quinta-feira, abril 15, 2021

Aberto há 21 anos, Restaurante Cariri encerrará atividades em Aracaju

O estabelecimento está aberto há 21 anos e se tornou uma das principais referências em culinária nordestina de Aracaju (Foto: Fábio Andrade/Google)

em 15 abr, 2021 16:35

O empresário Hamilton Santana confirmou nesta quinta-feira, 15, que o restaurante Cariri, localizado na Orla de Atalaia, encerrará as atividades no dia 20 de abril. Segundo o proprietário, a crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19 e a falta de incentivo financeiro dos agentes públicos tornou a continuação do negócio insustentável. O estabelecimento está aberto há 21 anos e se tornou uma das principais referências em culinária nordestina da capital.

“Eu estou muito triste. É como se eu estivesse prestes a enterrar um filho. E eu sei exatamente o que é essa dor, porque eu já enterrei uma filha”, lamenta Hamilton. O empresário diz ainda que já fez uma reunião com os 83 funcionários e informou sobre a decisão tomada. “Foi muito difícil chegar a esse momento porque muitos precisam dos empregos. Mas eu não tenho mais dinheiro para honrar com o salário”, explica.

Hamilton desabafa sobre fim das atividades do restaurantes após 21 anos de tradição na capital (Foto: arquivo/ Portal Infonet)

Ainda segundo Hamilton, o setor de bares e restaurantes não teve um olhar mais sensível por parte dos agentes públicos. “Eu mesmo nunca entendi o porquê de a gente não poder funcionar seguindo as normas de saúde direitinho, com o uso de máscara e distanciamento”, afirma. “Enquanto isso, desde o começo da pandemia a gente vê ônibus e terminais lotados”, argumenta.

Hamilton do Cariri, como ficou conhecido graças ao sucesso do restaurante, relata ainda que desde que a pandemia começou, encontrou inúmeras dificuldades, principalmente para conseguir a concessão de um empréstimo afim de levar o negócio adiante. “Teve banco que pediu até a certidão de óbito da minha mãe”, desabafa. “Fui tocando o restaurante até onde pude”, completa.

Para Hamilton, é difícil imaginar que daqui a alguns dias terá que ver o lugar que tanto ama com as portas fechadas. “Eu sempre valorizei nossa cultura. Mas, infelizmente, os governantes não pensam assim e nem investem em turismo”, avalia. “Eu posso dizer que perdi a esperança. Mas não perdi a fé nem a dignidade. Meu desejo é poder reabrir novamente algum dia. Espero que não seja um ‘adeus’. Mas sim um ‘até breve'”, desabafa emocionado.

por João Paulo Schneider 

INFONET

Guedes reage e culpa o Planalto pela “emenda fura-teto” que pode virar pedalada do governo

Publicado em 15 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Guedes nega ter negociado e aceitado a emenda “fura-teto”

Malu Gaspar
O Globo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, está procurando interlocutores no governo e no mercado financeiro para negar que seja o pai da proposta de emenda constitucional que retira dos limites do teto de gastos bilhões de reais que seriam destinados ao combate à pandemia — a chamada emenda fura-teto. Fura-teto, aliás, sempre foi o adjetivo preferido de Guedes para bombardear esse tipo de proposta.

Ministros palacianos e líderes do Congresso têm dito que, depois de semanas defendendo o corte de todas as emendas parlamentares, Guedes mudou de ideia e passou a sugerir a proposta que veio a público ontem. Nos bastidores, porém, Guedes diz que nunca propôs nada semelhante, e que a emenda foi gestada no Palácio do Planalto nos últimos dias.

RESPOSTA DURA – “Eu não vou propor nada que fure o teto. Querem me carimbar justamente como o que eles são”, o ministro tem dito. 

A ideia de que o ministro da Economia tenha aceitado alguma solução para o orçamento que possa furar o teto de gastos teve péssima repercussão no mercado financeiro. Banqueiros e gestores de recurso passaram a considerar a queda do ministro possível e a cogitar nomes de substitutos.

Percebendo o movimento, o ministro decidiu reagir. Nas conversas de bastidores, está dizendo a gestores que só é admissível tirar do limite do teto os gastos com o combate à Covid, e que nunca defendeu nada diferente disso.

ORÇAMENTO-BOMBA – O orçamento da União para 2021 só foi aprovado no Congresso no final de março e caiu como uma bomba no colo de Bolsonaro. Organizado pelo senador Marcio Bittar (MDB-AC), o texto não prevê recursos para o pagamento de despesas obrigatórias em Previdência e benefícios sociais, mas incluiu R$ 29 bilhões a serem gastos com emendas parlamentares.

