segunda-feira, junho 21, 2021

ACM Neto fará política de contenção para evitar crescimento de Lula na Bahia

por Fernando Duarte

ACM Neto fará política de contenção para evitar crescimento de Lula na Bahia
Foto: Montagem/ Bahia Notícias

Conter o crescimento de Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia. Esse é o principal foco do entorno do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que já iniciou o rascunho da candidatura dele ao governo estadual em 2022. O ex-presidente é um cabo importante nos processos eleitorais baianos desde 2006, quando a onda vermelha superou o decadente carlismo. Sem Lula, o embate entre ACM Neto e Jaques Wagner, nome do PT nessa disputa, seria um combate ombro a ombro. Com Lula, a cena muda de configuração.

 

O ex-prefeito de Salvador colocou o “bloco” na rua com uma série de viagens pelo interior do estado. Dividiu a Bahia em regiões e vai percorrê-las quinzenalmente para tentar tornar o próprio nome conhecido fora do eixo da capital, de onde saiu bem avaliado após oito anos de mandato. Além das visitas, ACM Neto vai pinçar aliados que possam ser pontos avançados para negociações políticas no varejo. No atacado, ele consegue convencer partidos e caciques a caminhar com ele, dado o exemplo da articulação feita para a sucessão dele na prefeitura.

 

Há um esforço reiterado desse grupo político em conter o eventual crescimento de Lula para que essas conversas consigam avançar. A sombra do ex-presidente assusta, pois ele é capaz de mobilizar as legendas, independente do espectro político. E a perspectiva de vitória do petista no Palácio do Planalto é um catalizador para que os aliados dele também embalem. Por isso, os adversários do PT na Bahia citam até mesmo o estabelecimento de um teto, para ter uma margem segura na avaliação dos riscos eleitorais.

 

Por enquanto, ACM Neto vai evitar ao máximo nacionalizar a disputa local. Ele sabe que a federalização, via dicotomia já desenhada entre Lula e o presidente Jair Bolsonaro, tende a prejudicá-lo. Razão pela qual existe a mobilização do DEM e de aliados para tentar viabilizar uma terceira via. Caso não seja possível uma candidatura com musculatura, o ex-prefeito de Salvador ficará numa encruzilhada e tanto, sendo obrigado a escolher um lado - ainda que o faça a contragosto (sim, ACM Neto não é bolsonarista, apesar de adversários tentarem pintá-lo como tal).

 

Manter pontes e o diálogo aberto para 2022 é o caminho possível para enfrentar a onda Lula na Bahia. É uma espécie de política de contenção de danos. Wagner tem um “padrinho” famoso e a máquina estadual na mão. ACM Neto terá que se agarrar a outra boia para evitar que a candidatura construída com bastante cautela até aqui não seja sugada pela força eleitoral que o ex-presidente tem. Para além de tomar conta da própria campanha, o ex-prefeito de Salvador terá que estimular todas as outras contra Lula.

Transporte intermunicipal no São João fica suspenso a partir desta segunda

Transporte intermunicipal no São João fica suspenso a partir desta segunda
Foto: Reprodução / Folha do Estado

Começa nesta segunda-feira (21) e vai até o dia 28 de junho o veto à circulação de transporte intermunicipal em toda a Bahia. A medida visa conter a propagação do novo coronavírus. Já a partir das meia noite desta segunda, os veículos não poderão iniciar as viagens.

 

No mesmo decreto, o governo do estado informou que a circulação, a saída e a chegada de ferry boats e catamarãs também ficam proibidas das 20h desta segunda até as 5h do dia 28 de junho. No caso das lanchinhas e balsas, elas poderão funcionar entre 21 e 28 de junho, obedecendo o limite de 50% da capacidade das embarcações.

 

Ficam submetidos ao decreto transportes coletivos de serviço intermunicipal rodoviário público ou privado, nas modalidades regular, de fretamento, complementar, alternativo e de vans. Após o decreto de São João, o transporte intermunicipal será liberado até o dia 4 de julho, mas os veículos devem circular com a capacidade máxima de 70%.

 

A fiscalização do decreto caberá à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações (Agerba).

Caminhoneiros desistem de apoiar Bolsonaro e convocam nova paralisação para 25 de julho


Greve dos caminhoneiros NÃO avança e entidades desistem dos protestos

Caminhoneiros querem parar novamente as estradas

Cláudio da Costa Oliveira
Site da Aepet

 O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas – CNTRC, através de nota, convocou toda a categoria de caminhoneiros para uma paralisação por prazo indeterminado a partir do próximo dia 25 de julho, dia do caminhoneiro (São Cristovão). Cristovão significa “aquele que carrega Cristo”.

