quinta-feira, abril 15, 2021

Pensionista do TCU tem quatro fontes de renda que somam R$ 92 mil, e está tudo “legalizado”

Publicado em 15 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Charge 03.03.2020

Charge do Adorno (Grupo ND)

Lúcio Vaz
Gazeta do Povo

Ministro do Tribunal de Contas da União e ex-deputado, Adhemar Ghisi deixou quatro pensões para a viúva, Sônia Balsini, no valor total de R$ 92 mil. Já o pensionista Pedro de Góes Monteiro recebe pensões acumuladas no valor de R$ 76,6 mil, deixadas por um ministro do TCU e pela mãe, servidora do tribunal. Marlete Peixoto Coelho recebe R$ 79 mil como pensionista de ministro do TCU e como aposentada do tribunal.

Esses são os casos extremos de acúmulos de pensões e aposentadorias no TCU que resultam em rendas muito acima do teto remuneratório dos servidores públicos – R$ 39,2 mil.

ACÚMULO ILEGAL – O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou há oito meses a aplicação do teto sobre a soma de pensões e aposentadorias. Mas há atraso no cumprimento da decisão porque não há a aplicação conjunta do redutor entre todos os órgãos públicos, federais, estaduais e municipais, incluindo os três poderes.

O próprio TCU, responsável pela legalidade na aplicação de recursos públicos da União, afirma que já aplicou internamente o abate-teto no caso de acumulo de aposentadorias e pensões, seguindo o entendimento do STF. Mas aguarda informações de servidores, aposentados e pensionistas quanto ao recebimento de benefícios em outros órgãos públicos, para que o corte seja feito de forma conjunta.

Mas nem a elaboração de um cadastro conjunto impedirá o pagamento de valores acima do teto. Isso porque o Supremo deixou uma brecha na sua decisão (Tema nº 359 de repercussão geral).

SÓ APÓS 1998 – A proibição só vale para pensões instituídas a partir da Emenda Constitucional 19/1998, que prevê justamente a aplicação do teto sobre a soma de remuneração, aposentadoria e pensão. Benefícios acumulados gerados antes de 4 de junho de 1998 serão mantidos.

O caso de Sônia Balsini é exemplar porque envolve quatro fontes pagadoras. Ela recebe R$ 35,4 mil pelo TCU, R$ 22,4 mil pelo Montepio Civil, R$ 22,4 mil pelo Instituto de Previdência de Santa Catarina (Iprev) e R$ 12,2 mil como pensionista da Câmara dos Deputados. Isso ocorre porque Ademar Ghisi foi deputado estadual por Santa Catarina, deputado federal e ministro do TCU.

O Montepio Civil foi criado no governo Marechal Deodoro em 1890, para atender servidores do Ministério da Fazenda. Décadas mais tarde, foi estendido a servidores do Judiciário e do TCU. Em 2013, o próprio tribunal determinou a suspensão das contribuições ao montepio e a criação de novas pensões, uma vez que o instituto era altamente deficitário. Mas decidiu que as pensões já existentes continuariam sendo pagas pela União. Sônia Ghisi continua recebendo a sua pensão pelo montepio.

NA CONTA DO POVO – A situação é semelhante na pensão paga pela Câmara. Em 1999, o Congresso extinguiu o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), que também era deficitário. Mas a lei que liquidou o instituto determinou que as pensões existentes e as que viessem a ser criadas seriam pagas pela União, ou seja, pelo contribuinte.

Sônia não terá redução na pensão de R$ 12,2 mil paga pela Câmara porque o TCU decidiu que o IPC é uma entidade de direito privado, com pensões não sujeitas à aplicação do abate-teto. Mas o orçamento da Câmara prevê para este ano R$ 119 milhões para o pagamento de aposentadorias e pensões do “extinto” IPC. Ou seja, para pagar a pensão, o dinheiro é público; na hora de aplicar o redutor constitucional, o dinheiro é privado.

Adhemar Ghisi deixou pensão pelo Iprev porque foi deputado estadual por oito anos. Outro benefício que deverá ser mantido, porque foi instituído em março de 1995, antes da PEC 19/1998, portanto. Deputado federal pela Arena por 18 anos, apoiou sempre o regime militar. Em março de 1985, foi nomeado ministro do TCU pelo então presidente da República, João Figueiredo.

