segunda-feira, agosto 16, 2021

Mortes de idosos e internações disparam no Rio

O grupo dos 80 anos ou mais manteve, pela segunda semana consecutiva, o crescimento mais acentuado no índice de internações.


 Tribuna da Bahia, Salvador

16/08/2021 08:00 | Atualizado há 2 horas e 58 minutos

Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia


Rodrigo de Souza, O Globo

A Fiocruz identificou uma alta na quantidade de óbitos por Covid-19 em pessoas de 60 anos ou mais no Rio de Janeiro. É o primeiro aumento no número de mortes nessa faixa etária desde fevereiro. O dado foi calculado com o auxílio de um método estatístico chamado ‘nowcasting’, que considera o comportamento dos números da pandemia para compensar o atraso nas notificações e estimar indicadores em tempo real. Para os cientistas de Métodos Analíticos em Vigilância Epidemiológica (Mave-Fiocruz), que desenvolvem o estudo, a situação dos idosos com 80 anos ou mais é particularmente impressionante.

A quantidade estimada de óbitos da última semana epidemiológica para a faixa etária é de 175; em dados consolidados, não se vê um número tão alto desde abril. O município do Rio está se tornando, segundo o próprio prefeito Eduardo Paes, o ‘epicentro’ da variante Delta no país.

Na semana passada, como o GLOBO mostrou, os especialistas da Fiocruz detectaram o primeiro aumento no número de hospitalizações por quadros graves de Covid-19 entre idosos em cinco meses. Uma semana depois, ele se refletiu nas estimativas de mortes.

Ao mesmo tempo, o grupo dos 80 anos ou mais manteve, pela segunda semana consecutiva, o crescimento mais acentuado no índice de internações. Ele somou, na última atualização do estudo, 848 hospitalizações estimadas em uma semana. O maior número desde o início da pandemia.

Segundo o pesquisador Leonardo Bastos, responsável pela análise, três fatores podem explicar o repique da Covid-19 entre os idosos: o relaxamento das medidas restritivas, a gradativa perda da proteção conferida pelas vacinas e a variante Delta, mais transmissível que as demais linhagens do coronavírus.

— Como aumentaram as hospitalizações segundo a data de primeiros sintomas, era questão de tempo até que os óbitos aumentassem, infelizmente. A esperança é que as mortes não subam da mesma forma que as internações, pois a efetividade das vacinas para evitar óbitos é maior que para evitar hospitalizações — diz Bastos.

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Rui Costa e governadores de outros 12 estados e DF assinam nota em apoio ao STF

Rui Costa e governadores de outros 12 estados e DF assinam nota em apoio ao STF
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

Governadores de 13 estados e do Distrito Federal divulgaram nesta segunda-feira (16) uma nota em solidariedade ao Supremo Tribunal Federal (STF), que tem sido alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas últimas semanas.

 

“O Estado Democrático de Direito só existe com Judiciário independente, livre para decidir de acordo com a Constituição e com as leis. No âmbito dos nossos estados, tudo faremos para ajudar a preservar a dignidade e a integridade do Poder Judiciário”, diz a nota.

 

O documento foi assinado pelos governadores: do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB); da Bahia, Rui Costa (PT); do Maranhão, Flávio Dino (PSB); de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); de São Paulo, João Doria (PSDB); do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB); do Ceará, Camilo Santana (PT); da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania); do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB); do Piauí, Wellington Dias (PT); do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT); de Alagoas, Renan Filho (MDB); de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD); e do Amapá, Waldez Goés (PDT).

 

No último sábado, Bolsonaro afirmou que vai apresentar ao Senado Federal um pedido para abertura de processo contra Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso (leia mais aqui).

Ulisses, os argonautas e Einstein, em uma breve reflexão sobre a terceira via eleitoral

Publicado em 16 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Fábio Astrauskas
Estadão

Há uma passagem do clássico “A Odisseia” na qual Ulisses enfrenta o dilema de atravessar o estreito de Messina, tendo o risco de um lado de ser despedaçado pelo monstro Cila e de outro de ser engolido pelo não menos perigoso Caríbdis. O relato de Homero é tão impactante que deu lugar à expressão “Entre Cila e Caríbdis” para retratar um dilema do qual não podemos escapar sem assumir riscos ou perdas.

Assim podemos nos ver diante das opções que se vislumbram desde as últimas eleições presidenciais no Brasil. Para não eleger Cila, votamos em Caríbdis. De qualquer modo, no entanto, nosso fim parece ser lidarmos com perdas e ameaças em vez de sonharmos com um país melhor.

MONSTRUOSIDADES – Pior ainda, muitos de nós ainda não enxergamos ambas as opções como monstruosidades. Regra geral, vemos uma luta do bem contra o mal e nos atiramos cegamente para os braços de um deles sem perceber que na verdade os dois são possuidores de garras dispostas a nos destroçar ou engolir.