Dentre as justificativas apresentadas, o Conselho lembra que os reajustes nos preços dos combustíveis promovidos pela Petrobrás, sem explicações adequadas, ferem inclusive determinações do Código de Defesa do Consumidor – CDC.

DIZ O CONSELHO – “A composição abusiva na formação do preço do combustível nacional inclui variações baseadas em moeda estrangeira e critérios não econômicos e em desacordo com a realidade econômica nacional, em distanciamento da finalidade da própria causa de existir da empresa pública, que, ao invés de garantir os recursos energéticos aos nacionais pelo menor preço possível, está sendo aplicada política de preço ao maior preço possível, com lesividade”, afirma a entidade.

A nota do Conselho fala das tentativas de discussão do assunto com a direção da empresa, todas frustradas. E reclama que a proposta de política de preços encaminhada, que recebeu a promessa de análise por parte da companhia, até hoje não teve resposta.

“Simplesmente aumentam os preços e nos apresentam a conta”, diz um dos líderes dos caminhoneiros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Num país continental como o Brasil, se há uma categoria profissional capaz de derrubar um presidente (além dos militares, é claro), são os caminhoneiros. Mas o governo, ao invés de prestigiar esses trabalhadores essenciais, prefere favorecer os interessados na privatização da refinarias da Petrobras, sem perceber que o aumento exagerado dos combustíveis é uma política suicida. Desde 2016 (governo Michel Temer) a Petrobras adotou a inédita política de Preços Paritários aos de Importação (PPI), ou seja, os combustíveis vendidos nas refinarias têm preços arbitrados como se tivessem sido importados. Assim, estima-se o preço do combustível numa refinaria estrangeira e se somam os custos logísticos de importação, taxas e seguros, além das margens de risco e de lucro dos importadores. Acredite se quiser. (C.N.)


Silêncio de Bolsonaro sobre os mortos por Covid-19 destoa de presidentes anteriores

Publicado em 20 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Silêncio de Bolsonaro não significa admissão dos erros

Gustavo Fioratti
Folha

“De todos os talentos concedidos aos homens, nenhum é tão precioso como a graça da oratória. Quem dela desfruta possui um poder mais duradouro do que o de um grande rei” – relembrada por livros como “Discursos que Mudaram a História”, a célebre pensada de Winston Churchill, primeiro-ministro britânico e líder no combate ao nazismo durante a Segunda Guerra, ecoou por toda a segunda metade do século 20 e determinou a forma como alguns presidentes passaram a se expressar em público, especialmente diante de tragédias. Incluindo-se líderes brasileiros.

Mas isso aconteceu até Bolsonaro chegar ao poder, porque  que até a noite deste domingo (20) ele ainda não se manifestara sobre os mais de 500 mil mortos por Covid-19 no país.

SILÊNCIO RUIDOSO – O silêncio do presidente da República diante desta marca —número levantado pelo consórcio de imprensa e não reconhecido oficialmente pelas autoridades do governo federal— causa forte ruído inclusive ao ser comparado com tragédias de proporções menores que comoveram o país.

Abaixo, leia o que disseram governantes que estavam no poder quando o país assistiu a quedas de aviões e incêndios, entre outras fortes lembranças de acontecimentos marcados pela morte em massa e a tristeza decorrente sentida não só pelos entes, mas por toda a população

INCÊNDIO DO CIRCO, MAIS DE 500 MORTES (1961)

“Meu deus, que tragédia, que tragédia. Não é possível. Vi o espetáculo mais triste da minha vida”, João Goulart.

QUEDA DE AVIÃO DA TAM EM SP, 99 MORTOS (1996)

“O que é importante é expressar que, realmente, todos nós, todos mesmo, sem exceção, nos sentimos constrangidos e irmanados com o sofrimento dos familiares e pensando naqueles que se foram”, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

ACIDENTE EM CONGONHAS, COM 199 MORTOS (2007)

“Sei que nada é igual ao sofrimento das famílias que perderam seus entes queridos no acidente. Mas quero dizer que sentimos suas perdes como se fossem nossas”,  Lula da Silva (PT).

INCÊNDIO NA BOATE KISS, TEVE 242 MORTOS (2013)

“Nesse momento de tristeza, nós estamos juntos, necessariamente, e iremos superar, mantendo a tristeza”, Dilma Rousseff (PT).

