domingo, fevereiro 06, 2022

A história oculta da crise na Ucrânia e as possibilidades de nova guerra na Europa

Publicado em 6 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Ukrainian court expected to make decision on MP Viktor Medvedchuk house arrest today | Foreign Brief

Medvedchuk, da oposição, está preso e com os bens bloqueados

Guillaume Binet
Revista Time

As grandes guerras às vezes começam com pequenas ofensas. Um duque assassinado. Um papa irritado. A crença de um rei solitário de que seus rivais não estão jogando limpo. Agora, a Ucrânia é um novo estopim.

A principal voz dos interesses russos na Ucrânia é o partido político de Viktor Medvedchuk, maior força de oposição no parlamento, com milhões de apoiadores. No ano passado, Medvedchuk foi acusado de traição  e colocado em prisão domiciliar em Kiev. E agora em janeiro, os EUA acusaram o político e empresário de planejar um golpe com a ajuda dos militares russos.

REPRESSÃO TOTAL – Em fevereiro passado, dias após a posse do presidente Joe Biden, os aliados dos Estados Unidos em Kiev decidiram ser duros com Medvedchuk. O governo ucraniano começou tirando seus canais de TV do ar, privando a Rússia de fazer propaganda no país. A embaixada dos EUA em Kiev aplaudiu a medida.

Cerca de duas semanas depois, em 19 de fevereiro de 2021, a Ucrânia anunciou que havia confiscado os bens da família de Medvedchuk. Entre os mais importantes, estava um oleoduto que traz petróleo russo para a Europa, enriquecendo Medvedchuk e sua família e ajudando a financiar o partido político pró-Rússia.

A resposta de Putin veio menos de dois dias depois, às 7h de 21 de fevereiro. Enviou os primeiros soldados em uma escalada militar que desde então cresceu para mais de 100 mil homens.

OTAN REVIDA – Em reação, os EUA e seus aliados enviaram aviões carregados de armas para a Ucrânia e milhares de soldados para proteger o flanco leste da aliança da OTAN. O impasse resultante revive as tensões da Guerra Fria e leva a Europa à beira de um grande conflito militar.

“Sabíamos que Putin não quer caos e guerra na Ucrânia a longo prazo”, diz um conselheiro de um dos oligarcas ucranianos que financiaram partidos pró-Rússia. “Ele quer um protetorado, um governo leal, como tinha antes.” Os aliados da Rússia em Kiev queriam o direito de concorrer a cargos, comprar indústrias e controlar redes de TV.

Os EUA não estavam abertos a esse tipo de acordo, e o governo Obama adotou uma linha dura contra os agentes russos em Kiev. Muitos deles foram punidos logo após a invasão da Rússia à Crimeia em março de 2014.

NA LISTA NEGRA – Medvedchuk estava no topo da lista negra. Ainda assim, no final de 2018, os partidos pró-Rússia conseguiram um avanço na Ucrânia, formando uma aliança chamada Plataforma de Oposição – Pela Vida. Apoiados por bilionários simpatizantes de Moscou, eles possuíam três redes de televisão na Ucrânia. E o presidente do partido era o velho amigo de Putin, Medvedchuk.

Durante as eleições realizadas no ano seguinte, a Ucrânia escolheu como novo presidente um ator e comediante chamado Volodymyr Zelensky. Sua popularidade derivou de um seriado de sucesso chamado “Servant of the People” (Servidor do Povo), no qual ele estrelou como um presidente fictício. Três meses depois, o partido político de Zelensky conquistou a maioria no parlamento.

Mas a facção de Medvedchuk ficou em segundo lugar, tornando-se a maior força de oposição no país. “Milhões de cidadãos votaram em nós”, disse-me Medvedchuk. “Putin prometeu protegê-los.”

