domingo, abril 18, 2021

Demitir Ricardo Salles ainda hoje, domingo, é a única e a última saída para Bolsonaro

Publicado em 18 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Situação é insustentável e Bolsonaro tem que se livrar do pesado ministro

Pedro do Coutto

O título deste artigo reflete a realidade de um panorama crítico que envolve tanto o governo quanto o país. A poucos dias da reunião de cúpula sobre o clima organizada pelo governo dos EUA, o Brasil vê-se sufocado por mais uma grande confusão criada pelo ministro Ricardo Salles, a meu ver, um antiministro do Meio Ambiente.

Na quinta-feira, dia 22, Bolsonaro será cobrado pelas providências não adotadas em relação à proteção do meio ambiente, sobretudo na Amazônia e no Pantanal do Mato Grosso. A crise chegou ao acúmulo após o ministro Ricardo Salles atacar o então superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, por esse apreender 200 mil metros cúbicos de madeira oriundas do desmatamento.

INTERFERÊNCIA – O ministro não tem resposta plausível. Como disse Saraiva, foi a primeira vez que o ministro de uma pasta interfere na outra, a da Segurança Pública, em favor de acusados de crime ambiental.

Sua situação é insustentável e o presidente Jair Bolsonaro tem que se livrar do pesado ministro ainda hoje, neste domingo, no sentido de tentar apresentar uma correta posição do país na reunião convocada por Biden.

O panorama em torno do Palácio do Planalto está denso. O senador Renan Calheiros foi escolhido relator da CPI da Covid. Em uma entrevista a Paulo Cappelli, do O Globo de sábado, Calheiros afirma que não há como não reconhecer a culpa do governo federal pela situação extrema a que chegou o país e que impossibilita o atendimento médico urgente e eficiente à população.

CONFRONTO – Sobre esse assunto, Hélio Schwartsman escreve um ótimo artigo na Folha de São Paulo deste sábado. Ele se define politicamente diante da opção em um confronto nas urnas entre Lula e Bolsonaro. Ele faz a opção por Lula da Silva. Votaria nele se as eleições fossem hoje.

Schwartsman tocou em um momento sensível, peculiar à política, que se refere às aparentes contradições que se destacam em vários momentos da história. Como tudo é relativo e só Deus é absoluto, como disse Einstein, as contradições em momentos dramáticos passam para o segundo plano. Líderes democráticos e conservadores já estiveram lado a lado ao longo dos tempos, sendo aliados em momentos determinados. Demonstro que aparente contradições são naturais do processo humano.

INDICAÇÃO DE RENAN – No que se refere à CPI, a situação se agrava para o Planalto. A indicação de Renan Calheiros revela uma posição contrária a de Bolsonaro que afundou o combate à pandemia ao substituir Henrique Mandetta por Eduardo Pazuello.

Alguns comentaristas políticos descartam as atribuições concretas de uma CPI. Caso, por exemplo , do excelente Fernando Gabeira. Mas uma CPI não é para prender, condenar ou elogiar. A CPI é algo que ilumina a situação a que se refere. Dá voz aos convocados a depor, causa reflexo profundo na opinião pública. É essa a sua finalidade. Mas pode provocar o descrédito e o desabamento de quem atuou errado nos episódios, a exemplo de Bolsonaro na pandemia.

SOLIDARIEDADE  –  Não bastassem os erros em série do ministro Ricardo Salles, em uma entrevista à Daniel Carvalho, Folha de São Paulo de ontem, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o novo chefe da PF no Amazonas deve agir da mesma forma que o anterior , solidarizando-se com Alexandre saraiva, o que deixa o presidente Bolsonaro ainda mais isolado em relação ao tema sensível.

Disse, no início deste artigo, que Bolsonaro joga a sua última, aliás única, e a demissão de Salles neste domingo, tem que ocorrer antes do anoitecer. Se não fizer isso, o amanhecer de segunda-feira trará problemas graves, uma vez que a questão da Amazônia extrapolou as fronteiras brasileiras.