Curiosamente, Cila e Caríbdis eram originalmente belas ninfas que foram amaldiçoadas e tiveram suas belezas e bondades transfiguradas em crueldade e destruição. Algo semelhante aos discursos políticos sendo transformados em impunidade, corrupção ou negacionismo.

Há ainda alguns de nós que, apesar de enxergarmos os dois como monstros, preferimos adotar a frase do “menor dos males”, aliás, tal qual Ulisses fez ao optar por Cila e perder vários marinheiros.

OS ARGONAUTAS – Quando nos é mostrado tal argumento, no entanto, mais uma vez a própria mitologia grega nos apresenta sabiamente sua versão para o dilema, quando conta, em outra passagem mitológica, como os argonautas conseguiram atravessar o mesmo estreito sãos e salvos conduzidos por Tetis e suas irmãs, num indo e vindo da embarcação por entre rochedos e o mar revolto. Em outras palavras, para fazer o bem, precisamos de muitos agindo de maneira coordenada e paciente, cedendo algumas vezes e avançando em outras.

Caminhamos rapidamente para as próximas eleições. Neste momento, parecemos estar ainda mais apegados aos conceitos de bem e mal ou do menor dos males. Se for assim, continuaremos regredindo.

Se não abandonarmos as tentações de Cila ou Caríbdis, seja qual for, iremos naufragar. A polarização está nos levando ao radicalismo e não se trata mais apenas de atacar ou defender ideias. Faz tempo que atacamos pessoas, que ameaçamos instituições, que criamos inverdades repetidas exaustivamente.

AMEAÇAS VIOLENTAS – Os ataques são na maioria verbais, porém cada vez mais ameaçadores e entre as ameaças aparecem sinais cada vez mais fortes de que podemos involuir para conflitos armados.

Precisamos dar um basta nesta trajetória. Devemos reconhecer que nenhum dos dois monstros merece nosso apoio, nosso esforço compreensivo, nossa torcida ou nossa preferência. Somente a partir daí, poderemos buscar o caminho estreito e trabalhoso que nos afasta das duas opções que comprovadamente nos conduziram para o retrocesso, seja econômico ou seja social.

TERCEIRA VIA – Para os que ainda insistem que não há terceira via, devemos lembrar, como Einstein: “O mundo está em perigo maior daqueles que toleram ou encorajam o mal do que daqueles que de fato o cometem”.

Devemos tratar do nosso futuro com a coragem de dizer não às duas monstruosidades que se apresentam diante de nós. Quanto à escolha que virá a partir daí, seja qual for, ela não será produto do medo, da revanche ou da falta de memória.

Será consequência do amadurecimento e da certeza de que nosso destino não está nas mãos de um, mas sim nas ações de muitos. Que não haverá um salvador pelo caminho a percorrer, mas que pelo menos deixaremos para trás os monstros que nos ameaçam, que eles não serão mais tolerados ou encorajados a se eleger ou se reeleger.

Não confundir liberdade expressão com defesa de golpe/fim democracia

      em 16 ago, 2021 4:06    

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

É triste ler que algumas pessoas ditas como esclarecidas – é lógico que não serve para a manada bolsonarista – defenderam pelas redes sociais o meliante Bob Jeff, presidente do PTB, partido o qual, iniciou-se a debandada partidária.

É preciso deixar claro que ninguém é contra a liberdade de expressão. Bob Jeff atentou contra a democracia, essa mesmo que serve para ele dizer o que pensa desde que não faça parte do comando de milícias digitais que tem o fim de acabar com a democracia no país, defender o golpe militar e o fechamento dos poderes legislativo e judiciário.

Bob Jeff foi preso na garantia da lei e da ordem e, principalmente, para mostrar que a liberdade de expressão tem o limite quando esbarra numa quadrilha digital que no afã de defender o imbecil e genocida capitão Coronavírus deseja instalar a ditadura que matou e torturou milhares de brasileiros.

O jornalista André Rizek, escreveu claramente no twitter: “Não confundir liberdade expressão com liberdade de agressão. Bom fim de semana a quem não comete crimes contra a nossa democracia.” Aliás, o site Consultor Jurídico – Conjur publicou um excelente artigo de Lenio Luiz Streck (jurista, professor de Direito Constitucional e pós-doutor em Direito) com o título “Por que o Supremo acerta ao prender Roberto Jefferson”, que esclarece qualquer dúvida.

Bob Jeff cometeu crimes graves e não foram apenas delitos de opinião. Bob Jeff ameaçou, incitou a prática de crimes, cometeu denunciação caluniosa, tudo isso em um contexto de clara associação com uma quadrilha criminosa.