GUERRA DE COMUNICAÇÃO – Os canais de TV de Medvedchuk trabalharam para enfraquecer o novo governo. “Eles estavam comendo a base eleitoral, apenas destruindo Zelensky”, diz o ex- conselheiro de segurança nacional do presidente, Oleksandr Danyliuk. As redes de TV foram especialmente implacáveis ​​em atacar a resposta do governo à pandemia de Covid-19 e seu fracasso em garantir suprimentos de vacinas de aliados ocidentais.

Quando a Rússia lançou sua própria vacina em agosto de 2020, Medvedchuk, a esposa e sua filha Daria foram os primeiros a obtê-la. Eles então voaram para Moscou para conversar com Putin. Foi a primeira reunião pública que o líder russo teve com alguém – sem máscara, diante das câmeras e sem distanciamento social – desde o início da pandemia.

Suas conversas naquele dia resultaram em um acordo para a Rússia fornecer à Ucrânia milhões de doses de sua vacina e permitir que os laboratórios ucranianos a produzissem gratuitamente.

OFERTA REJEITADA – Quando Medvedchuk trouxe a oferta para Kiev, o governo a rejeitou. O mesmo aconteceu com o Departamento de Estado dos EUA, que acusou a Rússia de usar sua vacina como ferramenta de influência política. Mas à medida que o número de mortos aumentava na Ucrânia – e nenhuma remessa de vacinas chegava do Ocidente – os eleitores se afastavam de Zelensky em massa.

No outono de 2020, seus índices de aprovação caíram bem abaixo de 40%, em comparação com mais de 70% no ano anterior. Em algumas pesquisas realizadas naquele dezembro, o partido de Medvedchuk estava na liderança.

Zelensky ficou especialmente preocupado com os canais de televisão, que ele condenava como mensageiros da propaganda russa. Quando ele decidiu tirar esses canais do ar em fevereiro passado, não foi apenas um movimento defensivo, disse Danyliuk, seu ex-conselheiro de segurança. Queria agradar a Casa Branca.

APOIO DOS EUA – Quando o governo Zelensky decidiu ir atrás de Medvedchuk, os EUA o saudaram a iniciativa como parte da luta da Ucrânia para “combater a influência maligna russa”, acrescentou Danyliuk.

Os métodos usados ​​nesta luta têm sido controversos. Em vez de utilizar a Justiça, o presidente Zelensky impôs sanções contra magnatas e políticos ucranianos pró-Rússia, congelando seus bens por decreto, ditatorialmente.

“Apoiamos os esforços da Ucrânia para proteger sua soberania e integridade territorial por meio de sanções”, disse a embaixada do EUA em um tuíte em fevereiro passado, um dia após as sanções congelarem os bens de Medvedchuk, que ficou furioso. “Isso é repressão política. Todas as minhas contas bancárias estão congeladas. Não consigo gerenciar meus ativos. Eu não posso nem pagar minhas contas de serviços públicos.”

ACUSADO DE TRAIÇÃO – Os promotores alegaram que Medvedchuk havia lucrado com a ocupação russa da Crimeia e o acusaram de traição. Um tribunal ordenou que ele permanecesse em prisão domiciliar até o julgamento, afastado de seus eleitores e impedido de comparecer às sessões do parlamento.

E os EUA também foram atrás de seus aliados. Oleh Voloshyn, um membro proeminente do partido de Medvedchuk, quando chegou a Washington em julho passado, foi recebido pelo FBI. Dois agentes o abordaram no Aeroporto Internacional de Dulles e pediram para falar em particular, longe de sua esposa e filho pequeno, que viajavam com ele.

Voloshyn, que atua como enviado de Medvedchuk no Ocidente, passou as três horas seguintes respondendo às perguntas dos agentes. “Eles levaram meu celular”, Voloshyn me contou sobre o incidente, que não havia sido relatado anteriormente. “E eles pegaram todas as informações do meu celular.”

BIDEN E PUTIN – No início de dezembro, quando mais de 100 mil soldados russos estavam na fronteira com a Ucrânia, Biden ligou para Putin para acalmar as tensões. De acordo com a Casa Branca, o presidente se ofereceu para ouvir todas as “preocupações estratégicas” da Rússia, abrindo a porta para um conjunto muito mais abrangente de negociações.