OMISSÃO – Patrícia Campos Mello, na Folha de São Paulo, revela que senadores democratas procuraram Joe Biden para acusar Bolsonaro de ser conivente ou omisso em relação ao desmatamento e às queimadas. Os nomes dos senadores estão listados na reportagem.

Vejam os leitores como se agrava a questão, sobretudo em um momento em que se aproxima a reunião internacional de quinta-feira. A situação de Bolsonaro é crítica. Não creio, aliás, que ele chegue ao final do governo. Mas ele ainda tem uma última chance de escapar da queda imediata, demitindo o ministro do Meio Ambiente.

CHOQUE – Está havendo também o desentendimento que se generaliza no Executivo. A Folha de São Paulo publica reportagem de Fábio Pupo e Bernardo Caram detalhando um novo choque entre os ministros Paulo Guedes e Rogério Marinho. Agora, em função de possíveis cortes na pasta de Marinho para possibilitar que o orçamento de 2021 seja aprovado sem furos no teto estabelecido.

A controvérsia vem de longe e agora se amplia. Rogério Marinho é um ex-deputado federal. Guedes não tem noção de política partidária. Aliás, nem dos problemas sociais da população brasileira. 

sábado, abril 17, 2021

Aracaju iniciará campanha contra a gripe nesta segunda-feira, 19

 em 17 abr, 2021 16:37

Vacina contra a gripe irá priorizar crianças menores de seis anos (Foto: SES)

Na próxima segunda-feira, 19, a Prefeitura de Aracaju iniciará a Campanha de Vacinação contra a Influenza. Conforme orientação do Ministério da Saúde, o Município imunizará, nessa primeira fase, trabalhadores da saúde, gestantes e puérperas, e crianças de seis meses a menor de seis anos. Para isso, serão destinadas à capital 41.730 doses para a execução dessa primeira fase.

Por categoria, o quantitativo de doses será distribuído da seguinte forma: 14.958 para trabalhadores da saúde (prioritariamente, para os profissionais de hospitais e das retaguardas de atendimento covid); 20.340 destinadas às crianças com idade de seis meses a cinco anos, onze meses e 29 dias; e 4.402 doses para gestantes e puérperas, o que caracteriza 100% das gestantes e puérperas comparado ao número do ano passado.

“Temos ainda quatro indígenas, vinculados à UBS Osvaldo de Souza, que também serão contemplados nessa primeira fase. Todo o nosso quantitativo foi baseado nos números da campanha do ano passado. Na segunda e terça-feira, dias 19 e 20, vamos fazer a distribuição das doses para os hospitais e para as UBSs, e na quarta-feira, 21, mesmo sendo feriado, todas as UBSs irão funcionar exclusivamente para vacinação das crianças, gestantes e puérperas que estão contemplados na primeira fase da campanha. Será o Dia D contra a Influenza em Aracaju, com essas unidades funcionando das 8h às 16h, sem fechar para o almoço”, explica a coordenadora da Rede de Atenção Primária (Reap), Kamila Fialho.

Dia D

Atualmente, 40 Unidades Básicas de Saúde estão com as salas de vacina ativas e irão funcionar durante a vacinação contra a Influenza. No Dia D, 21 de abril, os serviços de rotina estarão suspensos, e todas as equipes atuarão exclusivamente na campanha contra a gripe.

“O dia D é exclusivo para esse público. Então, para que não gere aglomeração, para que as mães consigam ter a garantia de que seus filhos vão ser vacinados e protegidos, é ideal que esses públicos participem do Dia D, para que não necessitem ir às UBSs em outros dias, quando os outros serviços estarão acontecendo ao mesmo tempo”, alerta Kamila Fialho.

Para ter acesso ao serviço, basta se dirigir à UBS e apresentar o documento de identificação com foto e cartão de vacina. No caso da gestante, é importante levar a caderneta da gestante, caso já tenha iniciado o pré-natal, ou o resultado do exame, caso esteja nas primeiras semanas.

