quarta-feira, abril 21, 2021

Generais Pujol e Azevedo garantem veto a golpe militar para implantar ditadura no País


Reação dos generais é uma gélida ducha na disposição de extremistas

Pedro do Coutto

Na solenidade alusiva ao Dia do Exército, em Brasília, nesta segunda-feira, o general Edson Pujol  afirmou enfaticamente que o Exército brasileiro é leal à Constituição e à democracia, repetindo o termo utilizado pelo general Fernando Azevedo e Silva quando anunciou sua saída do Ministério da Defesa. Na ocasião, Azevedo disse que preservou “as Forças Armadas como instituição de Estado”. Pujol disse que a data comemorava a renovação do compromisso “da instituição de Estado secular”.

Portanto, ambos rechaçaram a manifestação simbólica de domingo quando apoiadores de Jair Bolsonaro saíram às ruas e concentraram-se na Esplanada dos Ministérios, caminhando com cartazes nos quais pediam pelo golpe militar e a instauração de uma ditadura no Brasil “com Bolsonaro no poder”. Sem dúvida, um movimento em favor de uma ruptura capaz de promover um golpe militar, como foi o caso do Ato Institucional nº 5, não deixa de ser uma vontade pouco oculta do atual presidente da República.

SUBVERSÃO – Tanto, que se condenasse tal movimento subversivo, Bolsonaro teria publicamente desmentido e não aceitaria confraternizar-se com eles em frente ao QG do Exército na capital do país. Acentuo que o fato ocorrido em frente ao Forte Apache contra o Supremo e o Congresso Nacional foi repetido no final da semana e não provocou nenhuma reação do chefe do Executivo.

A reação dos generais que até há pouco ocupavam os cargos de ministro da Defesa e comandante do Exército, representa uma gélida ducha na disposição minoritária de radicais da extrema direita que não conseguem viver na democracia. São exaltados, não têm visão alguma da política e do que ela representa em matéria de instrumento do progresso e do equilíbrio institucional de um país como o Brasil.

A partir de hoje, quarta-feira, como reflexo do que assinalaram os jornais, o panorama militar e o universo político passaram a respirar uma nova realidade. Principalmente os deputados e senadores, entre os quais se incluem alguns extremistas que, se pensarem bem, vão se lembrar do que aconteceu em consequência do Ato nº 5, incluindo o fechamento das duas Casas do Poder Legislativo.

ORÇAMENTO – Danielle Brant, Renato Machado e Bernardo Caram, Folha de São Paulo, destacam com grande precisão os atendimentos realizados na segunda-feira, entre o governo, deputados e senadores, sobre modificações no Orçamento para este ano, superando assim, inicialmente, os impasses que vinham impedindo um acordo muito necessário para a administração do país.

O país não pode caminhar sem um Orçamento definido, apesar de ser esta uma peça mais de ficção do que de realidade. As modificações que entraram em vigor recentemente na legislação mudaram a face da Lei de Orçamento. Ela passou de uma peça autorizativa, para uma peça impositiva, como é o caso das emendas parlamentares.

Pela vontade de Paulo Guedes, mais uma vez derrotado pela articulação política, as emendas não seriam sancionadas, mas sim vetadas e o teto orçamentário não seria furado, como vai ser, por uma série de dispositivos encaixados na redação final da matéria. Diante disso, lembro do poema de Carlos Drummond de Andrade em que o personagem principal pergunta: ” E agora, José?”. Traduzo, “E agora, Paulo Guedes?”.

INFLUÊNCIA ELEITORAL – As emendas dos parlamentares significam uma soma no valor de R$ 18,5 bilhões, e referem-se a obras indicadas por senadores e deputados para atender, pelo que se presume, legítimas reivindicações de suas áreas de influência eleitoral. Paulo Guedes era contra, mas agora ficou sem ter o que dizer.

De outro lado, também foi excluído do teto de gastos o Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas empresas. Igualmente saiu do teto de gastos o Programa de Manutenção de Empregos através do repasse de recursos do Tesouro às unidades industriais de pequeno porte. Os créditos extraordinários foram igualmente autorizados.

DÍVIDA – O governo comprometeu-se a evitar o crescimento da dívida pública. Essa, eleva-se hoje a R$ 5,7 trilhões sobre a qual incidem juros anuais de 2,75%, conforme decisão do Banco Central. O total da Lei de Orçamento, a meu ver, é um pouco superior a R$ 3,6 trilhões. Isso porque pela lei em vigor, os orçamentos anuais são reajustados pela inflação do ano do exercício anterior. Com base no IPCA do IBGE o índice inflacionário de 2020 foi de 6,1%.

Não vejo motivo para que tanto o governo quanto os jornalistas que cobrem o setor da Economia não encaixem em suas matérias os números absolutos sobre os quais as percentagens incidem. Focalizar apenas a taxa percentual não reflete a dimensão verdadeira dos fatos.

MEIO AMBIENTE – Henrique Gomes Batista, O Globo, publicou ontem matéria a respeito do fórum do Meio Ambiente convocado pelo presidente Joe Biden para amanhã e sexta-feira em relação ao qual o governo brasileiro encontra-se em péssima situação. Henrique Gomes Batista relaciona os múltiplos problemas criados por fatos e também omissões do ministro Ricardo Salles, condenado por todos os lados, objeto inclusive de uma representação do procurador Lucas Furtado ao TCU, pedindo o envio de uma notificação ao governo defendendo a demissão imediata de Salles.