Depois disso, o dilema de Bolsonaro passou a ser vetar o orçamento, tirando dos parlamentares os recursos das emendas, ou sancioná-lo com ressalvas, correndo o risco de cortar verbas obrigatórias e ser processado por crime de responsabilidade.

Essa é a disputa interna que deu origem ao fogo cruzado entre a Economia e os outros auxiliares de Bolsonaro — Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil).

AFIRMAÇÕES CRUZADAS – O relator do Orçamento, Márcio Bittar, tem dito desde o começo que o documento saiu do Congresso exatamente como foi combinado com o Ministério da Economia, que aceitou incluir no Orçamento R$ 16 bilhões em emendas em troca da aprovação da PEC Emergencial.

Nas brigas internas do governo, Guedes disse que o acordo que fez era para gastos de 16 bilhões, que se transformaram em 30 bilhões porque seus colegas de Esplanada e outros líderes políticos preferiram pensar nos próprios interesses.

Numa dessas reuniões, no final de março, o ministro da economia foi claro em alertar Bolsonaro para o risco de impeachment. Nos ultimos dias, ministros palacianos passaram a dizer que ele, isolado no governo, decidiu ceder. Com a reação de Guedes, agora, um novo round na guerra do Orçamento está para começar. 

PF envia notícia-crime ao STF e pede que Ricardo Salles seja investigado por dificultar ação de órgãos ambientais

Publicado em 15 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Iotti (caririeisso.com.br)

Vladimir Netto
G1/ TV Globo

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, enviou ao Supremo Tribunal Federal uma notícia-crime contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o senador Telmário Mota (Pros-RR).

No documento, o delegado aponta a possibilidade de ocorrência dos crimes de advocacia administrativa, organização criminosa e o crime de “obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público no trato de questões ambientais.”

ILÍCITO – A notícia-crime é um instrumento usado para alertar uma autoridade — a polícia ou o Ministério Público — da ocorrência de um ilícito. O STF deverá decidir se abre a investigação contra Salles e Mota ou se arquiva.

No fim do ano passado, mais de 200 mil metros cúbicos no valor de R$ 130 milhões de madeira foram apreendidos na Operação Handroanthus. Salles e Telmário têm feito declarações contrárias à operação da Polícia Federal que levou à apreensão, além de defender a aparente legalidade do material e dos madeireiros investigados. Em março, o ministro inclusive chegou a visitar a região e se reunir com os madeireiros para tratar do tema, e fez postagens em redes sociais defendendo que seja dada solução célere ao caso.

Para Saraiva, Salles e Telmário tiveram uma parceria com o setor madeireiro “no intento de causar obstáculos à investigação de crimes ambientais e de buscar patrocínio de interesses privados e ilegítimos perante a Administração Pública.”

ARGUMENTO – Segundo o delegado, o principal argumento usado pelos dois — de que as terras de onde foi retirada a madeira é legal e a extração, autorizada — não corresponde à verdade, pois as terras seriam derivadas de grilagem. Em relação ao senador Telmário Mota, Saraiva menciona também publicações na rede social Twitter em que o parlamentar faz acusações diretas ao delegado. Para o superintendente, Mota faz “vingança privada” contra a ação da PF.

“[…] O ministro Ricardo de Aquinos Salles e o senador Telmário Mota, de forma consciente e voluntária, e em unidade de desígnios, dificultam a ação fiscalizadora do Poder Público no trato de questões ambientais, assim como patrocinam, direta, interesses privados (de madeireiros) e ilegítimos perante a administração pública, valendo-se de suas qualidades de funcionários públicos”, diz o delegado, na queixa.

Saraiva também cita o presidente do Ibama, Eduardo Bim, no mesmo rol de Salles e Mota. No entanto, na conclusão, o delegado não pede ao STF que investigue Bim.

SENADOR NEGA ACUSAÇÕES – Em nota, o senador Telmário Mota acusou o delegado Alexandre Saraiva de “buscar holofotes” com a notícia-crime, dizendo que ela é “sem fundamento e elaborada apenas para ganhar espaço na mídia e nas redes sociais” e nega ter praticado as condutas.