A partir da quinta-feira, 22, até o dia 10 de maio, as Unidades Básicas continuarão vacinando, no horário das 8h às 16h, àqueles que não puderam comparecer no Dia D. No dia 11 de maio iniciará a segunda fase da campanha contra a gripe, que contemplará idosos 60+ e professores.

Fonte: PMA

INFONET

Renan Calheiros acusa Bolsonaro de interferir no TCU para evitar problemas com orçamento

Renan Calheiros acusa Bolsonaro de interferir no TCU para evitar problemas com orçamento
Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) denunciou uma suposta manobra do presidente Jair Bolsonaro para conseguir maioria no Tribunal de Contas da União (TCU) e se blindar contra a acusação contra eventual crime de responsabilidade por causa da sanção do Orçamento de 2021.

 

"O Orçamento atual é um verdadeiro tour de france. Festival de irregularidades e sequestro de R$ 51 bi para emendas parlamentares e do ex-relator. Trocar ministro do TCU para tentar driblar a inconstitucionalidade do que foi aprovado pelo Congresso é absurdo", escreveu o parlamentar no Twitter.

 

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, um dos ministros do TCU, Raimundo Carreiro, comunicou ao senador que pode deixar o TCU para assumir a embaixada de Portugal, abrindo vaga para que Bolsonaro indique um novo ministro ligado a ele. Um dos nomes aventados é o do senador Antonio Anastasia (PSD-MG).

 

No entanto, a manobra de Bolsonaro pode ser frustrada porque já há articulações em andamento para que a senadora Katia Abreu (PP-TO), que preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado, dificulte a indicação de Carreiro para qualquer embaixada, já que ela teria que ser aprovada pelo colegiado. Procurado, o ministro Carreiro não respondeu às ligações da coluna.

 

Na semana passada, o Ministério Público junto ao TCU pediu que o órgão de controle emita um alerta preventivo de que a sanção do Orçamento de 2021 poderia levar o presidente Jair Bolsonaro a responder por crime de responsabilidade.

Bahia Notícias

Jairinho é citado por ligação com milícias ao Disque Denúncia há mais de 10 anos


por Júlia Barbon | Folhapress

Jairinho é citado por ligação com milícias ao Disque Denúncia há mais de 10 anos
Jairinho, suspeito de matar o garoto Henry Borel | Foto: Divulgação

O vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, preso sob suspeita de ter matado seu enteado, Henry Borel, 4, já era um nome conhecido no banco de dados do Disque Denúncia, central que recebe queixas anônimas no Rio de Janeiro.

 

O político foi citado em 37 ligações ao órgão antes do caso, desde 2004, segundo levantamento feito pela Folha de S.Paulo. A maioria delas tem relação direta com as eleições municipais e se refere aos bairros de Bangu, Padre Miguel e Realengo, na zona oeste da cidade, reduto eleitoral de sua família.

 

A suposta ligação com milicianos, bicheiros ou traficantes é a causa mais frequente, considerando que cada denúncia pode ter mais de um motivo. Em 15 ocasiões, pessoas mencionaram o nome do vereador nessas circunstâncias, muitas vezes relacionado ao do pai, o ex-deputado estadual Coronel Jairo, ambos eleitos pelo Solidariedade.

 

Uma delas diz que, em agosto de 2008, um condomínio em Bangu foi invadido de noite "por três milicianos armados para colocarem placas de propagandas eleitorais do candidato a vereador 'Jairinho'" e conta que os moradores estão "horrorizados com a quantidade de placas, mas não podem removê-las por medo".

Cinco dias depois, outro relato afirma que diariamente podem ser encontrados vários traficantes em um local em Realengo obrigando moradores a votarem no político, e que eles teriam recebido dinheiro para isso, "com o patrocínio do pai".

 

A suposta compra de votos é o segundo motivo mais citado, oito vezes. Em julho de 2004, uma pessoa aponta a distribuição de cestas básicas. Dois meses depois, dois relatos afirmam que o candidato "ordenou que indivíduos (não identificados) fizessem um buraco" em uma rua em Realengo para levar água para outra área "em troca de votos".