Aliás, a demissão do ministro está se tornando, ou já se tornou, uma reivindicação nacional e também internacional, pois representantes dos 40 países que se reúnem amanhã em torno das telas da internet estão perplexos com o comportamento extremamente negativo do titular do Meio Ambiente.

Até o cantor Caetano Veloso se manifestou condenando a permanência de Ricardo Salles. Na segunda-feira, a jornalista Miriam Leitão em seu espaço no O Globo praticamente arrasou o ainda ministro, relacionando os principais problemas de grande vulto que ele vem causando ao governo Bolsonaro e, sobretudo, ao País. Outro dia escrevi que a única saída de Bolsonaro é demitir Ricardo Salles, mas como não ocorreu até agora, acho que vão acabar saindo juntos, o presidente da República e o antiministro do Meio Ambiente.

PETROBRAS –  Ao assumir a Presidência da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna afirmou que vai prosseguir na paridade do preço do petróleo em relação ao qual são fixados os valores da gasolina e do óleo diesel. Francamente não creio que ele mantenha a política de Castello Branco, pois se fosse para manter a mesma diretriz,  por qual motivo Bolsonaro teria para investi-lo no comando da Petrobras?

A paridade de preços com o mercado internacional não faz sentido porque tal situação depende do câmbio e os consumidores brasileiros não têm os seus salários reajustados baseados na oscilação do dólar. Portanto é impossível que os proprietários de automóveis possam absorver aumentos seguidos como esses que Castello Branco deixou como legado na empresa estatal. Basta dizer que de janeiro a abril deste ano, o preço da gasolina subiu 41% e o preço do óleo diesel, 27%.

FUNDOS  – Uma reportagem de Aline Bronzati e Altamiro Silva Júnior, o Estado de São Paulo, ontem, matéria com grande destaque, anunciando que os bancos Itaú e Bradesco que competem no mercado interno resolveram lançar fundos para captação de recursos junto à empresas chinesas.

Essa decisão dos dois maiores bancos do país vai ao encontro de projetos chineses direcionados principalmente para o setor de produção e transmissão de energia elétrica. Uma das empresas chinesas é a State Grid. Alguns ex-dirigentes de Furnas, por exemplo, já se encontram trabalhando em parceria com a constelação econômica iluminada pela China.

ATAQUES A RENAN –  No O Globo, Amanda Almeida coloca em destaque a reação de deputados que apoiam Jair Bolsonaro contra a indicação de Renan Calheiros para relator da CPI que vai investigar os erros e as enormes omissões do Ministério da Saúde, no que se refere ao combate frontal com a pandemia, com mais de 370 mil mortes que poderiam ser evitadas se o ministro Mandetta permanecesse no cargo e  Pazuello não tivesse assumido.

Pazuello terá que dar explicação dupla à CPI: depõe como testemunha, pois era secretário executivo de Nelson Teich, e é acusado pela forma com que exerceu, posteriormente, o cargo ministerial. Renan Calheiros vem sendo atacado intensamente nas redes sociais por adeptos de Bolsonaro, entre os quais a deputada Carla Zambelli, aquela que chegou a propor a Sergio Moro mudar o seu comportamento no Ministério da Justiça e aguardar a nomeação para o STF.

A meu ver, quanto mais for atacado pelo bolsonarismo, melhor para Renan. Sob uma chuva de agressões, ele vai obtendo espaço maior junto aos jornais e emissoras de TV.

Vacinação em SSA inclui educadores e nutricionistas autônomos nesta quarta


Vacinação em SSA inclui educadores e nutricionistas autônomos nesta quarta
Foto: Igor Santos/Secom


A vacinação contra a Covid-19 em Salvador vai englobar mais duas categorias nesta quarta-feira (21): trabalhadores da Educação Infantil e nutricionistas autônomos. Também receberão a primeira dose idosos de 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde e profissionais autônomos, doulas, pacientes em hemodiálise e agentes de segurança pública. Prossegue ainda a aplicação da segunda dose para idosos e trabalhadores da saúde. Confira a estratégia para cada público:

 

Idosos – A aplicação da primeira dose para idosos de 60 anos ou mais acontece, das 8h às 16h, nos pontos de drive-thru na Arena Fonte Nova – Nazaré; Atakadão Atakarejo – Fazenda Coutos; 5º Centro de Saúde – Barris; Parque de Exposições – Paralela; Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) – Unidade Cabula; e Vila Militar – Dendezeiros.

 

No mesmo horário, a imunização também acontece nos pontos fixos situados na USF Vista Alegre, UBS Nelson Piuahy Dourado – Águas Claras, USF Resgate, USF Federação, USF Santa Luiza, USF Plataforma, USF Cajazeiras X, 5º Centro de Saúde – Barris e Colégio da Polícia Militar – Dendezeiros.

 

Trabalhadores da Educação Infantil – Nesta quarta-feira (21) serão inclusos os trabalhadores em atividade da educação infantil das instituições privadas e da educação básica de ensino da rede pública municipal e estadual, entre 55 e 59 anos. Os profissionais devem estar com o nome na lista no site da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no endereço www. saude. salvador. ba. gov. br e, no ato da vacina, apresentar documento oficial de identificação com foto mais cópia do último contracheque ou cópia do contrato de trabalho Pessoa Jurídica atualizado.

 

A vacinação acontece, das 8h às 16h, nos seguintes pontos drive-thru e fixos: Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) – Unidade Brotas, Unijorge – Campus Paralela e Universidade Católica de Salvador – Campus Pituaçu.

