sábado, setembro 11, 2021
Emendas parlamentares são um importante avanço que acabou totalmente desvirtuado

Charge do Ivan Cabral (Arquivo Google)
Deu no Estadão
As emendas parlamentares, não é de hoje, têm sido constantemente desvirtuadas de seu propósito mais nobre, qual seja, dar um caráter de colaboração entre Poderes à construção do Orçamento público. Previstas na Constituição, as emendas parlamentares são legítimos instrumentos de participação do Poder Legislativo no aprimoramento da proposta orçamentária encaminhada anualmente pelo Poder Executivo, visando à alocação dos recursos públicos em projetos que melhor atendam às necessidades da população.
Em tese, nada há de ilegal ou nem mesmo fisiológico na apresentação de emendas por um parlamentar. Entretanto, na prática, não raro a liberação de emendas ao Orçamento tem sido convertida em moeda de troca para a construção de bases de apoio artificiais ao Poder Executivo ou para enriquecimento ilícito de seus proponentes ou apaniguados. Uma imoral combinação de autoritarismo e patrimonialismo.
ORÇAMENTO SECRETO – Em que pese à natureza impositiva do pagamento das emendas parlamentares no âmbito da União, a anomalia pode ser observada nas três esferas de governo. Em nível federal, o mau uso das emendas parlamentares chegou ao paroxismo de ensejar a construção de um “orçamento secreto”, tal como revelou o Estadão em maio deste ano.
Quem mais sofre com a desvirtuação das emendas parlamentares é quem delas mais deveria se beneficiar: a população. Alguns casos na cidade de São Paulo ilustram muito bem como as emendas parlamentares, quando mal ou não empregadas, podem servir a tudo, menos ao interesse público.
O Parque Cora Coralina, na Escola Municipal Desembargador Amorim Lima, na Vila Gomes, zona oeste da capital paulista, precisa de uma reforma para recuperar o solo erodido e tornar o espaço seguro para as crianças, funcionários e professores.
PAIS DE ALUNOS – Diante da interdição do parque, usado para várias atividades, um grupo de pais de alunos se organizou, preparou um projeto de recuperação durante dois anos e participou de um edital da Prefeitura de São Paulo, batizado Chamada Cívica, para concorrer a recursos indicados por emendas parlamentares.
A recuperação do Parque Cora Coralina foi um dos projetos escolhidos entre dezenas de concorrentes, como revelou reportagem do Estado. O grupo de pais conquistou o direito de indicar o destino de uma emenda do então vereador José Police Neto (PSD).
Mas a alegria dos pais dos alunos ao ver seu projeto entre os escolhidos da Chamada Cívica durou pouco. Em 2020, dada a eclosão da pandemia de covid-19, Police Neto retirou as emendas do edital para que a alocação de recursos fosse dedicada ao combate da doença, o que era bastante sensato.
NÃO FOI REELEITO – Police Neto reapresentou suas emendas, entre as quais a que viabilizaria a recuperação do Parque Cora Coralina, à proposta orçamentária de 2021. O problema é que Police Neto não foi reeleito e as emendas propostas pelo ex-vereador caíram em uma espécie de “limbo”. Até hoje não foram liberadas.
“A comunidade se organizou e venceu um edital. Há, portanto, um compromisso do poder público com aquela organização, e não com o vereador (que apresentou a emenda)”, disse Police Neto ao Estado. Mesmo fora da Câmara Municipal, o ex-vereador informou que tem mantido contato com a Casa Civil da Prefeitura de São Paulo para tentar liberar os recursos.
A Associação Nacional de Prevenção ao Uso e Abuso de Drogas é outra organização da sociedade civil que sofre com o “limbo” das emendas propostas por vereadores que não se reelegeram. A associação contava com R$ 500 mil de uma emenda proposta pelo ex-vereador Masataka Ota (PSB), que não se reelegeu e morreu em fevereiro deste ano.
EXCRESCÊNCIA MORAL – O “limbo” é uma excrescência jurídica e moral. O Orçamento, ao fim e ao cabo, é uma lei. O vereador que apresentou emendas por fim aprovadas tinha legitimidade para tanto ao tempo da indicação.
É dever do Poder Executivo honrar o pagamento. Não é porque um parlamentar perdeu o mandato e, em tese, seu “valor” para o Executivo que suas emendas não devem ser alocadas nos projetos a que se destinam.
Os problemas que afligem a comunidade não têm prazo de validade, como um mandato.
Na China, Geddel teria sido condenado à morte, mas aqui no Brasil não demorou a ser solto…
Publicado em 11 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Geddel chorou na prisão, mas agora está dando gargalhadas…
Deu no Globo
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ontem o ex-ministro Geddel Vieira Lima a cumprir sua pena de prisão no regime semiaberto. Com isso, o ex-ministro poderá deixar a prisão para trabalhar. Geddel cumpre atualmente a pena em prisão domiciliar.
A decisão ocorre após a Segunda Turma do STF derrubar a condenação do ex-ministro e de seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, pelo crime de associação criminosa no caso das caixas e malas com 51 milhões de reais encontradas em um apartamento em Salvador em 2017, que acabou conhecido como “bunker”. A condenação por lavagem de dinheiro, no entanto, foi mantida.
REDUÇÃO DA PENA – Com a decisão, a punição dos dois foi reduzida em um ano e meio. O ex-ministro passa a cumprir 13 anos e 4 meses de prisão; já o ex-deputado terá a pena reduzida para 9 anos de prisão.
Fachin afirmou ainda que Geddel preenche os requisitos necessário para a progressão do regime, como o pagamento de multa de R$ 1,7 milhão.
O ex-ministro estava em prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica desde 15 de julho de 2020, após liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli. Na semana anterior, Geddel havia recebido resultado positivo para covid-19 — diagnóstico posteriormente descartado após um exame de contraprova —, o que motivou o pedido da defesa.
SEM INDENIZAÇÃO – Quando a Segunda Turma do STF já havia atendeu ao pedido da defesa de Geddel e de Lúcio e anulado as condenações de ambos por associação criminosa, também caiu o pagamento de indenização por danos morais coletivos estabelecido anteriormente, no valor de R$ 51 milhões, o mesmo encontrado no apartamento.
A primeira condenação do ex-ministro veio em outubro de 2019, quando a Segunda Turma do STF sentenciou Geddel a 14 anos e 10 meses de reclusão e 106 dias-multa (cerca de R$ 1,6 milhão, considerando valores da época), em regime fechado.
Segundo a denúncia apresentada na época pelo Ministério Público Federal (MPF), Geddel, seu irmão Lúcio e a mãe, Marluce Vieira Lima, lavaram dinheiro entre 2010 e 2017 com a finalidade de ocultar valores obtidos em crimes anteriores, por meio de empreendimentos imobiliários.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Edson Fachin, jamais esqueçam, é aquele “jurista” que inventou a “incompetência territorial absoluta”, uma situação jurídica desconhecida pelo Direito Universa e que é uma nova jabuticaba criada para garantir a limpeza da ficha imunda de Lula e sua volta à política. Em todos os demais países do mundo, a “incompetência territorial” é apenas “relativa” e não anula provas nem condenações já em terceira instância. Agora, Fachin liberta Geddel. Qual a justificativa para beneficiar esse ladrão do povo? Ora, certamente foi o fato de ter chorado ao ser preso, porque além de ladrão, Geddel também é covarde… Ah, Brasil! (C.N.)
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