segunda-feira, abril 12, 2021

Vacinação contra a gripe em Sergipe vai de 19 de abril a 9 de julho; confira grupos prioritários

 

Por G1 SE

 


Vacina contra a gripe — Foto: Fernanda Vieira/G1/Arquivo

Vacina contra a gripe — Foto: Fernanda Vieira/G1/Arquivo

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza em Sergipe vai de 19 de abril a 9 de julho, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Nacionalmente, a campanha iniciou nesta segunda-feira (12).

A data, anunciada na sexta (9), foi escolhida para que os municípios se organizem para a nova campanha, paralelamente à da Covid-19. Ainda de acordo com a SES, não é recomendado a aplicação das duas vacinas ao mesmo tempo, sendo necessário intervalo de, no mínimo, 14 dias entra cada uma.

O informe ainda indica que as pessoas contempladas no grupo prioritário para a vacinação contra Influenza que buscarem uma Unidade Básica de Saúde e ainda não foram vacinadas contra a Covid-19, preferencialmente, devem dar prioridade a vacina da Covid-19 e agendar a vacina da Influenza.

Etapas de vacinação

1º fase - de 19 de abril a 10 de maio: crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde.

2º fase - de 11 de maio a 8 de junho: serão contemplados os idosos com 60 anos ou mais e professores.

3º fase - de 9 de junho a 9 de julho: pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento, Forças Armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade, e adolescentes em medidas socioeducativas.

Campanha de vacinação contra a gripe começará no dia 19 de abril em Sergipe
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Campanha de vacinação contra a gripe começará no dia 19 de abril em Sergipe

'Se alguém fez teatro, foi Bolsonaro', diz Kajuru após conversa sobre CPI da Covid

 

'Se alguém fez teatro, foi Bolsonaro', diz Kajuru após conversa sobre CPI da Covid
Foto: Reprodução / Agência Senado

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) afirmou que não cometeu nenhum crime ao gravar e divulgar o conteúdo de um telefonema mantido com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante diálogo sobre a abertura da CPI da Covid-19 (relembre aqui).

 

Kajuru também disse que sua ligação não foi nenhuma armadilha e que ele não estava fazendo nenhum “teatro” durante a conversa. “Se alguém fez teatro foi o presidente Bolsonaro. Eu não fiz teatro nenhum, não. Eu fui reivindicar o meu direito de cobrar dele para ele ser justo e não colocar todo mundo [todos os senadores] na mesma vala”, afirmou à Folha de São Paulo.

 

"Eu vejo que ela só aconteceu hoje, porque alguém, como o Mourão, ou sei lá quem chegou nele e falou que ele não deveria ter agido como agiu na conversa comigo. Aí ele mudou de opinião. Porque, se ele estivesse realmente chateado, ele poderia ter ligado para mim ontem, ou então no nosso telefonema às 12h40, ter falado: 'Não, Kajuru, não põe isso no ar, não'".

 

"Eu liguei rapidinho, não gravei [a segunda conversa] porque falei muito rápido. Dei dois comunicados para ele: 'Presidente, primeiro o [senador] Alessandro Vieira entrou com requerimento para estender a governadores e prefeitos a investigação, portanto o senhor não tem mais nada que falar nesse assunto. E segundo, aquela conversa nossa eu vou colocar no ar agora'. Então comuniquei e ele falou: 'Não, não, tudo bem, tchau, tchau", acrescentou.

 

No diálogo com Kajuru, Bolsonaro sugere ao parlamentar entrar com pedido de impeachment de ministros do Supremo, além de pedir para ampliar o escopo da CPI para investigar prefeitos e governadores. O presidente sugere que poderia tambeém "sair na porrada" com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento para instalar a CPI da Covid.

Bahia Notícias

Pela primeira vez, parlamentares terão controle de mais da metade dos investimentos federais

Publicado em 12 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Benett (Arquivo do Google)

Daniel Weterman, André Shalders e Amanda Pupo
Estadão

O Congresso terá controle de mais da metade dos investimentos federais neste ano, conforme o Orçamento aprovado pelos parlamentares e pendente de sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Dos R$ 52,5 bilhões reservados para execução de obras e compra de equipamentos públicos, R$ 27,2 bilhões em verbas, ou seja, 52% do total, receberam a digital dos deputados e senadores por meio das emendas parlamentares. É a primeira vez que isso ocorre. Em anos anteriores, a maior parte do dinheiro ficava nas mãos do governo.