Foi um avanço para Putin conseguir que um presidente dos EUA se envolvesse com ele no futuro da aliança da OTAN, que Putin há muito descreveu como a principal ameaça à segurança russa.

Porém, em vez de desarmar o impasse, a abertura de Biden permitiu à Rússia expor uma longa lista de queixas contra o Ocidente, desencadeando o que um membro do Kremlin em Moscou descreveu para mim como “uma enorme pilha de tensões reprimidas”. 

EUA ACUSAM – À medida que as negociações avançavam em janeiro, os russos passaram a acreditar que tinham a vantagem, desde que pudessem manter a pressão militar sobre a Ucrânia.

No entanto, em 20 de janeiro, o governo dos EUA levantou uma série surpreendente de acusações contra Voloshyn e Medvedchuk. Alegou que eles são parte de uma conspiração em curso do Kremlin para instalar um governo fantoche na Ucrânia, apoiado por uma ocupação militar russa.

“A Rússia orientou seus serviços de inteligência a recrutar atuais e ex-funcionários do governo ucraniano para se preparar para assumir o governo da Ucrânia e controlar a infraestrutura crítica da Ucrânia com uma força russa de ocupação”, disse o comunicado do Departamento do Tesouro dos EUA, que impôs sanções a Voloshyn e outros supostos conspiradores.

PERTO DA GUERRA – Os EUA rejeitaram as principais demandas da Rússia e prepararam uma série de sanções para bloquear grande parte da economia russa. Biden começou a alertar a Ucrânia e outros aliados de que uma invasão russa parece iminente. Mais de 8,5 mil soldados dos EUA foram colocados em alerta máximo em janeiro, preparados para serem enviados para a Europa Oriental ao lado de navios de guerra e aviões de guerra.

Em Kiev, o amigo de Putin está ainda mais isolado. Despojado de seus principais canais de TV e assediado por acusações criminais, o partido de Medvedchuk vem afundando nas pesquisas. Medvedchuk permanece em prisão domiciliar, com um dispositivo de rastreamento afixado em seu tornozelo e policiais estacionados do lado de fora de sua casa.

Assim, quase 12 meses desde que começou, a crise na Ucrânia se tornou muito maior e mais perigosa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Importante matéria enviada por Mário Causanilhas. Como era muito longa, fizemos um resumo, para mostrar a gravidade da situação. (C.N.)


Eleições em dois turnos facilitam acordos partidários, mas na etapa final

Publicado em 6 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Pedro do Coutto

As eleições em dois turnos facilitam o estabelecimento de acordos partidários uma vez que tornam possível que um candidato afastado da decisão do primeiro turno possa apoiar outro no segundo. Isso acentua uma realidade que está sendo pouco focalizada no atual calendário voltado para as eleições deste ano, sobretudo ao que se refere às disputas do governos estaduais.

Numa entrevista a Julia Chaib, Folha de S. Paulo deste sábado, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que o partido já apoia candidatos do PT em quatro estados da federação, e agora está esperando reciprocidade.

DISPUTA EM SÃO PAULO – Essa reciprocidade, a meu ver, está voltada para a disputa pelo governo de São Paulo, uma vez que o PT tem o candidato Fernando Haddad, e o PSB tem outro, o ex-prefeito Márcio França. Esse último foi bem votado quando perdeu o governo estadual para João Doria em 2018.

Mas o quadro paulista que é de extrema importância para o desfecho das eleições para presidente da República está destinado a colocar em confronto Haddad e França porque o candidato de João Doria, Rodrigo Garcia, está em baixa nas pesquisas, o mesmo acontecendo com o candidato de Bolsonaro, Tarcísio de Freitas.