 

Trabalhadores da saúde, autônomos e doulas – Para ser beneficiado com a primeira dose, todos devem estar com os nomes cadastrados no site da SMS. No ponto de vacinação, os trabalhadores da saúde, é necessário apresentar documento oficial de identificação com foto e cópia do contracheque ou do contrato social.

 

Já os autônomos (médicos, fisioterapeutas, dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, auxiliar e técnico de enfermagem, auxiliar e técnico de saúde bucal e nutricionistas), devem levar documento oficial de identificação com foto, carteira do conselho de classe e cópia do último Imposto de Renda, ou cópia do comprovante atualizado de pagamento do ISS, contrato de Pessoa Jurídica ativo ou última nota fiscal.

 

Por fim, as doulas devem apresentar documento oficial de identificação com foto, além de apresentar cópia do Imposto de Renda, ou do ISS, ou nota fiscal ou contrato de trabalho com firma reconhecida em cartório.

  

A vacinação acontece, das 8h às 16h, nos seguintes pontos drive-thru e fixos: Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) – Unidade Brotas, Unijorge – Campus Paralela e Universidade Católica de Salvador – Campus Pituaçu.

 

Pacientes em hemodiálise e agentes de segurança pública – Também devem ter os nomes cadastrados no site da SMS. No caso dos pacientes em hemodiálise, devem apresentar, no ato da vacina, documento oficial de identificação com foto.

 

Já os policiais federais, militares, civis e rodoviários federais; bombeiros, guardas municipais, agentes de salvamento e trânsito e agentes penitenciários devem estar em pleno exercício das atividades, lotados em Salvador e ter idade igual ou superior a 49 anos. No ato da vacina deverão apresentar documento oficial de identificação com foto e cópia do último contracheque.

 

A vacinação acontece, das 8h às 16h, nos seguintes pontos drive-thru e fixos: Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) – Unidade Brotas, Unijorge – Campus Paralela e Universidade Católica de Salvador – Campus Pituaçu.

 

Segunda dose – Para facilitar o acesso à segunda dose, será ampliado o número de postos voltada exclusivamente para esse público. Serão seis drives e cinco pontos fixos para atender os idosos e trabalhadores da saúde que estão habilitados para segunda dose do imunizante. Para tanto é preciso ser observada a data de retorno sinalizada no cartão de vacina na ocasião da primeira aplicação.

 

Os pontos de vacinação vão funcionar, das 8h às 16h, na FTC Paralela (drive e fixo); Faculdade Universo – Campus ACM (drive), Barradão (drive e fixo), Centro de Convenções de Salvador – Boca do Rio (drive), Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina (drive), USF San Martin III (drive), Clube dos Oficiais – Dendezeiros (fixo), UBS Ramiro de Azevedo (fixo) e UBS Colinas de Periperi (fixo).

 

Os cidadãos que foram imunizados pelo Vacina Express não precisam fazer novo registro na plataforma digital. O retorno da equipe de saúde será feito automaticamente ocamente de acordo com a data de reforço programado no sistema.

 

Vacina Express – Os idosos com 60 anos ou mais também podem fazer o agendamento da vacinação domiciliar através do serviço Vacina Express, no endereço vacinaexpress. saude. salvador. ba. gov. br , preferencialmente para idosos com acamados ou com dificuldades de locomoção.

Bahia Notícias

Câmara aprova urgência e acelera projeto para substituir Lei de Segurança Nacional

 Terça, 20 de Abril de 2021 - 21:40


por Danielle Brant | Folhapress

Câmara aprova urgência e acelera projeto para substituir Lei de Segurança Nacional
Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (20) requerimento de urgência de um projeto para substituir a Lei de Segurança Nacional, resquício da ditadura militar.

A proposta deve contemplar prisão de até cinco anos e multa para quem usar robôs para fazer disparos em massa com notícias falsas que possam comprometer o processo eleitoral no país.

A urgência foi aprovada por 386 votos a 57. Agora, a relatora do texto, Margarete Coelho (PP-PI), vai fazer ajustes no parecer e incluir sugestões de conversas com juristas, como Miguel Reale Júnior, ministro da Justiça do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Nos últimos dias, a deputada conversou com bolsonaristas que se opunham às mudanças propostas. Em reunião de líderes há duas semanas, por exemplo, o líder do PSL na Câmara, Vitor Hugo (GO), se posicionou veementemente contrário à votação do projeto.

Os aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) manifestaram preocupação com o dispositivo que penaliza disparos em massa, mas o texto indica que isso só ocorrerá se o envio for feito com utilização de robôs.

Na votação desta terça, Vitor Hugo se posicionou novamente contra a urgência do projeto. Apesar de reconhecer que Margarete Coelho contemplou algumas das preocupações do partido, disse que a relatora não incorporou sugestões que consideram muito relevantes ao texto. "E também incorporou sugestões de outros partidos, que nós imaginamos que sejam da oposição e que geraram preocupações na nossa bancada."

A oposição também queria mais tempo para avaliar as implicações das mudanças para os movimentos sociais.

A discussão sobre a revogação da LSN foi retomada no dia 7, após o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciar a intenção de dar urgência a um texto na Casa que revisa a lei, resquício da ditadura que tem sido usado a favor e contra bolsonaristas.

O novo texto será um substitutivo a um projeto apresentado em 2002 por Miguel Reale Júnior.

