sexta-feira, setembro 10, 2021

Após 'ameaça' a posse de Pelegrino no TCM, líderes na AL-BA defendem indicação


por Anderson Ramos

Após 'ameaça' a posse de Pelegrino no TCM, líderes na AL-BA defendem indicação
Foto: Ricardo Neiva / Divulgação

Os líderes do governo e da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), concordam com a manutenção da indicação do deputado federal licenciado Nelson Pelegrino (PT) para a vaga deixada por Paolo Marconi no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

 

A posição foi reforçada tanto por Rosemberg Pinto (PT), quanto por Sandro Régis (DEM), após a desembargadora Joanice Maria Guimarães de Jesus ter concedido liminar que acatou parcialmente um pedido feito pela Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcon) que reivindica a vaga no TCM.

 

Para o petista, “alguém está com a informação equivocada”, a respeito de quem de fato tem o direito a indicação para o Tribunal.

 

“Não há que se falar em vaga do Ministério Público de Contas. Isso inclusive já está resolvido dentro do próprio Conselho do Tribunal. Então não há razão para esse questionamento e acho que a desembargadora foi comedida quando ele disse que o Tribunal de Contas não aceitasse. Espero que ela julgue, porque no julgamento eu tenho certeza que a vaga pertence à Assembleia Legislativa da Bahia e não tem obrigatoriedade da Assembleia de indicar alguém que seja necessariamente do Tribunal de Contas”, argumentou o deputado para o Bahia Notícias.

 

A resolução ao que o petista se refere é o parecer aprovado pelos conselheiros do TCM no dia 26 de agosto, que confirmou a responsabilidade da AL-BA pela indicação para a vaga aberta (veja mais aqui).

 

“A informação que o presidente da Casa [Adolfo Menezes] nos passou é de que a indicação é da Assembleia, que tem todas as prerrogativas de indicar o nome”, ressaltou Régis.

 

Para o BN, o líder oposicionista colocou as diferenças políticas de lado e elogiou a escolha de Pelegrino para o cargo. “A CCJ já aprovou, acredito que ele tenha todos os pré-requisitos para assumir a vaga e ajudar a modernizar o TCM. É um adversário político, mas ele demonstra todas as qualidades de que será um bom conselheiro. Assim como um desembargador, na hora que assume, tem que esquecer coloração partidária”, pontuou.

 

A indicação do atual secretário do Desenvolvimento Urbano (Sedur), foi aprovada após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deverá ser apreciada em plenário na próxima terça (14) (reveja).

Bahia Notícias

Conversa de Bolsonaro com Moraes preocupa PF sobre inquéritos que miram presidente

por Fábio Zanini | Folhapress

Conversa de Bolsonaro com Moraes preocupa PF sobre inquéritos que miram presidente
Foto: Marcos Corrêa/PR

A expectativa na Polícia Federal é sobre qual será o impacto da conversa entre Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes no andamento das investigações que miram o presidente e seus apoiadores no STF (Supremo Tribunal Federal) e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
 

Ações nos inquéritos que miram Bolsonaro, como os das fake news, acusações contra as urnas e milícias digitais, são consideradas inevitáveis no curto e médio prazo. Entretanto, cada vez mais a leitura interna é que as condições institucionais ficam mais difíceis.
 

Nesse contexto, a visita de Augusto Aras ao diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, nesta quinta (9) foi lida como um indicativo de que não é certo o apoio interno para os envolvidos nos casos. O Procurador-Geral da República esteve na corporação um dia após abrir investigação contra o delegado Felipe Leal por abuso de poder.
 

Leal conduzia o inquérito sobre a suposta interferência de Bolsonaro na PF e foi retirado do caso por Moraes após incluir atos de Maiurino na mira da investigação. Além disso, a presença de Aras reforçou a percepção entre os policiais de que o diretor-geral está mais preocupado com o apoio externo do que com o interno.
 