INDICAÇÃO – Quando os recursos são destinados por emendas parlamentares, o governo precisa repassar o valor conforme a indicação definida pelo congressista. Não é possível, por exemplo, construir um hospital com uma emenda aprovada para pavimentação de uma rua.

Além disso, o pagamento é obrigatório. A regra pressiona o Executivo em um cenário de Orçamento apertado e exigência do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior. O momento da liberação é determinado pelos ministérios, o que coloca essas verbas no centro de uma articulação política em troca de apoio do Legislativo.

Bolsonaro avalia vetar parte do Orçamento para recompor despesas obrigatórias, como da Previdência Social, que foram reduzidas pelo Legislativo para turbinar as verbas de caráter eleitoral. Se isso ocorrer, o patamar de investimentos nas mãos dos parlamentares deve cair.

AJUSTE – O diretor da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara, Wagner Primo, diz que é possível que o aumento observado em 2021 nas emendas do relator-geral do Orçamento seja revertido com o ajuste das despesas obrigatórias “Então, ao invés de R$ 52 bilhões (em investimentos) deve ficar em por volta de R$ 40 bilhões no máximo”, estima.

O Congresso aumentou o controle sobre o Orçamento gradativamente nos últimos anos. O total de investimentos federais diminuiu de R$ 82 bilhões em 2014 para R$ 52,2 bilhões em 2021, em função da crise fiscal e do teto de gastos. Os investimentos para emendas parlamentares, por outro lado, foram na contramão e dispararam de R$ 7,6 bilhões para R$ 27 bilhões nesse período.

Houve um salto significativo em 2020, após a criação das emendas de relator e comissões. Além disso, as verbas de bancadas estaduais passaram a ser impositivas há dois anos, caráter anteriormente dado apenas às emendas individuais, aquelas indicadas por cada deputado e senador.

PARALISAÇÃO DAS OBRAS –  O Orçamento aprovado pode na prática paralisar obras de infraestrutura no País, de acordo com o economista e sócio fundador da Inter.B Consultoria, Claudio Frischtak. Ele classificou a peça orçamentária como “terrível”. “Fragmentar o Orçamento, alocando recursos de uma forma quase arbitrária, ou centralizar recursos sem fazer um cálculo realista com o mínimo de precisão de taxa social de retorno são dois erros que podem e devem ser evitados”, afirmou.

Em 2019, o Tribunal de Contas da União apontou 14 mil obras paralisadas em todo o País, 37,5% dos empreendimentos analisados pelo órgão. Os empreendimentos parados envolviam recursos na ordem de R$ 144 bilhões. “O que vai acontecer é o que o TCU constatou em 2019: dezenas de milhares de obras paralisadas porque começam e depois faltam recursos. Com esse Orçamento terrível, isso pode se repetir.”

Só de emendas de relator ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), foram colocados ao menos R$ 7,1 bilhões de última hora para ações pelo País que, por sua vez, não foram especificadas. O montante é parte dos R$ 11,5 bilhões enviados pelo relator do Orçamento, Marcio Bittar (MDB-AC), à pasta, que representam mais de um terço de todos os recursos sob direção exclusiva do senador.

LOCALIDADE GENÉRICA – Segundo o projeto aprovado pelo Congresso, R$ 4,2 bilhões das emendas de relator vão para uma ação do MDR chamada de “Apoio a Projetos de Desenvolvimento Sustentável Local Integrado”. No parecer de Bittar, a localidade beneficiada é genérica, colocada apenas como “nacional”, o que significa que o recurso pode ir para qualquer lugar do Brasil.

O cenário se repete na escolha do relator ao direcionar R$ 2,9 bilhões ao “Apoio à Política Nacional de Desenvolvimento Urbano Voltado à Implantação e Qualificação Viária”, também do MDR.

