domingo, maio 16, 2021

Torcedor do Santos, Bruno Covas é homenageado por clubes grandes de SP

 Alvinegro Praiano decretou luto oficial de sete dias. Recentemente Bruno Covas levou o filho de 15 anos para assistir no Rio de Janeiro a final da Libertadores no jogo contra o Palmeiras.

Combustível: demanda por etanol e gasolina despenca no Brasil

 De acordo com o levantamento, em março, o consumo médio de etanol hidratado foi de 325 mil barris por dia, queda de 55 mil barris em relação a fevereiro

Para o segundo trimestre de 2021, a projeção de demanda total para gasolina e etanol é de 845 mil barris por dia

A demanda por etanol e gasolina no Brasil despencou durante o mês de março, impactada principalmente pelas restrições de mobilidade por todo o país, em especial no estado de São Paulo, devido à pandemia da Covid-19. É o que aponta o Relatório de Petróleo da América Latina da S&P Global Platts Analytics, que mostra ainda que o diesel teve um cenário completamente oposto, com a demanda sustentada por setores como a agricultura e o transporte.

De acordo com o levantamento, em março, o consumo médio de etanol hidratado foi de 325 mil barris por dia, queda de 55 mil barris em relação a fevereiro. As vendas de gasolina C, que utiliza 27% de etanol em sua composição, caíram de 620 mil barris por dia em fevereiro para 570 mil barris por dia em março.

“A recuperação da demanda no curto prazo continuará a ser fortemente influenciada pela taxa de infecção de Covid no país, que melhorou recentemente, mas continua muito alta. Com isso, moderamos nossas projeções de demanda para o resto do ano”, afirma Lenny Rodriguez, líder de produtos e análise de petróleo da América Latina da S&P Global Platts.

Segundo ele, para o segundo trimestre de 2021, a projeção de demanda total para gasolina e etanol é de 845 mil barris por dia, 75 mil barris por dia a menos do que em relação ao segundo trimestre de 2019, ano pré-pandemia. Diesel Em contraste com a gasolina e o etanol, a demanda por diesel no Brasil, durante o mês de março, chegou a 1,13 milhão de barris por dia, de acordo com estimativas da Platts Analytics.

O número representa aumento robusto de 125 mil barris por dia em relação a fevereiro. O relatório aponta que a alta procura pelo diesel foi sustentada por setores como a agropecuária, com a colheita da cana-de-açúcar bem encaminhada, além do transporte, com a distribuição de alimentos, bens de consumo e medicamentos, que são feitos principalmente por caminhões.

https://rciararaquara.com.br/

Esses sites que recebem dinheiro da prefeitura para fazer propaganda enganosa da administração Deri do Paloma não publicam isso!!!

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Qualquer paciente que procurar o Pronto Socorro do Hospital Geral de Jeremoabo será uma temeridade, tem que possuir no mínimo  seguro de vida; isso porque no mesmo local onde atende pacientes normais, atende também quem está com COVD-19.
Esse paciente há duas horas esperando  um atendimento médico, duas horas exposto ao COVID-19; poderá até sair pior do que entrou.
O velho ditado já dizia: quando a cabeça não pensa, o corpo padece,
Só mesmo Jesus na causa. 

Saiba quanto chegou de dinheiro para o Covid-19 na sua cidade.

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Agora vamos saber quanto chegou para o COVID-19 em Jeremoabo.

Você coloca Estado:  Bahia   
Cidade: Jeremoabo

Fácil demais

Nota da redação deste Blog - Dinheiro em Jeremoabo tem, o que está faltando é competência, vontade política e humanidade.


No afã de tornar Lula elegível, Fachin deixou passar a boiada e o dinheiro confiscado


Lula e Emílio Odebrecht

Emilio Odebretch, o amigo, vai embolsar 148 milhões

Ricardo Balthazar
Folha

A anulação das ações movidas pela Operação Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abrirá caminho para que executivos da Odebrecht que se tornaram colaboradores da Justiça se livrem de condenações e até recuperem parte do patrimônio confiscado pelas autoridades.

O patriarca da família que controla o grupo, Emílio Odebrecht, deverá ser um dos beneficiados. Ele foi condenado por lavagem de dinheiro numa das ações anuladas agora, que tratou das reformas feitas por empreiteiras no sítio de Atibaia (SP) que Lula passou a frequentar após deixar a Presidência.