 

Em 2014, três denúncias mencionam o uso de obras e programas públicos para angariar votos. Um condomínio em Realengo estaria tendo seus blocos, quadra esportiva, salão de festas e iluminação reformados por pai e filho. Outra diz que eles estariam oferecendo empregos e burlando a fila do programa Minha Casa, Minha Vida.

 

O patrocínio a festas e bailes funk na região aparecem seis vezes, em 2004, 2012 e 2020, parte delas em períodos pré-eleitorais ou em apoio a traficantes. Moradores citam as músicas "em altíssimo volume" e "muita baderna".

 

A denúncia mais grave se refere a dois assassinatos ocorridos em janeiro de 2009, dentro de um bar em Bangu. Um dos homens mortos teria trabalhado para Dr. Jairinho e Coronel Jairo e teria discutido com um "gerenciador da campanha" não identificado. Seria, ainda, integrante da família.

 

Citações a Jairinho em ligações ao Disque Denúncia entre 2004 e 2020 Total: 37* Ligação com milicianos, bicheiros ou traficantes: 15 Compra de votos: 8 Patrocínio a festas e bailes funk: 6 Outras denúncias ligadas a eleições: 6 Ameaça a moradores: 4 Barulho/carros de som: 4 Assassinato: 1 Bairros citados

 

Bangu: 15 Padre Miguel: 7 Realengo: 7 Campo Grande: 3 Senador Camará: 2 Del Castilho: 1 Santa Cruz: 1 São Conrado: 1 *Cada denúncia pode ter mais de um motivo

 

As informações são encaminhadas pelo Disque Denúncia -que tem parceria com o governo do estado mas é mantido por empresas- às autoridades competentes, como o batalhão da Polícia Militar e a delegacia da área, ou o Tribunal Regional Eleitoral.

 

O coordenador da central, Zeca Borges, confirma que Jairinho vinha sendo citado há anos, principalmente por questões eleitorais, e que não foi recebida nenhuma queixa sobre agressão doméstica. Ele afirma que não chegou resposta sobre essas denúncias e que elas não foram confirmadas.

 

Após a morte de Henry, nove pessoas ligaram para falar sobre o caso, mas a maioria apenas deu informações que estavam sendo divulgadas. "Uma denúncia boa é quando é feita antes de acontecer, depois fica muito difícil porque a pessoa leu no jornal, constrói uma narrativa", diz ele.

 

Jairinho e Coronel Jairo também já haviam sido citados como líderes de milícias 13 e 5 vezes, respectivamente, em um estudo feito em 2007 e 2008 pelo sociólogo Ignacio Cano, da Uerj (Universidade do Estado do RJ) com moradores de áreas dominadas por esses grupos na zona oeste carioca, como publicou a Folha.

 

O pai foi mencionado ainda no relatório da CPI das Milícias realizada na Assembleia Legislativa, em 2008, e chegou a ser investigado pela tortura de uma equipe de reportagem do jornal "O Dia" na favela do Batan, na zona oeste, mas não foi indiciado porque não havia provas. Ele sempre negou ter qualquer relação com milicianos.

 

Nascido e criado em Bangu, Jairinho se formou em medicina, mas acabou se tornando herdeiro político do Coronel Jairo. Vereador desde 2005, quando tinha 27 anos, ele está em seu quinto mandato após ter sido reeleito no ano passado com 16 mil votos.

 

Na Câmara Municipal do Rio, foi 1º Secretário e líder do governo em mandatos anteriores do prefeito Eduardo Paes (DEM) e na última gestão de Marcelo Crivella (Republicanos). Na disputa pela prefeitura no ano passado, trocou de lado e trabalhou pela eleição de Paes.

 

Jairinho ficará automaticamente afastado de seu mandato a partir do 31º dia de sua prisão, que será completado em 9 de maio. Se ficar suspenso por mais de 120 dias, entra em seu lugar seu suplente, Marcelo Diniz.

