sábado, fevereiro 05, 2022

Bolsonaro vai continuar a exercer diplomacia desgovernada até o fim de sua gestão

Publicado em 5 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Em discurso na ONU, o Bolsonaro atual andou longe do Bolsonaro da carta de  Temer | Sobral em Revista

Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Bruno Boghossian
Folha

“Perdemos agora o Peru”, lamentou Jair Bolsonaro quando a apuração de votos apontava para a vitória de Pedro Castillo naquele país, em junho. Meses mais tarde, o presidente se recusou a ir à posse do novo governante, assim como fez com outros políticos de esquerda na Argentina, na Bolívia, no Chile e em Honduras.

Bolsonaro mudou de ideia sobre o peruano, a quem já chamou de “um cara do Foro de São Paulo”. Nesta quinta (3), o brasileiro sorriu ao lado de Castillo e disse ter interesses em comum com o colega, um conservador de esquerda. O brasileiro ignorou a segunda metade do rótulo e elogiou sua plataforma de defesa da família e de “valores tradicionais”.

RELAÇÕES IDEOLÓGICAS – A variação de humores de Bolsonaro é reflexo da diplomacia desgovernada executada pelo Palácio do Planalto. O presidente brasileiro só consegue enxergar as relações políticas a partir de colorações ideológicas.

Dá coices gratuitos quando identifica um adversário num país vizinho e distribui afagos pobres àqueles que vê como semelhantes.

Esse comportamento se tornou uma marca. Antes de tomar posse, o presidente irritou nações árabes ao prometer a mudança de endereço da embaixada brasileira em Israel, estreitando laços com o governo local. Depois que o direitista Benjamin Netanyahu foi substituído por uma coalizão ampla, Bolsonaro abandonou o namoro com o país.

VIAGEM À RÚSSIA – Os caprichos ideológicos do presidente passam na frente de qualquer diretriz da política externa brasileira. Nos últimos dias, causou desconforto uma viagem oficial à Rússia marcada para as próximas semanas, em meio às tensões do país com a Ucrânia. Numa conversa com apoiadores, Bolsonaro avisou que manteria o encontro com Vladimir Putin: “Ele é conservador, sim”.

Ainda que tenha sido forçado a demitir o agitador que chefiou o Itamaraty nos primeiros anos de governo, Bolsonaro mantém um pragmatismo às avessas nessa área.

Em nome de suas preferências políticas, ele degrada as relações do Brasil com o mundo até o último dia de governo.

Lançamento das pré-candidaturas já incrementa o troca-troca de partidos no Congresso

Publicado em 5 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Troca de partido também para prefeitos e vereadores | Marcos Almeida - O seu amigo do Rádio

Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Marcela Mattos
G1  Brasília

Os anúncios de pelo menos 11 pré-candidaturas à Presidência da República aceleraram as negociações para troca de partidos entre deputados federais e senadores que tentarão a reeleição, porque a entrada de novos candidatos na corrida pelo Palácio do Planalto influencia a posição política dos partidos e as alianças para formação dos palanques estaduais.

Deputados e senadores que não se sentirem contemplados com o novo projeto político das siglas às quais estejam filiados ou que vislumbrarem melhores oportunidades em outras legendas terão 30 dias – entre 3 de março e 1º de abril – para trocar de partido. É a chamada “janela partidária”.

TROCA DE LEGENDA – Nesse intervalo, a Justiça Eleitoral autoriza a troca de legenda sem que os parlamentares percam o mandato. São os 30 dias que antecedem a data-limite de filiação. A partir de 2 de abril, quem ainda não estiver filiado a um partido não pode mais ser candidato nas eleições 2022.

Trocas de partido também são autorizadas em caso de “mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário” e “grave discriminação política pessoal”.

Para os partidos, é interessante receber mais candidatos com chance de vencer porque o fundo partidário – recurso público destinado a custear as despesas das legendas – é calculado com base no tamanho das bancadas da Câmara após a eleição.

BARGANHAS POLÍTICAS – A proximidade da abertura da janela partidária inaugura também uma fase de negociações e barganhas políticas.

Os parlamentares, por outro lado, conseguem negociar cargos em diretórios, posições de destaque dentro do partido e investimento nas próprias campanhas em troca da migração partidária. Na mesa de negociações, há também fatores ideológicos e políticos.