EMÍLIO ESPERANÇOSO – É improvável que Emílio volte a ser condenado nesse caso, mesmo se o Ministério Público Federal conseguir reconstituir o processo contra o líder petista em outra jurisdição, porque os prazos para abertura de ações contra acusados com mais de 70 anos de idade são reduzidos. Emílio Odebrecht tem 76.

Ao anular as quatro ações movidas pela antiga força-tarefa da Lava Jato no Paraná contra Lula, o Supremo Tribunal Federal encaminhou os processos à Justiça Federal de Brasília. O STF também invalidou provas do caso do tríplex de Guarujá, medida que ainda poderá ser estendida às demais ações.

Com a ficha limpa, Emílio também poderá se livrar da obrigação de devolver recursos que recebeu da Odebrecht em contas secretas na Suíça, um dos compromissos que os colaboradores assumiram quando a empresa concluiu as negociações do acordo de leniência firmado com a Lava Jato em 2016.

RECEBEU 148 MILHÕES – Na época, o empresário declarou ter recebido nos dez anos anteriores R$ 148 milhões em pagamentos do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, o departamento criado pelo grupo para administrar recursos de caixa dois destinados a propinas e contribuições políticas clandestinas.

Emílio, seu filho Marcelo e outros 76 executivos da Odebrecht assinaram acordos de colaboração premiada com a Lava Jato, reconhecendo os crimes imputados a eles pelo Ministério Público e comprometendo-se a cooperar com os investigadores em troca de penas mais brandas para os delitos.

Uma cláusula comum a todos os acordos prevê a pena de perdimento para valores recebidos ilegalmente no exterior, mas Emílio, Marcelo e outros executivos que declararam ter recebido recursos por fora ainda não honraram esse compromisso e discutem no Supremo os valores que devem pagar.

SEM CONDENAÇÃO – Embora Emílio tenha se comprometido com o pagamento ao assinar o acordo de colaboração, advogados que acompanham as ações no STF afirmam que há espaço para reavaliar a obrigação no caso de acusados sem condenação judicial, por causa do caráter complementar da pena de perdimento.

O acordo da Odebrecht foi o maior negociado pela Lava Jato. A empresa admitiu ter pago US$ 788 milhões em propina no Brasil e em outros 11 países, e concordou em pagar multa de R$ 3,8 bilhões para voltar a fazer negócios com o setor público, além de R$ 535 milhões em multas dos executivos.

Em 2016, os procuradores calcularam que seria possível recuperar mais R$ 584 milhões com o perdimento dos valores pagos a executivos no exterior, mas até agora a Justiça só recebeu R$ 21 milhões, conforme balanço divulgado em dezembro pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF.

AÇÕES SOB SIGILO – Segundo a Procuradoria-Geral da República, 19 colaboradores da Odebrecht declararam recursos recebidos ilegalmente no exterior. Somente 6 depositaram integralmente os valores do perdimento, 4 ainda estão pagando e 9 foram ao STF para rediscutir valores. As ações tramitam sob sigilo.

Na época em que o acordo com a Lava Jato foi negociado, Emílio declarou que havia gasto a maior parte dos recursos que recebera ilegalmente da Odebrecht na Suíça, restando pouco mais de US$ 300 mil em suas contas. A empresa pagou à Justiça multa de R$ 69 milhões em nome do patriarca.

Outro colaborador que pode ficar livre do perdimento é o ex-presidente da empresa Pedro Novis, que dirigiu o grupo antes da ascensão de Marcelo Odebrecht. Embora tenha admitido crimes, ele não é réu em nenhum dos processos abertos pela Lava Jato até agora e já tem mais de 70 anos.

MAIS UM ISENTO – O ex-diretor da empreiteira Carlos Armando Paschoal, que também foi condenado no caso do sítio de Atibaia e tem mais de 70 anos, é outro que deve colher benefícios com a anulação do processo de Curitiba. Ele ainda é réu em duas ações em São Paulo, que tratam de obras do metrô e do Rodoanel.

Apenas 13 dos 78 colaboradores da Odebrecht já receberam alguma condenação na Justiça e começaram a cumprir as penas previstas em seus acordos com a Lava Jato, segundo a Procuradoria-Geral da República. Em geral, cumprem prisão domiciliar, com liberdade para sair durante o dia.

Edson Fachin

Edson Fachin abriu a porteira para a boiada passar

Três colaboradores que tinham penas reduzidas e queriam se livrar logo de complicações foram autorizados pelo STF a antecipar o cumprimento de suas penas mesmo sem acusação formal na Justiça. Os demais estão num limbo jurídico, sem processo e sem saber quando cumprirão as penas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Vejam a lambança a que o ministro Edson Fachin conduziu o Supremo. No afã de anular as condenações e tornar Lula elegível, o relator não percebeu que estava deixando passar a boiada e o dinheiro que foi roubado do povo brasileiro. (C.N.)