ROMPIMENTO DE BARRAGEM EM MARIANA (2015)

“A ação irresponsável de empresas provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil na grande bacia hidrográfica do rio Doce”, Dilma Rousseff (PT).

ACIDENTE COM A CHAPECOENSE, 71 MORTOS (2016)

“Eu quero, mais uma vez, lamentar o infausto acontecimento que gerou o falecimento de uma equipe de futebol e vários que a acompanhavam. Para nós, é um fato tristíssimo e a única coisa que podíamos fazer era tomar providências para dar apoio às famílias que se enlutaram neste momento”, Michel Temer (MDB).

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NOTA DA REDAÇAO DO BLOG – A própria cúpula do Planalto está desapontada com o silêncio de Bolsonaro, que de forma alguma significa a admissão de haver errado. Bolsonaro não tem escrúpulos e falta-lhe também educação. (C.N.)


Efeito vacina? Maioria dos mortos no Brasil já está no grupo com menos de 60 anos

Publicado em 21 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Crédito:  Ueslei Marcelino

Diante do Congresso Nacional, a homenagem às vítimas

Deu na IstoÉ
(Estadão Conteúdo)

Embora a maioria dos brasileiros vítimas da Covid ainda seja idosa, pela primeira vez desde o início da pandemia a maior parte dos novos óbitos registrados no País não ocorre mais neste grupo. É o Efeito Vacina? Há controvérsias.

Dados tabulados pelo Estadão no Sivep-Gripe, sistema do Ministério da Saúde que registra internações e óbitos por covid, mostram que 54,4% das vítimas mortas em junho tinham menos de 60 anos. Em maio, esse índice era de 44,6%. Em todos os meses do ano passado, esse porcentual ficou sempre abaixo dos 30%.

SERÁ A VACINA? – O início da vacinação dos idosos em janeiro ajuda a explicar o fenômeno, mas não é a única razão. Segundo especialistas, o desrespeito a medidas de proteção e a disseminação de novas cepas – potencialmente mais agressivas – podem estar causando maior vitimização de jovens. O alerta vale até para adultos que não possuem comorbidades.

A proporção de vítimas sem fatores de risco – menores de 60 anos e sem nenhuma doença crônica – mais do que dobrou desde os primeiros meses. De acordo com o levantamento do Estadão, 20,7% de todos os mortos por covid em junho tinham esse perfil. No mesmo mês do ano passado, esse índice era de apenas 7,75%.

EM VIÉS DE ALTA – Em números absolutos, já há nova tendência de crescimento de vítimas entre pessoas de 0 a 59 anos desde a semana epidemiológica 20, que começou em 16 de maio.

Ao mesmo tempo, a curva de vítimas idosas vem mantendo queda sustentada. Enquanto em 2020 a maioria das vítimas tinha mais de 70 anos, em junho de 2021 a mediana de idade dos mortos é de 58.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Embora a matéria coloque em dúvida que essa modificação etária seja por causa da vacina, é claro que a imunização dos mais idosos está fazendo efeito e salvando vidas. E o imbecil do ministro da Saúde, só para bajular Bolsonaro, ainda tem a desfaçatez de criticar a vacina Coronavac. Esse cara é um pústula, como se dizia antigamente. (C.N.)


Privatização da Eletrobrás custará quase uma Eletrobrás e meia aos contribuintes brasileiros


Charge do Léo (Arquivo Google)

Deu no Estadão
Editorial

O Senado aprovou na quinta-feira passada a Medida Provisória (MP) 1.031/2021, que abre caminho para a privatização da Eletrobrás. Foram 42 votos favoráveis e 37 contrários. Tal com foi aprovado, o texto é péssimo para o País. Está abarrotado de “jabutis” inseridos por deputados e senadores que custarão R$ 84 bilhões aos consumidores de energia, segundo associações e consultorias que acompanham o setor.

 Para dar a dimensão do descalabro, basta dizer que o governo tem a expectativa de levantar, aproximadamente, R$ 60 bilhões com a diminuição de sua participação acionária na estatal, caindo dos atuais 60% para 45%. Ou seja, vender uma Eletrobrás custará quase uma Eletrobrás e meia para as famílias e as empresas. Qual o sentido disto?

NÚMERO MÁGICO – O governo argumenta que a privatização da Eletrobrás poderá reduzir a conta de energia em até 7,36%, mas faltou explicar ao distinto público como surgiu este número mágico e quando a eventual redução seria sentida no bolso dos consumidores.