LEVANTAMENTOS ELEITORAIS – No caso de São Paulo, é improvável que os candidatos de Doria ou de Bolsonaro possam figurar bem na disputa do primeiro turno. Mas tudo é possível. O exemplo se aplica a todos os estados do país. Conforme escrevi outro dia, pesquisas podem não ser definitivas quando apontam favoritismo, mas os levantamentos eleitorais são essenciais.

Dentro dessas alternativas, os acordos entre os partidos e os compromissos de apoio entre as legendas ocorrerão com vinculação inclusive à disputa para a Presidência da República.

EMENDAS CONSTITUCIONAIS –  Reportagem da Folha de S.Paulo, não assinada, e no O Globo, de Manuel Ventura e Julia Lindner, destacam a confusão que surgiu no Congresso com a apresentação de diversas emendas constitucionais para conter os aumentos seguidos ocorridos no caso da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha.

A maioria dessas emendas colide com o pensamento do ministro Paulo Guedes. Uma delas acentua a divergência. Trata-se do projeto de emenda do deputado Christino Áureo que foi redigida sob a supervisão do ministro Ciro Nogueira, chefe da Casa Civil do presidente Bolsonaro.

O projeto permite o corte de alíquotas sobre o diesel, sobre o etanol, sobre a gasolina e o gás de cozinha que poderá criar um impacto entre R$ 54 bilhões e R$ 75 bilhões, no caso de incluir a energia elétrica, cujos preços dispararam em 2021.

“KAMIKAZE” – O Ministério da Economia reagiu e está preparando um projeto também de emenda constitucional chamado “Projeto Kamikaze”, quando uma iniciativa do próprio governo colide com a essência das iniciativas em tramitação no Congresso. Esse projeto encontra-se no Senado Federal.

A rigor, a questão dos preços dos combustíveis não depende de emenda constitucional e sim da legislação comum. Emendas constitucionais são permanentes. Mudanças legislativas podem ser permanentes ou não. Os preços do petróleo dependem da conjuntura internacional. Podem mudar.

Imaginem os leitores se cada mudança do preço do petróleo no mercado internacional obrigasse a mudar o sistema tributário brasileiro. Além disso, o preço do dólar está sendo utilizado para a correção da gasolina e do diesel por causa das importações de refino que o Brasil realiza.

CONTRADIÇÃO – Mas o mesmo preço do dólar não é considerado sobre as exportações que o Brasil também leva efeito para o exterior. Então cria-se o seguinte: o preço sobe em função da moeda americana que recai sobre importações e não incide sobre a moeda americana que recai sobre as exportações. Uma contradição completa.

Como se observa, tudo vale quando se trata de aumentar e nada vale quando se trata de reduzir. Para resolver esse impasse, não há necessidade de emendas à Constituição, basta uma lei específica regulamentando a matéria.

Agência Bloomberg anuncia que ‘Rússia invade Ucrânia’, era mentira, e teve de se desculpar…

Publicado em 6 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Imagem

A agência de notícias assumiu publicamente o erro

Deu na Folha

Após meses de tensão no Leste Europeu, com tropas russas estacionadas na fronteira da Ucrânia e potências ocidentais acusado o presidente Vladimir Putin de querer invadir o país vizinho, enfim a reportagem com o título “Rússia invade a Ucrânia” viu a luz do dia na imprensa internacional.

Detalhe: isso, ao menos até agora, não aconteceu, e a publicação foi fruto de um erro da Bloomberg News, que até já pediu desculpas. Na sexta (4), o veículo americano divulgou uma nota na qual reconhece o engano, afirma ter removido o conteúdo e anuncia uma investigação para entender a causa do problema.

MANCHETES ANTECIPADAS – O próprio comunicado da empresa, porém, parece esclarecer o motivo: “Preparamos manchetes para diferentes cenários, e o título ‘Rússia invade Ucrânia’ foi inadvertidamente publicado no nosso site. Lamentamos profundamente o erro”. Ou seja, uma prática recorrente no jornalismo, de preparar textos para publicação tão logo um evento com chances consideráveis de acontecer se concretize, virou motivo de chacota em redes sociais e provocou até mesmo críticas do governo russo.