Câmara aprova projeto de combate ao superendividamento dos consumidores Fonte: Agência Câmara de Notícias

https://www.camara.leg.br/noticias/757840-camara-aprova-projeto-de-combate-ao-superendividamento-dos-consumidores/ 

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morre aos 41 anos e deixa mensagem de esperança

Publicado em 16 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Bruno Covas com o filho Tomás durante o festival Lollapalooza, em 2019. — Foto: Celso Tavares/G1

O prefeito Bruno Covas com seu único filho, Tomás

Por G1 SP

O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu às 8h20 deste domingo (16) aos 41 anos, em São Paulo. Desde 2019, ele lutava contra um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado.

Covas estava internado no Hospital Sírio-Libanês, no Centro da capital paulista, desde 2 de maio, quando se licenciou da prefeitura. Na sexta-feira (14), ele teve uma piora no quadro de saúde e a equipe médica informou que seu quadro havia se tornado irreversível.

NETO FAVORITO – Nascido em Santos, no litoral paulista, em 7 abril de 1980, Covas era filho de Pedro Lopes, engenheiro da Autoridade Portuária de Santos, e Renata Covas, a única filha mulher de Mário Covas e Lila.

Era o neto favorito de Mário Covas, que foi prefeito da capital na década de 1980, depois deputado federal, senador e governador do estado entre 1995 e 2001.

Aos 14 anos, Bruno Covas deixou o litoral e foi morar na cidade de São Paulo com o avô, no Palácio dos Bandeirantes, sede oficial do governo paulista. Cursou o ensino médio no Colégio Bandeirantes, um dos mais tradicionais da capital, onde conheceu um de seus grandes amigos, Luiz Álvaro Salles Aguiar de Menezes, que se tornou seu secretário municipal de Relações Internacionais décadas mais tarde.

MENSAGEM DE ESPERANÇA – “O negacionismo está com os dias contados. Prevalecerá o diálogo, a conversa, a construção coletiva, a compreensão de que há mais em comum entre nós do que as nossas visões distintas nos separam. No caso da pandemia o inimigo é um só: o vírus. E o momento exige união. O vírus do ódio e da intolerância também precisa ser banidos da sociedade. As crises sociais e econômicas provenientes da pandemia são profundas. Por isso é fundamental conversar de forma generosa e aceitar as diferenças. Ninguém pode ser dono da verdade”, discursou Covas quando tomou posse de seu segundo mandato da prefeitura de São Paulo, em 2021.

Covas teve o câncer diagnosticado em outubro de 2019, após ser internado com uma infeção na pele chamada erisipela. O tumor regrediu, mas, neste ano, novos nódulos foram encontrados no fígado, na coluna e na bacia.

Covas é o primeiro prefeito da cidade de São Paulo a morrer durante o mandato. Ricardo Nunes (MDB), o vice que hoje é prefeito em exercício, irá assumir definitivamente o cargo.

Gilmar Mendes disse a Pazuello não ver obstáculos para compra da vacina Pfizer

Publicado em 16 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Entrevista com o ministro do STF Gilmar Mendes Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Gilmar defende o empenho de Fábio Wajngarten

Bela Megale, Aguirre Talento e Thiago Bronzatto
O Globo

No final de 2020, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes recebeu em seu gabinete o general Eduardo Pazuello, então ministro da Saúde. O tema da reunião era a obrigatoriedade da vacinação, que seria votada no plenário da Corte. Durante o encontro, Pazuello citou as exigências da farmacêutica americana Pfizer para vender o imunizante ao Brasil. Na conversa informal, Gilmar afirmou que vários países estavam fechando contratos com a farmacêutica e que não via “grandes obstáculos” na negociação.

Depois, foi a vez de Fabio Wajngarten, ex-secretário da Comunicação da Presidência, procurar o ministro do STF. A postura, porém, foi oposta à do general. Wajngarten se queixou da burocracia para comprar o imunizante — e, num segundo momento, passou a defender também a vacina russa Sputnik V.