“Ressalto que em momento algum pratiquei as condutas descritas. Como parlamentar, apenas denunciei os procedimentos ilegais cometidos pelo delegado, que sistematicamente utiliza da PF para sua própria promoção pessoal. Estou convicto que a notícia-crime será arquivada de plano pelo MPF. Continuarei lutando contra os abusos de autoridade cometidos pelo Sr. Alexandre Saraiva, como também pelo emprego de todos aqueles que trabalham dentro da legalidade.”



Jornalistas e comunicadores que forem alvos de processos e assédio já contam com serviço de apoio jurídico da Abraji


Posted: 14 Apr 2021 06:34 AM PDT




Portal IMPRENSA |

O onda de ameaças à liberdade de imprensa e de assédio judicial a jornalistas e comunicadores do Brasil levou a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) a criar o Programa de Proteção Legal para Jornalistas.


A iniciativa começou a funcionar nessa terça-feira (13) e conta com financiamento da organização internacional Media Defence e parceria com o Instituto Tornavoz.

O profissional que sofrer ação judicial por conta de seu trabalho poderá procurar o programa para obter assistência jurídica gratuita.

E aqueles que estejam sendo assediados, ameaçados e perseguidos e que tenham interesse em processar civilmente os agressores, buscando o fim dos ataques e/ou a reparação de danos também podem receber assistência do programa.

A iniciativa quer combater medidas que tenham a intenção de silenciar ou constranger o jornalista por meio de processos judiciais e defender as liberdades de expressão e de imprensa e o direito de informar inerente ao jornalismo, que é atividade de interesse público.

"Temos visto o aumento do uso da Justiça como forma de intimidar e cercear o trabalho jornalístico. Um exemplo são pedidos para retirada de conteúdo do ar, como mostram os mais de 5 mil processos do tipo mapeados pelo projeto Ctrl-X. Outro é o uso dos Juizados Especiais Cíveis, pensados para atender casos de menor complexidade e que vêm sendo cada vez mais acionados para processar jornalistas", afirma Cristina Zahar, secretária executiva da Abraji.

Para Taís Gasparian, do Instituto Tornavoz, cidadãos em geral, em especial jornalistas, artistas e veículos de mídia, têm sido objeto de constrangimento mediante a instrumentalização do Judiciário. "Dizendo-se ofendidas, pessoas processam aquele que teria sido o emissor da ofensa, unicamente para intimidá-lo. Essas pessoas não têm interesse real no resultado do processo, apenas o utilizam para levar insegurança a quem querem prejudicar, pois um processo judicial pode ser custoso e apavorante", diz. 

Critérios

No primeiro ano de funcionamento, a meta do programa é prestar assistência jurídica a até seis profissionais. Serão priorizados jornalistas e comunicadores freelancers que trabalham fora dos grandes centros urbanos e que não contam com o apoio financeiro dos veículos para os quais trabalham.

Profissionais que queiram processar autoridades públicas também estão no radar, assim como possíveis casos de litigância estratégica.

Para jornalistas que estão sendo acionados juridicamente, serão atendidos aqueles com processos em primeira instância, relacionados ao exercício da profissão e que estejam na fase em que não tenha havido manifestação do réu. Um exemplo são as ações cíveis que pedem a censura de publicações e indenizações por dano moral, além de processos criminais como queixas-crime por calúnia, difamação ou injúria. 

No caso de um jornalista que esteja sofrendo ameaças ou perseguições, especialmente de autoridades públicas no ambiente digital, serão atendidos aqueles em que as agressões configurarem retaliações em razão da função jornalística. 

Por último, serão analisados aspectos relacionados ao jornalista, segundo as boas práticas da profissão e que atendam aos critérios de hipossuficiência financeira e independência funcional de grandes meios de comunicação. Serão adotados ainda critérios de diversidade de raça e localização geográfica. 

Fluxo de atendimento 

O comunicador ou jornalista que se encaixar nos critérios mencionados pode enviar seu caso por meio deste formulário. “Vamos identificar, já de largada, os casos com maior urgência, sobretudo aqueles que têm prazos judiciais a cumprir, se o processo já estiver em andamento”, esclarece Letícia Kleim, assessora jurídica da Abraji.

Após uma análise detalhada, cabendo inclusive solicitação de novas informações e documentos, a equipe do programa entrará em contato com o solicitante para uma entrevista.

O passo seguinte será avaliar o caso em conjunto com a equipe do Instituto Tornavoz. Se ele for acolhido em definitivo pelo Programa, será indicado um advogado local para prosseguir com a defesa. “Vamos alimentar o advogado com argumentação especializada sobre a defesa da liberdade de imprensa e de expressão, acompanhar as peças e o cumprimento de prazos”, diz Kleim.


