quarta-feira, abril 14, 2021

Entidades de saúde e sindicais apontam ‘inação’ do governo Bolsonaro e acionam STF por ‘lockdown’ de 21 dias

Publicado em 14 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Entidades apontam violação do direito social à saúde e do direito à vida

Deu no Estadão

Dezoito entidades representativas de trabalhadores acionaram o Supremo Tribunal Federal pedindo que a Corte reconheça um ‘estado de coisas inconstitucional’ na condução das políticas públicas de saúde nacional em meio à pandemia da Covid-19 e a determine uma série de ações de enfrentamento ao novo coronavírus, como um lockdown nacional por 21 dias.

A ação aponta violação do direito social à saúde e do direito fundamental à vida, citando a taxa de ocupação de de leitos de UTI para covid-19 superior a 90% em diferentes regiões do País, além dos recordes diários no número de casos e de óbitos. Nessa linha, aponta que é necessária uma ‘política concertada e coordenada no sentido de se salvar vidas’, o que , para as entidades, ‘não se evidencia contemporaneamente’

INAÇÃO – Segundo as entidades, há inação do governo Jair Bolsonaro, ‘tanto na coordenação efetiva, quanto na determinação de medidas restritivas em todo o território nacional’, o que impede a eficácia de medidas locais, regionais ou estaduais. A petição inicial lembra ainda que o governo frequentemente critica ou coloca em dúvida a eficácia das medidas.

“A inação do Governo Federal, todavia, em adotar as medidas restritivas necessárias ao enfrentamento da crise sanitária, recomendadas por autoridades científicas nacionais e estrangeiras, tem levado a escalada do número de mortes em todo o território nacional e ao completo colapso de sistema de saúde”, registra a ação.

MEDIDAS – As entidades pedem liminar para que, sob a coordenação do governo federal, seja imposta aos entes federativos a obrigação de adotarem medidas de lockdown pelas próximas três semanas com vistas a reduzir a circulação de pessoas, bem como a adoção de medidas recomendadas pela comunidade científica:

. A proibição de eventos presenciais como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas em todo território nacional;

. A suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país;

. O toque de recolher nacional a partir das 20h até as 6h da manhã e durante os finais de semana;

. O fechamento das praias e bares;

. A adoção de trabalho remoto sempre que possível, tanto no setor público, quanto no privado;

. A instituição de barreiras sanitárias nacionais e internacionais, considerando o fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual;

. A adoção de medidas para redução da superlotação nos transportes coletivos urbanos;
. A ampliação da testagem e acompanhamento dos testados, com isolamento dos casos suspeitos e monitoramento dos contatos.

SIGNATÁRIOS – O documento é assinado pela Central única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social da CUT (CNTSS/CUT),Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (CONTRACS/CUT), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação Nacional dos Trabalhadores Públicos Municipais (Conatram), Associação Brasileira da Rede Unida, Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Associação Brasileira de Organizações não governamentais (Abong), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Movimento de Reintegração das Pessoas atingidas pela Hanseníase (Morhan) e Sindicato dos Servidores do Sistema Nacional de Auditoria do SUS (Unasus Sindical).

Por 10 a 1, Supremo confirma decisão de Barrroso que mandou abrir CPI da Covid


Decisão de Marco Aurélio sobre André do Rap deve ser derrubada

Marco Aurélio votou contra, embora tenha apoiado o relator…

Rafael Moraes Moura, Amanda Pupo, Paulo Roberto Netto e Rayssa Motta
Estadão

Em uma derrota para o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 14, confirmar a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, que abriu uma crise com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao mandar o Senado instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a gestão da pandemia pelo governo federal.

Por 10 a 1, os ministros decidiram que o Senado tem de instalar a CPI, mas ressaltaram que cabe à própria Casa definir como devem ser executados os trabalhos do grupo – se presencialmente, por videoconferência ou modelo híbrido, conforme antecipou o Estadão. O julgamento durou cerca de uma hora.

REGRAS DO SENADO – “O procedimento a ser seguido pela CPI deverá ser definido pelo próprio Senado Federal, de acordo com as regras que vem adotando para funcionamento dos trabalhos durante a pandemia”, frisou Barroso.