GERAÇÃO DE VOTOS – Diretor da Associação Contas Abertas, o economista Gil Castello Branco alerta para o perfil “gerador de votos” desses empreendimentos. “Veja o porquê de tantas emendas para esta ação. Trata-se de uma ação com finalidades diversificadas, muito amplas e que geram votos. Em plena pandemia, é incrível que esta ação possua mais recursos do que todos os investimentos em saúde”, afirmou .

Questionado sobre as escolhas, Bittar não respondeu. A reportagem perguntou ao ministério se a pasta estipulou quais são exatamente os projetos que receberão os R$ 7,1 bilhões das duas ações citadas, mas não obteve resposta.

Polícia Militar interrompe live em restaurante de Itabaiana

 em 12 abr, 2021 14:00

. A PM relata que Ministério Público receberá relatório sobre o caso na manhã desta segunda-feira, 11. (Foto: PMSE)

A Polícia Militar interrompeu uma live que acontecia em um restaurante do município de Itabaiana. Segundo a PM, o 3º Batalhão recebeu uma chamada para averiguar denúncia sobre descumprimento de decreto governamental. Os cantores que participaram da transmissão, Dedé Brasil e Antônio, O Clone, informaram que o objetivo da live era solidária, para ajudar os músicos que estão enfrentando dificuldades nesta pandemia. A PM relata que Ministério Público receberá relatório sobre o caso na manhã desta segunda-feira, 11.

“A gente está fazendo live para ajudar os músicos que estão morrendo de fome e os órgãos públicos não chegam para nos ajudar”, diz Antônio. O parceiro musical, Dedé Brasil, também reforça a intenção. “Nós estávamos fazendo a live em um restaurante fechado, que tem capacidade para mil pessoas. Só queremos que aqueles que não deixam a gente fazer live, que nos dê uma solução para que a gente consiga o nosso pão de cada dia”, afirma o músico.

Ainda de acordo com a PM, foram dois problemas detectados pelo comando do 3º Batalhão. “O primeiro é que o estabelecimento comercial onde estava sendo realizado o evento, o restaurante Ninkasi, somente tem autorização (pelo decreto governamental em vigor) para funcionar aos finais de semana como “delivery” de sua atividade finalística, fornecimento de alimentação”, informa.

Outro ponto levantado pela polícia é que acontecia uma live com transmissão de música, “porém pelo decreto governamental em vigor, qualquer evento cultural de qualquer natureza necessita de comunicação e prévia autorização das autoridades sanitárias, o que não aconteceu”, destaca.

A PM diz ainda que não houve necessidade de encaminhamento de pessoas para a Delegacia Plantonista de Itabaiana, pois a realização do evento cessou no momento da intervenção da polícia.

“A Secretaria da Segurança Pública reforça que tem trabalhado para evitar a propagação do coronavírus e diminuir os casos fatais em decorrência da doença no estado. Qualquer informação pode se repassada pelo 190 para atendimento imediato da população”, destaca.

por João Paulo Schneider

Com informações da PM

infonet

Pressão de Bolsonaro não impedirá que a maioria do STF confirme a abertura de CPI da Pandemia


Charge do Amarildo (agazeta.com.br)

Bela Megale
O Globo

Sob forte pressão do presidente Jair Bolsonaro, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indica que manterá a decisão do colega Luís Roberto Barroso sobre a instalação da CPI da Pandemia. Magistrados ouvidos pela coluna avaliam que a conversa feita por telefone entre o presidente e o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), a qual foi tornada pública ontem pelo parlamentar, deixou mais evidente o medo de Bolsonaro da investigação que será aberta para analisar omissões do governo federal no combate à Covid-19.

Na conversa, Bolsonaro sugeriu a Kajuru que entre com pedidos de impeachment contra ministros do STF. O presidente sugeriu ao senador que a abertura desses processos teria o poder de segurar a CPI da Pandemia, ou seja, de intimidar os ministros da suprema corte.

CONFIRMAÇÃO DA LIMINAR – Apesar da pressão de Bolsonaro, os magistrados vão confirmar a liminar de Barroso durante sessão do plenário, marcada para quarta-feira, por videoconferência.