Havia no mercado a expectativa de que os senadores retirassem do texto da MP os “jabutis” que, na prática, tornaram a reforma uma insensatez sob quaisquer perspectivas, sobretudo a matemática. Ledo engano. Não só foram preservados os quelônios de estimação dos deputados, como outros foram introduzidos pelos senadores. O que era ruim foi piorado, e nada indica que será corrigido na Câmara, para onde o projeto seguiu.

TUDO ACORDADO – “Os deputados vão manter o texto do Senado. Foi tudo acordado”, disse o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), relator do projeto na Casa.

Um dos “jabutis” mais pesados para o consumidor carregar, proposto pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO), relator do projeto no Senado, é o que impõe à União a obrigação de aumentar de 6 mil para 8 mil megawatts (MW) a contratação de energia de usinas termoelétricas movidas a gás natural, localizadas, preferencialmente, em capitais, regiões metropolitanas e Estados que muitas vezes não têm reserva ou qualquer ligação com a infraestrutura para transporte de gás.

O custo bilionário da construção de gasodutos para levar o gás até estas usinas, evidentemente, será repassado para as contas das famílias e das empresas por meio de aumento de tarifas.

CUSTOS MAIORES – Outra exigência descabida inserida na MP é a contratação mínima, pela União, de 40% de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), que são, como o nome sugere, pequenas usinas com potência de geração de até 50 MW. O custo desta obrigatoriedade também deverá ser repassado aos consumidores. “O governo joga para a sociedade o prejuízo (de uma privatização malfeita)”, disse ao Estado a economista Elena Landau.

A deformação do texto da MP não tem outro objetivo que não acomodar os interesses paroquiais de deputados e senadores, que têm uma eleição no horizonte. Já o presidente Jair Bolsonaro cedeu e se empenhou pela aprovação desta puída colcha de retalhos porque a ele também interessa posar como “o presidente que privatizou a Eletrobrás”, plano acalentado por outros que o antecederam.

Pouco importa se o projeto da hora é péssimo para a sociedade. Lutar pelo que é melhor para o País nunca foi uma preocupação que tire o sono de Bolsonaro. Embora tenha sido eleito prometendo uma onda de privatizações sem precedentes na história do País, esta foi apenas mais uma de suas falsas promessas. Bolsonaro jamais foi um reformista, e menos ainda o liberal que inventou como personagem para atrair segmentos da sociedade e vencer o pleito.

O melhor para o País é a MP 1.031/2021 perder sua validade na próxima terça-feira, até mesmo porque há “jabutis” flagrantemente inconstitucionais, como o que dispensa a autorização do Ibama e da Funai para a construção do Linhão Manaus-Boa Vista, que ligará Roraima ao Sistema Integrado Nacional.

A privatização da Eletrobrás requer um novo projeto que privilegie o interesse público. Há muito o setor elétrico é alvo da exploração política irresponsável, com pesados custos para a sociedade. O tema precisa ser tratado com seriedade e espírito republicano.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É preciso dizer que essas maluquices são cometidas por um economista entreguista como Guedes, que se aproveita da ignorância de Bolsonaro e dos generais do Planalto, além da servidão do vice-almirante Bento Albuquerque, que assiste à dilapidação do patrimônio brasileiro sem dar um pio. Deveria se demitir e devolver a espada à União. (C.N.)

A bomba do São João, nunca houve rombo no hospital DE Jeremoabo durante a gestão Anabel

                                                Foto Divulgação


Os vereadores do grupo Anabel agiram  certo ao não embarcar na canoa furada indo na onda de aventureiro para denunciar fato que não existem provas.
Estou aguardando declarações do MPF e da PF, para publicar neste Blog, comprovando que nunca houve ROMBO NO HOSPITAL DE JEREMOABO DURANTE A GESTÃO ANABEL.
Com as devidas proporções, esse caso se assemelha ao CASO DA ESCOLA BASE.
 

domingo, junho 20, 2021

Bolsonaro sabe que sua reeleição vai depender do eleitor mais pobre e decidiu usar a caneta

Publicado em 20 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Jailson (Jailson.com.br)

Bruno Boghossian
Folha

No meio da semana, Jair Bolsonaro anunciou um aumento de 50% no valor do Bolsa Família. Dias depois, ele se reuniu com donos de supermercados e pediu que eles segurassem os preços dos produtos da cesta básica. Os dois movimentos mostram que o presidente enxerga sua sobrevivência política nas mãos da população mais pobre.