“Deixo claro, no entanto, que não cabe ao Senado definir se vai instalar a CPI ou quando vai funcionar, mas sim como irá proceder. Por exemplo, se por videoconferência, de modo presencial, semipresencial ou fazendo uma combinação de todas essas possibilidades.”

A decisão de Barroso, assinada na última quinta-feira, enfureceu o presidente Jair Bolsonaro, que atacou o ministro, acusando-o de “militância política” e “politicalha”. O Planalto julga que a CPI da Covid tem potencial para desgastar ainda mais a imagem do Planalto em um momento de agravamento da pandemia, queda de popularidade do chefe do Executivo, piora dos indicadores econômicos e risco de recessão.

PEDIDO CONJUNTO – A decisão de Barroso atendeu a um pedido formulado pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO), que acionaram o tribunal alegado inércia do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), em abrir a investigação. Quando a liminar foi concedida, o requerimento pela abertura da CPI estava na gaveta de Pacheco havia mais de dois meses.

A abertura de uma CPI pode levar à convocação de autoridades para prestar depoimentos, quebra de sigilo telefônico e bancário de alvos da investigação, indiciamento de culpados e encaminhamento ao Ministério Público de pedido de abertura de inquérito.

Em uma rápida leitura de voto, Barroso frisou que “decisões políticas devem ser tomadas por quem tem voto”, mas ressaltou que o caso em análise girava em torno de respeito à Constituição.

NA FORMA DA LEI – “Nesse mandado de segurança, o que está em jogo não são decisões políticas, mas o cumprimento da Constituição. O que se discute é o direito de minorias políticas parlamentares fiscalizarem o Poder público, diante de uma pandemia que já consumiu 360 mil vidas apenas no Brasil com perspectiva de chegar à dolorosa cifra, ao recorde negativo, de 500 mil mortos“, disse o relator.

“CPI não tem apenas o papel de investigar, no sentido de apurar coisas erradas, elas têm também o papel de fazer diagnósticos dos problemas e apontar soluções. Aliás, nesse momento brasileiro, esse papel construtivo e propositivo é o mais necessário. CPIs fazem parte do cenário democrático brasileiro desde o início da vigência da Constituição, aliás, desde antes. Não se está aqui abrindo exceção, faz parte do jogo democrático desde sempre as comissões parlamentares de inquérito”, acrescentou.

Barroso destacou que no governo Collor, foram abertas 29 CPIs, a mais conhecida a que mirou PC Farias. Nos governos FHC e Lula, por sua vez, o número de CPIs foi de 19 em cada gestão.

UM VOTO CONTRA – O único voto destoante veio do decano do STF, Marco Aurélio Mello. Embora tenha indicado que apoia o entendimento de Barroso, Marco Aurélio frisou que não cabe ao plenário referendar ou não a liminar do colega em um mandado de segurança. Ou seja, para Marco Aurélio a decisão de Barroso já bastava. “A liminar do relator em mandado de segurança tem eficácia imediata”, observou.

“Sinto muito vontade em pronunciar-me, porque fui o primeiro a dizer que a decisão do ministro Luís Roberto Barroso — não imaginando, claro, que viria a apreciá-la nesta revisão de ofício proposta por Sua Excelência — mostrou-se afinada com a Lei das Leis, com a Constituição Federal. Mas não cabe. Se distribuído a mim o mandado de segurança, implementaria a liminar e aguardaria inconformismo, porque em Direito, mediante o instrumental próprio, o agravo (o recurso)”, acrescentou.

 ‘NÃO HÁ TENSÃO’ – No início da sessão, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu o entendimento de Barroso e minimizou a tensão política provocada com a liminar do ministro. Após a liminar de Barroso, Bolsonaro chegou a sugerir que a pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal poderia mudar os rumos da instalação da CPI.

Em conversa telefônica com Kajuru, divulgada pelo próprio senador, o chefe do Executivo também orientou que a comissão, se instalada, trabalhasse para apurar a atuação de prefeitos e governadores, o que tiraria o foco do seu governo.