Além da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, que divulgou nota em apoio a Leal, uma petição online foi criada em defesa do investigador e no início da noite da quinta (9) angariava cerca de 880 assinaturas de delegados, peritos, agentes e funcionários da PF.

Bahia Notícias

Nota de Bolsonaro não significa um recuo, é “habeas corpus” de um político em perigo

Publicado em 9 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro está sendo mal aconselhado", diz capitão Augusto

Bolsonaro caiu na real e teve de pedir arreglo ao Supremo

Bruno Boghossian
Folha

Jair Bolsonaro acionou um advogado para tentar se salvar do cerco que se formou contra ele após o 7 de setembro. Com a ajuda de Michel Temer (OAB 16534/SP), o presidente divulgou uma nota para afirmar que jamais teve a “intenção de agredir” outros Poderes nos atos golpistas. O texto pode parecer um recuo, mas é, na verdade, um pedido de habeas corpus para um político em perigo.

Os dez parágrafos da declaração publicada nesta quinta (9) pelo Planalto dão todos os sinais de que Bolsonaro está em busca de proteção, não de diálogo e pacificação.

MEDO DA PUNIÇÃO – No texto, o presidente ignora sua ameaça pública de descumprir decisões judiciais e torce para que a manobra seja suficiente para não ser punido pelos crimes que já cometeu.

Dois dias depois de chamar Alexandre de Moraes de “canalha”, o presidente agora diz que tem apenas “conflitos de entendimento” com ele. Em vez de pedir que o ministro do STF seja enquadrado, Bolsonaro afirma que vai buscar resolver essas divergências na Justiça.

​A defesa do presidente vai ter trabalho, já que é impossível destruir as provas de que ele incitou a desordem e a desobediência, do alto de um trio elétrico e à luz do dia.

DISSE BOLSONARO – Nos protestos do feriado, Bolsonaro disse com todas as letras que não cumpriria decisões tomadas por Moraes e voltou a lançar suspeitas falsas sobre a lisura das eleições.

Bolsonaro busca blindagem com o argumento de que suas declarações “decorreram do calor do momento”. Faltou lembrar que a ameaça ao STF foi gestada por semanas e que suas primeiras palavras contra o tribunal no dia 7 foram dadas ainda pela manhã, no frescor do Palácio da Alvorada, enquanto uma criança tocava o hino nacional no piano.

O presidente percebeu que as investigações contra seu grupo político vão continuar e que conversas sobre um impeachment começam a ganhar corpo. Ameaçado, ele simula um passo atrás para reduzir temporariamente as pressões sobre o governo até que fique confortável o suficiente para atacar de novo.


Barroso rebate, ponto a ponto, todos os ataques contra o TSE e as urnas eletrônicas

Publicado em 9 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Ministro Luís Roberto Barroso toma posse como novo presidente do TSE |  Política | G1

Barroso fez questão de responder todas as críticas ao TSE

Rosanne D’Agostino
G1 — Brasília

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez um pronunciamento nesta quinta-feira (9) em resposta a ataques do presidente Jair Bolsonaro durante manifestações antidemocráticas realizadas no 7 de Setembro. E disse que ‘a democracia só não tem lugar para quem pretenda destruí-la’.

Durante o pronunciamento, Barroso rebateu, ponto a ponto, a as declarações de Bolsonaro sobre o TSE, o processo eleitoral e as urnas eletrônicas.

ATAQUES E RESPOSTAS

Veja abaixo as declarações de Bolsonaro destacadas por Barroso e as respostas do presidente do TSE a elas:

Bolsonaro: Não podemos admitir um sistema eleitoral que não fornece qualquer segurança.”

Barroso: As urnas eletrônicas brasileiras são totalmente seguras. Em primeiro lugar, elas não entram em rede e não são passíveis de acesso remoto. Podem tentar invadir os computadores do TSE (e obter alguns dados cadastrais irrelevantes), podem fazer ataques de negação de serviço aos nossos sistemas, nada disso é capaz de comprometer o resultado da eleição. A própria urna é que imprime os resultados e os divulga.