Parlamentares também apontam que o fim das coligações – uniões temporárias entre diferentes partidos para somar tempo de televisão e recursos de campanha – tornou a mudança de sigla uma “questão de sobrevivência”, principalmente para candidatos de partidos menores.

PL VAI CRESCER – Atualmente com 43 deputados, o PL espera ver a bancada crescer após a filiação ao partido do presidente Jair Bolsonaro no partido. “Com a vinda do presidente, acredito que nós poderemos partir para a disputa das eleições com mais 15 a 20 deputados que poderão vir. São deputados não só do PSL, mas também de outras legendas que estão fazendo contato e conversando num estágio avançado”, disse ao G1 o líder do PL na Câmara, deputado Wellington Roberto (PB).

Como consequência das eleições e das mudanças na janela partidária, o líder do PL projeta uma eleição de 70 deputados da sigla em outubro – um número que, na composição atual da Câmara, daria ao partido a maior bancada da Casa. “Não estou jogando pedra na lua, estou com o pé no chão”, afirmou Roberto.

A filiação de Bolsonaro ao PL também trouxe baixas ao partido. O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (AM), anunciou a saída da legenda por se opor ao presidente da República e vai se filiar ao PSD. É esperado que outros deputados do PL sigam o exemplo. Para o líder da legenda, porém, o balanço será “extremamente positivo”.

MAIS MUDANÇAS – O Podemos, hoje com 11 deputados, também deve passar por mudanças após o ingresso do ex-juiz Sergio Moro. Os deputados Diego Garcia (PR) e José Medeiros (MT), aliados do presidente Bolsonaro, devem deixar a legenda.

“O partido se reuniu e a gente tem tido essas conversas. Agora, óbvio que, caso o Moro saia candidato a presidente, eu tenho realmente que procurar outra sigla. Eu tenho que puxar o carro, porque não tem como ser candidato ao Senado tendo um candidato a presidente do mesmo partido. Eu teria de ir para algum partido da base do presidente Bolsonaro”, afirmou ao G1 o deputado José Medeiros.

Nos bastidores, fala-se que deputados do Norte e do Nordeste também podem deixar o Podemos. Há a expectativa, por outro lado, da chegada de novos deputados. Na última quarta-feira (26), integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) assinaram a filiação ao Podemos para apoiar a campanha de Moro. Entre eles estava o deputado Kim Kataguiri, atualmente no DEM.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Portanto, somente em abril se saberá o real tamanho das bancadas atuais, que influirão no próximo governo, porque a taxa de renovação deve ser de apenas um terço do total de deputados e de um décimo do total de senadores, porque desta vez só há uma vaga em cada Estado e no Distrito Federal. (C.N.)


"Vereador é poder e eu fui eleito pelo povo. Eu não fui indicado nem nomeado pelo prefeito. Ser parceiro do governo é uma coisa, mas, ser puxa-saco de governo, nunca!", dispara Solon sobre fazer parte da base do governo municipal

 

ENTREVISTA❗ Vereador Solon Pinheiro declara: “A tolerância acabou em relação ao governo Augusto Castro. Agora, é hora de acertar!”; Escute os áudios

"Vereador é poder e eu fui eleito pelo povo. Eu não fui indicado nem nomeado pelo prefeito. Ser parceiro do governo é uma coisa, mas, ser puxa-saco de governo, nunca!", dispara Solon sobre fazer parte da base do governo municipal

Leia em: 4 minutos

Pauta Blog entrevistou o vereador de Itabuna, Solon Pinheiro (Solidariedade), para fazer um balanço do primeiro ano de gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) e da atual Câmara de Vereadores. De início, o edil já declarou que não há mais lugar para erros do Executivo nem cordialidade do Legislativo com o que não está caminhando bem no município.

Vereador pela segunda vez, Solon se declara um político experiente e relata que a principal função de alguém que é eleito democraticamente é servir ao povo: “O político tem que gostar de gente e gostar de servir, independentemente de você estar no mandato ou não. Eu estando no mandato ou não, eu não mudo o meu comportamento com as pessoas, eu não deixo de atender e servir as pessoas”.