Neste sábado (5), o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, descartou o ocorrido como uma provocação —”Não há necessidade de exagerar o que aconteceu”—, mas viu o erro como uma mostra de quão perigosa é a tensão em torna da Ucrânia, algo que segundo ele, é provocado pelo Ocidente.

“Dificilmente foi uma provocação”, afirmou ele à agência estatal russa Tass, acrescentando que a Bloomberg News pediu desculpas pelo engano.

TENSÕES PERIGOSAS – “No entanto, essa situação deixa claro o quão perigosas são essas tensões, que foram desencadeadas por declarações agressivas diárias que continuamos a ouvir de Washington, de capitais europeias e de Londres. Porque são essas declarações, além do envio de tropas para perto de nossas fronteiras e das atividades diárias para abastecer a Ucrânia com armas, que levam a essas tensões, e qualquer faísca é perigosa em meio a tensões”, disse Peskov.

A crise no Leste Europeu foi desencadeada após o Kremlin mobilizar de 100 mil a 175 mil soldados em zonas próximas às fronteiras com a Ucrânia. Os EUA e aliados da Otan, a aliança militar ocidental, acusam Putin de preparar uma invasão do país vizinho, como fez em 2014, quando anexou a Crimeia.

Moscou, por sua vez, rejeita a expansão da Otan sobre territórios próximos à Rússia e quer a garantia de que a Ucrânia jamais fará parte do grupo. Putin nega qualquer intenção de promover uma invasão militar.

Analysis: Biden's call to Putin puts Xi on the defensive - Nikkei Asia

Vladimir Putin e Xi Jinping se unem contra Joe Biden

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CHINA APOIA A RÚSSIA CONTRA ESTADOS UNIDOS

Se de um lado da crise estão os EUA e as principais potências ocidentais, como Alemanha, Reino Unido e França, além da Otan, a aliança militar criada na Guerra Fria para se contrapor à antiga União Soviética, a Rússia se aliou formalmente à China nesta sexta, com uma reunião entre Putin e Xi Jinping em Pequim.

Ambos os líderes concordaram num comunicado em denunciar a expansão da Otan e os pactos militares americanos na região do Indo-Pacífico.

Esses são os exemplos mais vistosos, mas não únicos, do texto divulgado pelo Kremlin, do que Putin e Xi chamaram de “amizade sem limites” entre Rússia e China.

O encontro ocorreu antes da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, na capital chinesa, evento boicotado diplomaticamente pelo Ocidente, em mais uma mostra da Guerra Fria 2.0 atualmente em curso.


Carteiras e cadeiras escolares em condições de uso estão empilhadas em pátio da prefeitura de Jeremoabo

 Luiz Brito DRT BA 3.913

Paulo Afonso - Bahia 06/02/2022


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Mesmo com fluxo de caixa, a infraestrutura das escolas da rede municipal de Jeremoabo continua de mal a pior. As denúncias foram confirmadas pelos vereadores Neguinho de Lié e Antônio Chaves que documentaram mais uma atrocidade patrocinada pelo prefeito Derisvaldo do Paloma (PP) contra o dinheiro do povo.

Os parlamentares apresentaram uma série de fotos e narraram  a situação encontrada durante visita que fizeram a um pátio abandonado  que mais parece um cemitério de carteiras e cadeiras escolares após um bombardeio aéreo. No local há uma pilha formada por centenas de carteiras escolares, expostas ao sol e chuva, muitas delas  em perfeito estado de conservação, que poderiam ser recuperadas após pequenos reparos.

A falta de iniciativa da gestão e o desperdício na educação foi criticada pelos vereadores que cometeram apenas um deslize: deviam ter ingressado com denúncia junto ao Ministério Público do Estado da Bahia e solicitado justificativa da Secretaria Municipal de Educação. 