“Entende o Ministério Público que não temos litígio entre poderes, apenas a necessidade de aclararmos, de reiterarmos a jurisprudência dessa corte mesmo na situação incomum em que se vive. O que demonstra que não há nenhum tipo de tensão entre os poderes, mas apenas delimitação clara, reafirmação precisa da vinculação do ato de instalação de uma CPI”, disse o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Os bolsonaristas podem espernear à vontade, mas o governo já acabou, embora tenham esquecido de contar essa novidade ao presidente da República, que é totalmente desequilibrado e não diz nada que se aproveite. (C.N.)


Os vereadores estão devendo uma satisfação urgente ao povo de Jeremoabo e a ONG-TransparênciaJeremoabo está no dever de agir

 Agora a tarde uma leitora deste Blog informou que não procedia a matéria publicada concernente a saúde de Jeremoabo porque quem denunciou pediu o anonimato.

Quero informar que toda matéria publicada neste Blog onde a fonte solicita o anonimato com receio de perseguição, a responsabilidade é de quem publica, se não for verdadeira a informação que processem-me.

A dúvida surgida  foi um médico fazer milagres e está ao mesmo tempo em dois lugares diferentes, na Pronto Socorro do Hospital e no quarto onde estava lotado de pacientes com COVID-19 e seus familiares, fato denunciado pelos vereadores e confirmado na sessão de ontem pela secretária de saúde.

Toda controvérsia, todo disse me disse é o povo achando que os vereadores estão jogando para plateia, que estão fazendo politicagem; pois se existem médicos seria o cúmulo da irresponsabilidade e perversidade, o que fizeram com o médico que estava de plantão no sábado dos horrores. 

Como o caso é grave, são vidas humanas que estão sendo ceifadas pelo COVID-19 por falta de um atendimento médico humano e digno, fiquei plasmado, sem acreditar quando a secretária de saúde falou da dificuldade que estava enfrentando, inclusive sem dormir devido a situação da população de Jeremoabo por só haver um médico concursado atendendo no hospital  do município, assim como o vice-prefeito usar uma rádio local para informar que a saúde de Jeremoabo havia melhorado muito, já que que hoje as mulheres estavam parindo no hospital, como se antes mulher nenhuma houvesse parido no município.

A pergunta que faço para pessoas normais é: como um hospital que só tem um médico faz parto, pequenas cirurgias etc.

Qual a razão de exporem um profissional da saúde e o povo no atendimento do pronto socorro?

Devido a minha experiência no INPS onde fui subchefe e trabalhei com todos os médicos credenciados em Paulo Afonso, já fui secretário de saúde no tempo que o hospital funcionou com dignidade com uma equipe de profissionais especializados, notei que algo estava errado, e o que mais chamou-me atenção foi o silêncio ensurdecedor dos vereadores com a  " estoria" de um só médico, inclusive a resposta dado ao vereador Neguinho de Lié quanto a falta de médico na Lagoa do Mato, justificando a distância.

Qual distância, se tudo é asfaltado? 

Para não deixar dúvidas, apelei para a lista dos vacinados no município de Jeremoabo, onde encontrei 13(treze)médicos vacinados, onde subtende-se que estão recebendo sem trabalhar ou, então furaram fila da vacinação. 

Não conformado com só essa prova, resolvi entrar no site do TCM-BA e efetuar um levantamento do quantitativo de médicos constantes na folha de pagamento concernente o mês de janeiro de 2021, onde encontrei 12(doze)médicos constando em folha e recebendo pagamento normal por trabalho efetuado.

Os vereadores estão na obrigação de com a máxima urgência tomar uma providência, já que não é justo o povo morrer por falta de medicamentos e atendimento médico.

Com a palavra o presidente da ONG-TransparênciaJeremoabo


Planalto acende alerta e avalia que Rodrigo Pacheco usa CPI da Pandemia para testar seu nome para 2022


Integrantes do governo viram o gesto como um movimento eleitoral

Bela Megale
O Globo

A decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de criar a CPI da Pandemia antes da decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) acendeu um alerta no Palácio do Planalto.Integrantes do governo viram o gesto como um movimento eleitoral da Pacheco de olho na eleição de 2022.