Ao avaliar a atual formação da Casa Legislativa, o vereador ponderou que o primeiro ano foi de adaptações, mas é preciso ter um olhar mais crítico a partir de agora: “O primeiro ano de mandato foi um ano de muita observação pra mim que já fui vereador. Você tem que ter muito pé no chão primeiro e falar pouco. Em 2022, a Câmara vai ser muito mais ousada, corajosa e não vai ser a Câmara de 2021”OUÇA 👇

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Já sobre o Chefe do Executivo itabunense, Solon disse que, neste ano, a postura precisa ser diferente e não há motivos para a cidade continuar como está: “Em 2021, eu dei muita oportunidade para Augusto, eu acreditei muito nele. Pensei que, por ser o primeiro ano, vamos dar um tempo porque ele nunca foi prefeito. Eu percebi ele bem intencionado, mas, em alguns pontos do governo, ele errou muito. Meu sentimento é de que a tolerância acabou em relação ao governo. O que tinha que errar, já está no limite. Agora, é hora de acertar! A tolerância em relação a Augusto, em 2021, foi suficiente”OUÇA 👇

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O edil citou, também, as críticas recebidas pela Câmara quando a reforma tributária proposta pelo prefeito em caráter emergencial foi aprovada. Segundo ele, o ato foi um voto de confiança, mas que precisa ser em prol da população: “A votação da reforma tributária foi uma oportunidade que nós tivemos de dar um crédito ao governo para que ele possa trabalhar. O problema não é você aumentar imposto, é esse imposto não ser convertido na melhoria do serviço público, na reforma de escola e do posto de saúde, na infraestrutura e em obras”OUÇA 👇

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Mesmo fazendo parte da base do governo municipal, o vereador afirmou que não tem problemas em criticar a gestão porque a parceria não deve ser responsável por não enxergar as decisões ruins: “A gente não pode ser cabresto. A gente não pode ter aquele tipo de comportamento de que, porque é base, não pode criticar ou votar contra. Não existe isso! A gente tem que ser base do governo e, por ser base do governo, a gente tem, ainda mais, a obrigação de alertar os erros e criticar. O vereador não pode ser capacho do Executivo. Vereador não é funcionário de prefeito! Vereador é poder e eu fui eleito pelo povo. Eu não fui indicado nem nomeado pelo prefeito. Ser parceiro do governo é uma coisa, mas, ser puxa-saco de governo, nunca!”OUÇA 👇

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Questionado pelo Pauta sobre um atrito recente com o líder do governo durante uma sessão na Câmara, vereador Manoel Porfírio (PT), Solon reiterou que isso é normal e é preciso ter equilíbrio ao se posicionar: “Cabe ao líder ser equilibrado. Ser líder do governo, ele tem que ser o primeiro a equilibrar a base, não criar discórdia com a base. Se ele cria problemas, ele não está cumprindo a função de líder, que é promover a harmonia entre Legislativo e Executivo”OUÇA 👇

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Sobre as eleições deste ano, Solon lembrou que isso não pode fazer com que os políticos esqueçam o compromisso com Itabuna: “Augusto tem que se preocupar com a cidade, não com as eleições de 2022. Ele tem que estar preocupado em harmonizar a base dele na Câmara, não discutir com vereador porque não apoia governador ou senador da chapa majoritária”.

Para finalizar, ele reiterou que já tem posicionamento em relação à sucessão estadual e vai marchar ao lado do ex-prefeito de Salvador: “Meu candidato ao governo vai ser ACM Neto. Não teria porque ser diferente porque já tenho uma relação política com ele há 20 anos. A gente sempre projetou isso, ACM Neto governador e, agora, chegou o momento. Neto governador, eu não tenho dúvida de que vai ser um dos melhores governadores da história dessa Bahia e do Brasil”

Nota da redação deste Blog - Estou reproduzindo a entrevista feste vereador, na esperança que os vereadores de Jeremoabo principalmente do grupo do prefeito, leiam, reflitam, meditem e entendam que vereador "Vereador é poder  foi eleito pelo povo.  não fui indicado nem nomeado pelo prefeito. Ser parceiro do governo é uma coisa, mas, ser puxa-saco de governo, nunca!".

Espero também que não esqueçam de fazer o trabalho de casa correndo em busca de votos, primeiro o trabalho de casa é para isso que são pagos e foram eleitos,, depois os demais.


https://pauta.blog.br/entrevistas/entrevista%E2%9D%97-vereador-solon-pinheiro-declara-a-tolerancia-acabou-em-relacao-ao-governo-augusto-castro-agora-e-hora-de-acertar-escute-os-audios/

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