O objetivo da cúpula do Congresso é acelerar a tramitação do projeto para se antecipar à análise da legislação pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e mandar um recado tanto ao governo Jair Bolsonaro como ao Judiciário.

Em meio à intensificação do uso da LSN, quatro ações foram protocoladas no STF em março deste ano questionando se a legislação seria ou não compatível com a Constituição de 1988. A aliados Lira indicou que quer acelerar a tramitação da proposta para evitar que, mais uma vez, o Judiciário assuma o protagonismo a respeito de um assunto afeito ao Legislativo.

A lei tem sido usada tanto contra críticos do governo Bolsonaro quanto em investigações de ataques ao STF e ao Congresso, como os inquéritos dos atos antidemocráticos e das fake news em tramitação no Supremo. A ideia é deixar clara a insatisfação de congressistas com a utilização de artigos da lei pelo Executivo nos últimos meses.

A relatora do projeto propõe a revogação da LSN e a inserção de dispositivos novos no Código Penal em capítulo a ser denominado de "Defesa do Estado Democrático de Direito".

No parecer do texto, Margarete trata dos crimes contra o funcionamento das instituições democráticas nas eleições e um dos artigos diz respeito à comunicação enganosa em massa.

O dispositivo criminaliza o ato de "promover, ofertar, constituir, financiar, ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, mediante uso de expediente não fornecido diretamente pelo provedor de aplicação de mensagem privada, ação para disseminar conteúdo passível de sanção criminal ou fatos que sabe inverídicos, nos termos da lei, capazes de colocar em risco a higidez do processo eleitoral."

A pena prevista na proposta é de reclusão de um a cinco anos e multa

Além disso, a relatora também incluiu no parecer o crime de interrupção do processo eleitoral, que seria impedir ou perturbar eleição ou determinação do resultado, mediante violação indevida de mecanismos de segurança do sistema eletrônico de votação estabelecido pela Justiça Eleitoral. A pena é de reclusão de quatro a seis anos, aumentada em um terço se o agente for membro ou funcionário da Justiça Eleitoral.

Outro dispositivo inserido pela relatora no projeto trata de violência política, que seria o uso violência física, sexual, psicológica, moral ou econômica, de forma direta ou através de terceiros, que cause dano ou sofrimento a mulheres ou a qualquer pessoa em razão de seu sexo ou orientação sexual, com o propósito de restringir, impedir ou dificultar o exercício de seus direitos políticos. A pena é de reclusão de três a seis anos e multa.

Margarete Coelho inseriu ainda dispositivo sobre atentado a direito de manifestação, que se trataria de impedir, com violência ou grave ameaça, o livre e pacífico exercício de manifestações de partidos ou grupos políticos, associativos, étnicos, raciais, culturais ou religiosos. A pena seria de reclusão, de um a quatro anos. No caso de morte, a pena mínima sobe para quatro anos e a máxima, para 12.

A relatora retirou todo o trecho que tratava de terrorismo e dispositivos que tratavam de associação discriminatória ou discriminação racial.

Além disso, incluiu no substitutivo mais recente o crime de ação penal privada subsidiária, de iniciativa de partido político com representação no Congresso, se o Ministério Público não atuar no prazo estabelecido em lei, oferecendo a denúncia ou ordenando o arquivamento do inquérito.

Na última semana, o substitutivo de Margarete se tornou alvo de controvérsia dentro do Congresso depois que a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) protocolou no Senado projeto com trechos muito semelhantes ao parecer da deputada.

Gama, no entanto, afirma que a revogação da Lei de Segurança Nacional sempre foi bandeira de seu partido. "Em virtude dos arroubos autoritários do governo Bolsonaro e das tentativas de enquadrar manifestações democráticas à LSN, decidimos agendar, por meio de projeto, debate sobre o assunto na Casa", diz.

"O tema é muito debatido no Congresso há anos e, pessoalmente, não tinha informações sobre a dinâmica do projeto da Câmara e do relatório da deputada Margarete que, certamente, deve estar realizando um ótimo trabalho", afirma. "Como Câmara e Senado são Casas revisoras, as propostas devem se retroalimentar. É próprio do processo Legislativo."

A iniciativa gerou ruído entre as Casas. No entanto, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou a deputados que o texto da senadora não vai tramitar.

Bahia Notícias

Gilmar Mendes suspende tramitação de ações de improbidade contra Arthur Lira


Gilmar Mendes suspende tramitação de ações de improbidade contra Arthur Lira
Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, suspendeu a tramitação de três ações de improbidade administrativa que corriam em primeira instância contra o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). 

 

Conforme publicação da Folha, a decisão vale até o julgamento do mérito da reclamação apresentada pelo parlamentar ao STF. Os autos do processo no Supremo estão sob sigilo, mas a informação da decisão de Gilmar Mendes consta no andamento processual de forma pública.

 

As ações contra Lira tramitam na 1ª e na 11ª Varas Federais da Seção Judiciária do Paraná.
As ações suspensas foram apresentadas pela Advocacia-Geral da União (AGU) contra políticos no âmbito da Lava Jato. Gilmar, porém, afirmou que os processos não devem seguir em tramitação porque Lira já respondeu pelos mesmos fatos na seara penal.

 

Segundo o ministro, o Supremo já arquivou investigação que envolvia Lira e que tratava dos mesmos fatos apontados nas ações de improbidade.