Um dia antes de o Supremo referendar a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, que determinou liminarmente a abertura da investigação, Pacheco leu o requerimento que criou a CPI.

OPÇÃO DO CENTRO – A avaliação de auxiliares de Bolsonaro, incluindo alguns ministros, é a de que Pacheco está usando a cadeira da presidência do Senado e a CPI da Pandemia para testar seu nome como opção do centro nas eleições de 2022. Integrantes do governo acreditam que o senador tem planos de lançar seu nome em esfera nacional, seja como vice ou até como presidente, a depender de sua gestão na presidência da Casa.

Aliados de Pacheco no Congresso e em seu partido, o DEM, também acreditam que o futuro político do senador será uma disputa de caráter nacional. Sabem, porém, que, para isso, ele precisa se consolidar como uma liderança em todo país em sua passagem pela presidência de Senado, que vai até 2023. Pacheco foi eleito em 2018 para um mandato de oito anos.

JULGAMENTO DO PLENÁRIO – A leitura de integrantes do Palácio do Planalto é que Pacheco poderia ter aguardado o julgamento do plenário do STF sobre a liminar de Barroso, o qual será realizado hoje. Os ministros da Corte vão referendar a decisão de Barroso que determinou a abertura da CPI, mas há a possibilidade que deixem que a instauração só aconteça depois que os casos da Covid-19 tiverem se estabilizado.

Rodrigo Pacheco optou por ler o requerimento da investigação nesta terça-feira, sessão seguinte à liminar de Barroso, fazendo assim, que a comissão se torne “um caminho sem volta”, segundo auxiliares de Bolsonaro.

Após laudo da Polícia Federal, MPF diz ao STF que mensagens da Lava Jato são tecnicamente inviáveis como prova

 


Charge do Pelicano (humorpolitico.com.br)

Marcelo Rocha
Folha

Laudo da Polícia Federal reforçou os argumentos do Ministério Público Federal contra o inquérito aberto pelo presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins, para investigar integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Com base na conclusão policial, a Procuradoria afirmou ser tecnicamente impossível atestar a integridade e a autenticidade das mensagens apreendidas com os responsáveis pelo ataque hacker contra procuradores da República e outras autoridades —e, portanto, inviável seu uso como prova, como defende Martins.

ANÁLISE – O posicionamento do Ministério Público Federal foi enviado nesta segunda-feira, dia 12, à ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), relatora de recursos em que a legalidade da investigação do STJ é debatida. No mês passado, atendendo a um pedido do ex-Lava Jato Diogo Castor de Matos, a ministra suspendeu o inquérito. A decisão está pendente de análise pela Primeira Turma da Corte. Não há data prevista para o julgamento.

A liminar concedida por Rosa e a perícia da PF, segundo a avaliação de procuradores, reduziram as chances de o inquérito de Martins ir adiante, embora ele tenha recebido sinalizações favoráveis de ministros do Supremo críticos da Lava Jato.

A apuração do STJ foi aberta em fevereiro pelo presidente do tribunal sob a justificativa de esclarecer se integrantes da Lava Jato tentaram investigar, ilegalmente, ministros da Corte superior. A hipótese foi levantada a partir de reportagens sobre o conteúdo das mensagens trocadas entre representantes da Procuradoria vazadas no ataque hacker em 2019. O procurador Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa de Curitiba, também é um dos citados no inquérito do STJ.

INTEGRIDADE – Os peritos da PF apontaram dois caminhos possíveis para atestar a autenticidade e integridade das mensagens apreendidas em poder dos hackers. Ou acessar os bancos de dados dos servidores centrais da empresa russa responsável pelo Telegram, aplicativo de onde vazaram as mensagens, ou o conteúdo armazenado nos dispositivos utilizados pelas vítimas dos hackers.

Na manifestação ao STF, o sub-procurador-geral da República José Adonis Callou de Araújo Sá afirmou que as soluções teóricas “são materialmente inviáveis”. “Não há como acessar os servidores centrais do aplicativo russo Telegram”, disse. “Não é um caminho faticamente viável nos dias atuais.”