Nota da redação deste Blog - Diante das evidências nota-se que surgiu um "NOVO NERO" em Jeremoabo, acabando com tudo.

Se a fiscalização dos vereadores já deixava muito a desejar, pior agora que estão correndo em busca de votos. 

 


Rússia inicia testes do mais poderoso bombardeiro estratégico

 




O avião Tu-160M2, versão do Tu-160 soviético com profunda modernização, poderá carregar até 40 toneladas de mísseis e bombas e pode se tornar uma arma de dissuasão nuclear.

Por Nikolai Litôvkin

Em meados de janeiro, após uma longa modernização, o bombardeiro estratégico mais poderoso da Rússia, o Tu-160M2, realizou seu primeiro voo de teste.

A maior aeronave do país construída do zero passou cerca de 30 minutos no ar a uma altitude de 600 metros. A tripulação testou a estabilidade e os sistemas de controle da aeronave realizando várias manobras.

Este é o primeiro de dez aviões Tu-160M2 que o exército russo deverá receber até 2027. Eles substituirão os bombardeiros soviéticos antigos e serão uma parte essencial da “tríade nuclear”, ao lado de submarinos atômicos e mísseis balísticos intercontinentais.

O Tu-160M2 é um novo avião criado do zero. Há também outro avião semelhante chamado Tu-160M, uma versão modernizada do Tu-160 soviético que será utilizada até que o Tu-160M2 entre para a frota. Segundo os fabricantes, não há diferenças entre essas aeronaves — exceto no quesito “novidade”.

"Cisne Branco"

A aeronave estratégica Tu-160M2 é uma profunda modernização do bombardeiro mais poderoso da União Soviética, o Tu-160, apelidado de "Cisne Branco".

O avião pode levar até 40 toneladas de armas nucleares e jogá-las sobre o inimigo a milhares de quilômetros de distância.

A vida útil dos Tu-160 soviéticos termina na década de 2020, e, após 40 anos de uso militar, os velhos bombardeiros serão substituídos por aviões novos.

“A princípio, a Rússia planejava criar e usar os bombardeiros estratégicos PAK DA de nova geração militar para cumprir as missões dos Tu-160. Mas o desenvolvimento dos PAK DA atrasou e os militares russos decidiram investir em uma profunda modernização de aeronaves estratégicas soviéticas”,  explica o analista militar russo Aleksandr Khramtchikhin.

Segundo ele, não há necessidade de criar um avião completamente novo para substituir os Tu-160 soviéticos.

“Os especialistas mudaram absolutamente tudo dentro do Tu-160. Apenas externamente os novos aviões parecem com os Tu-160 antigos. O Tu-160M2 recebeu novos sistemas de navegação, equipamentos de rádio, novos motores e sistemas de lançamentos de novos tipos de mísseis estratégicos e bombas, inclusive mísseis hipersônicos”, explica Ígor Korôtchenko o editor da revista especializada em assunto militares “Arsenal da Pátria”.

Críticas

A ausência de mudanças externas no planador do Tu-160 foi criticada pela imprensa e especialistas militares russos. Alguns deles mencionam também sua incapacidade de superar unidades de defesa aérea inimigos. Além disso, segundo eles, o avião não pode alcançar velocidade supersônica.

Korotchenko confirma a existência dessas desvantagens do novo Tu-160M2, mas, segundo ele, elas não são cruciais, pois o avião consegue atingir alvos inimigos sem sair do espaço aéreo da Rússia. Assim, sua “visibilidade” nos radares de defesa aérea não ameaça o avião.

"A principal vantagem do Tu-160M2 é a capacidade de lançar mísseis a milhares de quilômetros do alcance dos sistemas de defesa aérea inimigos. A aeronave já está armada com mísseis de cruzeiro X-101 e X-102 que podem atingir alvos a 5 mil quilômetros de distância. Nos próximos anos, o Tu-160M2 receberá novos mísseis hipersônicos que não podem ser rastreados por radares modernos de defesa aérea”, diz Korôtchenko.