 

Em duas das ações, o ato ímprobo imputado ao presidente da Câmara é a solicitação e o recebimento de R$ 1,9 milhão em propina da empresa Jaraguá Equipamentos Industriais por meio de contratos fraudulentos firmados com uma empresa de fachada de propriedade do doleiro Alberto Youssef.


Bahia Notícias

Câmara aprova texto-base de projeto que torna aulas presenciais atividade essencial

Bahia Notícias

por Danielle Brant | Folhapress

Câmara aprova texto-base de projeto que torna aulas presenciais atividade essencial
Foto: Arquivo/ Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (20) o texto-base do projeto que considera aulas presenciais de educação básica e superior como serviços e atividades essenciais, inclusive durante a pandemia, e que cria diretrizes para o retorno às escolas.

O texto-base foi aprovado por 276 votos a favor e 164 contrários. Agora, os deputados vão votar propostas de modificação ao texto, que, na sequência, vai ao Senado.

O projeto diz que educação básica e superior, da rede pública ou privada de ensino, em formato presencial são reconhecidas como serviços e atividades essenciais, inclusive durante pandemia, emergência e calamidade pública.

Além disso, proíbe a suspensão das atividades educacionais em formato presencial, exceto quando as condições sanitárias de estados e municípios não permitirem, em situação que deverá estar fundamentada em critérios técnicos e científicos. Nesse caso, a decisão deverá constar em ato do chefe do Executivo estadual ou municipal.

Durante a pandemia de Covid-19, estados e municípios decidiram suspender aulas presenciais para diminuir a disseminação do vírus. Para a oposição, o projeto é uma maneira de forçar governadores e prefeitos a retomarem as aulas nessa modalidade, mesmo em caso de agravamento da crise sanitária.

"O que se quer aqui é enfrentar uma questão que está colocada diante da pandemia, obrigar as escolas a voltarem a funcionar de qualquer maneira, sem levar em consideração a orientação dos órgãos da saúde, as condições sanitárias", afirmou o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA). "É isso o que está sendo colocado aqui neste momento."

O Conselho Nacional de Secretários de Educação se manifestou contra o projeto. "O projeto torna o ensino presencial atividade essencial, o que obriga estados e municípios a abrirem as escolas para ofertar aulas presenciais mesmo nos períodos de alto risco da pandemia", indicou, em nota.

"Alguns deputados já se manifestaram pela inconstitucionalidade do projeto, pois ele fere a autonomia dos entes."

A crítica é endossada pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação. Segundo a entidade, considerar a educação serviço essencial "apenas para promover um retorno forçado às aulas presenciais, sem considerar as condições sanitárias das diferentes redes de ensino em todo o país é, no mínimo, um entendimento equivocado, autoritário e antidemocrático, por demais preocupante, pois ignora as diferenças locais".

Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) defendeu a volta presencial às aulas. "Infelizmente, o Brasil foi abduzido pelas corporações. Não tem razão para o professor não dar aula", escreveu em uma rede social. "O profissional de saúde está indo trabalhar, o profissional do transporte e da segurança indo trabalhar, o pessoal do comércio está indo trabalhar, só professor não quer trabalhar."

A oposição afirma ainda que o projeto coloca em risco o direito de greve dos professores. Segundo a relatora, Joice Hasselmann (PSL-SP), esse risco não existe porque o projeto não altera a lei que dispõe sobre o exercício do direito de greve.

O texto diz que diretrizes e ações da estratégia para o retorno às aulas presenciais em cada sistema de ensino serão adotadas após acordo entre os entes, respeitando orientações de autoridades sanitárias brasileiras, em especial do Ministério da Saúde.

Estados e municípios criarão seus protocolos de retorno às aulas a partir das diretrizes acertadas, e as escolas deverão observar os processos ao elaborar seus próprios procedimentos.

Essas diretrizes e ações serão regulamentadas pelos entes federados em até 30 dias após a publicação da lei.

O projeto diz que a estratégia para o retorno às aulas presenciais deve considerar o estabelecimento de critérios epidemiológicos para a decisão sobre o funcionamento das escolas e a prioridade na vacinação de professores e funcionários das escolas públicas e privadas.

Além disso, deve levar em conta a prevenção ao contágio de estudantes, profissionais e familiares, a igualdade de condições de acesso ao aprendizado, parâmetros de infraestrutura sanitária e a disponibilização de equipamentos de higiene, higienização e proteção, incluindo máscaras, álcool em gel 70%, água e sabão, na aula, no recreio, na alimentação e transporte escolar, entre outros.

As escolas poderão adotar estratégias de alternância de horários e rodízio de turmas para garantir o distanciamento físico. Também poderão adotar sistema híbrido, com atividades pedagógicas presenciais e não presenciais e manutenção dos vínculos profissionais e liberação de atividade presencial aos profissionais da educação que fizerem parte de grupo de risco ou que morem com pessoas que pertençam a esses grupos.

O texto indica que o calendário de retorno não precisará ser unificado e que cada escola poderá definir a data e ritmo da volta, considerando a situação sanitária local.

As escolas adotarão atividades pedagógicas em caso de faltas de alunos cujos familiares integrarem grupo de risco de contágio pela Covid. Os estudantes serão acompanhados nas atividades não presenciais.

Os pais de estudantes com idades entre 4 e 17 anos ou seus responsáveis terão direito de optar pelo não comparecimento dos filhos a aulas presenciais enquanto durar a pandemia, emergência e calamidade pública ou se os alunos ou familiares integrarem grupo de risco, desde que comprovado.