Aliás, como alguém escreveu, Bob Jeff foi para lá para esquentar o lugar do capitão Coronavírus, que cometeu crimes semelhantes e em breve estará também no devido lugar…




PTB e o suicídio politico em Sergipe No PTB, debandada após prisão de Roberto Jeferson reduzirá fundo partidário. Pelo que a imprensa nacional divulga, cerca de 40% dos parlamentares federais do PTB vão se desvincular do partido após a prisão de Roberto Jeferson. Isso significa uma perda gigante do fundo partidário. Em Sergipe, o deputado estadual Rodrigo Valadares insiste em ter a imagem associada a um corrupto contumaz, confesso, condenado e presidiário (ou ex) é no mínimo um suicídio político. Essa é a nova política, Rodrigo? E Danielle Garcia vai fazer dobradinha com Rodrigo Valadares que faz dobradinha com Roberto Jefferson? E Alessandro Vieira vai topar essa parada?

INFONET

Veja o que muda com a aprovação da Reforma Eleitoral

Deputados votam em segundo turno a PEC (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

Os deputados federais já concluíram a votação em primeiro turno do texto da Reforma Eleitoral. Na próxima terça-feira, 17, acontece a votação em segundo turno, e se for aprovada, segue para votação em dois turnos no Senado.

O texto aprovado é um substitutivo da deputada Renata Abreu (Pode-SP) à Proposta de Emenda à Constituição 125/11 (PEC 125), que incluiu vários pontos que não estavam na proposta inicial.

Portal Infonet ouviu um especialista em política para explicar o que muda com a reforma. Para o professor doutor em direito político e econômico, Eduardo Macêdo, a Reforma Eleitoral não melhora o sistema político no país, pelo contrário, atende apenas aos interesses dos próprios políticos em se manter na função.

“A reforma eleitoral é como se fosse uma colcha de retalhos, mas além da confusão das cores dos retalhos, há vários tecidos diferentes que foram remendados e que se não unem, não tem harmonia. A colcha está toda torta. Não há vantagem para a sociedade, apenas atendem aos interesses pessoais”, afirma.

Coligações

Dentre os pontos mais debatidos nas comissões, estão o “Distritão”, que é o sistema de eleição majoritária (neste caso em questão voltado apenas para deputados estaduais, federais e distritais) segundo o qual apenas os mais votados são eleitos nos seus distritos; e o retorno das coligações partidárias. Os deputados retiraram do texto o trecho que fala sobre o Distritão, mas aprovaram o retorno das coligações para as eleições proporcionais de deputados e vereadores.

Dr. Eduardo Macêdo entende que a reforma eleitoral não beneficia o sistema eleitoral e nem a população (Foto: Arquivo pessoal)

Dr. Eduardo explica que a proposta de eleições majoritárias para o legislativo vai de encontro ao retorno das coligações. “Há um choque entre as propostas. Um trata de eleger o mais votado e o outro de eleger pelo rateio dos votos. Claro que optaram pelas coligações, porque sozinhos os partidos não têm a mesma força. E mesmo não sendo eleitos, nas coligações existem os acordos políticos”, aponta.

Sobre o retorno das coligações,  Eduardo Macêdo entende como um retrocesso e enfraquecimento do sistema eleitoral. Para ele, a vontade do eleitor não é respeitada. “Nas últimas eleições municipais vários partidos pequenos trabalharam e conseguiram eleger seus candidatos, e isso só foi possível com o fim das coligações. Aqui em Aracaju, por exemplo, a vereadora Linda Brasil teve sete mil votos e foi eleita. Se tivesse coligação, mesmo sendo a mais votada, ela não entrava, e no lugar dela entraria alguém de uma coligação forte que teve 500 votos, por exemplo. Com as coligações a vontade do eleitor não prevalece”, critica.

“O Brasil tem um sistema partidário, ou seja, é preciso defender os ideais dos partidos. E quando há as coligações, acabam os partidos e nascem as coligações que se unem para eleger mais candidatos e desvalorizam totalmente os partidos. Os partidos grandes se unem e os pequenos não têm vez. Isso que aconteceu na eleição de 2020 de partidos pequenos conseguirem representação nas Câmaras de Vereadores e Prefeituras, vai acabar com o retorno das coligações”, completa.

Voto em dobro

Também consta no texto da Reforma Eleitoral a contagem em dobro dos votos dados a candidatas e a negros para a Câmara dos Deputados, nas eleições de 2022 a 2030, para fins de distribuição entre os partidos políticos dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (Fundo Eleitoral).

“Isso é uma fraude. O poder do voto é único, tem o mesmo peso e não pode ser dobrado. Isso é um absurdo. Ao invés de valorizar a mulher e incentivá-la a ingressar na vida política estão usando artifícios para burlar. Se é para fazer uma reparação, porque não incluir todas as minorias? O que está sendo feito é criar uma segregação dentro da segregação”, aponta.