Os programas que processam as eleições têm o seu código fonte aberto à inspeção de todos os partidos, da Polícia Federal, do Ministério Público e da OAB um ano antes das eleições. Estará à disposição dessas entidades a partir de 4 de outubro próximo. Inúmeros observadores internacionais examinaram o sistema com seus técnicos e atestaram a sua integridade.

Nunca se documentou qualquer episódio de fraude. O sistema é certamente inseguro para quem acha que o único resultado possível é a própria vitória. Como já disse antes, para maus perdedores não há remédio na farmacologia jurídica.

Bolsonaro: “Nós queremos eleições limpas, democráticas, com voto auditável e contagem pública de votos.

Barroso: As eleições brasileiras são totalmente limpas, democráticas e auditáveis. Eu não vou repetir uma vez mais que nunca se documentou fraude, que por esse sistema foram eleitos FHC, Lula, Dilma e Bolsonaro e que há 10 (dez) camadas de auditoria no sistema.

Agora: contagem pública manual de votos é como abandonar o computador e regredir, não à máquina de escrever, mas à caneta tinteiro. Seria um retorno ao tempo da fraude e da manipulação. Se tentam invadir o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, imagine-se o que não fariam com as seções eleitorais!

As eleições brasileiras são limpas, democráticas e auditáveis. Nessa vida, porém, o que existe está nos olhos do que vê.

Bolsonaro: “Não podemos ter eleições onde pairem dúvidas sobre os eleitores.

Barroso: Depois de quase três anos de campanha diuturna e insidiosa contra as urnas eletrônicas, por parte de ninguém menos do que o Presidente da República, uma minoria de eleitores passou a ter dúvida sobre a segurança do processo eleitoral. Dúvida criada artificialmente por uma máquina governamental de propaganda. Assim que pararem de circular as mentiras, as dúvidas se dissiparão.

Bolsonaro: “Não posso participar de uma farsa como essa patrocinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Barroso: O Presidente da República repetiu, incessantemente, que teria havido fraude na eleição na qual se elegeu. Disse eu, então, à época, que ele tinha o dever moral de apresentar as provas. Não apresentou.

Continuou a repetir a acusação falsa e prometeu apresentar as provas. Após uma live que deverá figurar em qualquer futura antologia de eventos bizarros, foi intimado pelo TSE para cumprir o dever jurídico de apresentar as provas, se as tivesse. Não apresentou.

É tudo retórica vazia. Hoje em dia, salvo os fanáticos (que são cegos pelo radicalismo) e os mercenários (que são cegos pela monetização da mentira), todas as pessoas de bem sabem que não houve fraude e quem é o farsante nessa história.

Bolsonaro: Não é uma pessoa no Tribunal Superior Eleitoral que vai nos dizer que esse processo é seguro e confiável.”

Barroso: Não sou eu que digo isso. Todos os ex-Presidentes do TSE no pós-88 – 15 ministros e ex-ministros do STF – atestam isso. Mas, na verdade, quem decidiu que não haveria voto impresso foi o Congresso Nacional, não foi o TSE.

A esse propósito, eu compareci à Câmara dos Deputados após três convites: da autora da proposta, do Presidente da Comissão Especial e um convite pessoal do Presidente daquela Casa. Não fiz ativismo legislativo. Fui insistentemente convidado.

Lá expus as razões do TSE. Não tenho verbas, não tenho tropas, não troco votos. Só trabalho com a verdade e a boa fé. São forças poderosas. São as grandes forças do universo. A verdade realmente liberta. Mas só àqueles que a praticam.

Foi o Congresso Nacional – não o TSE – que recusou o voto impresso. E fez muito bem. Seja como for, é uma covardia atacar a Justiça Eleitoral por falta de coragem de atacar o Congresso Nacional, que é quem decide a matéria.