Nesse caso, escolas manterão contato com os alunos e oferecerão atividades não presenciais para acompanhamento dos conteúdos curriculares e enquanto durar a pandemia, emergência ou calamidade.

Os alunos cujos pais optarem pelo não comparecimento presencial não são dispensados das atividades não presenciais oferecidas pelas escolas, exceto se não tiverem acesso a meio tecnológico.

As escolas que adotarem educação híbrida poderão oferecer aos alunos o uso de equipamentos das escolas e acesso à internet para realizar as atividades, observando normas de segurança e segurança sanitária.

Mais cedo, os deputados aprovaram a urgência de um projeto que cria o cartão nacional de vacinação online, vinculado ao CPF de quem vai se imunizar. Pelo texto, o governo poderá descentralizar às secretarias estaduais de Saúde o cadastro, a emissão e a validação dessa carteira, assim como às demais unidades de saúde pública.

Os órgãos ficariam responsáveis por coletar dados e validar informações em sistema digital.

O sistema será atualizado pelo Ministério da Saúde, que coletará os dados junto aos entes federativos e os consolidará para que as informações direcionem as políticas de vacinação em todo território nacional.

No cartão do usuário serão anotados a data da vacinação e o dia em que o usuário deverá realizar a próxima imunização, se necessário.

O Ministério da Saúde deverá regulamentar a lei em 120 dias após a publicação, e as despesas de implantação da norma ficarão a cargo do Fundo Nacional de Saúde.

MP-BA quer intensificação de campanhas para evitar o abandono vacinal na Bahia

Bahia Notícias

MP-BA quer intensificação de campanhas para evitar o abandono vacinal na Bahia
Foto: Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) quer que as prefeituras do estado intensifiquem as campanhas de vacinação contra a Covid-19 para evitar que as pessoas desistam de tomar a segunda dose do imunizante. Para isso, a instituição orientou os promotores de Justiça da área da Saúde a pedir aos gestores municipais a realização das campanhas. 

 

“As vacinas disponíveis para a campanha de imunização no Brasil atualmente - CoronaVac, do Instituto Butantan com a Sinovac, e a vacina da Oxford, AstraZeneca e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em razão de sua constituição, devem ser aplicados no esquema de duas doses para atingirem o máximo grau de efetividade”, destacaram os promotores de Justiça coordenadores do Grupo de Trabalho Coronavírus Frank Ferrari; Patrícia Medrado; Rita Tourinho; e Rogério Queiroz. 

 

Na orientação, o grupo destaca um levantamento realizado pela Folha de São Paulo sobre a campanha da vacinação contra o coronavírus no Brasil, utilizando dados do DataSUS, exclusivamente sobre a aplicação da CoronaVac que define o intervalo de 2 a 4 semanas entre as duas doses. O levantamento indicou que 14,13% das pessoas que receberam a primeira dose da vacina no país deixaram de receber a segunda, estando a taxa de abandono vacinal no Estado da Bahia na ordem de 15,17%. A Nota Técnica orienta ainda que os promotores de Justiça solicitem aos gestores municipais a observarem a taxa de abandono vacinal, analisando o quantitativo de cidadãos que deixaram de tomar a segunda dose do imunizante, investigando as razões para o abandono e realizando a busca ativa dessas pessoas a fim de garantir sua vacinação no tempo indicado para cada imunizante.

Guedes transformou-se em um engodo para se manter no poder e garantir a reeleição de Bolsonaro


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Charge do Davilson (Arquivo Google)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Mesmo entre técnicos da equipe econômica, é grande a decepção com o ministro da Economia, Paulo Guedes,. Os mais críticos dizem que Guedes transformou-se em um engodo para se manter no poder. O atual desapontamento com o ministro vem do Orçamento de 2021, que abriu espaço para gastos de cerca de R$ 125 bilhões fora das regras fiscais.

Por mais que Guedes queira se distanciar desse orçamento paralelo, inaceitável em um país sério — o que não é o caso do Brasil —, está claro para a equipe dele e para analistas de mercado, que tudo foi feito com o aval do ministro.

TUDO PELA REELEIÇÃO – Para os técnicos, Guedes rasgou toda a cartilha liberal que sempre defendeu para abrir espaço a gastos que têm como objetivo reeleger o presidente Jair Bolsonaro.

O Orçamento que saiu do Congresso agride todo o bom senso da gestão fiscal. Por pressão dos técnicos, ainda se tentou corrigir o máximo possível de distorções, mas a política falou mais alto. O governo, com Guedes à frente, preferiu mexer na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para abrir espaço a mais despesas e preservar de cortes as emendas de parlamentares.

Depois que o Orçamento foi aprovado, Guedes, a despeito de todos os acordos políticos que fez com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, adotou um discurso fiscalista, tentando reverberar a indignação da equipe econômica. Mas foi falando cada vez mais fino depois que se viu ameaçado de perder o cargo.

AMEAÇA CLARA – Lira e Pacheco deixaram claro ao ministro e ao chefe dele, o presidente Jair Bolsonaro, que pagariam caro se o acordo que levou à aprovação do Orçamento fosse rasgado. Bolsonaro, como tem certeza de que o aumento de gastos, sobretudo com obras, poderá lhe favorecer em 2022, quando disputará a reeleição, ficou na moita.

O ministro, por sua vez, assumiu definitivamente de que lado estava. Afinal, a perspectiva de mais quatro anos de poder é inebriante. Assim, o Guedes durão, defensor de um Estado enxuto, crítico de acordos políticos que avançam sobre os cofres públicos, agora fala em alguns “exageros” e “desacertos”, mas que, no final das contas, tudo deu certo. Para ele e Bolsonaro, ressalte-se.