Bolsonaro tenta conter um desgaste que pode custar sua reeleição. Em 2018, ele recebeu um impulso inicial dos brasileiros mais ricos, mas só conseguiu chegar ao Planalto porque conquistou espaço em outras faixas. Números do Datafolha indicam que um de cada quatro votos que ele teve no primeiro turno veio do segmento renda mais baixa.

POBRES PENALIZADOS – A relação do governo com esses eleitores anda mal. A crise econômica penalizou principalmente os brasileiros mais pobres, o auxílio emergencial encolheu, e os efeitos da retomada demoram a chegar. O desemprego está nas alturas e a inflação para os mais pobres se aproxima dos 9%, segundo o Ipea.

A disputa pelos votos desse grupo deve definir a eleição. Na pandemia, Bolsonaro perdeu apoio nos andares mais altos da pirâmide de renda, mas tem a expectativa de reativar o antipetismo dessas camadas e recuperar seus votos num provável segundo turno contra Lula. Entre os mais pobres, no entanto, essa ferramenta tende a ser menos eficaz.

MUITA DIFERENÇA – Lula mantém uma fortaleza política nesses segmentos. Numa disputa direta com Bolsonaro, as pesquisas mostram que o petista venceria por 68% a 32% nos votos válidos dos brasileiros de baixa renda. Se a rejeição ao presidente se cristalizar nessa faixa numerosa, será quase impossível evitar uma derrota.

O objetivo de Bolsonaro não será bater Lula na baixa renda, mas evitar uma lavada. O presidente já decidiu usar a caneta e aumentar os gastos para se reabilitar nessa faixa. A tarefa será especialmente difícil para um governo cujo ministro da Economia diz que a classe média exagera no prato de comida e sugere que as sobras podem alimentar os pobres.


Estudo revela que resfriados comuns podem ajudar corpo a se proteger contra Covid-19

Estudo revela que resfriados comuns podem ajudar corpo a se proteger contra Covid-19
Foto: Simulação do rinovírus - Reuters

Um estudo recente da faculdade de Yale, nos Estados Unidos, demonstrou que a exposição ao rinovírus, agente causador de resfriados comuns, é capaz de proteger o indivíduo contra infecções pelo Sars-Cov-2, vírus causador da Covid-19. Isso porque o vírus respiratório comum dá início à atividade de interferons, moléculas de resposta precoce do sistema imunológico e, a partir daí elas seriam capazes de frear a replicação do coronavírus. 

De acordo com a imunologista Ellen Foxman, professora  autora sênior do estudo, essas defesas no momento da infecção pelo Sars-CoV-2 prometem prevenir ou evitar o agravamento da Covid-19. Conforme divulgou o Jornal O Globo, para o estudo, os cientistas infectaram tecido das vias aéreas humanas cultivado em laboratório com Sars-CoV-2 e descobriram que, nos primeiros três dias, a carga viral no tecido dobrou a cada seis horas. No entanto, a replicação do vírus causador da Covid-19 foi completamente interrompida em tecido que havia sido exposto antes ao rinovírus. Os resultados foram publicados em 15 de junho no Journal of Experimental Medicine. 

Estudos anteriores da mesma  já haviam demonstrado que o vírus do resfriado comum pode proteger contra a gripe, e assim veio a decisão de investigar se processo semelhante pode acontecer com o causador da Covid-19.  “O tratamento com interferon é promissor, mas pode ser complicado porque seria mais eficaz nos dias imediatamente após a infecção, quando muitas pessoas não apresentam sintomas. Em teoria, o tratamento com interferon poderia ser usado profilaticamente em pessoas de alto risco que estiveram em contato próximo com outras pessoas diagnosticadas com Covid-19”, diz o texto de apresentação do trabalho.  

Para O GLOBO, o virologista e presidente da Sociedade Brasileira de Virologia Flávio Guimarães da Fonseca explicou que o organismo leva em média de 15 a 30 dias para criar anticorpos ou linfócitos específicos para o vírus, na chamada imunidade adaptativa. No entanto, como o corpo também precisa de uma reação mais rápida, surge a resposta inata, que é inespecífica (serve contra vários patógenos) e é liberada horas após o contato com o inimigo, colocando o organismo numa situação de defesa. Uma dessas moléculas são os interferons.

No entanto, de acordo com o próprio virologista, os  vírus da Covid-19 já desenvolveram alternativas de  contra-ataque a essa resposta do hospedeiro, e conseguem enfraquecer o sistema imunológico. O que significaria o efeito oposto ao desejado.

Bahia Notícias

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