sábado, abril 17, 2021

Supremo reabilita Lula que agora segue na estrada do tempo rumo às urnas de 2022

Publicado em 17 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Charge publicada no jornal argentino La Nación

Pedro do Coutto

Por ampla maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal  no final da tarde da última quinta-feira confirmou a liminar do ministro Luiz Edson Fachin e anulou as condenações de Luiz Inácio Lula da Silva pelo ex-juiz Sérgio Moro, no fórum de Curitiba. Com isso, Lula retoma integralmente os seus direitos políticos e encontra-se livre para se candidatar à Presidência da República em uma luta possivelmente com Jair Bolsonaro na sucessão de 2022.

Digo provavelmente, pois a confusão política na área do governo é tão grande que pode acontecer qualquer coisa nas próximas semanas ou nos próximos meses. Política é assim. De repente surgem fatos que alteram substancialmente ou totalmente os rumos da sucessão presidencial.

DINÂMICA DOS FATOS – Quem esperava a liminar do ministro Fachin? Quem esperava que a Suprema Corte do país devolveria a elegibilidade a um ex-presidente que havia sido condenado e cumprido meses de prisão, tendo negado os pedidos de habeas corpus ? Esse fato deve ser colocado em destaque para que os cientistas políticos analisem que a dinâmica que envolve os acontecimentos podem sofrer repentinas alterações. Além do inesperado, tem que se levar em conta os interesses econômicos que envolvem uma eleição. Não se pode ignorar esses aspectos.

Lula assim volta ao centro do palco político. Em 1989, rememoro um fato importante. Lula perdeu o debate final na TV Globo para Collor. Não foi bem. O subdiretor de jornalismo da emissora, na época Alberico Sousa Cruz, preparou uma edição sintética do debate destacando os melhores momentos de Collor e os piores instantes de Lula. Alberico não inventou nada, apenas expôs um confronto que piorou a situação de Lula. Colocado este fato do passado, vamos ao panorama presente.

Lula em decorrência da decisão do STF encontra-se à vontade para articular apoios de candidatos a governador em vários estados também para 2022. Sem dúvida o seu apoio é muito importante. Ele, novamente, volta à cena eleitoral.

PREMIAÇÃO –  A Folha de São Paulo publicou na edição de sexta-feira uma foto excepcional de Lalo de Almeida assinalando resultados trágicos de queimada ocorrida no Pantanal, Mato Grosso do Sul, em outubro de 2020. A foto, premiada pelo World Press Photo, exibe um macaco morto pelas chamas e árvores destruídas pelo incêndio. Algo revoltante que tem sido objeto da preocupação mundial, menos para o ministro Ricardo Salles. A reportagem prossegue na mesma edição falando sobre o problema das queimadas e do desmatamento, objeto da reunião da próxima quinta-feira, convocada pelo presidente americano Joe Biden.


O fato destacado pela Folha de São Paulo ocorre às vésperas da reunião internacional para debater questões ambientais. Não bastasse esses aspectos, o diretor geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino,  demitiu o superintendente Alexandre Saraiva no comando da Superintendência no Amazonas.

Nos bastidores da PF, a informação é a de que Saraiva já havia sido comunicado sobre a mudança na tarde desta quarta-feira , antes de enviar ao STF a notícia-crime contra Ricardo Salles por obstrução de investigação ambiental, organização criminosa e favorecimento de madeireiros. O governo tem que ser pressionado a demitir Salles, pois os reflexos internacionais podem ser grandes.

BOLSONARISMO –  Em artigo publicado ontem, na Folha de São Paulo, o professor Fabio Terra sustenta que o bolsonarismo mantém sua posição sólida na fração que vem alcançando em matéria de opinião pública favorável. A tendência do fanatismo é essa.

Entretanto, Terra esquece que as últimas pesquisas do Datafolha apontaram uma queda de aprovação de 40% em relação ao governo para 31%. Se no futebol por um gol se vence ou se perde, a diferença de 1% em uma eleição pode ser decisiva. Decide uma disputa. E o presidente Bolsonaro encontra-se em queda, e mesmo em redutos conservadores a sua posição preocupa.

Mesmo entre o empresariado,  existe uma perspectiva favorável a uma vitória de Lula. Os maiores empresários no fundo preferem a estabilidade de Lula do que a instabilidade que Bolsonaro lança sobre o Brasil. Jair Bolsonaro está desestabilizado e sua posição pode se agravar dependendo de sua conduta na reunião internacional de 22 de abril convocada por Joe Biden.