Fundo Partidário

Outra situação que Dr. Eduardo aponta é o aumento do valor do fundo eleitoral que passa para R$ 6 milhões. “Outro absurdo. Quais os critérios para aumentar esse valor de R$ 2 milhões para R$ 6 milhões? Isso vai sangrar o orçamento público federal, esse valor vai para o TSE, que irá fazer o rateio para os partidos que tem maior bancada e os grandes partidos é que vão receber as verbas. Os pequenos continuam sem verba partidária e sem espaço”, ressalta.

Ponto positivo

Dentre tantos pontos da proposta, o especialista entende como positivo os critérios para apresentação de projetos de iniciativa popular. O texto reduz a quantidade de assinaturas necessárias para apresentação desse tipo de projeto.

“Atualmente a Constituição diz que para apresentar um projeto de iniciativa popular é preciso ter a assinatura de 1% do eleitorado, ou seja, 500 mil pessoas. O novo texto reduz para 0,3% do eleitorado, o que corresponde a 100 mil assinaturas. Isso é uma vantagem porque permite a sociedade apresentar mais projetos de leis de interesse popular”, finaliza.

Por Karla Pinheiro

INFONET

STF age para esvaziar escalada autoritária de Bolsonaro

 



O presidente do STF, ministro Luiz Fux, em sessão realizada por videoconferência. 

Em Brasília, há um consenso de que o alto comando das Forças Armadas não vai embarcar em arroubos golpistas. Enquanto isso, o presidente faz gestos opostos para semear a dúvida

Por Carla Jiménez e Afonso Benites

Brasília - Um comboio improvisado de carros militares, um Congresso que flertou com a volta do voto impresso e com um regime eleitoral adotado no Afeganistão, o Distritão — ambos projetos apoiados pelo Governo. A semana terminou no sábado com o presidente anunciando que pedirá o impeachment de dois ministros da corte, e envolvendo o Senado na decisão. Na quinta-feira, 12, a cúpula do Supremo Tribunal Federal (STF) lia as últimas provocações de Bolsonaro como bravatas autoritárias cada vez mais criativa e nada mais. Os militares não teriam disposição para sair da Constituição que eles dizem defender. Assim, quem espera um autogolpe de Bolsonaro para se manter no poder, ou um ‘Capitólio brasileiro’ – em alusão à invasão do Parlamento dos EUA por trumpistas em 6 de janeiro — estaria perdendo seu tempo. Há uma aposta de que os tribunais têm poder de reprimir qualquer ação nesse sentido. “Há mecanismos de prevenção. Se houver ameaça, dá para evitar direitinho”, disse uma fonte que circula no STF.

Na mesma quinta, a inclusão do presidente Bolsonaro em uma quarta investigação do Supremo mostrou que há um contra-ataque jurídico pronto para reverter a escalada autoritária. Em um programa na internet há duas semanas, o mandatário divulgou informações parciais de uma investigação da Polícia Federal, insinuando, sem provas, possíveis fraudes nas urnas. Coube ao ministro Alexandre de Moraes riscar no chão as tais linhas da Constituição que o presidente diz obedecer. ao incluí-lo no inquérito das fake news. Na sexta de manhã, a prisão do presidente do PTB, Roberto Jefferson, por indícios de participação em ações das chamadas milícias digitais, confirmava novamente essa leitura. Mas, Bolsonaro voltou à carga neste sábado (14), dobrando sua aposta com o anúncio do pedido de impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, este último também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A verdade é que peças se moveram em resposta à campanha desenfreada do presidente para se manter no poder, marcando vitórias táticas importantes na semana que passou contra o obscurantismo que se abateu na capital do país. Não só dentro do STF. No Congresso, caíram os dois projetos bolsonaristas que poderiam impactar 20022, ainda que a reforma política tenha suposto a volta das coligações. O voto impresso, ao menos, foi derrotado, embora tenha tido 229 votos favoráveis e 218 contrários.

O Governo precisava de 308 votos para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que foi ao plenário. Distribuiu-se muito dinheiro de última hora, atestaram parlamentares ouvidos pelo EL PAÍS, e isso fez diferença. Quase 60% dos que votaram pelo projeto do Governo receberam recursos de um total de 1 bilhão de reais distribuídos em forma de emendas às vésperas da votação na Comissão Especial no início deste mês, informa o jornal O Estado de S. Paulo. “Se nós considerarmos que, em votação de PEC, quem não vota vale o mesmo que um voto contrário, [houve 64 ausências e 1 abstenção], nós estamos falando de um resultado de 293 [votos contrários] a 229, o que é uma vitória acachapante, mais ainda se você considerar que houve um envolvimento muito ativo do presidente”, diz o deputado Marcelo Ramos (PL-AM). “Aquilo era a pauta mais importante de Bolsonaro e nós conseguimos virar essa página”, completa.

