas pelo Correio junto a fontes na PF.

Fonte: Correio Braziliense

MP do TCU pede apuração e suspensão de salário a Bolsonaro

 

O subprocurador-geral Lucas Furtado avalia que viola o princípio da moralidade administrativa a remuneração por um partido de uma pessoa condenada pelo Poder Judiciário

Tribuna da Bahia, Salvador
12/07/2023 15:28
2 horas e 7 minutos
Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

O subprocurador-geral do Ministério Público do TCU (Tribunal de Contas da União) Lucas Furtado enviou representação solicitando apuração sobre o pagamento pelo PL de remuneração mensal ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

No documento, Furtado considera que a “utilização de recursos públicos para remunerar pessoa que foi condenada pelo Poder Judiciário” seria “violação direta e mortal do princípio da moralidade administrativa”.

“É possível verificar que a estrutura de um partido político está sendo utilizada para remunerar pessoa que foi declarada inelegível pela maior instância da Justiça Eleitoral”, afirma.

No mês passado, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) considerou Bolsonaro inelegível pelo período de oito anos por abuso de poder. A defesa do ex-presidente já anunciou que irá recorrer da decisão.

Desde que deixou o comando do Palácio do Planalto, o PL paga uma remuneração mensal de R$ 41,6 mil a Bolsonaro pela função de presidente de honra da legenda.

O subprocurador-geral pede, inicialmente, que seja apurada pelo TCU a eventual irregularidade no pagamento. Caso seja comprovada, que ela seja suspensa.

“Caso entenda não estar nas competências desta Corte de Contas a apuração das mencionadas irregularidades, encaminhar os autos ao Tribunal Superior Eleitoral”, solicita.

Fonte: CNN Brasil

EXÉRCITO VAI FRITAR BOLSONARO?

“Coisa de maluco”, comentou Bolsonaro sobre golpe planejado por Daniel Silveira


Marcos do Val (Podemos-ES) e Jair Bolsonaro

Do Val não era próximo a Bolsonaro quando o procurou

Bela Megale
O Globo

O relatório da Polícia Federal feito com base na análise do celular do senador licenciado Marcos do Val traz conversas que o parlamentar manteve com o ex-deputado Daniel Silveira, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O documento ao qual a coluna teve acesso mostra que Do Val trocou mensagens em duas ocasiões com o ex-presidente. Ambas aconteceram após a reunião presencial que o senador teve com Bolsonaro e Daniel Silveira para tratar, segundo Do Val, de um plano de golpe de Estado, em 8 de dezembro.

RISCO DE CASSAÇÃO – Na primeira conversa, o então chefe do Executivo se limitou a enviar para Do Val uma lista de nomes de políticos, incluindo ele próprio, que poderiam ser cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O encaminhamento ocorreu na noite após a reunião de 8 de dezembro, conforme mostra o relatório policial.

— Não acredito!!! Qual foi o argumento? — pergunta do Val, ao receber a lista.

— “Atos antidemocráticos” — responde o ex-presidente.

Na manhã seguinte, Do Val agradece pelo encontro presencial com Bolsonaro e diz que não se aproximou dele nos últimos quatro anos para não sufocá-lo.

— Sei que isso sufoca e não queria trazer mais trabalho.

— Um abraço — respondeu Bolsonaro.

REVISTA VEJA – Já no segundo e último diálogo que consta no celular de Do Val é de 1º de fevereiro de 2023. Nele, o senador relata ao ex-presidente que a revista “Veja” o procurou para publicar uma matéria sobre a reunião que ambos tiveram com Silveira em dezembro. O senador diz ainda que acredita ter sido o ministro da Justiça, Flávio Dino, o responsável pelo vazamento das informações sobre o encontro.

Neste momento, Do Val compartilha com Bolsonaro prints das conversas que teve com Daniel Silveira a respeito da trama golpista e, paralelamente, envia o diálogo que teve com Alexandre de Moraes no qual relatou o plano sugerido pelo ex-deputado.