Presidente da CPI da Covid, Omaz Aziz, avisa que todos os podres serão levados a público

Publicado em 17 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

O senador Omar Aziz: 'São Paulo, por acaso, está vivendo um mar de rosas?'

Governadores e prefeitos também erraram muito, afirma Aziz

Vicente Limongi Netto

Bolsonaro terá pesadelos com o trio de senadores, escolhidos para os principais cargos na CPI da Covid: Omar Aziz, Renan Calheiros, e Randolfe Rodrigues. São calejados, têm espírito público e jogam duro. Não alisam. Não darão trégua. E vão exigir punições severas aos maus brasileiros que desonram as funções que ocupam.

É o que clama a nação, indignada, sofrida, humilhada, penalizada, desorientada e desesperada. Sem vacinas suficientes e passando necessidades. Orando pelos 360 mil brasileiros que partiram. Clamando por trabalho e sustento. 

HORA DA VERDADE – O jogo político não é para amadores.  “Quem for podre, que se quebre”, alertou Omar Aziz, senador pelo Amazonas. Diz que a CPI não pode virar palanque eleitoral. Sob pena de cair no ralo do descrédito. Muito menos ser instrumento de caça às bruxas. 

Porém, a tropa dos exaltados não esquecerá do imenso rosário de sandices, deboches e insultos de Bolsonaro à ciência, à covid-19, e aos adversários. A CPI cobrará explicações. Aqui se faz, aqui se paga. É bom que o presidente continue pedindo socorro ao Todo Poderoso. A batata dele vai assar. E o couro virar pandeiro para as eleições de 2022.

EU E MEU ATOR – Qual o ator que você gostaria que fosse seu biógrafo no cinema? A pergunta foi feita, em tom de doce brincadeira, aos profissionais da Globonews. No programa Estúdio 1. Para divertir. Arejar e relaxar a cabeça. Diante do estafante e massacrante noticiário da pandemia. Além da miséria e da fome que assolam e humilham o Brasil. 

Valdo Cruz, que de bobo não tem nada, escolheria o bonitão George Clooney. Natuza Nery ficaria contente com Flávia Alessandra.  Maria Flor aceitaria, numa boa, a bela Letícia Spiller. A pergunta bombou nas redes sociais. Todos tirando onda e escolhendo seus intérpretes preferidos. Afinal, sonhar é de graça. Mas o programa conduzido pela sorridente Maria Beltrão acabou sem revelar mais personagens famosos e seus respectivos biógrafos.

MINHAS SUGESTÕES – Assim, para manter a alegria da galera, revelarei, com absoluta exclusividade, novos nomes e seus intérpretes na emocionante e luxuosa caça aos biógrafos:  

Heraldo Pereira (Lázaro Ramos), Cláudia Bomtempo (Camila Pitanga), Eliane Cantanhede (Carmen Lúcia), Bolsonaro (João Dória), Jorge Kajuru (Flávio Bolsonaro). Juca Kfouri (Deltan Dallagnol); Lula (Sérgio Moro); Rodrigo Pacheco (Davi Alcolumbre); Randolfe Rodrigues (general Heleno); Willian Bonner (Eduardo Pazuello); André Mendonça (Bispo Macedo), Fernando Gabeira (Chico Buarque), Cesar Trali (Datena), Gerson Camarotti (Galvão Bueno), José Sarney (Merval Pereira), Flávia Arruda (Renata Vasconcelos), Ibaneis Rocha (Jô Soares), Fausto Ribeiro (Ronaldo Fenômeno), Chico Vigilante (Marcelo Queiroga), Alysson Paulineli (Silvestre Gorgulho), Arthur Lira (Eduardo Bolsonaro), Ivete Sangalo (Cláudia Raia),  Cláudia Leite (Juliette) e Fernando Henrique Cardoso (Dadá Maravilha).  É ou não é um elenco de fofos?

Chefe da PF do Amazonas que será trocado é citado como 'alvo a ser abatido' em conversa de investigados

 

Blog da Noelia Brito


Posted: 16 Apr 2021 10:41 AM PDT

Foto:Reprodução 


Mensagens encontradas pela PF mostram interesse de madeireiros em tirar Alexandre Saraiva do cargo

A Coluna Painel, da Folha de São Paulo, revela a disposição de membros de uma organização criminosa composta por madeireiros de se livrarem de Alexandre Saraiva, retirado do comando da PF no Amazonas pelo atual diretor-geral Paulo Maiurino.

Saraiva é citado em troca de mensagens de madeireiros investigados pela corporação como o “alvo a ser abatido”.

As mensagens mostram como os madeireiros almejavam o delegado fora do cargo.