No Supremo a leitura é similar. Sem dinheiro e sem tanques, houve um resultado positivo. O convencimento passou pela sensatez. Já no Senado, a CPI da Pandemia continua a avançar com cada vez mais provas da omissão do Governo na pandemia. A apuração das responsabilidades do Governo na gestão da pandemia, que já matou quase 570.000 pessoas, “colocaram o presidente de volta ao cercadinho”, diz o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Mas, para esvaziar o bolsonarismo radical, é preciso muito mais do que vitórias táticas. O fiel da balança para a democracia brasileira é o papel dos militares, cujos ministros fardados do Governo prestigiam as pautas do presidente. Vários deles estiveram ao lado do presidente quando passou o comboio de carros militares, assim como na entrevista de Bolsonaro que acabou suscitando o último inquérito no STF.

Desde a votação da PEC do voto impresso, no entanto, eles não emitem comentários. O mesmo Braga Netto, hoje à frente do Ministério da Defesa, já havia manifestado publicamente seu apoio à pauta do voto impresso, sugerindo que quem deveria decidir era o Congresso. Assim aconteceu, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), arquivou o projeto depois da derrota de terça-feira.

Em Brasília, há um consenso de que o alto comando das Forças Armadas não vai embarcar em arroubos golpistas, e garantem a interlocutores do Congresso e do Judiciário que eles vão defender a democracia. O vice-presidente Hamilton Mourão teria se encontrado com o ministro Barroso, inclusive, na mesma terça para tranquilizar a corte, diz reportagem do Estado de S. Paulo. Mas a proximidade do poder e os discursos inflamados do presidente já influenciam indiretamente, a ponto de gerar um clima de medo entre parlamentares na hora de algumas votações da CPI da Pandemia, por exemplo. O senador Alessandro Viera (Cidadania-SE) sentiu isso quando quiseram convocar o ministro Braga Netto no início de agosto por sua atuação no comitê da crise da covid-19. Na época, ele ocupava a Casa Civil. “Há parlamentares corretos, mas que têm medo de uma reação armada. Quando você chega neste patamar, talvez você já não tenha democracia. Plena, pelo menos, não”, diz Vieira.

A CPI investiga a atuação de militares da reserva que se colocaram no papel de intermediar vacinas, em que houve aparentes pedidos de propina. A ideia de convidar Braga Netto era de ajudar a esclarecer a rede de influências que atua no Ministério da Saúde. “Há um equívoco em permitir que as pessoas demonstrem um poder maior do que elas efetivamente têm”, diz o senador. “Eu tenho de garantir o contrário, de que todo mundo está abaixo da lei, seja um general de quatro estrelas ou não”, completa.

Por ora, sabe-se que a crise política vai se estender testando quais são os limites do Congresso e do STF, e de parte da sociedade que ainda assiste impassível aos arroubos autoritários do chefe do Executivo. “Não acho que o presidente vá parar de criar crises institucionais por esse ou por outros motivos. Ele precisa dessas crises porque ele não sabe governar”, ironiza o deputado Marcelo Ramos. “Se ele não falar de voto impresso, de armamento, de não ter eleição, ele vai ter que falar de política industrial, de como combater o desemprego, de como diminuir a fome no país, e ele não sabe”, conclui.

A falta de clareza fez o Brasil deixar de falar em “uma semana atípica em Brasília” quando crises estouram e ocorrem fatos fora da rotina. São tempos anormais, contados agora como anos atípicos da jovem democracia brasileira, posta à prova novamente no século XXI.

El País

Sergio Reis convoca greve de caminhoneiros, categoria nega e ministério desdenha

 

Lideranças dos caminhoneiros, no entanto, afirmam que o artista não os representa, e o Ministério da Infraestrutura, nos bastidores, não leva a mobilização a sério

Sergio Reis convoca greve de caminhoneiros, categoria nega e ministério desdenha

Em um áudio e um vídeo atribuídos ao cantor e que circulam em grupos de WhatsApp e no Twitter, Sergio Reis convoca uma greve nacional de caminhoneiros para protestar contra os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), um dos alvos de ataques do presidente, de quem o músico é aliado. No sábado, 14, por meio das redes sociais, Bolsonaro disse que apresentará ao Senado um pedido de impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso.

"Nós vamos parar 72 horas. Se não fizer nada, nas próximas 72 horas, ninguém anda no País, não vai ter nem caminhão para trazer feijão para vocês aqui dentro", disse Reis em uma reunião, em Brasília, com representantes do agronegócio, sentado ao lado do presidente da Aprosoja, Antonio Galvan. "Nada vai ser igual, nunca foi igual ao que vai acontecer em 7, 8, 9 e 10 de setembro, e se eles não obedecerem nosso pedido, eles vão ver como a cobra vai fumar, e ai do caminhoneiro que furar esse bloqueio", ameaçou Reis no vídeo.