PENSÕES VITALÍCIAS – Pedro de Góes Monteiro é filho maior inválido beneficiário de pensão especial, cujo instituidor é seu pai, o ministro do TCU Silvestre Péricles de Góes, falecido em 1972. Ele também recebe pensão civil deixada pela sua mãe, Maria Calheiros da Silva, servidora do tribunal, falecida em 1996. Ambas as pensões são vitalícias em função da condição de invalidez do beneficiário. Como as datas de falecimento são anteriores a 1998, não foi aplicado o abate-teto.

O ministro Silvestre Péricles tomou posse no TCU em julho de 1943 e sua aposentadoria ocorreu em janeiro de 1961. Nesse período de 17 anos e meio, afastou-se por cerca de 13 anos para exercer os mandatos de deputado federal (PSD), governador de Alagoas e senador (PST). O TCU afirmou que Péricles aposentou-se aos 45 anos de serviço público, sendo o último cargo o de ministro do tribunal.

“Licenciou-se para exercer os mandatos eletivos. Sendo vitalício o cargo de ministro, voltou ao tribunal ao final dos respectivos mandatos e aposentou-se com proventos integrais. Todas essas situações estão amparadas pela legislação vigente à época”, acrescentou o tribunal.

OUTRA PRIVILEGIADA – Marlete Peixoto Coelho recebe R$ 19,2 mil como técnica de controle externo aposentada do TCU desde 1986, mais a pensão civil de R$ 37 mil deixada pelo seu marido, o ministro Jurandyr Coelho, falecido em 1995. Também conta com pensão de R$ 22,4 mil paga pelo Montepio Civil. O TCU foi questionado se esse valor não deveria ter sido somado ao valor pago pelo TCU, para fins de aplicação do abate-teto, uma vez que resulta da pensão deixada pelo ministro Jurandyr Coelho.

O tribunal respondeu que, “conforme informações prestadas ao TCU pela pensionista, a glosa do abate-teto já é realizada pelo Ministério da Economia”. Disse ainda que “a aplicação do teto constitucional é realizada sobre cada benefício separadamente. Tendo em vista a tese do STF, o abate teto não incide sobre o somatório dos proventos e pensões por ela recebidos no TCU”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Esses absurdos correm por conta de “direitos adquiridos” que o Supremo teve a desfaçatez de reconhecer, embora qualquer estudante de Advocacia saiba que direito significa uma coisa legal e privilégio seja um procedimento ilegal. Não pode existir “legalidade” na concessão de privilégio, seja de que tipo for. E o resto é silêncio, diria Érico Veríssimo(C.N.)

Governo desmorona e se aproxima do fim: Bolsonaro derrubou a si mesmo


Charge do Duke (domtotal.com)

Pedro do Coutto

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal e o imediato cumprimento por parte do senador Rodrigo Pacheco instalando a CPI da Saúde, que tanto o governo se esforçou para bloquear, o quase ex-presidente Jair Bolsonaro, vitorioso nas urnas de 2018, se aproxima do fim, não podendo culpar ninguém, uma vez que foi ele próprio que criou a situação de calamidade que hoje envolve o País.

Poucas vezes, talvez nenhuma, através da história, pode-se contemplar o acúmulo de erros em todas as direções desde o seu início até o final que a meu ver será revelado em poucas semanas, talvez até em poucos dias. Foi um desastre total o combate ao coronavírus, posições em colisão com a Ciência no que diz respeito à vacinação, o propósito de atribuir à cloroquina eficácia onde não existia, e a interpretação equivocada levando à demissão de Henrique Mandetta, uma outra iniciativa tão incrível como a revelada pela passagem do general Eduardo Pazuello na Saúde.

DECRETO DAS ARMAS – Os erros e absurdos não param aí. Há o Decreto das Armas que só prejuízos podem causar à população somada ainda à questão do meio ambiente, nomeando o ministro que é contrário à preservação das florestas e se apresentou como adversário no combate ao desmatamento e às queimadas na região amazônica.

O resultado da soma de tais fatores negativos não podia deixar de ocorrer quando a administração Bolsonaro ingressará no terceiro ano de seu mandato. Além disso, há a gravação da conversa entre o presidente da República e o senador Jorge Kajuru. Deve-se frisar também como algo que sintetiza a falta de nível para o cargo, a ameaça de Bolsonaro ao senador Randolfe Rodrigues focalizando a hipótese de uma luta corporal.