Se você participou dos protestos, saiba que não há meia democracia nem meia ditadura

Publicado em 10 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

7 de Setembro tem protestos a favor e contra o governo Bolsonaro | Política  | G1

É preciso entender que esses protestos são mesmo “antidemocráticos”

 

Roberto Fonseca
Correio Braziliense

Os impactos das manifestações de terça-feira (7/9) ainda são medidos. Políticos, empresários e lideranças da sociedade civil tentam encontrar a melhor forma de responder e, principalmente, de se preparar para os próximos ataques do presidente Jair Bolsonaro às instituições.

Há uma clara crise política, que está longe de se dissipar. Uns falam em impeachment, o que mostra-se improvável no momento. E, hoje, há uma clara tendência de aumento da polarização, o que é preocupante. Por causa do radicalismo que vem a reboque.

APOIO A BOLSONARO – Os protestos do Dia da Independência, no entanto, tornaram o cenário mais claro. Há, sim, uma expressiva parcela da população que está do lado do presidente. Muitos, por sua vez, sequer sabiam o que estavam apoiando. Um exemplo: ontem, nas redes sociais, uma das principais narrativas era de que a imprensa classificou os atos como antidemocráticos, mesmo tendo sido pacíficos.

Só que não há nenhuma correlação. O que torna a manifestação antidemocrática é a pauta, não é se teve violência ou não.

E, como sabemos, entre as demandas apresentadas pelos apoiadores de Bolsonaro estavam o fechamento e a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Quer uma pauta mais antidemocrática? A Constituição é clara. O Brasil tem três Poderes harmônicos e independentes. Se um deles é destituído, um outro Poder assume seu lugar. E a democracia deixa de existir.

PAUTAS ANTIDEMOCRÁTICAS – Não para por aí. Existiam outras pautas antidemocráticas. Faixas na Paulista e na Esplanada pediam a suspensão de eleições e a utilização das Forças Armadas para fins institucionais.

São demandas golpistas. Vão contra o atual Estado de direito. Então, caro leitor, ao participar do protesto, você fez coro contra a democracia brasileira. Mesmo que por algumas horas.

É preciso deixar claro que não há meia ditadura. Nem meia democracia. São regimes que não combinam. E todo brasileiro precisa ter isso em mente, porque só defende o autoritarismo quem tem algum interesse.

Cedo ou tarde, é inevitável que Lira aceite o remédio amargo do impeachment

Publicado em 10 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Arthur Lira diz que regras para prisões de deputados serão rediscutidas |  Poder360

Presidente da Câmara ainda tenta adiar o que é inadiável

Merval Pereira
O Globo

Nem todos foram tão contundentes e certeiros com as palavras como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux. Mas todos os que se pronunciaram com críticas à retórica belicista do presidente Bolsonaro na terça-feira o fizeram como se avisassem ao presidente que está chegando o momento da verdade.

A fala do procurador-geral da República, Augusto Aras, foi acadêmica e clara na defesa da tese de que a democracia não existe sem o respeito entre os três Poderes. Não cometeu o erro do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, de igualar na responsabilidade pela crise o Judiciário e o Executivo, quando claramente é o último que estica a corda e quer submeter o primeiro a seus interesses familiares e políticos. Colocando-se em posição proativa, Aras reafirma uma nova postura independente.

MESMO ARGUMENTO – Lira colocou o Legislativo no centro da Praça dos Três Poderes, como se fosse a ponte entre os outros dois, na concepção que atribuiu a Niemeyer e Lucio Costa. A mesma tentativa de explicar a praça foi feita no documento que Febraban e Fiesp organizaram, e acabou não dando certo pela tibieza de seus termos.

Na carta, dizia-se que o espaço da praça “foi construído formando um triângulo equilátero, cujos vértices são os edifícios-sede de cada um dos Poderes. Esta disposição deixa claro que nenhum dos prédios é superior em importância, nenhum invade o limite dos outros, um não pode prescindir dos demais”.