 

Diniz é presidente da Associação de Moradores da Muzema, comunidade na zona oeste do Rio controlada por uma milícia, e já foi citado 13 vezes em ligações ao Disque Denúncia supostamente por fazer parte do grupo criminoso e extorquir moradores.

 

A maioria dessas queixas ocorreu logo após um depoimento que prestou à polícia em abril de 2019, sobre o desabamento de dois prédios na favela que deixou mais de 20 mortos. Investigações do Ministério Público apontaram que a milícia da região constrói e vende imóveis irregulares.

Bahia Notícias

Aras apura notícia-crime contra André Mendonça por mandar PF investigar opositores do governo


Aras e Mendonça são dois nomes cotados para a vaga no STF

Paulo Roberto Netto
Estadão

O procurador-geral da República Augusto Aras informou o Supremo Tribunal Federal que abriu apuração preliminar contra o ex-ministro da Justiça e atual advogado-geral da União, André Mendonça, acusado de acionar a Polícia Federal para investigar opositores do governo Bolsonaro com base na Lei de Segurança Nacional. A manifestação foi enviada em notícia-crime movida pela deputada Natália Bonavides (PT-RN).

“Nesta Procuradoria-Geral da República, já tramita Notícia de Fato destinada à averiguação preliminar dos fatos relatados pela Deputada noticiante, bem assim de outros que possam com eles guardar relação de pertinência”, afirmou Aras, que opinou pelo arquivamento da notícia-crime de Benevides.

APURAÇÃO – “Em face do exposto, tendo em vista que as condutas noticiadas são do conhecimento deste órgão ministerial e estão sendo apuradas em procedimento próprio, o Procurador-Geral da República opina pela negativa de seguimento à petição, arquivando-se os autos”.

A notícia de fato é um instrumento do Ministério Público Federal para avaliar se as condutas investigadas configuram crime. Caso encontre indícios suficientes, o PGR pode pedir a abertura de um inquérito formal ao Supremo ou, caso contrário, pedir o arquivamento do caso.

Aras e Mendonça são dois nomes cotados para a vaga no STF a ser aberta em julho com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello. Como mostrou o Estadão, o uso da Lei de Segurança Nacional e do Código Penal para reprimir opiniões contrárias ao governo provocou desgastes à imagem de Mendonça no Supremo.

INQUÉRITOS – Natália Bonavides listou episódios em que inquéritos da PF foram instaurados contra críticos de Bolsonaro, como a investigação contra o advogado Marcelo Feller e, recentemente, a apuração contra um professor de Palmas que pagou por outdoors que comparavam o presidente a um ‘pequi roído’. Para a petista, os casos configuram abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

Em agosto do ano passado, Mendonça também foi levado para o centro de outra polêmica, envolvendo a elaboração de um dossiê contra servidores antifascistas durante sua gestão. Naquela ocasião, por 9 a 1, o plenário do Supremo decidiu suspender todo e qualquer ato do Ministério da Justiça de produção ou compartilhamento de informações sobre cidadãos que se intitulam antifascistas.

Organizadores de atos antidemocráticos já foram identificados, só falta achar os financiadores

Publicado em 17 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro discursa diante do Forte Apache, QG do Exército

Aguirre Talento
O Globo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter identificado os nomes dos responsáveis pela organização de atos antidemocráticos e ataques à corte. Agora, a PGR vai analisar os dados das quebras de sigilo bancário e fiscal para buscar identificar os financiadores desses atos.

A manifestação sigilosa, enviada nesta semana ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, tinha o objetivo de informar o ministro sobre os próximos passos da investigação. Moraes prorrogou o inquérito dos atos antidemocráticos por mais 90 dias na sexta-feira passada. Os nomes desses alvos identificados pela PGR são mantidos sob sigilo.

