Publicado em 12 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Ciro Gomes afirmou que é preciso proteger o regime democrático
Gustavo Schmitt
O Globo
Líderes políticos que discursaram em ato contra o presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, região central de São Paulo, na tarde deste domingo, pregaram a união de todos os campos políticos para brigar pelo impeachment do chefe do Executivo. O ex-ministro Gomes defendeu uma aliança de “quem for democrata” e, em um aceno ao PT, que não aderiu aos atos deste dia 12, disse que “ainda há tempo” para a sigla integrar o movimento.
— Para fazer o impeachment e proteger a democracia brasileira temos que juntar todo mundo. Ainda há tempo para o PT amadurecer. Quem for democrata tem que entender que o impeachment é a a única saída. Precisamos fazer um acordo com a direita e um centro democrático — disse.
PONTE COM O PT – Outro presidenciável no ato, o governador de São Paulo João Doria (PSDB) participou pela primeira vez de uma manifestação contra Bolsonaro e admitiu a possibilidade de fazer uma ponte com o PT.
— Temos que estar junto para formar uma grande frente democrática. Pela defesa da liberdade, dos valores, da constituição e da comida no braço e vacina no prato.
Ao fim do discurso, o governador pediu “Fora Bolsonaro” e dançou aos pulos enquanto os manifestantes respondiam com xingamentos ao presidente. Depois, ao ser questionado pela imprensa sobre a ausência da CUT e do PT no ato, o governador paulista evitou críticas.
DISSE DORIA – “Vejo (a ausência da CUT e do PT) com normalidade. Temos que evoluir no processo de adensar, de somar e de agregar. E de respeitar o sentimento das pessoas. As pessoas, os partidos e movimentos políticos não são iguais. Mas temos algo que nos une que é a defesa do Brasil”.
Além de Doria e Ciro, também compareceram ao ato o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), os senadores Simone Tebet (MDB-MS) e Alessandro Vieira (Cidadania (ES), os deputados federais Tabata Amaral (sem partido-SP), Joice Hasselmann (PSL-SP), Orlando Silva (PCdoB-SP), Kim Kataguiri (DEM-SP) e Marcelo Ramos (PL-AM), os deputados estaduais Isa Penna (PSOL-SP) e Arthur do Val (Patriota-SP), o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.
AMOEDO PEDE UNIÃO – Candidato à Presidência da República em 2018, assim como Ciro, João Amoedo (Novo) também pregou união pelo impeachment:
— Ninguém aqui tem medo de dizer que é esquerda e direita. Isso é besteira de quem quer manter o Bolsonaro no poder. A prioridade é o impeachment — disse o empresário.
A manifestação ocupou trechos da via. A avenida não chegou a ser totalmente interditada, e a maior concentração de pessoas era num trecho de cerca de 500 metros entre os prédios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Museu de Artes de São Paulo (Masp).