No início da pandemia, o senhor afirmou que o Exército estava se associando a um “genocídio”. O general Eduardo Pazuello, que comandava o Ministério da Saúde, só foi substituído após 400 mil mortes pela Covid-19. Como o senhor avalia o resultado do governo?
Eu tinha a expectativa de que, eleito presidente, Bolsonaro iria se utilizar dos militares, porque ele é egresso das Forças Armadas. Cada presidente tem uma certa cultura administrativa que prioriza determinadas categorias. Os militares têm um distintivo de organização e de competência em variadas áreas. Não obstante, acho que a questão da Saúde se revelou problemática, e o resultado foi péssimo para o Brasil. Acho difícil alguém dizer que essa gestão tenha sido boa ou positiva, e certamente não foi boa para a própria imagem de eficiência, competência desses segmentos técnicos das Forças Armadas. Acho que até a palavra “logística” se tornou uma maldição. “Especialista em logística” se tornou um palavrão.

O presidente tem afirmado que as falhas na pandemia não são culpa dele, porque o STF deu a atribuição a estados e municípios para tomar medidas de combate à Covid-19. Isso é verdade?
Essa é uma abordagem parcial do fenômeno. O que o tribunal tem dito é que, diante do quadro da pandemia, estados e municípios teriam a primazia de definir medidas de isolamento social para evitar a falta de leitos. É claro que também se percebeu que, na ausência de uma ação e coordenação da União, os estados e municípios poderiam tomar essa deliberação. Nunca se excluiu a União desse processo. Se houve a exclusão, foi uma autoexclusão.

O senhor foi procurado pelo ex-secretário Wajngarten para falar sobre as negociações do governo para comprar as vacinas da Pfizer?
Ele não se limitou a falar sobre a Pfizer. Mais de uma vez ele esteve no meu gabinete. Antes dele já tinham estado aqui o então ministro Pazuello com o ministro José Levi (ex-advogado-geral da União). Foi quando iríamos julgar o caso da vacinação obrigatória. Pazuello tinha falado das dificuldades que havia no contrato com a Pfizer, as exigências da arbitragem ou a exigência de que eles não fossem responsabilizados no Brasil. Depois, Wajngarten fez a mesma ponderação, só que em sentido contrário, dizendo: “Todos os países estão assinando esse acordo, por que que nós não estamos?”. Ele se queixou da burocracia. Numa segunda vez ele esteve aqui, mas já não falava da Pfizer, mas sim da Sputnik. Ele pareceu ansioso como cidadão e como integrante do governo. Ficam sempre atribuindo a mim mais influência do que eu propriamente tenho, né? (Ele veio) mais a guisa de pedir aconselhamento: “Ah, o senhor podia conversar com a AGU. Isso precisa ser agilizado”. A mim me pareceu que ele estava preocupado que se deflagrasse o processo (de vacinação).

Wajngarten se queixou da morosidade de Pazuello?
Não, não falou especificamente, se queixava de que a burocracia estava travada com esses argumentos de que o contrato não podia ser assinado. Eu também disse isso ao ministro (Pazuello), que outros países já tinham celebrado contratos talvez semelhantes.

O senhor tranquilizou Pazuello em relação à segurança jurídica do contrato com a Pfizer?
Eu entendi que não seria por aí o grande obstáculo. Ele veio um pouco antes do julgamento da ação sobre a obrigatoriedade da vacina.

O senhor esteve recentemente com o presidente Bolsonaro num encontro, fora da agenda, no Palácio da Alvorada. Qual foi o tema da conversa?
A questão da Saúde, a gravidade, o estado de pânico das pessoas. Temos conversas muito francas e cordiais dos dois lados. Ele se queixa do tribunal, das decisões. Diz que o isolamento leva a desemprego. Eu explico, porque entendo que é uma forma de contribuir num momento muito grave. Dizer que o presidente segue (os conselhos), não vou dizer. Mas me ouve com paciência. E eu também o ouço e considero as suas preocupações. Falei com ele, com muitas sinceridades sobre o equívoco dessa abordagem em relação à decisão do STF. Nunca decidimos que a União estava excluída desse processo.

Há um discurso capitaneado pelo presidente de defesa do voto impresso. O senhor avalia que Bolsonaro prepara terreno para não aceitar o resultado da eleição?
O presidente já falou comigo sobre isso e disse que tinha certeza de que o Aécio Neves tinha vencido as eleições de 2014 e que ele ganhou no primeiro turno as eleições em 2018. Eu disse: “Presidente, eu estava no TSE em 2014 e acompanhei as eleições, e o Aécio perdeu ao se descuidar (do eleitorado) de Minas Gerais”. Ali houve um episódio que foi uma decisão do próprio colegiado do TSE, de retardar a divulgação da apuração por conta do horário do Acre. Isso gerou essa lenda urbana. Se nós olharmos as eleições agora, quem que elegeria, por exemplo, os deputados Daniel Silveira (PSL-RJ) e Hélio Negão (PSL-RJ)? Teve fraude para eleger essa bancada enorme do PSL? Todos nós sabemos da lisura desse processo.