O senador diz ainda que, por “sorte”, reportou o assunto ao ministro do Supremo e acrescentou para Bolsonaro: “importante você ter ciência”.

“COISA DE MALUCO” – Dezesseis minutos depois de receber os prints, o ex-presidente respondeu: “Coisa de maluco”. Do Val afirma: “Exatamente”.

O documento faz parte do inquérito que investiga a trama golpista articulada por Daniel Silveira e Marcos do Val. Eles teriam discutido o plano com Bolsonaro no fim do ano passado, quando este ainda era presidente.

A conspiração consistiria em tentar gravar Moraes e induzi-lo a falar algo que pudesse gerar alguma nulidade da eleição de 2022.

DIZ BOLSONARO – Nesta quarta-feira, Jair Bolsonaro vai depor sobre o caso à PF. O ex-presidente deve recorrer às mensagens trocadas com Do Val para argumentar que não tinha relação próxima com o senador e que não teria participado de um plano golpista.

Bolsonaro tem afirmado a aliados que ficou em silêncio durante o encontro com Do Val e Silveira realizado no ano passado e vai dizer isso à PF.

A análise do telefone de Marcos do Val se refere ao aparelho que ele entregou aos investigadores em fevereiro deste ano e não ao celular do senador apreendido pela PF no mês passado, quando foi alvo de uma operação de busca e apreensão.

Piada do Ano! Havia também “militares legalistas” no acampamento em Brasília

Publicado em 12 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Paixão' de Bolsonaro: por que escolha de Múcio é controversa na Defesa -  09/12/2022 - UOL Notícias

Ministro da Defesa fez uma das melhores Piadas do Ano

Thaísa Oliveira
Folha

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou à Folha que não viu como afronta de Mauro Cid à CPI do 8 de janeiro a decisão dele de prestar depoimento fardado e disse que outros militares da ativa poderão fazer o mesmo até o final da comissão, se quiserem.

Múcio também disse que espera um veredito da CPI sobre a participação dos militares nos ataques golpistas, mas livrou o Comando do Exército de culpa. O ministro afirmou que, como no futebol, quem comete indisciplina é colocado para fora do jogo e a partida continua. “Não vai caber a nós julgar. Os crimes que são ditos comuns, que foram crimes praticados individualmente, são crimes de civis. O comando não participou daquilo”, disse.

“TESE” DO MINISTRO – Múcio disse ter “uma tese” sobre os acampamentos montados nas proximidades de quartéis após a campanha eleitoral e afirmou que nem todos concordam com suas ideias.

“Ali havia duas facções do Exército convivendo naquele acampamento. Mas às Forças Armadas não interessava golpe. Em um jogo de futebol, um jogador comete uma indisciplina, você põe para fora do jogo ele. O time continua”, disse Múcio, citando que, para ele, havia os “legalistas” e os “indignados”.

O mais conhecido acampamento foi o de Brasília, de onde partiram os bolsonaristas golpistas que tentaram invadir o prédio da Polícia Federal, em 12 de dezembro, e os que depredaram as sedes dos três Poderes, em 8 de janeiro.

A ABIN AVISOU – Como mostrou a Folha nesta terça-feira (11), relatório elaborado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em 27 de dezembro de 2022 alertou sobre a presença de um grupo extremista composto por militares da reserva no acampamento montado em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília.

O documento descreve a atuação dos chamados “Boinas Vermelhas” ou “paraquedistas”, grupo sem nome oficial nem estrutura centralizada cujos membros, segundo a agência, “se identificam como militares da reserva das Brigadas de Infantaria Paraquedista do Exército”.

Em depoimento à PF e a CPI, o então Chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do DF no dia dos ataques golpistas, Jorge Eduardo Naime, citou o general Gustavo Henrique Dutra, ex-chefe do Comando Militar do Planalto, como um dos responsáveis por evitar o desmonte do acampamento ainda em 29 de dezembro.