Os dois, o discurso de Lira e o manifesto da Fiesp, com essa metáfora arquitetônica, queriam não criticar diretamente o presidente da República, fingindo que a culpa pela crise que vivemos é dos dois outros Poderes, quando, na verdade, somente o Executivo está em pé de guerra com o Judiciário e também com o Legislativo, quando Bolsonaro se recusa a aceitar a derrota do voto impresso.

CRIME DE RESPONSABILIDADE – O presidente da Câmara, que tem a chave do pedido de impeachment, não poderia ter se referido, como fez o ministro Luiz Fux, a crime de responsabilidade de Bolsonaro ao anunciar que não acataria mais decisões emanadas do ministro Alexandre de Moraes.

Como cabe somente a ele abrir o processo de impeachment, uma palavra nesse sentido seria terminativa. Fux acusou o presidente de ter agido fora das quatro linhas a que tanto alude, mas lembrou que a investigação cabe ao Legislativo. O fato é que todas as autoridades se pronunciaram ainda impactadas pelas multidões que foram às ruas aderir ao discurso golpista de Bolsonaro.

Muitos continuavam ontem em Brasília fazendo arruaças. Tanto Fux quanto Lira aplaudiram quem foi à rua em manifestação pacífica, afirmando que assim funciona a democracia. Mas coube ao presidente do Supremo ressaltar que a forma era boa, mas o conteúdo não.

FORA DAS QUATRO LINHAS – Defender a extinção do STF ou a substituição de ministros, sem utilizar os meios legais para isso, é fora das quatro linhas. Assim como Bolsonaro não aceita a decisão do Congresso sobre o voto impresso, também não acata a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de arquivar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.

Mesmo que Arthur Lira alegue não ver razão para acatar um dentre as dezenas de pedidos de impeachment contra Bolsonaro, terá de fazê-lo a qualquer momento, pois ninguém, nem mesmo ele, acredita em acordos com Bolsonaro para que se modere. Ontem mesmo, na reunião do Conselho de Governo que improvisou depois de ter dito que convocaria o Conselho da República como ameaça, mostrou fotos das manifestações do dia 7 de setembro para garantir que o povo está com ele.

ASNEIRA DE ONYX – O ministro que pula de ministério em ministério de acordo com a conveniência de Bolsonaro teve a petulância de sugerir ao ministro da Justiça que proíba a Polícia Federal de acatar ordens emanadas do ministro Alexandre de Moraes. Como se a PF não fosse polícia judiciária e autônoma — e pudesse ser manipulada pelo governo. Ou como se isso não representasse mais um crime de responsabilidade.

A fala absurda de Bolsonaro, assim como estimulou Onyx Lorenzoni a propor besteiras, fará com que militantes bolsonaristas, como blogueiros e caminhoneiros a soldo, se sintam estimulados a resistir a um mandado de prisão, o que poderá ter sérias consequências. A crise mal começou e, como depende apenas de Bolsonaro, não será contida a não ser com o remédio amargo do impeachment.

Cadê o dinheiro da saúde. o município recebeu mais de 14 milhões e ate ´AAS está faltando no principal Posto Médico da Saúde?



.

O vereador Neguinho de Lié  denunciou e cobrou  várias irregularidades, porém, comentarei algumas, isso porque o vereador informou e perguntou o que estão azendo co o dnheiro da saúde, isso porque já chegou quase R$ 15.000,000,00(quinze milhões) e nos postos de saúde até AAS está faltando; porém. não é só AAS, existe também a falta médicos em alguns PSF há mais de ano sem  médicos na zona rural.

Se na saúde está uma negação pior na educação, onde o vereador Neguinho mais umavez cobrou do presidente daquela casa legislativa que instalasse uma comissão para fiscalizar as obras de reparos de escola por escola, isso porque segundo ele desse o mês de fevereiro desse ano a secretária de educação está atentando que reparos foram executados em em escolas, está recebendo o dinheiro com autorização do prefeito, e nem uma mão de cal passaram nas paredes das escolas.