O presidente disse que queria ter uma pessoa terrivelmente evangélica no Supremo. A Corte carece de um membro com esse perfil?
Vocês acompanharam por exemplo as indicações do (Donald) Trump nos Estados Unidos, que buscou pessoas de perfil conservador. Lá, teve um debate muito aceso sobre algumas questões ligadas a direitos fundamentais como, por exemplo, o aborto. Os conservadores querem mudar esse tema na Suprema Corte. Talvez nós estejamos fazendo algo assemelhado. Não podemos desprezar o significado da própria eleição do presidente (Bolsonaro) pelos grupos evangélicos, para os quais o presidente talvez esteja direcionando esse tipo de mensagem. Eu obviamente respeito essa opção e tenho também todo respeito pelas diversas religiões que existem no país, mas acho que é fundamental que se escolha alguém que seja terrivelmente defensor da Constituição.

O senhor considera que a imagem do STF melhorou perante a sociedade?
Dependendo do tema, podemos ser aplaudidos por um grupo e atacados por outro. Mas eu acho que quem avaliar com isenção o que o tribunal fez nessa crise da pandemia certamente vai poder dizer que, se não fosse o tribunal, hoje talvez tivéssemos muito mais que 400 mil mortes. Acho que o STF contribuiu para uma maior racionalização e acho que tem tido uma atitude extremamente responsável, no que diz respeito à questão sanitária e à questão fiscal.

Dos ataques que o senhor sofreu, qual mais te incomodou pessoalmente?
Nenhum ataque é agradável, não é? Embora eu tenha como opção não reagir, compreendo. Eu tive um episódio nas ruas de Lisboa que uma senhora disse que eu soltava bandidos… Mais recentemente, recebi o telefonema de uma senhora agradecendo por ter dado um habeas corpus para o filho dela. Isso faz parte da nossa vida. A melhor forma de conhecer o chicote é ter-lhe o cabo nas mãos, já dizia o Machado de Assis. O chicote muda de mãos. Quando as pessoas sofrem esses vilipêndios, essas violências, é que elas entendem então o que que significa a defesa do estado de direito.


Morre o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, aos 41 anos

 

Morre o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, aos 41 anos

Fazia tratamento contra câncer

Foi diagnosticado em 2019

Estava internado desde 2.mai

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), fazia tratamento contra o câncer desde 2019Reprodução/Campanha Bruno Covas 2020


16.maio.2021 (domingo) - 9h56
atualizado: 16.maio.2021 (domingo) - 10h00

Morreu neste domingo (16.mai.2021) às 8h20 o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), aos 41 anos. Ele estava internado desde 2 de maio no hospital Sírio-Libanês. Fazia tratamento desde 2019 contra um câncer no aparelho digestivo, doença que se espalhou para o fígado e ossos.

Na 6ª (14.mai.2021), às 19h30, boletim médico divulgado pela equipe do Sírio-Libanês indicava que o quadro clínico do prefeito já era considerado “irreversível”. Desde então, familiares e amigos estiveram no hospital para se despedir de Covas.

A luta contra o câncer levou Covas a se licenciar da Prefeitura de São Paulo em 2 de maio, menos de 6 meses depois de ser reeleito. Em nota, o prefeito afirmava que se afastaria por 30 dias para se dedicar “integralmente” ao tratamento. Em 3 de maio, ele foi transferido para a UTI (unidade de terapia intensiva) e intubado depois de um sangramento no estômago. Horas depois, segundo o hospital, os equipamentos de intubação foram retirados. Na semana que se encerrou, Covas havia iniciado novo tratamento.

Com a morte de Covas, o vice-prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB), assume definitivamente a gestão de São Paulo. Já atua como prefeito em exercício desde o licenciamento do titular. Eis a nota divulgada por sua assessoria:

NOTA DE FALECIMENTO BRUNO COVAS

O Prefeito de São Paulo Bruno Covas faleceu hoje às 08:20 em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase ao diagnóstico, e suas complicações após longo período de tratamento.

Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 2 de maio, sob os cuidados das equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, Prof. Dr. Raul Cutait e Prof. Dr. Roberto Kalil.