Segundo ele, os novos Tu-160M2 ficarão em uso por pelo menos 20 anos e, depois, serão substituídos por bombardeiros estratégicos PAK DA da nova geração.

Gazeta Russa

Cidadania honorária de Bolsonaro na Itália vai parar na Justiça

 




Protesto contra Bolsonaro em Anguillara Veneta 

Presidente recebeu homenagem da cidade de Anguillara Veneta

Poucos meses após o pequeno município de Anguillara Veneta, no norte da Itália, conceder a cidadania honorária para o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, moradores da cidade e membros do Partido Europa Verde recorreram à Justiça contra a homenagem.

A informação foi divulgada neste sábado (5) pelo jornalista Jamil Chade, do portal "UOL", que teve acesso ao documento de 23 páginas protocolado no Tribunal de Padova no final de janeiro pelos advogados Donato Lettieri, Lucia Colangelo e Giovanni Colangelo, ligados ao partido Europa Verde.

O grupo apresentou uma ação popular em que pede a anulação da honraria e denuncia a prefeita de direita Alessandra Buoso e oito vereadores que fazem parte de seu governo.

Ainda de acordo com a reportagem, a ação pede que a resolução n.27, com a qual foi concedida a cidadania honorária a Bolsonaro, seja considerada "ilegítima ou nula, pois a identidade e imagem da prefeitura foram lesados após terem sido associadas a expressão de valores conflitantes com os valores históricos, tradicionais e culturais do município de Anguillara Veneta".

Em outubro de 2021, Buoso propôs a homenagem a Bolsonaro justificando a medida pelo fato de um bisavô do presidente ter nascido na cidade. Na ocasião, a ideia recebeu nove votos a favor e três contrários na Câmara Municipal.

De acordo com a prefeita, a cidadania foi "conferida de fato ao presidente, como delegado de um povo e eleito democraticamente pelo povo que ele representa, mas é conferida simbolicamente a toda uma nação".

A sessão da Câmara Municipal para discutir a cidadania honorária havia sido convocada no mesmo dia da leitura do relatório da CPI da Covid no Senado Federal, que pedia o indiciamento de Bolsonaro sob as acusações de epidemia com resultado morte, infração de medida sanitária preventiva, charlatanismo, incitação ao crime, entre outros crimes.

Apesar disso, a cerimônia oficial na Itália ocorreu em 1º de novembro e contou com a presença do presidente brasileiro, enquanto paralelamente chefes de governo de todo o mundo estavam na Cúpula da ONU sobre Mudanças Climáticas em Glasgow negociando medidas para o futuro do planeta.

Na época, a presença de Bolsonaro provocou diversos protestos, incluindo a pichação da sede da Prefeitura de Anguillara Veneta, que amanheceu com a frase "Fora Bolsonaro" e vandalizada com esterco por um grupo ambientalista que era contra a homenagem.

Além disso, conselheiros regionais de oposição no Vêneto também pediram a revogação da cidadania honorária. A região é uma das mais ricas da Itália e é governada pelo partido de ultradireita Liga, cujo secretário federal, o ex-ministro do Interior e senador Matteo Salvini, é aliado de Bolsonaro.

Agência Ansa / Jornal do Brasil

'Como se fosse um 2º pré-sal': especialistas apontam energia nuclear como saída para o Brasil

 




Usina nuclear de Doel, na Bélgica

Um dos grandes desafios globais no século XXI é reduzir o uso de fontes de energia poluentes. E o Brasil vai nesse caminho ao indicar interesse em investir na construção de usinas nucleares.

A energia nuclear é obtida a partir da fissão do núcleo do átomo de urânio enriquecido e é uma alternativa limpa por não emitir dióxido de carbono na atmosfera. Embora não seja um recurso renovável, o urânio não contribui para o aquecimento global, diferentemente dos combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural.