Repetindo, o vereador Neguinho de Lié denunciou que a secretária de educação está recebendo o dinheiro do povo, recursos federais por um serviço que não está sendo executado.

A que ponto chegou os desmandos contra o erário público em Jeremoabo!!!

 Enquanto isso, os vereadores da situação ao invés de fiscalizar e denuncia essa ato supostamente criminoso, faz é elogiar as secretárias e secretários.

Nota da redação deste Blog - Aproveito para informar a todos os vereadores tanto da situação como da oposição, a ONG-TRANSPARÊNCIAJEREMOBO, ESTÁ DANDO UM PRAZO DE 08(oito)dias para que os vereadores fiscalizem essas escolas e presta uma satisfação a população; esgotado esse prazo sem solução, irá ingressar perante o Ministério Público  Federal por suposta apropriação indébita dos recursos públicos, além de supostos crimes de omissão e prevaricação.

De omissão basta a Casa de Apoio em Salvador, que os vereadores tanto falam, porém, de concreto até agora nenhuma providência, e o povo que sofra. 

quinta-feira, setembro 09, 2021

Barroso chama Bolsonaro de 'farsante' e diz que populismo busca culpados para fiasco

por Marcelo Rocha | Folhapress

Barroso chama Bolsonaro de 'farsante' e diz que populismo busca culpados para fiasco
Foto: Sérgio Lima / Poder360

Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Luís Roberto Barroso reagiu nesta quinta-feira (9) aos discursos golpistas do presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro.
 

Barroso abriu a sessão da corte eleitoral com duro discurso para rebater as acusações que o chefe do Executivo faz sobre o sistema eleitoral, além dos ataques pessoais a ele dirigidos pelo mandatário.
 

"Todas pessoas de bem sabem que não houve fraude e quem é o farsante nessa história", afirmou Barroso. “Quando fracasso bate à porta, é preciso encontrar culpados."
 

O ministro disse que "o populismo vive de arrumar inimigos para justificar o seu fiasco. Pode ser o comunismo, pode ser a imprensa, podem ser os tribunais”.
 

A atual crise institucional, patrocinada por Bolsonaro, teve início quando o presidente disse que as eleições de 2022 somente seriam realizadas com a implementação do sistema do voto impresso —essa proposta já foi derrubada pelo Congresso.
 

Em julho, em conversa com apoiadores, Bolsonaro disse que "a fraude está no TSE" e ainda atacou Barroso, a quem chamou de "idiota" e "imbecil".
 

"Não tenho medo de eleições, entrego a faixa para quem ganhar, no voto auditável e confiável. Dessa forma [atual], corremos o risco de não termos eleição no ano que vem", disse na ocasião.
 

Um dia antes, também ao falar com apoiadores, Bolsonaro havia feito uma ameaça semelhante: "Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições".
 

Já no discurso em São Paulo, no 7 de Setembro, Bolsonaro voltou a mirar o sistema eleitoral. "Não é uma pessoa que vai nos dizer que esse processo é seguro e confiável, porque não é", afirmou. "Não posso participar de uma farsa como essa patrocinada ainda pelo presidente do TSE."
 

Ainda no 7 de Setembro, ao escalar mais uma vez a crise institucional no país, ameaçar o STF (Supremo Tribunal Federal) e dizer que não cumprirá mais ordens judiciais do ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade que podem levar à abertura de processos de impeachment, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.
 

Além dos crimes de responsabilidade, que possuem caráter político e jurídico, o presidente pode ter cometido também crimes comuns, ilícitos eleitorais e ato de improbidade administrativa, na avaliação de parte dos entrevistados.
 

O STF analisa atualmente cinco inquéritos que miram Bolsonaro, seus filhos ou apoiadores na área criminal. Já no TSE tramitam outras duas apurações que envolvem o chefe do Executivo.
 

Apesar de a maioria estar em curso há mais de um ano, essas investigações foram impulsionadas nas últimas semanas após a escalada nos ataques golpistas do chefe do Executivo a ministros das duas cortes e a uma série de acusações sem provas de fraude nas eleições.
 