Dr. Luiz Francisco Cardoso – Diretor de Governança Clínica

Dr. Ângelo Fernandez – Diretor Clínico

TRAJETÓRIA

Bruno Covas, neto do ex-governador de São Paulo Mário Covas, foi ligado à política desde jovem. Formado em economia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) e em direito pela USP (Universidade de São Paulo), filiou-se ao PSDB em 1997. Essa foi a última legenda da qual seu avô fez parte antes de morrer, em 2001.

Bruno Covas afirmava que o avô era a sua maior influência política. Na imagem, Bruno, Mário e Gustavo (irmão de Bruno) em ano desconhecidoReprodução/Campanha Bruno Covas 2020

Depois de entrar para os quadros do PSDB, Covas chegou a ser presidente da Juventude Tucana. Sua vida pública teve início em 2004, quando se candidatou a vice-prefeito da sua cidade natal, Santos, no litoral paulista.

Foi eleito deputado estadual por São Paulo em 2006, vindo a ser reeleito em 2010. No ano seguinte, o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) o convidou para ser secretário de Meio Ambiente, cargo que ocupou até 2014, quando foi exonerado para disputar as eleições gerais daquele ano.

Eleito deputado federal pelo Estado de São Paulo, Covas votou de forma favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016. Também foi favorável ao teto de gastos públicos.

Depois disso, Covas se licenciou da Câmara para concorrer à vice-prefeitura de São Paulo em chapa com João Doria (PSDB). Na vice-prefeitura, acumulou os cargos de secretário das Prefeituras Regionais e da Casa Civil da cidade em 2017.

Em 2018, Doria deixou o cargo para concorrer à vaga de governador do Estado de São Paulo. Com a vitória do colega do PSDB, Covas assumiu a prefeitura da cidade mais populosa do Brasil.

Covas foi diagnosticado com câncer em outubro de 2019, depois de fazer um exame para investigar uma infecção. Ele foi internado pela 1ª vez no mesmo mês e iniciou o tratamento com sessões de quimioterapia e imunoterapia.

Durante a pandemia, o prefeito foi diagnosticado com covid-19. Ele trabalhou de casa e conseguiu se recuperar depois de duas semanas.

Covas se candidatou à reeleição em 2020. Venceu a disputa contra Guilherme Boulos (Psol), no 2º turno, com 59,38% dos votos.

A campanha do tucano foi pautada em sua luta contra o câncer e no enfrentamento da pandemia de covid-19. No 2º turno, passou a fazer discurso que destacava sua experiência na gestão pública. Era um contraponto a Boulos, que nunca teve mandato.

Bruno Covas, ao centro, no dia em que foi reeleito prefeito de São Paulo (29.nov.2020); na foto, está acompanhado de João Doria (esq.) e Orlando Morando, prefeito de São Bernardo do CampoDivulgação

PIORA NA SAÚDE

Em janeiro de 2021, já reeleito, o prefeito anunciou que seu tratamento contra o câncer iniciaria uma nova fase. Tirou  licença de 10 dias para dar continuidade ao tratamento e se recuperar depois de 24 sessões diárias de radioterapia.

Depois de exames de imagem, em fevereiro deste ano, Covas descobriu que os nódulos na área de seu estômago tinham sido controlados. Mas os exames mostraram que o câncer se espalhou para o fígado. O tratamento do prefeito precisou ser reforçado com sessões de quimioterapia a cada 15 dias.

Já em abril, a equipe médica do prefeito informou que tinha diagnosticado novos pontos de câncer, desta vez nos ossos. Em 15 de abril, ele foi internado para ser acompanhado pelos médicos. Durante a internação, foi identificado líquido nos pulmões e no abdômen do prefeito.

Em 26 de abril, Covas utilizou suas redes sociais para afirmar que iria “enfrentar, combater e vencer” a doença. Em seu perfil no Instagram, ele publicou uma imagem de seu filho, Tomás, de 15 anos, e escreveu: “Enfrentar, combater e vencer. A luta pela vida continua, e com você ao meu lado, a vontade de vencer é gigante. Obrigado por estar sempre aqui, filho. Eu te amo”.

Em 27 de abril, ele chegou a ter alta do hospital e comemorou: “Mais uma vitória entre muitas batalhas“. Covas continuaria o tratamento em casa. Mas 5 dias depois, no domingo (2.mai), o prefeito precisou ser internado novamente.

https://www.poder360.com.br/


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