A avaliação de ministros ouvidos pela coluna é a de que a divulgação da conversa com o senador acabou por ter um efeito contrário ao que esperava Bolsonaro. Neste momento, qualquer recuo de ministros do STF significaria ceder à intimidação que o presidente tenta exercer sobre a corte.

“Você tem de fazer do limão uma limonada. Tem de peticionar o Supremo para colocar em pauta impeachment (de ministros) também. – disse Bolsonaro. – Sabe o que eu acho que vai acontecer? Eles vão recuperar tudo. Não tem CPI… não tem investigação de ninguém no Supremo”,  emendou o presidente.

Prefeito Deri do Poloma, mate logo de vez o " veio" que é melhor do que entregar d emão beijada ao COVID-19

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O prefeito Deri do Paloma numa semana usa as redes sociais para pedir DE FORMA DEMAGOGICA E MENTIROSA sacrifício dos comerciantes, dos donos de lanchonetes e da população em geral; já na outra semana, num verdadeiro atentado contra a vida humana, patrocina filas quilométricas, patrocinando aglomeração expondo todos as garras mortíferas do coronavírus.
Será que os Vereadores não estão enxergando uma miséria dessa para convidar o Ministério Público a presenciar uma atrocidade dessa, ou os vereadores temem falar com o Ministério Público.?
Que terra sem autoridade é essa?
ESSA FILA NÃO É PARA RECEBER DINHEIRO DE BANCO, MAS PARA VACINAR
                                                         QUE IRRESPONSABILIDADE!!!
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CADÊ A VIGILÂNCIA SANITÀRIA DE JEREMOABO?
SÓ SERVE PATA PERSEGUIR COMENCIANTES?
QUE VERGONHA!!!

Bolsonaro diz que vai 'sair na porrada' com senador 'bosta' que pediu CPI da Covid

por Daniel Carvalho | Folhapress

Bolsonaro diz que vai 'sair na porrada' com senador 'bosta' que pediu CPI da Covid
Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Em conversa gravada com o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) na noite de sábado (10), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) de "bosta" e afirmou que teria que "sair na porrada" com o autor do requerimento de criação da CPI da Covid-19.

 

"Se você [Kajuru] não participa [da CPI], vem a canalhada lá do Randolfe Rodrigues para participar e vai começar a encher o saco. Daí, vou ter que sair na porrada com um bosta desses", afirmou Bolsonaro em áudio divulgado por Kajuru na manhã desta segunda-feira (12) na Rádio Bandeirantes.

 

No domingo (11), Kajuru havia divulgado gravação de uma conversa telefônica entre ele e Bolsonaro. No trecho que veio a público, Bolsonaro pedia ao senador que ampliasse o escopo da CPI para que atingisse também prefeitos e governadores.

 

Bolsonaro disse que, se os senadores não mudarem o escopo da CPI, ampliando para investigar as ações de governos regionais também, será investigado apenas o governo federal e seus aliados. Segundo ele, vão ouvir "só gente nossa" para produzir "relatório sacana".

 

"Se não mudar a amplitude, a CPI vai simplesmente ouvir o Pazuello, ouvir gente nossa, para fazer um relatório sacana. Tem que fazer do limão uma limonada. Por enquanto, é um limão que tá aí. Dá para ser uma limonada", disse ao senador.

 

Na manhã desta segunda-feira, ao conversar com apoiadores, Bolsonaro condenou o registro e a divulgação do diálogo, sugerindo que não sabia que estava sendo gravado.

 

"O que está em voga hoje em dia é que eu fui gravado numa conversa telefônica, a que ponto chegamos no Brasil aqui. Gravado", disse Bolsonaro, segundo imagens divulgadas na internet por um apoiador.

 

"Não é vazar. É te gravar. A gravação é só com autorização judicial. Agora, gravar o presidente e divulgar. E outra, só para controle, falei mais coisas naquela conversa lá. Pode divulgar tudo da minha parte, tá?", complementou o presidente na porta do Palácio da Alvorada.