IMPEDIRAM O GOLPE – Embora Múcio argumente no sentido de que as Forças Armadas não tinham interesse em golpe, foi a cúpula do Exército que impediu o Governo do Distrito Federal de acabar com o acampamento em frente ao quartel-general.

Sobre o uso de farda por Mauro Cid na CPI, Múcio afirmou que ele é oficial militar e tem direito a usar a vestimenta. Principal ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel não respondeu às perguntas na comissão. A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia entendeu que ele deveria ir à sessão, mas poderia ficar em silêncio para não produzir provas contra si mesmo.

“Não tem o menor problema [o uso da farda]. Ele é oficial. Ele tem o direito de usar farda. Ele está preso, inclusive, usando roupa de militar, não tem nem roupa civil. [Essa foi] a informação que eu tive”, afirmou Múcio sobre Cid.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Não se conhecia esse lado piadista de José Múcio. Dizer que havia “militares legalistas” no acampamento no QG só pode ser Piada do Ano. O único lugar onde havia militares legalistas em Brasília era na sala do Alto-Comando do Exército, que evitou o golpe. O resto é delírio total. (C.N.)

Sem ética ou moral, Aras agora se orgulha de ter desestruturado as bases da Lava Jato

Publicado em 12 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

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Aras tira a máscara e se orgulha de proteger os corruptos

Deu em O Globo

O procurador-geral da República Augusto Aras se gabou de ‘desestruturar as bases do lavajatismo’, ao comentar seu trabalho à frente da Procuradoria Geral da República. Em postagem em sua conta oficial no Twitter, o jurista ainda lançou um desafio aos candidatos à sua sucessão na Procuradoria-Geral da República.

“Resta saber se todos eles terão a disposição que o procurador-geral demonstrou nesses 4 anos, para enfrentar e desestruturar as bases do lavajatismo enquanto recebia ao revés uma chuva de projéteis traçantes iluminados por um jornalismo alimentado pelo denuncismo atroz e acrítico”, publicou em sua conta oficial.

CRÍTICAS NAS REDES – O procurador-geral restringiu os comentários da postagem, que tem sido alvo de críticas nas redes.

Alguns usuários também compararam a linguagem enigmática de Aras com as postagens do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Aras já havia criticado a operação Lava-Jato anteriormente. Em sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2021, quando foi reconduzido para o cargo de procurador-geral da República, o jurista afirmou que como procurador, “tem o dever de se manifestar no universo do discurso jurídico, primordialmente nos autos, sem espetáculo, sem escândalo, para não macular, para não pré-julgar, para não causar as lesões que estão desprestigiando as condenações ocorridas nos últimos anos”.

SERVIÇO DE DEMOLIÇÃO – Augusto Aras tem boa aceitação no Senado justamente por suas críticas à Lava-Jato.

Durante sua gestão, a Procuradoria-Geral da República simplesmente acabou com as forças-tarefas de Curitiba, São Paulo e do Rio, substituindo-as por um novo modelo, com menor estrutura de apoio.

E teve embates frequentes com os investigadores da operação, por causa da tentativa de obter cópia das bases de dados sigilosas e por ter se empenhado ardorosamente para esvaziamento das estruturas que sustentavam as investigações da Lava Jato.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Vejam como as instituições brasileiras estão esculhambadas. Qualquer pessoa com mais de dois neurônios sabe que as autoridades do país devem zelar pela seriedade da administração pública, combatendo qualquer irregularidade. O trêfego Augusto Aras, porém, fez exatamente o contrário, ao lutar para garantir a impunidade dos corruptos e boicotar os responsáveis pelas investigações.

Em qualquer país com um mínimo de civilidade, um procurador como Aras estaria em risco de prisão por apoio ao crime. Mas aqui no Brasil é ao contrário, e ele pode até acabar sendo condecorado por sua atuação em defesa dos responsáveis pela corrupção. Na China, por exemplo, Aras já estaria em cana há muito tempo. (C.N.)a

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