Convênio com a OAB

Os casos de assédio on-line que só necessitarem de orientação jurídica seguirão sendo acolhidos pelo convênio que a Abraji possui com o Conselho Federal da OAB e que passa a fazer parte do Programa de Proteção Legal.




Lançado em maio do ano passado, o convênio contempla jornalistas vítimas de assédio ou ameaça no ambiente digital. Na ocasião, foi divulgada uma cartilha que explica os diferentes tipos de assédio e o que fazer para enfrentá-los. A orientação é feita após o caso ser enviado e analisado pela Abraji, o que pode ser feito pelo email abraji@abraji.org.br

OAB conclui que Bolsonaro fundou 'República da Morte' durante pandemia

A comissão foi presidida pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto


OAB conclui que Bolsonaro fundou 'República da Morte' durante pandemia






06:13 - 14/04/21 POR ESTADAO CONTEUDO

POLÍTICA PANDEMIA

Comissão criada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para avaliar as ações do governo federal à frente da pandemia de covid concluiu que o presidente Jair Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade e contra a humanidade ao fundar uma 'República da Morte' no País. Segundo o colegiado, Bolsonaro agiu deliberadamente contra medidas de proteção ao coronavírus e se omitiu em diversas situações que poderiam reduzir o número de óbitos causados pela doença.

A comissão foi presidida pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto e contou com a participação dos juristas Miguel Reale Jr., Carlos Roberto Siqueira Castro, Cléa Carpi, Nabor Bulhões, Antonio Carlos de Almeida Castro, Geraldo Prado, Marta Saad, José Carlos Porciúncula e Alexandre Freire. O relatório de 24 páginas é dividido em análises sobre possíveis sanções a Bolsonaro no plano nacional (processo de impeachment e denúncias criminais) e internacional (denúncia ao Tribunal Penal Internacional).

"A questão que se põe no presente momento é a seguinte: pode-se provar com segurança, e de acordo com as leis da natureza, que centenas de milhares de vidas teriam sido salvas, caso o presidente e outras autoridades tivessem cumprido com o seu dever constitucional de zelar pela saúde pública? A resposta é um retumbante sim", apontou o relatório dos juristas







O colegiado relembra três ocasiões em que omissões e ações do governo pesaram no combate à pandemia: a falta de interesse de Bolsonaro em negociar vacinas com a Pfizer no ano passado, as ações do presidente ao desautorizar o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello a comprar doses da Coronavac com o Instituto Butantan e a resistência do governo federal em adotar medidas sanitárias que ajudariam a minimizar a transmissão do vírus, como o distanciamento social e o uso de máscaras.

"Não há outra conclusão possível: houvesse o presidente cumprido com o seu dever constitucional de proteção da saúde pública, seguramente milhares de vidas teriam sido preservadas. Deve, por isso mesmo, responder por tais mortes, em omissão imprópria, a título de homicídio. Deve também, evidentemente, responder, em omissão imprópria, pela lesão corporal de um número ainda indeterminado de pessoas que não teriam sido atingidas caso medidas eficazes de combate à Covid-19 tivessem sido implementadas. Por óbvio, para fins de responsabilização criminal, esse número deve ser apurado", anotou o relatório.

'República da Morte'

No plano internacional, a comissão da OAB afirma há 'fundadas e sobradas razões' para Bolsonaro responder por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional. Os juristas afirmam que o presidente utilizou a pandemia 'deliberadamente como instrumento de ataque (arma biológica) e submissão de toda a população'.

"A partir da leitura do tipo penal em questão, indaga-se: acaso uma gestão governamental deliberadamente atentatória à saúde pública, que acaba por abandonar a população à própria sorte, submetendo-a a um superlativo grau de sofrimento, não poderia ser caracterizada como um autêntico crime contra a humanidade? Em outras palavras: fundar uma 'República da Morte' não configuraria tal crime? Parece-nos que sim", frisaram os juristas.

O relatório da comissão será levado para discussão no plenário do Conselho Federal da OAB, que reúne representantes das seccionais estaduais da entidade e o seu presidente, Felipe Santa Cruz. Com base no parecer, a Ordem poderá apresentar um pedido de impeachment contra Bolsonaro. Até o momento, a OAB não elaborou nenhum pedido de afastamento do presidente. 

https://www.noticiasaominuto.com.br/

Com 25 anos de antecedência, Bernardo Cabral previu uma crise que agora nos atinge


Infelizmente, Bernardo Cabral avisou, mas não foi ouvido

Vicente Limongi Netto

Hoje, quando a escassez de água torna-se um tormento para governantes e população, inclusive aqui em Brasília, vale recordar que há 25 anos, como senador, palestrante e escritor, Bernardo Cabral já ponderava e alertava sobre o assunto.