Bolsonaro poderia se sair bem na Cúpula do Clima, mas não tem preparo intelectual ou moral

Publicado em 21 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

charges – Terceira Margem

Charge do Duke (Arquivo Google)

Carlos Newton

Quando criou Eremildo, o Idiota, o jornalista e historiador Elio Gaspari jamais poderia imaginar que esse personagem de ficção pudesse ganhar corpo e até vir a ocupar a Presidência da República. Mas o fato realmente aconteceu e agora o Brasil e o mundo acompanham atentamente as aventuras do estranho personagem – alguns, como muita preocupação; outros, de forma divertida, achando graça nas trapalhadas do presidente.

Aliás, não é a primeira vez que alguém chega a governar o país sem ter a menor condição de ocupar o cargo. Na minha opinião, isso aconteceu com Delfim Moreira, que teve problemas psiquiátricos, Jânio Quadros, com os mesmos sintomas, Lula da Silva, que era corrupto, mas tinha delírios e se dizia o homem mais honesto do mundo, e Dilma Rousseff, que via um cachorro atrás de cada criança. Realmente, nenhum deles passaria num mero teste psicológico, que deveria ser exigido a todo governante.

MINISTROS DE NÍVEL – A diferença entre Jair Bolsonaro e esses antecessores era a existência de ministros que poderiam assessorá-los a contento, enquanto na atual gestão o Planalto se transformou num deserto de homens e ideias, como dizia Oswaldo Aranha, um estadista de verdade.

Se não fosse ignorante até a décima geração e se não estivesse cercado por outros idiotas, o presidente Eremildo, digo, o presidente Bolsonaro. poderia surpreender os demais governantes que formam essa Cúpula do Clima.

Bastaria que explicasse a eles que o Brasil tem a mais moderna e avançada legislação ambiental do mundo, que deveria ser adotada pelo concerto das nações, para garantir o equilíbrio ecológico do planeta.

VISÃO ERRÔNEA – Se não fosse idiota, Eremildo diria a eles que não adianta nenhum agricultor desmatar áreas na Amazônia, porque só pode usar 20% delas, os restantes 80% têm de ser obrigatoriamente preservados. Na região do Cerrado, 30% da extensão das propriedades rurais têm de ser mantidos como reserva florestal. E no resto do país a preservação cai para 20% das áreas agrícolas.

Eremildo diria também que só em São Paulo, a área recuperada nos últimos anos já é equivalente à extensão de todas as reservas ambientais do Estado. Ou seja, no Brasil, a preservação ambiental está garantida, só é preciso haver fiscalização.

Ao receber essa informação, os governantes que participam da Cúpula do Clima certamente ficariam surpresos e dispostos a ajudar o Brasil, inclusive financeiramente, como Bolsonaro pretende.

Mas é aí que a porca torce o rabo, como se dizia antigamente, porque o governo Bolsonaro acaba de conseguir que a fiscalização ambiental simplesmente pare de existir.

SEM FISCALIZAÇÃO – Às vésperas da Cúpula do Clima, servidores do Ibama denunciam que a fiscalização ambiental está paralisada, devido a uma instrução normativa imposta pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

A nova regra obriga que a multa aplicada pelos fiscais passe antes pela autorização de um superior. Com isso, a fiscalização fica automaticamente desativada e as mais modernas leis ambientais do mundo estão sendo atiradas no lixo pelo governo do presidente Bolsonaro, que nesta quinta-feira será recebido na Cúpula do Clima como se fosse o idiota que realmente é.

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P.S. –
 Dá para imaginar a satisfação do presidente francês Emmanuel Macron, ao encontrar Bolsonaro nessa posição de inferioridade e submetido ao repúdio internacional. Em 2019, Bolsonaro humilhou Macron ao dar declarações ridicularizando a primeira-dama francesa, algo jamais visto na diplomacia internacional.  Nesta quinta-feira, Macron começa a sentir o doce gosto da desforra(C.N.)

Enquanto em Jeremoabo a baixa politica impera ao não aprovar projeto do vereador Chaves, noutras cidades mais evoluídas quem ganha é a populaão.

 Ontem escutei vereadores da situação justificando o injustificável para votar contra um projeto do vereador Antônio Chaves para escolha de diretores nas escolas; onde a situação alegou que iria haver política na votação, ora amigos, onde é que não existe política?

Estou transcrevendo uma matéria  onde os vereadores não apelam para politicagem, mas para o bem estar da comunidade:

Projeto de eleição direta de diretores de escolas é analisado por comissões.

por Tania Maria Garabini — publicado 26/08/2019 12h26, última modificação 26/08/2019 12h26
Proposição de Deuty assegura transparência e legitimidade no cargo
Projeto de eleição direta de diretores de escolas é analisado por comissões

A Câmara analisa o projeto de lei do vereador Luciano Sardinha Carvalho (Deuty) que dispõe de eleição direta para os diretores e vices das escolas municipais, pelos pais e responsáveis pelos alunos. O projeto será colocado m votação e encaminhado para a prefeita sancionar.

Através da eleição que a vontade da comunidade escolar vai prevalecer, pois é uma escolha feita através do voto direto. Essa é a maneira que mais favorece o debate democrático na escola, o compromisso e a sensibilidade política por parte do diretor, além de permitir a cobrança e a co-responsabilidade de toda a comunidade escolar que participou do processo de escolha. De acordo com o MEC (2005), tem sido a modalidade mais democrática já que o processo começa desde a eleição dos representantes do colégio eleitoral até a operacionalização.