O ex-deputado foi procurado pela reportagem, mas não quis se manifestar, tampouco confirmou se o áudio e o vídeo são mesmo de sua autoria. A assessoria do Republicanos também foi questionada, mas não respondeu às mensagens da reportagem. Sergio Reis foi deputado federal pelo Republicanos, antigo PRB, entre 2015 e 2019. Fontes, no entanto, garantem que ele não representa o partido.

Em um dos áudios, o cantor sugere que o movimento conta com apoio financeiro para manter os manifestantes hospedados e alimentados em Brasília por mais de um mês. Seria uma forma de forçar os senadores a aprovarem o afastamento dos ministros do STF e o voto impresso. O artista dá a entender que o presidente Jair Bolsonaro apoia o movimento. Ele afirma ter chegado de Brasília, onde teria almoçado com Bolsonaro e participado de uma reunião com produtores de soja, além de integrantes do Ministério da Defesa e do Exército, Marinha e Aeronáutica. "Todos os fortes. São pessoas importantes que não tinha ideia do que estava sendo preparado pelos caminhoneiros", disse.

'Ordem' a Pacheco

Sergio Reis diz ainda que pretende se encontrar com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para apresentar uma "intimação". Segundo ele, "não será um pedido, mas uma ordem". "Já entramos com pedido de o presidente do Senado nos receber no dia 8 de setembro, vou eu e dois líderes dos caminhoneiros, e dois líderes do sindicato da soja, para entregar a ele uma intimação, não é um pedido, é uma intimação, como se fosse um oficial de Justiça que fala 'cumpra-se'", disse o cantor.

"Enquanto o Senado não tomar essa posição que nós mandamos fazer, nós vamos ficar em Brasília e não saímos de lá até isso acontecer. Uma semana, dez dias, um mês e os caras bancando tudo, hotel e tudo, não gasta um tostão. E se em 30 dias eles não tirarem aqueles caras, nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra."

O ministério foi contatado para comentar a ameaça de paralisação, mas a assessoria informou que não se manifestaria sobre o tema. O Broadcast apurou que a preparação da paralisação, pelo menos por enquanto, não está sendo levada a sério pelo governo. Representantes da administração de Bolsonaro mantém diálogo direto e monitoram o ânimo da categoria constantemente.

A maior paralisação dos caminhoneiros ocorreu em maio de 2018, durante o governo de Michel Temer. O alcance do ato, que gerou desabastecimento de combustíveis em todo o País, foi atribuído a suspeitas de locaute - quando os patrões, e não os trabalhadores, é que lideram a paralisação e impedem os empregados de exercer suas atividades. Diferentemente da greve, que tem amparo na Constituição, o locaute é proibido por lei. No áudio, o cantor afirma já ter sido dono de uma transportadora. Em 2015, os caminhoneiros também organizaram greves em vários Estados a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Representantes dos caminhoneiros consultados pela reportagem negam a adesão ao movimento e rechaçam a participação em qualquer manifestação política. "A grande maioria não vai participar, pelo menos dos nossos associados", afirmou o presidente da Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, ao Broadcast. Segundo ele, a entidade representa atualmente cerca de 45 mil motoristas autônomos.

Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), também negou o envolvimento da categoria no ato. "Não nos envolvemos com política, nem a favor de governo ou contra governo, nem a favor do STF (Supremo Tribunal Federal) ou contra o STF", disse ele, em vídeo enviado ao Broadcast.

Chorão ainda mandou um recado direto para o cantor e ex-deputado. "Nosso saudoso, grandioso cantor Sergio Reis. O senhor, quando deputado federal, o senhor nunca subiu na tribuna para falar em nome dos caminhoneiros", lembrou. Entre os projetos de sua autoria no site da Câmara, não há nenhum relacionado à atuação dos motoristas de caminhão.

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Escolhido por Aras para atuar no TSE é alvo de desconfiança no Ministério Público


BRASIL

Designado pelo procurador-geral Augusto Aras para atuar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o subprocurador-geral da República Paulo Gonet, 59, foi um dos poucos que se prontificaram para a missão.

Aras buscava perfil que pudesse replicar na corte eleitoral o alinhamento aos interesses do Palácio do Planalto que tem sido uma das marcas de sua gestão no comando do MPF (Ministério Público Federal). Não havia muitos nomes dispostos.

Tramitam no TSE assuntos que podem resultar na cassação da chapa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do vice, Hamilton Mourão (PRTB).

Integrantes da cúpula da PGR (Procuradoria-Geral da República) descrevem Gonet como um quadro de inegável preparo técnico, mas dizem acreditar que o colega será fiel às diretrizes de Aras.