SIGILO BANCÁRIO – O vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros pediu autorização a Moraes para que seja compartilhado o sigilo bancário de alvos suspeitos, que já havia sido quebrado em um outro inquérito. Isso vai permitir o aprofundamento para descobrir os financiadores dos atos. O ministro está analisando o assunto.

A Polícia Federal havia concluído no fim do ano as diligências solicitadas inicialmente pela PGR, mas não chegou a apontar a ocorrência de crimes envolvendo os atos antidemocráticos. A PGR então analisou as provas colhidas na investigação e identificou os responsáveis por manifestações antidemocráticas realizadas em abril e maio do ano passado.

A investigação descobriu, por exemplo, os responsáveis por contratarem carros de som utilizados nos atos, dentre outros detalhes da organização dos eventos.

ATAQUE AO SUPREMO – A investigação detectou que os mesmos organizadores dos atos também foram responsáveis por um ataque com fogos de artifício contra o STF, realizado em junho do ano passado.

O inquérito dos atos antidemocráticos foi aberto em abril do ano passado a pedido da PGR após a realização de diversas manifestações marcados por pedidos de fechamento do Congresso Nacional e do STF, além de ataques à Constituição. A PGR apura a ocorrência de crimes contra a Lei da Segurança Nacional e outros delitos.

A suspeita da investigação é de uma ação orquestrada envolvendo políticos, influenciadores digitais e empresários para impulsionar esses atos. Dentre os investigados estão parlamentares bolsonaristas, que até foram alvos de quebras de sigilo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Adendo necessário – a investigação chegou a identificar a participação do chamado “gabinete do ódio”, que funciona no terceiro andar do Planalto. (C.N.)


Sob pressão internacional, Bolsonaro avalia manutenção de forças militares na floresta amazônica

Publicado em 17 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Medida representará recuo de proposta original do governo federal

Ricardo Della Coletta e Gustavo Uribe
Folha

Com a aproximação do período de queimadas e diante da pressão internacional sobre o Brasil em relação a temas da área de meio ambiente, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avalia manter forças militares para combater crimes ambientais na floresta amazônica.

A reedição de uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para o período de seca no bioma florestal foi discutida nesta quinta-feira, dia 15, em reunião entre o vice-presidente Hamilton Mourão e os ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura, da Justiça e da Defesa.

RECUO – A ideia é que as forças militares permaneçam na floresta amazônica até novembro, quando retorna o período de chuvas. O formato e o tempo da iniciativa devem ser discutidos entre técnicos do governo e comandantes militares. O debate em torno da reedição de uma GLO representaria um recuo nos planos do governo, que anunciou oficialmente a saída dos militares dessas operações a partir de 1º de maio, e ocorre às vésperas da Cúpula de Líderes sobre o Clima, marcada para a próxima semana.

Para o encontro, que deve ter a participação de 40 líderes mundiais, a estratégia do Brasil será a de defender a necessidade de países ricos investirem no combate ao desmatamento da floresta amazônica e apresentar um plano de médio e longo prazos para preservação do bioma natural.

Na reunião desta quinta-feira, os ministérios responsáveis pelos órgãos federais de preservação argumentaram que enfrentam dificuldades financeiras e operacionais para reassumir o combate ao desmatamento sem a presença de forças militares.

RESTRIÇÕES DE RECURSOS – O Ibama e o ICMBio, vinculados ao Ministério do Meio Ambiente, convivem, por exemplo, com restrições de recursos e falta de agentes. A ideia é que Mourão leve a proposta ao presidente nos próximos dias, na tentativa de viabilizá-la para o próximo mês.

O argumento é que o Brasil precisa enviar sinais de comprometimento com a preservação da floresta amazônica antes da cúpula internacional, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. O democrata é um crítico da política ambiental adotada pela gestão Bolsonaro.

Para assessores palacianos, a manutenção dos militares deixa evidente a dificuldade em reequipar as agências civis que tradicionalmente realizam a fiscalização e o combate a atividades predatórias.