“É preciso colocar-se na agenda da humanidade, como questão central, a falta de planejamento e racionalidade no uso dos recursos hídricos, uma constante que começa a ameaçar o abastecimento adequado”, dizia ele.

Como senador, Bernardo Cabral foi relator, em 1997, da lei que criou a Política Nacional dos Recursos Hídricos. Em 2000, foi, também, relator no senado da lei que criou a Agência Nacional de Águas.

CRISE HÍDRICA – Em 2004 Cabral continuava na sua pregação, no Brasil e no exterior, chamando a atenção para a crise hidrica. O ex-ministro da Justiça e ex-senador antevia que o Brasil teria imensas dificuldades para lidar com o tema:

“A falta de planejamento e racionalidade no uso de recursos hidricos não é, por certo, uma caracteristica isolada das grandes cidades, mas, sim, uma constante em todo o Brasil, que começa a ameaçar o abastecimento adequado dos vários aglomerados urbanos”, salientava Bernardo.

Em suas manifestações, Cabral destacava que “a mãe de toda a vida na terra é a água. Dela surgiu a vida. Dela a vida se nutre”. Cabral tem diversos livros tratando de recursos hÍdricos, todos com edições esgotadas.

GRANDIOSO FUTURO – Promovida a ministra da articulação política, a deputada Flávia Arruda tem grandioso futuro político pela frente. Discreta, elegante e com posições firmes.

Com gabinete no Palácio do Planalto. Mesmo depois da pandemia será precavido e saudável que Flávia continue usando máscara. O ambiente do Palácio do Planalto não é dos mais sadios.  No dia que foi empossada Flávia levou as filhas. Risco enorme para a saúde das jovens. 

Flávia tem a dura missão de lidar com politicos e com Bolsonaro. Aquela flor de pessoa. Muitos deles sem escrúpulos. Gananciosos. Estúpidos e machistas. Sempre atrás de cargos e emendas($$$$$$). Claro, todos empenhados em salvar o Brasil das imensas crises que mergulhou. Atoleiro completo.

GOELAS PROFUNDAS – Reitero o que escrevi aqui na Tribuna da Internet, há 1 mês. Membros do famigerado Centrão odeiam dieta. Têm goelas profundas. Comem e lambem os beiços. Coitado do Bolsonaro se não atender as demandas dos puríssimos parlamentares do Centrão. Por sua vez, a ministra Flávia Arruda surge no jogo como futura candidata a vice na chapa de reeleição do governador Ibaneis Rocha. Ou disputará  o senado.

O operoso senador Reguffe não encontrará moleza na campanha para reeleger-se. Trabalha com dedicação e eficiência pela coletividade. Mas sabe que a famosa e inescrupulosa máquina administrativa virá com a caneta cheia de tinta. Luta árdua.

Até lá aparecerão candidatos de si mesmo. Que nunca fizeram nada de produtivo pelos brasilienses. Como aquele ministro demitido do MEC, pelo telefone, por Lula. Sem noção. O atual vice de Ibaneis, Paco Brito, é outro zero à esquerda e dois zeros a direita. Inútil engravatado.

SEM NEURÔNIOS – Coloquem no liquidificador os neurônios dos notáveis patetas Bolsonaro e senador Jorge Kajuru. Misturem com palha de aço, papel higiênico, água suja, fralda geriátrica, detritos do esgoto, lixo hospitalar e detergente. Batam até a instalação da CPI da covid 19. Passem no coador.

O resultado não poderia ser outro: 10 litros de lama com cheiro de demagogia, estupidez, arrogância, sandice, inutilidade, cretinice, fanfarrice e mediocridade. #boçais.

Sem rumo em meio à pandemia, Bolsonaro diz aguardar população “sinalizar” para tomar providências


A cada declaração, Bolsonaro comprova que não tem planejamento algum

Daniel Carvalho
Folha

Ao comentar uma reportagem sobre o avanço da fome durante a pandemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores nesta quarta-feira, dia 14, que está aguardando a população “dar uma sinalização” para ele “tomar providências”.