O indício mais concreto desta avaliação ocorreu há poucos dias, quando Gonet se manifestou sobre um pedido de integrantes do Conselho Superior do MPF para que a Procuradoria-Geral Eleitoral apurasse as ameaças de Bolsonaro às eleições de 2022 e que o responsabilize pelas dúvidas que lança, sem provas, sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas.

Sob a alegação de que o TSE instaurou inquérito administrativo sobre o tema e que o presidente é alvo do inquérito das fake news no STF (Supremo Tribunal Federal), Gonet abdicou de apuração própria. Disse apenas que as informações “constituem subsídios de interesse”.

Há pouco menos de um ano do pleito, o chefe do Executivo alimenta uma crise institucional ao desferir reiterados ataques a integrantes do TSE e ao sistema eleitoral.

A atuação no tribunal é uma das atribuições mais importantes de quem comanda o MPF. Tem por função propor ações contra candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente da República, além de opinar em processos.

Em razão das atividades desempenhadas em diferentes órgãos, o procurador-geral delega a um colega o dia a dia da pauta eleitoral.

Aras assinou a portaria que designou Gonet para o TSE —o nome do cargo é o de vice-procurador-geral eleitoral— no dia 21 de julho, mesma data em que Bolsonaro enviou ao Senado a indicação para que o atual PGR seja reconduzido ao posto por mais dois anos.

Filho de Francisco de Salles Mourão Branco, ex-procurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) entre os anos de 1984 e 1993, Gonet ingressou no MPF em 1987. É professor universitário.

O atual vice-PGE e o ministro Gilmar Mendes, do STF, foram sócios no IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa). A instituição de ensino superior foi criada no final dos anos 1990. Gonet vendeu sua participação em 2017.

A agenda oficial da Presidência registrou um encontro de Gonet com Bolsonaro em agosto de 2019, quando o mandatário avaliava nomes para chefiar a PGR. Aras foi o escolhido.

Quem levou Gonet ao Planalto foi a deputada Bia Kicis (PSL-DF), autora da PEC (proposta de emenda à Constituição) que previa a instituição do voto impresso.

A proposta foi derrotada na semana passada. Precisava de 308 votos, mas teve o apoio de 229 deputados.

Gonet estava desde o fim de 2019 à frente da ESMPU (Escola Superior do Ministério Público da União), outro cargo de confiança de escolha do procurador-geral da República.

Na Procuradoria Eleitoral, substituiu Renato Brill, que pediu dispensa do cargo dias depois de entrar com representação contra Bolsonaro por propaganda eleitoral antecipada.

Brill é um crítico do voto impresso defendido pelo bolsonarismo. Em entrevista à Folha, ele afirmou que a proposta é “teoria da conspiração aliada a negacionismo da tecnologia”.

Na primeira oportunidade que teve para se manifestar sobre o assunto, quando estreou na corte eleitoral na primeira sessão do semestre, Gonet afirmou que a Procuradoria seguirá atuando de maneira firme e imparcial na defesa da democracia e da igualdade de oportunidade nas eleições.

A intervenção repercutiu mal na PGR. Foi considerada genérica, bem ao estilo da postura que Aras vem adotando sobre os questionamentos em relação ao sistema eleitoral.

Naquela ocasião, foi aberto inquérito administrativo para investigar Bolsonaro no TSE e o envio de uma notícia-crime ao STF, com pedido para incluir o mandatário entre os alvos do inquérito das fake news, que tramita no Supremo desde 2019 e mira aliados do chefe do Executivo. Relator do inquérito das fake news, o ministro Alexandre de Moraes acatou o pedido.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa da PGR nesta sexta-feira (13), o órgão afirmou não acreditar que seja de interesse público opinião pessoal de cidadão de Gonet sobre qual o melhor sistema eleitoral entre os vários constitucionalmente possíveis.

A PGR disse que, como sempre fez em sua trajetória no MPF, Gonet atuará para garantir que as normas em vigor sejam observadas.

A Folha pediu ao vice-procurador-geral eleitoral uma opinião sobre as urnas eletrônicas, questionadas atualmente por Bolsonaro e aliados.

“[Gonet] está comprometido a dar o seu empenho pelo funcionamento do sistema eleitoral, da forma como estiver definido constitucional e legalmente, com total isenção político-partidária”, afirmou o órgão na nota.

A Procuradoria disse que, na quinta-feira (12), o vice-procurador-geral eleitoral foi convidado pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, a integrar a Comissão de Transparência das Eleições e aceitou fazer parte dela.

O grupo acompanhará todo o procedimento de concepção, montagem e aplicação e apuração do voto pelo sistema em vigor.

A respeito das investigações que envolvem a chapa de Bolsonaro e Mourão, a PGR afirmou que Gonet começou a atuar perante o TSE no início do mês e que está tomando ciência dos procedimentos.

A Folha perguntou o que foi conversado entre Gonet e o procurador-geral da República sobre a atuação junto ao TSE.