 

Kajuru, então, concedeu uma entrevista à Rádio Bandeirantes para explicar ao apresentador José Luiz Datena. À rádio, Kajuru disse ter avisado a Bolsonaro às 12h40 de domingo que, em 20 minutos, divulgaria o áudio da conversa. De acordo com o senador, todos sabem que ele grava conversas telefônicas e que já divulgou outros diálogos que teve com Bolsonaro.

 

Além disso, disse o senador, em nenhum momento o presidente pediu que ele não publicasse o áudio. "No caso do presidente Bolsonaro, eu avisei ontem [domingo], 12h40, ao ligar para ele para contar sobre o requerimento feito, que eu subscrevi, do senador Alessandro Vieira, nós dois somos do mesmo partido, o Cidadania. Que é exatamente o quê? É estender a CPI para governadores e prefeitos", disse Kajuru.

 

"Falei 'presidente, vou colocar agora, uma hora da tarde, a nossa conversa, que vai ser importante'. Porque foi um desabafo dele. Então, eu considerei que aquilo, para mim, como várias vezes eu já conversei com ele e coloquei no ar falas dele, eu voltei a fazer isso porque para mim foi uma proteção a ele para mostrar ao Brasil inteiro que ele está se sentindo prejudicado e, repito, usou a palavra sacana porque realmente ele estava chateado", afirmou o senador.

 

Kajuru disse que que, para proteger Bolsonaro, omitiu o ataque a Randolfe Rodrigues. "A única parte da entrevista que não coloquei para protegê-lo, porque acho que foi desnecessário, foi quando ele ofendeu um senador e falou que ia para a porrada com este senador. Falei 'presidente, calma, não é hora disso, presidente'", relatou Kajuru.

 

Durante o programa, Datena mostrou a Kajuru a fala de Bolsonaro aos apoiadores, autorizando-o a divulgar toda a conversa. "Ele não está dizendo que eu menti. Ele está dizendo que eu não coloquei tudo o que ele falou. E ele sabe o que ele falou. Se ele quer que eu coloque, eu coloco", afirmou, antes de pedir a um assessor que selecionasse o trecho para exibição.

 

"Se ele deseja paz com a CPI, eu colocar no ar a parte do que ele falou, ele iria arrumar uma briga com todos os senadores. Agora, ele quer, ele vai ter", disse Kajuru.

 

Até a publicação desta reportagem, o senador Randolfe Rodrigues não havia se manifestado. Filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaor (Republicanos-RJ) informou que irá representar contra Kajuru no Conselho de Ética do Senado.

Bahia Notícias

É falso que Conquista e Porto Seguro zeraram mortes por Covid-19 ao adotar 'kit’

 

por Francis Juliano

É falso que Conquista e Porto Seguro zeraram mortes por Covid-19 ao adotar 'kit’
Foto: Reprodução / Agência Pará

Circula pela internet uma informação falsa [fake news] sobre situação da Covid-19 em várias cidades, três delas baianas. A nota alude que Porto Seguro, na Costa do Descobrimento; Vitória da Conquista e Itapetinga, no Sudoeste, teriam zerado as mortes após adotarem o chamado tratamento precoce.

 

O "composto" inclui hidroxocloroquina e ivermectina e já foi reconhecido como ineficaz para casos de Covid-19 – o então defensor da hidroxocloroquina já admitiu a inutilidade (ver aqui) e cinco pessoas foram incluídas na fila de transplante em São Paulo após uso do denominado “Kit Covid” (clique aqui).

 

No caso das cidades baianas, a informação cai por terra ao verificar os números deste mês divulgados pelas próprias prefeituras. Em Vitória da Conquista foram 12 mortes do dia 1° de abril até este domingo (11). Em Itapetinga ocorreram sete óbitos até esta segunda-feira (12), segundo o site Teixeira Agora. E no caso de Porto Seguro houve quatro mortes por coronavírus até o último sábado (10), sendo que todas ocorreram no intervalo de quatro dias. 

 

No acumulado de casos e óbitos pela Covid-19, Vitória da Conquista tem 24.281 confirmações e 384 mortes; Porto Seguro acumula 7.023 registros e 139 óbitos, e Itapetinga tem 4.296 registros constatados e 107 perdas.