CONVERSA COM KAJURU – O artigo do jornalista Ruy Castro na Folha de São Paulo desta quarta-feira ilumina com intensidade o lado sombrio de um período de governo que todos começaram a  esquecer. O professor Hélio Schwartsman, também na Folha de São Paulo, escreve sobre o episódio da gravação, com a conversa entre Kajuru e Bolsonaro. O presidente em alguns momentos do diálogo incentiva a troca de opiniões.

Em outros momentos, queixa-se da gravação e daquilo que disse. Schwartsman analisa a questão sob diversos aspectos: ético, moral e também sob a lente da obrigação legal caso a conversação incluísse uma proposta de suborno a uma autoridade pública.

Schwartsman usa a lógica de sempre. Mas acrescento um outro aspecto relativo à gravações: a possibilidade de um interlocutor fazer perguntas de surpresa ao outro na busca de uma resposta que seja desfavorável a ele e favorável a quem grava.

ORÇAMENTO – O Globo de ontem também publica uma extensa matéria de Geraldo Doca destacando mais um conflito do governo desta vez com a sua base parlamentar. Trata-se do Orçamento para 2021. O deputado Arthur Lira, presidente da Câmara Federal, rejeitou a proposta do governo formalizada pela equipe do ministro Paulo Guedes de cortar gastos previstos no projeto da Lei de Orçamento que se destinam ao cumprimento de emendas dos parlamentares indicando obras públicas a serem realizadas no decorrer do atual exercício. Foi mais um ponto negativo para o Planalto.

O Planalto perdeu para Rodrigo Pacheco, para o Supremo e perde agora para Arthur Lira. O presidente da Câmara quer que se cumpra o que está na lei em face de as emendas serem impositivas, ao contrário de antigamente em que eram autorizativas.

Em todas as contradições do Executivo deve-se registrar o fracasso total do ministro Paulo Guedes. Ele previa uma economia anual de R$ 100 bilhões, profetizando que no final da década o processo atingiria um R$ 1 trilhão. Foi um sonho de uma noite mal dormida de verão.

DESMATAMENTO –  Ricardo Della Coletta, Folha de São Paulo de ontem, revela que o novo chanceler Carlos França recebeu mensagem de embaixadores estrangeiros, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Noruega e União Europeia, no sentido de que nosso país revele nitidamente o que está acontecendo e as controvérsias e problemas que vem sendo focalizados intensamente pelos nossos jornais e emissoras de televisão.

Os governos desses países preocupados com o aquecimento global, expõem a disposição do conjunto das nações citadas informando que o nosso país só obterá apoio financeiro dos países ricos se apresentar projetos concretos de seu empenho no combate ao desmatamento e às queimadas que esterilizam amplas regiões brasileiras.

O desmatamento, que o ministro Ricardo Salles tenta negar, nunca foi tão alto nos últimos dois anos como tem acontecido. Não adianta negar, os satélites esclarecem tudo.

UMA PÁGINA NA HISTÓRIA –  Com base no artigo de Ruy Castro, acentuo que, de fato, o governo Bolsonaro vai começar logo a ser esquecido pelo povo brasileiro. Não é para menos, os salários estão congelados, estão perdendo para a inflação do IBGE e refletindo na queda do poder de compra.

Assim, coloca-se um marcador de página em um momento em que se encerra mais um capítulo do desgoverno e da história do Brasil.


quarta-feira, abril 14, 2021

Almirante Flávio Rocha. acumulador de cargos no Planalto, será substituído na Secom


almirante flavio rocha edit

O almirante é espaçoso e ocupava três cargos simultâneos

José Carlos Werneck

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, fará uma nova troca na Secretaria de Comunicação (Secom). O almirante Flávio Rocha, que foi nomeado interinamente para a vaga há um mês no lugar de Fábio Wajngarten, deve ser substituído  por outro militar  e será o quarto nome para a Secom desde o início do Governo.

Próximo de presidente, Flávio Rocha acumula a Secom com a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e com a Assessoria Internacional. Nestes dois últimos cargos, ele responde diretamente a Bolsonaro.

VERBAS PUBLICITÁRIAS – Na Secom, ele é subordinado ao ministro das Comunicações, sendo a secretaria responsável pela liberação de verbas e gerenciamento de contratos publicitários firmados pelo  Governo Federal.