Em 2 de setembro de 2019, o investigado Roberto Paulino encaminha uma foto do superintendente a um interlocutor de nome Guga. “Alvo a ser abatido”, diz ele.

“A frase indica que todas as possibilidades para remover o superintendente da Polícia Federal no Amazonas estão sobre a mesa, em outros termos, caso as vias políticas e/ou judiciais e disciplinares não surtam efeito, não está descartado o uso da violência”, diz a PF.

Outra conversa de Paulino, essa com Humberto Jacob de Barros Oliveira, também expõe o descontentamento com o delegado e a vontade de tirá-lo do posto.

No diálogo, eles falam da necessidade em pedir ajuda a uma pessoa de nome Júlio para a tarefa, ele seria representante dos madeireiros.

“Tem que pedir para o Júlio tirar esse cara daqui. Urgente”, diz Paulino. “Ele vai quebrar todos”, responde Humberto.

As conversas integram o inquérito da operação Arquímedes, responsável pela apreensão de 444 contêineres com madeira ilegal.

Saraiva foi afastado do cargo após encaminhar notícia- crime contra o ministro do Meio Ambiente, Salles e o senador Telmário por obstrução das investigações em Operação da PF que apreendeu o maior contrabando de madeira da história do Brasil.



Na quarta-feira (14), ele encaminhou ao Supremo Tribunal Federal uma notícia crime contra o ministro e o senador Telmário Mota (Pros-RR), também pela atuação em favor dos investigados.

Um dia depois foi substituído do cargo por decisão do novo diretor-geral da PF, Paulo Maiurino.

PGR apura se Mendonça usou Lei de Segurança para investigar opositores de Bolsonaro


por Matheus Teixeira | Folhapress

PGR apura se Mendonça usou Lei de Segurança para investigar opositores de Bolsonaro
Foto: Isac Nóbrega/PR

O procurador-geral da República, Augusto Aras, abriu um procedimento preliminar para apurar a conduta de André Mendonça por ter usado a Lei de Segurança Nacional quando era ministro da Justiça para investigar opositores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Aras informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura do procedimento na ação em que a deputada Natália Bonavides (PT-RN) pede à corte para Mendonça ser investigado por suposto abuso de autoridade.

Após a apuração preliminar, a PGR (Procuradoria-Geral da República) analisará se tem elementos suficientes para abrir um inquérito e tornar o atual advogado-geral da União formalmente investigado perante o Supremo.

Atualmente, Aras e Mendonça disputam a indicação de Bolsonaro para a próxima vaga no STF, que será aberta em julho com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio.

Mendonça iniciou o governo como chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), foi deslocado para o Ministério da Justiça e, no fim do mês passado, voltou para o órgão que faz a defesa judicial do governo.

Quando esteve na pasta da Justiça, determinou à Polícia Federal a instauração de diversos inquéritos contra críticos de Bolsonaro.

Um dos primeiros alvos de Mendonça foi o colunista do jornal Folha de S.Paulo Hélio Schwartsman, que foi investigado com base na Lei de Segurança Nacional por ter escrito uma coluna intitulada "Por que torço para que Bolsonaro morra".

A apuração, porém, foi arquivada por ordem do ministro Jorge Mussi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que deferiu habeas corpus protocolado pelo jornalista e suspendeu a tramitação do inquérito.

Recentemente, Mendonça também mandou a PF investigar um sociólogo e um empresário responsáveis por dois outdoors que comparavam Bolsonaro a um "pequi roído".

Ao Supremo, Aras informou nesta sexta-feira (16) que já investiga a conduta de Mendonça.

"Nesta Procuradoria-Geral da República, já tramita Notícia de Fato destinada à averiguação preliminar dos fatos relatados pela Deputada noticiante, bem assim de outros que possam com eles guardar relação de pertinência", afirmou o procurador-geral.

Aras, porém, afirmou que a atuação de Mendonça já é alvo de apuração e, por isso, a ação apresentada pela deputada petista ao Supremo deve ser arquivada.

"Em face do exposto, tendo em vista que as condutas noticiadas são do conhecimento deste órgão ministerial e estão sendo apuradas em procedimento próprio, o procurador-geral da República opina pela negativa de seguimento à petição, arquivando-se os autos".

Bahia Notícias

Jair Bolsonaro repete Getúlio Vargas e diz que só morto sairá da Presidência da República


ImagemCarlos Newton

Como faz todas as quintas-feiras, o presidente Jair Bolsonaro usou a tradicional “live” (transmissão ao vivo nas redes sociais), para repetir a frase histórica de Getúlio Vargas ao jornalista Samuel Wainer, “Só morto sairei do Catete”, que foi manchete da “Última Hora” no dia 24 de agosto de 1954, quando o presidente cumpriu a promessa e pôs fim à vida, disparando um tiro no peito.