Bahia Notícias

Coronel diz que escopo atual já permite que CPI da Covid investigue estados e municípios


por Bruno Luiz

Coronel diz que escopo atual já permite que CPI da Covid investigue estados e municípios
Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

Presidente da CPMI das Fake News, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) rebateu o pedido do presidente Jair Bolsonaro para que a CPI da Covid amplie seu escopo e passe a investigar também ações de governadores e prefeitos na pandemia.

 

Na avaliação dele,  a solicitação é “redundante” porque a comissão pode apurar atos “conexos” a possíveis omissões do governo federal no combate ao novo coronavírus. Ele explicou que, como a União enviou recursos a estados e municípios para o enfrentamento à pandemia, o desvio desses valores, alegado por Bolsonaro, já seria alvo de investigação da CPI.

 

“O requerimento original já contemplaria investigações em governos e municípios. A CPI é para investigar um fato determinado e fatos conexos. A partir do momento que o governo federal envia recursos para estados e municípios, isso já está no raio da investigação. Portanto, são pedidos redundantes”, argumentou o senador, em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (12).

 

Para demonstrar sua explicação, o parlamentar usou como exemplo a própria CPMI das Fake News. “O requerimento original tinha quatro fatos determinados. Hoje, nós apuramos uns dez fatos, pois são conexos ao original. Por isso que a gente diz que você sabe como se começa uma CPI, mas não como termina.”

 

Coronel também alfinetou a atitude dos colegas senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Eduardo Girão (Podemos-CE), que tentam formas de incluir governadores e prefeitos no escopo da CPI. “Não havia necessidade. Tem colegas que ficam correndo atrás de um clique, que querem exacerbar nas coisas e aparecer mais que o devido”, criticou.

 

ASSINATURA

Questionado sobre por que não assinou o requerimento pela abertura da comissão, em oposição ao que fez o correligionário Otto Alencar (PSD-BA), Coronel disse que só vai apoiar a CPI se ela for feita de forma presencial.

 

“Eu fiz um ofício solicitando o congelamento da CPI das Fake News, pois não tínhamos como fazer sem sessões presenciais. Seria uma incoerência de minha parte. Não concordo que uma investigação dessa natureza seja feita de forma não presencial, não tem como. Não tem como fechar sala pra fazer sessão, colocar jornalistas, senador, convidados, todo mundo. Já morreram três senadores. O Senado está um covidário”, criticou.

Bahia Notícias

Bolsonaro tenta derrubar CPI ao cobrar também a investigação de prefeitos e governadores


Sob um fundo violeta claro, há quatro figuras. À esquerda, um homem de máscara contra a Covid-19 é vacinado por uma enfermeira. Ele observa, do outro lado da imagem, um homem que lhe mostra a língua, identificado por como alguém "anti-vacina". Ele se dirige à morte, uma caveira que veste robe preto e tem uma foice.

Charge do Jean Galvão (Folha)

Ricardo Della Coletta
Folha

O governo Jair Bolsonaro passou a defender abertamente a ampliação da CPI da Covid. Com a medida, a comissão no Senado poderia investigar também a ação de governadores e prefeitos na pandemia. A estratégia, segundo senadores e auxiliares de Bolsonaro, é jogar mais pressão sobre congressistas para que eles retirem assinaturas do pedido de criação da comissão. Isso precisa ser feito nas próximas horas.

O Palácio do Planalto avalia que a perspectiva de uma CPI que, além do governo federal, mire prefeitos e governadores pode ser suficiente para reduzir os apoios à instalação da CPI no Senado, uma vez que senadores são ligados politicamente às administrações nos estados.

DISSE BOLSONARO – No sábado (10), Bolsonaro defendeu a extensão do escopo do colegiado. “A CPI [é] para apurar omissões do presidente Jair Bolsonaro, isso que está na ementa. Toda CPI tem de ter um objeto definido. Não pode, por exemplo, por essa CPI que está lá, você investigar prefeitos e governadores, onde alguns desviaram recursos. Eu mandei recursos para lá, e eu sou responsável?”, disse.