Nesta quinta-feira, no início de sua fala, Barroso lembrou que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux, se manifestou sobre os ataques àquela corte e seus integrantes.
 

Afirmou que, agora, caberia a ele, rebater o que presidente da República disse de inverídico em relação à Justiça Eleitotal. "Faço [isso] em nome dos milhares de juízes que servem à Justiça Eleitoral", destacou ele, ao classificar a linguagem de Bolsonaro de abusiva e mentirosa.
 

"Já começa a ficar cansativo para o Brasil ter que repetidamente desmentir falsidades."
 

Barroso disse que as eleições brasileiras são totalmente "limpas, democráticas e auditáveis", e que nunca se documentou fraude. Lembrou que, pelo sistema eleitoral em vigor, foram eleitos Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dima Rousseff e próprio Bolsonaro.
 

O magistrado frisou que há dez camadas de auditoria no sistema e comentou que contagem pública manual de votos é como abandonar o computador e regredir aos tempos da caneta tinteiro.
 

"Seria um retorno ao tempo da fraude e da manipulação. Se tentam invadir o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, imagine-se o que não fariam com as seções eleitorais."
 

Em suas palavras finais, o presidente do TSE disse que insulto não é argumento e que ofensa não é coragem.
 

"A incivilidade é uma derrota do espírito. A falta de compostura nos envergonha perante o mundo. A marca Brasil sofre, nesse momento, uma desvalorização global. Somos vítimas de chacota e de desprezo mundial."
 

TSE CRIA COMISSÃO SOBRE TRANSPARÊNCIA E SEGURANÇA NAS ELEIÇÕES
 

Após o discurso de Barroso, foi anunciada a criação de um órgão destinado a ampliar a transparência e a segurança de todas as etapas de preparação e realização das eleições.
 

A CTE (Comissão de Transparência das Eleições) foi instituída por meio de portaria publicada nesta quinta (9). A comissão contará com a participação de especialistas, representantes da sociedade civil e instituições públicas na fiscalização e auditoria do processo eleitoral.
 

Em outubro, com a presença de intengrantes da CTE, de presidentes de partidos políticos e dos ministros da Corte Eleitoral, será feita uma exposição sobre o sistema eletrônico de votação, além de visita à sala onde ficarão os códigos-fontes.
 

“Aqui não se faz nada às escondidas. É tudo transparente e aberto pelo bem da democracia brasileira”, afirmou Barroso.
 

Ataques ao sistema eleitoral e à urna eletrônica fazem parte da retórica do presidente Jair Bolsonaro desde a campanha. Na véspera do pleito, em outubro de 2018, ele afirmou que só perderia se houvesse fraude. ?
 

“Isso só pode acontecer por fraude, não por voto, estou convencido”, disse em live em outubro de 2018.
 

As acusações infundadas se mantiveram mesmo depois de eleito. Em março de 2020, Bolsonaro disse que teria vencido a eleição ainda no primeiro turno, porém nunca apresentou nenhuma prova disso.
 

Até hoje, não há evidências de que tenham ocorrido fraudes em eleições com uso da urna eletrônica. A urna possui diferentes medidas de segurança e de auditoria.
 

Independentemente disso, há especialistas que defendem que o TSE deveria aumentar a transparência do sistema eleitoral e melhorar as possibilidades de auditoria das eleições. O problema, dizem eles, é que o debate técnico e sério acaba ofuscado pela desinformação e por mentiras.
 

Pesquisa Datafolha realizada de 8 a 10 de dezembro mostrou que 73% dos brasileiros defendem que o sistema de voto em urna eletrônica seja mantido. Já o voto em papel, abandonado nos anos 1990, tem sua volta pleiteada por 23% da população.
 

Do total de entrevistados, 69% disseram que confiam muito ou um pouco no sistema de urnas informatizadas, que passou a ser adotado gradualmente em 1996. Outros 29% responderam que não confiam.

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