OUTRO CAMINHO – Quanto ao outro caminho, disse Sá, “as vítimas dos hackers, por questão de segurança e seguindo orientação institucional, apagaram os conteúdos então armazenados”.

“Não há laudo pericial atestando a integridade e a cadeia de custódia do material que serviu de base para a instauração e desenvolvimento do inquérito [do STJ]”, disse o representante do Ministério Público, “razão pela qual [o material] não pode ser considerado prova”.

Para instaurar o inquérito, Humberto Martins se baseou no regimento interno do tribunal, segundo o qual é atribuição do presidente zelar pelas prerrogativas da Corte. Com o objetivo de garantir o cumprimento dessa autodefesa institucional, o artigo 58 da mesma norma prevê a possibilidade de instauração de inquérito.

VAZA JATO – A redação desse artigo 58 é similar a trecho do regimento interno do STF, lastro da abertura do inquérito das fake news —resposta aos ataques que ministros do Supremo sofreram de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Martins defendeu o uso das mensagens da Vaza Jato, como ficou conhecido o ataque hacker e a divulgação do conteúdo das mensagens na imprensa. Alegou que não há declaração por parte do Supremo de que as provas sejam ilícitas.

Nos últimos meses, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, autorizou à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acesso às mensagens vazadas. O material está anexado à ação penal da Operação Spoofing, que prendeu os hackers, que tramita na Justiça Federal em Brasília. O material tem sido explorado pelo petista para reforçar argumentos de quebra de imparcialidade pelo ex-juiz Sergio Moro.

ABUSO DE AUTORIDADE – Ao enviar ao Ministério Público Federal informações sobre o laudo pericial, o delegado Felipe Alcantara de Barros, do setor da PF encarregado dos inquéritos do STF e do STJ, afirmou que se trata de abuso de autoridade a utilização de provas ilícitas em investigações. “Eventual ação de obtenção de novos elementos e padrões, por meio de investigação lastreada por provas com prévio conhecimento de sua ilicitude, configura crime de abuso de autoridade”, afirmou.

De acordo com o policial, a autenticidade e a integridade das mensagens não são presumíveis. “Notadamente quando se reúnem indícios de que o invasor agiu com o dolo específico não apenas de obter como também de adulterar os dados”, disse.

SIGILO – Procurado pela Folha, o presidente STJ afirmou, por meio da Secretaria de Comunicação Social, que o caso é sigiloso e que foi “suspensa a investigação por decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, até a decisão de mérito pela Primeira Turma”.

“Quanto às provas, se são lícitas ou não, compete a análise e decisão da ministra Rosa Weber, relatora do HC, afastando-se qualquer abuso de autoridade, já que o caso está sendo apreciado e decidido pelo STF. Dessa forma, não há mais nada a informar”, afirmou o tribunal.


Prefeitura de Petrolina e dono de gráficas são alvos da Polícia Federal na manhã de hoje (Arualizado)

 abril 13, 2021

 



A Polícia Federal em Pernambuco desencadeou, na manhã de hoje, duas Operações de combate à Corrupção. Segundo o Blog apurou, um dos alvos é a Prefeitura de Petrolina, comandada pelo filho do lider do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho. Em mira, contratos da Prefeitura com o empresário Sebastião Figueiroa, do ramo gráfico e que já foi alvo de outras operações da PF por participação de desvios de recursos da pandemia em Prefeituras , entre elas a Prefeitura do Recife.

O Blog entrou em contato com a Prefeitura de Petrolina que informou que soltará ainda hoje uma nota sobre a Operação.

Em nota, a Polícia Federal informou que a Operação Contrassenso visa investigar possível prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, falsidade ideológica e organização criminosa através de contratações realizadas pela Secretaria de Educação da Prefeitura de Petrolina/PE. As penas dos crimes investigados alcançam 31 anos de reclusão.


PF na PREFEITURA DE PETROLINA (FOTO: BLOG DA NOELIA BRITO)

As investigações apontam irregularidades no fornecimento de kit escolar, entre o final do ano de 2015 até o ano de 2020, com emprego de recursos federais oriundos do FUNDEB, verba sob fiscalização da União. A investigação é uma decorrência da análise do material apreendido na denominada Operação Casa de Papel, deflagrada pela Polícia Federal no ano passado. 