 Como o almirante está acumulando muitos cargos cobiçados no Planalto, a opção foi ele escolher uma das secretarias especiais. Como está desde o início do governo na Secretaria de Assuntos Estratégicos, ele preferiu continuar no cargo.


Vereador quer isenção de IPTU e taxa de feirantes em Jeremoabo

Assessoria Parlamentar


Foto: Divulgação

Dois projetos de autoria do vereador José Raimundo de Jesus Reis (Zé miúdo) foram apresentados à Mesa Diretora da Câmara de Jeremoabo, tratam sobre a isenção de tributos, durante a pandemia da Covid-19. Zé Miúdo, encaminhou ao prefeito pedido de estudos para suspender a cobrança de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) enquanto durar a Pandemia. O objetivo é evitar mais prejuízos aos empresários, que tiveram perdas nos lucros, por causa do decreto municipal que, entre outras medidas, determinou o fechamento do comércio, além de alterar o horário de funcionamento das lojas.

Outra medida contida no projeto é a isenção temporária de Impostos e Taxas municipais até quando durar a pandemia mundial da Covid 19, nos termos que especifica e dá outras providências e contempla comerciantes ambulantes em quaisquer logradouros públicos, mercados e praças, bem como os feirantes de feiras livres. As duas propostas têm como objetivo reduzir os impactos econômicos da pandemia da Covid-19 no município, justificou o vereador.








 

 Nota da redação deste Blog - Essa é uma das prerrogativas dos vereadores; fiscalizar os atos do prefeito na administração dos recursos municipais, e atuar em defesa dos interesses coletivos. 

Desde que tomou posse o vereador Zé Miúdo vem   lutando pelos interesses da coletividade, elaborando leis municipais e fiscalizando as ações do poder executivo.



Partidos acionam Conselho de Ética da Câmara e alegam quebra de decoro por Eduardo Bolsonaro em fala “misógina”

Publicado em 14 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Eduardo referiu-se a deputadas como ‘pessoas portadoras de vagina’

Marcela Mattos, Elisa Clavery e Luiz Felipe Barbiéri
G1 / TV Globo

Os partidos PT, PSB, PDT, PSOL e PCdoB protocolaram nesta terça-feira, dia 13 (13) uma representação na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados pedindo a abertura de um processo no Conselho de Ética contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro.

Na ação, as legendas sustentam que o deputado teve atitude “misógina” e “desrespeitosa” e quebrou o decoro parlamentar ao se referir a deputadas, em uma rede social, como “pessoas portadoras de vagina”. Na postagem, o deputado comentava uma discussão entre os deputados Éder Mauro (PSD-PA) e Maria do Rosário (PT-RS) durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última quarta-feira, dia 7.

“PORTADORAS DE VAGINA” – Eduardo Bolsonaro publicou trecho da sessão e escreveu: “Parece, mas não é a gaiola das loucas, são só as pessoas portadoras de vagina na CCJ sendo levadas a loucuras pelas verdades ditas pelo Dep. @EderMauroPA”.

Os partidos pedem a cassação do mandato do deputado e apontam que a conduta pode ser enquadrada na Lei 13.642, de 2018, que trata das infrações penais de repercussão interestadual ou internacional que exigem repressão uniforme. A lei define punição para “quaisquer crimes praticados por meio da rede mundial de computadores que difundam conteúdo misógino, definidos como aqueles que propagam o ódio ou a aversão às mulheres”.

Os partidos ressaltam na representação que “a igualdade entre homens e mulheres é tratada de forma expressa no inciso I, do mesmo dispositivo constitucional, vedando-se, por consequência, qualquer forma de discriminação em razão de sexo, cabendo à lei punir qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais, conforme o disposto no inciso XLI do mesmo dispositivo”.

MISOGINIA – “Verifica-se, portanto, que as condutas perpetradas com o nítido caráter misógino contra a dignidade das parlamentares não guardam qualquer pertinência temática com o exercício do mandato e nem encontra respaldo na garantia da imunidade parlamentar, que não o protege, ainda que dentro do recinto da Câmara e Senado, o comportamento aqui retratado”, diz o texto.

Além dos cinco partidos, 21 deputadas federais são signatárias da representação. A lista inclui Joice Hasselmann (PSL-SP), Tabata Amaral (PDT-SP) e Benedita da Silva (PT-RJ). A Secretaria da Mulher da Câmara também se manifestou sobre a declaração de Eduardo Bolsonaro.