RESULTADO POSITIVO – Assim, no quadro atual, a ausência do apoio militar tornará ainda mais difícil a apresentação de algum resultado positivo no combate ao desmatamento até o final do ano, uma das exigências feitas por nações estrangeiras para a liberação de recursos ao Brasil.

Também na reunião desta quinta, os presentes entenderam que, caso a medida seja reeditada, precisará ter formato mais enxuto, concentrando-se nos municípios onde o desmatamento tem sido mais crítico.

PRIORIDADES – O Plano Amazônia, publicado na quarta-feira, dia 14, no Diário Oficial da União, prevê que sejam priorizadas ações em 11 municípios: Porto Velho (RO), São Félix do Xingu (PA), Altamira (PA), Lábrea (AM), Pacajá (PA), Portel (PA), Itaituba (PA), Colniza (MT), Novo Progresso (PA), Rurópolis (PA) e Apuí (AM).

A meta estabelecida no mesmo plano é a de reduzir o desmatamento ilegal e as queimadas na floresta amazônica à média histórica registrada entre 2016 e 2020. Mas a iniciativa foi criticada por especialistas. De acordo com eles, o objetivo traçado pelo governo representa índices de devastação superiores aos constatados no início da atual gestão e, portanto, o ideal é que fosse adotada uma meta mais ambiciosa.

Crise ambiental se aprofunda e o desmatamento em março foi o maior da série histórica

Publicado em 17 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

O aumento do desmatamento na Amazônia alcançou proporções alarmantes.

Corte de verbas prejudica fiscalização dos agentes do Ibama

Rosana Hessel
Correio Braziliense

Ambientalistas ficaram bastante preocupados com os dados alarmantes divulgados nesta sexta-feira (09/04) pelo sistema Deter, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo eles, os novos números da entidade do governo revelam que a área com alertas de desmatamento para março de 2021 na Amazônia “é a maior da série histórica”.

Conforme os dados coletados pelo Greenpeace junto ao Inpe, pelo menos, 36 mil hectares de floresta foram perdidos, um novo recorde que o país não tem nada a comemorar. Apesar de uma cobertura de nuvens superior, houve um aumento de 12,5% em relação a março de 2020.

PODE PIORAR – “O que já é ruim pode piorar, com o ministro Ricardo Salles trabalhando contra o meio ambiente e o Congresso Nacional trabalhando para legalizar grilagem, flexibilizar o licenciamento ambiental e abrir terras indígenas para mineração, o desmatamento tende a continuar em alta”, destacou Cristiane Mazzetti, Gestora Ambiental do Greenpeace, em nota enviada ao Blog.

De acordo com a entidade, é difícil imaginar uma solução para a Amazônia proposta por um governo responsável por um aumento histórico do desmatamento.

As taxas de aumento da destruição da floresta nunca foram observadas desde 2008, e superam as de 9% de crescimento em 2020 comparado ao ano de 2019.

CORTE DE VERBAS – O Greenpece lamentou o fato de que o governo continua reduzindo investimentos na fiscalização na área ambiental e, com isso, “corta recursos para a proteção do meio ambiente, conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021”. Assim a impunidade cresce no campo e na floresta, e “grandes polígonos de desmatamento têm sido cada vez mais observados nas imagens de satélite, com áreas de mil, 3 mil e até 5 mil hectares”.

“Não será um rascunho desconexo de plano (Plano Operativo 2020-2023) para o controle do desmatamento, ou um acordo a portas fechadas com os Estados Unidos que reverterá toda a avalanche de destruição na Amazônia”, frisou o comunicado.

“Voltamos à era dos grandes desmatamentos e em meio a medidas que promovem o desmatamento na Amazônia e premiam os criminosos, o Deter de março é mais um motivo para que o governo Biden não assine um “cheque em branco” com o governo de Bolsonaro”, lamentou Cristiane.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– No Brasil de hoje não há certezas, apenas dúvidas. Aonde o governo pretende nos levar com isso? E os militares, por que participam desses crimes contra a Humanidade? (C.N.)

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