“Conversei com alguns [senadores] e a ideia é investigar todo mundo, sem problema nenhum”, afirmou Bolsonaro que, na manhã do sábado, realizou um passeio de moto pela periferia de Brasília.​

Depois, em áudio divulgado pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) neste domingo (11), Bolsonaro voltou a apelar para a ampliação da CPI.

RELATÓRIO SACANA – “Se não mudar, a CPI vai simplesmente ouvir o [ex-ministro da Saúde, Eduardo] Pazuello, ouvir gente nossa, para fazer um relatório sacana”, disse Bolsonaro, em gravação reproduzida nas redes sociais do senador.

O discurso foi endossado pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), em uma sequência de mensagens publicadas no Twitter sábado (10) e domingo (11).

“Uma CPI exclusivamente para apurar o governo federal eu sou totalmente contra. Se tiver CPI, que se apure todos os entes da Federação, inclua estados e municípios e os impactos da liberação da eleição de 2020 para o surgimento da nova cepa (P.1)”, escreveu.

COMEÇA A TRAMITAÇÃO – Um primeiro passo para a instalação da CPI para investigar as ações e omissões do governo federal no combate ao coronavírus deve ocorrer nesta terça-feira (13), com a leitura do requerimento da comissão pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Mesmo com as assinaturas necessárias, Pacheco vinha bloqueando a criação do colegiado. Segundo ele, o momento não é adequado para investigação parlamentar com potencial de trazer forte instabilidade na política nacional.

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), no entanto, determinou que a CPI fosse instalada. A decisão liminar (provisória) é de quinta-feira (8).

JULGAMENTO NA QUARTA– Inicialmente, a ordem do ministro seria analisada no plenário virtual da corte, no qual são depositados os votos, sem debates. No sábado, Luiz Fux, presidente do STF, após consulta aos ministros, antecipou o julgamento para esta quarta (14), que será no plenário físico da Corte.

Agora, a principal frente de ação do Palácio do Planalto é tentar conseguir que assinaturas sejam retiradas por senadores até esta terça-feira. Dos 81 senadores, 32 assinaram o pedido de CPI —são necessários 27.

A ameaça de uma CPI com potencial de criar problemas para governadores é considerado um argumento importante para o Planalto, que mira principalmente congressistas ligados a governos estaduais.

SENADOR CONCORDA – O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu que as apurações envolvam também os gestores locais.

“Dessa forma, não cabe, a nosso ver, instituir uma comissão parlamentar de inquérito para proceder à investigação da atuação dos órgãos estatais diante da pandemia do Covid-19 e limitar o seu escopo exclusivamente aos agentes públicos federais. Trata-se de um sistema nacional e assim deve ser avaliado”, escreveu Vieira.

O requerimento dele foi apresentado à Secretaria-Geral da Casa no sábado. Após a instalação da CPI, basta a maioria simples para a aprovação desse pedido de ampliação do escopo da comissão. Essa possível ampliação do escopo da investigação interessa ao Planalto se a estratégia de tentar a retirada das assinaturas não surtir efeito.

GOVERNADORES E PREFEITOS – Se a CPI sair do papel, o Planalto considera que pode equilibrar o desgaste da investigação contra os atos de Bolsonaro com o discurso adotado há meses pelo presidente: o de que estados e municípios receberam vultuosos recursos da União para combater o vírus, mas não só falharam em conter a doença como muitos teriam praticado desvios e ilícitos.

Congressistas que apoiam a CPI, no entanto, dizem que as declarações de Bolsonaro não devem ser suficientes para reverter assinaturas e que o presidente está, novamente, tentando mobilizar sua base.

De acordo com eles, o pedido original da CPI já era amplo o bastante para apurar o uso de dinheiro federal no combate à pandemia, o que obviamente abarcaria administrações locais que tivessem usado esses recursos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Três senadores morreram de Covid: Arolde de Oliveira (PSD-RJ), José Maranhão (MDB-PB) e Major Olímpio (PSL-SP), e isso ajuda a motivar a convocação, mas o funcionamento da CPI será precário, através de videoconferência. De toda forma, vai incomodar muito o governo. (C.N.)

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