NOTA – Em nota de repúdio assinada pela deputada Dorinha Seabra (DEM-TO), a bancada feminina afirma que tanto Éder Mauro quanto Eduardo Bolsonaro “quebraram o decoro, de forma vil, ao usar palavras inapropriadas para autoridades do mais alto escalão do Poder Legislativo ao se referirem ao órgão genital feminino, em alusão ao sexo feminino, com menosprezo e em tom descortês, desrespeitoso e arrogante”.

“Lamentamos tal postura dos referidos parlamentares que incentivam um clima de rivalidade entre homens e mulheres, causado por esse tipo de declaração, em um dado momento que requer em virtude do cenário de pandemia, a união de todos para que possamos salvaguardar os princípios básicos democráticos que norteiam a nossa nação desde a promulgação da nossa Carta Magna de 1988”, diz a nota de repúdio.

ARQUIVAMENTO – O novo pedido de representação no Conselho de Ética foi protocolado cinco dias após Eduardo Bolsonaro ter sido absolvido de ação no colegiado. Nesta quinta-feira, dia 8, , o conselho aprovou o arquivamento de duas representações abertas por declarações a respeito do AI-5.

O deputado afirmou, em uma entrevista em outubro de 2019, que, se a esquerda “radicalizar” no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”. Relator do caso, o deputado Igor Timo (Pode-MG) apresentou parecer pelo arquivamento por entender que não há justa causa para a continuidade do processo.

Uso combinado de máscaras oferece maior proteção contra o coronavírus


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Confira a entrevista completa clicando no vídeo acima.

A utilização da máscara de proteção facial é essencial na prevenção à covid-19. Com a nova onda de casos, profissionais da saúde reforçam a eficácia da máscara e orientam à população que utilize duas simultaneamente: uma cirúrgica descartável, como primeira camada, e outra de tecido por cima. 

Essa nova recomendação começou a ganhar popularidade. A chamada “Double Mask”, técnica que consiste no uso de duas máscaras de forma simultânea, é considerada uma estratégia que gera mais segurança e proteção para quem adota essa prática.

As duas máscaras utilizadas nesta estratégia são a máscara cirúrgica descartável, formando a primeira camada de proteção e, por cima, uma máscara de tecido. O médico infectologista  e professor do curso de medicina da Universidade Tiradentes, Matheus Todt, explica que essa é uma medida eficaz para quem quer se manter protegido. “Para quem está infectado, por exemplo, o uso das duas máscaras se torna vantajoso, pois vai evitar que o vírus seja passado para mais pessoas. Mas é bom lembrar que apenas o uso da máscara não é suficiente para a proteção individual, se os olhos estão expostos, por exemplo, a pessoa pode se contaminar pelos olhos”, ressalta.

Segundo o médico, há evidências de que a técnica Double Mask proporciona mais segurança, porém, caso a pessoa não mantenha os cuidados durante o manuseio, ela não vai deixar de estar em risco. “Eu posso estar usando máscaras e em algum momento coçar o nariz e acabar me infectando. Então, é muito melhor que a pessoa use só uma máscara e evite aglomeração do que a pessoa usar 10 máscaras e continuar se aglomerando”, alerta.

Utilizando a máscara de maneira correta

Ainda segundo o médico infectologista, é importante se atentar a alguns cuidados que devem ser adotados durante a utilização das máscaras. “Não se deve nunca topar na região central da máscara. Ela deve ser sempre manipulada pelas alças. Caso a pessoa sinta a necessidade de ajustar a máscara, ela também pode fazer isso pelas alças ou pelas extremidades mais distantes do centro. Mas, o ideal é evitar manipular a máscara o máximo possível e também levar a mão ao rosto com frequência”, destaca.

De acordo com o infectologista, é importante que a utilização das máscaras seja sempre reforçada à população e que o uso correto do material fique bem pontuado. “A máscara é um dos pilares da proteção ambiental e pessoal contra vários vírus e, no nosso caso atual, protege contra o coronavírus. Quando usada corretamente, é uma das formas mais efetivas que a gente tem hoje de redução da velocidade de propagação do vírus”, explica.