Cerca de 150 policiais federais e auditores da Controladoria Geral da União - CGU participam do cumprimento de 33 (trinta e três) mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em Petrolina/PE. 

PF na Secretaria de Educação de Petrolina (Foto: Blog da Noelia Brito?


As buscas estão sendo realizadas em sedes de órgãos da Prefeitura de Petrolina/PE, bem como na região metropolitana do Recife/PE e no Estado de Minas Gerais. As investigações apontam pagamento de possível propina através de transferências bancárias em favor de terceiros, indicada por um dos servidores investigados, além de demonstrar um frequente contato entre os servidores públicos e os líderes do grupo econômico, principalmente em atos referentes ao pagamento da prefeitura às empresas do grupo. 

A CGU realizou auditoria em parte das contratações, apontando evidências dos artifícios utilizados pelo grupo empresarial para burlar os processos licitatórios, em especial o uso de empresas de fachada criadas em nome de interpostas pessoas (laranjas). 

As investigações são comandadas  pelo Delegado da Polícia Federal Afonso Marangoni Júnior e contam com a participação da CGU

Atualizado às 8:30hs

https://www.blogdanoeliabrito.com/

Bolsonaro volta a criticar lockdown, ataca prefeitos e governadores, e diz que não é ‘ditador do Brasil’


Bolsonaro pensa (?) que nunca tem responsabilidade sobre nada

Ana Mendonça
Correio Braziliense / Estado de Minas

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou, mais uma vez, contra as medidas de isolamento adotadas por governadores e prefeitos para frear a pandemia de Covid-19. Segundo Bolsonaro, ele não é o ditador do Brasil, por isso ninguém poderia cobrar dele posicionamentos sobre o desemprego. A declaração foi feita para apoiadores nesta terça-feira, dia 13.

“O pessoal fica reclamando que acabou o emprego, mas quem fechou o comércio não fui eu. Quem te obrigou a ficar em casa não fui eu. Eu faço a minha parte. É impressionante, com todo respeito aqui, o pessoal em vez de dar força para mim, criticam. Eu não sou ditador do Brasil”, declarou, em frente ao Palácio da Alvorada.

“OUTRAS PESSOAS” – Durante conversa, Bolsonaro respondeu um apoiador que pediu a ele atenção ao estado do Rio de Janeiro. Segundo Bolsonaro, “tem outras pessoas para tomar conta” da região. “Lá, o povo elegeu 70 deputados estaduais e elegeu 51 vereadores. Eu sou presidente da República. Estados e municípios têm outras pessoas para tomar conta”, disse.

Na tarde dessa segunda-feira, dia 12, Bolsonaro disse que governadores e prefeitos estão dando ‘amostra do comunismo’ ao manterem as restrições. Segundo o presidente, o Brasil está tendo “uma amostra do que é o comunismo e quem são os protótipos de ditadores”. Segundo ele, são “aqueles que decretam proibição de cultos, toque de recolher, expropriação de imóveis, restrições a deslocamentos, etc…”.

PREFEITOS E GOVERNADORES –  Nas últimas semanas, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), ficaram em evidência após irem de encontro a uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques – indicado por Bolsonaro –, que pediu a volta de cultos e missas presenciais.

No estado de São Paulo e em BH as celebrações estão proibidas. Na quinta-feira da semana passada, o STF decidiu que os estados e municípios podem restringir missas e cultos, deixando o governador paulista e o prefeito de BH nos holofotes da política brasileira.

VÍTIMAS – Na segunda-feira, dia 12, o país registrou 1.738 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou 355.031 óbitos desde o início da pandemia. A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias bateu um novo recorde e chegou a 3.125. É a pior média móvel de mortes pela doença já registrada, superando o número de 1º de abril (3.119).

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil. Durante a pandemia de Covid-19, Jair Bolsonaro adotou inúmeras medidas negacionistas. Desde negar a gravidade do vírus, postergar a compra de vacinas, não usar máscara e até provocar aglomerações.

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