A PGR afirmou que a preocupação de ambos é atuar em todos os processos que tramitam no tribunal “sempre com o intuito de fazer prevalecer os comandos constitucionais e normativos pertinentes”.

Marcelo Rocha/Folhapress
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Moraes trava pauta social em aceno a conservadores e forças de segurança

 

 Moraes trava pauta social em aceno a conservadores e forças de segurança
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes tem liderado o enfrentamento do bolsonarismo no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto manda sinais a forças de segurança pública e alas mais conservadoras da sociedade.  Recentemente, Moraes interrompeu o julgamento de três dos principais temas em curso na corte com viés social, conforme destaca reportagem da Folha de S. Paulo.

 

O ministro pediu vista nas ações relativas à letalidade policial no Rio de Janeiro e nas que tratam de decretos de flexibilização do porte e posse de armas editados pelo presidente Jair Bolsonaro.
Ele também foi o responsável por interromper o julgamento virtual sobre demarcação de terras indígenas para enviá-lo ao plenário físico.

 

O ministro ainda suspendeu a análise do processo sobre a tese que ficou conhecida como revisão da vida toda do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que, de um lado, pode impor prejuízo aos cofres públicos, mas, de outro, representa ganho de vencimentos para milhões de aposentados.

 

Em alguns casos, as solicitações do ministro para analisar processos por mais tempo têm postergado a decisão do Supremo e, em outros, também têm evitado eventual imposição de derrota a policiais e ao governo Bolsonaro.

 

Em relação à questão bélica, por exemplo, o fato de Moraes ter interrompido o julgamento garantiu que normas editadas pelo chefe do Executivo para flexibilizar a circulação de armas no país tivessem a vigência estendida até que o Supremo dê a palavra final sobre o tema.

Eduardo Bolsonaro não consegue assinaturas para abrir CPI do TSE

Eduardo Bolsonaro não consegue assinaturas para abrir CPI do TSE
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) não conseguiu reunir as assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O anúncio foi feito pelo próprio parlamentar em um comentário no Instagram. 

 

Para a abertura do colegiado são necessárias 171 assinaturas. A abertura da CPI é defendida pelos apoiadores da mudança do sistema eleitoral para o modelo com voto impresso. 

 

A PEC que tornaria obrigatória a adoção do voto impresso no Brasil foi rejeitada pelo plenário da Câmara dos Deputados na última terça-feira (10). 

Bahia Notícias

Publicitário Duda Mendonça morre aos 77 anos


Publicitário Duda Mendonça morre aos 77 anos
Foto: Divulgação / Roberto Stuckert Filho

O publicitário baiano Duda Mendonça morreu na manhã desta segunda-feira (16), aos 77 anos. Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e foi vítima de um câncer no cérebro, segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

 

Duda Mendonça participou da campanha vitoriosa de Lula em 2002 e criou o slogan "Lulinha, Paz e Amor". Duda iniciou no marketing político em 1985, ao trabalhar na campanha que elegeu Mário Kertez prefeito de Salvador.

 

Ele abriu a agência DM9 em 1975, em Salvador, que poucos anos depois teria Nizan Guanaes como sócio.

Bahia Notícias

Morre Sebastião Loureiro, médico e professor emérito da Faculdade de Medicina da Ufba

 

Morre Sebastião Loureiro, médico e professor emérito da Faculdade de Medicina da Ufba
Foto: Reprodução/Abrasco

Morreu o médico Sebastião Loureiro,  professor emérito do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), neste domingo (15). O médico foi vítima de um aneurisma na aorta. O enterro ocorrerá nesta segunda-feira (16), às 17h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. 

 

A Ufba emitiu uma nota de pesar pela morte do professor e destacou a carreira de Sebastião na intituição. Graduado em medicina pela Ufba em 1964, ele era mestre em Saúde Pública Tropical pela University of London (1968) e doutor em epidemiologia pela University of Texas System. 

 

Sebastião Antonio Loureiro de Souza e Silva ingressou na carreira docente em 1968, como docente da Faculdade de Medicina da Ufba. Ele exerceu diversos cargos no Departamento de Medicina Preventiva, que mais tarde se tornou o Instituto de Saúde Coletiva, onde exerceu os cargos de coordenação, liderou projetos de pesquisa e contribuiu na formação de gerações de pesquisadores.
 

 
Em 2016 Sebastião foi eleito como membro da Academia de Medicina da Bahia e tomou posse da cadeira número 43, pertencente à Pirajá da Silva, médico pesquisador que identificou o agente patogênico e o ciclo fisiopatológico da esquistossomose. Na época, Loureiro afirmou para o Bahia Notícias que escolheu a cadeira 43 justamente por conta da área de estudo do patrono (lembre aqui). 

Bahia Notícias

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