Bolsonaro abordou uma reportagem do jornal Correio Braziliense sobre estudo do movimento Food for Justice que indica que 6 em cada 10 domicílios brasileiros passaram por uma situação de insegurança alimentar de agosto a dezembro do ano passado, totalizando 125 milhões de brasileiros.

NO LIMITE  – “O Brasil está no limite. Pessoal fala que eu devo tomar providências, estou aguardando o povo dar uma sinalização. Porque a fome, a miséria, o desemprego está aí, pô, só não vê quem não quer ou não está na rua”, afirmou o presidente, como mostra gravação divulgada por um canal bolsonarista na internet. “Só digo uma coisa: eu faço o que o povo quiser que eu faça”, insistiu o presidente.

Desde o início do ano passado, quando o coronavírus começava a se espalhar pelo mundo, Bolsonaro tem dado declarações nas quais busca minimizar os impactos da pandemia, que já deixou mais de 350 mil mortos no Brasil.

Ele já usou as palavras histeria e fantasia para classificar a reação da população e da imprensa à pandemia. Ele costuma criticar as medidas de isolamento social no país e disse que os problemas precisam ser enfrentados pela população.

SEM EFICÁCIA – Bolsonaro também distribuiu remédios ineficazes contra a doença, incentivou aglomerações, atuou contra a compra de vacinas, espalhou informações falsas sobre a Covid-19 e fez campanhas de desobediência a medidas de proteção, como o uso de máscaras.

Agora o presidente é o principal alvo de uma CPI no Senado para apurar, entre outros pontos, ações e omissões do governo federal na gestão da pandemia. Nesta quarta-feira, como tem feito nos últimos dias, Bolsonaro disse que “estamos na iminência de ter um problema sério no Brasil” e que “parece que é um barril de pólvora que está aí”.

“A temperatura está subindo, a população está cada vez numa situação mais complicada. Eu gostaria que o pessoal que usa paletó e gravata, que decide, visite aí a periferia, converse com a população, converse com a sua empregada doméstica em casa, esta não está impedida de trabalhar”, disse Bolsonaro.

TRANSFERÊNCIA DE CULPA – As declarações são argumentos para transferir a culpa da fome e de um eventual caos social a prefeitos e governadores que adotam medidas restritivas para conter a disseminação do coronavírus. Na mesma conversa com apoiadores, dirigindo-se aos “amigos do Supremo Tribunal Federal”, Bolsonaro disse que “daqui a pouco vamos ter uma crise enorme aqui”. Bolsonaro fez uma rápida menção a “um ministro [que] despachou lá um processo por genocídio”, argumentando que não foi ele quem “fechou tudo”.

A ministra Cármen Lúcia, do STF, pediu que o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, marque julgamento de notícia-crime contra Bolsonaro por suspeita de genocídio contra indígenas durante a pandemia. “Eu não estou ameaçando ninguém, mas estou achando que brevemente teremos um problema sério no Brasil. Dá tempo de mudar ainda. É só parar de usar menos a caneta e um pouco mais o coração”, afirmou o presidente da República.

“CHATEADO” – Bolsonaro também voltou a criticar decisão do ministro do STF Luís Roberto Barroso que determinou que o Senado desse seguimento à criação da CPI da Covid, o que aconteceu na terça-feira, dia 13. “Quando eu vi, fiquei chateado. Por que fiquei chateado? Por que investigar omissões minhas, não quem pegou dinheiro na ponta da linha?”, indagou o presidente.

Bolsonaro voltou a cobrar o prosseguimento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo e reiterou que considera a decisão de Barroso sobre a criação da CPI uma intromissão do STF no Legislativo. “Daí cria-se este clima de animosidade. É uma interferência, sim, deste ministro junto ao Senado para me atingir”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É repugnante ver, a cada declaração, que Bolsonaro além de não ter a mínima noção da responsabilidade que deveria possuir, faz questão de permanecer encostado na cadeira presidencial transferindo responsabilidades e andando na contramão. Em plena pandemia, cujas consequências se agravam pelos mais diversos setores, o ainda presidente diz que aguarda sinais para tomar alguma atitude. Se milhares de pessoas mortas, desempregados, economia afundada no caos, serviços sem orientação não forem marcos gritantes para mostrar que o planejamento já está atrasado há anos, o que mais será preciso para que Bolsonaro pare de brincar de governar e, de fato, atue como um governante? Mas isso é exigir demais, pois a sua capacidade é mínima e a sua disposição inexistente. (Marcelo Copelli)


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