Atualmente, o Brasil possui apenas duas usinas nucleares, Angra 1 e 2, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Juntas, elas são responsáveis pela geração de apenas 3% da energia distribuída no território brasileiro.

Por isso, em 2022, o governo federal deseja avançar em duas frentes visando a aumentar sua capacidade energética no segmento.

Primeiro, a Eletrobras aprovou a retomada das obras da usina de Angra 3, na sexta-feira (28). Com isso, a Eletronuclear, sua subsidiária, já pode assinar o contrato com o consórcio vencedor da licitação, liderado pela empreiteira Ferreira Guedes, com as participações da Adtranz e da Matricial. As obras de Angra 3, iniciadas em 1984, estão paralisadas desde 2015 após denúncias de corrupção.

Na sequência, o governo já mira a construção de uma nova usina nuclear, com início de operação prevista para 2031. Sua instalação já consta no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), que serve de base para o planejamento do setor.

A previsão oficial é que a nova usina tenha capacidade de gerar um gigawatt (GW) de potência, o suficiente para abastecer uma cidade com 1,5 milhão de habitantes.

O professor de Engenharia Nuclear da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Aquilino Senra lembra que a energia está diretamente relacionada ao crescimento econômico. Ele afirma que, após um período de recessão, intensificado pela pandemia de covid-19, a energia nuclear ajudará o Brasil a entrar em um novo ciclo virtuoso.

"Não se pode abrir mão das fontes disponíveis. Qualquer planejamento energético tem que considerar todas as possibilidades", disse Senra em entrevista à agência de notícias Sputnik Brasil.

Apesar de a participação do segmento na matriz energética brasileira ser baixa, o especialista ressalta que o país já possui infraestrutura - ainda que de pequeno porte - montada nas últimas décadas para o setor, além de organizações para licenciamento e empresas com projetos ligados à energia nuclear.

"Há um ambiente formado, com um domínio tecnológico e matéria-prima. Não tenho dúvidas de que o Brasil terá que contar com a energia nuclear no futuro, para substituir as hidrelétricas, por questões ambientais, principalmente ligadas ao sistema de barragens", destacou o professor, que leciona na Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia).

Para o chefe do Departamento de Desenvolvimento de Novos Empreendimentos da Eletronuclear, Marcelo Gomes, o país também precisa investir no segmento para não depender da boa vontade das forças da natureza com chuvas, que abastecem as hidrelétricas, em um momento de mudanças climáticas constantes.

Ele lembra que, com o período de estiagem recente, o país teve que elevar a atividade de termelétricas. Além de produzir mais gases de efeito estufa, a medida provocou o aumento de tarifas de energia.

"Teria ajudado muito nesse momento se já tivéssemos mais usinas nucleares. E economizaríamos água dos reservatórios, de forma a poder superar anos com afluência menor de chuvas", afirmou Gomes.

O especialista diz ainda que a energia nuclear vai permitir que o país possa começar a investir de forma segura em fontes de energia renováveis, como a eólica e a solar.

Uma das maiores reservas de urânio do mundo

Os especialistas fizeram questão de lembrar que o país é rico na matéria-prima utilizada para a produção de energia nuclear. O professor Aquilino Senra diz que o Brasil flutua entre a sétima e a nona maior reserva mundial de urânio.

"A energia nuclear é muito mais estável e dá segurança de abastecimento. Uma base sólida permite a entrada de fontes eólicas e solares, tornando o sistema muito mais robusto", apontou ele. "As fontes são como ingredientes que o cheff de cozinha tem para preparar um prato, cada uma com suas características e especificidades. Juntas, elas compõem um prato que é da melhor segurança energética, com menor custo para o consumidor final", completou.

Para Marcelo Gomes, o urânio é uma "riqueza imensa" que o país precisa usar para "o bem do povo brasileiro". Ele aponta que o Brasil tem potencial para utilizar a reserva com "qualidade, bom custo e de forma segura para a população".

Sputnik News / Jornal do Brasil

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