Falando sobre o projeto, Deuty salientou que os próximos diretores e vices deverão “passar pelo crivo das urnas, sendo escolhido pelos pais dos alunos. Não podemos mais brincar com a educação. Sabemos que temos muitos diretores que tem comprometimento com que fazem, mas tem aqueles que foram colocados lá por padrinhos. Temos que parar com isso” concluiu.

Agradeceu a secretária de Educação por determinar a execução do hino oficial da cidade, uma vez na semana, em todas as escolas da rede municipal. O projeto de lei proposto pelos seis vereadores foi aprovado no início do ano.

 

Democracia e Legitimidade

 

Com a eleição o diretor e vice ao assumir o cargo com respaldo da comunidade escolar, o gestor ganha legitimidade para exercer esse papel de liderança. Ao mesmo tempo, contribui para que ele estabeleça uma relação de compromisso e parceria com aqueles que o elegeram.

O princípio da gestão democrática que fundamenta a eleição de diretores deve fazer parte do dia a dia do gestor. O próprio plano estabelece nesta meta várias estratégias que buscam trazer para o cotidiano da escola – e não apenas no momento de escolha do diretor – práticas que induzam a uma gestão democrática. Ela se concretiza na adoção de processos de tomadas de decisão coletivas, na construção participativa do projeto político-pedagógico e na instalação de instâncias de participação dos atores escolares, como fóruns, associações de pais e mestres, conselhos escolares e grêmios estudantis.

https://www.carapebus.rj.leg.br/institucional/noticias/projeto-de-eleicao-direta-de-diretores-de-escolas-e-analisado-por-comissoes

 




Neguinho de Lié clama por ação da Secretaria de Saúde para evitar mais mortes em Jeremoabo por COVID-19


Felizmente nos dias de hoje a população tem tomado consciência das legítimas obrigações do vereador, exigindo dele uma participação mais efetiva junto à sua comunidade. Os cidadãos já sabem, por exemplo, que asfaltar ruas, saneamento básico, água para o povo da zona rural, atendimento médico, educação básica, é obrigação do Poder Executivo, do prefeito, cabendo ao Vereador indicar e fiscalizar, portanto quem tem que fornecer água para  o povo da Zona Rural é o poder Executivo e não os vereadores da oposição.
Pelo clamor ensurdecedor do vereador Neguinho de Lié e todos seus colegas da oposição, urge com urgência que a Secretária de Saúde tome providências para evitar mais mortes gratuitas em Jeremoabo, que segundo palavras do vereador Neguinho de Lié o dinheiro que tem é para defender a vida do povo, e não para pagar aluguel de veículos para o prefeito ou alugar veiculo de propriedade de vereador, o que além de ser imoral é ilegal.
Pergunto: cadê os vereadores da situação que bradam que estão ali para defender os interesses do povo?
Talvez por se tratar de veículo de um seu colega da situação, se fazem de cegos surdos e mudos; isso  é omissão, é um ato de prevaricação e desonestidade.


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Vamos analisar algumas das graves denúncias do vereador Neguinho de Lié, já que todas estão expostas nos vídeos:
O Vereador já iniciou falando do grande número de mortos e de doentes, em seguida falou noutra epidemia também grave que são os poços eternamente quebrados e o povo da zona rural passando cede, não adianta os vereadores da situação insinuar os vereadores da oposição cometerem erro e ilegalidade doando água as suas custas, porque isso é dever do município, do governo.
Uma denúncia gravíssima efetuado pelo edil é a falta de médico nos povoados, e mais grave ainda é um só médico no hospital para atender os pacientes normais e com Covid-19, agora verdadeira imoralidade é esse único médico não dispor de luvas, mascaras e álcool gel para trabalhar.
O Vereador Neguinho frisou que o vereador José de Zezito defende o prefeito com unhas e dentes, porque ele mesmo sendo vereador tem um veiculo locado a prefeitura pago com o dinheiro do COVID-19.
Escutem com atenção os vídeos porque está repelo de denúncias gravíssimas com o dinheiro do covid-19, que não está servindo para o povo.



terça-feira, abril 20, 2021

Vereadores da oposição mostram que é possível fazer um bom trabalho quando se tem responsabilidade


Todos vereadores da oposição, vem mostrando sua garra em trabalhar em prol da população jeremoabense.


O vereador Bino por exemplo,  na apresentação desse seu projeto em benefício do idoso, está mostrando que está pensando e trabalhando pela coletividade com assuntos sérios e da atualidade, além de encaminhar diversos pedidos de providências de interesses dos moradores da zona rural, lembrados apenas em períodos eleitoreiros.
 

 





  

Obedecendo todas as recomendações dos órgãos de saúde, os vereadores da oposição vem desde o início realizando visitas em bairros e comunidades de difícil acesso, principalmente as que não dispõe do serviço de internet para enviar suas demandas.

Atualmente a maior preocupação dos vereadores da oposição é o povo morrendo devido ao Covid-19 principalmente por falta de recursos médicos, materiais e até vacina,  onde o dinheiro fica guardado e desviado para pagar mordomias do prefeito, onde o vereador cita como exemplo a FIAT/TORO custando um aluguel mensal  de R$ 9.000,00 e outros desvios no mínimo impensado.

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