Na noite desta quinta-feira, dia 15, Bolsonaro tentou repetir a História como farsa, ao dizer que “só Deus” o tira da cadeira presidencial. “E me tira, obviamente, tirando a minha vida. Fora isso, o que nós estamos vendo acontecer no Brasil não vai se concretizar, mas não vai mesmo. Não vai mesmo, tá ok?”, insistiu, em referência indireta ao que ele chama, nos bastidores, de “conspiração” para tirá-lo do cargo.

NÃO VAI MORRER – Como cantava Moreira da Silva em “Na subida do morro”, seu samba clássico com o parceiro Ribeiro Cunhs, “vocês não se afobem, que desta vez ele não vai morrer…”.

Como sua falta de caráter congênita e familiar, já transmitida aos filhos, Bolsonaro não tem a menor pretensão de se matar, é só conversa fiada.  Nas longas noites de delírios, porém, ele insiste em vislumbrar alguma possibilidade de se manter no governo através de ato de exceção, caso tenha um Exército para chamar de seu. Mas isso não vai acontecer.

As Forças Armadas estão assistindo os oficiais fracassando no poder. Seu único destaque no governo é o ministro Tarcísio Marques, mas ele não é mais militar de verdade, apenas se formou pelo Instituto Militar de Engenheira e se reformou como capitão.

SONHAR NÃO É PROBIDO – Mas Bolsonaro continua a sonhar com seu Exército, sem perceber que as Forças Armadas não querem saber de aventuras. Já tiveram seus soldos e gratificações reajustados à elite do serviço público civil, garantiram seus privilégios previdenciários e ganharam generosas verbas para se reequiparem. Então, que maravilha viver, diria Vinicius de Moraes.

Agora Bolsonaro será levado à loucura, porque terá de enfrentar Lula da Silva no primeiro turno de 2020, daqui a um ano e meio. E o tempo voa.

A pressão pelo impeachment é cada vez maior, com a CPI da Pandemia, a união das oposições e os processos que já rolam no Supremo, que estão a salvo das manobras do Centrão. É só uma questão de tempo, portanto.

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P.S. –
 Como diria o decepcionante e patético general Eduardo Pazuello, “no Dia D e na Hora H”, quando Bolsonaro tentar se socorrer com os militares, enfim perceberá que seu Exército não lhe pertence, tem a missão de defender o povo brasileiro e não se vincula a nenhum aventureiro que tente lançar mão, já dizia Dom João VI(C.N.)   

Decisão de Rodrigo Pacheco deve retardar a instalação da CPI da Covid no Senado


Discretamente, Pacheco encontrou um jeito para atrasar

Augusto Fernandes e Israel Medeiros
Correio Braziliense

A CPI da Covid, destinada a investigar a atuação do governo na pandemia e o envio de verbas federais para estados e municípios, iniciará os trabalhos somente após o feriado de Tiradentes, que será na quarta-feira. Como na semana que vem o Congresso reservará os dois dias que antecedem a data comemorativa para analisar vetos do Planalto a propostas legislativas, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu que a primeira reunião do colegiado ocorra apenas depois dessas duas sessões.

Autor do requerimento que pediu a instalação do colegiado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) defende que o colegiado tenha início na próxima quinta-feira.

CONVOCAR OS MINISTROS – “Essa CPI é a mais importante do Congresso, pois nenhuma das outras apurou responsabilidade pela perda de vidas humanas. Antes de qualquer coisa, esta CPI é uma medida sanitária”, enfatizou.

Rodrigues antecipou que todos os ex-ministros da Saúde da gestão Bolsonaro (Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello) serão convocados para prestar depoimento.

“Considero que é inevitável nós ouvirmos os três. É inevitável porque eles foram gestores da política de saúde do governo no enfrentamento da pandemia”, opinou.

SEM PERSEGUIÇÃO – O senador destacou que o foco do colegiado não será o de perseguir pessoas específicas, mas de investigar os fatos. “O senhor presidente da República pode ficar tranquilo. Não é uma CPI que vai tê-lo como alvo. Os senhores governadores podem ficar tranquilos. São perguntas que precisam ser respondidas”, disse.

“A CPI não deve mirar em quem quer que seja. Agora, se durante a apuração dos fatos chegarmos a alguma responsabilidade objetiva das pessoas, vamos apontar essa responsabilidade.”