Por Isabella Vieira e Verlane Estácio

INFONET

Saiba quem são os 11 senadores titulares da CPI da Covid


2 são da oposição

4 são bolsonaristas

Há 5 independentes

E mais 7 suplentes

Senadores durante sessão deliberativaMarcos Oliveira/Agência Senado


14.abr.2021 (quarta-feira) - 14h00
atualizado: 14.abr.2021 (quarta-feira) - 16h58

Os blocos partidários já sabem quem vão indicar para ocupar as 11 cadeiras da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da covid-19 no Senado. O apoio ao governo de Jair Bolsonaro deve ser minoria no colegiado, já que há apenas 4 senadores que são mais ligados ao Planalto, e outros 7 que são oposicionistas ou independentes.

São os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP; o líder do DEM no Senado, Marcos Rogério (RO); oS senador Jorginho Mello (PL-SC) e o senador Marcos do Val (Podemos-ES).

Já na oposição estão Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O grupo dos independentes pode dar trabalho a Bolsonaro, já que seus integrantes votam junto com o governo em diversas matérias, mas são críticos à administração e ao combate à pandemia em diversos pontos.

A divisão de cadeiras dos 11 titulares e 7 suplentes de comissões é feita, tradicionalmente, baseada no tamanho dos blocos partidários que existem na Casa. Para que isso seja alterado dessa vez e outro método de distribuição seja usado, seria preciso um amplo acordo entre os senadores.

Eis quantas vagas de titulares da CPI cada bloco tem direito por essa regra:

  • Bloco MDB, PP e Republicanos – 3 vagas de titulares e duas de suplente;
  • Bloco PSDB, Podemos e PSL – duas vagas de titulares e uma de suplente;
  • PSD – duas vagas de titulares e uma de suplente;
  • Bloco DEM, PL e PSC – duas vagas de titular e uma de suplente;
  • Bloco Rede, Cidadania, PDT e PSB – uma vaga de titular e uma de suplente;
  • Bloco PT e Pros – uma vaga de titular e uma de suplente.

O PSD é o único partido com representação no Senado que não constitui nenhum bloco, por isso também é contado para a distribuição de cadeiras. Ainda assim, mesmo se comparado aos grupos, a sigla é a 3ª maior em tamanho.

Poder360 apurou junto às bancadas quem deve ocupar as vagas destinadas a cada uma delas de acordo com os acordos até agora. Publicamente, nem todas revelam seus indicados, que podem ser trocados até a oficialização da indicação.

Eis a lista completa, por bloco, com suplentes:

  • Bloco MDB, PP e Republicanos 
    • Titulares: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Ciro Nogueira (PP-PI);
    • Suplentes: Jader Barbalho (MDB-PA), Luis Carlos Heize (PP-RS) ou Elmano Férrer (PP-PI);
  • Bloco PSDB, Podemos e PSL 
    • Titulares: Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Eduardo Girão (Podemos-CE);
    • Suplentes: Marcos do Val (Podemos-ES);
  • PSD
    • Titulares: Otto Alencar (PSD-BA) e Omar Aziz (PSD-AM);
    • Suplentes: Angelo Coronel (PSD-BA);
  • Bloco DEM, PL e PSC
    • Titulares: Jorginho Mello (PL-SC) e Marcos Rogério (DEM-RO);
    • Suplente: Zequinha Marinho (PSC-PA);
  • Bloco Rede, Cidadania, PDT e PSB
    • Titular: Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
    • Suplente: Alessandro Vieira (Cidadania-SE);
  • Bloco PT e Pros
    • Titular: Humberto Costa (PT-PE);
    • Suplente: Rogério Carvalho (PT-SE).

CPI MAIS AMPLA

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu na 3ª feira (13.abr) que a CPI da covid-19 deverá investigar o dinheiro federal que foi para cidades e Estados, além das omissões do governo federal no combate à doença.

Juntou-se os pedidos de CPI de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), com alvo no governo federal, e de Eduardo Girão (Podemos-CE), que investiga ilícitos com dinheiro federal em todas as esferas.

O presidente Jair Bolsonaro havia criticado o alcance da CPI e defendido sua ampliação para também investigar governadores e prefeitos.

O requerimento de instalação de uma CPI que investigasse União, Estados e municípios teve mais de 40 assinaturas de senadores. Pelo regimento interno do Senado, no entanto, veda a criação de CPIs para investigar assuntos estaduais.

A instalação da comissão atende a ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso. Na 5ª feira  passada (8.abr), ele determinou que o Senado instale a CPI para apurar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia.

Barroso concedeu liminar (decisão provisória) em ação movida justamente pelos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru, ambos do Cidadania. Eis a íntegra da decisão (204 KB).

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