Segundo o parlamentar, “essa CPI só não pode dar errado, não pode virar chicana”. “Em homenagem às mais de 360 mil vidas de brasileiros perdidas e às famílias enlutadas, em homenagem a todos que já sofreram com a desgraça desta pandemia, temos o dever histórico de dar satisfações”, frisou.

OS INTEGRANTES – Pacheco confirmou os nomes dos parlamentares indicados pelas bancadas partidárias do Senado para compor a CPI. Os 11 senadores titulares serão, além de Randolfe Rodrigues, Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC), Ciro Nogueira (PP-PI), Renan Calheiros (MDB-AL), Humberto Costa (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

A princípio, a CPI terá 90 dias para conduzir a investigação. Caso seja necessário, o tempo de duração pode ser ampliado por decisão da presidência do Senado. Os membros do colegiado ainda não chegaram a um consenso quanto ao formato a ser adotado para a realização das sessões, se apenas presencialmente ou também de maneira remota. Isso deve ser definido na sessão inaugural.

FUNCIONAMENTO – “Na minha visão, o funcionamento pode ser misto. Pode ser remoto para algumas coisas, especialmente audiências públicas que não envolvam a participação de investigados ou testemunhas, enquanto que as sessões para quebra de sigilo, acesso a documentos poderiam ser presenciais ou semipresenciais”, sugeriu Humberto Costa, explicando:

“Começando-se os trabalhos por essas sessões não presenciais simplesmente para discussão de aspectos não relativos diretamente à investigação, como oitivas de especialistas, pessoas que possam contribuir com opiniões.”

BOAS PERSPECTIVAS – O petista confia que “a CPI tem tudo para fazer um bom trabalho”. “Não só porque essa investigação pode ser feita de uma maneira muito objetiva sobre fatos concretos que são de domínio público, mas também pela expectativa da população”, argumentou.

“Vai cobrar que, ao final, se chegue a um resultado que não somente estabeleça responsabilidades por essa tragédia, mas que também agregue um conjunto de ideias e sugestões para que, se nos virmos novamente diante de situações como essa, possamos ter definições de ordem legal que não nos façam enfrentar esse problema de forma tão improvisada como estamos vivendo agora.”

sexta-feira, abril 16, 2021

Enfim, a ficha caiu e Bolsonaro já entendeu que a CPI da Covid ameaça o seu mandato


Comissão da OAB entrega ao presidente da entidade, Felipe Santa Cruz, pedido de impeachment de Jair Bolsonaro

Bolsonaro percebe que já entrou em contagem regressiva

Bernardo Mello Franco
O Globo

Jair Bolsonaro está com medo. O capitão sabe que a CPI da Covid pode se tornar uma ameaça ao seu mandato. Por isso, descontrolou-se quando o Supremo mandou o Senado instalar a comissão.

Na sexta-feira, o presidente vociferou contra o ministro Luís Roberto Barroso. Acusou-o de fazer “politicalha”, “militância” e “jogada casada” com a oposição. Faltou dizer que o juiz se limitou a aplicar a lei.

DIREITO DA MINORIA – Barroso anotou que a comissão parlamentar de inquérito é um direito da minoria. O Supremo reconheceu isso quando contrariou o governo Lula e determinou a abertura das CPIs dos Bingos e do Apagão Aéreo.

No sábado, Bolsonaro passou do protesto à conspiração. Em conversa com o senador Jorge Kajuru, sugeriu retaliar a Corte com uma ofensiva para destituir ministros. “Tem que fazer do limão uma limonada”, justificou.

No mesmo telefonema, ele disse que desejava “sair na porrada” com o senador Randolfe Rodrigues. Um presidente que ameaça bater no líder da oposição parece avacalhação demais até para o Brasil de 2021.

MANOBRA ERRADA – No desespero, o governo ainda tentou desviar o foco da investigação para mirar em governadores e prefeitos. A ideia esbarrou num detalhe: o Senado não pode invadir o terreno de Assembleias e Câmaras. A comissão se limitará a apurar o destino de repasses federais a estados e municípios.

Bolsonaro sabe o que fez e deixou de fazer para que o Brasil se transformasse no epicentro da pandemia. Agora a CPI poderá identificar suas digitais na falta de vacinas, na sabotagem às medidas sanitárias e na morte de pacientes por falta de oxigênio.

No melhor cenário para o capitão, a investigação ampliará seu desgaste às vésperas da campanha. No pior, ajudará a responsabilizá-lo criminalmente pelo morticínio.

Ontem o senador Fernando Collor escancarou os riscos que o presidente passou a correr. “Temos que ter consciência do momento em que vivemos”, discursou. “Falo isso como alguém que já passou e viveu episódios dramáticos da vida nacional.” E, no caso dele, a CPI deu em impeachment.

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